Evangelho segundo São João 1,19-28.
Foi este o testemunho de João Batista, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: «Quem és tu?»
Ele confessou e não negou: «Eu não sou o Messias».
Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?». «Não sou», respondeu ele. «És o profeta?». Ele respondeu: «Não».
Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?».
Ele declarou: «Eu sou a voz que clama no deserto: "Endireitai o caminho do Senhor", como disse o profeta Isaías».
Entre os enviados havia fariseus
que lhe perguntaram: «Então porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o profeta?».
João respondeu-lhes: «Eu batizo na água; mas no meio de vós está Alguém que não conheceis:
Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».
Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar.
Tradução litúrgica da Bíblia
(949-1022)
Monge grego
Hino 18 ; SC 174
Desejar a verdadeira luz
A luz conduz-nos pela mão, fortalece-nos, ensina-nos, mostrando-se e desaparecendo quando precisamos dela. Não é quando queremos – isso só acontece aos perfeitos –, é quando estamos confusos e completamente exaustos que ela vem em nosso socorro.
Ela aparece ao longe e permite-me senti-la no coração. Grito até sufocar, tanto quero agarrá-la, mas tudo é noite e tenho as minhas pobres mãos vazias. Esquecendo tudo, sento-me a chorar, desesperando e voltar a vê-la. Quando acedo a parar, é então que ela vem misteriosamente e me toma a cabeça; e eu desfaço-me em lágrimas, sem saber quem me ilumina o espírito com aquela luz suave.
Quando, porém, a reconheço, ela parte, deixando em mim o fogo do seu desejo divino. Pouco a pouco, este acende-se e, atiçado pela espera, torna-se uma grande chama que alcança os céus, mas que se apaga pelo meu desleixo, o meu interesse pelos negócios e as preocupações da vida.
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