sábado, 10 de janeiro de 2026

São Milcíades (ou Melquíades) Papa Festa: 10 de janeiro (†)314

Melquíades, de origem africana, foi testemunha da batalha de Ponte Milvio, na qual Constantino venceu Magêncio, isto é, a vitória da cruz sobre as perseguições contra os cristãos. Comprometeu-se com a reorganização da Igreja e dos lugares de culto. Faleceu em 314.
(Papa de 02/07/311 a 11/01/314) 
De origem africana, Milcíades ou Melquíades foi o Papa que testemunhou a Batalha da Ponte Mílvia, na qual Constantino venceu Maxêncio em 312, marcando o fim da perseguição aos cristãos. Seu pontificado começou logo após o Édito de Milão, um decreto de tolerância que pôs fim à perseguição aos cristãos no Império Romano, e durou de 311 a 314. Milcíades desempenhou um papel fundamental na reconstrução da Igreja destruída, parte por parte, trabalhando para recuperar propriedades confiscadas e construir novos locais de culto. Ele é o responsável pela construção da Basílica de Latrão, a catedral de Roma. 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Calisto, na Via Ápia, São Milcíades, papa: originário da África, vivenciou a paz restaurada à Igreja pelo imperador Constantino e, embora fortemente contestado pelos donatistas, trabalhou sabiamente pela reconciliação. A revisão litúrgica limitou sua memória a calendários específicos, pois ele certamente não foi um mártir. Mas, como nenhum outro santo o substituiu neste dia, ainda podemos lembrar o Papa sob cujo pontificado a Cruz, até então sinal de infâmia, tornou-se símbolo de glória e prenúncio de vitória nos estandartes imperiais de Constantino. Este não é, como se poderia pensar, o Papa São Silvestre, sob cujo longo pontificado se coroou o que se chama de "triunfo do cristianismo", e o Imperador Constantino, próximo da morte, recebeu o Batismo. A extraordinária transição da era da perseguição para a da proteção, de uma atmosfera de suspeita para a do respeito aos cristãos, ocorreu sob o Papa celebrado hoje, São Milcíades, ou Melquíades. Quase nada se sabe sobre sua vida antes do pontificado. Ele era de origem africana e deve ter estado em Roma no final da sangrenta perseguição de Diocleciano. Ele então testemunhou a conduta ambígua do imperador Maxêncio em relação aos cristãos, que, para apaziguar a discórdia dentro da Igreja Romana, exilou tanto o Papa Eusébio quanto um antipapa, Heráclio, representante de um grupo de apóstatas impenitentes. Eusébio morreu pouco depois, em 310. O novo Papa, Milcíades, foi eleito apenas um ano depois. Naquele ano, aliás, ocorreu um evento importante. Galério havia promulgado um Édito de tolerância religiosa, que foi posteriormente assinado pelos "Augustes" Licínio e Constantino. Maxêncio não assinou esse Édito, mas, mesmo assim, seguiu a política de benevolência de seus adversários para com os cristãos. Ele não queria colocar em risco o apoio de seus súditos diante do iminente conflito político. O recém-eleito Milcíades aproveitou-se dessa mudança de política para reorganizar vigorosamente a Igreja. Primeiro, ele recuperou as propriedades dos cristãos romanos confiscadas durante as perseguições. Em seguida, enviou seus diáconos para reivindicar seus locais de culto, ou seja, os antigos tituli. Após a Batalha da Ponte Mílvia, tendo derrotado Maxêncio, Constantino entrou em Roma, hasteando o sinal da cruz. O Papa então aproveitou ainda mais a excelente disposição do vitorioso Imperador em benefício dos fiéis. Constantino não se limitou a restaurar os bens da Igreja: estabeleceu que o tesouro deveria contribuir para as necessidades do culto. Não se contentou em simplesmente reintegrar os cristãos nas modestas casas onde se realizavam as celebrações sagradas: também encomendou a construção de novas e grandiosas basílicas. A primeira a ser iniciada foi a Basílica de Latrão, que permanece a Catedral de Roma; e em Latrão, num palácio pertencente ao tesouro imperial, Constantino hospedou o Santo Bispo de Roma. O pontificado de São Milcíades ou Melquíades foi breve. Em 314, as obras que ele fervorosamente iniciou foram continuadas por São Silvestre. Mas três anos governando a Igreja foram suficientes para lhe render o elogio de Santo Agostinho: "Um verdadeiro filho da paz e um verdadeiro pai para os cristãos". Curiosamente, porém, este "filho da paz", o primeiro Papa da era constantiniana do "triunfo do cristianismo", recebeu o título honorífico de mártir, talvez por ter sido sepultado nas Catacumbas.
Fonte: Arquivo Paroquial

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