Fernando nasceu na vila de Valparaíso, em Zamora, Espanha, no dia 1o de agosto de 1198. Era filho do famoso Afonso IX de Leão, que reinou no século XII. Um rei que brilhou pelo poder, mas cujo filho o suplantou pela glória e pela fé. A mãe era Barenguela de Castela, que o educou dentro dos preceitos cristãos de amor incondicional a Deus e obediência total aos mandamentos da Igreja. Assim ele cresceu, respeitando o ser humano e preparando-se para defender sua terra e seu Deus. Assumiu com dezoito anos o trono de Castela, quando já pertencia à Ordem Terceira Franciscana. Casou-se com Beatriz da Suábia, filha do rei da Alemanha, uma das princesas mais virtuosas de sua época, em 1219. Viúvo, em 1235, contraiu segundo matrimónio com Maria de Ponthieu, bisneta do rei Luís VIII, da França. Ao todo teve treze filhos, o filho mais velho foi seu sucessor e passou para a história como rei Afonso X, o Sábio, e sua filha Eleonor, do segundo casamento, foi esposa do rei Eduardo I da Inglaterra. Essas uniões serviram para estabilizar a casa real de Leão e Castela com a realeza germânica, francesa e inglesa. Condizente com sua fé, evitou os embates, inclusive os diplomáticos, e aplacou revoltas só com sua presença e palavra, preferindo ceder em alguns pontos a recorrer à guerra. Sob seu reinado foram mudados os códigos civis, ficando mais brandos sob a tutela do Supremo Conselho de Castela, instituiu o castelhano como língua oficial e única, fundou a famosa Universidade de Salamanca e libertou sua nação do domínio dos árabes muçulmanos. Abrindo mão do tempo desperdiçado com novas conquistas, utilizava-o para fundar novas dioceses, erguer novas catedrais, igrejas, conventos e hospitais, sem recorrer a novos impostos, como dizem os registros e a história. Em 1225, teve que pegar em armas contra os invasores árabes, mas levou em sua companhia o arcebispo de Toledo, para que o ajudasse a perseverar os soldados na fé. Queria, com a campanha militar, apenas reconquistar seus domínios e propagar o catolicismo. Vencida a batalha, com a expulsão dos muçulmanos, os despojos de guerra foram utilizados para a construção da belíssima catedral de Toledo. Durante seu reinado, cidades inteiras foram doadas às ordens religiosas, para que o povo não fosse oprimido pela ganância dos senhores feudais. Com a morte do pai em 1230, foi coroado também rei de Leão. Em seguida, chefiou um pequeno exército, aos seus moldes, e reconquistou dos árabes ainda Córdova e Sevilha, depois do que edificou a catedral de Burgos. Pretendia lutar na África da mesma forma, mas foi acometido de uma grave doença. Morreu aos cinquenta e três anos, depois de despedir-se da família, dos amigos e companheiros, no dia 30 de maio de 1252, em Sevilha. Imediatamente, o seu culto surgiu e se propagou rapidamente por toda a Europa, com muitas graças atribuídas à sua intercessão. Foi canonizado pelo papa Clemente X, em 1671, após a comprovação de que seu corpo permaneceu incorrupto. São Fernando III é venerado, no dia de sua morte, como padroeiro da Espanha.
domingo, 29 de maio de 2016
Santa Theodósia de Constantinopla
Theodósia era uma freira em Constantinopla em meados de 18º século quando o p imperador estava destruindo imagens de Jesus, da Virgem Maria e dos santos.Uma das imagens de Cristo era muito querida por Theodósia .I O imperador enviou um de seus oficiais para quebrá-la em vários pedaços .Quando ele subiu a escada para alcançar o ícone acima da porta de seu convento e fazer o ato sacrílego, Theodósia sacudiu a escada e ele caiu no chão e morreu. Não satisfeita com isso Theodósia liderou um grupo de mulheres para atirar pedra no palácio do patriarca de Constantinopla que apoiava a destruição dos ícones.As autoridades prenderam e puniram as mulheres cristãs, mas Theodósia que liderava a rebelião foi duramente torturada e morta. Isto aconteceu em 745 DC. Sua festa é celebrada no dia 29 de maio.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE MAIO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – 9º Domingo Comum –Santos: Maximino,
Cirilo de Cesareia, Sisínio
Evangelho (Lc 7,1-10) “Senhor, não te incomodes; não
sou digno que entres em minha casa. Ordena com tua palavra, e meu empregado
ficará curado.”
Aquele pagão acreditava tanto no poder de
Jesus, que até o dispensava de visitar sua casa. E, de fato, parece que Jesus
não chegou até lá, pois o texto diz: “Os mensageiros voltaram para a casa do
oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.” Foi bom que Mateus e
Lucas tenham conservado para nós esse episódio. Obrigam-nos a nos perguntar:
acredito tanto em Jesus que não vivo pedindo milagres ou sinais
extraordinários? Aceito acompanhá-lo como que por entre névoas, sem nunca ter
nesta vida uma visão clara, sempre a tatear tentando segui-lo? Acho que ainda
preciso crescer muito mais na fé, sem procurar tanto minhas seguranças. Por
isso, mais vezes, sempre de novo, devo pedir que o Senhor aumente minha fé.
Oração
Senhor Jesus, creio em vós, mas
ainda não creio o bastante. Preciso que me ajudeis, que aumenteis minha fé como
entrega confiante e total a vós. Quero pôr em vós toda a minha confiança, quero
que sejais o primeiro em minha vida, quero que vossa palavra seja toda a minha
certeza em tudo. Perdoai-me, porque muitas vezes tenho confiado mais em mim, ou
nos outros, do que em vós. Digo que sois meu Mestre, mas tantas vezes sigo
outros caminhos. De novo vos peço: aumentai minha fé, para que não me deixe
guiar por sentimentalismos, e fáceis consolações pretensamente espirituais.
Purificai minha fé, fazei-a ao mesmo tempo esclarecida e simples, adulta e de
criança. Que em tudo procure a vós e não minhas satisfações. Amém.sábado, 28 de maio de 2016
O MISSIONÁRIO E A SERPENTE
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa Venerável Padre Pelágio CSsR |
Foi em terras de missão na Birmânia. O padre missionário saíra bem cedo para visitar os enfermos. Tinha que atravessar uma floresta. O caminho era estreito. O cachorro que acompanhava o missionário, ziguezagueava alegremente, farejando cada palmo da trilha. O padre, absorto na reza do terço, não viu uma serpente, a terrível boa, enrolada nos galhos da uma árvore. Teve tempo apenas de invocar o nome de Maria. A serpente já o apertava enrodilhando-se no seu pescoço. O cachorro, vendo seu dono em tal perigo, sai correndo como uma flecha no rumo da aldeia. Chega ofegante à casa do catequista, agarra-o com os dentes e faz menção de carregá-lo. Paulo pressente alguma tragédia, segue o cachorro que retoma a corrida na direção da floresta. Por vezes ladra angustiadamente, como que pedindo ao catequista que apresse o passo. Chegaram. Lá está o padre preso entre os anéis da serpente. Os birmanês sempre leva consigo um grande facão. Com um só talho corta a cabeça da ‘boa” feroz. Afroixam-se os anéis que asfixiavam o missionário. Paulo aplica-lhe a respiração artificial enquanto o cachorro lambe carinhosamente o seu dono. Por fim o padre abre os olhos e volta a si. O catequista lhe diz:
- Seu padre, foi um milagre. Pelo tempo que eu demorei, o senhor poderia ter morrido vinte vezes. (Do livro: 365 dias, 365 histórias).
Lição: Livra-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita, Senhora nossa, Medianeira nossa..
REFLETINDO A PALAVRA - “Bendito o Reino que vem”!
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
Da gloria à cruz
No Domingo de
Ramos fazemos o caminho que Jesus fez com seus discípulos. A comunidade de
Jerusalém celebrava uma liturgia geográfica, isto é, no local onde aconteceram
os fatos. Esta prática chegou até nós. Com a procissão de Ramos fazemos memória
do acontecimento. Jesus vem a Jerusalém, montado num jumentinho, como rei
pacífico, segundo a profecia de Zacarias (Zc 9,9).
O povo aclama Jesus como o “Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o
Reino que vem, o Reino de nosso Pai Davi!” (Mc
11,9-10). Deus cumpre a promessa e toma posse de seu Reino através de
seu Messias. Como entender o acontecimento glorioso da entrada na cidade santa
e a morte de Cruz? O Rei que é aclamado é o mesmo que é glorificado na cruz. As
profecias sobre o Servo Sofredor indicam o caminho que Cristo segue para a
redenção ao mundo: “O Senhor abriu-me os ouvidos; Ofereci as costas para me
baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei meu rosto dos
bofetões e cusparadas” (Is.50,5-6). Paulo explica
que a glorificação de Cristo passou pela humilhação: “Humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl
2,8-9). Existe um fim maior: “Eu te farei luz das nações, para seres a
minha salvação até a extremidade da terra”
(Is.49,6). Paulo completa: “Por
isso Deus o exaltou e lhe deu o Nome que está acima de todo nome” (Fl 2,9). Na celebração do Mistério Pascal de
Cristo, o Domingo de Ramos é uma síntese do que celebraremos. É também uma
indicação de nossa vivência cristã: “Ó Deus, como pela morte do vosso Filho nos
destes esperar o que cremos, dai-nos por sua ressurreição, alcançar o que
buscamos” (Pós-Comunhão).
Humilhou-se a si mesmo
Paulo
entendeu o mistério de Cristo. Certamente podemos dizer que a fé cristã carece
de um conhecimento mais profundo de Jesus em seu conteúdo de entrega ao Pai
pelo mundo. Paulo nos aprofunda a compreensão do mistério de Cristo. No esvaziamento
de si, a ponto de perder toda a aparência de divindade, assume nossa condição
humana. E nela, escolhe a condição de escravo obediente até à morte de cruz.
Assumiu a condição social, de todas, a inferior. O abandono é total, pois clama
na cruz que foi abandonado até pelo próprio Deus. Em seu máximo abaixamento
está a manifestação de sua divindade: Por isso Deus o elevou e lhe dá a
condição de divindade. Deus o confirma para nós como sendo Deus com Ele. “Jesus
Cristo é o Senhor” (Fl 2,11). Por que fez
assim? Para manifestar o amor e atrair ao mesmo amor, como escreve S. Afonso.
Aprender o ensinamento de sua
Paixão
Celebrar a
Paixão do Senhor é assumir a atitude de quem está com Ele em sua Paixão. Ele
promete aos seus: “Vós que permanecestes comigo em minhas tentações; também eu
disponho para vós o Reino, como o meu Pai o dispôs para mim” (Lc 22,28-29). Lendo sua Paixão nós nos dispomos
a retomá-la em nossa vida. Se quisermos glória, temos que aprender dele: “Meu
Reino não é deste mundo”; Se quisermos seu Reino, nós o contemplaremos com uma
coroa de espinhos e um manto de deboche; Os chefes importantes aparecem com
seus ministros; Ele é colocado entre dois ladrões. “Foi contado entre os
malfeitores” (Lc 22,37; Is 53,12). Se
formos despojados como Ele, poderemos fazer nossa profissão de fé, como o
centurião pagão: “Este homem, era o Filho de Deus”.
EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO
Evangelho segundo S. Marcos 11,27-33.
Naquele
tempo, Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Quando Ele andava no
templo, aproximaram-se os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos,
que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes isto? Quem Te deu autoridade
para o fazeres?». Jesus respondeu: «Vou fazer-vos só uma pergunta.
Respondei-Me e Eu vos direi com que autoridade faço isto. O batismo de João
era do Céu ou dos homens? Respondei-Me». Eles começaram a discorrer, dizendo
entre si: «Se dissermos: ‘É do Céu’, Ele dirá: ‘Então porque não acreditastes
nele?’. Vamos dizer-Lhe que é dos homens?». Mas eles temiam a multidão, pois
todos pensavam que João era realmente um profeta. Então responderam: «Não
sabemos». Disse-lhes Jesus: «Também Eu não vos digo com que autoridade faço
isto».
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos
Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Discurso contra os Arianos, 2, 78-79
«Quem Te deu autoridade para o fazeres?»
A sabedoria pessoal de Deus, o seu único
Filho, criou e realizou todas as coisas. Com efeito, diz o salmo: «Tudo fizeste
com sabedoria» (103,24). [...] Tal como o nosso discurso humano é imagem desta
Palavra que é o Filho de Deus (cf Jo 1,1), assim também a nossa sabedoria é
imagem desta Palavra que é a Sabedoria em pessoa. Porque temos nela a capacidade
de conhecer e de pensar, somos capazes de receber a Sabedoria criadora, por meio
da qual podemos conhecer o Pai. «Porque aquele que tem o Filho tem também o Pai»
(1Jo 2,23), e ainda: «Aquele que Me recebe, recebe Aquele que Me enviou» (Mt
10,40). [...]
«Pois já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu
a Deus na Sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da
pregação» (1Cor 1,21). Ora, Deus já não quer, como nos tempos antigos, ser
conhecido por meio de imagens e sombras da Sabedoria, mas quis que a verdadeira
Sabedoria em pessoa adotasse carne, Se tornasse homem e sofresse a morte de
cruz, para que no futuro todos os crentes possam ser salvos pela fé nesta
Sabedoria encarnada.
É portanto ela que é a Sabedoria de Deus.
Anteriormente, era conhecida pela sua imagem introduzida nas coisas criadas
[...], e desta forma dava a conhecer o Pai. Mas depois Ela, que é a Palavra,
tornou-Se carne, como diz São João (1,14). E, após ter «destruído a morte» (1Cor
15,26) e salvado a humanidade, manifestou-Se a Si mesma de forma mais clara e,
por Si mesma, manifestou o Pai. Razão pela qual pôde dizer: «Que Te conheçam a
Ti, o único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo» (Jo 17,3). A
terra inteira ficou portanto cheia do seu conhecimento. Porque só há um
conhecimento: o do Pai por meio do Filho, e o do Filho a partir do Pai. O Pai
põe a sua alegria nele, e o Filho regozija-Se com a mesma alegria no Pai, como
está dito: «Eu era o seu encanto todos os dias, e brincava o tempo todo na sua
presença» (Prov 8,30).
Beata Rita Amada de Jesus
Rita Amada de Jesus, viu a luz do dia a 5 de Março de 1848 num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu – Portugal. Com muito poucos dias de idade recebe o baptismo e foi-lhe dado o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar muito piedoso onde à noite se fazia leitura espiritual e, desde criança, manifestou ela mesma uma especial devoção por Jesus Sacramentado, por Nossa Senhora, por S. José e carinho pelo Papa que, por essas alturas vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois espoliado dos Estados Pontifícios.
A maçonaria, que em Portugal, na década de trinta se apoderou dos bens eclesiásticos, mandara encerrar todas as casas Religiosas masculinas e nas femininas proibia a admissão de qualquer Noviça, concorreu para o cristianismo perder alguma vitalidade. Além disso, muitos bispos e até sacerdotes descuravam seus deveres, pelas constantes lutas políticas em que se viam envolvidos.
No lar desta jovem todos, a começar pelos pais, sentia-se a ânsia de uma autêntica vivência cristã e desejo de a comunicar a outros. Deus fez nascer nela a vocação missionária para arrancar os jovens do indiferentismo, dos perigos morais e exercer apostolado entre em prol da família. Chegou a andar de aldeia em aldeia a rezar; e ensinava a rezar o terço e espalhar a vontade sincera de imitar Nossa Senhora. Encontrava pessoas de vida menos exemplar e fazia tudo quanto estava ao seu alcance para que Nosso Senhor as arrancasse do mal e as trouxesse ao bom caminho. Não tardaram ameaças de morte e até houve um homicídio frustrado.
À oração juntou a penitência. Nas vindas a Viseu, começou a contactar as Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus e conseguiu delas alguns "instrumentos de mortificação". Cedo deu conta, juntamente com seu confessor, que Jesus a chamava à vida de consagrada, numa época impossível pelas leis ainda vigentes que proibiam admissões de Noviças. Rita continuava no mundo, entregue ao apostolado, às mortificações, esperançada de que haveria de alcançar a consagração total a Deus e rejeitando peremptoriamente pretendentes, alguns deles ricos, porque no seu íntimo já era "consagrada". Fazia a Comunhão Reparadora; crescia no fervor eucarístico, na devoção ao Sagrado Coração de Jesus e no forte desejo de salvar almas, tornando-se missionária e apóstola. Comungando no apostolado de Rita, os pais chegaram a albergar em sua casa mulheres desejosas de conversão e de mudar de atitudes e comportamentos morais com que tinham contribuído para a destruição de famílias.
Com cerca de 20 anos viu que era imperioso consagrar-se a Deus na Vida Religiosa. Confidenciava muito com sua mãe e o pai, embora muito piedoso, por sentir por aquela filha uma oculta predilecção, opunha-se a este desiderato. Porque importa obedecer mais a Deus que aos homens, Rita não esmoreceu e finalmente aos 29 anos conseguiu entrar num convento de Religiosas, a única Congregação permitida em Portugal por ser estrangeira e se dedicar apenas à assistência. Ao confrontar o carisma daquelas Irmãs com o que lhe ia na alma, deu conta que não se coadunava com o género de apostolado para que se sentia inclinada. O Director Espiritual da Comunidade a quem se abria inteiramente verificou ser vontade de Deus a respeito daquela Aspirante: recolher e educar meninas pobres e abandonadas. Rita deixou aquelas Religiosas de origem francesa e, ainda de acordo com o Revº P. Francisco Pereira S.J., procurou meios de melhor se preparar para futuro e urgente desempenho da sua especial missão. Deu entrada num colégio onde pôde aprender ao vivo como lidar com as exigências estatais e religiosas.
Rita, humanamente rica de predicados e virtudes, profundamente piedosa, levada pelo desejo de cumprir a vontade de Deus a seu respeito, deixando-se guiar pelo Director Espiritual, ao sair do Colégio, aos 32 anos, conseguiu vencer as dificuldades de natureza política e até religiosa para fundar a 24 de Setembro de 1880, na paróquia de Ribafeita, um colégio e simultaneamente o Instituto das Irmãs de Jesus Maria José, seguindo o lema da Sagrada Família de Nazaré. Em breve espaço de tempo, estendeu a Obra de apostolado a outras Dioceses de Portugal; mas nas Dioceses de Viseu, Lamego e Guarda as autoridades políticas concelhias procuraram por todos os meios obrigá-la a encerrar a Obra. Não lhe faltaram também dificuldades económicas e ainda internas com uma das suas religiosas. Porém, em Portugal no ano de 1910 a implantação da República desencadeou perseguição feroz contra a Igreja, apoderou-se dos bens que o Instituto possuía, aboliu novamente as Ordens Religiosas e Madre Rita teve que se refugiar na terra natal. Daqui conseguiu localizar algumas Irmãs dispersas, aos poucos reagrupá-las numa humilde casa e pôde salvar o Instituto, enviando-as depois em grupos para o Brasil. Lá continuaram o carisma da Fundadora que faleceu em Casalmendinho (paróquia de Ribafeita) a 6 de Janeiro de 1913, em odor de santidade, confortada pelos últimos Sacramentos. O funeral para o cemitério paroquial, presidido pelo Vigário Geral da Diocese foi antes uma acção de graças pelo dom desta Religiosa à Igreja e ao Mundo.
BEATIFICAÇÃO : 28 de Maio de 2006 por Bento XVI. A cerimónia realizou-se em Viseu e foi presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
OS CÂES DE SÃO BERNARDO
Bernardo de Menthon, é um santo muito original. Prestou grande serviço aos peregrinos que iam a Roma, e precisavam transpor as montanhas dos Alpes cobertos de gelo e cheios de perigos. Amestrou cães para descobrir pessoas que se perdiam no meio da neve. São chamados “cães de São Bernardo”.Construiu também uma hospedaria naquelas alturas inóspitas, para abrigar e socorrer, gratuitamente, os peregrinos necessitados de alimento e ajuda. Essa hospedaria existe até hoje.Foi assim que São Bernardo de Menthon salvou a muitos peregrinos, arriscados a morrer no gelo ou extraviados no meio das montanhas.Como estamos vendo, Deus suscita santos conforme as necessidades de cada época.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645
Santa Maria Ana de Paredes nasceu em Quito, Equador, no dia 31 de Outubro de 1618. Órfã de pai aos quatro anos e de mãe dois anos mais tarde. Foi educada pela irmã mais velha. Jovem ainda, foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Por várias vezes tentou abraçar a vida religiosa, quer como missionária no meio aos índios, quer como reclusa em algum convento. Por fim, foi apoiada pelos irmãos, que lhe deram alguns aposentos da casa, que Santa Maria Ana transformou em clausura. Passou ali a vida inteira recolhida, dedicando-se à penitência e à oração, saindo apenas para assistir à missa e para ajudar os pobres, os necessitados e consolar os infelizes. Em 1645, ofereceu a sua vida pelas vítimas da epidemia que assolava a cidade de Quito. Caindo gravemente enferma, morreu nesse mesmo ano. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. É a primeira santa do Equador. Foi proclamada também heroína nacional. www.ecclesia.pt
São Germano Conhecido também como São Germano de Paris.
Nasceu em Autun, Franca em 496, foi ordenado em 530 e 10 anos mais tarde foi eleito Abade do Monastério de São Sinfrônio. Em 556 ele foi para Paris e quando o bispado ficou vago ele foi nomeado Arcebispo de Paris pelo Rei Childebert I. Em nenhum modo o seu oficio mudou a sua vida de santidade e bondade. Sempre austero, ele continuamente passeava junto dos pobres e nunca os afastava e por isso a história passou a chama-lo de “pai dos pobres”. São Germano não tinha medo e certa vez acabou com uma revolta civil e mais de uma vez tentou acabar com os vícios do rei. Finalmente com a suas bênçãos e orações ele curou o Rei Childebert I de uma terrível doença e acabou convertendo-o para o cristianismo terminando assim com sua licenciosidade e sua injustiça para com os pobres. Quando ele faleceu o grande poeta Venatius Fiortunatus escreveu uma peça sobre sua vida e pelos seus inúmeros milagres, ele foi declarado um vigoroso santo e canonizado em 754 DC. A Abadia de Saint Germain-des-Prés foi de fato fundada pelo santo com a ajuda o Rei Childebert em 553 DC. São Germano consagrou-a a São Vicente e a sagrada Cruz. Quando Germano morreu na idade de 80 anos ele foi enterrado na abadia em uma suntuosa tumba. Na revolução francesa, ela foi destruída. Mais tarde, ela foi reconstruída e a ela foi dado o seu nome e é destinada ao ensino religioso como São Germano queria a seu tempo. A Abadia de Saint Germain-des-Pré é um tributo a influência de São Germano na França. Na arte litúrgica da Igreja, São Germano é mostrado deitado em uma cama extinguindo o fogo pelas suas preces. Ou é mostrado com uma corrente e com as chaves do reino ou com São Pedro ao seu lado, também com as chaves do reino. Ele é o padroeiro dos cantores de corais e é invocado contra o fogo.
Sua festa é celebrada no dia 28 de maio.
São Germano tinha a maior devoção para com a Virgem Maria e escreveu : “Os rogos da Bem Aventurada Virgem como mãe em certo sentido são ordens. Não é possível não ser atendida quando pede. Ó Maria ,vós que gozais da autoridade de mãe junto a Deus , alcançai o perdão aos maiores pecadores , já que o Senhor reconhecendo-vos sua Mãe, não pode deixar de vos conceder o que lhe pedis.” E também escreveu esta linda oração a Virgem: "Ó Mãe de misericórdia, quem depois de vosso Filho tem tanto zelo por nós e pelo nosso bem? Quem nos protege como vós nos males que nos afligem? Quem, como você, toma a defesa dos pecadores? Certamente Ó Maria, o vosso patrocínio é mais poderoso e mais afetuoso do que podemos compreender.”
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MAIO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Sábado –Santos: Bernardo de Novara, Emílio,
Margarida Pole
Evangelho (Mc
11,27-33) “...os
mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: ─ Com que
autoridade fazes essas coisas?”
Os adversários de Jesus fazem a pergunta
fundamental: Quem é Jesus, com que autoridade ele age? Se é um simples homem,
que importância tem para nós? Iluminados pela fé, esse dom que nos vem de Deus,
cremos que Jesus é Deus, é o Filho de Deus feito Homem. Cremos que somos
transformados por seu poder, feitos participantes da vida divina. Por isso ele
é importante para nós.
Oração
Senhor Jesus, ajudado pela graça do Pai, eu creio que sois Deus, que não apenas
me podeis ensinar a viver, mas me podeis dar a vida nova. Unindo-me a vós,
podeis fazer de mim filho de Deus, destinado para uma vida de eternidade na
comunhão com a Trindade. Essa fé é minha alegria e minha esperança. Ajudai-me a
ser coerente com essa fé, agindo em tudo como discípulo vosso. Amém.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
OS CRISTÃOS DO SÉCULO I
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa Venerável Padre Pelágio CSsR |
- Meu filho, foge de todo o mal ou daquilo que se assemelhar ao mal. Não sejas irascível: a cólera leva ao crime.
- Não sejas ciumento, conflituoso, nem violento: essas paixões geram mortes.
- Meu filho, não sejas sensual: a sensualidade é o caminho para o adultério. Não uses de linguagem licenciosa, nem tenhas um olhar atrevido: também isso engendra adultério.
- [...] Resguarda-te dos encantamentos, da astrologia, das purificações mágicas; recusa-te a vê-las e a ouvi-las: isso seria [...] perder-se na idolatria.
- Meu filho, não sejas mentiroso, porque a mentira conduz ao roubo. Não te deixes seduzir nem pelo dinheiro nem pela vaidade, que também incitam a roubar.
- Meu filho, não murmures contra os outros: tornar-te-ás blasfemo. Não sejas insolente nem malévolo, pois isso também conduz à blasfêmia. Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29)
- Usa de mansidão: «Felizes os mansos, porque possuirão a terra» (Mt 5, 5).
- Sê paciente, misericordioso, sem malícia, cheio de paz e bondade.
- Respeita sempre as palavras que ouviste do Senhor (Is 66, 2).
- Não te engrandecerás a ti próprio, não abandonarás o teu coração ao orgulho.
- Não te aliarás aos soberbos, mas freqüentarás os justos e os humildes.
- Receberás os acontecimentos da vida como dons, sabendo que é Deus quem dispõe sobre todas as coisas.
http://www.boletimpadrepelagio.org/
REFLETINDO A PALAVRA - “Obediência que nos faz grandes”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
640. Obediência
no Espírito Santo
Entre
as virtudes encontramos algumas que, pela má fama que adquiriram, parecem
absoletas e prejudiciais. Trata-se da virtude da obediência. Quando foi mal entendida
ou mal usada, esta virtude serviu como meio de dominação. Por outro lado foi
ela que levou muitos homens e mulheres a construírem um mundo melhor, pois
souberam ouvir a voz de Deus, dialogar com as pessoas e estar atentas aos
sinais dos tempos. A obediência é um caminho muito seguro para o
desenvolvimento pessoal. A palavra obediência está ligada a ouvido. Em latim
obedecer é ob-audire. Audire é ouvir. Trata-se de ouvir. Sabemos que o
sentido do ouvido não só recolhe, as informações como a vista, mas leva à
consciência para a elaboração. É uma atitude madura para fazer as opções da
vida. Infelizmente confundiu-se obediência com comando. Pior foi identificar a
vontade de superiores à vontade de Deus. Mesmo os governos abusaram da
obediência. Nos massacres do povo, ouvimos soldados dizerem: “Estamos cumprindo
ordens superiores”. Na Polônia existe um túmulo de um soldado russo que é muito
venerado. Ele foi morto porque se recusou matar inocentes. Nos regimes
totalitários essa maneira de conceber a obediência fez seus desastres: “Quem
não está conosco é mau”. Obediência pela repressão não é virtude. Primeiro é
preciso obedecer a Deus. Os apóstolos responderam no tribunal: “Julgai se é
justo, aos olhos de Deus, obedecer mais a vós do que a Deus (At 4,19). Jesus obedece ao Pai, sabendo
orientar sua vida dentro do que o Pai queria: “Faço como o Pai me ordenou” (Jo 14,31); “Não vim para fazer minha vontade,
mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6,38).
No horto Jesus reza: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a
minha vontade, mas a tua seja feita!” (Lc 22,42).
Para realizar esse projeto em nossa
vida, contamos com a presença do Espírito Santo.
641. Obediência,
caminho da realização
A virtude da obediência ensina a se
colocar no plano de Deus para a vida das pessoas e não para a solução de uma
questão pessoal. Isso é saúde da fé. Obediência é uma virtude adulta que nos
faz donos de nós mesmos dentro de uma situação em que superamos o egoísmo e
pensamos acima de nossas necessidades egoístas. Obediência não é fazer o que os
outros querem, mas, num processo de discernimento, buscar juntos o melhor
caminho. Existe a atitude dos meios de comunicação que, sem discernimento,
impõem sobre o povo idéias, necessidades e opções. Por isso é necessário o
senso crítico e a vontade de mudanças efetiva. Também, no âmbito das igrejas, é
preciso discernimento para que a autoridade liberte as consciências e promova a
maturidade, sem domesticar as pessoas.
642. Ouvindo
juntos
A obediência tem também hoje, o nome de diálogo para
descobrir o melhor caminho para a tomada de posição. Mas o diálogo também se tornou
numa espécie da imposição. O diálogo será obediência quanto, juntos, se procura
a melhor resposta para a situação. “A educação para a obediência à fé consiste,
sobretudo, numa respeitosa iniciação ao mistério insondável de Deus e num
conhecimento vital de Jesus e de sua mensagem”(Pe.
Häring). É preciso o acolhimento da crítica amadurecida.
É um modo de obediência, pois somos todos co-responsáveis pela verdade, pelo
bem e pelo amor. A obediência se empenha também em ouvir os dons que cada um
possui. Eles são uma palavra de Deus para nós. Por eles podemos cooperar com o
desenvolvimento das pessoas.
EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO
Evangelho segundo S. Marcos 11,11-26.
Naquele
tempo, Jesus, depois de ser aclamado pela multidão, entrou em Jerusalém e foi ao
templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, saiu para Betânia com os
Doze. No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus sentiu fome. Viu
então de longe uma figueira com folhas e foi ver se encontraria nela algum
fruto. Mas, ao chegar junto dela, nada encontrou senão folhas, pois não era
tempo de figos. Então, dirigindo-Se à figueira, disse: «Nunca mais alguém
coma do teu fruto». E os discípulos escutavam. Chegaram a Jerusalém. Quando
Jesus entrou no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam:
derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas e não
deixava ninguém levar nada através do templo. E ensinava-os, dizendo: «Não
está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? E
vós fizestes dela um covil de ladrões». Os príncipes dos sacerdotes e os
escribas souberam disto e procuravam maneira de o fazer morrer. Mas temiam
Jesus, porque toda a multidão andava entusiasmada com a sua doutrina.Ao
cair da noite, Jesus e os discípulos saíram da cidade. Na manhã seguinte, ao
passarem perto da figueira, os discípulos viram-na seca até às raízes. Pedro
recordou-se do que tinha acontecido na véspera e disse a Jesus: «Olha, Mestre. A
figueira que amaldiçoaste secou». Jesus respondeu: «Tende fé em Deus. Em
verdade vos digo: Se alguém disser a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te no
mar’, e não hesitar em seu coração, mas acreditar que se vai cumprir o que diz,
assim acontecerá. Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração,
acreditai que já o recebestes e assim sucederá. E quando estiverdes a orar,
se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai que está
nos Céus vos perdoe também as vossas faltas». Porque, se não perdoardes,
também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São Jerónimo (347-420), presbítero,
tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de S.
Marcos, n°9
«Não façais da casa de meu Pai um antro de comércio» (Jo 2,
16)
«Quando Jesus entrou no templo, começou a
expulsar os que ali vendiam e compravam.» Alguns espantam-se com a ressurreição
de Lázaro, e ficam admirados com o facto de o filho de uma viúva ter
ressuscitado. Outros ficam estupefactos com outros milagres. É certamente
admirável tornar a dar vida a um corpo morto; mas eu fico mais impressionado com
o acontecimento presente. Pois que poder autorizou este homem, filho de um
carpinteiro, um pobre sem morada fixa nem sítio onde repousar, sem exército que
O protegesse, que não era chefe nem juiz, que poder O autorizou a, [...]
sozinho, expulsar uma multidão tão numerosa? E ninguém protestou, ninguém ousou
resistir; pois ninguém ousou opor-se ao Filho que reparava a injúria feita a seu
Pai. [...]
«Começou a expulsar os que ali vendiam e compravam.» Se isto
foi possível entre os judeus, porque não será, e com mais razão, entre nós? Se
isto aconteceu no contexto da Lei, porque não acontece o mesmo no Evangelho?
[...] Cristo, um pobre, expulsa os compradores e os vendedores, que são ricos.
Aquele que vende é expulso do mesmo modo que aquele que compra. Que ninguém
diga: «Eu ofereço tudo o que possuo, dou oferendas aos sacerdotes como Deus
ordenou.» Numa passagem de Mateus lemos o seguinte: «Haveis recebido de graça,
dai de graça» (Mt 10, 8). A graça de Deus não se vende, dá-se.
Santa Bárbara Kim
Durante a dura perseguição estatal contra a Igreja Católica na Coreia, estas católicas morreram no cárcere por defenderam sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Além de perderem a liberdade, elas morreram de tifo na prisão. Bárbara Kim e Bárbara Yi faleceram em 1839.
Bárbara Kim Obi nasceu em 1805, em Shi-heung, província de Kyonggi; sua família era pobre, mas católica de grande devoção. Embora relutasse em casar-se, seu pai insistiu e ela finalmente desposou um pagão que não pensava em se converter. Ele permitiu que ela batizasse a filha, mas os filhos não. Ela teve muitos problemas religiosos com o marido até a morte dele. Aos 30 anos tornou-se criada em uma casa onde pode aderir de todo coração a Deus. Após a morte do marido se dedicou à oração e as boas obras; com a chegada de sacerdotes à região, pode tê-los como seus diretores espirituais.
Bárbara Yi nasceu em Ch'ongp'am, Seul, em 1825. Era sobrinha de Santa Madalena Yi Yong-hui e de Santa Bárbara Yi Chong-hui, que também deram a vida pela fé e foram canonizadas com a sobrinha. Esta jovem martirizada aos 15 anos fora viver com as tias por ocasião da morte de seus pais.
Estas Santas foram beatificadas por Pio XI em 5 de julho de 1925 e canonizadas por João Paulo II em 6 de maio de 1984.
A Igreja na Coreia do Sul
A Igreja coreana tem uma característica única que é de ter sido fundada e sustentada por leigos. Desde o início de 1600 a fé católica apareceu na Coreia transmitida por delegações que todos os anos visitavam Pequim, China, para um intercâmbio cultural com aquela Nação. Na China os coreanos tiveram contato com a fé católica levando para sua pátria o livro do grande jesuíta, Pe. Mateus Ricci, "A verdadeira doutrina de Deus", e um leigo, Lee Byeok, grande pensador, inspirando-se no livro do famoso missionário jesuíta, fundou uma primeira comunidade cristã muito ativa. Por volta de 1780, Lee Byeok, pediu a um amigo, Lee-sunghoon, que fazia parte de uma delegação cultural em visita a China, que se batizasse e ao retornar trouxesse livros e escritos religiosos para se aprofundarem na nova fé. Na primavera de 1784, o amigo retornou com o nome de Pedro, dando um forte impulso à comunidade. Não conhecendo bem a natureza da Igreja, o grupo se organizou com uma hierarquia própria celebrando o Batismo, como também a Crisma e a Eucaristia. Informados pelo bispo de Pequim que para ter uma hierarquia era necessário ter a sucessão apostólica, eles pediram ao bispo que enviasse sacerdotes o mais rápido possível. O Pe. Chu-mun-mo foi enviado e a comunidade coreana logo cresceu atingindo em pouco tempo milhares de fieis. Mas, também na Coreia se desencadeou uma perseguição em 1785, e se recrudesceu sempre mais até que em 1801 o único padre também foi assassinado. Isto entretanto não paralisou o crescimento da comunidade coreana. Em 1802, o rei emanou um edito de Estado no qual ordenava o extermínio dos cristãos como a única solução para sufocar o germe daquela "loucura". Os católicos coreanos, sozinhos e sem direção espiritual, rogavam continuamente ao bispo de Pequim e também ao Papa, que enviassem sacerdotes para eles. Mas as condições locais somente permitiram que em 1837 fossem enviados um bispo e dois sacerdotes da Missão Estrangeira de Paris, os quais penetraram clandestinamente na Coreia e foram martirizados dois anos depois. Uma segunda tentativa levada a cabo por Santo André Kim Taegon conseguiu fazer entrar um bispo e um sacerdote no país; desde aquele momento a presença de uma hierarquia católica na Coreia não mais deixará de existir, não obstante a perseguição de 1866. Em 1882, o governo decretou a liberdade religiosa. Nas perseguições coreanas, segundo fontes locais, houve mais de dez mil mártires, dos quais 103 foram beatificados em dois grupos distintos em 1925 e 1968; depois foram canonizados conjuntamente em 6 de maio de 1984 em Seul, Coreia, por João Paulo II. Destes 10 são estrangeiros, 3 bispos, 7 sacerdotes; os outros são coreanos, catequistas e fieis.
A Igreja na Coreia do Sul
A Igreja coreana tem uma característica única que é de ter sido fundada e sustentada por leigos. Desde o início de 1600 a fé católica apareceu na Coreia transmitida por delegações que todos os anos visitavam Pequim, China, para um intercâmbio cultural com aquela Nação. Na China os coreanos tiveram contato com a fé católica levando para sua pátria o livro do grande jesuíta, Pe. Mateus Ricci, "A verdadeira doutrina de Deus", e um leigo, Lee Byeok, grande pensador, inspirando-se no livro do famoso missionário jesuíta, fundou uma primeira comunidade cristã muito ativa. Por volta de 1780, Lee Byeok, pediu a um amigo, Lee-sunghoon, que fazia parte de uma delegação cultural em visita a China, que se batizasse e ao retornar trouxesse livros e escritos religiosos para se aprofundarem na nova fé. Na primavera de 1784, o amigo retornou com o nome de Pedro, dando um forte impulso à comunidade. Não conhecendo bem a natureza da Igreja, o grupo se organizou com uma hierarquia própria celebrando o Batismo, como também a Crisma e a Eucaristia. Informados pelo bispo de Pequim que para ter uma hierarquia era necessário ter a sucessão apostólica, eles pediram ao bispo que enviasse sacerdotes o mais rápido possível. O Pe. Chu-mun-mo foi enviado e a comunidade coreana logo cresceu atingindo em pouco tempo milhares de fieis. Mas, também na Coreia se desencadeou uma perseguição em 1785, e se recrudesceu sempre mais até que em 1801 o único padre também foi assassinado. Isto entretanto não paralisou o crescimento da comunidade coreana. Em 1802, o rei emanou um edito de Estado no qual ordenava o extermínio dos cristãos como a única solução para sufocar o germe daquela "loucura". Os católicos coreanos, sozinhos e sem direção espiritual, rogavam continuamente ao bispo de Pequim e também ao Papa, que enviassem sacerdotes para eles. Mas as condições locais somente permitiram que em 1837 fossem enviados um bispo e dois sacerdotes da Missão Estrangeira de Paris, os quais penetraram clandestinamente na Coreia e foram martirizados dois anos depois. Uma segunda tentativa levada a cabo por Santo André Kim Taegon conseguiu fazer entrar um bispo e um sacerdote no país; desde aquele momento a presença de uma hierarquia católica na Coreia não mais deixará de existir, não obstante a perseguição de 1866. Em 1882, o governo decretou a liberdade religiosa. Nas perseguições coreanas, segundo fontes locais, houve mais de dez mil mártires, dos quais 103 foram beatificados em dois grupos distintos em 1925 e 1968; depois foram canonizados conjuntamente em 6 de maio de 1984 em Seul, Coreia, por João Paulo II. Destes 10 são estrangeiros, 3 bispos, 7 sacerdotes; os outros são coreanos, catequistas e fieis.
DIA 27 DE MAIO – O APÓSTOLO DA GRÃ BRETANHA
Quando o Papa São Gregório Magno planejou evangelizar a tão esquecida Grã Bretanha, pensou em Frei Agostinho (séc. VII). Era Prior do mosteiro de Santo André em Roma, vivia no meio de seus confrades, entregue à oração e contemplação. Para grande surpresa, recebeu esta missão gigantesca: Levar o Evangelho para as longínquas ilhas britânicas. Reunindo quarenta monges, Agostinho partiu, cheio de esperança e zelo. A turma de jovens e ardorosos missionários chegou no ano de 597, após uma viagem longa e penosa. Felizmente foram bem recebidos pelo rei Etelberto, cuja esposa já professava clandestinamente a fé católica. Com seu apoio, Agostinho fundou numerosas igrejas e comunidades, abadias e mosteiros no reino de Kent. Milhares de pessoas, desde os nobres até os pobres, todos acudiam para ouvir a palavra inflamada dos missionários e ser batizados. O trabalho de Agostinho e seus missionários produziu os melhores frutos. Pode-se afirmar tranqüilamente que Santo Agostinho de Cantuária foi na Grã Bretanha, o que São Patrício foi na Irlanda, e São Bonifácio na Alemanha: plantador corajoso da primeira semente do Evangelho. Morreu no ano 604.
E nós, quando começaremos a trabalhar para Ele? Após conhecer tantos exemplos, o que estamos esperando ainda?
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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27 de Maio - Santo Agostinho da Cantuária
Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos. A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos. Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na igreja da Cantuária, que hoje recebe o seu nome e ainda guarda suas relíquias. O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho da Cantuária no dia 27 de maio.
Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz.
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE MAIO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Sexta-feira –Santos: Agostinho
de Cantuária
Evangelho (Mc
11,11-26)“Ele
viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto.
Encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos.”
O fato parece sem sentido, pois não era tempo
de figos. Mas Jesus, à maneira do antigos profetas, faz um gesto simbólico. Na
Bíblia antiga, a figueira era símbolo do povo que não produzia os frutos
esperados pelo Senhor. Podemos transferir a figura para nós. Temos de ver se
estamos produzindo os frutos esperados por Deus, que de tantos modos cuida de
nós e nos faz tantos favores.
Oração
Senhor meu Deus, tenho recebido
muito de vossa bondade, dons naturais e espirituais, inspirações e ajudas.
Reconheço que não tenho correspondido devidamente a tantos cuidados comigo, e
não produzi os frutos que tínheis direito de esperar de mim. Perdoai-me tanta
inércia e ingratidão. Peço ajuda vossa, para que daqui em diante eu seja mais
dedicado ao vosso serviço. Amém.quinta-feira, 26 de maio de 2016
PEDRO E JUDAS
![]() |
| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vive-Postulador da Causa Venerável Padre Pelágio CSsR |
Houve, em tempos remotos, um diálogo silencioso entre São Pedro e Judas traidor:
- Se você, Judas, em vez de se enforcar, tivesse procurado Jesus para confessar sua covardia, dizendo: “Eu fiz um grande crime. Estou arrependido. Perdoe-me”, Jesus o perdoaria.
Pausa. Pedro lembrou-se daquela cena no pretório de Pilatos. Sua negação. O olhar de dolorida repreensão que Jesus dirigiu a ele, quando passou de um juiz para outro naquele noite da Quinta Feira Santa... Das lágrimas de arrependimento que não pararam de correr pela faces, a ponto de formar dois sulcos... e continuou:
- Judas, calma! Eu fiz coisa pior. Neguei nosso Mestre por três vezes. Sou muito mais culpado que você.
E Pedro, ainda com os olhos marejados de lágrimas lhe teria dito:
- A diferença é que chorei arrependido. E você teve remorso apenas. Achou que não tinha perdão. Faltou pouco para você. Por que desconfiou da misericórdia de Jesus?
(Fonte: P. Milleriot, jesuíta).
Homilia da Festa do Ssmo Sacramento
E MEU SANGUE VERDADEIRA BEBIDA
A
Eucaristia foi sempre o centro da comunidade cristã. Foi igualmente motivo de
muito conforto para o povo de Deus que sempre a cercou com tanto carinho e
devoção. A partir do século VIII, e sobretudo no século XIII, multiplicam-se os
“milagres” da Eucaristia. Aparecem igualmente as heresias que negam a presença
de Jesus na Hóstia consagrada. O Papa Urbano IV em 1264 instituiu a festa do
Corpo de Cristo. Como o povo se afastara da comunhão na missa e se fixou mais
na adoração da Hóstia Santa, o culto eucarístico teve um grande
desenvolvimento, o que não acontecera nos mil anos anteriores. Houve muita
beleza, esplendor, louvor e fé na Eucaristia. Houve também um desequilíbrio
entre a celebração da missa e a adoração. Com o Concílio Vaticano II,
recuperou-se a dimensão da celebração. No momento atual, sentimos um
crescimento na atenção à celebração eucarística, como também se recupera o
sentido da adoração. Mas, exagera-se um pouco na mistura de celebração
eucarística e adoração pessoal ou comunitária. Não são realidades que se opõem,
mas possuem uma estrutura diferente. É uma alerta para não misturarmos e para
darmos a cada momento, seu valor próprio.
“Quem
come a minha carne e bebe meu sangue, permanece em mim e eu nele”(Jo.6,57).
Estas palavras de Jesus dão uma dimensão da Eucaristia que explica porque Jesus
diz que sua carne é verdadeira comida e seu sangue é verdadeira bebida. A
finalidade do alimento é dar vida. Ele dá vida e transforma-nos em sua vida.
Surge uma união profunda do ser de Cristo com nosso ser. No Antigo Testamento
vimos como Deus, no caminho da libertação, alimenta o povo no deserto com o pão
vindo do céu, o maná. Deus sacia o seu povo com o melhor alimento. Jesus, dá o
verdadeiro pão do Céu e a verdadeira bebida, seu Corpo e Sangue. Ele diz: “quem
come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna”. Jesus é o “Pão vivo
que desceu do Céu”. “O pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo”.
Onde encontramos este pão e este vinho? Na Eucaristia, pelos sinais
sacramentais na celebração, o Espírito faz, do pão, Corpo do Senhor e do vinho,
Sangue do Senhor. Assim nos alimentamos e temos em nós a presença corporal de
Jesus.
Há ainda um problema que me parece sério
dentro de todas as riquezas da Eucaristia: a presença de Jesus em nós a partir
da comunhão. Há interesse de ir à missa e comungar. Depois, tendo a Eucaristia
em nós queremos tocar o ostensório, como se fosse um Jesus mais forte. Mas Ele
está em mim realizando a permanente transformação Nele. É preciso valorizar
esta presença através do diálogo pessoal, fora da celebração, lá em casa, no
trabalho. É preciso vê-lo presente e atuante no outro. É preciso, ir à missa,
ir adorar Jesus, mas é necessário estar unido a Ele nesta permanente presença
em nós, com a qual Ele nos transforma.
(Leituras:
Deuteronômio 8,2-3.14b-16;1 Coríntios 10,16-17; João 6, 51-58)
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