Evangelho segundo São João 1,29-34.
No dia seguinte ao seu primeiro testemunho, João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
É dele que eu dizia: "Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim".
Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim batizar na água».
João deu este testemunho, dizendo: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele.
Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: "Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo".
Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».
Tradução litúrgica da Bíblia
Papa de 2005 a 2013
Homilia de 10/01/2010
(trad. © Libreria Editrice Vaticana)
«Tu és o meu Filho muito amado:
em Ti pus toda a minha complacência» (Lc 3,22)
Junto do Jordão, Jesus manifesta-Se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos pelos quais, no final dos seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a terrível humilhação da cruz. O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-Se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus em relação ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a sua missão pondo-Se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz.
Quando, recolhido em oração depois do batismo, sai da água, os céus abrem-se: é o momento esperado pela multidão dos profetas: «Quem dera que rasgasses os céus e descesses!», tinha invocado Isaías (63,19). São Lucas parece sugerir que tal pedido foi satisfeito este momento; de facto, «o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu», e ouviram-se palavras nunca anteriormente pronunciadas: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência» (Lc 3,-21-22). O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem para o meio dos homens e revelam-nos o seu amor que salva. Se foram os anjos que levaram aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador e a estrela que o levou aos Magos vindos do Oriente, presentemente é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença do seu Filho no mundo, e que nos convida a voltarmo-nos para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.

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