terça-feira, 28 de outubro de 2014

AQUI NÃO TEM NINGUEM

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Foi numa igreja protestante da Suíça. Um turista entra e tira o chapéu fazendo menção de cumprimentar alguem que lá residisse ou lá estivesse. Mas o cicerone - que era protestante - diz sorrindo: 
- Aqui não há ninguém. 
De fato, Jesus Sacramentado não está nas igrejas deles. E nas nossas igrejas, quanta falta de respeito para com Jesus Sacramentado presente dia e noite no sacrário!

28 DE OUTUBRO – APOSTOLOS SAO SIMÃO E SÃO JUDAS

Judas Tadeu é primo de Jesus. Por isso vemo-lo representado com as feições dele. É muito venerado em algumas regiões do Brasil. Nos dias 28 de cada mês os devotos acorrem às igrejas para pedir e agradecer. Seu nome aparece poucas vezes no Novo Testamento. São João, no seu Evangelho registra uma pergunta que Judas fez a Jesus: “Mestre, por que te revelas somente a nós e não ao mundo?” A última Epístola é de sua autoria. Morreu a pauladas. Assim é representado, segurando um macete 
Simão, o zelote é praticamente o último da lista dos apóstolos (aqui não se conta o traidor), mas igual a seus companheiros no zelo missionário. Tanto assim, que morreu mártir pela causa do Reino. Segundo a tradição, sofreu um dos tormentos mais terríveis. Foi serrado vivo, em duas partes. Por isso é representado segurando um serrotão.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “A oração no sofrimento”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
85. Ele viveu a condição humana 
Na Quinta-Feira Santa contemplamos Cristo no Jardim das Oliveiras. Aquele jardim já o acolhera tantas vezes, como era seu costume (Lc 22,39). A figura magnífica de Jesus mostra a fragilidade de sua natureza humana. Ele passa pelo terror da morte. Sua tensão interior foi tão grande que se romperam as pequenas veias e Ele sua sangue. Ele reza banhado em sangue na mais profunda angústia e pavor (Mc 14,33). Pesava sobre Ele não só a tensão da agonia, mas sobretudo o peso dos pecados do mundo que Ele assume num gesto de amor de redenção para cravá-los na cruz e obter o perdão total. A condição de Jesus leva-o a implorar ao Pai que o livre daquele momento. A carta aos Hebreus reflete esta cena dizendo que Ele pedia a Deus entre clamores e lágrimas (Hb 2,14). Os salmos repetem: “Na minha tribulação clamei ao Senhor e Ele me atendeu” (Sl 119,1). Outro salmo reza: Uns deliravam no caminho do pecado, sofrendo a conseqüência de seus crimes; todo alimento era por eles rejeitado e da morte junto às portas se encontravam. Mas gritaram ao Senhor na aflição e Ele os liberou da angústia” (Sl 106,17). Jesus participa da situação humana de extremo sofrimento que chega a clamar, sentindo-se abandonado pelo próprio Pai: “Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes?” (SI 21,2). É o clamor vindo do mais profundo abandono, onde até Deus parece ter se ocultado. É a situação em que nos encontramos quando não há mais solução. E o momento de revolta em que dizemos: ‘Esse Deus vai ver comigo! Eu pedi e não me atendeu’. É o momento de buscar o conforto e segurança em outros “deuses” mais “poderosos”, senhores com poderes “extra-humanos”. A condição humana tem no exemplo de Jesus a certeza de permanecer fiel e entregar-se a Deus que ressuscita os mortos. 
86. Jardim da agonia, Jardim da Ressurreição: 
Jardim é um tema que volta freqüentemente na Bíblia. É sempre lugar de delícias como também lugar da batalha do coração humano. Quanto mais próximo de Deus, mais na batalha, como vemos em Adão e Jesus. A fidelidade de Jesus em sua oração de angústia resulta de sua disposição de sempre a fazer a vontade do Pai. Sua prece na agonia dolorosa é uma súplica ardente: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice, mas não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26,39). No Paraíso, Adão fez o que quis, e era tão simples vontade do Pai. A prece de Jesus corresponde à oração do desespero que crê que o Pai tem a melhor solução. A carta aos Hebreus comenta: “e foi ouvido” Como? Na Ressurreição. No jardim de Nicodemos, onde estava o túmulo novo, mesmo tendo morrido, recebeu a resposta à proposta: ‘em vossas mãos eu coloco minha causa’. 
87. Não fui atendido 
É o trauma da oração desesperada. Deus não o me ouviu. E uma doença, uma situação dolorosa de angústia (Jesus também não foi atendido). ‘Pedi o milagre e ele não veio. Deus ouve os outros e não a mim, podemos dizer’. Temos o direito de pedir e o direito de acolher a situação como ela é. Pedimos o impossível, confiantes, mas prontos a acolher, não a respostas de Deus, mas uma situação difícil que não ser resolve. Deus não quer a dor nem o sofrimento. Quer que saibamos vivê-lo junto com Ele. Isso é o que significa fazer a vontade de Deus nestas situações. Foi isso que pediu Jesus. Não podemos ser fiéis somente quando tudo corre bem para nosso lado.Impressiona como as pessoas mudam de religião com tanta facilidade. Às vezes á fé é provada. Temos que resistir, mesmo no meio da dor. Deus não quer o sofrimento nem o sofrimento. O que Ele espera de nós é a fidelidade, mesmo quando não vemos os resultados. Não podemos ter uma fé que se baseie em milagres ou dons de Deus. http://padreluizcarlos.wordpress.com/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 ‒ Terça-feira ‒ Santos: Judas Tadeu, Simão Cananeu, Faro 
Evangelho (Lc 6,12-19) “Jesus passou a noite em oração. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles.” 
Jesus deu muita importância à escolha de seus apóstolos. Eles seriam o núcleo da nova comunidade que iria formar a seu redor. O evangelho de Marcos diz que Jesus escolheu “os que ele quis”. Isso quer dizer que foi uma escolha baseada no amor por cada um deles, também por Judas que o haveria de trair. Não necessariamente porque eram os melhores ou mais preparados. Mas porque os amou.  
Oração

Senhor, vós me amastes sem eu o merecer. As qualidades que tenho são dons gratuitos de vosso amor. Porque me amastes, sou o que sou, estou onde estou, na missão que me confiastes. É verdade que, se eu me deixasse levar mais por vosso amor, poderia ser mais útil na minha tarefa em favor dos irmãos. Dai-me, então, a graça de me deixar amar quanto me quiserdes amar. Amém.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

São Vicente dÁvila

Registros indicam que Vicente era um jovem cristão em Ávila, Espanha quando o Imperador Daciano ordenou a supressão de todos os Cristãos. O crime de Vicente era sua independência e liberdade. Ele sentia que estava certo e arriscou a perturbar as crenças tradicionais. Eles tentaram coloca-lo de volta no caminho "certo" da apatia, tradição e idolatria aos deuses pagãos, mas aos olhos de Vicente, Júpiter era um salafrário merecendo tudo menos adoração. Ele preferia o homem que foi crucificado em Jerusalém e afastando a poeira das velhas crenças ele soprou ar fresco nos seus contemporâneos. Mas em breve Vicente foi preso, julgado e foi condenado a morte . É dito que Vicente deixou a impressão dos seus pés em uma pedra na prisão para mostrar aos guardas quem era Jesus, e foi o suficiente para converte-los. Seus guardas, entretanto diz a tradição viram os pés de Jesus na rocha e sentiram o odor de Jesus, como alguns livros antigos comentam esse milagre. Por um tempo tudo correu bem para Vicente. Seus guardas estavam convertidos e com a ajuda de Sabina e Christela ele conseguiu escapar. Mas ao chegar em Alba, todos os três foram presos. Eles foram chicoteados, espancados , e esmagados com pedras. E desta vez, em vez de deixar uma impressão na pedra, Vicente deixou um grande impressão em toda a Espanha. Ele é mostrado na liturgia da igreja católica com duas mulheres sendo torturado e desmembrado na roda. Ele é muito venerado em toda a Espanha especialmente em Ávila. Sua festa é celebrada no dia 27 de outubro.

GONÇALO DE LAGOS religioso agostinho, sacerdote, beato c. 1370-1422

Nasceu em Lagos, no Algarve, um pouco depois de 1370. Tomou o hábito de Santo Agostinho no convento da Graça, em Lisboa, onde vinha pôr mais a salvo os seus vinte anos de virtude e pureza, quase de anjo, e já vitoriosa de repetidos assaltos. Cerca de 1380 abraçou a vida religiosa. Dedicou-se à pregação em correrias apostólicas e, com o mesmo zelo a manter a observância regular, quando superior dalguns mosteiros da sua Ordem. Entre 1394 e 1396 Frei Gonçalo teria sido Prior do Convento de S. Lourenço, na Lourinhã. Em Maio de 1404 Frei Gonçalo de Lagos era prior do Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa. Testemunha-o um documento, aliás único, contemporâneo de Gonçalo, do cartório daquele convento. Para além deste documento, as escassas informações que possuímos acerca de Frei Gonçalo de Lagos, resultam das diversas representações biográficas, legadas e repetidas pelas diversas hagiografias e crónicas, redigidas entre os séculos XVI e XVIII. Não sabemos, porém, desde quando se encontrava no exercício da função. Em 1408 inicia um priorado no convento dos agostinhos de Santarém e, a partir de 1412, o priorado do convento de Nossa Senhora da Graça de Torres Vedras, cargo que ocupará até à sua morte, fixada em 15 de Outubro de 1422. Ali ficou o seu jazigo, tomando-o a vila de Torres Vedras por seu padroeiro., depois de beatificado por Pio VI, em 1798. Mas, em Portugal, é-lhe atribuído o culto de santo. Ao que parece, a escolha que fez Torres Vedras do seu padroeiro deve-se à carta que D. João II, encontrando-se no Algarve em 1495, escreveu à Câmara da referida vila, exaltando a memória de Frei Gonçalo e celebrando a felicidade que essa terra possuía conservando o seu milagroso corpo. O mesmo fez a cidade de Lagos, sua terra natal, onde os pescadores mais o invocam e experimentam a sua especial protecção. A sua festa, actualmente, é a 27 de Outubro, mas os Padres Agostinhos celebram-no, em Portugal, a 21 do mesmo mês. Quanto aos milagres promovidos por S. Gonçalo, o seu maior número recai sobre a vila e termo de Torres Vedras, sendo notório um esforço de autenticação dos mesmos, por parte do prior do Convento de Nossa Senhora da Graça, Frei Leonel, nos anos de 1489 e 1490. Um esforço necessário para ampliar uma devoção estritamente local e que representaria certamente outras pretensões, sobretudo se tivermos em conta um equilíbrio de forças perante o então recentemente fundado Convento franciscano de Santo António do Varatojo, inaugurado em 1474. Estava em causa o prestígio do Convento e da Ordem. O mesmo acontece com as relíquias de Frei Gonçalo, uma vez que «a sua posse contribuía para o engrandecimento da pessoa ou instituição, da localidade ou do espaço regional, da pátria ou nação que detinha e agitava os seus poderes, do religioso ao social, passando pelo económico e pelo ideológico». Frei Gonçalo de Lagos era canonizado, por autorização de Pio VI, de 27 de Maio de 1778. Em Torres Vedras, a sua memória seria lembrada apenas em celebrações religiosas, uma vez que o seu culto não foi objecto de projecção da identidade local.

FRUMÊNCIO DA ETIÓPIA Bispo, Santo + 380

Desde a adolescência Frumêncio teve sua vida marcada por acontecimentos surpreendentes que o levaram a uma região exótica e distante, a Etiópia, no coração da África, da qual se tornou o primeiro bispo. Antes disso, porém, foi discípulo de filósofo, e um escravo muito especial. Era o tempo do imperador Constantino e Frumêncio estava entre os discípulos na comitiva que acompanhava o filósofo Merópio. Voltavam de uma viagem à Índia e a embarcação parou no porto de Adulis, no mar Vermelho. Então, foram atacados por ladrões etíopes, que saquearam o barco e mataram os passageiros e tripulantes. Todos, excepto os amigos adolescentes, Frumêncio e Edésio. Os dois foram salvos por um motivo banal: naquele momento estavam sob uma árvore, entretidos na leitura de um livro. Sobreviveram, porém foram levados para a Etiópia e entregues ao rei, como escravos. Depois de conversar com eles e admirar-se com sua sabedoria, o rei decidiu mantê-los no palácio. Edésio como copeiro e Frumêncio como um secretário directo. Sua influência cresceu na Corte, principalmente junto à rainha. Ao tornar-se viúva, ela assumiu o poder para o filho menor, como regente. Libertou Frumêncio e Edésio, entregando-lhes a educação de seu filho, o futuro rei. Ou seja: só poderiam partir ao concluírem a tarefa. Tempos depois, eles conseguiram da rainha autorização para construir uma igreja próxima ao porto, para servir os mercadores cristãos que passavam pelo país. Isso muito significou para a difusão da fé cristã junto ao povo etíope, embora com dificuldade. Lentamente, foi nela que a semente do cristianismo germinou no continente africano. No tempo certo, obtiveram permissão de voltar à pátria, o Tiro, no sul da Síria, actual Líbano. Enquanto Edésio se dirigia para a cidade natal, onde se encontrou como o historiador, hoje santo, Rufino, que registrou toda a aventura, o amigo Frumêncio foi para Alexandria, no Egipto. Queria pedir ao então bispo, santo Atanásio, que designasse um bispo e missionários para comandar a pregação católica na Etiópia. Atanásio não se fez de rogado, entendendo que o mais indicado era o próprio Frumêncio. Consagrou-o bispo da Etiópia. Quando retornou, Frumêncio encontrou no trono da Etiópia o jovem rei seu pupilo, que lhe dedicava grande estima, que logo em seguida se converteu e foi baptizado, convidando todo o seu povo a acompanhá-lo no seguimento de Cristo. Frumêncio, chamado pelos etíopes de "Abba Salama", ou seja, "Pai da Paz", desenvolveu seu trabalho missionário na Etiópia até morrer no ano 380. A Igreja comemora no dia 26 de Outubro aquele que considera o "Apóstolo da Etiópia". http://www.paulinas.org.br/

São Vicente, Santa Sabina e Santa Cristeta, irmãos, mártires, +303

Por volta do ano 303, na Espanha, no período em que Diocleciano era imperador romano (284-305), os irmãos Vicente, Sabina e Cristela, naturais de Évora (?), foram torturados cruelmente. Tiveram os membros desconjuntados e as cabeças esmagadas. Pelo que podemos conferir nos anais de seu martírio, São Vicente foi feito prisioneiro antes de suas irmãs Sabina e Cristela, tendo sido levado a presença do magistrado romano Daciano, que o interrogou: "... Perdôo à tua juventude essas liberdades, pois sei que não chegaste ainda à idade de uma prudência completa, pelo que te devo aconselhar que me ouças como pai, e como tal ordeno que sacrifiques aos deuses imperiais". O jovem Vicente assim respondeu: "Careceria de sólido juízo, se, desprezando o verdadeiro Deus que criou o céu e a terra, penetrou os abismos e circundou os mares, desse culto aos falsos deuses de pau e de pedra, representados em estátuas vãs". Por esta resistência, foram-lhe concedidos três dias para pensar e negar sua fé cristã. Sabendo que não poderia negar, tentou fugir com suas irmãs, mas foram alcançados pelos soldados romanos, sofrendo então todos os martírios. "Senhor, dai-nos coragem para mudar o que pode ser mudado. Dai-nos forças para aceitar com serenidade tudo o que não possa ser mudado. E dai-nos sabedoria para distinguir uma coisa da outra".

EVANGELHO DO DIA 27 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Lucas 13,10-17.
Naquele tempo, estava Jesus  a ensinar ao sábado numa sinagoga. Estava lá certa mulher doente por causa de um espírito, há dezoito anos: andava curvada e não podia endireitar-se completamente. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade.» E impôs-lhe as mãos. No mesmo instante, ela endireitou-se e começou a dar glória a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado por ver que Jesus fazia uma cura ao sábado, disse à multidão: «Seis dias há, durante os quais se deve trabalhar. Vinde, pois, nesses dias, para serdes curados e não em dia de sábado.» Replicou-lhe o Senhor: «Hipócritas, não solta cada um de vós, ao sábado, o seu boi ou o seu jumento da manjedoura e o leva a beber? E esta mulher, que é filha de Abraão, presa por Satanás há dezoito anos, não devia libertar-se desse laço, a um sábado?» Dizendo isto, todos os seus adversários ficaram envergonhados, e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
Carta apostólica «Dies Domini», §§ 24-25 
Uma cura no dia de Sábado, sinal do dia da nova criação

O dia da nova criação: a comparação do domingo cristão com o conceito do sábado, próprio do Antigo Testamento, suscitou aprofundamentos teológicos de grande interesse. De modo particular, evidenciou-se a especial ligação que existe entre a ressurreição e a criação. De facto, era natural que a reflexão cristã relacionasse a ressurreição, acontecida «no primeiro dia da semana», com o primeiro dia daquela semana cósmica (cf Gn 1,1-2,4). […] O relacionamento feito convidava a ver a ressurreição como o início de uma nova criação, da qual Cristo glorioso constitui as primícias, sendo Ele «o Primogénito de toda a criação» (Col 1,15), e também «o Primogénito dos que ressuscitam dos mortos» (Col 1,18). 
Com efeito, o domingo é, mais do que qualquer outro, o dia em que o cristão é chamado a lembrar a salvação que lhe foi oferecida no baptismo e o tornou um homem novo em Cristo. «Sepultados com Ele no baptismo, foi também com Ele que ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos» (Col 2,12; cf Rom 6,4-6). A liturgia põe em evidência esta dimensão baptismal do domingo, quer exortando a celebrar os baptismos, para além da Vigília Pascal, também neste dia da semana «em que a Igreja comemora a ressurreição do Senhor», quer sugerindo como oportuno rito penitencial no início da Missa a aspersão com a água benta, que evoca precisamente o evento baptismal em que nasce toda a existência cristã.  

AS ARMAS DO DEMÕNIO

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Uma chusma de demônios estava junto às portas da cidade e dormiam como borrachos. Um missionário que estava chegando para começar uma missão, estranhou tanta preguiça e chamou-lhes a atenção: 
- Vão trabalhar, seus vadios. Estão fartos de tentar o povo? 
- Não é preciso. O povo dessa cidade vive numa completa ociosidade . Ela faz o trabalho em nosso lugar. 
Lição : A ociosidade é a mãe de todos os vícios.

27 DE OUTUBRO - O APÓSTOLO DA ETIÓPIA

São Frumêncio foi o primeiro missionário a pisar no longínquo pais da Etiópia. Isso aconteceu noalt século IV. Mas não faltaram peripécias. Ele e seu companheiro Edesio foram capturados vivos e entregues ao rei dos etíopes. Mas sendo expertos e inteligentes, agradaram o soberano. Frumêncio ficou seu secretário, e o companheiro Edesio, copeiro. Quanto o rei morreu, tornaram-se conselheiros do herdeiro, durante sua minoridade. Assim puderam construir igrejas para os cristãos que por lá passavam. O cristianismo foi crescendo, lenta e fadigosamente. Frumêncio pediu ao bispo de Alexandria, Santo Atanásio, que nomeasse um bispo para aquele pais. Atanásio escolheu o próprio Frumêncio, que tornou-se o apostolo dos etíopes. 
- São Frumêncio, rogue por todos nós!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Alegria de evangelizar”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
1481. O bem se comunica
            Sabemos pela filosofia que é próprio do bem difundir-se (Bonum diffusivum est sui). O que é bom tende sempre a se comunicar. Através do evangelho recebemos o melhor Bem. É curioso ver que certas novidades no mundo das idéias, das práticas de saúde mental e outras, provocam um endeusamento. O que trazem? Bom conforto, relaxamento, sensação de bem estar. Tantas coisas boas, mas que não movem o coração a uma mudança de vida para o bem. Não se trata de impor uma religião, mas de mostrar que há um Bem Superior que vai além da superfície da sensibilidade e da comunicação com o ser humano através do fundamental que é o amor. O maior sinal de que amadurecemos no bem é a capacidade de viver para os outros, pois é tremendamente rico em si a ponto de enxergar o outro. O Papa Francisco comenta “Qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros” (EG 9). Quem tem esse tudo não precisa de nada. Nada é perfeito, mas cresce para a perfeição. Quem ensina o bem, o belo e o verdadeiro é completo e sai de si pelo outro. O bem, o belo e o verdadeiro são um só. Onde está um, está o outro. A evangelização é um dever para quem encontrou este Bem, pois faz parte de sua vida e é razão de sua existência. Paulo afirma: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Por que esconder um bem a quem tem direito dele? Não ter saúde não é uma opção.  Ela é um bem que queremos. A saúde é total e atinge o ser humano completo. Do contrário é um prejuízo e faz crescer o egoísmo e diminui a capacidade de ser humano. Retomando o Documento de Aparecida 360, o Papa afirma que “os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais. A vida se alcança e amadurece na medida em que é entregue para dar vida aos outros”. Por isso vemos a alegria dos comunicadores dos evangelizadores que oferecem Vida. Eles têm a Vida.
1482. Força de renovação
            Renovar o anúncio evangelizador proporciona uma nova alegria na fé e na ação evangelizadora. As pessoas que se dedicam a comunicar aos outros a alegria da fé têm uma profunda alegria que anima a maior dedicação. Deus não é pesado. O Evangelho é um peso suave e um fardo leve, como disse Jesus. Esta força do alegre anúncio se justifica porque tem em seu centro o próprio Deus que manifesta seu amor em Cristo morto e ressuscitado (EG 11). Somente essa força de renovação e alegria pode explicar como os apóstolos e os primeiros cristãos evangelizaram com tanto entusiasmo enfrentado um império violento e absolutista, um paganismo cruel e vazio, um mundo grande e perigoso. A força era o que eles tinham de precioso: a presença de Jesus: “Eu estarei convosco” (Mt 28,20). Isso acontece hoje com a mesma força em nossa sociedade. A fé bem vivida é um grande benefício para a sociedade. Como o túmulo não pôde reter Jesus, não são as novas mortes do mundo que O deterão. Onde estão os grandes inimigos da fé? Temos um exemplo. Havia um marasmo na fé antes do Concílio. De um momento ao outro brotou um mundo novo. Há quem prefira o antigo. Todos morreremos. É o momento de caminhos novos para a fé.
1483.Jesus, o primeiro evangelizador
            Na renovada evangelização não podemos pensar que tudo depende de nós. Certo que devemos fazer como se tudo dependesse de nós. Mas a força é Jesus. Ele é o primeiro evangelizador, como nos diz Paulo VI em Evangelii Nuntiandi, 68. Ele nos chama a cooperar e dá o Espírito Santo para nos animar. A Igreja tem consciência que Deus é quem toma a iniciativa, pois nos “amou primeiro” (1Jo 4,19). Não se deve esquecer, diz o Papa que “Deus nos pede tudo, mas ao mesmo tempo dá-nos tudo”. A evangelização não nega o passado nem a história, pois, como o povo judeu, sabemos continuar a memória. Ninguém pega a Bíblia e começa a ler como se partisse do zero. Há já um caminho feito e batido pela fé dos fiéis durante séculos. Mas é urgente algo novo, sempre desbravando. Temos a memória da fé que nos foi transmitida pelos nossos pais e comunidades.
http://padreluizcarlos.wordpress.com/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 ‒ Segunda-feira ‒ Santos: Vicente de Ávila, Odrano, Frumêncio 
Evangelho (Lc 13,10-17) Havia uma mulher “en­cur­vada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus: ‒ Mulher, estás livre da tua doença.” 
Jesus curou a mulher num dia de sábado, quando não era permitido trabalhar. Muitos ficaram escandalizados. Nessa narrativa, porém, vamos prestar hoje atenção no carinho de Jesus. A mulher não pediu nada, mas ele teve dó de seu sofrimento. Estabeleceu contato com ela, chamou-a, colocou as mãos sobre sua cabeça. Tratou-a como alguém muito especial para ele. Assim trata a nós. 
Oração

Jesus, acredito que me conheceis e amais pessoalmente, cuidais de mim como se só eu existisse. Agradeço vosso amor e vossos cuidados por mim. Ensinai-me a amar como amais, para que eu ame meu próximo na prática; que eu procure conhecê-lo, que me importe com suas alegrias e tristezas. Dai-me tanto amor que eu o ajude e socorra até mesmo antes de ele me pedir. Amém.

domingo, 26 de outubro de 2014

EVARISTO DE ROMA Papa, Mártir, Santo + 107

É o quinto Papa da Igreja Católica a receber, como seus predecessores, a coroa do Martírio. Foi em Roma, numa época em que as perseguições contra a Santa Igreja de Deus eram implacáveis. Tempos muito aflitivos para os cristãos que pagavam com a própria vida sua recusa em abjurar a fé. Santo Evaristo era judeu-grego de nascimento. Seu pai chamava-se Judas, originário de Belém, mas acabou fixando residência na Grécia. Educou seu filho na doutrina e princípios judaicos. Evaristo manifestou, desde a mais tenra infância, boas disposições pela virtude e pelas letras, facto que seu pai observou e cuidou de cultivar com dedicação. Assim foi progredindo Evaristo nas ciências, de forma que tornou-se pessoa de excelentes talentos, dentro dos seus puros e inocentes costumes. Não se sabe as circunstâncias e a época em que se converteu ao cristianismo e nem a época precisa em que foi para Roma, mas passou a ser conhecido como um membro do clero que se destacou rapidamente em santidade, reconhecida por toda a Roma. Era um presbítero conhecido por acender o fervor e devoção no coração dos seus fiéis, pelos seus exemplos de virtude e caridade cristã. Sucedeu a São Clemente no trono pontifício. Apesar de resistir em assumir o cargo, após declarar publicamente sua indignidade, acabou sendo aclamado pelo clero e pelo povo como merecedor de tão nobre missão. A unanimidade de opiniões, portanto, fez com que fosse consagrado Papa no ano de 101. Logo que assumiu a cadeira de São Pedro, aplicou todo o seu desvelo para remediar as necessidades da Santa Igreja, perseguida por toda a parte, num calamitoso tempo em que a chama da heresia tentava debelar-se em território sagrado. O espírito das trevas valia-se de todos os artifícios para derramar o veneno de seus erros, particularmente, entre os fiéis de Roma. Porém, como o Divino Mestre tinha empenhado sua palavra, de que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Sua Igreja, dispôs, em sua amorosa providência, que ocupasse Santo Evaristo a cátedra da verdade, a fim de deter a inundação de iniquidade e para dissipar esta multidão de inimigos. Com efeito, tão bem cuidou do aprisco que o Senhor lhe havia confiado, que todos os fiéis de Roma, conservaram sempre a pureza da fé. Ainda que a maior parte dos heresiarcas tenham concorrido para perverter a capital, o zelo, as instruções e a solicitude pastoral do Santo Padre foram preservativos tão eficazes, que o veneno do erro jamais pôde seduzir o coração de um só fiel sequer. Além da luta contra a heresia, empenhou-se também no aperfeiçoamento da disciplina eclesiástica, por meio de prudentíssimas regras e decretos. Foi por sua determinação que Roma foi dividida em paróquias. Essas paróquias, confiadas a diversos presbíteros, não eram na época igrejas públicas, mas oratórios de casas particulares, onde se congregavam os cristãos para ouvir a Palavra de Deus e para assistir à celebração dos divinos mistérios. Nas portas destes oratórios, eram afixadas cruzes para que fossem diferenciados dos locais profanos públicos, que eram distinguidos por estátuas de imperadores. Também, por decreto, definiu que o matrimónio fosse celebrado publicamente pelo sacerdote. Seu infatigável zêlo, fazia com que visitasse as paróquias pessoalmente, sempre preocupado com a conservação de seu rebanho na pureza da fé. Laboriosamente cuidava da causa das crianças e dos escravos, com solicitude e empenho. Ainda que o imperador Trajano fosse um dos melhores príncipes dos gentios, quer por sua paciência como por sua moderação, nem por isto receberam os cristãos melhor tratamento. Apesar de não ter firmado novo édito contra a Santa Religião, nutria mortal aversão aos cristãos, não porque os conhecesse, senão pelos horrorosos retratos que cortesãos idólatras e sacerdotes de ídolos, pintavam na mente do imperador. E bastava esta aversão para excitar contra os cristãos, o povo e os magistrados. O trabalho apostólico de Santo Evaristo continuava com vigor, de forma que o número de fiéis crescia palpavelmente, para insatisfação dos inimigos de Cristo. A vinha do Senhor era regada com o sangue dos Mártires, ostentando-se cada vez mais florida e fecunda. Os pagãos concluíram que essa fecundidade era efeito do zelo ardentíssimo do Santo Pontífice. Após arquitectarem diversas artimanhas, para pôr termo ao crescimento da religião de Cristo, decidiram que o meio mais eficaz para dispersar o rebanho, seria ferir o pastor. E assim foi feito! Fecharam-no com cadeias e conduziram-no ao cárcere para ser julgado. Conduzido ao tribunal, demonstrou tanta alegria ao receber sentença de morte por amor a Jesus Cristo, que os magistrados quedaram atónitos, não conseguindo compreender como cabia tanto valor e tanta constância em um pobre velho, acabrunhado pelo peso dos anos. Enfim, foi condenado à morte como o cabeça dos cristãos, no dia 26 de outubro do ano 107, recebendo a honra de ser mais um mártir da Igreja Universal http://www.paginaoriente.com/

BOAVENTURA DE POTENZA Frade Menor, Beato 1651-1711

Boaventura nasceu em Potenza, Basilicata em 4 de Janeiro de 1651 filho de Lelio Lavagna e Catalina Pica. Passou os primeiros 15 anos de sua vida em grande pureza de costumes e fervor religioso: refletia a pureza no rosto e em seus olhos. Em 4 de Outubro de 1666 tomou o hábito religioso entre os Irmãos Menores Conventuais em Nocera dei Pagani. Depois do noviciado fez os estudos humanísticos e teológicos em Aversa, Madaloni, Benevento e Amalfi, onde foi ordenado sacerdote. Por 8 anos teve como diretor espiritual o venerável Domingo Giurardelli de Muro Lucano. Apesar de sua resistência a ocupar postos de responsabilidade, Boaventura em Outubro de 1703 foi nomeado mestre de noviços e transferido para Nocera dei Pagani, onde se ocupou por quatro anos da formação espiritual dos jovens. Em Junho de 1707, enquanto estava no convento do Santo Espírito de Nápoles por razões de saúde, ele se prodigalizou na assistência aos enfermos de cólera, epidemia que assolou Vomero. Em 4 de Janeiro de 1710 foi destinado ao convento de Ravello, onde assumiu a direção espiritual dos mosteiros de Santa Clara e de São Cataldo. Fiel imitador de Seráfico Patriarca, Boaventura guardava com zeloso cuidado o precioso tesouro da pobreza que brilhava em seu hábito, cheio de remendos, em sua cela e em toda a sua vida. Por natureza tinha um temperamento intempestivo, propenso à ira, mas com a força de seu caráter e com a ajuda de Deus soube adquirir uma paciência e uma doçura inalteráveis. Frente às censuras, às injustiças e às injúrias, ainda que sentisse o sangue ferver nas veias e o coração palpitar violentamente, conseguia conservar um absoluto domínio de si mesmo. Sua austeridade era inaudita, chegando mesmo a se flagelar até derramar sangue, às sextas-feiras, em recordação à Paixão de Cristo. Para com os pobres, os enfermos e os aflitos era compassivo e lhes prestava assistência. Como autêntico sacerdote de Cristo seu magistério era evangélico. Normalmente, com uma só pregação chegava a converter os pecadores e, às vezes, como o bom pastor, ia às suas casas para buscá-los como "ovelhas perdidas". Seu confessionário se mantinha assediado de penitentes, onde, por vezes, passava dias inteiros. Era fervoroso e zeloso devoto da Virgem. Nas pregações convidava os fiéis à confiança e ao amor para com a divina Mãe. Não empreendia nenhuma iniciativa sem se colocar sob sua proteção maternal. A Imaculada Conceição de Maria, que ainda não era dogma definido, para ele era uma verdade da qual não se podia duvidar. Sua vida foi marcada por carismas singulares e prodígios. Depois de oito dias de enfermidade, aos 60 anos, em 26 de Outubro de 1711, com o nome de Maria em seus lábios, expirou serenamente em Ravello. Foi beatificado pelo Papa Pio VI em 26 de Novembro de 1775. http://diadossantoscatolicos.blogspot.com/

CELINA CHLUDZINSKA BORZECKA Viúva, Religiosa, Fundadora, Beata (1833-1913)

Celina Chludzinska Borzecka nasceu no dia 29 de Outubro de 1833, em Antowil, então território polaco, actualmente Bielo-Rússia. A vida espiritual de Celina desenvolveu-se cedo e durante as orações sempre dirigia a Deus a pergunta: "O que queres que eu faça com a minha vida?" Após um retiro em Vilnius em 1853, exprimiu o desejo de tornar-se religiosa, mas encontrou a oposição dos pais. Obedecendo à vontade deles e ao conselho do seu confessor, aos 20 anos casou com José Borzecki. De qualquer maneira, dentro dela permaneceu a convicção de que "a sua vida não deveria terminar de modo comum". Profundamente amada pelo marido, também ela foi uma esposa amorosa e exemplar que partilhava a responsabilidade do lar e demonstrava a sua atenção aos pobres. Tiveram quatro filhos, dos quais dois morreram na infância. Em 1869, quando o marido teve um derrame cerebral que o deixou paralisado, Celina transferiu-se com a família para Viena a fim de obter melhores cuidados médicos para ele. Durante o seu sofrimento, que durou cinco anos, ela foi sua fonte de apoio espiritual e moral, além de dedicada e sensível enfermeira. Ao mesmo tempo, continuou a prodigalizar-se pela educação das duas filhas. Em 1875, após a morte do marido, Celina transferiu-se para Roma com as filhas a fim de alargar os horizontes espirituais e culturais; e também procurar indicações a respeito da vontade de Deus para si e para as suas filhas. Na igreja de São Cláudio encontrou-se com o co-fundador dos Ressurrecionistas, Pe. Pedro Semenenko, que há muitos anos desejava fundar o ramo feminino da Congregação. Em 1882 Celina, juntamente com a filha menor, Edvige, iniciou a vida em comunidade em Roma, sob a guia espiritual do Pe. Semenenko. Em 1886, após a repentina morte do Sacerdote, Celina teve que enfrentar muitas intrigas de pessoas contrárias à nova fundação. De maneira cada vez mais forte, Celina sentia a chamada a fundar uma comunidade de mulheres dedicadas ao Mistério da Ressurreição. Em 1887, assistida por amigos fiéis, Celina abriu a sua primeira escola vespertina para moças, da qual o Mons. Giácomo Della Chiesa, futuro Papa Bento XV, cujos pais residiam no apartamento ao lado da escola, foi capelão e catequista. Depois de anos de provações e sofrimentos, Celina e sua filha Edvige, co-fundadora, fizeram a profissão dos votos religiosos a 6 de Janeiro de 1891, dando início oficialmente à nova Congregação. Expressou o dinamismo da sua vida, antes de morrer, quando escreveu num pedaço de papel, pois já não podia falar: "Em Deus reside a felicidade em eterno". Madre Celina faleceu a 26 de Outubro de 1913 em Cracóvia. A Beata Celina pertence a um raro grupo de mulheres que experimentaram diversos estados de vida: esposa, mãe, viúva, religiosa e fundadora. Com simplicidade e humildade, escreveu, dando assim uma característica à sua vida espiritual: "Deus não me chamou para fazer coisas extraordinárias... talvez porque não queria que me tornasse orgulhosa. A minha vocação é cumprir a vontade de Deus fielmente e com amor". http://www.vaticano.va/

EVANGELHO DO DIA 26 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Mateus 22,34-40.
Naquele tempo, os fariseus ouvindo dizer que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, reuniram-se em grupo. E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» Jesus disse lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.» 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja 
Sermão inédito sobre a carta de São Tiago 
Três amores, dois mandamentos

Deus não te pede muitas coisas porque, por si mesma, a caridade é o pleno cumprimento da Lei (Rom 13,10). Mas este amor é duplo: amor a Deus e amor ao próximo. […] Quando Deus te manda amar o próximo, não te diz: ama-o com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente; mas diz-te: ama o teu próximo como a ti mesmo. Portanto, ama a Deus com todo o teu ser, porque Ele é maior do que tu; ama o teu próximo como a ti mesmo, porque ele é como tu. […] 
Mas, se há três objectos do nosso amor, porque há apenas dois mandamentos? Vou dizer-te: Deus não julgou necessário encarregar-te de te amares a ti próprio porque não há ninguém que não se ame a si mesmo. Mas muita gente se perde porque se ama mal. Ao mandar-te amá-Lo com todo o teu ser, Deus deu-te a regra segundo a qual deves amar. Queres amar-te? Então ama a Deus com todo o teu ser. Com efeito é nele que te encontrarás, evitando assim perderes-te em ti. […] Deste modo é-te dada a regra segundo a qual deves amar-te: ama Aquele que é maior do que tu e amar-te-ás a ti mesmo.  

BEATIFICADA MARIA ASSUNTA CATERINA MARCHETTI

Mais conhecida como Madre Assunta (1871-1948), natural da província de Lucca (Itália), veio para o Brasil em 1895 para cuidar dos órfãos filhos de imigrantes italianos e africanos que viviam em São Paulo. Madre Assunta viveu no Brasil por mais de cinquenta anos. Faleceu em 1948, no orfanato da Vila Prudente (SP). Passou os últimos meses de sua vida em uma cadeira de rodas, mas sempre atenta em servir o próximo. Milagre da beata Madre Assunta: Em 1994, Heráclides Teixeira Filho foi diagnosticado com morte cerebral, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS). Após a família pedir a intercessão de Madre Assunta, o paciente recobrou os sentidos e ficou curado sem sequelas.  O dia 25 de outubro de 2014 passará a ter um sentido especial para todos nós. “Tudo o que acontece é bom, porque vem de Deus”, dizia Madre Assunta, beatificada hoje, dia 25 de outubro em São Paulo pelo Cardeal Ângelo Amato, representante do Papa Francisco. - Fonte: Aparecidadasaguas
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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26 DE OUTUBRO – UM GRANDE BISPO E UM GRANDE SÁBIO

Temos no Santoral uma série de santos com o nome de Bernardo. O santo focalizado hoje foi um dos bispos mais importantes da Alemanha. Nasceu por volta de 960 no seio de uma família de condes. Perdeu os pais muito cedo e foi educado pelo avô. Estudou nas melhores escolas, tornando-se um grande sábio em todas as ciências, tanto eclesiásticas como profanas. Era mestre em Teologia, Filosofia, Matemática, Alquimia, Química e Medicina. Era versado em pintura a óleo, arquitetura, ourivesaria. Ainda existem nas igrejas da Alemanha, muitas obras suas, trabalhadas em bronze. Renunciou a cargos de honra. Preferiu cuidar do seu avô, a quem devia toda a formação. Ficou ao seu lado até a morte. Não pôde recusar o bispado de Hildesheim. Como bispo, ergueu fortalezas para impedir o avanço dos bárbaros normandos, construiu a famosa abadia de São Miguel, tida como a mais bela construção romana da Saxônia. Foi acima de tudo, um zeloso guia espiritual e pai dos pobres. Morreu no ano 1022.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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Homilia do 30º Domingo Comum (26.10.14) “Só Deus é assim”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Um único amor
            O amor foi cantado em versos e em prosa ao longo dos séculos. Só Jesus cantou todos os versos. Continuando a recusa a sua pessoa e doutrina, os chefes do povo, seus opositores, colocaram questões fundamentais sobre moral, política, teologia e outras. No texto de hoje chegaram à disputa sobre qual era ponto fundamental da fé. Havia diversas opiniões. Uns colocavam o centro da fé nos sacrifícios, outros na observância da lei etc... Perguntaram: “Qual é o maior mandamento?” Aquele que dá sentido a tudo mais. Com sua resposta Jesus define a raiz e meta de toda sua doutrina, sua vida e a vida cristã. Para provar cita um texto que judeus recitam três vezes ao dia. E acrescenta que o segundo mandamento é semelhante ao primeiro. Lembra o livro do Levítico: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). Semelhante em grego (hómoios), não significa que é parecido, mas indica identidade de substância e valor. Jesus une os dois mandamentos. Os mandamentos referentes ao próximo têm o mesmo valor do mandamento do amor a Deus. Se o amor a Deus é fonte e a meta, o segundo mandamento é o campo onde acontece e garante que o amor a Deus é verdadeiro. São João diz: “Quem não ama o seu irmão a quem vê, a Deus que não vê, não poderá amar” (1Jo 4,20). Dizendo que dele depende toda a Lei e os profetas, isto é, o culto, a justiça, a vida social, a econômica e a moral. Seu interlocutor concorda dizendo que o amor a Deus e ao próximo “vale mais que todos os holocaustos e todos os sacrifícios” (Mc 12,33). Este mandamento dá unidade à vida.
Deus carinhoso.
O Papa João Paulo I chamou Deus de Mãe, não pela razão de gênero, mas pelos sentimentos que manifesta. Amar como Deus ama. Amar não significa gostar por prazer pessoal. Deus ama por inteiro. Ele é o defensor e protetor dos oprimidos, por isso, quem o ama, tem que amar o que Ele ama e como ama. Exige cuidado divino nos relacionamentos concretos do dia a dia como o empréstimo e o penhor. Deus é como a mãe que se preocupa se o filhinho está descoberto durante a noite: “Se tomares como penhor o manto, deves devolvê-lo antes do por do sol. Pois é a única veste e coberta que tem para dormir” (Ex 22,25-26). Esta á a religião de Jesus. O resto, se não passar pelo filtro do amor de Deus não o é. A Escritura mostra a preocupação de Deus com os pobres e oprimidos. Temos o exemplo luminar do Papa Francisco que do outro Francisco tirou o estímulo a ser pobre e cuidar dos pobres. A conversão da Igreja deve ser real para ser profunda em direção ao amor.
 Missão, fruto do amor.
Estamos no domingo das Missões. Paulo ensina que a evangelização se faz também pelo testemunho da vivência da fé. A coerência de vida dos Tessalonicenses era uma evangelização: “A partir de vós, a Palavra do Senhor se divulgou não só na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte” (1Ts 1,8). As obras falam mais que as palavras. Papa Francisco ensina que a obra missionária da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. Anunciar o evangelho é a maior forma de amar. Levar o Evangelho é uma obra do amor a Deus. Quem ama Deus e ama o próximo, procurará levar outros a conhecerem o mesmo amor. Transmitir o Evangelho não é somente falar, mas manifestar por obras o que se crê. A maior obra da fé é o cuidado com os desprotegidos, dos pobres e necessitados (Ex 22,20-26). A Eucaristia é a escola onde aprendemos a amar como Jesus amou. Só Deus é assim.
Leituras: Êxodo 22,20-26;Salmo 17; 1Tessalonicenses 1,5c-10; Mateus 22,34-40.
1.    Os chefes do povo provocam Jesus perguntando sobre o ponto fundamental da fé. Jesus responde que é o amor a Deus e ao próximo. É um só mandamento. Um é fonte e o outro a prática. Tudo depende destes dois mandamentos. 
2.    Amar não é gostar. Deus ama como uma mãe, referindo aos sentimentos maternos. É preocupado se seu filho está bem coberto à noite. Deus é preocupado com os fracos e oprimidos. A renovação da Igreja passa pelo amor. 
3.    A evangelização é uma obra de amor que acontece primeiro no testemunho da fé vivida com coerência. A Igreja não toma sentido primeiramente da doutrina, mas do cuidado com os desprotegidos, pobres e necessitados. 
  De amor eu entendo 
  É muito comum a gente dar-se uma de entendido de amor. Esses amores acabam tão facilmente, mostrando que não entendemos nada de amor.
  Jesus era cercado de todos os lados. Cada partido político religioso vinha com uma pergunta para derrubá-Lo. Chegou a vez de um homem da lei que lhe perguntou qual era o mais importante da lei de Deus. O que dava origem a todos os outros mandamentos. Jesus respondeu com dois textos da Lei: Deuteronômio 5,6 “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda alma e de todo o entendimento”; e Levítico 19,18: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
O amor a Deus deve ser total; e ao próximo até os mínimos detalhes, preocupando-se que o pobre esteja bem coberto de noite. Por isso o manto tomado em penhor tem que voltar antes do anoitecer. É só Deus Pai para pensar nos pequeninos.

Isso é que quer dizer entender de amor