quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ORAÇÕES - 09 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Quarta-feira – Santos: Pedro Claver, Tibúrcio, Cirano
Evangelho (Lc 6,20-26) Felizes vós os pobres... vós que tendes fome... vós que chorais... odiados e expulsos... porque vosso é o Reino de Deus!
Podemos entender que Jesus se congratula com os pobres, os que sofrem, são expulsos e odiados, porque afinal chegou para eles a salvação. Pelo poder de Deus, podemos agora enfrentar a vida com nova coragem e imensa esperança. Jesus não anuncia um mundo maravilhoso e mágico, mas garante que, como filhos e filhas de Deus, nossa vida pode ser diferente e ter um sentido.
Oração
Senhor Jesus, vós dissestes e já pudemos comprovar que o decisivo é o poder do Pai, e não as forças e poderes humanos. Mesmo assim, porém, ainda não acreditamos muito que nos podeis fazer felizes apesar de tudo. Não quereis nem pobreza nem sofrimento, mas essas e outras são realidades inevitáveis em nosso mundo. Ajudai-nos a viver a vida nova e teremos a felicidade. Amém.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Estar na casa do Pai”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Um mandamento maior
 
As tábuas da lei nos mostram os mandamentos referentes a Deus e ao próximo. Na primeira, Deus é a fonte de toda a vida e santidade. Na outra estão os sete mandamentos referentes ao ser humano. É a vida de Deus em nós. Note-se que atinge todas suas dimensões do ser humano. Os mandamentos não são leis para cercear a vida humana. São indicações por onde passa o caminho da vida e da felicidade. O quarto mandamento toma o homem e a mulher em sua vida concreta. Temos a Palavra de Deus, temos a Igreja, temos os sacramentos. O que significa o quarto mandamento? É na família que aprendemos vivemos todos os outros mandamentos. Todo mandamento ferido, atinge a família. “Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito” (1Jo,4,12). Não existe amor, a não ser existencial. Onde ele pode acontecer? Na família. A família é o lugar onde Deus habita por seu amor. Na família, está a presença de Deus. É o lugar onde o amor pode ser perfeito: “Quem honra o Pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los é será ouvido na oração... no dia em que orar será atendido” (Eclo 3,4). E nós colocamos o perdão dos pecados só na confissão. A força da oração está no amor aos pais. E Deus cuida dos velhinhos: “Ampara o teu pai na velhice... a caridade para com teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados” (id 14.16). Você pode pensar que Deus não escuta sua oração, você não vence seus pecados. Veja como você está cuidando de seus pais... 
O amor humano é divino 
A família é o lugar onde o amor se realiza. É fácil amar os de fora. Amar os que estão em casa, a família, exige sair de si. Ter amigos é bom. A gente se ama e pode deixar quando quiser. Amar todo dia, mesmo no sofrimento e na dor, mesmo na dificuldade de relacionamentos... é divino. O amor de Deus no evangelho pregado por Jesus encontra na família seu primeiro lar e a fonte para o amor aos outros. Isso não é poesia. É cruz, não da dor, mas da redenção. Na família se realiza o amor, nas condições humanas, como descreve a Palavra de Deus. Paulo descreve aos Colossenses: “Revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, perdoai vós também. Amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição” (Cl 12-14). Tudo o que Deus nos revelou para chegar à vida eterna, o evangelho pregado por Jesus, está na família e da família vai a todas as dimensões da vida. Por isso dizemos que a pessoa tem berço. O berço cristão é embalado pelas mãos de Jesus.
Menino problema 
São misteriosas essa perda de Jesus por parte dos pais e a atitude de Jesus de decidir a algo complicado, sem se comunicar com os pais. Por isso Maria O questiona: “Por que agiste ASSIM conosco? Não era seu costume. Vemos aí uma “desobediência” de Jesus, contra o quarto mandamento. Maria estranha a mudança de modo de agir. Por outro lado o evangelista está dando um recado aos parentes de Jesus: Ele pertence ao Pai. Não é alguém só da família. Está a serviço de Deus. Em todo caso, é misterioso. Mas a vida continua na família, “e Ele lhes era obediente”. É o modelo acabado de cumprimento do 4º mandamento: “Honrar pai e mãe”. Vemos Maria tomar a atitude de mãe. Tem autoridade sobre Jesus. Por isso Ele crescerá em sabedoria, estatura e graça (Lc 2,52). 
Leituras: Eclesiástico 3,3-7.14-17ª; 
Salmo 127;
Colossenses 3,12-21; Lucas 2,41-52. 
1. A família é o lugar onde Deus habita por seu amor. 
2. Na família se realiza o amor, nas condições humanas, como descreve a Palavra de Deus. 
3. A família de Nazaré é o modelo acabado de cumprimento do 4º mandamento. 
Casa nova 
Falamos de família. Mas... quando será que realizaremos esse sonho tão bonito de família. Falamos muito da tradicional família mineira. Às vezes pouco de família e nada de mineira. Família existe quando ela é uma opção pessoal de cada um. Sempre haverá problema, pois é sinal de crescimento. Somos chamados a fazer uma casa nova. Esta existirá quando cada um sair de si mesmo para compor com o outro. Sem isso, não existe família. Vemos Jesus, Maria e José. Cada um saiu de si. Jesus sai do seio do Pai. José sai de uma vida estável para assumir o que não era seu. Maria sai de sua Virgindade para assumir uma maternidade miraculosa. Por isso é o modelo da família. Confusão sempre haverá.... 
Homilia Festa da Sagrada Família (26.12.2021)

EVANGELHO DO DIA 08 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 1,1-16.18-23. 
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho, e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado Emanuel, que quer dizer Deus connosco». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Teodoro Estudita 
(759-826) 
Monge de Constantinopla 
Homilia n.º 2 para a 
Natividade de Maria, 4, 7 
A Virgem Maria, apaixonadamente
amada por Deus! 
Nunca nada esteve tão próximo de Deus como a bem-aventurada e admirável Virgem Maria. Haverá ser mais puro? Haverá ser mais irrepreensível? Ela era tão apaixonadamente amada por Deus, luz suprema e infinitamente pura, que Ele Se combinou substancialmente com ela pela erupção do Espírito Santo e dela nasceu, Homem perfeito, mantendo a sua própria natureza imutável e sem mistura. Que maravilha! No seu imenso amor pelos homens, Deus não Se envergonhou de tomar como mãe aquela que era sua serva. Que condescendência! Na sua infinita bondade, não hesitou em tornar-Se filho daquela que Ele próprio tinha moldado. Estava verdadeiramente apaixonado pela mais graciosa das suas criaturas e tomou para Si aquela que valia mais do que as potências do Céu, a quem que se aplicam estas palavras do profeta Zacarias: «Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque Eu venho habitar no meio de ti, oráculo do Senhor» (Zc 2,14). Alegra-te, casa do Senhor, terra que Deus pisou com os seus passos, tu que contiveste na tua carne Aquele cuja divindade transborda todo o lugar. Foi de ti que Aquele que é a própria simplicidade assumiu a natureza complexa do homem: o Eterno entrou no tempo e o Infinito adquiriu limites. Alegra-te, ó cheia de graça (cf Lc 1,28): a tua obra e o teu nome são mais alegres do que qualquer alegria, pois de ti veio ao mundo a alegria imortal, Cristo, que é remédio para a tristeza dos homens. Alegra-te, paraíso mais feliz do que o jardim do Éden, onde germinou toda a virtude e cresceu a árvore da Vida.

Beatas Josefa de São João de Deus Ruano Garcia e Maria das Dores de Santa Eulália Puig Bonany Virgens e Mártires Festa: 8 de setembros

(†)Buñol, Espanha, 8 de setembro de 1936
 
Suas vidas foram inteiramente dedicadas ao serviço aos idosos e à vida das comunidades religiosas do Instituto. Giuseppa, nascida em Berja em 1854, ingressou na congregação em 1877, entre as primeiras gerações de freiras, e após sua profissão perpétua, serviu como superiora nas casas de Cascante, Requena e Alcira, retornando finalmente a Requena em 1934. Maria Dolores, nascida em Berga em 1857, ingressou no Instituto em 1886 e serviu principalmente como porteira nas comunidades de Villena, Yecla e Requena. Em 1936, durante a perseguição religiosa que acompanhou a Guerra Civil Espanhola, a comunidade de Requena foi submetida a crescente pressão. Giuseppa, Maria Dolores e a jovem Irmã Gregoria Pérez permaneceram juntas quando as outras freiras puderam se reunir com suas famílias.

Beata Lúcia de Omura, Mártir japonesa - 8 de setembro

O xogunato e governo imperial tolerou inicialmente o estabelecimento de missões católicas e dos missionários, pensando aproveitar o fato de a presença dos cristãos vir a enfraquecer o poder dos monges budistas e ajudar no comércio com Espanha e Portugal. Porém, vendo que as Filipinas tinham sido tomadas pelos espanhóis após a conversão da população, o governo xogum viu o cristianismo como uma ameaça e começou a perseguir os cristãos. A religião foi banida e os que recusassem renegá-la eram executados. Lúcia de Freitas ou Fletes nasceu em Nagasaki em 1542 de família nobre, e contraiu matrimônio com o rico comerciante português Felipe de Fletes. Dela disse o Pe. Diego de São Francisco, missionário do Japão naquele tempo: “O Senhor a havia dotado de muitas virtudes e devoção, e particularmente luziram nela a hospitalidade e o desejo do martírio”.

Beata Apolônia do Santíssimo Sacramento, Virgem e mártir – 8 de setembro

Apolônia Lizárraga Ochoa de Zabalegui nasceu em Lezaun, que então pertencia ao município de Valle de Yerri, em Navarra, Espanha, na Quinta-feira Santa de 1867 (ou seja,18 de abril). Ela foi batizada com urgência, sua família temendo por sua sobrevivência. Sua família era profundamente católica e numerosa - seus pais tiveram onze filhos - na qual aprendeu abnegação e caridade para com o próximo, virtude que exerceu ao longo de sua vida. A jovem Apolônia, que tem uma tia religiosa beneditina no convento de Estella, pensa em se juntar a ela por um momento. Mas depois de um retiro sob a direção do Pe. Echeverría, ela anunciou a seu pai: “Percebi que minha vocação é apostólica, gostaria de conhecer as Carmelitas da Caridade de Vitória". Depois de visitá-las, sua escolha é feita: ela declara ao pai “Pai, devo ir e me juntar a elas". Entrada para Carmelo Na idade de 19 anos, no dia 16 de julho de 1886, ela entrou no noviciado com o nome de Irmã Apolônia do Santíssimo Sacramento.

Santos Adriano e Natália, Esposos e Mártires-Festa: 8 de setembro

(†)Nicomédia, Bitínia, século IV
 
Os santos esposos Adriano e Natália sofreram o martírio juntos perto de Nicomédia, na Bitínia, mas o Martyrologium Romanum comemora hoje apenas Adriano, em cuja honra o Papa Honório I transformou a cúria do Senado Romano em uma igreja. Martirológio Romano: Em Roma, comemora-se São Adriano, mártir que sofreu o martírio em Nicomédia, na Bitínia, atual Turquia, e em sua homenagem o Papa Honório I transformou a cúria do Senado Romano em igreja. A única informação certa é que existia um culto antigo e muito forte a um Adriano, mártir de Nicomédia, tanto no Oriente quanto no Ocidente. O novo Martirológio Romano comemora o santo neste dia sem maiores comentários. O resto é suposição e lenda. Os Bolandistas e o antigo Martirológio Romano afirmavam a existência de dois Adrianos de Nicomédia diferentes, ambos martirizados, mas em diferentes perseguições, e cujos restos mortais foram levados para Argirópolis.

Sérgio I Papa, Santo + 701

Papa, eleito em 15 de dezembro de 687. 
Foi sepultado na antiga
 basílica de São Pedro.
Nascido em Palermo, numa data desconhecida, Sérgio foi eleito papa em 15 de dezembro de 687. Logo em seguida, chegou da Bretanha o rei pagão Ceadwalla, soberano de Wessex, o qual desejava tornar-se cristão, recebendo o batismo diretamente das mãos do papa Sérgio I, adotando o nome de Pedro. Sérgio I foi um papa muito popular, por ter sido um homem de fé, de oração. Antes de tornar-se sacerdote, já era famoso na Schola Cantorum. Depois de ordenado, tornou-se um personagem eminente do clero. Quando morreu o papa Cónon, em 687, foi indicado para sucedê-lo. Naquela época, os imperadores romanos do Ocidente e do Oriente reclamavam para si a autoridade de pontífice, não aceitando estar abaixo do papa, mesmo em questões de fé.

Tomás de Vilanova Agostiniano, Santo 1486-1555

Sacerdote agostiniano espanhol, 
defensor da verdadeira doutrina da Igreja, 
contra o protestantismo de Lutero.
O anti-Lutero 
Quase na mesma época em que um ex-frade agostiniano, Martinho Lutero, pervertia a Alemanha com sua pseudo-reforma, outro agostiniano, São Tomás de Vilanova, promovia com firmeza a verdadeira reforma religiosa e de costumes na Espanha São Tomás de Vilanova nasceu em Fuenllana (Espanha) no ano de 1488 e criou-se em Villanueva de los Infantes, de onde tomou seu nome ao entrar na Ordem dos Agostinianos. Seus pais, Alonso Tomás Garcia e Lucia Martinez de Castellanos, emulavam nas obras de caridade. Socorriam a toda espécie de necessidades e eram conhecidos na região como “os santos esmoleres”. Tomás herdou dos pais essa virtude. Dava a seus coleguinhas mais necessitados tudo o que podia, inclusive suas próprias vestes e calçados. Um dia em que os pais não estavam em casa, chegaram seis pobres pedindo esmola.

Frederico Ozanam Leigo, Beato (1813-1853)

Leigo, promotor das Conferências
 de São Vicente de Paulo.
Frederico Ozanam nasceu a 23 de Abril de 1813, em Milão (Itália). Filho de Jean-Antoine, médico prestigioso, cuja fama profissional não o impedia de assistir doentes indigentes, com o mesmo cuidado e afabilidade reservados aos pacientes da alta condição social, e de Marie Ozanam, também dedicada à assistência dos pobres e enfermos. Frederico respira desde o nascimento o profundo espírito de caridade compartilhado pelos seus pais. Depois de uma infância muito protegida em Lião, Frederico entra no colégio em 1822 para começar os estudos secundários. Estudante brilhante e leitor insaciável, aos 17 anos conhece várias línguas: grego, latim, italiano e alemão, e inicia um curso de hebraico e sânscrito. De espírito sensível e preocupado, é apaixonado pelo estudo da Filosofia, consumindo-se com frequência numa investigação existencial e espiritual, que jamais abandonará.

Santa Maria na sua Natividade Celebrado a 8 De Setembro

Natividade de Nossa Senhora
 
A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador. No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz: "Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória.

Nossa Senhora do Monte Serrate

“Nossa Senhora do Monte, 
que estais no monte a rezar, 
pedi por nós, vossos filhos, 
que não vos cessam de amar.” (Hino)  
Foi tocado pela graça que Inácio de Loyola dirigiu-se a Barcelona e retirando-se na solidão de Manresa pendurou sua espada e prostou-se aos pés da Virgem de Montserrat. Foi também aos pés da Ssma. Virgem que Inácio traçou as linhas gerais de seu célebre livro “Exercícios Espirituais”. Outros tantos santos estiveram em Barcelona e no majestoso Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, encontraram as respostas de tantos anseios, entre eles destacamos: São João de Matha, São José de Calasanz, São Vicente Ferrer, São Pedro Claver etc. 

A DÚVIDA DE JOSÉ FOI ESCLARECIDA

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO, REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Conhecemos muito bem como se deu o nascimento de nosso Salvador. O evangelista apresentara os ascendentes de José, todos gerados de modo natural e ordinário. O nascimento de Jesus se deu de modo prodigioso. Maria estava desposada com José. Era já considerada sua verdadeira esposa. No período deste noivado, a noiva que não fosse viúva ficava ainda um ano na casa de seus pais, embora já pertencesse ao esposo. Só depois é que o esposo a levava para sua casa e era celebrada a festa das núpcias.

8 DE SETEMBRO - NATIVIDADE DE MARIA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Hoje Deus começa a executar seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o rei descesse para habitá-la. Esta casa, que é o seio puríssimo de Maria, está sustentada pelas sete sete colunas que são os sete dons do Espírito Santo, concedidos a ela em plenitude.Precisamente nove meses depois de comemorar a Imaculada Conceição da Virgem, a Igreja celebra o seu nascimento.

Natividade de Nossa Senhora - 8 de setembro


     Do nascimento da gloriosíssima Mãe de Deus, Maria, Senhora nossa, a Santa Igreja tem, em uma antífona, estas palavras: “Vossa natividade, ó Virgem e Mãe de Deus, trouxe gozo e alegria ao mundo inteiro. Porque de vós nasceu o Sol de justiça, Cristo nosso Deus, o qual, desfazendo a maldição (debaixo da qual estávamos compreendidos), lançou sua copiosa bênção sobre nós e, vencendo e matando a morte, nos deu a vida sempiterna e perdurável”. Com efeito, “festejando solenemente o nascimento da Virgem Maria, a Igreja canta a aurora da Redenção, a aparição, no mundo, daquela que devia ser a Mãe do Salvador”.

ORAÇÕES - 08 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Terça-feira – Natividade de Nossa Senhora
Evangelho (Mt 1,18-23) A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.”
Logo no início de seu anúncio da salvação, Mateus diz que o salvador, que ele nos convida a aceitar, é mais que um homem. É o Filho de Deus. Ou aceitamos isso, ou não terá sentido o que nos dirá depois. Serão loucuras as promessas e as exigências que Jesus de Nazaré nos fizer. A fonte e a base de nossa vida cristã é o dom da fé, a aceitação do Filho de Deus humanado entre nós.
Oração
Senhor Jesus, filho de Deus e filho de Maria, creio que sois a palavra de Deus que nos salva e nos dá a vida, a verdadeira, a definitiva para a qual nos criastes. Não sois apenas homem, e por isso nos podeis salvar; mas sois homem, e conheceis por experiencia nossa vida, alegrias e tristezas. Alegro-me porque viestes estar conosco, para estarmos convosco por toda a eternidade. Amém. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - É Natal

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHO
R
Celebrando o Natal
 
Havia um direito de se celebrar três missas no dia de Natal. Direito muito antigo, aprendido dos Papas. O Papa celebrava três missas: A missa da meia-noite na Santa Maria Maior, pois ali há uma relíquia da manjedoura. Voltando para o Vaticano celebrava uma missa para a comunidade grega, de manhazinha. Era a missa de Santa Anastácia, pois os gregos celebravam o Natal no dia 6 de janeiro. Ao meio dia celebrava na sua Igreja, São Pedro. Mudados os tempos, ficou o direito a todos. Agora não há essa questão, mas temos três formulários, além do formulário da vigília. A Igreja se concentra no mistério da Encarnação,que é a Manifestação do Senhor. É o tempo do Natal que vai até o primeiro domingo do Tempo Comum que é o Batismo. No Segundo Domingo Comum temos a manifestação de Jesus aos discípulos. Nesse tempo do Natal estamos ao mistério da Manifestação. Isso fundamental para a fé cristã. Deus Se fez presente no mundo, visível na pessoa do Filho. Deus não enviou alguém em seu Nome. Quem se encarna é o Filho, que é um com o Pai. Jesus diz a Felipe: “Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14,9). Natal é mais que uma criança adormecida num berço. É a presença de Deus entre nós, na pessoa do Filho. Celebrar o Natal é acolher a Manifestação de Deus. Zacarias disse: “Sol nascente que nos veio visitar” (Lc, 1,78). Perdemos a realidade da presença em nossa carne mortal. É mais fácil se comprometer com uma religião aérea. Cremos num Deus encarnado. 
Temas que recorrem 
Temos preocupação em buscar um caminho de espiritualidade. O grande “Santo de Deus” fez o caminho de seu ingresso no mundo. Espiritualidade é seguir esses textos para ter uma espiritualidade pura. O Evangelho é sempre o caminho para tudo na fé. Os textos das missas do Natal nos trazem diversos temas que nos orientam. Na missa do dia 24 temos o cântico de Zacarias: “Deus nos visita... sol nascente que nasce do alto para iluminar os que jazem nas trevas”. O evangelho da noite nos revela a ternura: “Maria deu à luz seu Filho primogênito, O enfaixou e O colocou na manjedoura”. Depois os anjos anunciam aos pastores a grande alegria: nasceu para vós um Salvador. Quando se celebram as três missas, na missa da manhã rezamos a visita dos pastores e na missa da tarde, refletimos com João a verdade da Encarnação. Seguimos com a festa da Mãe de Deus, dos Magos do Oriente e do Batismo de Jesus. Esse é o caminho da vida humana de Jesus e nosso caminho espiritual. Vamos a Belém e, como os pastores, ver o Menino e contar o anúncio dos Anjos. E “Maria conservava todas essas coisas em seu coração” 
Tempo do Natal 
No tempo do Natal o ar se envolve de ternura. Num ambiente frio, com neve há outro caminho. No calor de dezembro, podemos ter uma alegria muito grande do encontro de família, de presentes aos familiares, amigos e pobres. Sair de si é a melhor maneira de se ver e se encontrar. Acontece o Natal quando nascemos para os outros. Já houve, nas comunidades tempos melhores de promoção à caridade. Os redentoristas, Dom Carlinhos, Padre Viana e Padre Daniel (falecido já) criaram a novena de Natal em família. Tornou-se um modo de ser Igreja e de celebrar o Natal. Era um momento de confraternização e celebração em família. A Encarnação nos leva a encarnar nossa vida e nossa fé. Sem ir ao ser humano, não chegamos ao Filho de Deus que Se encarnou.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 07 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,6-11. 
Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica. Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé. Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la». Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada. Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Ambrósio 
(340-397) 
Bispo de Milão, 
doutor da Igreja 
Comentário sobre o Evangelho de São Lucas, V, 39
«Estava lá um homem 
com a mão direita paralítica» 
O Senhor impregnou com a seiva salutar das boas obras a mão que Adão estendera para colher os frutos da árvore proibida, para que, estando ressequida pelo erro, fosse curada pelas boas obras. Naquela ocasião, Cristo ataca os seus adversários, que com falsas interpretações violavam os princípios da Lei; julgavam eles que o sábado devia ser observado como dia de descanso, não sendo permitido o trabalho, nem sequer para a realização de boas obras. Mas a Lei prefigurou no presente o aspeto do futuro onde, seguramente, será o mal a não trabalhar, não o bem. Ouviste, pois, as palavras do Senhor: «Estende a mão». É este o remédio para todo o homem; e tu, que crês ter a mão sã, toma cuidado para que a avareza, o sacrilégio, não a paralise. Estende-a pois, sempre: estende-a a esse pobre que te implora auxílio, estende-a para ajudares o teu próximo, para socorreres a viúva, para arrancares da injustiça aquele que vês submetido a imerecida vexação; estende-a a Deus, pelos teus pecados. Assim se deve estender a mão; e assim ela será curada.

Santos Estêvão Pongraez e companheiros presbíteros, mártires, +1619

O Padre Estêvão Pongráez nasceu no Castelo de Alvincz, na Transilvânia em 1584. Entrou na Companhia de Jesus em 1602 e estudou na Boémia e na Áustria. Foi enviado para Košice (atualmente na Eslováquia) quatro anos após a sua ordenação. No início do século XVII, e durante a vigência do conflito religioso entre católicos e protestantes que então grassava, Košice era um reduto de calvinistas húngaros. Os poucos católicos que viviam na cidade ou nas suas imediações estavam sem padre há algum tempo, o que levou o representante do rei na cidade a pedir o envio de dois sacerdotes jesuítas para acompanharem a comunidade. Foram escolhidos o padre Estêvão Pongráez e o padre Melchior Grodziecki.

07 de setembro - Beato Inácio Klopotowski

O padre Klopotowski, atento à voz de Deus, a reconhecendo, acima de tudo, na oração e nas circunstâncias concretas da vida, não se contentava em satisfazer as necessidades básicas dos mais pobres, mas também queria ajudá-los espiritualmente, preocupando-se ao mesmo tempo pela sua situação cultural. Sua vida estava polarizada em torno da Eucaristia. O rosário era para ele um elemento importante da piedade mariana. Em particular, quando a Polônia foi libertada da Rússia, promoveu incansavelmente a educação cristã de crianças e jovens, defendendo com determinação o papel da mãe no lar e seu papel insubstituível na educação das crianças e na transmissão das primeiras noções de a fé. Inácio Klopotowski nasceu em 20 de julho de 1866 em Korzeniówka, na Polônia.