João da Matha é um religioso francês que nasceu em Faucon-de-Barcelonnette[1] pouco antes de 1150 e morreu em Roma no dia 12 de dezembro de 1213. É o fundador, juntamente com São Félix de Valois, d aOrdem da Santíssima Trindade (também conhecida como Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos, ou Trinitários).
Biografia
No dia 24 de junho de 1154 João da Matha naisceu em Faucon, perto de Barcelonnette. Seu pai, Euphêmio da Matha, era um senhor feudal espanhol que havia recebido, de Raymond Bérenger o Jovem, conde de Barcelona e de Provença, a terra de Faucon. Para oferecer a João uma formação e uma educação condizentes com seu status, a família decidiu se fixar em Marselha, onde o jovem iniciou seus estudos. Sua mãe, Marta, ensinou-o a conhecer os pobres, os desafortunados, os infelizes e a amá-los. Ela o levava aos hospitais e às prisões.
João prosseguiu seus estudos em Aix-en-Provence, depois em Paris, onde obteve o Doutorado em Teologia. Foi encorajado a tornar-se sacerdote pelo bispo de Paris, Maurice de Sully, que havia notado como aquele rapaz era valoroso e piedoso.
Quando João celebrava sua primeira missa na capela de Maurício de Sully, no dia 28 de janeiro de 1193 (ou 1194), festa de Santa Agnes, ele teve a visualização de um homem de branco que portava uma cruz vermelha e azul sobre o peito, pousando as mãos sobre dois prisioneiros, um branco e o outro, um mouro (árabe). No dia seguinte, enquanto se retirava numa floresta para orar com um eremita cuja fama de santidade lhe havia chegado ao conhecimento, ambos testemunharam o surgimento, em meio às árvores, de um cervo que carregava uma cruz e que veio matar a sede numa fonte perto deles.
João da Matha contou ao Papa sobre a visualização que teve com os prisioneiros, e descobriu que ele também tivera a mesma visualização, a qual interpretaram como um chamado à fundação de uma Ordem cuja missão fosse resgatar os prisioneiros, vítimas dos ataques realizados pelos Sarracenos nas costas mediterrâneas. A Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos é aprovada, ao mesmo tempo que a sua Regra, pelo Papa Inocêncio III em 17 de dezembro de 1198[2] (bula Operante divine dispositionis).
Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado
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