sexta-feira, 7 de março de 2025

EVANGELHO DO DIA 7 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 9,14-15. 
Naquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?». Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão de jejuar». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II
Papa(1920-2005)  
Audiência geral de 21/03/1979 
(trad. copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.) 
«Nessa altura hão de jejuar»
«Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?» Jesus respondeu: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão de jejuar». Na verdade, o tempo da Quaresma recorda-nos que o esposo nos foi tirado: tirado, detido, preso, esbofeteado, flagelado, coroado de espinhos e crucificado. O jejum no tempo da Quaresma é a expressão da nossa solidariedade com Cristo. «O meu amor foi crucificado e a chama que deseja as coisas materiais apagou-se em mim», escreve o bispo de Antioquia, Inácio, na sua Carta aos Romanos (VII,2). O alimento e a bebida são indispensáveis para o homem viver; deles se serve e deve servir-se, mas não lhe é lícito abusar deles seja da forma que for. A tradicional abstenção de alimento e de bebida tem como finalidade introduzir na existência do homem, não só o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento daquilo que poderia definir-se como uma atitude consumista. Tal atitude tornou-se nos nossos tempos uma das características da civilização, e em particular da civilização ocidental. O homem orientado para os bens materiais muitas vezes abusa deles. Não se trata aqui unicamente do alimento e da bebida. Quando o homem está orientado exclusivamente para a posse e o uso dos bens materiais, isto é, das coisas, então toda a civilização é medida segundo a quantidade e qualidade das coisas que é capaz de fornecer ao homem, e não com a medida adequada ao homem. Com efeito, esta civilização não fornece os bens materiais só para servirem o homem no exercício das suas atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazerem os sentidos, a excitação que daí deriva, o prazer momentâneo e a multiplicidade cada vez maior de sensações. O homem contemporâneo deve jejuar, isto é, abster-se não só do alimento ou da bebida, mas de muitos outros meios de consumo, da estimulação e da satisfação dos sentidos. Jejuar significa abster-se, renunciar a alguma coisa.

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