segunda-feira, 27 de abril de 2015

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 ‒ Segunda-feira ‒ Santos: Zita, Tertuliano 
Evangelho (Jo 10,1-10) Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem.” 
À noite as ovelhas, de vários pastores, ficavam recolhidas num cercado de pedras, com uma única porta. Jesus, que pouco antes dissera que é o pastor verdadeiro, disse também que ele é a porta. Quem passa por essa porta, encontra abrigo e proteção, e nada precisa temer. Ele também é que nos torna possível encontrar o alimento para nossa vida, para crescer na vida nova que nos oferece. 
Oração
Senhor, quanto mais vivo mais percebo que são muitos os perigos que me cercam, e que preciso muito de proteção. Venho, pois, a vós à procura de proteção e de ajuda. Aumentai minhas forças, fazei-me prudente e sábio para não me deixar iludir. Dai-me coragem, obrigai-me a caminhar para crescer na vida que me ofereceis. Quero ficar convosco, porque assim estarei seguro. Amém.

domingo, 26 de abril de 2015

RAFAEL ARNÁIZ BARÓN Noviço cisterciense, Santo 1911-1938

Monge espanhol canonizado domingo, 11 de outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI. Nasceu em Burgos (Espanha) em 1911. Ali mesmo foi à escola com os padres jesuítas. Depois começou a estudar na Escola Superior de Arquitectura de Madrid. Seus tios, os duques de Maqueda, influenciaram no crescimento de sua fé. 
Uma juventude alegre e pura 
Em 1932 realizou alguns exercícios espirituais onde descobriu que Deus lhe pedia que se fizesse monge trapista. Tinha 23 anos quando foi aceito no mosteiro de São Isidro de Dueñas. Ali viveu uma vida monacal cheia de alegria no meio de sacrifícios e abnegações, onde, segundo ele, cada dia tinha um encanto diferente. Passava horas escrevendo cartas, para sua mãe, tios e vários amigos. Compartilhava nelas suas experiências interiores: “esta vida, que pode parecer monótona, para mim tem tantos atractivos que não me canso momento algum. Cada hora é diferente pois ainda que exteriormente sigam iguais, interiormente não o são como não são iguais todas as missas”. Com docilidade, o irmão Rafael soube aceitar os misteriosos desígnios de Deus. No momento mais feliz de sua vida sua saúde se alterou. A febre aumentava e por isso o enviaram de regresso a casa de seus pais. Com o coração partido de dor deixou o mosteiro. Saiu e entrou em três ocasiões até que se reincorporou em 1937. Foi a última vez que viu sua família. Morreu em 26 de abril de 1938 de um coma diabético. Nos últimos dias reflectia sobre o mistério da dor como ponto de união com a Eternidade: “o meu centro é Deus e Deus crucificado. Meu centro é Jesus na cruz. Agarrado a meu crucifixo quero morrer. O fim é a eterna procissão do dia. Do céu mas isso será no céu”. 
Modelo para a juventude 
João Paulo II o propôs como modelo de santidade na Jornada Mundial da Juventude em Santiago de Compostela em 1989. Comentários e escritos ricos de espiritualidade, e ao mesmo tempo simples e cheios de sentido e de humor. Uma atitude dócil e abnegada frente à enfermidade são alguns elementos que reflectiram a alma enamorada de Deus do beato Maria Rafael Arnais Barón, canonizado no domingo 11 de outubro, na praça de São Pedro por Bento XVI. 
Dele disse Bento XVI 
“À figura do jovem que apresenta a Jesus o seu desejo de ser algo mais do que um bom cumpridor dos deveres que impõe a lei, retornando ao Evangelho de hoje, faz de contraluz o Irmão Rafael, hoje canonizado, falecido aos vinte e sete anos como Oblato na Trapa de San Isidro de Dueñas. Ele também era de uma família abastada e, como ele mesmo disse, de “alma um pouco sonhadora”, cujos sonhos porém não se desvaneceram diante do apego aos bens materiais e a outras metas que a vida do mundo propõe às vezes com grande insistência. Ele disse sim à proposta de seguir Jesus, de maneira imediata e decidida, sem limites nem condições. Deste modo, iniciou um caminho que, a partir do momento em que se deu conta no Mosteiro de que “não sabia rezar”, o levou em poucos anos ao ápice da vida espiritual, que ele retrata com grande simplicidade e maturidade em numerosos escritos. O Irmão Rafael, ainda muito próximo de nós, continua a oferecer-nos com o seu exemplo e as suas obras um percurso atractivo, especialmente para os jovens que não se conformam com pouco, mas que aspiram à plena verdade, à mais indizível alegria, que se alcançam através do amor de Deus. “Vida de amor... Está aqui a única razão de viver”, diz o novo Santo. E insiste: “Do amor de Deus nasce tudo”. Que o Senhor ouça benigno uma das últimas orações de São Rafael Arnáiz, quando lhe entregava toda a sua vida, suplicando: “Toma-me a mim e doa-Te a Ti ao mundo”. Que se doe para reanimar a vida interior dos cristãos de hoje. Que se doe para que os seus Irmãos da Trapa e os centros monásticos continuem a ser esse farol que faz descobrir o íntimo anseio de Deus que Ele pôs em cada coração humano”.

ESTANISLAU KUBISTA Sacerdote, Mártir, Beato 1898-1940

Estanislau Kubista nasceu no seio de uma família devota de nove crianças, em Kostrechna. A família recitava todos os dias o terço, antes do jantar, diante do altar de Nossa Senhora. Era quase uma evidência que ele viria a ser sacerdote. Uma das suas irmãs, Ana entrou num convento perto de Viena. Quanto a ele, estudou numa escola alemã e, portanto, não só falava a língua materna mas também correntemente o alemão. Criança ainda, ficou impressionado com as prédicas e sermões dos missionários da Santa Cruz de Steyl — missionários do Verbo Divino. Estudou na escola de Neisse. Foi mobilizado no exército em 1917 na frente ocidental, onde era telefonista. Desmobilizado em Maio de 1919, em Stettiner, continuou os seus estudos em Neisse no noviciado dos Padres missionários verbistas, desejoso de se tornar missionário na China. Os Padres publicavam numerosas publicações e brochuras em polaco. Ele foi enviado para o noviciado de São Gabriel de Mödling perto de Viena. Ali foi ordenado sacerdote em 1927 com 29 anos de idade. Ecónomo da escola e do convento de Gorna Grupa, era responsável de 300 pessoas (alunos e professores). Posteriormente, foi nomeado procurador. Publicava livros e brochuras, especialmente para a juventude e cada vez mais se apaixonava pelas missões. Ele tinha uma grande devoção a são José. Os seus escritos foram famosos na Polónia. Quando o alemães invadiram a Polónia, ele foi preso com outros missionários e sacerdotes da sua Congregação aos vieram juntar-se muitos sacerdotes diocesanos. Na Congregação do Verbo Divino foram detidos 14 sacerdotes, 14 religiosas, 4 irmãos e 12 noviços. A província da Polónia criada em 1919 compreendia, vinte anos após a sua fundação, 29 sacerdotes e 61 irmãos. Em fevereiro de 1940, ele foi deportado para Nowy Port, perto de Dantzig e, em seguida, para Stutthof e em abril de 1940, para o campo de concentração de Sachsenhausen. Enfraquecido e doente, ele foi destinado à morte após três dias de agonia. Foi em 26 de abril de 1940. Ele foi beatificado por João Paulo II em 1999, com três outros membros da sua Congregação, os padres Frackowiak, Liguda e Mzyk. A Congregação foi restaurada na Polónia em 1946 e irradia-se hoje em torno dos seus catorze estabelecimentos.
http://alexandrina.balasar.free.fr/

S. Pedro de Rates, mártir, 1º bispo de Braga, séc. I (?)

Segundo uma tradição lendária, S. Pedro de Rates tornou-se o primeiro bispo de Braga, logo no ano 45 d.C., como se pode ver na lista de todos os arcebispos de Braga que existe na Sé. Conta um lenda que o santo salvou de doença mortal uma jovem princesa pagã. Como retribuição ela converteu-se ao cristianismo e fez voto de castidade. Tais factos enfureceram o pai levando-o a ordenar a morte de S. Pedro. Este refugiou-se na capela de Rates onde foi encontrado e decapitado pelos soldados que seguidamente destruíram o templo. Séculos mais tarde, da serra de Rates, S. Félix observava todas as noites uma luz na escuridão. Guiado pela curiosidade desceu a vertente e encontrou no meio dos escombros a razão de ser desse clarão: o corpo de S. Pedro.

Santo Anacleto (Cleto), papa, mártir, séc. I

O Papa Anacleto (ou Cleto) foi o sucessor de S. Lino e terceiro Papa, governando entre os anos 76 e 88. Era grego. Durante onze anos de intensas actividades no "trono de São Pedro", viveu uma época de oscilação de paz e perseguição aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano e seus dois filhos sucessores, Tito e Domiciano, em período que os cristãos acreditavam estar próximos do fim do mundo e do juízo final, baseados na pregação de João Evangelista. Foi também durante seu papado que ocorreu a histórica erupção do Vesúvio. Ordenou 25 sacerdotes em Roma, sancionou a veneração ao túmulo de S. Pedro, construindo um monumento sobre a sepultura do apóstolo de Cristo. Os escritos de Santo Ireneu confirmam sua eleição como Anacleto I ou abreviadamente como Cleto, o que levou alguns a pensar que seriam dois papas diferentes. A sua morte no ano 88, durante as perseguições de Domiciano faz dele um dos mártires da Igreja Católica. Foi sepultado ao lado de São Pedro. Dele são atribuídos uma série de orientações que condenam o culto de objetos "mágicos e de feitiçaria" e de aceitarem comida oferecida aos deuses "pagãos". Também a ele é atribuída a instauração da "Saudação e Bênção Apostólica" na abertura das mensagens papais.

EVANGELHO DO DIA 26 DE ABRIL

Evangelho segundo S. João 10,11-18.
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santo António de Lisboa (c.1195-1231), franciscano, doutor da Igreja 
Sermões para os domingos e as festas dos santos 
«O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas»
«Eu sou o bom pastor». Cristo pode dizer com propriedade «Eu sou», já que para Ele nada pertence ao passado nem ao futuro: tudo nele é presente. Como afirma de Si mesmo no Apocalipse: «Eu sou o Alfa e o Ómega, Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1,8); e no Êxodo: «Eu sou Aquele que sou. Assim dirás aos filhos de Israel: "'Eu sou' enviou-me a vós"» (Ex 3,14). 
«Eu sou o bom pastor». A palavra «pastor» vem do termo «pastar». Cristo serve-nos diariamente, no sacramento do altar, o repasto da sua carne e do seu sangue. Jessé, pai de David, disse a Samuel: «Resta ainda o [filho] mais novo, que anda a apascentar as ovelhas» (1Sam 16, 11). Também o nosso David, pequeno e humilde, apascenta as suas ovelhas como bom pastor. [...] 
Lemos ainda em Isaías: «É como um pastor que apascenta o rebanho [...], leva os cordeiros ao colo e faz repousar as ovelhas que têm crias» (Is 40,11). [...] Com efeito, ao conduzir o seu rebanho à pastagem, ou no regresso, o bom pastor reúne os cordeirinhos que ainda não conseguem andar, toma-os nos braços e leva-os junto ao peito; leva também as ovelhas que vão dar à luz e as que acabaram de ter as crias. Assim também Jesus Cristo: dia após dia, Ele alimenta-nos com os ensinamentos do evangelho e os sacramentos da Igreja; reúne-nos nos seus braços, estendidos sobre a cruz, «para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos» (Jo 11,52); e aconchega-nos no seio da sua misericórdia, como uma mãe aconchega o seu filho.
http://www.evangelhoquotidiano.org/

JOÃO DE DEUS, LIBERTADO PELA VIRGEM MARIA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Após a pilhagem de grandes riquezas, o capitão encarrega Juan de guardar o tesouro saqueado, principalmente um cofre cheio de jóias. Com a fisionomia assombrada, Juan obedece. Nota-se, no dia seguinte, que a caixa de jóias desaparecera. Juan interroga os sentinelas. Ninguém viu, ninguém sabe de nada. O capitão havia entrado na tenda, sozinho, às escondidas, antes de render a guarda. O jovem capitão manda condenar Juan à pena de morte por enforcamento, conforme as regras do código militar. Juan, tendo as mãos e os pés atados, passa a noite em claro. Seu amigo, Alfonso Ferrus, se arrasta pelo chão, infiltrando-se na tenda, para tentar libertá-lo. Juan recusa a ajuda. Ele sabe que o sentinela, então, seria enforcado no seu lugar. Deixado só, adormece, e tem um sonho fantástico. Vê a Rainha do Céu que lhe diz: 
-"Tem confiança em mim. Eu te salvarei." 
Juan desperta, reza uma Ave Maria com fervor e passa a sentir-se reconfortado. Tendo chegado sua hora, o desditoso caminha até o suplício com passos firmes, enquanto faz uma promessa à Santa e boa Mãe: ele renunciaria às armas se Maria o libertasse da forca. Em nenhum momento Juan Ciudad duvidou da ajuda da Santa Mãe. Juan declara-se inocente, e, confiante, encerra a sua promessa acrescentando, com fé: 
-"Eu acredito firmemente que ainda posso receber a ajuda de Maria." 
Os tambores rufam anunciando o segundo sinal... Juan já está com a corda no pescoço, quando surge um cavaleiro a toda velocidade. Trata-se do Coronel Ribera, que revoga a ordem de execução. Ele quer julgar este caso. Neste meio-tempo, Alphonse Ferrus aparece, esbaforido e ofegante, trazendo o cofre com as jóias, que foi achado na tenda do capitão. Este foi, então, condenado e executado ali mesmo. Maria foi fiel à sua promessa. Juan também manteve a sua palavra. Renunciou às armas e foi em busca da realização da sua missão, tornando-se o grande São João de Deus. (Trecho da vida de São João de Deus)

26 DE ABRIL - NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO

Esta invocação, incluída na Ladainha Lauretana, é muito antiga. Na Idade Média, num santuário situado em Scutari, na Albânia, venerava-se um quadro de Nossa Senhora do Bom Conselho. Conta-se que em 1467, quando os maometanos estavam dominando a Albânia, Anjos destacaram o quadro da parede e o transportaram pelos ares até a cidade de Genazzano, perto de Roma. Ali permanece há mais de 500 anos, sendo objeto de grande devoção e ocasião de inúmeros milagres. O que mais nos interessa, é o sentido desse belo título. As mães só dão bons conselhos aos filhos. O maior desejo delas é vê-los bem encaminhados. Sofrem e choram quando algum deles prefere os maus conselhos de amigos falsos, que os levam para a perdição. Assim é Nossa Senhora Mãe do Bom Conselho. Nas dúvidas, nas incertezas, nas encruzilhadas da vida – lembremo-nos dela. Peçamos-lhe humildemente o seu conselho materno, sábio e seguro. “Olha para a Estrela, invoca Maria”.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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Homilia do 4º Domingo de Páscoa (26.04.15) “O Bom Pastor dá a Vida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Conheço minhas ovelhas
Na casa de Cornélio, Pedro disse que Jesus “passou entre nós fazendo o bem e curando todos os que estavam em poder do diabo, porque Deus estava com Ele” (At 10,38). Ao definir sua missão, Jesus se dá o nome de bom Pastor. Não bom por ser bom, mas porque dá a vida pelas ovelhas. João, em seu Evangelho, explica essa missão: Dar a vida, defender do lobo que ataca e dispersa. Seu relacionamento com as ovelhas é de conhecimento na mesma intensidade do conhecimento que tem do Pai, pois é conhecimento de acolhimento e de entrega. O amor que tem para com o Pai é o mesmo que tem para com suas ovelhas. Sua missão nasce do amor que o Pai nos tem e pelo qual nos chama de filhos. Vivendo no amor do Pai dá a vida pelo rebanho e personaliza essa doação por cada ovelha. O amor doado em sua entrega é a energia que O move a realizar sua obra. Este amor não é fruto de sentimento nem de uma doutrina, mas é a própria comunhão de amor entre o Pai e o Filho. Temos o conhecimento pela fé que se concretiza pelo amor. A força de união do rebanho está nesse amor. Por isso Jesus convida a segui-Lo tomando a cruz (Mt 10,38). Não chama a estar com Ele só no sofrimento, mas também na glória. Diz ainda: Onde eu estiver ali estará também o meu discípulo (Jo 18,24). “Dou minha vida para recebê-la novamente” (Jo 10,18). A entrega é a razão pela qual o Pai O ressuscita. Podemos ter certeza que só seremos bons pastores do povo de Deus, se tivermos uma vida entregue pelo amor. Não há redenção sem cruz. Esse conhecimento se estende a outras ovelhas que querem também ser amadas por Deus através de nós. É o amor universal como teve Jesus. Sua missão foi sua entrega a toda humanidade. A terna imagem do Bom Pastor não tira a dureza do sofrimento do cordeiro mudo levado ao matadouro.
Conhecer pelo amor
            Temos dois tipos de conhecimento de Deus: conhecimento pela inteligência da fé e o conhecimento pelo amor. Não se separam, mas os vemos separadamente. A fé é a adesão à pessoa de Jesus. O conhecimento pelo amor é o que estabelece a experiência do Senhor: “Provai e vede como o Senhor é bom” (Sl 34,8).  Jesus afirma: “Conheço minhas ovelhas e elas Me conhecem, assim como o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai” (Jo 10,14). É a força criadora do verbo conhecer na Sagrada Escritura. Refere-se também à união para a geração de uma nova vida. Por isso Jesus é o bom pastor porque dá a vida por suas ovelhas (15). Toda obra da redenção se faz na dinâmica do amor que conhece. Lembremos da aparição de Deus a Moisés quando pastor das ovelhas de Jetro: “Eu vi o sofrimento de meu povo no Egito e ouvi seus clamores por causa de seus opressores. Sim, Eu conheço seus sofrimentos” (Ex 3,7). A redenção se apoia no amor de Deus que conhece o que há no coração do homem. Jesus conhece o sofrimento e leva o amor ao extremo (Jo 13,1).
Pedra angular
            Pedro em suas palavras aos chefes explica que o paralítico foi curado pelo nome de Jesus. Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação. Só por ele podemos ser salvos (At 4,10-11). Tudo é obra de sua misericórdia (Sl 117). Vivendo o tempo pascal rezamos na liturgia de hoje pedindo que sejamos conduzidos à comunhão das alegrias celestes (oração), e as ovelhas, redimidas pelo Sangue de Cristo, vivam nos prados eternos. Cada liturgia é um encontro com o Pastor que nos estimula a segui-lo até a cruz para chegar a sua Ressurreição.
Leituras: Atos 4,8-12; Salmo 117;1João 3,1-2; João 10,11-18 
1.     Jesus se dá o nome de Bom Pastor que dá vida e defende as ovelhas. Seu relacionamento com as ovelhas é de conhecimento como conhece o Pai. O amor que tem pelo Pai é o mesmo que tem pelas ovelhas. Seu amor é por todo o rebanho, mas personalizado em cada ovelha. O conhecimento pelo amor é comunhão. Jesus convida a tomar a cruz e segui-lo. Seguiremos também na glória. Só seremos pastores se doarmos a vida. Há outras ovelhas. 
2.     Conhecemos pela fé e pelo amor. O conhecimento pelo amor estabelece a experiência do Senhor. O conhecimento das ovelhas é o mesmo que tem do Pai. O verbo conhecer tem força criadora. Toda obra da redenção se faz na dinâmica do amor. Por isso Jesus é o bom Pastor porque dá a vida pelas ovelhas. A redenção se apoia no amor de Deus que conhece o que há no coração do homem. 
3.     O paralítico foi curado em nome, isto é, na pessoa de Jesus. Ele é a pedra angular. Pela obra da misericórdia pode salvar a todos. Vivendo o tempo pascal buscamos a comunhão com as alegrias celestes para podermos viver nos prados eternos. Cada Eucaristia estimula o encontro com o Pastor. 
            Não dá para escapar. 
            Certamente que ninguém é obrigado a aceitar a salvação. Mas é muita ignorância recusar um tão belo presente, como nos explica o apóstolo S. João: “Vede que grande presente Deus nos deu de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos” (1Jo 3,1). Tanta bondade que não dá para entender porque recusar.
            Além do mais, ainda temos um bom pastor que dá a vida pelas ovelhas. Não é um empregado que não dá a vida pelo rebanho. Jesus tem profunda ligação conosco, pois nos conhece e nós O conhecemos. Esse conhecimento é Divino, pois é o mesmo que Jesus tem com o Pai. Conhecimento de comunhão.
            Não sabemos como isso acontece, mas um dia saberemos, pois seremos iguais a Ele. Ser igual é passar pelo mesmo caminho que passou da morte para a vida.

            Quando Pedro e João respondem aos que interrogavam por terem curado o aleijado, que foi por Jesus que eles haviam crucificado. Mas Deus O ressuscitou. Ele é a pedra angular e é Nele que temos a salvação. Não dá para escapar de tanta bondade.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 ‒ 4º Domingo de Páscoa ‒ Santos: Clarêncio, Lucídio, Exuperância 
Evangelho (Jo 10,11-18) “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário ... vê o lobo chegar, deixa as ovelhas e foge.” 
Para nós não é muito clara essa linguagem que fala de pastor e ovelhas, de assaltantes e lobos. Lendo João desde o versículo primeiro, parece que podemos entender o seguinte (sem toda a poesia pastoril): Jesus é o enviado verdadeiro, que nos pode guiar e proteger. Ele nos conhece um a um, e nós o reconhecemos como salvador porque ele fala diretamente a nosso coração. Ele se compromete conosco, porque nos ama e nos faz seus. Para nos libertar e salvar, aceitou até morrer para que possamos viver. Ele é o salvador de todos, quer que todos estejamos unidos na obediência ao Pai e no amor entre nós. E ele o conseguirá, porque para isso foi enviado, para fazer acontecer o projeto divino da salvação oferecida a todos. 
Oração
Senhor Jesus, ninguém fora de vós pode ensinar-me o caminho da felicidade, nem, menos ainda, salvar-me do mal e fazer-me feliz. Aceito a oferta que me fazeis, e reconheço-vos como meu único salvador. Confio em vosso poder e em vosso amor, que não olha para minhas bondades, mas gratuitamente me escolhe e chama. Ajudai-me a vos conhecer sempre mais, para que possa ir avançando no vosso jeito de viver. Protegei-me dos falsos mestres, e mais ainda protegei-me de mim mesmo, de meu orgulho e de minha vaidade. Só vos posso ser fiel se me guardais ao abrigo de vossas mãos, e se a cada instante me dais a ajuda de vossa graça. Hoje não quero pedir só por mim e pelos que já vos conhecem. Hoje vos peço por aqueles que ainda não vos conhecem, e andam à procura de quem os possa guiar. Amém.

sábado, 25 de abril de 2015

25 de Abril - São Marcos

O evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de são Pedro, embora tenha sido também assistente de são Paulo e são Barnabé, de quem era sobrinho. Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio são Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição. Mais tarde, Marcos acompanhou são Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a são Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado. Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de são Pedro, em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja "voz clama no deserto". Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos. Levando seu Evangelho, partiu para sua missão apostólica. Diz a tradição que são Marcos, depois da morte de são Pedro e são Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram. Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou são Marcos como padroeiro desde o ano 828. 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

EVANGELHO DO DIA 25 DE ABRIL

Evangelho segundo S. Marcos 16,15-20.
Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados». E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir 
Contra as heresias I, 10,1-3; PG 7, 550-554 
São Marcos transmite a todo o mundo a fé dos apóstolos
A Igreja, disseminada por todo o mundo até aos confins da terra, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos a fé num só Deus, Pai todo-poderoso, que «fez o céu, a terra, o mar e tudo o que ele contém» (Ex 20,11; Act 4,24); num só Cristo Jesus, Filho de Deus, que encarnou pela nossa salvação; e no Espírito Santo que, através dos profetas, anunciou os desígnios de Deus e a vinda do bem-amado Jesus Cristo nosso Senhor, o seu nascimento da Virgem, a sua Paixão, a sua ressurreição de entre os mortos, a sua ascensão em corpo e alma aos céus, à glória do Pai, para «sujeitar todas as coisas» (Ef 1,22) e ressuscitar todo o género humano na carne – a fim de que, diante de Cristo Nosso Senhor, nosso Deus, nosso Salvador e nosso Rei, segundo os desígnios do Pai invisível, «todo o joelho se dobre nos céus, na terra e nos infernos, e toda a língua O confesse» (Fil 2,10-11) e de que Ele julgue com justiça todas as criaturas. […] 
A Igreja preserva com grande cuidado esta pregação, esta fé que recebeu, como se habitasse uma só casa; embora disseminada por todo o mundo, acredita em tudo isto de forma idêntica em toda a parte, como se tivesse «um só coração e uma só alma» (Act 4, 32), prega, ensina e transmite esta mensagem com voz humana, como se tivesse uma só boca. As línguas que se falam no mundo são diversas, mas a força da tradição é uma e a mesma. As Igrejas estabelecidas na Germânia não crêem nem ensinam coisas diferentes das dos Iberos ou dos Celtas, ou das do Oriente, do Egipto ou da Líbia, nem das que foram fundadas no centro do mundo [a Terra Santa]. Assim como o sol, criatura de Deus, é único e o mesmo em todo o mundo, assim a pregação da verdade brilha em toda a parte, iluminando todos os homens que querem «conhecer a verdade» (1Tim 2,4). 

O CASAL DE NOIVOS INDÍGENAS

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Segundo uma antiga lenda dos índios Sioux, um casal prestes a se casar, foi pedir um conselho ao conselheiro da tribo: Touro Bravo, o jovem guerreiro mais valente e honrado, e Nuvem Azul, filha do cacique e uma das mulheres mais formosas da tribo. Disse-lhes o velho conselheiro:
- Primeiro, tenho uma tarefa para os dois que não é tão fácil: Nuvem azul deverá escalar a montanha, caçar desarmada um falcão e trazê-lo para mim. Touro bravo, deverá escalar outra montanha, também desarmado, caçar uma águia e trazê-la para mim. Mãos à obra! 
Os dois executaram direitinho a tarefa, prenderam as presas num saco e trouxeram tudo para o velho conselheiro:
- Pronto! Missão cumprida! É para matar as aves ou cozinhá-las? 
- Não. Amarrem uma na outra pelos pés com esta tira de couro e soltem-nas. 
As duas aves tentaram inutilmente levantar vôo. Não conseguindo, irritaram-se e investiram uma contra a outra, machucando-se. O conselheiro concluiu dando o conselho solicitado: 
Lição: "Vocês são como a águia e o falcão. Atados um no outro pelo casamento, embora por amor, poderão até se altercar e se lastimar. Mas se querem que o amor perdure, caminhem juntos, mas não atados um no outro".
http://www.boletimpadrepelagio.org/

25 de abril - MARCOS CONHECEU PESSOALMENTE JESUS

São Marcos é um dos quatro evangelistas. Em seu evangelho transparece a figura de alguém que conheceu Jesus pessoalmente, que o seguiu desde a primeira hora, que o amou profundamente, a ponto de passar para o leitor esse amor. Nele destaca-se o lado humano daquele Jesus que se compadece, que fica indignado, que tem medo e angústia, que se admira do que vê, etc. Conta-se que na prisão de Jesus, ficou rodeando curiosamente a cena trágica, pois era jovenzinho ainda, mas fugiu deixando o manto nas mãos dos detentores do Mestre (Mc 14,51).Foi o companheiro predileto de São Paulo em suas andanças,alt e discípulo de Pedro. Reaparece ao lado do Apóstolo Paulo, quando este se achava preso em Roma (Cl 4, 10). Dele escreveu Paulo, já no fim da vida, dirigindo-se a Timóteo: “Toma contigo Marcos e traze-o junto, porque me é muito útil para o ministério” (2Tm 4, 11). Mas foi sobretudo São Pedro que Marcos acompanhou de perto na ação apostólica, prestando-lhe grande ajuda na pregação, como intérprete. Em sua primeira carta, Pedro o chama “meu filho” (1Pd 5, 13), o que indica, sem dúvida, um afeto todo especial. A pedido dos cristãos de Roma, São Marcos resumiu, após a morte de Pedro (ano 67), a pregação deste, elaborando assim o Evangelho que possuímos. O símbolo de Marcos é o leão, como foi visto pelo profeta em suas visões. Oração: Senhor, dá-nos, também a nós, o zelo apostólico que nos faz construtores da justiça e da paz.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “O Reino cresce em silêncio”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Caminhos de Deus
Jesus contou parábolas para nos fazer conhecer o crescimento do Reino de Deus. E o evangelista conclui os textos com estas palavras: “Jesus anunciava a Palavra usando parábolas como estas, conforme podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas. Mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo” (Mc 4,34). Sempre há um mistério que oculta as realidades fundamentais. Penso que essa escuridão que cerca o mistério não é mais do que a clareza de Deus. Por isso o discípulo é iniciado por Jesus. Assim ele entende. Para ser discípulo não basta ouvir, é preciso saber entender. E é o próprio Jesus a desvendar as profundezas do mistério expresso em termos tão acessíveis. Por que Jesus não explicava para o povo, mas só aos discípulos? Porque só podemos entender o Reino, depois de aceitarmos Jesus. Ele se identifica com o Reino. O Reino é como a semente jogada na terra por Deus. O termo ‘lançado à terra!’ É literal. Depois é que passavam o arado. O Reino não depende, para crescer, de nossas capacidades pastorais ou intelectuais. O que fazemos é esperar. Deixar que ele faça seu caminho por suas próprias energias, como a semente. O crescimento, mesmo na fragilidade, é consistente a ponto de os pássaros virem e se aninharem nos ramos desse Reino. A Igreja vive desse Reino. Por isso ela cresce com ele. O Reino é mais amplo que a Igreja, mas a Igreja tem em si as energias do Reino, na fragilidade humana. Por isso Jesus disse que “as portas do Inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).
Força oculta
            Ao nos explicar a força de crescimento do Reino, Jesus usa a menor semente, a da mostarda, que tem em si a força de fazer um arbusto respeitável. Jesus não conheceu eucalipto, que é uma árvore que chega a mais de 100m. De onde sai toda essa força? Da vida presente na semente. Que dizer da pessoa humana? O Reino de Deus se fez presente no mundo com a humilde e pequena encarnação de Jesus. Jesus é a humilde, miúda semente que cresceu e chegou à glorificação, como nos conta o profeta Ezequiel (17,22-24). Os cientistas conhecem o mecanismo da natureza, mas não o porquê. O mesmo ocorre com o Reino de Deus. Tem uma força oculta da qual não entendemos todos os dinamismos nem os porquês. Por que uma pessoa aceita e outra não, após a mesma situação, pregação etc...? Esse dinamismo tão misterioso, tão incompreensível, é como a semente. Podemos deixar Deus agir. Esse dinamismo parece frágil, mas tem consistência.
Confiança inabalável
            Somos convocados pela Palavra de Deus a ter confiança e esperança. Confiança na ação de Deus em nós e no mundo. Não entramos nessa parada para disputar espaço com outros “deuses”. Ezequiel diz: “Eu o Senhor, digo e faço” (v. 24). Por que Deus não resolve todos os problemas graves do mundo? O próprio Papa pergunta: “Onde estava Deus quando mataram um milhão de pessoas no campo de concentração?” Diante de um menino enforcado que não morria, alguém perguntou onde estava Deus. Ele responde: “Lá, dependurado”. Jesus também sentiu o abandono. Mas entregou confiadamente sua vida nas mãos do Pai. Mesmo no mais profundo abismo, somos chamados a crer, confiar e esperar. Jesus só recebeu a resposta na ressurreição. Paulo escreve: “Caminhamos na fé e não na visão clara” (2 Cor 5,7). Nossa atitude é fazer o que o Reino nos sugere e ir modelando nossa vida de acordo com seus dinamismos.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 25 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 ‒ Sábado ‒ Santos: Marcos, evangelista 
Evangelho (Mc 16,15-20) “Os discípulos saíram e pregaram por toda parte. O Senhor ajudava-os e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam.” 
Os discípulos de Jesus continuam a anunciá-lo, com todos os meios possíveis. O mais importante não são os meios usados, mas a força divina de Cristo que os acompanha e age nos corações para os transformar. A mudança na vida das pessoas é o grande sinal, o grande milagre que mostra que ele acompanha sempre seus discípulos missionários, dando-lhes o poder de transformar o mundo. 
Oração

Senhor Jesus, eu vos bendigo porque me chamastes para ser vosso discípulo, e conquistastes meu coração pela fé e pelo amor. Isso transformou minha vida e deu sentido para meus esforços. Aumentai minha união convosco, para que vos possa anunciar a todos com maior força, e acompanhai com vossa graça minhas palavras e minha presença. Afinal, de vós e não de mim tudo depende. Amém.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

24 de Abril - Maria Isabel Hesselblad

Maria Isabel Hesselblad nasceu no dia 4 de junho de 1870, na cidade de Faglavik, na Suécia. Foi a quinta dos treze filhos do casal Augusto Roberto e Caisa, uma família luterana muito pobre. Desde a sua adolescência, ao ver suas amigas freqüentando diversas igrejas, questionava-se qual seria o único rebanho a que se referia o evangelho de São João. Para ajudar a manter sua família, aos dezesseis anos de idade trabalhava como doméstica e, dois anos depois, emigrou para os Estados Unidos, onde adoeceu. Nessa ocasião, fez uma promessa a Jesus: caso ficasse curada, tornar-se-ia enfermeira. E de fato assim aconteceu, passando a trabalhar como enfermeira num hospital de Nova Iorque. O contato com os doentes católicos e o grande desejo de encontrar a verdade mantiveram viva na sua alma a busca do rebanho de Cristo. A oração, o estudo e a devoção filial para com a Virgem Maria, o exemplo visto no hospital católico e a influência decisiva do padre jesuíta João Hagen, do convento da Visitação, de Washington, que se tornou seu diretor espiritual, fazendo-a estudar com paixão a doutrina cristã, levaram-na a abraçar o catolicismo. Assim, por opção, foi batizada "sob condição", nesse mesmo convento, no dia 15 de agosto de 1902. Dois anos depois, foi para Roma, onde recebeu a confirmação e ali, com muita clareza, compreendeu que sua missão seria trabalhar pela unidade dos cristãos. Sentiu que o caminho seria pela Ordem de Santa Brígida da Suécia, Casa que visitou e de onde saiu profundamente impressionada. Lá, enquanto rezava, sentiu que Deus lhe dizia: "É aqui que desejo que te ponhas ao meu serviço". No dia 25 de março de 1904, estabeleceu-se definitivamente em Roma e, com uma especial permissão do papa Pio X, vestiu o hábito brigidino na Casa de Santa Brígida, então ocupada pelas carmelitas. No dia 9 de setembro de 1911, começando com três jovens postulantes inglesas, restabeleceu a Ordem do Santíssimo Salvador e de Santa Brígida, com a missão de orar e trabalhar, de modo especial, pela união dos cristãos na Escandinávia com a Igreja católica. Desde o início, incutiu nas suas filhas espirituais a necessidade da união dos cristãos, o amor à Igreja e ao papa romano, a necessidade de orar para que haja um único rebanho e um só pastor. Restabeleceu a Casa de Santa Brígida na Suécia em 1923, na Itália em 1931 e a expandiu para a Índia em 1937. Viveu como pioneira do diálogo ecumênico até o dia 24 de abril de 1957, quando morreu após uma longa vida, marcada pelo sofrimento e pela doença. O papa João Paulo II beatificou-a em 2000, em Roma. 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

24 de Abril - Santa Maria Eufrásia Pelletier

Batizada com o nome de Rosa Virginia Pelletier, ela nasceu na ilha de Noirmontier, região da Vandea, França, no dia 31 de julho de 1796. Cresceu onde foi o centro da Revolução Francesa, sendo educada pelas ursulinas de Chavanhe e, depois, freqüentou o Instituto da Associação Cristã de Tours. Aos dezesseis anos, entrou no mosteiro de Tours, na Ordem de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, fundada, em 1641, por são João Eudes, destinada à reabilitação das jovens e das mulheres em perigo moral e para a reeducação cristã de todas que lá pediam abrigo e proteção. Em 1817, fez os votos de profissão de fé e tomou o nome de Maria de Santa Eufrásia e, aos vinte e nove anos, foi nomeada superiora desse mosteiro. Ali fundou a Obra das "Madalenas", onde as moças que voltavam para o caminho correto podiam aderir à vida religiosa, nos moldes das carmelitas, seguindo relativamente o Regulamento, vestindo o hábito e tendo uma ala própria no mosteiro. Em 1829, fundou, em Angers, um novo Refúgio, nome usado pelas carmelitas para designar uma Casa da sua ordem, do qual se tornou superiora depois de dois anos. Dessa forma, deu um grande impulso para a continuação do trabalho de redenção das moças no desvio da vida. Assim, a Casa de Angers tornou-se a Casa-mãe de uma organização paralela à ordem de Nossa Senhora da Caridade, submetida a essa ordem, mas com mosteiros com autonomia separada. Estava fundada a Ordem de Nossa Senhora do Bom Pastor, da qual se tornou a superiora geral até o fim da vida. Ela encontrou muitas resistências, porém, em 1835, o papa Gregório XVI, que concordava com ela, aprovou a nova ordem. A sua obra foi tão vigorosa que Maria Eufrásia fundou mais Casas do que todos os fundadores de ordens da Igreja. Foram 111 entre 1829 e 1868, ano em que morreu, vitimada por um tumor que lhe causou muito sofrimento, no dia 24 de abril. Foi beatificada em 1933 e canonizada sete anos depois. Uma estátua de santa Maria Eufrásia Pelletier foi colocada na basílica de São Pedro, no Vaticano, com muita justiça entre os grandes fundadores de ordens da Igreja. Sua festa é realizada no dia de sua morte.
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SÃO FIDÉLIS,Conhecido também como São Fedele de Sigmaringen.

Nasceu em 15767 em Sigmaringen, Hohenzolern, Alemanha como Mark Rey. Formou-se advogado e foi professor de teologia. Quando praticou advocacia em Ensisheim, na Alsacia Superior, ele ganhou a reputação de honesto e sempre recusava a usar a linguagem vil, de ataque, usada peles seus oponentes. Seu apoio aos pobres deram a ele o apelido de “Advogado dos Pobres”. Desgostoso com a corrupção e o desinteresse na justiça pelos advogados, Mark Rey abandonou a profissão, tornou-se um padre e mais tarde um frade franciscano com o seu irmão Jorge. Mudou seu nome para Fidélis e deu todos os seus bens para os pobres em geral e para os pobres seminaristas em especial. Fidelis foi sucessivamente indicado como Superior em Rheinfelden, Friburgo e Feldkirch. Notável pregador, durante o seu último posto ele reformou a cidade, os distritos adjacentes e converteu muitos protestantes. Ele também escreveu um livro de exercícios espirituais que foi traduzido em várias línguas. Sua reputação crescia devido a sua devoção aos doentes e diz à tradição que durante uma epidemia, ele curou vários doentes apenas com sua benção e oração. A pedido do Bispo de Chur, ele liderou um grupo oito frades Capuchinhos para pregar aos Calvinistas em Crissons, na Suíça. O sucesso e a ausência de violência de sua missão foram atribuídos a Fidelis que passava noites em orações. Tão grande era o poder de sua pregação que ele conseguiu tremendo sucesso, o que irritou os seus adversários. Eles trabalharam para que os camponeses ficassem contra Fidelis dizendo que ele era um agente do Imperador austríaco que o havia enviado para que os convencerem a não aspirarem à independência. Apesar de ser avisado de um possível atentado Fidelis passou a noite em orações ao Santíssimo Sacramento, se preparando para a morte. Em 24 de abril de 1622 ele pregou em Cruch e depois ele foi para Sewis onde no meio de um sermão sobre “Um Senhor, uma fé e um batismo”, um protestante atirou com seu mosquete em Fidelis. A bala teria errado Fidelis, mas na confusão reinante os soldados austríacos que estava na vizinhança foram atacados. Fidelis foi cercado por protestantes que exigiram que ele enunciasse a sua fé e o santo respondeu que sua via da estava nas mãos de Deus. Apunhalado varias vezes Fidelis pedia a Deus para que o perdoassem. Outra fonte diz que a bala assassina não o acertou, mas uma segunda bala o teria acertado. Um pastor Zwinglian que estava presente se converteu. O corpo de São Fidelis agora repousa na Catedral de Coira. Na arte litúrgica da Igreja, São Fidelis é mostrado com um bastão com pregos, ou 2) com São José de Leonissa; ou 3) com um anjo carregando a palma do martírio 4) as vezes a estrela da manha é mostrada em seu ícone. Morreu em 24 de abril de 1622 em Crusch, Crissons, Suíça Canonizado em 1746 pelo Papa Benedito XIV Sua festa é celebrada no dia 24 de abril.

BENTO MENNI Sacerdote, Religioso, Santo 1841-1914

Angelo Hércules Menni nasceu no dia 11 de março de 1841, em Milão, na Itália, sendo o quinto dos quinze irmãos. A família do casal de negociantes Luiz e Luíza era de cristãos fervorosos, onde se rezava o Rosário todas as noites, se praticava a caridade e todos os sacramentos. Foi esse ambiente familiar, somado a quatro episódios, que fizeram o jovem Angelo optar por tornar-se um sacerdote. Foram eles: a oração diária diante de um quadro de Maria, a Santíssima Mãe de Jesus; alguns exercícios espirituais aos dezassete anos de idade; os conselhos de um eremita de sua cidade natal; e o exemplo dos irmãos de São João de Deus tratando os soldados que chegavam à estação de Milão, feridos na batalha de Magenta, serviço que ele próprio praticou. Aos dezanove anos de idade, entrou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus, trocando o nome de baptismo pelo de Bento. Iniciou os estudos filosóficos e teológicos no Seminário de Lodi e depois foi concluí-los no Colégio Romano, actual Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote em 1866. Nessa ocasião, o papa Pio IX confiou-lhe a difícil missão de restaurar a Ordem Hospitaleira na Espanha; aliás, a escolha não poderia ter sido mais feliz. Este jovem religioso, que tinha apenas vinte e cinco anos, chegou em Barcelona em 1867. Ali começou a restauração da Ordem, que tinha sido suprimida pelo liberalismo, tanto na Espanha como em Portugal. Depois de dar nova vida à Ordem na Espanha, continuou com a sua restauração em Portugal e no México, já no princípio do século XX. Bento foi um homem de generosidade e caridade inesgotáveis e de excepcionais predicados de comando e administração. Em 31 de maio de 1881, juntamente com duas religiosas, fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, especializada na assistência aos doentes psiquiátricos. Estava em Paris quanto adoeceu, vindo a falecer no dia 24 de abril de 1914, na cidade de Dinan. As suas relíquias mortais estão guardadas na capela da Casa-mãe de Ciempozuelos, em Madri, Espanha. Em 1985, o papa João Paulo II declarou-o beato, e, em 1999, o mesmo pontífice canonizou são Bento Menni, proclamando-o “profeta da hospitalidade”.