Contam os Evangelhos que Jesus era amigo de Lázaro e de suas irmãs Marta e Maria. Os três viviam em Betânia, cidade próxima a Jerusalém e era costume receber o Mestre em sua casa. Talvez o episódio mais marcante dessa amizade seja a ressurreição de Lázaro, de onde se extrai um dos momentos mais contundentes da vida de Jesus de Nazaré: sabedor da morte do amigo, Jesus se comove e chora, demonstrando a afeição e a dor que sentia. Inteiramente homem, sofre pela perda; inteiramente Deus, ressuscita o amigo para manifestar, assim, a glória do Pai (João 11, 1-45).
sexta-feira, 29 de julho de 2016
29 DE JULHO – A PADROEIRA DAS COZINHEIRAS
O que sabemos de Santa Marta, padroeira das cozinheiras, é o que nos conta a Bíblia. Numa das visitas que Jesus fez aos seus amigos de Betânia, Marta ficou na cozinha enquanto Maria sua irmã deixou-se ficar aos pés do Mestre. Esta cena muito familiar nos ensina que devemos unir a oração com o trabalho e o trabalho com a oração.Em outra passagem, na morte de Lázaro, Marta mostrou-se cheia de fé. Não permitiu que o sentimento predominasse. “Eu sei que meu irmão vai ressuscitar no último dia”.Podemos por aí traçar o perfil moral de Santa Marta: Prestimosa, serviçal, diligente, confiante no poder divino, cheia de fé.
ORAÇÃO A SANTA MARTA:
Ó gloriosa Santa Marta, entrego-me confiante em vossas mãos, esperando o vosso amparo. Acolhei-me sob a vossa proteção, consolai-me nos meus sofrimentos. Em prova do meu afeto e devoção, ofereço-vos esta luz (acende-se uma vela). Pela alegria que sentistes em hospedar o Divino Salvador, consolai-me em minhas penas. Intercedei hoje e sempre por mim e por minha família, para que tenhamos sempre a presença de Jesus em nossas casas. Amém!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE JULHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Sexta-feira – Santos: Marta, Olavo, Beatriz de Roma
Evangelho (Jo 11,19-27)“Jesus
disse: – Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra,
viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá.”
Trazendo de volta
à vida seu amigo Lázaro, Jesus mostrou seu poder de Filho de Deus. Mas, a vida
para a qual Lázaro voltou era a mesma de antes, e novamente terminaria na
morte. Jesus oferece-nos muito mais: a vida que dura para sempre, a vida plena.
Ele pessoalmente é a vida para nós, por nossa união com ele, por nossa
participação na sua divindade, temos já desde agora a vida nova.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois para nós ressurreição e
vida. Por vosso poder somos reerguidos da morte do pecado, e recebemos a vida
na verdade e no amor. Acredito, Senhor, que por vosso poder, terminada esta
vida de agora, teremos a vida para sempre, na plenitude, na felicidade e na
paz. Por bondade, conservai-me na vossa amizade, para que possa viver convosco
por toda a eternidade. Amém.quinta-feira, 28 de julho de 2016
O MILAGRE DE LOURDES
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa Venerável Padre Pelágio CSsR |
Dr. Aléxis Carrel ouvira falar dos milagres que aconteciam em Lourdes, mas não acreditava. Queria ver para crer. Teve a sorte providencial de acompanhar uma caravana de doentes como médico assistente. Sob sua responsabilidade viajavam trezentos enfermos, entre os quais, uma jovem de 22 anos, Maria Bailly. Seu estado era gravíssimo. Chegando a Lurdes, precisou ser hospitalizada. Tinha uma peritonite tuberculosa de último grau. Poderia viver mais alguns dias, mas estava definitivamente desenganada.
Pediu para ser banhada na piscina, cujas águas vinham da fonte milagrosa e onde eram banhados os doentes mais graves. Os médicos desaconselharam, mas ela insistiu tanto que foi levada para lá. O doutor, vendo-a mais morta que viva, fez esta prece:
-“Virgem Maria, se não és um mito criado pelo nosso cérebro, cura esta jovem. Faze que eu possa crer”.
Não foi possível imergir a agonizante na piscina. As enfermeiras não puderam fazer mais do que aplicar-lhe algumas loções com a água milagrosa. A cura foi quase instantânea. Voltou jubilosa para casa, caminhando com os próprios pés e o doutor se converteu. Morreu em 1944 no seio da Igreja Católica.
Oração da Bíblia: Porque, de vez em quando, um anjo descia à piscina e agitava a água; então, o primeiro que nela entrasse após o borbulhar da água sarava, qualquer que fosse a doença (Jo 5,4s).
ORAÇÃO: Maria, ensina teu povo a rezar.
Maria, ensina teu povo a caminhar para Jesus, teu Filho...
Maria, ensina os doentes a sofrerem “na paciência que liberta”
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REFLETINDO A PALAVRA - “O amor que direciona a vida”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
700.
A felicidade é a meta da vida -
Todos lutamos para conseguir a felicidade. E é fácil: ‘Basta colocar
felicidade onde estamos’. Esta é uma das primeiras frases que a gente, no
seminário, escrevia no caderninho que chamávamos de “frases bonitas”. Não
conquistamos a felicidade, nós a edificamos. Ela não elimina as dificuldades,
os problemas e os insucessos. A felicidade está intimamente ligada com a
realização de nossa vida, vocação, profissão e santidade. Jesus, ao descrever
aos discípulos as bases do seu Reino, chama-os de felizes: “Felizes vocês, os
pobres de espírito, os mansos, os aflitos, os que têm fome e sede de justiça, os
misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos” (Mt 5,3-11). Curiosamente Jesus não diz o que se
deve fazer, como num sermão. Ele reconhece uma situação existente não um
projeto a ser realizado. Isso reflete a noção que a felicidade existe sempre e
em qualquer lugar que a colocamos. A felicidade não se confunde com as coisas
que possuímos. Ela não está no ter, no poder nem no prazer. Ela nos faz viver
bem nestas três tendências fundamentais da vida. A felicidade está unida à felicidades
que é Deus. Deus é feliz em si. Quanto mais estamos em nós mesmos, mais estamos
em Deus e somos felizes. Não se trata de um egoísmo de ‘eu me satisfaço, eu me
basto”. Não preciso de ninguém nem de nada para ser feliz. Pelo contrário:
Quanto mais felizes somos, mais queremos que os outros sejam felizes. Tanto
espalhamos felicidades, como acolhemos, isto é somos para os outros e acolhemos
os que são para nós, pois a felicidade consiste no amor.
701. O
amor, caminho da felicidade
Tenho
procurado compreender o sentido de vocação da felicidade e da santidade, que
direcionam nossa vida. Santidade, felicidade e amor são o tripé que nos
sustenta. Não foi sem razão que Jesus colocou o amor como o único mandamento,
pois todos os outros mandamentos se resumem e dependem dele. Sem ele não existe
o cumprimento total da lei. Vai haver felicidade se minha vida coincidir com o
amor. É o ponto focal de tudo. Serei feliz se amar. Seremos infelizes se o amor
não permear nossas posses, nosso poder e nossos prazeres. O que somos e fazemos
se resume em amar. A infelicidade existe quando deixamos de amar. As
bem-aventuranças, que Jesus reconhece nos seus seguidores, são nomes do amor.
Nós nos preocupamos em cumprir os mandamentos, viver bem a vida cristã, rezar e
tantas coisas mais. Mas sem o amor, não somos felizes
702. Onde
vou amar mais?
O
amor vai direcionar a escolha de nossa vocação, isto é, o modo de viver no
mundo nossa opção pelo amor. Perguntei a um noivo: O que veio fazer aqui? Ser
feliz. Então eu disse; pode voltar, não é por aí. Você veio para fazer feliz,
isto é amar. Se cada um procura dar condições para o outro ser feliz, todos
serão felizes. O amor é o critério básico para sabermos se uma vocação é
autêntica. Ser padre, casar, ser religioso ou celibatário, são vocações
autênticas, só se forem resposta de amor. Por aí podemos assistir o naufrágio
de tantas vocações. E, para ser consistente, a vocação vai responder onde vou
amar mais. Esse amor, que podemos chamar de maior, sustenta toda a vida e dá
sentido a tudo o que se faz. A profissão deverá ser, não só um meio de
sobrevivência que suportamos, mas uma expressão dessa vocação fundamental ao
amor. Os que são chamados a se dedicarem a um seguimento mais próximo, colocam
sua felicidade em cuidar dos sofredores, modo como Jesus escolheu para amar.
EVANGELHO DO DIA 28 DE JULHO
Evangelho segundo S. Mateus 13,47-53.
Naquele
tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a uma rede que,
lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na
para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta
deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os
maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e
ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe:
«Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído
sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro
coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas,
Jesus continuou o seu caminho.
Da Bíblia Sagrada - Edição
dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da
Igreja, co-padroeira da Europa
Diálogo, cap. 39
[Santa Catarina de Sena ouviu Deus dizer:]
No dia do juízo final, quando o Verbo, meu Filho, revestido da minha majestade,
vier julgar o mundo com o seu poder divino, não virá como aquele pobre miserável
que era quando nasceu do seio da Virgem, num estábulo, no meio dos animais, ou
como quando morreu entre dois ladrões. Nessa altura o meu poder estava oculto
nele; como homem, deixei-O sofrer penas e tormentos. Não é que a minha natureza
divina estivesse separada da sua natureza humana, mas deixei-O sofrer como homem
para expiar os vossos pecados. Não, não é assim que Ele virá no momento supremo:
Ele virá com todo o seu poder e todo o esplendor da sua própria pessoa. [...]
Aos justos, inspirará um temor respeitoso e, ao mesmo tempo, um grande
júbilo. Não é que a sua face mude: a sua face é imutável, em virtude da natureza
divina, porque Ele é um comigo; e também é imutável em virtude da natureza
humana, uma vez que assumiu a glória da ressurreição. Ele parecerá terrível aos
olhos dos condenados, porque os pecadores vê-Lo-ão com o olhar de temor e
perturbação que têm dentro de si próprios.
Não é isso que se passa com a
visão doente? No sol brilhante vê apenas trevas, enquanto o olho são vê nele a
luz. Não é que a luz tenha algum defeito; não é o sol que muda. O defeito está
no olho do cego. É assim que os condenados verão o meu Filho: entre trevas, ódio
e confusão. Mas será por culpa da sua própria enfermidade e não por causa da
minha majestade divina, com a qual o meu Filho aparecerá para julgar o mundo.
AFONSA DA IMACULADA CONCEIÇÃO a primeira indiana canonizada 1910-1946
Annakutty (diminutivo de Ana) Muttathupadathu nasceu em uma aldeia de Kudamalur, na Índia, a 19 de agosto de 1910. Seu batismo foi feito no rito católico siro-malabar. Foi ela a última de cinco filhos, em uma família cristã de origem nobre. Tendo ficado órfã de mãe aos três meses de idade, foi criada por uma tia materna, recebendo a educação de um tio sacerdote. A avó materna a iniciou na fé, incutindo-lhe o amor pela oração já na primeira infância, pois com a idade de 5 anos já conduzia aos orações nocturnas em sua casa, costume do rito oriental ao qual a família pertencia. Aos sete anos recebeu a Primeira Eucaristia, e gostava de comentar com as amigas: “sabem por que estou tão feliz hoje? É porque tenho Jesus no coração”. A irmã de sua falecida mãe, que a criava, insistia com ela para que se casasse aos 13 anos com um notário (na Índia eram — e continuam sendo — muito comuns os casamentos programados por familiares sem que os nubentes participem da decisão). Porém seu coração já estava entregue a Deus: queria tornar-se religiosa. Chegou a pôr o pé sobre brasas incandescentes (queimando-se gravemente) ao concluir que tornando-se parcialmente desfigurada o nenhum homem se interessaria por ela. O incidente teve o resultado esperado: sua tia desistiu da intenção de casá-la. Ajudada pelo Pe. James Muricken, que a introduziu na espiritualidade franciscana, ingressou Annakutty no noviciado das religiosas clarissas em 1927, e em 1936 fez a profissão perpétua, tendo por nome religioso Afonsa da Imaculada Conceição (alusão a Santo Afonso Maria de Ligório cuja festividade se comemorava no dia). Sua constituição orgânica frágil levou-a a passar por muitos sofrimentos físicos, os quais enfrentava com resignação. Um dos calvários pelos quais passou foi o desejo de suas superioras para que ela voltasse para casa, já que sua delicada saúde era considerada um obstáculo para a vida religiosa, mas com a ajuda celeste esse problema foi superado. A despeito de suas limitações físicas, a penitência era-lhe motivo de admiração: “para cada pequena falta pedirei perdão ao Senhor e a expiarei com uma penitência; sejam quais forem os meus sofrimentos, não me lamentarei jamais, e quando tiver de enfrentar qualquer humilhação procurarei refúgio no Sagrado Coração de Jesus”, registrou Afonsa em seus escritos. A pequena via de Santa Teresinha do Menino Jesus foi o caminho que seguiu, porém em meio a grandes sofrimentos orgânicos que se abateram sobre sua frágil saúde. Faleceu em 28 de julho de 1946 em Bharananganam (Kerala), no convento das clarissas, pronunciando os nomes de Jesus, Maria e José. Foi ela beatificada por João Paulo II em 8 de fevereiro de 1986 e canonizada por Bento XVI em 12 de outubro de 2008. No momento da canonização, ocorrida no Vaticano, numerosos cristãos, hindus e muçulmanos reuniram-se junto a seu túmulo em Bharananganam.
FONTE: http://www.vatican.va/
PEDRO POVEDA CASTROVERDE Sacerdote, Fundador, Mártir, Santo 1874-1936
Nasceu em Linares (Jaén) em 3 de Dezembro de 1874, onde recebeu o Baptismo uma semana depois e a Confirmação em 5 de Abril de 1875. Era ainda muito novo quando sentiu a atracção pelo sacerdócio e, aos dez anos, manifestou o seu desejo de entrar no Seminário, mas só o conseguiu depois de terminar o segundo curso de Bacharelato e com a condição de ter, ao mesmo tempo, estudos civis e eclesiásticos. Em 1893 obteve o Bacharelato, mas nele ia crescendo, também, a caridade para com os pobres dos arredores da cidade e pelos numerosos emigrantes que trabalhavam nas minas da região. Por dificuldades económicas da famíla, aliadas à enfermidade do pai, transferiu-se para o Seminário de Guadix (Granada), onde lhe foi concedida uma bolsa de estudos pelo Bispo da Diocese. Ali terminou os seus estudos e em 17 de Abril de 1897, Sábado Santo, foi ordenado sacerdote na capela da Paço Episcopal. Ocupou diversos cargos na Diocese, ao mesmo tempo que continuava os seus estudos, tendo obtido a Licenciatura em Teologia no ano de 1900. Dedicou-se à pregação e a uma acção social em favor da população local, promovendo humana e cristãmente várias actividades que a libertassem do desemprego, fome, analfabetismo e solidão. Foi ajudado pela entidades públicas e particulares para construir as "Escolas do Sagrado Coração de Jesus", para pagar aos Professores, dar de comer a alguns alunos, criar cursos nocturnos, oficinas para os adultos, numa grande tarefa humanitária, educativa e de formação profissional e cristã. Guadix reconheceu este trabalho, nomeando-o "Filho adoptivo predilecto" e dando o seu nome a uma rua da cidade. Perante as dificuldades encontradas, transferiu-se para Madrid, sempre a pensar nos mais pobres e nas crianças da rua, mas também ali não pôde desenvolver a sua acção. Nomeado Cónego da Basílica de Santa Maria de Covadonga, aí permaneceu durante sete anos. Preocupou-se com o atendimento dos peregrinos, escreveu livros sobre a vida cristã e a oração para orientar a vida espiritual dos mesmos e, aí, descobriu uma nova vocação, a que ia dar novo sentido à sua vida: a importância da função social da educação e que os mestres estivessem bem preparados profissionalmente e fossem coerentes e responsáveis, solidários e cooperadores. Transferiu-se para Jaén, onde foi professor do Seminário e de Escolas Normais. Aí conheceu a Serva de Deus Maria Josefa Segóvia, que foi sua principal colaboradora e, depois, primeira Directora-Geral da Instituição Teresiana, Obra que se desenvolveu e, em 1914, fundou a primeira residência universitária feminina da Espanha. Era uma instituição laical complexa, com um núcleo plenamente comprometido na entrega a Jesus Cristo e em missão de colaboração com outras instituições e que colocou sob o patrocínio de Santa Teresa de Jesus. Mestre de oração, pedagogo da vida cristã e das relações entre a fé e a ciência, Pedro Poveda soube oferecer a sua Instituição para a formação integral da mulher-estudante, convencido de que os cristãos podiam e deviam dar à sociedade do seu tempo pontos de vista, valores e compromissos para a construção de um mundo mais justo e solidário. Nos anos difíceis da perseguição à Igreja na Espanha, tornou-se um grande defensor da não-violência, dizendo que "a mansidão, a afabilidade e a doçura são as virtudes que conquistam o mundo". Apesar disso, foi preso depois de ter celebrado a Santa Missa em 27 de Julho de 1936, declarando aos que o procuravam: "sou sacerdote de Jesus Cristo". Na manhã seguinte, encontraram o seu cadáver junto da capela de um cemitério, com sinais de que tinha sido baleado. Foi beatificado por João Paulo II em Roma, a 10 de Outubro de 1993 e canonizado pelo mesmo Papa em Madrid, no dia 4 de Maio de 2003.
INOCÊNCIO I Papa e Santo + 417
Inocêncio I era italiano, nasceu em Albano, uma província romana do Lazio. Ele foi eleito no ano 401 e governou a Igreja por dezasseis anos, num período dos mais difíceis para o cristianismo. A sua primeira actividade pastoral foi uma intervenção directa no Oriente, exortando a população de Constantinopla a seguir as orientações do seu bispo, são João Crisóstomo, e assim viver em paz. Mas um dos maiores traumas de seu pontificado foi a invasão e o saque de Roma, cometidos pelos bárbaros godos, liderados por Alarico. Roma estava cercada por eles desde o ano 408 e só não tinha sido invadida graças às intervenções do papa junto a Alarico. Pressionado pelo invasor, e tentando salvar a vida dos cidadãos romanos, Inocêncio viajou até a diocese de Ravena, onde se escondia o medroso imperador Honório. O papa tentava, há muito tempo, convencê-lo a negociar e conceder alguns poderes especiais a Alarico, para evitar o pior, que ele saqueasse a cidade e matasse a população. Não conseguiu e o saque teve início. Foram três dias de roubo, devastação e destruição. Os bárbaros respeitaram apenas as igrejas, por causa dos anos de contacto e mediação com o papa Inocêncio I. Mesmo assim, a invasão foi tão terrível que seria comentada e lamentada depois, por santo Agostinho e são Jerónimo. Apesar de enfrentar inúmeras dificuldades, conseguiu manter a disciplina e tomou decisões litúrgicas que perduram até hoje. Elas se encontram na inúmera correspondência deixada pelo papa Inocêncio I. Aliás, com essas cartas se formou o primeiro núcleo das colecções canónicas, que faz parte do magistério ordinário dos pontífices, alvo de estudos ainda nos nossos dias. Também foi ele que estabeleceu a uniformidade que as várias Igrejas devem ter com a doutrina apostólica romana. Além disso, estratificou em forma e conteúdo a doutrina dos sacramentos da penitência, da unção dos enfermos, do baptismo e do casamento. Durante o seu pontificado difundia-se a heresia pelagiana, condenada no ano 416 pelos concílios regionais de Melevi e de Cartago, convocados por iniciativa de santo Agostinho e com aprovação do papa Inocêncio I, que formalmente sentenciou Pelágio e seu discípulo Celestino. O papa Inocêncio I morreu no dia 28 de julho de 417, sendo sepultado no cemitério de Ponciano, na Via Portuense, em Roma.
NAZÁRIO E CELSO Mártires, Santos (século I)
Nazário nasceu em Roma, ainda no primeiro século da era cristã. O pai era um pagão e chamava-se Africano. A mãe, de nome Perpétua, era uma católica fervorosa. Enquanto ele desejava tornar o filho um sacerdote a serviço de um dos muitos deuses pagãos, ela o queria temente a Deus, no seguimento de Cristo, por isso o educou dentro da religião católica. Assim, com apenas nove anos de idade, o menino pediu para ser batizado, definindo a questão e sendo atendido pelo pai, que algum tempo depois também se converteu. Nazário foi batizado pelas mãos do próprio papa são Lino, o primeiro sucessor de são Pedro, que fez dele um dos seus auxiliares diretos. Ingressou no exército romano e com ele percorreu toda a Itália, onde também pregava o Evangelho. Mas, ao ser descoberto, foi levado à presença do imperador, que o mandou prender. Conseguindo fugir, abandonou Roma e tornou-se um pregador itinerante, até que, durante um sonho, Deus lhe disse para sair da Itália. Assim, foi para a Gália, hoje França, sempre pregando a palavra de Cristo. Em Cimiez, próximo de Nice, depois de converter uma nobre e rica senhora e seu filho, um adolescente de nome Celso, ela confiou o jovem a Nazário, que o fez seu discípulo inseparável. Juntos, percorreram os caminhos da Gália, deixando para trás cidades inteiras convertidas, pois, durante as suas pregações, aconteciam muitos milagres na frente de todos os presentes. Depois, foram para Treves, atualmente Trier, na Alemanha, onde fundaram uma comunidade cristã que se tornou tão famosa que os dois acabaram sendo denunciados e presos. Condenados à morte, foram jogados na confluência dos rios Sarre e Mosel. E novo milagre ocorreu: em vez de afundar, os dois flutuaram e andaram sobre as águas. Assustados, os pagãos não tentaram mais matá-los, apenas os expulsaram do país. Nazário e Celso foram, então, para Milão, onde mais uma vez viram-se vítimas da perseguição pagã, imposta pelo imperador Nero. Presos e condenados, desta vez foram decapitados em praça pública. Passados mais de dois séculos, em 396, os corpos dos dois mártires foram encontrados pelo próprio bispo de Milão, Ambrósio, também venerado pela Igreja. Durante suas orações, teve uma visão, que lhe indicou o local da sepultura de Nazário. Mas, para surpresa geral, a cabeça do mártir estava intacta, com os cabelos e a barba preservados, e ainda dela escorria sangue, como se fora decapitado naquele instante. A revelação foi mais impressionante porque, durante as escavações, também encontraram o túmulo do jovem discípulo Celso, martirizado junto com ele. Também foi por inspiração de santo Ambrósio que esta tradição chegou até nós, pois ele a contou a são Paolino de Nola, seu discípulo e biógrafo. As relíquias de são Nazário e são Celso foram distribuídas às igrejas de várias cidades da Itália, França, Espanha, Alemanha, África e Constantinopla. Dessa maneira, a festa dos dois santos difundiu-se por todo o mundo católico, sendo celebrados no dia em que santo Ambrósio teve a revelação: 28 de julho.
Beata Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, +1941
Nasceu em Varsóvia em 1902. Desconhece-se o nome e a profissão dos seus pais. Recebeu a sua primeira Comunhão no dia 21 de Junho de 1915, e o sacramento da Confirmação no dia 21 de Maio de 1920. O seu pai, simpatizante socialista, foi para a União Soviética na década de 1920 com grande parte da família. Aos 21 anos, recebe a graça da vocação religiosa. Ingressou no Mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Przasnysz no dia 23 de Janeiro de 1923. Tomou o hábito no dia 12 de Agosto de 1923 e recebeu o nome de Maria Teresa do Menino Jesus. Emitiu a sua primeira profissão no dia 15 de Agosto de 1924 e a profissão perpétua no dia 26 de Julho de 1928. Era uma pessoa delicada e doente, mas disponível para todos e para tudo. No Mosteiro servia a Deus com devoção e piedade. Com o seu modo de ser conquistava o carinho de todos, diz uma das irmãs. Gozava de grande respeito e consideração por parte das superioras e das outras irmãs. Exerceu vários ofícios: porteira, sacristã, bibliotecária; Mestra de noviças e Conselheira. Maria Teresa vive a sua vida religiosa em silêncio, totalmente dedicada a Deus, com grande entusiasmo. Um dia este serviço a Deus foi posto a dura prova. No dia 2 de Abril de 1941, os alemães irromperam no Mosteiro e prenderam todas as irmãs, levando-as para o Campo de concentração de Dzialdowo. Entre elas estava a Irmã Maria Teresa, doente com tuberculose. As 36 irmãs ficaram presas no mesmo local e suportaram umas condições de vida que ofendiam a dignidade humana: ambiente sujo, fome terrível, terror contínuo. As irmãs observavam com horror a tortura a que eram submetidas outras pessoas ao mesmo tempo, entre as quais se encontravam o Bispo de Plock, A. Nowowiejski e L. Wetmanski, e muitos outros sacerdotes. Depois de passar um mês naquelas condições de vida, a saúde das irmãs debilitou-se. A Irmã Maria Teresa foi uma das que mais se ressentiu, que pelo menos se mantinha de pé. Sobreveio-lhe uma hemorragia pulmonar. Faltava não só o serviço médico mas também a água para matar a sede e para a higiene. Suportou o sofrimento com coragem e, até onde lhe foi possível, rezou junto com as restantes irmãs. Outras vezes rezava ela sozinha. Durante a prova, e consciente da proximidade da morte, dizia: “Eu, daqui, não sairei; entrego a minha vida para que as irmãs possam regressar ao Mosteiro”. Isso mesmo dizia à abadessa: “Madre, ainda falta muito?”. Morreu na noite de 25 de Julho de 1941. Desconhece-se o paradeiro dos seus restos mortais.
S. Vítor I, papa, +199
Vítor I nasceu África. É algo incerta a cronologia deste papa. Alguns, seguindo o historiador Eusébio, fazem-no reinar até o ano 202. Teria morrido mártir na quinta perseguição, que foi movida nesse ano pelo imperador Sétimo Severo, ou então pouco antes, numa sublevação de pagãos. Declarou que água comum, de fonte, de poço, de chuva, do mar, etc... pode, no caso de necessidade, servir para a administração do babtismo. Isto prova que já era costume, em tempo de paz, usar-se a água benta com a celebração do baptismo. Sob S. Vítor a questão da data pascal, de novo agitada, deu mais brilho à supremacia do Bispo de Roma. A Igreja conservara do ritual judaico o uso de se consagrarem a Deus vários dias festivos. O sábado (a festa semanal judaica) foi cedo substituído pelo domingo em memória do dia da Ressurreição do Senhor. As festas hebraicas caíram em desuso, menos Pentecostes e Páscoa. Por esta é que se estabelecia todo o calendário judaico cristão. Na Ásia era a Páscoa celebrada no 14º dia do plenilúnio de março. Em Roma pretendia-se que a festa fosse sempre num domingo. O papa, examinando a opinião das demais Igrejas, fixou a Páscoa para o domingo seguinte ao 13º dia do plenilúnio de março. Mais tarde, 130 anos depois, o memorável Concílio de Nicéia (325) deu plena razão a S. Vítor.
28 DE JULHO – UMA SANTA INDIANA
Afonsa da Imaculada Conceição (1910-1946), ainda jovem ingressou na Ordem das Irmãs Clarissas, mas foi atacada por uma doença desconhecida, impossibilitando-a de assumir qualquer tarefa. Consciente do seu estado de saúde, manteve-se calma e caridosa com todos, procurando não ser pesada à comunidade. Sofreu em silencio várias incompreensões com respeito à sua doença. Até que em 1945 a enfermidade se revelou violenta e irreversível, falecendo com apenas 36 anos. Sua sepultura transformou-se num ponto de peregrinação. Foi canonizada em 2008. Dizia no meio de tanto sofrimento: “Vejo que o Senhor me destinou para ser uma oblação... O dia em que não tenho algum sofrimento è um dia perdido para mim”.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE JULHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quinta-feira – Santos: Sansão, Eustádio, Décio
Evangelho (Mt 13, 47-53) “Assim, todo mestre da
Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que
tira do seu tesouro coisas novas e velhas.”
Depois de uma série de parábolas sobre o Reino, Jesus
fala a seus discípulos. Se eles compreenderam qual a proposta do Reino, serão
como mestres da Lei. Como pais de família bem providos, terão todo o necessário
para sua comunidade. Essa palavra aplica-se a todos nós. Se acolhemos Jesus e
assimilamos sua mensagem, poderemos ajudar muitos a encontrar o caminho da
salvação.
Oração
Senhor Jesus, quero pedir
por todos nós, que nos consideramos discípulos vossos. Nossa responsabilidade é
muito grande, porque somos enviados vossos para anunciar vossas propostas, e
mostrar que nos fazeis felizes. Ajudai-nos a tirar desse tesouro do evangelho,
que nos confiastes, o necessário para dar resposta às perguntas e às angústias
de tantos que procuram o caminho. Amém.quarta-feira, 27 de julho de 2016
SOLIDARIEDADE
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa Venerável Padre Pelágio CSsR |
Antigamente se dizia que um judeu deve ser solidário com o outro. Um exemplo: quando se tratava de acender uma vela, um providenciava o fósforo; e o outro, a vela. Certo dia um deles perguntou para seu irmão judeu:
- Benjamin, você já acendeu minha vela?
Benjamin respondeu:
-Não, mas eu dei o fósforo a você. Agora deve riscá-lo e acender você mesmo.
Lição: Solidariedade é muito mais do que isso. Se você deseja consertar o mundo, comece consigo mesmo.
- Fique tão ocupado melhorando a si mesmo, que não sobre tempo para criticar os outros."
- O bom remador não tem tempo para brincar de balançar o barco.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Religião pura”
Retornamos ao
evangelho de Marcos, depois de refletir o capítulo 6º do evangelho de S. João.
Continuamos o conhecimento da pessoa e da doutrina de Jesus. Ele é nossa paz, e
deixa-nos em paz, orientando-nos na vivência dos conflitos que encontramos na
Igreja. Parte dos problemas é a relação entre fé e tradição, ensinamento divino
e ensinamentos humanos. Lemos no evangelho de Marcos (7,1-23) que os fariseus acusavam os discípulos de comerem com as
mãos impuras, isto é, sem as ter lavado (v.2).
A pureza, a que se refere, não é a limpeza ou higiene pessoal, mas a pureza
ritual, quer dizer, exterior destinada ao culto. Os cristãos judeus estavam
entre a tensão das tradições e a religião baseada na pureza do coração apresentada
por Jesus. Ele não está contra a lei, mas contra a mentalidade dos anciãos na
interpretação da lei que destruía a fé pura. Jesus critica os que anulam o
mandamento de Deus pela tradição (Mt 15,6).
O livro do Deuteronômio manda não colocar outro mandamento (Dt 4,2). Mas não se toma conhecimento pois a
tradição pesa mais. É o mesmo que vemos também na Igreja. Muitas vezes damos
mais valor aos ritos e às normas secundárias do que ao fundamental. É muito
comum a gente ouvir que ‘sempre se fez assim’. A moral que Jesus apresenta é
opção por Ele e não por ritos que estão fora da Palavra de Deus. Jesus não é
contra o rito, mas o ritualismo. Setores da Igreja têm se ligado a ele. Depois
de um tempo de liberdade coloca em risco o dinamismo que poderia nos ajudar a
crescer. Tiago faz o convite à religião pura da solidariedade e não do
ritualismo que acalma nossa consciência mas não põe em prática a Palavra.
Deus próximo
O povo tinha
consciência de ser o povo escolhido e que tinha Deus presente como lemos no
Deuteronômio: “Qual é a grande nação que tenha os seus deuses tão próximos,
como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos?” (Dt
4,7). Lei de Deus é o grande testemunho da sabedoria do povo. Ela é a
expressão de sua vontade que é a justiça (v.8).
Esta presença de Deus o faz missionário promotor da justiça entre outros povos.
É uma escola para os povos. A sabedoria justifica sua existência como povo. A
religião só vai manifestar a presença de Deus se o fizer pela prática de leis
justas que respeitem o direito. A Igreja também, mesmo não tendo poder
internacional, pela sua vida e missão, pode educar os povos à criação da consciência
de justiça, da promoção da pessoa e da presença de Deus.
Praticantes da Palavra
Tiago
ensina que o acolhimento da Palavra é princípio de Salvação, pois ela se identifica
com Aquele que a comunica: “Recebei com humildade a Palavra que em vós foi
implantada e que é capaz de salvar as vossas almas. Sede praticantes da Palavra
e não meros ouvintes (Tg 1,21-22). A
prática da Palavra se traduz no cuidado que temos para com os necessitados: “Religião
pura e sem mancha é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações” (Tg 1,27). A
Palavra será sempre a orientadora da verdadeira religião, ensinando a não dar
valor às tradições que anulam a Verdade e estimulando à prática da
solidariedade. Ela forma o coração para que dele saiam não impurezas, mas as
obras do amor. Sacrificar a prática do amor por tradições egoístas não condiz
com o projeto de Jesus.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/
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EVANGELHO DO DIA 27 DE JULHO
Evangelho segundo S. Mateus 13,44-46.
Naquele
tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a um tesouro
escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão
contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O reino
dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao
encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa
pérola».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos
Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São Máximo, o Confessor (c. 580-662), monge, teólogo
Centúrias sobre
o amor, 4, 69 ss.
«O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num
campo»
Há quem pense que não tem qualquer
participação nos dons do Espírito Santo. Devido à sua negligência em levar à
prática os mandamentos, essas pessoas não sabem que quem mantém inalterada a fé
em Cristo reúne em si mesmo todos os dons divinos. É natural que quando, por
inércia, nos encontramos longe do amor ativo que devíamos ter a Deus – esse amor
que nos mostra os tesouros de Deus escondidos em nós –, pensemos que não estamos
a participar nos dons divinos.
Com efeito, se «Cristo habita pela fé nos
nossos corações», segundo o apóstolo Paulo (Ef 3, 17), e se nele «estão
escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência» (Col 2, 3), todos esses
tesouros da sabedoria e da ciência estão escondidos nos nossos corações. Mas
revelam-se ao coração na medida da purificação de cada um, dessa purificação que
os mandamentos suscitam. Tal é o tesouro escondido no campo do teu coração, que
ainda não encontraste, devido à tua preguiça. Porque, se o tivesses encontrado,
terias vendido tudo, para adquirir esse campo. Mas agora abandonaste o campo e
procuras em seu redor, onde apenas existem espinhos e silvas. É por isso que o
Salvador afirma: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt
5, 8). Vê-Lo-ão e verão os tesouros que estão nele, quando se tiverem
purificado, pelo amor e pela temperança. E vê-Lo-ão tanto mais, quanto mais se
tiverem purificado.
MARIA MADALENA MARTINENGO Religiosa Capuchinha, Beata 1687-1737
Nasceu em Bréscia em 4 de outubro de-1687, filha de Leopardo, Conde Martinengo de Barco, e Margarida, da família dos condes Secchi de Aragão. Ficou órfã de mãe com um ano. Foi educada pela madrinha e por uma humilde mulher, empregada da casa, que teve uma grande influência sobre ela, principalmente sobre sua vocação religiosa. Aplicou-se com grande paixão aos estudos de maneira a poder ler o latim e recitar o breviário com apenas 10 anos. Completou a sua educação nos melhores colégios de Bréscia, No seu amadurecimento, no entanto, uma firme vocação religiosa com acentuada propensão para a ascética e a mística. Com 13 anos fez voto de virgindade, mas depois padeceu um período de aridez espiritual e fortes tentações, que só superou em 1709. Venceu a resistência paterna e a sua própria oscilação entre o Carmelo e a ordem das capuchinhas, decidindo-se por esta última, e em 1705 vestiu o hábito franciscano no Mosteiro de Santa Maria das Neves. No ano seguinte, ao fazer a profissão religiosa, trocou o nome de baptismo de Margarida por Maria Madalena. Viveu 32 anos na clausura. No convento fez de tudo, e também foi mestra das noviças e vice-abadessa. Mas o que caracterizou a sua vida foram os fenómenos místicos como a impressão dos estigmas, êxtases, aparições, ciência infusa, telepatia, profecia, milagres, luminosidade e outros. Só por esse elenco pode-se perceber que a sua vida não deve ter sido compreendida por confessores e superioras. De fato, sofreu fortes perseguições por parte dos confessores e das outras freiras, todos admirados desse acúmulo de fenómenos inexplicáveis para o senso comum e quase que quotidianos. Escreveu uma autobiografia, que é uma obra-prima de espiritualidade e de vida mística. Deixou também, outros escritos. Morreu em Bréscia em 27 de julho de 1737 e logo foi tida como santa pelas demais freiras e pela população da cidade. Foi beatificada por Leão XIII em 1900.
RAIMUNDO ZANFOGNI Viúvo, Fundador, Santo 1140-1200
Raimundo Zanfogni voltava com sua mãe da Terra Santa quando esta morreu. Tinha quinze anos quando retornou à sua terra natal, depois dessa viagem. Ele nasceu em Placência, Itália, no ano de 1140. Mais tarde, casou-se e teve cinco filhos, porém todos morreram no mesmo ano. Nasceu então um outro, Geraldo, forte e sadio, mas a esposa adoeceu e morreu quando o menino ainda era muito pequeno. Por isso decidiu deixar o filho com os sogros, que o educaram no seguimento de Cristo, e tornou-se um peregrino. Primeiro foi à Santiago de Compostela, depois a Roma, de onde seguiu para Jerusalém e voltou novamente para Roma. Mas aconteceu algo que o reconduziu a Piacenza. Dizia ter recebido um aviso divino de que deveria retornar e cuidar dos pobres de sua cidade. E ali, imediatamente, iniciou a sua obra. Raimundo passou a cuidar dos doentes e moribundos, num tempo em que não existia assistência aos necessitados. Fundou uma espécie de hospedaria-albergue, onde tratava a todos com dedicação e dignidade, enxergando em cada um deles a face de Cristo. Como não tinha muitas posses, tornou-se esmoler para manter suas obras. Freqüentava todos os dias as igrejas, pregava pelas ruas e fazia procissões com seus pobres, solicitando a caridade das pessoas. Logo ele passou a abrigar também as crianças abandonadas, que se tornaram a grande razão de sua vida. Além de dar abrigo e cuidado, afeto e carinho, ele catequizava a todos na doutrina cristã. Era um simples leigo, tinha pouca instrução, mas possuía o dom da sabedoria e pregava com autoridade. Por isso ele tomou a iniciativa de advertir publicamente o próprio bispo, que não se posicionava com firmeza diante dos problemas da cidade. Na época, Placência e Cremona passavam por constantes lutas, resultando em mortos inocentes. Servindo de mediador, Raimundo conseguiu solucionar o conflito. Tornou-se o protetor dos pobres e das vítimas dos abusos de todos os gêneros, que ele mesmo acompanhava aos tribunais defendendo-os na frente dos juízes insensíveis e prepotentes. As autoridades do governo, por fim, passaram a consultá-lo em todas as questões que envolviam os pobres. Faleceu no dia 27 de julho de 1200, entre seus pobres, e exortando ao filho Geraldo que se tornasse sacerdote, o que de facto ocorreu pouco tempo depois. Com fama de santidade em vida, foi sepultado próximo à capela dos Doze Apóstolos. Logo as notícias de graças e prodígios se espalharam pela região e a casa dos seus pobres, passou a ser chamada de Hospedaria de São Raimundo Zanfogni. Mas ele só foi canonizado em 1602, pelo papa Clemente VIII, que designou o dia de sua morte para a celebração litúrgica.
FONTE : http://www.paulinas.org.br/
CELESTINO I Papa e Santo + 432
O papa Celestino I, eleito em 10 de setembro de 422, nasceu na Campânia, no sul da Itália. Considerado um governante de atitude, foi também um pioneiro em muitos aspectos. Enfrentou as graves questões da época de tal maneira que passou para a história, embora o seu mandato tenha durado apenas uma década. Era um período de reconstrução para Roma, que fora quase destruída pela invasão dos bárbaros, liderados por Alarico. O papa Clementino I participou activamente restaurando numerosas basílicas, entre elas a de Santa Maria, em Trastevere, a primeira dedicada a Nossa Senhora, e construiu a de Santa Sabina. Além disso, entendia que o papa tinha o direito de responder pessoalmente a correspondência enviada pelos cristãos leigos e não apenas das autoridades e dos clérigos. E ele o exerceu por meio de suas cartas, as quais chamava de decretais, e que se tornaram a semente do direito canónico. Também foi vigoroso o intercâmbio de correspondência que manteve com seu amigo e contemporâneo, santo Agostinho, o bispo de Hipona, do qual foi ferrenho defensor. Foi ele o primeiro a determinar que os bispos não deveriam nunca negar a absolvição a alguém que estivesse morrendo. Também proibiu que os bispos vestissem cintos e mantos como os monges. Combateu as heresias, ajudou a esclarecer dúvidas doutrinais e combateu os abusos que se instalavam nas sedes episcopais. Seus actos pareciam acertar todo alvo escolhido. Enviou são Patrício à Irlanda e são Paládio à Escócia e, como se sabe, ambos se tornaram, histórica e espiritualmente, ligados a esses países para todo o sempre. Outro evento importantíssimo realizado sob sua direcção foi o Concílio de Éfeso, em 431. A importância desse Concílio, o segundo realizado pela Igreja e do qual participaram apenas cento e sessenta bispos, foi que nele se confirmou o dogma de Maria como "Mãe de Deus" e não apenas "mãe do homem", como pregava o arcebispo de Constantinopla, Nestório. Ele defendia a tese de que Jesus não era Deus quando nasceu e, portanto, Maria era apenas a mãe do homem Jesus e não de Deus feito homem. O papa Celestino I, para acabar com a confusão que se generalizara no mundo cristão, determinou que são Cirilo, bispo de Alexandria, dirigisse o Concílio, que se iniciou em 22 de junho de 431. Ao seu final, foi restabelecida a verdade bíblica do nascimento do Cristo. O papa enviou comunicados a todas as autoridades do mundo não só explicando a decisão, mas informando a destituição e condenação do bispo Nestório, que foi poupado da excomunhão. Este foi seu último documento oficial, expedido na data de 15 de março de 432, que fechou com chave de ouro seu pontificado, pois morreria alguns meses depois, em 27 de julho. São Celestino I foi sepultado numa capela do cemitério de Priscila. Em 817, suas relíquias foram colocadas na basílica de Santa Praxedes, e uma parte delas enviadas para a catedral de Mantoa.
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