Xisto chegou a adotar uma posição neutra na controvérsia entre pelagianos e semipelagianos do sul da Gália, especialmente contra Cassiano, sendo advertido pelo papa Zózimo. Mas reconheceu o seu erro, com a ajuda de Agostinho, bispo de Hipona, que combatia arduamente aquela heresia, e que lhe escrevia regularmente.
Ao se tornar papa em 432, Xisto III agindo com bastante austeridade e firmeza, nesta ocasião, Agostinho teve de lhe pedir moderação. Foi assim, que este papa conseguiu o fim definitivo da doutrina herege. Esta doutrina pelagiana negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa maneira a graça de Deus.
Ele também conduziu com sabedoria uma ação mais conciliadora em relação a Nestório, acabando com a controvérsia entre João de Antioquia e Cirilo, patriarca de Constantinopla, sobre a divindade de Maria. Em seguida, demonstrou a sua firme autoridade papal na disputa com o patriarca Proclo. Xisto III teve de escrever várias epístolas para manter o governo de Roma sobre a lliría, contra o imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla, com a ajuda deste patriarca.
Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, o papa Xisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente que foi dedicada a Nossa Senhora.
Desta maneira ele ofereceu aos fiéis um grande monumento ao culto da bem-aventurada Virgem Maria, à qual prestamos um culto de hiperdulia, ou seja, de veneração maior do que o prestado aos outros santos. Xisto III, mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja.
Durante o seu pontificado, Xisto III promoveu uma intensa atividade edificadora, reformando e construindo muitas igrejas, como a exuberante basílica de São Lourenço em Lucina, na Itália.
Morreu em 19 de agosto de 440, deixando a indicação do sucessor, para aquele que foi um dos maiores papas dos primeiros séculos, Leão Magno. A Igreja indicou sua celebração para o dia 28 de março, após a última reforma oficial do calendário litúrgico.
sábado, 28 de março de 2015
S. Gontrão, rei e confessor, +514
Era filho do Rei Clotaire e de Santa Clotilde. Foi coroado rei de Orleans e Burgonha em 561, enquanto seus irmãos Charibert reinavam em Paris e Sigebert em Metz.
Em geral a sua vida foi a de um pacificador. Ele protegeu os seus sobrinhos contra as maldades das rainhas Brunehault e Fredegunde.
Mas ele tinha períodos de intemperança. Divorciou-se de sua esposa Maercatrude e ordenou a execução do seu medico. Teve depois enorme remorso e lamentou esses pecados pelo resto da sua vida, por si próprio e pela sua nação. Jejuava, orava, chorava e oferecia-se ao Deus a quem tinha ofendido.
O seu reinado foi próspero e ele deu exemplos de como as máximas do Evangelho podiam ser usados efetivamente na política.
Foi o protetor dos oprimidos, ajudou os doentes, e cuidou dos parentes de seus súditos. Abriu a sua fortuna e a da coroa especialmente nos períodos da fome, seca e das pragas. Fez aplicar as leis de maneira justa e estrita, independente da pessoa, mas estava pronto a perdoar ofensas contra ele, incluído duas tentativas de assassinato.
Gontrão construiu magníficas igrejas e vários monastérios. São Gregório de Tours relata vários milagres feitos pelo Rei antes e após a sua morte, alguns que ele mesmo testemunhou. Na época de sua morte, em 28 de março de 592, Gontrão havia reinado por 31 anos e imediatamente seus súditos o aclamaram como santo. Ele foi enterrado na igreja de São Marcellus, a qual ele havia construído. Os Huguenots queimaram suas relíquias e espalharam as suas cinzas no século XVI, mas deixaram, em sua fúria, o crânio intocável. Ele está agora em uma caixa de prata na mesma igreja.
Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como um rei encontrando um tesouro e dando-o para os pobres. Algumas vezes ele é mostrado com três bolsas de tesouros perto dele, um globo e uma cruz.
Ele é o padroeiro dos divorciados, dos guardiões e dos assassinos arrependidos.
Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065
Era filha do duque bávaro, Henrique (O Briguento) e de Gisela de Barganha. Em 1096 os emissários de Geiza da Hungria vieram a sua casa, para alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que se houvera consagrado a Deus no íntimo de seu coração não conseguiu alterar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara. Porem sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu ao cristianismo por sua influência. Gisela ajudou na construção e nos reparos de Igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e, logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria suceder-lhe no trono real, também faleceu. Mais tarde também ele foi canonizado pela sua santidade.
EVANGELHO DO DIA 28 DE MARÇO
Evangelho segundo S. João 11,45-56.
Naquele
tempo, muitos judeus que tinham vindo visitar Maria, para lhe apresentarem
condolências pela morte de Lázaro, ao verem o que Jesus fizera, ressuscitando-o
dos mortos, acreditaram n’Ele. Alguns deles, porém, foram ter com os
fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. Então os príncipes dos
sacerdotes e os fariseus reuniram conselho e disseram: «Que havemos de fazer,
uma vez que este homem realiza tantos milagres? Se O deixamos continuar
assim, todos acreditarão n’Ele; e virão os romanos destruir-nos o nosso Lugar
santo e toda a nação». Então Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano,
disse-lhes: «Vós não sabeis nada. Não compreendeis que é melhor para nós
morrer um só homem pelo povo do que perecer a nação inteira?» Não disse isto
por si próprio; mas, porque era sumo sacerdote nesse ano, profetizou que Jesus
havia de morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para congregar
na unidade todos os filhos de Deus que andavam dispersos. A partir desse
dia, decidiram matar Jesus. Por isso Jesus já não andava abertamente entre
os judeus, mas retirou-Se para uma região próxima do deserto, para uma cidade
chamada Efraim, e aí permaneceu com os discípulos.
Entretanto, estava
próxima a Páscoa dos judeus e muitos subiram da província a Jerusalém, para se
purificarem, antes da Páscoa. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos
outros no templo: «Que vos parece? Ele não virá à festa?»
Da
Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São Bernardo (1091-1153), monge
cisterciense, doutor da Igreja
Sermão 28 sobre o Cântico dos Cânticos
«É melhor para nós morrer um só homem pelo povo»
A fim de branquear a multidão, um só Se
deixou escurecer […], porque «é melhor, diz a Escritura, que um só homem morra
pelo povo». É bom que um só seja condenado «em carne semelhante à do pecado»
(Rom 8,3), e que a raça não seja toda condenada pelo pecado. O esplendor da
essência divina vela-Se sob a forma de escravo para salvar a vida do escravo. O
brilho da vida eterna escurece na carne para purificar a carne. Para iluminar os
filhos dos homens, o mais belo dos filhos dos homens (Sl 44,3) deve
obscurecer-Se na sua Paixão, aceitar a vergonha da cruz. Exangue na morte, perde
toda a beleza e toda a honra, para apresentar a Si mesmo a Igreja gloriosa, sem
mancha nem ruga (Ef 5,27).
Mas, sob esta tenda negra (Ct 1,5) […],
reconheço o rei. […] Reconheço-O e beijo-O. Vejo a sua glória que está no
interior; adivinho o brilho da sua divindade, a beleza da sua força, o esplendor
da sua graça, a pureza da sua inocência. Cobre-O a cor miserável da enfermidade
humana; a sua face está como que escondida, agora que, para Se parecer connosco,
Ele passou por provações como nós, mas não pecou.
Reconheço também a
forma da nossa natureza impura, reconheço esta túnica de pele, a veste dos
nossos primeiros pais (Gn 3,21). O meu Deus vestiu-Se com ela, tomando a forma
do escravo, tornando-Se semelhante aos homens (Fil 2,7) e vestindo-Se como eles.
Sob essa pele de cabrito, sinal do pecado com que Jacob se cobriu (Gn 27,16),
reconheço a mão que não pecou, a nuca jamais curvada sob o domínio do mal. Eu
sei, Senhor, que és por natureza manso e humilde de coração, acessível,
pacífico, sorridente, tu que foste «ungido com óleo de alegria, mais do que os
teus iguais» (Mt 11,29; Sl 44,8). De onde Te vem então essa rude semelhança com
Esaú, essa horrível aparência do pecado? Ah, é a minha! […] Reconheço o meu bem
e, debaixo da minha face, vejo o meu Deus, o meu Salvador.
"O CAMINHO É POR AQUI!"
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa Venerável Pe.Pelágio CSsR |
Uma caravana atravessava o deserto do Saara, debaixo de um sol abrasador. As provisões estavam terminando, a sede aumentava e os viajantes começavam a ficar nervosos. O guia procurava acalmar e animar. Eis que alguém apontou:
-"Água, gente. Vamos lá".
Mas o guia advertiu:
-"Aquilo é simplesmente uma miragem, uma ilusão. Não é água, não".
Pouco mais adiante, com as gargantas secas de tanta sede, começaram a ver um bosque com regato borbulhante, e se abalaram todos para aquela direção. O guia tentou agarrá-los com firmeza gritando:
-"Voltem! Voltem! Deixem de ilusão! Assim atrasamos a viagem".
Ai um dos mais exaltados puxou do revólver e atirou no guia. Embora agonizando numa poça de sangue, o guia continuava apontando o caminho com mão trêmula:
-"Gente... o caminho... é por aqui..."
Lição: Jesus também fez assim. Mesmo morrendo num mar de sangue continua apontando o caminho certo. E por que continuamos duvidando tanto em seguir esse único Rei, Amigo, Pastor e Guia?
28 DE MARÇO – BASÍLICA ANTIQUÍSSIMA DE NOSSA SENHORA
Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, Sisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente, dedicada a Nossa Senhora. Mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja. Sisto morreu em 440, deixando a indicação do sucessor Leão Magno, um dos maiores papas dos primeiros séculos,.
A PALAVRA O CONVERTEU: São Guntrano teve muitos descaminhos, muitas opções erradas, muitas mulheres e muitos filhos. Como todo ser humano, buscou a felicidade mas em lugares errados. Era social, político e de grande influência, mas com o coração inquieto e desejoso de algo maior. Deu toda sua herança para um sobrinho e se decidiu a viver uma radicalidade cristã, ou seja, viver o chamado à santidade. Passou a ouvir a Palavra de Deus e acolher os conselhos dos bispos. Governou na justiça, a partir dos bons conselhos recebidos. Viveu a renúncia de mesmo para abraçar a cruz. Faleceu com 68 anos, depois de consumir-se no amor a Deus e aos irmãos. São Guntrano, rogai por nós!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “O Pão do Céu: Espiritualidade da Eucaristia”
A Eucaristia como todo sacramento,
mas sobretudo ela, é caminho eminente e necessário para a vida espiritual. Não
vamos estudá-la em seu conteúdo teológico, mas no aspecto vivencial, o que não é
excludente. Jesus colocou nesse sacramento todas as condições para o encontro
salvador com Deus. Assim fez ao Se encarnar. Usando a matéria humana para que
tivéssemos acesso a sua divindade deixou nos sacramentos Seu modo de ser. Assim
usa a estrutura sacramental, isto é, realidades humanas e divinas que se
completam, se explicam e realizam. A Eucaristia é o centro da vida do mundo
porque nela temos os elementos materiais (pão e vinho – comida e bebida) essenciais
para a vida humana. Temos Cristo, vida divina, que veio a nós na encarnação e
continua presente em cada Eucaristia.
Ela é a vida de Deus em nós. O símbolo e a realidade do sacramento da
Eucaristia mostram-nos como viver. Assim se faz o caminho da vida espiritual. A
espiritualidade eucarística não se funda só em atitudes durante uma celebração
ou adoração, mas no dia-a-dia e no mais íntimo de nós. A celebração da missa é
caminho de espiritualidade, tanto no que realiza em nós, como no caminho que
nos dá para vivermos na comunidade. Em Jesus tudo é fácil, acessível,
compreensível. Se não o é, devemos procurar onde está o defeito, pois Jesus fez
certo. Como caminho de espiritualidade, ela nos
dá a vida e nos ensina a vivê-la.
239.
Síntese da obra de Jesus.
É tão bonito perceber a sabedoria de
Jesus ao encontrar um meio de ficar conosco e em nós de um modo tão fácil.
Permanece como vida tanto espiritual (Deus em nós) como material (pão e vinho),
que é o sustento do corpo e como no amor que é a vida da comunidade. É a
síntese de tudo. Toda a obra de Jesus consistiu em nos remir para estarmos
unidos ao Pai e implantarmos Seu Reino através da dinâmica do amor fraterno.
Disse Ele: “Isto vos mando: é que vos ameis uns aos outros” (Jo 15,17). Amar é
estar em Deus. Amar
é abrir-se à pessoa do outro. Assim se edifica o corpo de Cristo. A fé que nos une
a Cristo acontece pelo amor, seiva divina, que alimenta a vida do Corpo de
Cristo. O amor não é só um sentimento. É uma ação concreta: “Tive fome e me
destes de comer” (Mt 25,35). “Eu estava alegre e você se alegrou comigo. Estava
sozinho e você perdeu tempo comigo’. “O que fizestes ao menor dos irmãos foi a
mim que o fizestes” (40). Tudo o que a Eucaristia é, passa à nossa vida. A densidade
da eucaristia é tão grande que se insiste que os demais sacramentos sejam
celebrados dentro dela. Há uma unidade e uma mútua convergência dentro da
Eucaristia.
240.
Cume e fonte da vida cristã
O Concílio Vaticano II, no documento
sobre a liturgia, ensina que ela seja o ponto de partida e de chegada de toda a
vida da Igreja, tanto da vida pastoral, como da vida espiritual. As assim
chamadas devoções devem se orientar à Eucaristia e dela tirar sua orientação: “Da
Eucaristia, de alguma forma, derivem e para ela encaminhem o povo, pois que ela
por sua natureza, em muito as supera” (SC 13). Do contrário perdem o sentido.
Da Eucaristia tiramos força e orientação para viver e, vivendo, nos estimulamos
a celebrar. Por ser caminho de espiritualidade, o cristão deve tê-la como
centro da vida. Sem ela não sabemos como fazer o caminho, não se tem forças
para caminhar. Nela está vivo e presente o Cristo redentor que é verdade,
caminho e vida. A Eucaristia como caminho de espiritualidade estará sempre
presente na vida do cristão.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MARÇO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
|
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 ‒ Sábado ‒ Santos: Gontrão, Malco, Castor
Evangelho (Jo 11,45-56) “Muitos dos judeus viram o que Jesus fizera, e creram nele. Alguns
foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito.”
Todos viram a ressurreição de Lázaro depois
de quatro dias no túmulo. Não havia dúvida: o que estivera morto, ali estava
vivo diante de todos. Diante do fato nem todos reagem do mesmo modo. Alguns
acreditam em Jesus, e reconhecem-no como enviado de Deus. Outros não acreditam
nele e correm a denunciá-lo com falso mestre. Mesmo diante do milagre só
acreditamos se quisermos.
Oração
Senhor, creio em vós, acredito que sois meu
salvador. Não por causa de milagres, mas porque me dais a graça da fé. Posso
crer porque me abris os olhos do coração. Dai-me sempre a boa vontade de me
deixar guiar por vós. Aumentai meu amor por vós, para que vos possa compreender
cada vez mais, e seguir vossa palavra. Ajudai todos aqueles que procuram a
verdade. Amém.
sexta-feira, 27 de março de 2015
FRANCISCO FAÀ DE BRUNO Prêtre, Fundador, Beato 1825-1888
No grande cenário dos santos sociais italianos, despontados na região da cidade de Turim, Francisco Faà de Bruno é uma das figuras mais complexas. A maioria deles ingressou na vida religiosa para se formar já na condição de sacerdotes diocesanos. Ele ingressou "tarde" na ordenação sacerdotal, tendo exercido o seu apostolado de laico nos campos fundamentais.
Francisco nasceu na cidade italiana de Alexandria, em 29 de março de 1825, era o caçula dos doze filhos de uma nobre família muito cristã. Aos dezesseis anos, ingressou na Real Academia Militar, com o objetivo de seguir uma carreira no exército. Porém, por ser um cristão convicto, entrou em conflito pessoal com relação à irreligiosidade "de prescrição" decorrente do mundo político-militar. Por isto, doze anos depois trocou a carreira pelo estudo acadêmico das ciências exatas. Viajou à Paris e na universidade de Sorbone, obteve o título de doutor com louvor.
Retornando à sua cidade foi trabalhar como professor de matemática. Em 1871, Faà de Bruno era um conceituado professor da universidade de Turim, sendo o titular da cadeira. Seus trabalhos matemáticos o tornaram famoso em todo o mundo, sendo publicados e traduzidos em vários países. Entretanto, simultaneamente à sua atividade intelectual, Faà de Bruno sempre se manteve em contato e atuando junto às comunidades religiosas. Era amigo pessoal do padre João Bosco que, em Turim, trabalhava para ajudar os meninos que chegavam à procura de um emprego urbano. Dom Bosco patrocinava aos jovens, instrução profissionalizante, religiosa, alojamento e recreação.
Faà de Bruno percebeu que deveria actuar na outra ponta, auxiliando as meninas, que ficavam expostas às armadilhas urbanas, enquanto buscavam a sobrevivência e um emprego. Criou para elas, com um grupo de senhoras, a Obra de Santa Zita que mantinha as jovens sob sua guarda no Conservatório do Sufrágio, uma casa similar às fundadas por Dom Bosco, para os meninos. Não satisfeito, fundou a Tipografia do Sufrágio, que funcionava como escola tipográfica para as jovens. Alí ele imprimia a Revista de Matemática, que era vendida em países e cujas divisas eram revertidas para a Obra.
Em 1867, no pequeno povoado de São Donato, iniciou-se a construção da igreja de Nossa Senhora do Sufrágio, cujo projeto foi feito por ele. Nove anos depois, ele escolheu esta igreja para celebrar a sua primeira Missa. Isto mesmo, Faà de Bruno, o professor, seguindo o conselho de Dom Bosco, desejou ser padre aos cinqüenta anos de idade, e se fez em dez meses, por intervenção directa do Papa Pio IX. Depois, para dar estabilidade à Obra de Santa Zita, o padre fundou em 1881, a ordem religiosa das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora do Sufrágio.
Padre Francisco Faà de Bruno morreu serenamente em 27 de março de 1888. Exatamente um século depois, o Papa João Paulo II, o beatificou, para ser reverenciado no dia de sua morte. As suas relíquias estão guardadas na igreja que ele projetou, em Turim, Itália. As irmãs continuaram a sua Obra e hoje estão presentes na Europa e América Latina.
http://www.paulinas.org.br/
S. João Damasceno, presbítero, Doutor da Igreja, +749
João de Damasceno nasceu mais ou menos na metade do século VII de família árabe cristã e morreu em 749. É considerado o último representante da patrística grega e equivalente oriental de Santo Isidoro de Sevilha, por suas obras monumentais como " A Fonte do Conhecimento". A sua actividade literária é multiforme: passeia com autoridade da poesia à liturgia, da eloquência à filosofia e à apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, João foi companheiro de brinquedos do príncipe Yazid, que mais tarde o promoveu ao mesmo encargo do pai, que corresponde mais ou menos ao de ministro das finanças. Na qualidade de Logoteta, foi representante civil da comunidade cristã junto às autoridades árabes.
A um determinado ponto João deixou a corte, demitindo-se do alto cargo, provavelmente pelas tendências anti-cristãs do califa. Em companhia do irmão Cosme, futuro bispo de Maiouma, retirou-se para o mosteiro de São Sabas, preparando-se para o cargo de regedor titular da basílica do Santo Sepulcro.
Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326
Santo Alexandre governou a Igreja em Alexandria. Alexandre, santo bispo, esteve zelando pelo rebanho de Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo.
Ário era um sacerdote de Alexandria, que começou a espalhar uma mentira, afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto d'Ele por natureza. Seria portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna.
O bispo Alexandre fez a Ário várias correções, mas este, irreversível, não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação da sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte, juntamente com o imperador Constantino e principalmente com o Papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: "Filho Unigénito do Pai... Consubstancial ao Pai".
Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916
Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogénito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska e foi batizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo.
A família era abastada, detentora de enormes quintas.
Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro, na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura.
Pelos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que aguentou com heróica valentia. Volvido um ano, conseguiu fugir clandestinamente e matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Passou à Bélgica e caminhou para o Mónaco, regressando depois a Varsóvia onde completou a formatura em pintura e arquitectura.
As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres.
Em 1880, entrou na Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e achacado por séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo que de tudo se despojou para enriquecer os outros. Ia distribuindo os haveres ganhos com os trabalhos de pintor notável pelos mais carenciados que reunia nos albergues públicos, onde ele também dormia.
Tornado franciscano da Ordem Terceira, vestido com o hábito de burel, prosseguiu na sua caridade para com os indigentes.
Como não se sentisse capaz de sozinho socorrer tantos pobres, com a aprovação do bispo de Cracóvia, juntou alguns companheiros e lança, deste modo, os fundamentos de uma nova congregação, os Servos dos Pobres, mudando o seu nome para Alberto, ao fazer os seus votos de pobreza, castidade e obediência.
Não escreveu nenhuma Regra, mas o seu exemplo e proceder foram incentivo e modelo inédito de viver à maneira de Cristo.
Construiu oficinas várias, para os necessitados poderem ganhar alguma coisa e reconstituírem a vida. Jamais aceitou bens imóveis ou auxílios económicos estáveis. Vivendo em casas do Estado ou da Diocese, limita-se a receber o que lhe iam dando, dia a dia. Nos albergues acolhia todos os infelizes, sem cuidar de saber a sua origem, raça, etnia ou religião.
A 15 de Janeiro de 1891, ao reparar nas necessidades de tantas mulheres e raparigas, com a cooperação de Ana Francisca Lubanska e Maria Cunegundes Silokowka, seduzidas pelo seu exemplo, fundou um ramo feminino da sua associação, para que alimentassem as famintas e as acolhessem em abrigos decentes, sobretudo nos casos de epidemias.
Com palavras de ânimo e conselhos apropriados, com pregações sobre os desajustamentos sociais, vincando a obrigação de todos, sobretudo os mais favorecidos em riquezas, ajudarem os ignorantes e miseráveis, Santo Alberto não só formava os seus seguidores como suscitava nos ricos um desprendimento que os impulsionava a uma generosa caridade.
A 25 de Dezembro de 1916, já com várias comunidades ao serviço dos pobres e com mais de uma centena de discípulos, entregou a sua alma a Deus.
S. João do Egipto, eremita, +374
Nasceu por volta do ano 305 no Egito. De família pobre, trabalhou como carpinteiro até os 25 anos quando deixou tudo e abraçou a vida de eremita. Adotou como seu guia espiritual um eremita mais velho. Um dia, a fim de pôr à prova sua obediência, este mandou o mais jovem regar um galho seco fincado no chão. E isto ele o fez por mais de um ano. Como se tal não bastasse, pediu-lhe também que movesse um enorme rochedo. São João do Egito tudo cumpriu com solicitude e humildade. Depois da morte do ancião, São João refugiou-se numa montanha na região de Licópolis. Ali construiu três celas que se comunicavam entre si: uma para dormir, outra para as refeições e o trabalho e a última para orações. Viveu ali 40 anos, abençoando o povo que ia à sua procura. São João morreu por volta do ano 374, com 89 anos de idade. É chamado o "Profeta do Egito".
EVANGELHO DO DIA 27 DE MARÇO
Evangelho segundo S. João 10,31-42.
Naquele
tempo, os judeus agarraram em pedras para apedrejarem Jesus.Então Jesus
disse-lhes: «Apresentei-vos muitas boas obras, da parte de meu Pai. Por qual
dessas obras Me quereis apedrejar?» Responderam os judeus: «Não é por
qualquer boa obra que Te queremos apedrejar: é por blasfémia, porque Tu, sendo
homem, Te fazes Deus». Disse-lhes Jesus: «Não está escrito na vossa Lei: ‘Eu
disse: vós sois deuses’? Se a Lei chama ‘deuses’ a quem a palavra de Deus se
dirigia, e a Escritura não pode abolir-se de Mim, que o Pai consagrou e
enviou ao mundo, vós dizeis: ‘Estás a blasfemar’, por Eu ter dito: ‘Sou Filho de
Deus’!» Se não faço as obras de meu Pai, não acrediteis. Mas se as faço,
embora não acrediteis em Mim, acreditai nas minhas obras, para reconhecerdes e
saberdes que o Pai está em Mim e Eu estou no Pai». De novo procuraram
prendê-l’O, mas Ele escapou-Se das suas mãos. Jesus retirou-Se novamente
para além do Jordão, para o local onde anteriormente João tinha estado a batizar
e lá permaneceu. Muitos foram ter com Ele e diziam: «É certo que João não
fez nenhum milagre, mas tudo o que disse deste homem era verdade». E muitos
ali acreditaram em Jesus.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos
Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São João Paulo II (1920-2005), papa
Audiência Geral 6/12/79
«Está escrito na vossa Lei: "Eu disse: vós sois
deuses"»
«Deus disse: façamos o homem à nossa imagem,
à nossa semelhança» (Gn 1,26). Como se o Criador entrasse em Si mesmo; como se,
criando, não chamasse apenas do nada à existência dizendo: «Faça-se!», mas, de
uma maneira particular, tirasse o homem do mistério do seu próprio ser. E é
compreensível que assim fosse, porque não se tratava somente do ser, mas da
imagem. A imagem deve reflectir; deve reproduzir, em certo sentido, a substância
do seu protótipo. [...] É evidente que esta semelhança não deve ser entendida
como um «retrato», mas como o facto de este ser vivo ter uma vida semelhante à
de Deus. [...]
Definindo o homem como «imagem de Deus», o livro do
Génesis mostra aquilo pelo qual o homem é homem, aquilo pelo qual é um ser
distinto de todas as outras criaturas do mundo visível. A ciência, sabemo-lo,
fez e continua a fazer, nos diferentes domínios, numerosas tentativas para
mostrar as ligações do homem com o mundo natural, para mostrar a sua dependência
deste mundo, a fim de o inserir na história da evolução das diferentes espécies.
Respeitando totalmente essas investigações, não nos podemos limitar
a elas. Se analisarmos o homem no mais profundo do seu ser, veremos que ele é
mais diferente do que semelhante ao mundo da natureza. É igualmente neste
sentido que procedem a antropologia e a filosofia, quando procuram analisar e
compreender a inteligência, a liberdade, a consciência e a espiritualidade do
homem. O livro do Génesis parece ir à frente de todas estas experiências da
ciência e, ao dizer do homem que ele é «imagem de Deus», faz-nos compreender que
a resposta ao mistério da sua humanidade não deve ser procurada na sua
semelhança com o mundo da natureza. O homem assemelha-se mais a Deus que à
natureza. É neste sentido que o salmo diz: «Vós sois deuses!» (Sl 82,6),
palavras que Jesus retomará.
REZANDO NA TRINCHEIRA
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR |
Foi na Guerra Mundial de 1914. Dois soldados estão na trincheira, enquanto as balas das metralhadoras sibilam por cima das cabeças e a chuvinha fina continua caindo. Faz frio. A noite vem descendo e a comida acabou nas marmitas. Um soldado é católico fervoroso. O outro foi fervoroso. Mas naquele perigo de morte ele tentou fazer uma prece:
- Companheiro, eu queria rezar. Sabe? Aquela oração que mamãe me ensinou quando criança... Ajude-me”.
- Será que é a ave maria?...
- Deve ser. Ah! Que saudade! Vamos rezar juntos.
E assim, no meio do tiroteio esfuziante, os dois rezaram pausadamente, palavra por palavra a oração aprendida no colo da mãe... Até o fim:
-Rogai por nós, santa Mãe de Deus, agora e na hora de nossa morte.
A saudade encheu seu coração. Com a saudade, também a fé ressuscitou naqueles soldados.
Lição: Rezemos uma Ave-Maria antes de cada ação. Pelo menos ao levantar-se e ao se deitar.
27 DE MARÇO – O MISSIONÁRIO DA PAZ E DA CONCÓRDIA
São Roberto de Salzburgo foi um grande missionário do século VIII. Em vez de destruir os templos pagãos como faziam alguns missionários, São Roberto preferia aproveita-los, transformando-os em igrejas cristãs. Assim ele fez, p.ex.,em Regensburg e Altötting. Construía igrejas onde não havia templos para serem adequados ou readaptados.Ele fez muito para ajudar os trabalhadores das minas de sal.Salzburgo, onde foi bispo, significa cidade do sal, pois possuía muitas minas de sal.
Certa vez Roberto fez um viagem até sua terra e voltou com 12 novos candidatos para as missões, sendo um deles a sua irmã Santa Ermentrudes, O mosteiro em que residiu em Nonnenberg, existe até hoje, foi o local da filmagem do filme Noviça Rebelde. S. Roberto é considerado o apóstolo da Baviera e da Áustria. Morreu no Domingo de Páscoa logo após celebrar a missa e pregar a "boa nova" da ressurreição de Jesus.
27 DE MARÇO:
Hoje temos um santo bastante desconhecido, mas citado por São Paulo na carta aos filipenses: Santo Epafrodito. Leiamos esta passagem, também bastante desconhecida:Espero pelo menos, no Senhor Jesus, enviar-lhes em breve Timóteo, a fim de eu mesmo ser aliviado, recebendo notícias de vocês... Aliás, tenho firme esperança no Senhor, de que em breve eu mesmo possa ir. Mas julgo necessário enviar a vocês Epafrodito, esse irmão que é meu companheiro de trabalho e de combate, e que vocês delegaram para socorrer minha pobreza. Pois ele tinha grande desejo de rever todos vocês e não tinha mais sossego pelo fato de vocês terem sabido da sua doença. É verdade que ele esteve doente e às portas da morte; mas Deus teve piedade dele, e não só dele, mas também de mim, não deixando que eu tivesse tristeza sobre tristeza...
Então, apresso-me a enviá-lo de volta a vocês, a fim de que, ao vê-lo, vocês retornem à alegria e eu próprio tenha menos sofrimento. Acolham-no, pois, no Senhor, com toda alegria, e tenham em grande estima pessoas como ele. Foi pela obra de Cristo que ele quase morreu, tendo arriscado a vida para suprir vocês no serviço que vocês mesmos não me podiam prestar.(Fl 2,19-30)
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Hosana ao Filho de Davi!”
A
celebração do Domingo de Ramos tem dois aspectos: Primeiro, a alegria da
entrada do rei pacífico na sua cidade. Esta O acolhe festivamente aclamando-o
como o Messias prometido. Essa caminhada para Jerusalém, da qual fazemos
memória com os ramos, antecipa nossa entrada na Jerusalém celeste. Assim
rezamos: “Pai, abençoai estes ramos, para que, seguindo com alegria o Cristo,
nosso Rei, cheguemos por Ele à eterna Jerusalém” (oração). A celebração
antecipa a festa da Páscoa onde Cristo assume todo poder e glória de Filho do
Pai. O segundo, é a Paixão. Ouvimos a narrativa da Paixão de Jesus. Entramos
assim no insondável projeto divino de Redenção. A Paixão de Cristo é uma escola
para todo cristão. Se não formos alfabetizados pelo sofrimento, não
entenderemos o sentido da glória e do poder que há em Cristo e dos quais
participamos. Isaias 50,4-7, ensina que o Servo aprendeu no sofrimento: “O
Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de
conforto à pessoas abatidas; Ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo” (4). Somente participa da glória quem passa
com Cristo pela compreensão do sofrimento. O profeta continua: “Ofereci as
costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba” (6). Deus não
quer o sofrimento, e nos acolhe quando temos confiança nEle: “O Senhor meu Deus
é meu Auxilio por isso não me deixei abater o ânimo” (7). Cristo sente a
necessidade do auxílio do Pai em seu abandono: “Ó minha força, vinde logo em
meu socorro” (Sl 21).
Humilhou-se
a si mesmo
O sofrimento de Jesus não foi
procurado, nem aceito com facilidade, pois clamou para dele ser livre: “Ó Pai,
tudo te é possível: afasta de mim este cálice, mas não se faça como eu quero,
mas como Tu queres” (Mc 14,36). A aceitação do sofrimento é Sua atitude de
entrega voluntária . Por nós, Ele se esvaziou, para fazer-se um homem como nós
abaixou-se totalmente, fazendo-se obediente ao Pai até o abismo da cruz e da
morte, onde a própria humanidade se oculta, como a divindade se ocultou na
humanidade. O vazio total é Sua obediência, pois o Filho é totalmente aberto ao
Pai. Por isso Isaias diz: “abriu-me os ouvidos” (5). A obediência significa
estar pronto a ouvir fazendo do sentimento do Pai nosso sentimento como Ele o
fez. Humilhar-se é esvaziar-se para encher-se da Vida. Na Paixão, o Filho é ao
mesmo tempo amor do Pai e resposta do homem. Assim abriu para nós a porta da
vida.
Rasgou-se
o véu do templo
A
narrativa da Paixão diz: “Jesus deu um alto grito e expirou. Nesse momento, o
véu do templo se rasgou de alto abaixo, em duas partes” (Mc 15,37-38). Essa
constatação é necessária para entender o sentido da morte de Jesus. No momento
em que seu corpo é destruído pela morte, rompe-se o véu. Deus dissera a Moisés:
“Pendurarás o véu e levarás para dentro do véu a arca da aliança; este véu vos
fará separação entre o lugar santo e o santo dos santos” (Ex 26,33). A separação
que havia entre Deus e o homem se rompe com a morte de Jesus. A carta aos
Hebreus escreve “pelo caminho que
Ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne”
(Hb 10,20). No lado de Cristo rasgado pela lança, podemos ir a Deus. Não somos
mais impedidos. Por isso o véu se rasgou. Entre os dois Testamentos há um
caminho aberto: Jesus morto e ressuscitado.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE MARÇO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 ‒ Sexta-feira ‒ Santos: Guilherme
Tempier, Lídia, Lázaro da Pérsia
Evangelho (Jo 10,31-42) “Não queremos te apedrejar por tuas obras boas, mas por blasfêmia,
porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!”
Essas palavras mostram bem por que os
adversários não aceitavam Jesus. Viam que ele se apresentava como sendo maior
que Abrão, Moisés e os profetas todos. E mais: apresentava-se num
relacionamento especial com Deus, apresentava-se como o Filho de Deus, igual ao
Pai, e por ele enviado como salvador, como a salvação indispensável para todos.
Não o queriam aceitar.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois o Filho de
Deus, encarnado para viver a nossa vida. Creio que sois Deus e Homem. Ajudai-me
para que essa certeza seja o centro de minha vida. Aceito a salvação que me
ofereceis, aceito organizar toda a minha vida colocando-vos em primeiro lugar,
aceito vossa palavra como a verdade que me deve orientar em tudo. Aumentai
minha fé e meu amor. Amém.
quinta-feira, 26 de março de 2015
BERCÁRIO DE HAUTVILLERS Abade, Santo 636-696
Bercário nasceu no seio de uma família ilustre da Aquitânia (França) e veio ao mundo em 636.
São Nivardo, arcebispo de Reims (França), encarregou-se da sua educação e fê-lo instruir nas letras e na piedade pour insignes porofessores. A educação que Bercário recebeu inspirou-lhe o desprezo do mundo e das glórias mundanas. Por isso, quando lhe foi possível, retirou-se para a abadia de Luxeuil, então governada por São Valberto.
A sua humildade e fidelidade a preencher os seus deveres quotiadanos, fizeram que rapidamente se distinguisse dos outros religiosos do mesmo convento.
Tendo voltado para Reims, pediu ao se protector, São Nivardo lhe permitisse fundar um convento num lugar retirado, no meio da floresta que então circundava a cidade e as regiões vizinhas. Bercário escolheu um dos pontos mais altos de começou a construcção do mosteiro de HautvillersÀ — que mais tarde viria a ser célèbre por nele ter vivido, alguns séculos mais tarde Dom Pérignon, o frade que “inventou” o vinho de Champagne — e, acompahado de mais alguns frades, desde que os trabalhos de construção o permitiram, para ali veio viver na solidão. Os companheiros escolheram-no para primeiro Abade do novo mosteiro, o que Bercário aceitou com muita dificuldade.
Dom Pérignon, monge de Hautvillers, "inventor" do vinho "Champanhe".
Animado do zêlo pela glória de Deus, ele fundou ainda dois outros mosteiros na floresta de Der, na diocese de Châlons-sur-Marne, um chamado Montier-en-Der, para homens e outro em Pellemoutier, para donzelas.
Trouxe de Roma e de Jerusalém, onde foram em peregrinação, diversas relíquias de Santos para as igrejas dos mosteiros por ele fundados. Ao mosteiro de Montier-en-Der, onde estabeleceu residência, duou terras que recebera da sua família, mas acabou por ser vítima do seu zêlo pela salcação das almas.
Com efeito, o monge Dauguin, indignado por causa de uma reflexão justificada que lhe fizera Bercãrio, veio de noite na sua cela e apunhalou-o. O culpado tendo-lhe sido apresentado para que recebesse a devida punição pelo seu acto, apenas ouvio o seu abade pedir-lhe que fizesse penitência e que procurasse fazer uma peregrinação a Roma. Daguin saiu do convento e nunca mais lá voltou.
O Santo viveu ainda dois dias, antes de entregar a Deus a sua bela alma: Bercário morreu no dia 27 de Março de 696.
A sua santidade foi rapidamnte confirmada por numerosos milagres, e a Igreja sempre o considerou como um mártir da caridade e da justiça.
Os seus restos mortais, depois de diversas transladações, foram trazidos para Montier-en-Der, onde foram devotamente conservados até ao momento da Revolução francesa.
FONTE : Alban Butler : Vida dos Padres, Mártires e outros principais Santos… – Tradução : Afonso Rocha.
MADALENA CATARINA MORANO Religiosa, Beata 1847-1908
Madalena Catarina Morano nasceu em Chieri (Turim), a 15 de novembro de 1847. Ainda muito jovem começou, entre as crianças de sua aldeia, um noviciado de pedagoga que durará toda a sua vida, especialmente depois de ter recebido o seu diploma de professora. Rica de uma experiência didática e na catequese, ela pode concretizar, por volta dos trinta anos o seu desejo de consagração, que já lhe vinha da época da sua primeira comunhão. Tornou-se Filha de Maria Auxiliadora em 1879 e pediu ao Senhor a graça “de se manter viva até que tivesse completado a medida da santidade”.
Enviada em 1881 para a Sicília, ela ali começou uma obra fecunda de educação destuinada às meninas e aos jovens dos meios populares. Tornando constantemente “um olhar para o mundo e dez para o Céu” ela abriu na ilha várias escolas e patronatos, pensionatos e ateliers.
Nomeada provincial, ela encarregou-se também da formação das novas e numerosas vocações, provocados pelo zêlo e pelo clima comunitário que se criava à volta dela. O seu apostolado múltiplo era apreciado e encorajado pelos Bispos, que confiaram ao seu espírito de verdadeira apóstola toda a obra de catequese.
Minada por um temor, a Irmã Morano terminou em Catânia, a 26 de Março de 1908, uma vida cheia de coerência, vivida sempre com a intenção de “nunca pôr obstáculos à acção da graça, por motivos pessoais”. João Paulo II proclamou-a bem-aventurada a 5 de Novembro de 1994 nesta mesma cidade da Sicília.
Os seus restos mortais são venerados em Alí Marina, perto de Catânia.
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