segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

30 DE JANEIRO – DE JOVEM FRÍVOLA A UMA GRANDE SANTA

A vida de Santa Jacinta Marescotti (+ Viterbo, 1585-1640) sai fora dos padrões comuns. Tentou várias conversões na vida. De mulher frívola e mundana passou a ser monja. E de monja relaxada e tíbia, a uma grande santidade. Vejamos: Quando menina Clarice (este era seu nome de batismo) ficou um tempo com as religiosas franciscanas, a mandado dos pais. Mas ela, muito presa às vaidades do mundo, queria se casar. Por isso não só saiu do convento, mas passou a freqüentar festas e encontros da alta sociedade. Seus pais, preocupados com sua conduta, convenceram-na a voltar para o convento. No convento a mocinha rica trocou o nome para Jacinta, mas não seu comportamento. Seu hábito era de seda. Seu quarto decorado luxuosa e principescamente. Deus continuava aguardando o momento da conversão. Seu pai morreu assassinado. Uma doença grave levou Jacinta às portas da morte.  Uma boa confissão devolveu-a finalmente aos braços da misericórdia divina. Jacinta mudou o hábito de seda por uma roupa simples, pediu perdão publicamente, entregou-se à oração e à penitência, chegando a ser mestra das noviças e depois superiora do convento, além de fundar várias obras de caridade. Durante o velório foi preciso trocar tres vezes seu hábito porque o povo recortava e tirava pedacinhos como relíquia.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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Beata Maria de Pisa, viúva, monja dominicana - 30 de janeiro

     A vida desta beata é uma prova de que a santidade não depende das circunstâncias externas; em qualquer estado de vida a pessoa pode se santificar. Muitas vezes pensamos que o sofrimento, quando é muito grande nos impede de continuar o caminho com alegria. A Beata Maria nos mostra que uma dor muito grande pode ser ocasião de uma entrega mais inteira a Deus. Também nos ensina que nos momentos de obscuridade é bom seguir o conselho de pessoas piedosas para que nos ajudem a encontrar o caminho de saída.
     Catarina Boncini nasceu em Pisa, Itália, em meados do século XIV. Filha de uma família da alta sociedade, ainda estava no berço quando viu seu Anjo da Guarda e dele recebeu um aviso que preservou sua vida. Algum tempo depois, ela recebeu uma segunda visita e, a partir daí, estabeleceu-se entre a alma pura da criança e o espírito benfazejo uma misteriosa troca de orações e de graças. Foi nesta escola que Catarina aprendeu os segredos do amor divino.
     Sua vida foi especialmente dramática: enviuvou de Baccio Mancini; e novamente enviuvou de Guilherme Spezzalaste, aos 25 anos. Os vários filhos dos dois casamentos faleceram muito jovens.
     Portanto, na Beata Maria de Pisa encontramos o exemplo de uma serva de Deus que se casou duas vezes e teve muitos filhos, viveu vários anos no mundo como viúva, ingressou em um convento relaxado, o reformou, e, finalmente, fundou uma comunidade de observância religiosa excepcional, na qual morreu numa idade muito avançada em odor de santidade.
     Conta-se que Catarina (Maria era seu nome em religião) aos cinco anos teve uma experiência mística extraordinária. Em um êxtase, ou visão, presenciou a tortura no potro de Pedro Gambacorta, que havia sido acusado de conspirar e fora condenado à forca por seus inimigos. A legenda acrescenta que Catarina rezou com tanto fervor ao presenciar o suplício, que a corda da forca rompeu e os juízes comutaram a pena de morte. Depois disto, a Virgem Maria apareceu à Catarina e lhe ordenou que rezasse todos os dias sete Pai-Nossos e sete Ave-Marias, porque a bondade de Deus a sustentaria nos perigos.
     Catarina casou-se aos 12 anos e teve dois filhos. Seu primeiro esposo morreu quando a beata tinha 16 anos. Cedendo à pressão de sua família, Catarina casou-se pela segunda vez. O novo casamento durou oito anos e dele nasceram cinco filhos. Todos os filhos da beata faleceram muito jovens.
     A família pretendia casá-la pela terceira vez, mas ela se opôs resolutamente e se entregou de alma e corpo às obras de piedade e caridade. Em meio às ocupações, aos cansaços, às preocupações que lhe davam os cuidados com a casa e com a educação de seus filhos, ela soube, administrando ativa e minuciosamente o seu tempo, encontrar o prazer de se entreter com Deus na mais alta contemplação. Sua caridade era inesgotável; jamais um pobre batera em vão à sua porta.
     Ela se alegrava, sobretudo, em consolar os doentes, em cuidar de suas feridas, em oferecer-lhes, juntamente com as esmolas, palavras de paz e consolação. Ela converteu sua casa em hospital. Conta-se que acostumava beber o vinho com que lavava as chagas dos enfermos, e que em certa ocasião experimentou tal doçura ao beber o vinho, trazendo força à sua natureza, que chegou a convencer-se em seu foro íntimo de que o misterioso doente a quem havia atendido era o próprio Salvador.
     Catarina fez votos de jejuar quatro vezes por semana, de manter uma dura disciplina quotidianamente e de não se permitir o mais ligeiro repouso que não fosse sobre um leito de tábuas de madeira.
     Naquela época de sua vida Catarina estava sob a direção dos dominicanos, em cuja Ordem Terceira havia ingressado. Provavelmente foram aqueles religiosos que a colocaram em contato com Santa Catarina de Siena, de quem ela se tornou discípula. Ainda se conserva uma carta que aquela Santa escreveu a "Monna Catarina e Monna Orsola ed altre donne di Pisa" (Sra. Catarina e Sra. Úrsula e outras senhoras de Pisa).
     A conselho de Santa Catarina de Siena, Catarina ingressou no convento dominicano relaxado da Santa Cruz com o objetivo de restabelecer nele a estrita observância. A beata conseguiu reformá-lo, mas aspirava por uma vida de maior perfeição. Assim, junto com a Beata Clara Gambacorta, saiu do convento de Santa Cruz para fundar outra comunidade em um convento construído com essa finalidade pelo pai de Clara, o mesmo Pedro Gambacorta por quem Irmã Maria havia rezado.
     Deus abençoou a nova fundação, que se converteu em um modelo de vida religiosa, famoso em toda Itália. Neste convento a Beata Maria Mancini faleceu em 22 de janeiro de 1431. Seu culto foi aprovado em 2 de agosto de 1855 pelo Papa Beato Pio IX.
     Seu corpo foi venerado por vários séculos no seu Mosteiro de São Domingos, em Pisa. O mosteiro foi destruído por bombardeios na 2ª guerra mundial. A igreja passou a pertencer a Ordem de Malta. As monjas compraram o Palácio Serafim e o transformaram em mosteiro e para ali levaram as relíquias das Beatas Maria e Clara.
     Hoje as relíquias são custodiadas pelas irmãs da Congregação das Dominicanas de Santa Catarina, pois as monjas, por serem em pequeno número, se uniram a outras comunidades de monjas dominicanas da Itália.
     A Beata se distinguiu pelas duras penitências, visões místicas e por um admirável zelo pelas almas do Purgatório. A Ordem Dominicana a recorda no dia 30 de janeiro.
Fontes: 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 30 DE JANEIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Segunda-feira – Santos: Jacinta de Mariscotti, Savina, Martinha 
Evangelho (Mc 5,1-20) Logo que Jesus saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi a seu encontro.” 
A leitura dos comentários pouco ou nada ajuda na compreensão dessa passagem. Vamos apenas nos perguntar que mensagem o evangelista queria passar-nos. Vemos que Jesus, como de outras vezes, mostra-se compadecido com a situação miserável do homem. Ele, porém, não apenas se comove, mas mostra que pode libertá-lo de seus males e infelicidades. Ele é mais que um pregador. 
Oração

Senhor Jesus, conheceis muito bem minhas fraquezas e meu pecado. É bom saber que tendes compaixão de mim, quereis e podeis libertar-me. Aqui estou, diante de vós, consciente de minha pobreza e confiante em vosso poder misericordioso. Libertai meus pensamentos e afetos, purificai meu coração, para que eu possa viver na liberdade dos filhos de Deus. Tende piedade de mim. Amém.

domingo, 29 de janeiro de 2017

AS TRÊS PENEIRAS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio
Redentorista
Um rapaz procurou Sócrates para lhe contar um caso. O filosofo ergueu os olhos do livro e perguntou: 
- O que você quer contar, já passou pelas três peneiras? 
- Três peneiras? Como assim? 
- Explico-me. A primeira é a Verdade. O que você quer contar, é um fato? Se apenas ouviu contar, a coisa deve morrer por aí. Suponhamos, entretanto, que seja verdade. Nesse caso deve passar pela segunda peneira que é a Bondade. O que vai contar é coisa boa? Ajuda a construir a fama do próximo?Se, o que vai contar é verdade e coisa boa, falta passar pela terceira peneira que se chama conveniência ou necessidade. Convém contar? É necessário contar? Ajuda a comunidade?Se passar pelas três peneiras conte. Caso contrario, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar a discórdia entre os irmãos. 
O rapaz resolveu não contar. Seu caso iria enroscar em alguma das três peneiras do filósofo. 
Palavra de Deus: Não julgueis e não sereis julgados... (Lc 6,37)
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Homilia do 4º Domingo Comum (29.01.17)

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
“Felizes sois vós” 
Um ensinamento de vida!
O Evangelho de Mateus compõe-se de discursos nos quais coleta os ensinamentos fundamentais de Jesus. Temos na liturgia de hoje a leitura da introdução ao discurso da Montanha. Como Moisés que, do alto do Monte Sinai trouxe e lei de Deus, Jesus apresenta a Nova Lei. Aquela lei fora promulgada entre raios e trovões. Aí nasceu o povo. No monte das Bem-Aventuranças Jesus delineia o caminho do novo homem. Quem O ouve fica feliz. Jesus inicia propondo oito pilares desse novo povo. Basta dar estes oito passos para entrar no Reino. As bem-aventuranças são um retrato de Jesus a ser feito em nós. Jesus enfrentou inimigos fortes que O recusavam. Mas teve sempre uma palavra e um acolhimento carinhoso para com os fracos, os doentes e os pobres. A opção de Jesus para atender primeiro os frágeis, vem justamente da situação da maioria do povo que estava fragilizada de tantos modos. Desde o Antigo Testamento Deus deu particular atenção aos fracos como lemos no salmo 145. As leis protegiam os necessitados, mas não eram seguidas. As esperanças do povo se concretizaram num pequeno grupo que o profeta chama de resto de Israel. Eles colocaram sua esperança em Deus. Nele se estabelece a certeza da salvação que Deus oferece. Eles acolheram Jesus. É por isso que Jesus vai descrevê-los deste modo tão bonito: “Bem aventurados os pobres em espírito!” São eles o resto fiel. Maria, José e os primeiros discípulos pertenciam a esse grupo que tinha a esperança.
Perfil do cristão feliz
Cada cristão apresenta um aspecto das bem-aventuranças. A pobreza do cristão significa ser empobrecido e necessitado de Deus. Deus é a única riqueza que nos faz felizes. Nas dores sabem ter o consolo em Deus. É manso porque sabe estar bem com tudo. O que tem fome e sede de justiça Divina quer o bem de todos. O misericordioso é o que tem o coração do Pai. O puro de coração é o que vem de Deus. O promotor da paz vive a paz em si pelo contato com Deus e assim pode implantá-lo no mundo. O perseguido por causa da justiça sofre o que Ele sofreu e recebe que Ele recebeu. É o que se constata nas atitudes de Jesus e em suas palavras: pensa diferente do mundo. Com isso surge a oposição. Para o mundo a felicidade é o contrário das bem-aventuranças: riqueza, poder, despreocupação, injustiça, falta de perdão, agressividade, oposição a Cristo e seus fiéis. A salvação que Jesus oferece quer tirar o homem da situação do mal que tem seus inúmeros frutos perniciosos. Jesus cura o homem por dentro.
Um projeto de vida
Como realizar essas bem-aventuranças? O primeiro passo é estar unido a Cristo que é a Bem-Aventurança. Nele estão todas as virtudes, pois Ele é a Virtude. Os bons atos e o esforço pessoal são necessários. As bem-aventuranças não são bolas de Natal colocadas na árvore, mas frutos que vêm da árvore que é Cristo. É Ele quem produz fruto em nós e nós cooperamos para que sejam abundantes. O primeiro testemunho que os cristãos podem oferecer será sempre sua vida curtida no projeto de Jesus. Assim foi Jesus, assim devem ser seus seguidores. A Eucaristia é meio de nos unirmos a Cristo que é a seiva Divina que produz os frutos em nós. A educação cristã do discípulo deve passar por esses pontos fundamentais. É inútil uma fé, sem uma vivência concreta do projeto de Jesus. Nele podemos amadurecer Naquele que, por primeiro, viveu as bem-aventuranças.
Leituras: Sofonias 2,3;3,12-13; Salmo 145; 1Coríntios 1,26-31; Mateus 5,1-12ª
1.     Jesus propõe as oito bem-aventuranças como o caminho para o novo povo de Deus viver o Reino.
2.    Cada cristão apresenta um aspecto das bem-aventuranças. Que não acolhe Jesus gera males que não dão produzem a felicidade.
3.    As bem-aventuranças são a seiva da árvore que é Cristo que produz frutos em nós. Acolhendo Cristo, somos o que Ele é.    
Aprendendo a ser gente
            S. Mateus, ao narrar o início da missão de Jesus, faz em poucas palavras, uma síntese de tudo o que iria ensinar. Primeiramente narra o início da vida de Jesus e no final a Paixão. Entre esses dois pólos, coloca cinco partes que englobam o ensinamento de Jesus. Iniciamos com o sermão da montanha. E neste, as bem-aventuranças. Elas são o fio que une e resume todo ensinamento de Jesus. Não são somente palavras, mas é o retrato falado de Jesus. Ele era assim. Às vezes procuramos o tipo físico de Jesus. Esse não é necessário. É bom saber seu tipo humano-espiritual. Assim como Ele foi, assim devemos ser.
            Gastamos muitas palavras para explicar a doutrina. Jesus com poucas frases apresentava tudo. É como vemos no texto de hoje. Primeiramente notemos que a primeira leitura nos diz quem são os humildes. Eles mantêm viva a esperança. E Deus cuida deles, como nos conta o salmo 145.
            Jesus enumera oito atitudes de vida que servem para orientar em nosso cotidiano. Está a dizer: Vivendo desse jeito, estão vivendo o evangelho. É curioso que procuramos tantos modos de viver e deixamos de lado aquele que Jesus oferece.
            O que nos ensina: Ser pobre de espírito, desapegado de tudo o que possa destruir a riqueza do Evangelho. Quem é pobre se preocupa em viver bem e que os outros vivam bem. Essa preocupação não prejudica o relacionamento, pois a mansidão cabe em qualquer lugar. Desse modo, com serenidade vai buscar a justiça em todos os sentidos, pois sem ela não se vive bem. Para não prejudicar os outros, quando vivemos procurando o bem, temos que ter misericórdia. Assim seremos entendidos. O que buscamos não tem má intenção. A pureza de o coração não é só afeto, mas é transparência dos olhos e das atitudes. Isso nos deixa em paz e não atropelamos os outros.
Certamente que nem todo mundo concorda com esse nosso caminho. Daí surge a perseguição por causa de Jesus e seu ensinamento. Não há problema, pois já conquistamos o Céu e com grandes recompensas. A maior delas é ver que outros creram em Jesus e seguem o mesmo caminho.
Tudo muito simples. Quanto mais fazemos como Jesus, mais gente seremos.

EVANGELHO DO DIA 29 DE JANEIRO

Evangelho segundo S. Mateus 5,1-12.
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos, e Ele começou a ensiná-los, dizendo: 
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. 
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. 
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. 
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. 
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense 
Sermão para a Festa de Todos os Santos, 3.5-6 
«Deles é o reino dos Céus»
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.» Sim, bem-aventurados aqueles que rejeitam os fardos sem valor, mas cheios de peso, deste mundo; aqueles que não querem ser ricos, a não ser pela posse do Criador do mundo, e só por Ele; aqueles que, nada tendo, por Ele tudo possuem (2Cor 6,10). Pois tudo possuem estes que possuem Aquele que tudo contém e de tudo dispõe, estes de quem Deus é a parte e a herança (Nm 18,20). «Nada falta aos que O temem» (Sl 34,10): Deus dá-lhes tudo o que sabe ser-lhes necessário; e dar-Se-lhes-á a Si mesmo um dia, para que eles encontrem a alegria. [...] Glorifiquemo-nos, pois, meus irmãos, pelo facto de sermos pobres por Cristo, e esforcemo-nos por ser humildes com Cristo. Pois não há coisa mais detestável nem mais miserável que um pobre orgulhoso. [...] 
«O reino de Deus não é uma questão de comer e beber, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo» (Rom 14, 17). Se sentimos que temos tudo isto em nós, proclamemos com segurança que o reino de Deus está dentro de nós (Lc 17,21). Ora, aquilo que está dentro de nós pertence-nos verdadeiramente; ninguém no-lo pode arrancar. É por isso que, quando proclama a bem-aventurança dos pobres, o Senhor não diz: «deles será o reino dos Céus», mas: «deles é o reino dos Céus». E é deles, não apenas por um direito firmemente estabelecido, mas também por um penhor inteiramente seguro, que já é uma experiência da felicidade perfeita. E não apenas porque o reino foi preparado para eles desde o começo do mundo (Mt 25,34), mas também porque eles já começaram a entrar na sua posse: eles já possuem o tesouro celeste em vasos de barro (2Cor 4,7), já trazem a Deus no seu corpo e no seu coração. 

VALÉRIO DE TREVERI Bispo, Santo Século IV

Alguns escritos relatam que o bispo de Trevas, chamado Valério, foi discípulo do apóstolo Pedro. Este o teria consagrado bispo e enviado para evangelizar a população da Alemanha. Mas, isto não ocorreu, São Pedro testemunhou a fé pelo menos dois séculos antes. Mas Valério foi colaborador de S. Materno — primeiro Bispo da Alsácia —, na evangelização da Alemanha e veio a ser bispo de Trevas, quando morreu S. Eucário, primeiro Bispo de Trevas. Estes três Arautos do Evangelho foram incluídos no Livro dos Santos, como grandes apóstolos da Alemanha. Nos registros posteriores, revistos pelo Vaticano no final do primeiro milênio, onde foram narrados os motivos da santidade dos religiosos até então, encontramos o seguinte, sobre Valério: "converteu multidões de pagãos e operou milagres singelos e expressivos". Talvez o mais destacado, tenha sido quando Valério, trouxe de volta à vida o companheiro Materno com o simples toque do seu bastão episcopal. Depois, o outro companheiro de missão, que já havia falecido, Eucário, o teria avisado em sonho que no dia 29 de Janeiro ele seria recebido no Reino de Deus. Valério morreu neste dia de um ano ignorado, no início do século IV. A fama de sua santidade aumentou com a sua morte e os devotos procuravam a sua sepultura para agradecer ou pedir a sua intercessão. O culto se intensificou com a construção de muitas igrejas dedicadas a São Valério, principalmente entre os povos de língua germânica. Muitas cidades o elegeram como seu padroeiro. As suas relíquias, conservadas numa urna de prata, encontram-se na cripta da basílica de São Matias, na cidade de Trevas, actualmente chamada Trier, na Alemanha. Algumas parcelas destas santas relíquias foram levadas para Lisboa. A festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

SULPÍCIO SEVERO Bispo, Escritor, Santo + 591

Na diocese de Bourges, há dois bispos considerados santos, com o mesmo nome: Sulpício Severo e Sulpício, o piedoso, em ordem cronológica. Sulpício Severo pertencia à nobreza da Aquitânia e ocupava uma alta posição na corte do rei Gontrano, quando morreu Remígio, bispo de Bourges. Naquele momento a cidade estava numa situação calamitosa por causa de um incêndio que a tinha devastado. Gontrano impôs aos habitantes a escolha ou eleição de Sulpício Severo para bispo, pois confiava nele e nas suas qualidades de administrador para o restabelecimento da ordem. Foi logo ordenado padre e abandonou os seus altos encargos civis. É provável que não fosse casado, ao contrário de muitos de seus contemporâneos, que tinham de deixar a família quando sagrados bispos. Feito bispo, dedicou-se totalmente à Igreja, e seu episcopado teve início por volta de 584, durando até a data de sua morte, em 591. Os bispos galos romanos eram a única força que podia se opor aos reis e eram prestigiados por todos. Por isso, a actividade de Sulpício Severo foi muitas vezes política também, porque só assim se explica o título que lhe é atribuído de "defensor da cidade". Era muito firme, prudente e vigoroso também nos negócios temporais. Várias vezes teve de resistir aos reis, principalmente por questões de elevações de impostos, e parece que sempre foi atendido por eles que voltaram atrás nas suas intenções. Certamente o seu prestígio pessoal era muito grande. Historicamente está comprovada a sua presença, pela sua assinatura, em vários sínodos realizados na região. Era também bom orador e tinha veia poética, mas não temos registros de suas obras. Não deve ser confundido com um escritor homónimo, que não é santo. Seu maior apologista foi S. Gregório de Tours, seu contemporâneo no episcopado e interlocutor epistolar.

VALÉRIO DE RAVENA Bispo, Santo +810

Recordamos hoje dois santos bispos com o mesmo nome, Valério. O primeiro, morreu cinco séculos antes, na sua sede episcopal em Treviri, na Alemanha, e pode ser lido na outra página. O segundo, faleceu no dia 15 de março de 810 e foi o bispo de Ravena, em Roma, na Itália. Este Valério, bispo de Ravena, que faleceu em março, passou a ser comemorado no dia 29 de janeiro, por ser confundido com o primeiro que faleceu neste dia, o qual já tinha um culto cristalizado entre os peregrinos e devotos. O erro partiu de um copista do Vaticano, em 1286, que acreditou se tratasse de um santo só. Excluiu a festa de março e manteve no calendário da Igreja a data da comemoração mais antiga, e assim ficou. Valério de Ravena, também sofreu fortes perseguições políticas dentro do próprio clero. Mas o pior foi que para agradar o imperador Carlos Magno, que não simpatizava com ele, o bispo foi vítima de uma sórdida intriga política. No dia 8 de abril de 808, dia de Palmas, dois nobres condes paladinos chegaram cedo na cúria, conversaram com Valério que os acolheu e deu hospedagem. Participaram de todas as celebrações pertinentes à data e depois de almoçarem com o bispo, partiram agradecidos. Depois, em troca de favores da corte, estes nobres mandaram uma carta ao papa Leão III, informando que durante a refeição, daquele dia, o bispo Valério, havia proferido palavras tão impróprias, que não poderiam ser repetidas nem por escrito. Mais tarde quando surgiram outras divergências políticas, o papa Leão III escreveu numa carta à Carlos Magno, que ele mesmo contestava a santidade do bispo e lhe contou sobre os dois condes. Outras fontes históricas da Santa Sé, entretanto, comprovaram que o arcebispo de Ravena era um pastor zeloso e batalhador pela causa do bem da doutrina cristã, especialmente na luta contra a heresia ariana. Valério administrou a diocese de Ravena entre 788 e 810. O arcebispo Simeão trasladou suas relíquias para a catedral, em 1222, concedendo uma indulgência especial à basílica de santo Apolinário, por "reverências ao bem-aventurado Valério".

VILLANA DE BOTIS Esposa, Mãe, Terceira, Beata 1332-1361

Villana de Botis nasceu em Florença, na Itália, em 1332 no seio de uma família cujo pai era um rico comerciante; ela foi contemporânea de Santa Catarina de Sena. Desde a sua tenra idade ela sentiu-se atraída pelo silêncio dos claustros, mas seu pai forçou-a a desposar, em 1351, quando ela tinha 29 anos de idade, Rosso Benintendi. A tímida donzela não ousou opor-se à vontade paterna e encontrou-se assim levada pelo turbilhão das festas mundanas que muito depressa seduziram o seu coração simples e inexperiente às coisas da vida. Mas Deus, que é um eterno amoroso das almas puras e simples, queria e tinha escolhido esta alma desde a sua tenra infância, interveio de maneira insólita. Ao cair de uma certa noite, Villana dum sumptuoso espelho, querendo admirar a sua esplêndida cabeleira, procurou em vão encontrar o seu rosto no espelho, mas nele ela só encontrou diante dela uma espécie de monstro que a intimidava. Mas não foi ilusão, como ao princípio ela pensou, porque todos os outros espelhos da casa mostravam, quando ela deles se aproximava, a mesma imagem horrorosa. Foi o suficiente para que ela compreendesse e, imediatamente tomasse a importante decisão de entrar no convento das dominicanas de Santa Maria a Nova e, aos pés do confessor, banhada em lágrimas, libertou o seu coração, encontrando assim o perfume encantador da sua alma de criança. Depois, como se quisesse colocar um selo indelével nas suas boas resoluções, ela vestiu o hábito da Terceira Ordem Dominicana e retomou uma vida toda voltada para o Senhor e cheia de um santo fervor. A partir desse momento, uma verdadeira chama de caridade a consumia literalmente e foi também a partir dessa ocasião que ela recebeu insignes favores do Senhor que então podia dizer como e Esposo do Cântico dos Cânticos: “Tu és bela, minha querida, tu és formosa! Por detrás do teu véu os teus olhos são como pombas” (Ct. 4, 1). Como sempre, Deus lhe reservava, para a purificar, diversas e peníveis provas que ela aceitava com uma grande humildade, porque agora ela queria, do mais profundo do seu coração, assemelhar-se a Jesus Crucificado. Ela tinha compreendido muito bem o conselho de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc. 9, 23). Por amor a Jesus, ela socorreu os pobres, tal como só uma mãe sabe fazê-lo, sem no entanto esquecer os seus deveres familiares, dando assim um excelente exemplo de mãe cristã. Agora, também ela podia exclamar como a Esposa do Cântico: “Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele que meu coração ama” (Ct. 3, 2). No dia 29 de Janeiro de 1361, no seu leito de morte, ela desejou revestir-se do hábito branco das Dominicanas e, enquanto era recitada a Paixão do Senhor, ela entregou a sua bela alma a Deus, no memento mesmo em que o leitor lia esta frase do Evangelho: “Entre a tuas mãos eu entrego o meu espírito” (Lc. 23, 45). O seu corpo repousa na Basílica de Santa Maria a Nova, num sarcófago de mármore, obre do escultor Bernardo Rossellino. O Papa Leão XII confirmou o seu culto a 27 de Março de 1824. Afonso Rocha

BRONISLAU MARKIEWICZ Presbítero salesiano, Fundador, Bem-aventurado (1842-1912)

Bronislau Markiewicz nasceu no dia 13 de julho de 1842 em Pruchnik (Galícia, sul da Polônia), e era o sexto de onze filhos de uma família religiosa de pequenos burgueses. Bronislau enfrentou a fome, a pobreza e perseguições, encontradas na escola por causa de seus ideais cristãos, sempre com espírito de fé que o levou a decidir-se pela entrada no seminário. Foi ordenado sacerdote em 15 de setembro de 1867. Dedicou-se intensamente ao ensino do catecismo e ao apostolado entre os encarcerados, e gostava de viver com o povo, sobretudo pobre. Sentia-se atraído pelos jovens marginalizados que sofriam todo gênero de pobreza e por causa deles quis estudar pedagogia a fim de ajudá-los da melhor forma para salvarem a alma. A Providência levou-o a desejar ardentemente a entrar num Instituto religioso dedicado ao cuidado da juventude. Partiu, então, para a Itália, onde ficou fascinado pela espiritualidade de Dom Bosco que, sem o saber, já trazia no coração. Pediu e obteve fazer parte da Congregação salesiana e, em 1887, nas mãos de Dom Bosco, emitiu os votos perpétuos. Teve, então, a felicidade de ouvir as recomendações do santo e assimilar diretamente o seu espírito. Em 1892 retornou à Polônia como salesiano, trabalhando como pároco em Miejsce, Galícia, onde pôde se dedicar à juventude polonesa pobre e abandonada. A fim de responder da forma mais eficaz às exigências concretas da miserável Galícia, Bronislau sentiu a necessidade de viver com maior radicalidade os princípios de Dom Bosco e, aconselhando-se com seus colaboradores, fundou a Sociedade Temperança e Trabalho. Nove anos depois da sua morte, a sociedade, em seus ramos masculino e feminino, foi reconhecida pela Igreja dando origem a duas Congregações colocadas sob a proteção de São Miguel Arcanjo. Seus membros assumiram o nome de Micaelitas. Padre Bronislau, como Dom Bosco, recomendava aos seus filhos e aos jovens que encontrava uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora além de a São Miguel, que indicava como protetor na quotidiana luta contra o mal. A união a Cristo crucificado e a virtude da temperança caracterizam a sua atividade apostólica em favor do próximo. Morreu em Miejsce Piestowe no dia 29 de janeiro de 1912. Beatificado no dia 19 de junho de 2005.

Santo Aquilino de Milão

Carlo Urbini, Finding do
corpo de Sant'Aquilino (1489)

Relicário de St. Aquilino
em Würzburg
Aquilino , conhecido como Aquilino Milão ou Aquilino Colônia ( Würzburg , ... - Milão , em 1015 ou algo assim), era um cânone e pregador; Ele é venerado como um santo e mártir pela Igreja Católica.
Biografia
As informações sobre ele são muito incertas e são também muitos santos e mártires do mesmo nome. Ele nasceu em uma família nobre de um ambiente herética Herbipoli ( Würzburg , na Baviera). Ele estudou teologia em Colonia Agrippina ( Colónia em North Rhine-Westphalia) para ficar longe da família, e tornou-se um cânone. Ele foi oferecido, a morte do bispo, a sede da Colônia, que se recusou a se dedicar à pregação. Mais tarde ele foi para Paris , onde se dedicou ao cuidado dos doentes e de novo se recusou a oferta do banco do bispo. Em seguida, mudou-se para Itália, para Pavia , para pregar contra os cátaros , e mais tarde em Milão na igreja de San Lorenzo . Ele teria sido morto, por volta de 1015 , pelos cátaros, segundo a tradição, juntamente com um companheiro chamado Costanzo em Porta Ticinese , na Via della Palla.
Fontes de incertezas 
Bolland datar a chegada na Itália de Aquilino para 489 , reinando Teodorico (454-526) ostrogoto, ea morte de Aquilino em 526, data consistente com a conversão dos lombardos do arianismo ao catolicismo durante o reinado de Teodolinda (m. 627) . Pode haver dois homônimos Aquilino viveram e morreram em tempos diferentes (526, 650, 1050). 
Culto 
Aquilino é reverenciado como um santo em 29 de janeiro e é o protetor dos carregadores quando seu corpo foi encontrado por alguns porteiros e é representado com uma espada impulsionado em sua garganta. Santo padroeiro dos porteiros, em Milão foi homenageado no dia da sua morte pela procissão dos portadores de dança organizados pela fraternidade. Fonte: https://it.wikipedia.org

SÃO CONSTÂNCIO

San Constancio ' (também conhecido como Costantius, Constanza ou Costanzo) (d. ca. 170 ) é um dos santos padroeiros de Perugia , Itália . É santo no dia 29 de janeiro, em Pérosa. O qual juntamente com seus companheiros alcançou coroa de martírio pela defensa da Fé, sendo Marco Aurélio Imperador. Segundo a lenda, dos quais existem quatro versões existentes, foi preso durante as perseguições do imperador Antonino (outras fontes dizem Marco Aurelio ), chicoteado, e, em seguida, colocado em um fogão, junto com seus companheiros. Este martírio saiu completamente ileso. Ele foi preso e liberado por seus guardas, a quem ele se converteram ao cristianismo . Ele buscou refúgio em uma casa de propriedade de um Anastasio cristão chamado. Mas ele, juntamente com Anastasio, foram presos novamente e depois de ser torturado nas prisões em Assis e Spello , foi decapitado perto de Foligno 1 A tradição local faz dele o primeiro bispo de Perugia . Esta tradição tem-no que se tornou o primeiro bispo da cidade depois de 30 anos. Ele era ativo na evangelização e cuidar dos pobres. Seu culto espalhou para além Umbria e foi incluído no Martyrologium Hieronymianum na festa de 29 de janeiro . Os quatro variações da lenda são consistentes quanto ao local de seu martírio (Foligno). Uma igreja em Perugia dedicado a sua figura foi demolido em 1527. As contas do seu estado de martírio que seu corpo foi levado para Perugia e enterrados perto do local da atual catedral lá. Suas relíquias foram tomadas em 1825 com grande solenidade para um novo altar na igreja atual de San Costanzo. Em seu dia de festa ", Torcolo" um bolo em forma de anel feito com pinhões, passas e nozes, é um alimento tradicional em Perugia. 2 Na arte, Costancio é descrito frequentemente como um bispo vestindo uma mitra eo manto e tendo uma equipe . Ele aparece com freqüência na companhia de outro Perugia santo padroeiro , Sant Ercolano ( Herculaneum Perugia ). 

SÃO PEDRO NOLASCO

História: 
Com São Raymond de Peñafort, São Pedro Nolasco fundou a Ordem dos Mercedarianos, uma comunidade religiosa que enviava resgate para os cristãos prisioneiros. Após tomar parte nas cruzadas contra os hereges Albigensianos no sul da França, tornou-se o tutor do Rei James I de Aragon (1213-1276) e radicou-se em Barcelona. Após uma visão (também experimentada por São Raymond de Peñhafort e pelo Rei James) Pedro decidiu fundar uma congregação religiosa dedicada a resgatar escravos cristãos dos mouros, passando a conhecer São Raymond de Peñhafort e em 1218 com o apoio de James I fundaram a Ordem dos Mercedarianos (em homenagem a Nossa Senhora das Mercês). Com a aprovação da Ordem pelo bispo Benrengarius de Barcelona e mais tarde pelo Papa Gregório IX em 1235 passaram a enviar missionários da Nova ordem fundada para tentar resgatar a prisioneiros cristãos e pedir aos mais abastados, jóias, ouro e moedas para trocarem pelos presos e devotos. Alem dos três votos necessários a um religioso os “mercedarianos” tinham ainda o quarto voto que era o de se trocar por um outro escravo preso, se fosse o caso. A não ser isto, as regras eram as mesmas da Ordem de Santo Agostinho. Pedro ficou preso por uns tempos na Argélia para servir como prisioneiro em lugar de um outro cristão e durante sua jornada para Granada e Valência conseguiu libertar das prisões mouras cerca de 400 cristãos cativos. Aposentado-se em 1249 devido a sua saúde, foi substituído como Prior da Ordem por William de Bars. Diz ainda a tradição que ele teria tido uma visão de São Pedro, o apóstolo crucificado de cabeça para baixo. Partiu para a eternidade murmurando o salmo “O Senhor remiu seu povo”. São Pedro Nolasco foi canonizado em 1628 pelo Papa Urbano VIII. Na arte litúrgica São Pedro de Nolasco é apresentado como um velho homem com o habito branco do Mercedariano, com as armas de Aragão no peito, segurando um sino com a imagem da Virgem, o rei vendo um grande sino com a imagem da virgem, a Virgem dando a ele o escapulário, segurando uma corrente com vários escravos, sob a visão do céu dado a ele por um anjo e na visão de São Pedro crucificado de cabeça para baixo. 
Oração: São Pedro Nolasco, concedei-nos tua coragem, tua força e teus talentos para que possamos socorrer os que sofrem opressão. Assim como destes tudo de vós para resgatar os cristãos dos cárceres, intercedei junto a Deus por nós, para sejamos libertos de todas as escravidões aos espíritos do mal, que desgraçadamente por tantas vezes ainda servimos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Devoção: Proteção aos cristãos, combate às heresias Padroeiro: Dos cristãos prisioneiros e perseguidos.

29 DE JANEIRO – SEVERO ATÉ NO NOME

São Sulpício Severo é do século VI. Pertencia à nobreza da Aquitânia. Ocupava uma alta posição na corte do rei Gontrano, quando morreu Remígio, bispo de Bourgos. Naquele momento a cidade estava numa situação calamitosa por causa de um incêndio que a tinha devastado. Foi nomeado bispo porque, como bom administrador, poderia restabelecer a ordem. Foi logo ordenado padre e abandonou seus altos encargos civis. É provável que não fosse casado, ao contrário de muitos de seus contemporâneos, que tinham de deixar a família quando sagrados bispos. Feito bispo, dedicou-se totalmente à Igreja. Era muito firme, prudente e vigoroso também nos negócios temporais e severo consigo mesmo. Várias vezes teve de confrontar-se com os reis, principalmente por questões de elevação de impostos. Certamente o seu prestígio pessoal era muito grande. Além de advogado, foi escritor também. São Gregório de Tours elogiou sua sabedoria, seu zelo pastoral e empenho na implantação da ordem.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa 
Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE JANEIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – 4º Domingo Comum – Santos: Aquilino, Bambina, Constâncio 
Evangelho (Mt 5,1-12a) “Alegrai-vos, alegrai-vos muito, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. 
Jesus apresenta-nos sua proposta de salvação. E essa proposta é marcada pela alegria: somos felizes, podemos alegrar-nos porque o Pai nos quer salvar. Ele não vem aumentar nossa carga, nem tornar mais difícil nossa vida. Vem ajudar, facilitar, apoiar. Vem tornar possível a felicidade que sempre procuramos, nas limitações desta vida, mas principalmente na plenitude da vida futura. Por isso mesmo, nessa passagem de Mateus, as palavras de Jesus tomam a forma de congratulação, ou de parabéns. Poderíamos traduzir: vocês que são pobres e fracos, sofrem e são perseguidos, procuram a justiça e querem encontrar-se com Deus, parabéns, vocês são felizes porque Deus vai atender a todos os seus anseios. Alegrem-se, porque afinal chegou a salvação! 
Oração

Senhor, alegro-me com vossas promessas. Creio que viestes para me libertar do mal, e ajudar-me a suportar as dificuldades da vida. Aceito a esperança que me ofereceis, confio em vosso poder bondoso, quero seguir o caminho que e mostrais. Não vos peço que me livreis dos trabalhos e dificuldades da vida, nem das doenças nem da morte. Peço apenas que me ajudeis a viver tudo isso no amor e na paz, como vós mesmo vivestes esta nossa vida, sem privilégios nem facilidades. Afastai de mim o desânimo e a tristeza, dai-me a felicidade da alegria pesar de tudo. Para que eu torne mais fácil e leve a vida de meus irmãos, e para que o mundo veja como é bom vos seguir como Mestre e Salvador. Amém.

sábado, 28 de janeiro de 2017

NASCERAM, VIVERAM E MORRERAM

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio
Redentorista
Certo rei, ainda jovem, incumbiu uma equipe de sábios para escrever a vida dos grandes “Heróis da Humanidade”. Lançaram-se ao trabalho com afinco. Ao cabo de 30 anos terminaram a obra que somou quase mil volumes. Mas o rei já estava com 60 anos. Não teria tempo de ler tudo isso. Pediu que resumissem a obra. Acharam razoável a proposta do rei. Gastaram mais 10 anos no trabalho, conseguindo reduzir tudo para uns cem volumes.
- Ainda é muito, disse o rei. Já estou com 70 anos. Como terei tempo de ler cem volumes? Reduzam mais.
Novo esforço para satisfazer o desejo do rei. Os cem volumes foram compactados num só. Quando foram entregar-lhe o volume, ele estava no leito de morte. Como ler um livro nessa situação? Murmurou com um fio de voz: 
- Resumam... tudo... numa... frase...
Então os sábios cochicharam nos ouvidos do rei: 
-“Todos eles nasceram, viveram e... morreram”.
Para que adiantou tanta celebridade! Deram algum sentido à sua vida? O que deixaram de bom? 
Palavra de Deus: Senhor, dá-me a graça de conhecer meu fim, e qual a medida dos meus dias, para que eu compreenda que sou efêmero (Sl 39,5)
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REFLETINDO A PALAVRA - “Salve Santa Mãe de Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
888. Mãe de Deus
            A celebração de Maria, Mãe de Deus, dentro do tempo do Natal, traz-nos a lembrança de uma festa celebrada na Igreja do Oriente dia 26 de dezembro, a “Visita à Mãe de Deus”. Por isso proclamamos o evangelho da visita dos pastores. Em nosso carinho por Nossa Senhora, repetimos este gesto. A festa da Maternidade Divina de Maria tem o sentido de fortalecer nossa fé neste dogma fundamental do Cristianismo: Jesus, Homem-Deus, duas naturezas em uma só Pessoa. O bispo de Alexandria, Nestório, negava a Maternidade Divina de Maria. O Concílio de Éfeso (431), definiu-a como dogma de fé. Nestório afirmava que Maria era mãe só do homem Jesus. Chamar Maria de mãe só do homem Jesus é negar a unidade das duas Naturezas em Cristo. Ela é Mãe d’Aquele que é Homem-Deus e deve ser chamada de Mãe de Deus. Isabel chamou Maria de Mãe do meu Senhor, isto é, Deus. Celebrar esta festa no início do ano civil, é dar as boas vindas ao Deus que se fez Homem para nos conduzir a viver a vida de Deus. Paulo ensina que recebemos o Espírito de seu Filho e que somos filhos de Deus e podemos clamar: Abbá – Papai! A filiação divina nos lembra que em Jesus nos tornamos filhos de Maria, a Mãe de Deus. Ela nos deu o Salvador que é nosso irmão. No caminho espiritual nós resumimos a vida humana e a presença de Deus em nós, em um único caminho. Por isso a espiritualidade assume tudo o que é humano para que possamos viver tudo o que Deus nos oferece. Espiritualidade não se refere só ao Divino, mas assume também a carne.
889. Dai-nos contar com sua proteção
A primeira leitura nos dá a bênção para o ano, como Deus mandara abençoar o povo. Que bênção maior podemos ter, que receber Jesus de Maria? Ela O apresentara aos pastores humildes e pobres. Aprendemos destas palavras a buscar em Maria o Filho que ela nos apresenta. Ela é modelo para um ano novo: contemplar as maravilhas de Deus! Vendo essas maravilhas, nós as interiorizamos e as meditamos em nosso coração. Este é um grande remédio para os males de um ano difícil: Trabalhar com o coração. Em nosso coração está o coração do mundo. É ali que nascem as soluções dos problemas. Depois de refletir o mundo e rezá-lo no coração, somos sábios para encaminhá-lo. O ano novo se inicia com a força do Espírito. Deus tem os olhos voltados para nós. E nos dá a paz. O ano será novo se nos dispusermos a ser fonte de bênção a todos que encontrarmos. Quem nos encontrar, encontre a Paz que é Jesus, a Força que é o Espírito e o amor materno de Maria.
890.Um ano com a Mãe
Há uma espiritualidade que corre o ano, como no coração de Maria ao contemplar o Filho com seus olhos e contemplá-lo com o coração. Deus não só passa por nós, mas solidifica sua passagem por aquilo que conservamos dele. Celebrando Maria, Mãe de Deus, recebamos a bênção. Não cortemos a árvore, Maria. Se assim fizermos, não teremos o Fruto bendito que é Jesus. Acolher Jesus em nossa vida é acolher tudo que lhe era caro, como sua Mãe, sua dedicação ao Pai, sua fidelidade à missão e seu irresistível amor por todos os queridos de Deus, os fracos e pobres. Por isso rezamos a Maria: Rogai por nós pecadores! No fim de um Ano Feliz, pois a felicidade está onde a colocamos, saudamos um Ano Novo, desejando a paz, a fraternidade e a certeza de que o mundo será sempre melhor porque queremos e contamos com a proteção de Maria.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/

EVANGELHO DO DIA 28 DE JANEIRO

Evangelho segundo S. Marcos 4,35-41.
Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos à outra margem do lago». Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações. Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-n’O e disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?». Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos discípulos: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?». Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), 
franciscano, doutor da Igreja.
Sermões para domingo e dias santos 
«E fez-se grande bonança»
Jesus subiu para uma barca. Quando alguém sobe para a barca da penitência, dá-se uma grande perturbação no mar. O mar é o nosso coração. «O coração do homem é complicado e doente: quem poderá conhecê-lo?» diz Jeremias (17,9); «espantosas são as agitações desse mar» (Sl 92,4). O orgulho incha-o, a ambição leva-o para lá dos seus limites, a tristeza cobre-o de nuvens, os pensamentos vãos lançam nele a perturbação, a luxúria e a gula fazem-no espumar. Mas só aqueles que sobem para a barca da penitência sentem esses movimentos do mar, essa violência do vento, essa agitação das ondas. Os que ficam em terra não se apercebem de nada. [...] O diabo, quando se sente desprezado pelo penitente, rebenta em escândalos e levanta uma tempestade; e só se vai embora «gritando e abanando violentamente» (Mt 9,26). 
«Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: 'Cala-te e está quieto'». Deus disse a Job: «Quem é que fixou limites ao mar? [...] Eu disse-lhe: Tu virás até aqui, sem ires mais longe; aqui rebentarás as tuas ondas tumultuosas» (38,8-11). Só o Senhor pode fixar limites à amargura da perseguição e da tentação. [...] Quando faz cessar a tentação, diz: « Aqui rebentarás as tuas ondas tumultuosas»: a tentação cederá diante da misericórdia de Jesus Cristo. Quando o diabo nos tenta, devemos dizer, com toda a devoção da nossa alma: «Em nome de Jesus de Nazaré, que ordenou aos ventos e ao mar, ordeno-te que te afastes de mim» (cf At 16,18). 
«E fez-se grande bonança». É o que lemos no livro de Tobias: «Eu sei, Senhor: aquele que Te honra, depois de ter sido experimentado nesta vida, será coroado; se sofrer a  tentação, será libertado; se tiver de sofrer, encontrará misericórdia, pois Tu não Te alegras com a nossa perda. Depois da tempestade, dás-nos a calma; depois das lágrimas e dos choros, dás-nos a alegria» (3,21-22 Vulg).

TOMÁS DE AQUINO Dominicano, Doutor da Igreja, Santo 1225-1274

Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados, sucessor na importância teórica de São Paulo e Santo Agostinho. Assim era Tomás d'Aquino, que não passou de um simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo. Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, freqüentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir Ciência e Fé em favor da Humanidade. Este sempre foi seu objetivo maior. Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio foi apelidado de "boi mudo", por ser também, gordo, contemplativo e muito devoto. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes. Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: "oferecer aos outros os frutos da contemplação". Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela, aliás seu local preferido. Seus escritos são um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católica. Tomás D'Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras, a principal, mais estudada e conhecida, a "Summa Teológica", foram a causa de sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: "Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu". É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores. No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe deu o título de "doutor da Igreja", e logo passou a ser chamado de "doutor angélico", pelos clérigos. Em toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia à inteligência, estudo e oração; sendo ainda a base dos estudos na maioria dos Seminários. Para isso contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 28 de janeiro ou no dia 7 de março. Seus restos mortais estão em Tolouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia, se encontra em Roma.