domingo, 28 de agosto de 2016

EVANGELHO DO DIA 28 DE AGOSTO

Evangelho segundo S. Lucas 14,1.7-14.
Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja 
Do amor aos pobres, 8, 14 
«Quando ofereceres um banquete, convida os pobres»
Velemos pela saúde do nosso próximo com o mesmo cuidado com que velamos pela nossa, esteja ele saudável ou desgastado pela doença. Porque «somos todos um só no Senhor» (Rom 12,5), ricos e pobres, escravos e livres, sãos e doentes. Para todos, há uma só cabeça, princípio de tudo - Cristo (Col 1,18); o que os membros do corpo são uns para os outros, é cada um de nós para cada um dos seus irmãos. Por isso, não podemos negligenciar nem abandonar os que caíram antes de nós num estado de fraqueza a que a todos estamos sujeitos. Antes de nos regozijarmos por estarmos de boa saúde, compadeçamo-nos da infelicidade dos nossos irmãos mais pobres. [...] Eles são à imagem de Deus tal como nós e, apesar da sua aparente decadência, mantiveram melhor do que nós a fidelidade a essa imagem. Neles o homem interior revestiu o próprio Cristo e eles receberam o mesmo «penhor do Espírito» (2Cor 5,5), têm as mesmas leis, os mesmos mandamentos, as mesmas alianças, as mesmas assembleias, os mesmos mistérios, a mesma esperança. Cristo, Aquele «que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29), também morreu por eles. Eles tomam parte da herança da vida celeste, depois de terem sido privados de muitos bens neste mundo. São companheiros de Cristo nos seus sofrimentos e sê-lo-ão na sua glória.

Agostinho de Cartago Doutor da Igreja, coluna inabalável da verdade, Santo 354-430

Um dos maiores gênios que a humanidade já produziu, denominado pelos escritores eclesiásticos Mestre da Teologia, Escudo da Fé e Flagelo dos hereges, entre outros títulos.
Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, pequena cidade livre do pro-consulado da Numídia, do Império Romano, ao norte da África.  Seus pais, Patrício e Mônica, se bem que de honradas famílias, não eram ricos. O genitor, ainda pagão, pertenceu à cúria da cidade — assembléia dos que compunham a cúria, uma divisão político-religiosa do povo romano. Sua mãe, fervorosa cristã, criou Agostinho no temor de Deus desde os primeiros anos de sua infância. Inscreveu-o também no número dos catecúmenos.
Ainda na infância, o menino ficou gravemente en-fermo e pensou-se em administrar-lhe o santo Bap-tismo. Mas, tendo ele melhorado, foi adiada a rece-pção desse Sacramento, conforme costume da época.

Adolescente, afunda-se nos vícios

A brilhante inteligência de Agostinho e sua fiel memória propiciavam-lhe muita facilidade para os estudos. Esse fator inclinou seu pai, quando Agos-tinho terminou os estudos em Tagaste e Madaura, a pensar em mandá-lo para Cartago, a capital romana do norte da África, onde ele poderia prosseguir sua formação intelectual e chegar a reputado jurista.
O ano que Agostinho passou, esperando que seu pai juntasse o dinheiro suficiente para isso, foi-lhe funesto. Estava na exuberância dos seus 16 anos, cheio de vida e quimeras, e perdeu-se moralmente devido à influência deletéria de maus companheiros, que levavam vida debochada. Declara ele em sua imortal obra Confissões: “Desde a adolescência, ardi em desejos de me satisfazer em coisas baixas, ousando entregar-me como animal a vários e tenebrosos amores! Desgastou-se a beleza da minha alma e apodreci aos teus olhos [ó Deus], enquanto eu agradava a mim mesmo e procurava ser agradável aos olhos dos homens”[1].
Chegando por fim à famosa Cartago, aos 17 anos, logo se uniu à turbulenta mocidade acadêmica da cidade. Iniciou em seu curso de retórica o estudo de Virgílio, poetas e escritores latinos. Descobriu em Cícero a atração da filosofia, e a ela entregou-se com ardoroso fervor. Aos 19 anos uniu-se em ligação pecaminosa a uma donzela, com quem viverá 15 anos, só rompendo esse criminoso vínculo ao se converter. Ela lhe deu um filho, Deodato.
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Santa Joaquina de Vedruna

Joaquina de Vedruna nasceu em Barcelona, Espanha, em 16 de abril de 1783. Seu pai, Lorenzo de Vedruna, era rico e alto funcionário do governo. Sua família era muito católica. Alguns setores da Igreja procuraram ocultar a origem aristocrática da família Vedruna, mas um documento demonstra isto irrefutavelmente.

Desde muito pequena Joaquina tinha muita devoção ao Menino Jesus e as almas benditas do Purgatório. Algo que a caracterizou desde os primeiros anos foi um grande amor à limpeza. Não tolerava manchas em suas roupas. E isto a levou a não tolerar também manchas de pecado em sua alma.

Em 1799 Joaquina casou-se com um advogado e proprietário de terras de Vic, Teodoro de Mas, com quem teve nove filhos.

Quando Napoleão invadiu a Espanha, o esposo de Joaquina alistou-se no exército para defender sua pátria e participou valorosamente em cinco batalhas contra os invasores. Teodoro faleceu em 1816. Joaquina e seus filhos tiveram que abandonar Barcelona e fugir para a pequena cidade de Vic.

Ali ela começou a se dedicar à caridade, principalmente com os pobres e com as jovens. O diretor espiritual de Joaquina, o capuchinho Estevão de Olot, sugeriu que ela fundasse uma Congregação devotada à educação e à caridade. O bispo de Vic, Pablo Jesus Corcuera, disse-lhe que o instituto deveria ser inspirado na Ordem do Carmo e ele mesmo escreveu a Regra em 6 de fevereiro de 1826. No dia 26 de fevereiro do mesmo ano, ela e outras oito mulheres fizeram seus votos. Em poucos anos as religiosas da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade fundaram diversas casas na Catalunha.

Durante a 1ª. Guerra Carlista, ela teve que fugir da Espanha por ter fundado um hospital na cidade carlista de Berga, que foi posteriormente ocupada pelos liberais. Ela foi para Roussillon, na França, onde ficou entre 1836 e 1842.

Quando pode regressar. Fundou vinte e duas comunidades apesar dos desafios resultantes da instabilidade política. A Congregação se expandiu pela Espanha, América Espanhola e Ásia. “Desejaria abraçar as necessidades de todos os povos”, dizia ela.

A congregação foi definitivamente aprovada em 1850.

Ela acabou sendo forçada a renunciar ao cargo de Superiora da Congregação por motivos de saúde. Ela já vinha sofrendo de paralisia nos quatro últimos anos de sua vida quando faleceu numa epidemia de cólera em Barcelona, no dia 28 de agosto de 1854, aos 71 anos de idade, após ter fundado conventos, escolas e hospitais em diversos locais da Espanha. Na época ela já era conhecida e admirada por sua piedade e dedicação à oração, sua confiança profunda em Deus e sua caridade altruísta.

Foi beatificada pelo papa Pio XII em 1940 e canonizada em 1959 pelo papa João XXIII. O papa João XXIII disse sobre ela: "Mãe de nove filhos, converteu-se na mãe de numerosos pobres".

Ela está enterrada no Carmelo principal da ordem em Vic e seu corpo permanece incorrupto.

Santa Adelina de Poulangy

Sta. Adelina de Poulangy-Mosteiro de seu pai
Filha do Beato Guido (Guy*), irmão de São Bernardo de Claraval, e da Beata Elisabete, que foi abadessa de Larrey (Dijon). Adelina cresceu em Juilly; abraçou a vida monástica no mosteiro materno, ou talvez em Jully ou em Tard. Enviada para Poulangy (diocese de Langres) para introduzir ali a reforma cisterciense, tornou-se abadessa daquele mosteiro de Ruínas do mosteiro fundado pelo Beato Guy 1157 a 1200. Nas suas atividades para o bem da Ordem, Adelina obedecia a direção do tio, São Bernardo. Após sua morte foi venerada como beata ou santa, mas não há indícios de um culto oficial. Sua memória é celebrada no dia 28 de agosto ou em 2 de setembro. (*) Guy de Durnes foi o primeiro abade de Notre-Dame de Cherlieu. Ele deixou Claraval para fundar, com 12 religiosos, a abadia cisterciense de Cherlieu, em 17 de janeiro de 1131. A fama de santidade de Guy e de seus discípulos atraiu muitos e o mosteiro chegou a contar com 600 monges. A vida ali era austera: comiam quase sempre folhas de faia com pão de cevada. Com Guy, Cherlieu expandiu-se com novos mosteiros em Acey, Le Gard, Haut-Crête na Suisse, Beaulieu. São Bernardo associou-o à revisão e à correção do canto litúrgico. Ele faleceu em 1157. Etimologia: Adelina (como Adele e Adelaide) do alemão, composto de Adel, nobre ou nobreza, et lind, doce. 

28 DE AGOSTO – CORAÇÃO INQUIETO, ATÉ DESCANSAR EM DEUS

Agostinho de Hipona (354-430) foi um desses gigantes que aparecem no mundo a cada cem anos. Percorreu um longo itinerário até chegar ao Cristianismo. Encontrou o caminho, graças às pregações de Santo Ambrósio e às orações de sua mãe Santa Mônica. Foi escritor, teólogo, filósofo, apologista, bispo e doutor da Igreja. Entre outras obras, escreveu “Confissões” e “Cidade de Deus”.erta vez ele estava absorto em profunda meditação, quando ouviu uma voz:
- Agostinho, que tens para me dar?
- Senhor, que poderia eu te dar? Talvez meu livros... meus sermões... 
- O que mais? – perguntou Jesus.
- Talvez, as poucas obras de caridade que pratiquei.. 
- Sim, mas o que mais?
- Meus sonhos... minha vontade de trabalhar pelo teu Reino... 
- O que mais? 
Agostinho começou a chorar. Lembrou-se dos desvarios da sua juventude. E Jesus, com voz muito amiga: 
- Agostinho, dá-me também os teus pecados. Sim os teus pecados já perdoados, para eu atirá-los na fornalha do meu Coração e transformá-los em puros atos de amor. 
Rezemos com S. Agostinho: Tarde te amei, Beleza infinita..Fizeste-nos para ti, Senhor. Inquieto está nosso coração, enquanto não repousar em ti.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE AGOSTO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – 22º Domingo Comum –S. Agostinho bispo e doutor da Igreja 
Evangelho (Lc 14,1.7-14) “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos...” 
Grande parte da vida social, e às vezes da vida religiosa, é governada pela troca de favores. Com apoios, vantagens, privilégios e posições, compram-se apoios, vantagens, privilégios e posições. Contra isso nos previne Jesus no contexto da parábola: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos...”
O discípulo de Jesus age de outra forma. Faz o bem levado pelo amor desinteressado, para ajudar no que pode, sem segundas intenções. Não procura fama e elogios, nem espera retribuição; dá preferência a quem mais precisa, e não a quem pode dar mais em troca. O que Jesus nos propõe, ou melhor, o que exige de nós faria muito diferente nossa vida na família, na sociedade e na própria Igreja. 
Oração
Senhor Jesus, vossas palavras obrigam-me a rever minhas atitudes. Reconheço que sou muito influenciado pelo ambiente que nos cerca, marcado por interesses e ambições. Com vossa ajuda quero purificar minhas intenções e meus projetos, para que tudo quanto fizer seja por vosso amor e pelo amor a meus irmãos, principalmente os que mais precisam. Ajudai-nos a nós todos, vossos discípulos, a mostrar para o mundo que é possível viver de outra forma na sociedade, na política e na economia. Fazei-me entender que meu trabalho não pode ter como objetivo apenas o lucro, mas deve ser serviço que presto a quem de mim precisa.
Bem que podíeis, Senhor, despertar-me também para o trabalho voluntário, em favor de tantos necessitados. Amém.

sábado, 27 de agosto de 2016

Santa Mónica, viúva, mãe de Santo Agostinho, +387

Santa Mónica nasceu em Tagaste, África, por volta do ano 331. Foi mãe do célebre doutor da Igreja, Santo Agostinho. Jovem, ainda, ela casou com Patrício e teve filhos, um dos quais foi Agostinho de Hipona, convertido ao cristianismo, graças às suas orações e lágrimas. Foi uma mulher de intensa oração e de virtudes comprovadas. No seu livro, "Confissões", Santo Agostinho fala de sua mãe com grande estima e veneração: Superou infidelidades conjugais, sem jamais hostilizar, demonstrar ressentimento contra o marido, por isso. Esperava que tua misericórdia descesse sobre ele, para que tivesse fé em Ti e se tornasse casto. Embora de coração afectuoso, ele encolerizava-se facilmente. Minha mãe havia aprendido a não o contrariar com actos ou palavras, quando o via irado. Depois que ele se refazia e acalmava, ela procurava o momento oportuno para mostrar-lhe como se tinha irritado sem reflectir ... Sempre que havia discórdia entre pessoas, ela procurava, quando possível, mostrar-se conciliadora, a ponto de nada referir de uma à outra, senão o que podia levá-las a se reconciliarem ... Educara os filhos, gerando-os de novo tantas vezes quantas os visse afastarem-se de Ti. Enfim, ainda antes de adormecer para sempre no Senhor, quando já vivíamos em comunidades, depois de ter recebido a graça do baptismo (...), ela cuidou de todos, como se nos tivesse gerado a todos, servindo a todos nós, como se fosse filha de cada um (Confissões, Ed. Paulinas, p. 234). www.ecclesia.pt

OS TRÊS MATEMÁTICOS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Houve um rei na Antigüidade que procurava para seu Primeiro Ministro o homem mais sábio do reino. Após minuciosa pesquisa, foram localizados três homens, todos de alto conceito e grande capacidade. Ele precisava de um apenas. Como selecionar o melhor dos três? Através de um concurso? O rei fez coisa semelhante. Chamou os três para uma sala do palácio e disse: 
-Naquela porta foi instalada uma fechadura-segredo. É a invenção mais avançada no ramo. O primeiro que conseguir abrir a porta será o meu Primeiro Ministro. 
Os três candidatos lançaram-se logo à tarefa. Dois deles começaram a jogar no papel fórmulas sofisticadas de matemática e a fazer cálculos complicadíssimos. O terceiro candidato dirigiu-se logo até a porta, experimentou abrir. Girou a maçaneta e a porta se abriu. A porta estivera fechada apenas pelo trinco. Este foi o escolhido, porque usou o bom senso. 
Para refletir: — Mais vale a prática do que a gramática. Muitas vezes complicamos as coisas mais simples. Também nas coisas de Deus é preciso muita intuição. A isso chamamos o "sexto sentido da fé". 
Palavra de Deus: Quem conheceu o pensamento do Senhor para poder ensinar-lhe? Mas nós temos o senso de Cristo (1Cr 2,16).
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REFLETINDO A PALAVRA - “Continuar o caminho de Jesus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
727. Partes de um corpo
            Continuamos a refletir sobre a espiritualidade do leigo, buscando esclarecer esse caminho com características próprias deste modo de vida. Todos fazem parte do Corpo de Cristo. Somos membros uns dos outros (1Cor 12,12-30). A Igreja não se faz por patamares de importância, pois o maior é aquele que se faz menor e serve a todos (Lc 22,24-27). A única grandeza é ser filho de Deus. É importante ter esse pano de fundo para a compreensão de nossa vida na Igreja. Todos somos iguais, diversificados na função ou ministério. Os ministérios estão a serviço de todo o conjunto do corpo. A autoridade é também um serviço. Maior é aquele que serve (26). O Corpo de Cristo é composto por Cristo que é a cabeça e nós que somos os membros. Paulo escreve: “Vós sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte” (27). O fato de sermos membros de um corpo orienta nossa atividade dentro da Igreja no mundo. Temos direitos e deveres iguais como membros da Igreja. Todos vivemos da mesma Vida e exercemos a mesma missão da Igreja. A Igreja somos nós, unidos a Cristo e vivificados pelo Espírito Santo para a glória de Deus Pai. Às vezes, quando se fala Igreja, tem-se a impressão que estão falando de uma sociedade à parte e que não tem a ver comigo. Nela continuamos o caminho de Jesus.
728. Uma missão para todos
Desde o início da Igreja, e no correr da história, conhecemos a atividade evangelizadora dos leigos. Os leigos, junto com os grandes missionários, anunciaram o Reino e criaram as bases para a formação da Igreja. Assim foram os companheiros de Pedro e Paulo. As comunidades estabelecidas cresciam com as próprias forças. Conscientes, pelo batismo, de serem membros de um Corpo de Cristo, os leigos assumem a missão que Cristo deixou para aqueles que creram. É bonito ver como as pessoas se sentem responsáveis pela vida da Igreja, povo de Deus. Em minha paróquia, neste ano, uma criança do primeiro ano de catequese, foi um missionário. Trouxe um grupo de seus coleguinhas para o catecismo: “Vamos para o catecismo, é legal”. Fui procurado por um casal que voltava para a Igreja depois de ter passado por diversas. O senhor dizia: aquele tal homem me orientou; Ele, em sua simplicidade, é um homem de Deus. A missão de evangelizar é de todos, sobretudo dos leigos, que a seu modo, anunciam o Reino com palavras e pelo testemunho de fé. E, sabem fazê-lo bem, cada um com seu dom (1Cor 12,1-11). Quando Jesus disse: “Ide por todo mundo e fazei discípulos meus todos os povos”  (Mt 28,19), estava confiando a todos sua missão. Continuamos a missão de Jesus.
729. Força do Espírito
            Às vezes fico meio encabulado com as fragilidades do trabalho pastoral que temos. A força que a gente tem é pequena, a criatividade também. Ficamos derrapando no mesmo lugar e tropeçando nos próprios pés. Por outro lado vemos que a Igreja cresce. Impressiona-me a quantidade de gente voltando para a freqüência religiosa Há os que buscam a confissão depois de tempo e os que procuram ser fiéis. O maior apóstolo da evangelização é o Espírito Santo, pois Ele falará por vós (Mc 13,11). A força de penetrar os corações não está em nós, mas no Espírito. Ele dá os dons. “É o mesmo Espírito que atua em cada um e distribui os dons conforme lhe apraz” (1Cor 12,11). Se cremos que Ele foi dado, confiemos em sua ação. Somos instrumentos frágeis, mas fortes com o Espírito.

EVANGELHO DO DIA 27 DE AGOSTO

Evangelho segundo S. Mateus 25,14-30.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera um só talento foi escavar a terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Paulino de Nola (355-431), bispo - Carta 34, 2-4 
«Que tens tu que não tenhas recebido?» (1Cor 4,7)
«Que tens tu que não tenhas recebido?», pergunta-nos S. Paulo (1Cor 4,7). Não sejamos, pois, avaros com os nossos bens como se eles nos pertencessem. [...] Foram confiados à nossa responsabilidade; temos o uso de uma riqueza comum, não a posse eterna de um bem que nos seja próprio. Se reconheceres que esse bem só é teu cá em baixo durante um tempo limitado, poderás adquirir no céu uma possessão que não terá fim. Lembra-te daqueles servos que, no Evangelho, tinham recebido talentos do seu senhor e do que o senhor, ao regressar, entregou a cada um deles; compreenderás então que depositar o dinheiro no banco do Senhor para que dê fruto é muito mais proveitoso do que conservá-lo com uma fidelidade estéril sem que renda nada para o credor e com grande prejuízo para o servo inútil, cujo castigo será tanto mais pesado. [...] 
Emprestemos, pois, ao Senhor os bens que dele recebemos. Com efeito, não possuímos nada que não seja um dom do Senhor e só existimos porque Ele quer. Como podemos considerar seja o que for como nosso, se nem sequer nos pertencemos, visto que temos uma dívida enorme e privilegiada? Porque Deus criou-nos, mas também nos resgatou. Demos-Lhe graças por isso: resgatados por grande preço, o preço do sangue do Senhor, não somos coisas desprovidas de valor. [...] Devolvamos ao Senhor o que Ele nos deu. Devolvamo-lo Àquele que o recebe na pessoa de cada pobre. Devolvamo-lo com alegria, para receber dele com júbilo, tal como nos prometeu.

27 DE AGOSTO – A MÃE DE SANTO AGOSTINHO

Mônica (331-387). Era de família nobre, mas modesta. Casou-se com Patrício, agressivo e infiel no matrimonio. Conseguiu trazê-lo para a igreja. Dos três filhos, quem mais lhe deu dor de cabeça, foi Agostinho. Rezava e chorava pela sua conversão. Um bispo, Santo Atanásio, lhe disse que “um filho de tantas lágrimas não podia se perder”. Mais tarde converteu-se e se transformou no grande Santo Agostinho. Após a conversão do filho achou que havia cumprido sua missão. De fato, morreu poucos meses depois. Estas foram suas últimas palavras: 
-“Só lhes peço que vos lembreis de mim no altar do Senhor”.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE AGOSTO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Sábado –Santos: Mônica, Eutália, Antusa 
Evangelho (Mt 25,14-30) Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste... Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão.” 
Percebemos facilmente que a parábola nos ensina que temos de corresponder aos dons que Deus nos concedeu. Nem sempre vemos que o medo e a falsa humildade, que nos impedem de agir, podem ser nosso pecado. Confiando na ajuda divina, iluminados pela fé e por nossa inteligência devemos fazer o que vemos como certo, sabendo que assim estaremos fazendo o que Deus espera. 
Oração

Senhor meu Deus, sei que posso contar com vossa ajuda, e que nunca me pedis mais do que posso. Vejo que, sem nenhum merecimento, recebi de vós muitos dons e qualidades. Agradeço vossa bondade e a confiança que depositais em mim. Dai-me sabedoria, coragem e firmeza para saber o que devo fazer, e executá-lo da melhor maneira possível, sem orgulho nem falsa humildade. Amém.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

MENTIU... MENTIU ATÉ MORRER

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Havia um rapazote de seus dez doze que gostava de pregar mentira nos outros e ria-se às bandeiras despregadas quando a vítima caia na esparrela: 
-“Peguei um bobo na casca do ovo”. 
Embora bom nadador, aproveitava-se dessa habilidade para fingir que estava se afogando enquanto gritava todo desesperado:
-Socorro! Socorro! 
Os que escutavam os gritos, acorriam aflitos para socorrê-lo. Mas ele ria-se do susto que pregava. Isso aconteceu uma... duas vezes... talvez até três vezes mas espaçadamente.Até que um dia, talvez porque almoçou demais e foi logo para a piscina, teve uma congestão que o deixou às portas da morte. Sacudia os braços para fora, pedindo socorro, mas ninguém foi atrás. Quando perceberam a triste realidade, ele já estava morto, boiando na superfície. Tentaram chamar um médico, mas o socorro chegou tarde demais. 
Lição: Tanto vai o cântaro à fonte até que quebra.
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REFLETINDO A PALAVRA - “O Filho do Homem está próximo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Aprendei da figueira
Vivemos em um tempo que chamamos agora, o tempo presente, no qual acontece a salvação. É o momento de Deus: “Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação (2Cor,62); Vivemos o Reino de Deus na certeza de possuí-lo, mas ainda não plenamente. Acompanhamos o Cristo em seu mistério. Vivemos esse tempo de espera com Cristo. Por isso estamos na batalha do dia a dia. Toda celebração é uma certeza da vinda de Cristo e uma prontidão para acolhê-lo. “Enquanto esperamos sua vinda”, rezamos na liturgia. A comunidade de Marcos vivia na expectativa de um fim próximo que eles estavam esperando para qualquer momento, mas não sabiam distinguir os sinais de Deus, como também nós não sabemos. Jesus é claro: é preciso ler os sinais dos tempos, como se lêem os sinais da natureza (Mc 13,28). As conturbações da natureza não são um mal, mas uma alerta para estarmos vigilantes e dispostos sempre a crer que o mundo está nas mãos de Deus e que somente Ele sabe quando será o fim. O fim para nós é estar com Ele a cada momento. Essa literatura de fim de mundo, que lemos em Marcos  (13,24-32) e também em Daniel (12,1-3), chama-se apocalíptica. São modos de dizer uma verdade de modo velado, simbólico, que para eles era claro, como o Livro do Apocalipse de João. Essa linguagem não fala do futuro, mas do presente. O futuro está próximo, porque está no meio de nós. O Espírito de Deus ajuda no discernimento e fortalece na perseguição, mostrando que a vitória final é de Deus. Os cristãos viam a destruição de Jerusalém e do templo (ano 69). Isso foi um caos previsto. As calamidades que caem sobre os cristãos não são o fim, mas momento de discernimento e não de preocupação com o “quando será” pois estamos nas mãos de Deus. Não vivemos de ameaças. Se aprendermos da figueira saberemos quando será. Não precisaremos dos exaltados ou fanáticos que dão data para o fim de mundo.
Sorte dos justos
A visão do fim é para confortar os discípulos que serão “reunidos de todos os cantos da terra” (Mc 13,26) e não condenados. Os que se opuseram  “verão” o Filho do Homem, Jesus, no julgamento. A sorte dos fiéis é a garantia da ressurreição já profetizada por Daniel : “Os que dormem no pó da terra despertarão, uns para a vida eterna e outros para o opróbrio eterno” (12,2). Sua sorte, continua ele, é uma recompensa: “Mas os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3). Sua missão é a criação de um mundo novo através de uma prática de vida renovada pelo Evangelho.
Guardai-me, ó Deus!
Jesus avisa os discípulos que haverá grande perseguição por causa do Senhor e do Evangelho. É preciso estar de sobreaviso (Mc 13,9-11). Mas há esperança: O salmo 15 reflete a profunda certeza do coração humano que Deus é o refúgio e garantia no meio de toda essa convulsão da história e do tempo. Não se trata de uma fuga, mas de uma escolha. Deus é a herança. Tudo pode acontecer. Mas a Palavra de Jesus não passa. Em cada geração ela acontece e garante para nós que Deus não passa (S.Teresa). Os tempos atuais repetem as calamidades e perseguições. A comunidade reunida espera o Senhor e se fortalece nele.

EVANGELHO DO DIA 26 DE AGOSTO

Evangelho segundo S. Mateus 25,1-13.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. No meio da noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Teodoro Estudita (759-826), monge de Constantinopla 
Pequenas Catequeses, n.º 130 
Qualquer momento é propício
Irmãos, há um tempo para semear e um tempo para recolher, um tempo para a paz e um tempo para a guerra, um tempo para o trabalho e um tempo para o descanso (cf Qo 3). Para a salvação da alma, porém, todos os momentos são propícios e todos os dias são favoráveis, se assim quisermos. Estai, pois, sempre em movimento para o bem, fáceis de mover, cheios de frescura, passando das palavras aos atos. «Pois não são justos diante de Deus os que ouvem a lei», diz o apóstolo Paulo, «mas aqueles que observam a lei é que serão justificados» (Rom 2,13). Estamos no tempo da guerra espiritual? Devemos combater com ardor e atacar, com a ajuda de Deus, os pensamentos demoníacos que se elevam em nós; se, pelo contrário, estivermos no tempo da recolha espiritual, devemos recolher com ardor e ajuntar nos celeiros espirituais as provisões para a vida eterna. 
Mas é sempre tempo de oração, tempo de lágrimas, tempo de reconciliação depois dos pecados, tempo de arrebatar o Reino dos Céus. Para quê tardar então? Para quê adiar? Por que atrasamos de dia para dia o nosso aperfeiçoamento? «A aparência deste mundo passa» (1Cor 7,31); duraremos nós indefinidamente? O exemplo das virgens não nos assusta? «Aí vem o esposo; ide ao seu encontro», diz o Evangelho. E as virgens sensatas foram ao seu encontro com as lâmpadas acesas, e entraram no banquete das núpcias; enquanto as virgens néscias, atrasadas pela ausência de boas obras, gritavam: «Senhor, abre-nos a porta!» Mas ele respondeu: «Em verdade vos digo: Não vos conheço.» E acrescenta: «Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora.» Temos, pois, de velar e de despertar a alma para a sobriedade, a compunção, a santificação, a purificação, a iluminação, para evitar que a morte nos feche a porta, e que não haja ninguém que no-la abra e nos ajude.

Santo Alexandre de Bérgamo

Alexandre (século III - Bérgamo, 26 de agosto de 303) foi um centurião do Império Romano da Legião Tebana, martirizado em Bérgamo. É também venerado como Santo da Igreja Católica. Não se sabe muito sobre o nascimento e a juventude de Alexandre. Pode ter nascido em Roma no século III e foi certamente centurião do Exército, da Legião comandada por São Maurício. Em 286, a Legião foi removida do Egito para a Europa. O imperador Maximiano Hercúleo deu ordem para matar todos os soldados que, na volta, se converteram ao cristianismo, ou aqueles que diziam não à ordem de matá-los. Muitos soldados foram martirizados em Agauno (São Mauricio em Valais), na Suíça. Alexandre conseguiu fugir, mas foi capturado em Milão, e confirma sua vontade de não deixar a fé cristã. A tradição diz que, na primeira sentença, o carrasco assustou-se com tamanho de Alexandre, até que os braços dele não conseguiram executar a sentença. Alexandre fugiu novamente, ajudado por São Fidélio de Como, mas foi preso definitivamente e degolado em Bérgamo em 26 de agosto de 303. No lugar onde foi martirizado, foi colocada uma coluna e a igreja perto, desde o momento do martírio, passou a ser dedicada a Alexandre. 

Santa Isabel Bichiers des Ages

Santo André Humberto Fournet nasceu em Saint Pierre de Maillé, no Poitou, França, no ano 1752. Santa Joana Isabel Bichiers des Ages, sua compatriota, nasceu no castelo de Ages, em 5 de julho de 1773. Estas datas são de importância, pois se ambos não tivessem enfrentado os perigos da Revolução Francesa, suas vidas teriam sido totalmente diferentes. Ele teria sido um bom sacerdote, mas que logo seria esquecido por não ter deixado um traço marcante; ela seria uma esposa fiel ou uma boa religiosa, mas seus méritos não ultrapassariam os limites do seu povoado ou os muros de um claustro. Eles, todavia, se tornaram conhecidos por uma obra esplêndida. A família de Joana Isabel era profundamente católica; seu pai era empregado do governo. Joana Isabel foi educada em Poitiers, nas religiosas Hospitalárias, cuja superiora, a Sra. de Bordin, era sua parente. Quando menina, ela se impressionava muito ao ver os doentes e os mendigos abandonados, e fazia tudo que podia para ajudá-los. Um dia encontrou na rua uma pobre mulher tiritando de fome e de frio, e com uma criança nos braços. Levou-a para sua casa e lhe deu de comer e a presenteou com um manto de lã para se preservar do frio. Sua diversão favorita era ir à praia e construir castelos de areia. Mais tarde ela construiria muitos edifícios para gente pobre. E exclamaria: "Desde muito pequena eu tinha inclinação para construir edifícios". Era uma inclinação dada por Deus para que fizesse um grande bem para a humanidade. Isabel tinha 19 anos. Vários jovens lhe propõem casamento, mas ela declara à sua mãe que seu maior desejo era dedicar-se totalmente à vida espiritual, buscando o reino de Deus e a salvação das almas. Foi então que a Revolução Francesa se iniciou e os revolucionários passaram a matar todos os proprietários. O irmão de Isabel teve que fugir do país para que não fosse morto e seu pai corria o risco de perder sua herança. A jovem teve então uma ideia luminosa: aprender economia e especializar-se em defender a propriedade diante das autoridades. Após vários meses conseguiu aprender as técnicas de como administrar os bens e se tornou muito hábil em fazer a defesa da propriedade diante de juízes. Com tais recursos, se apresentou diante dos tribunais e defendeu brilhantemente o direito que sua família tinha de herdar os bens que haviam sido de seu pai. Os juízes, que haviam despojado muitas pessoas de sua herança, tiveram que reconhecer os direitos de Isabel, que assim recuperou todos os bens da família, passando depois a administrá-los com êxitos surpreendentes. Tais estudos feitos em sua juventude foram enormemente proveitosos quando fundou seu instituto religioso e teve que defendê-lo nas perseguições dos inimigos, e administrá-lo para que não fracassasse economicamente. Deus prepara as almas fieis desde tenra idade para os trabalhos e triunfos no futuro. A Revolução Francesa havia encarcerado centenas de sacerdotes porque não quiseram ser infiéis à Santa Religião. Isabel passou a visitar os cárceres e tratava com tanta bondade os carcereiros, e era tão generosa nos presentes que lhes levava, que eles começaram a tratar bem os sacerdotes e até lhes permitiam celebrar a Missa na prisão. A boa administração da propriedade de seu pai resultava em ganhos que ela repartia com os pobres. As famílias pobres recebiam ajuda e as mães pobres eram presenteadas com vasilhas de leite para seus filhos. Aos doentes supria com medicamentos. Repartia alimentos e roupas com muitos. Era amada e estimada por todos. Ainda se conserva uma estampa de Nossa Senhora do Socorro onde ela escreveu: “Eu, Joana Isabel, me consagro e dedico desde hoje e para sempre a Jesus e Maria”, 5 de março de 1797. Pouco tempo depois de ter escrito estas palavras, Isabel soube que a 15 quilômetros de onde ela vivia um sacerdote católico celebrava à noite (às escondidas do governo, que proibia qualquer manifestação religiosa) em um depósito de grãos. Ela para lá se dirigiu, porque lhe disseram que esse sacerdote era um santo. Foi assim que ela conheceu o Padre André Fournet. Após a Missa, Isabel procurou-o, mas eram muitas as pessoas que desejavam falar com ele. Ela abriu passagem entre as pessoas, porém o sacerdote ao vê-la tão elegante, colocou a prova sua humildade dizendo: “A Senhora aguarde, pois antes devo atender a estas pessoas pobres que são mais importantes”. Ela aceitou isto com muita boa vontade e amabilidade, e aproximou-se somente depois que todos se foram. Confessou-se com o sacerdote, que ficou encantado com sua grande humildade. Desde aquele momento nasceu uma santa amizade entre estes dois apóstolos; amizade que os levou a ajudar-se mutuamente na fundação do Instituto. Joana Isabel manifestou-lhe seu desejo de tornar-se monja, mas ele a aconselhou a permanecer no mundo ajudando a juventude pobre sempre tão desprotegida. Ela aceitou. O Padre Fournet mandou que ela vestisse uma túnica negra de tecido ordinário, o que a princípio desgostou muito seus familiares ricos, que desejavam que ela se vestisse com luxo e elegância. Depois entretanto aceitaram o fato, pois viam que era proveitoso para sua santificação. A jovem e o sacerdote começaram a reunir jovens piedosas de boa vontade e em 1807 fundaram o Instituto das Filhas da Cruz, para atender a juventude pobre e abandonada, e a Santa se dedicou a fundar casas de seu Instituto em diversos locais da França. As vocações às vezes escasseavam, porém ela redobrava as orações e Deus lhe enviava novas e numerosas pretendentes. Em 1820 a casa-mãe foi instalada na antiga Abadia de La Puye; em 1821 outra casa foi aberta em Paris. Depois, outras casas foram abertas na região basca com a ajuda de São Miguel Garicoits. O grande escritor Luis Veulliot dizia desta Santa: “É um dos temperamentos mais ricos que encontrei. Bondosa, resoluta, séria e amável; inteligente e muito compreensiva; muito trabalhadora e verdadeiramente humilde. Não desanima diante de nenhuma dificuldade. Nenhum obstáculo nem contratempo é demasiadamente grande para obrigá-la a desistir de suas boas obras. As angústias interiores não a fazem perder a alegria exterior, e os triunfos não a tornam orgulhosa. Chegam dificuldades muito grandes: injúrias, incompreensões, problemas enormes, e nada a faz perder sua serenidade e sua paciência, porque confia imensamente em Deus”. Ela fundou mais de 60 colégios para meninas pobres e parecia uma segunda Santa Teresa por sua grande fortaleza para viajar, dirigir e ajudar em tudo. Depois de 1815, uma operação mal feita a deixou inválida. Viveu assim uma espiritualidade fundamentada na contemplação da Cruz e de sua grande devoção a Eucaristia. Além de suas numerosas e penosas viagens e de seus esgotantes trabalhos, fazia jejuns e penitências, e rezava muito e sem se cansar. Nas últimas semanas de vida sofreu dores agudíssimas que a ajudaram a ainda mais se santificar. Quando faleceu, no dia 26 de agosto de 1838, Joana Isabel deixava noventa e nove casas, distribuídas em vinte e três dioceses, que contavam com seiscentas e trinta e três religiosas. Foi beatificada em 13 de maio de 1934 por Pio XI e canonizadas em 6 de julho de 1947 por Pio XII. 

Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, virgem, fundadora, +1897

Mais uma santa fundadora de um instituto feminino florescente, pequenas irmãs dos anciãos abandonados, que em 1983 possuía 212 casas e 2.750 irmãs. Nasceu Teresa em Aytona, na Catalunha em 9-1-1843. Passou a adolescência na terra natal e em Lérida, completando os estudos em Fraga, onde obteve o diploma de professora. Depois de um tempo dedicado ao ensino, associou-se às terceiras carmelitas, reunidas por um seu tio sacerdote. Foi directora da escola, mas desejando maior perfeição entrou em 1868 para as clarissas, de onde saiu dois anos depois por causa de sua pouca saúde. Voltou para as terceiras carmelitas, assumindo de novo a direcção da escola. Quando da morte do tio (1872), a instituição esteve a ponto de dissolver-se, e Teresa voltou para cidade natal. No mesmo ano encontrou o Pe.Saturnino López Novoa, que tinha fundado uma congregação para a assistência de anciãos pobres e fez parte do 1º grupo de 28 companheiras com as quais se iniciou essa obra. No ano seguinte abriam sua primeira casa em Valência. Em 1874, aprovado o instituto pelo bispo dessa cidade, fez a sua profissão temporária e fundou outra casa em Saragoza. Em 12 anos fundaram-se 47 casas para os velhos pobres. A congregação cresceu e foi aprovada pela Santa Sé. Expandiram-se em Cuba e por toda a América Latina. Mas tiveram de lutar contra outra congregação relilgiosa francesa, que queria a fusão com a obra de Teresa ou ao menos que sua obra mudasse de nome. Em 1882 chegou-se finalmente a um acordo. Com saúde fraca, Teresa morreu ainda jovem em 1897, no dia 26 de Agosto. A congregação nunca se preocupou em mover a causa de beatificação da fundadora, que foi levada a termo por iniciativa da autoridade da Igreja. www.catolicanet.br

26 de Agosto - São Zeferino, Papa, mártir (199-217)

O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que, depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio. Zeferino foi o 14º papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo. Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso, uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos. O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires. O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto. Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo. O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.

Santa Micaela do Santíssimo Sacramento, religiosa, fundadora, +1865

Nascida em Madrid, possuía o título de Viscondessa de Jorbalán e empregou toda a sua fortuna em obras de misericórdia. Fundou a Congregação das Senhoras Adoradoras e Escravas do Santíssimo Sacramento, destinada a acolher pecadoras públicas arrependidas. Estendeu sua obra a várias cidades espanholas. Morreu vitimada pela cólera, a que se expusera voluntariamente para ir assistir em Valência a suas filhas espirituais atingidas pela epidemia.