Uma jovem cristã, ela enfrentou seu julgamento perante o governador Firmiliano com extraordinária coragem. Segundo o relato de Eusébio, ao receber a ordem de sacrificar aos deuses, reagiu com um gesto dramático: chutou o altar destinado aos sacrifícios pagãos. Por isso, foi submetida a cruéis torturas e finalmente condenada à fogueira junto com a virgem Teia. No mesmo dia, o mártir Paulo foi decapitado após ter recebido permissão para rezar por todos os presentes. A memória litúrgica da Igreja, portanto, comemora um pequeno grupo de mártires unidos pelo mesmo testemunho de fé.
Etimologia: Valentina = 'forte', 'saudável', 'vigorosa', 'com boa saúde', do latim
Emblema: Palma do martírio, chamas, altar pagão derrubado.
Martirológio Romano: Em Cesareia, na Palestina, os santos Valentina, Teia e Paulo foram mártires durante a perseguição do imperador Maximiano, sob o governo de Firmiliano. A virgem Valentina, que havia derrubado um altar dedicado a ídolos pagãos, após várias torturas cruéis, correu ao encontro de seu esposo, que foi lançado ao fogo junto com a virgem Teia. Paulo, por sua vez, condenado à morte, após ter-lhe sido concedido um breve tempo para oração e ter implorado a Deus de todo o coração pela salvação de todos, recebeu a coroa do martírio por decapitação.
O martírio de Valentina ocorreu durante a última e mais violenta perseguição contra os cristãos, promovida pelos imperadores da Tetrarquia. Nas províncias orientais, a aplicação dos decretos imperiais era particularmente severa, e o governador Firmiliano se destacou pelo rigor com que impôs o culto aos deuses tradicionais.
Cesareia Marítima, capital da província da Palestina, era o principal centro administrativo da região e a sede do tribunal onde os cristãos acusados de se recusarem a realizar os sacrifícios prescritos pelas autoridades eram julgados.
O Julgamento:
Fontes relatam que Valentina era uma jovem virgem cristã. Levada perante o governador, foi ordenada a oferecer incenso aos ídolos.
Foi então que ela realizou o ato que a tornaria famosa: em vez de obedecer, aproximou-se do altar pagão e o chutou, derrubando-o e demonstrando publicamente sua rejeição à idolatria.
Este episódio, narrado por Eusébio de Cesareia, constitui o núcleo historicamente mais sólido de sua história e é a base da tradição iconográfica subsequente.
Tortura:
O ato provocou uma reação imediata das autoridades.
Valentina foi espancada, torturada e interrogada numa tentativa de forçá-la a renunciar à sua fé cristã.
As fontes enfatizam sua serenidade e firmeza, características recorrentes nos relatos dos mártires palestinos descritos por Eusébio.
Martírio com Teia:
Ao final do julgamento, Valentina foi condenada à morte na fogueira juntamente com a virgem Teia, que também havia sido presa por sua fé cristã.
Ambas enfrentaram a execução, mantendo sua confissão de fé até o fim.
Seu martírio é lembrado como um testemunho compartilhado, tanto que o Martirológio Romano as celebra no mesmo dia.
O martírio de Paulo:
Na mesma ocasião, Paulo também foi executado.
Segundo Eusébio, antes da execução, foram-lhe concedidos alguns momentos de oração. Ele orou não apenas pelos cristãos, mas também pelos juízes, pelos espectadores, pelos próprios perseguidores e até mesmo pelo imperador. Após terminar sua oração, foi decapitado.
Este episódio confere à história uma força espiritual particular e ilustra o clima em que o sacrifício de Valentina também se desenvolveu.
O culto
a Santa Valentina é comemorado no Martirológio Romano em 25 de julho, juntamente com os santos Teia e Paulo.
O culto deriva diretamente da memória litúrgica das Igrejas Orientais e da tradição ocidental que acolheu a história de Eusébio.
Não existem práticas devocionais específicas ou importantes centros de peregrinação dedicados a ela, mas seu nome continua a aparecer com frequência nos calendários litúrgicos católicos.
Autor: Giampietro Cattini

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