quinta-feira, 29 de maio de 2014

ONDE ESTÁ DEUS?

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Na aula de catequese: 
- Meninos, onde está Deus? 
- No céu, responderam todos. 
Exceto o Joãozinho, que nada respondeu. A catequista pergunta: 
- Joãozinho, você não responde? 
- Lá em casa ele está no banheiro. 
- No banheiro? Por quê? 
- Todos os dias meu pai bate na porta dizendo: - Meu Deus! Você ainda está aí? 
Lição: Vez por outra, uma piada inocente descontrai e... ensina a se comportar também no banheiro.

DIA 29 DE MAIO – MARTIRIO COM REQUINTES DE MALDADE

Os adoradores do deus Saturno não gostaram dos primeiros evangelizadores cristãos na região de Trento porque, além de pregar contra a idolatria, recusaram-se a adorar esse ídolo. Eram eles Sisinio, Martiri e Alexandre, acólitos e futuros padres (+397). Foram surpreendidos na sua igreja e agredidos violentamente. O primeiro, Sisinio, morreu em conseqüência dos maus tratos. Martiri e Alexandre, dois irmãos, foram queimados vivos diante do altar do deus Saturno, usando-se para isso a madeira da mesma igreja que os idólatras destruíram. 
URSULA LEDOCHOWSKA (+1939) 
Nasceu na Austria. Fundadora de uma Congregação Religiosa. Percorreu vários paises da Europa pregando o ecumenismo. Criou novo estilo de vida religiosa. Foi beatificada em 1983.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Viver para mim é Cristo”.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
4 . Jesus é o fundamento da espiritualidade.
Não há espiritualidade cristã sem Jesus Cristo. Ele é o fundamento. Ele é o tudo da espiritualidade. Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). O primeiro momento da espiritualidade é a revelação que Deus faz de seu Filho a cada um. Ele o faz das mais diversas maneiras. Esta manifestação sintetiza-se nas palavras de Deus na transfiguração:  “Este é meu Filho muito amado, em que pus todo meu afeto. Ouvi-o”! (Mt 17,5). A espiritualidade começa no primeiro momento da vida e se delineia no Batismo. Se por um lado Deus se manifesta, mesmo silenciosamente, por outro lado cada um deve fazer sua parte e acolher esta manifestação. Não se trata de ser "santo” desde pequeno. Trata-se de colocar em ação um processo de vida que se torna eterno! Nas narrativas do Natal nós vemos os diversos momentos da apresentação que Deus faz de seu Filho: aos pastores, as Magos, aos judeus no Batismo e aos discípulos nas bodas de Caná. O Pai continua a nos apresentar o Filho através de sua vida, gestos, palavras como vemos nos evangelhos. Apresenta “para que todo aquele que nEle crêr, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
5. Jesus faz um convite.
Jesus é apresentado pelo Pai. Mas Ele próprio convida a seguí-lo. Chama os discípulos à beira-mar: “Vinde!”. Ser discípulo é uma experiência de estar com Ele. “Mestre, onde moras?” Perguntam. “Vinde e vede”! Responde Jesus. Foram e viram onde ele morava. Ficaram com Ele naquele dia” ( Jo 1,29). Sua vida é um contínuo chamado a seguí-lo. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Não só em seu tempo Jesus chamava. Hoje continua chamando e amanhã continuará chamando através de tantos modos, palavras e pessoas. Às vezes, no ruído do mundo, outras vezes no silêncio do coração. Espera a resposta coerente. O próprio fato de você pensar que falta algo na sua vida é já um chamado e uma apresentação constante que Jesus faz. Como foi que você recebeu o chamado para seguí-lo? Na sua espiritualidade, qual é o lugar de Jesus? Está fundada nEle ou em devoções, santos ou até mesmo Nossa Senhora?
6. Permanecer em Cristo.
            Na parábola da videira e os ramos, Jesus diz: “Permanecei em mim” (Jo 15,4) Espiritualidade é viver a mesma vida de Cristo, como o ramo vive da vida do tronco. O sentido de permanência quer indicar a vida de Jesus como a única fonte de vida para todos. Ele é o tronco que tira do Pai a vida e passa para todos, para que, tendo a mesma vida, produzam frutos. Espiritualidade não é um sentimento, é a vida de Cristo em nós. Esta permanência realiza-se pelo amor – Crer em Jesus é o mesmo que viver no amor. Impossível falar de espiritualidade desligada de Jesus, seu evangelho, sobretudo o amor. Permanecer na vida de Cristo era a vida de Paulo: “Para mim viver é Cristo” (Fl 1,21). Santo Afonso diz que toda a santidade consiste em amar Jesus Cristo. Qual é minha ligação pessoal com Jesus? Que significa para mim estar unido a Cristo? Mesmo que eu não tenha conhecimento de como funciona esta união, podemos ter certeza que estamos unidos a Ele, pois Ele é que se une a nós.Trata-se de aprofundar a consciência de um fato já existente.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 ─ Quinta-feira  ─ Santos Maximino, Cirilo de Cesareia, Sisínio

Evangelho (Jo 16,16-20) “Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo.”

Jesus falava de sua morte, de sua glorificação, e de como seria seu relacionamento com os discípulos de todos os tempos. Ele fala como os profetas, e por isso não podemos querer exatidão cronológica. Vivemos nesse tempo indefinido, desde que terminou a vida terrena de Jesus. Somos guiados apenas pela luz da fé, vivemos na certeza da esperança, sabendo que ele não nos deixou.

Oração

Senhor Jesus, creio que sois meu Salvador. Vós me salvastes e nada e ninguém pode arrancar-me de vossas mãos. Não sei até quando irá minha vida, ou a vida da humanidade. Mas creio que no final, seja lá quando for, estareis a nossa espera para nos acolher na casa do Pai. Com vossa ajuda espero continuar firme até o fim, na alegria e na paz, por mais difícil que seja a vida. Amém.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645

Santa Maria Ana de Paredes nasceu em Quito, Equador, no dia 31 de Outubro de 1618. Órfã de pai aos quatro anos e de mãe dois anos mais tarde. Foi educada pela irmã mais velha. Jovem ainda, foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Por várias vezes tentou abraçar a vida religiosa, quer como missionária no meio aos índios, quer como reclusa em algum convento. Por fim, foi apoiada pelos irmãos, que lhe deram alguns aposentos da casa, que Santa Maria Ana transformou em clausura. Passou ali a vida inteira recolhida, dedicando-se à penitência e à oração, saindo apenas para assistir à missa e para ajudar os pobres, os necessitados e consolar os infelizes. Em 1645, ofereceu a sua vida pelas vítimas da epidemia que assolava a cidade de Quito. Caindo gravemente enferma, morreu nesse mesmo ano. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. É a primeira santa do Equador. Foi proclamada também heroína nacional. www.ecclesia.pt

São Germano

Conhecido também como São Germano de Paris. Nasceu em Autun, Franca em 496, foi ordenado em 530 e 10 anos mais tarde foi eleito Abade do Monastério de São Sinfrônio. Em 556 ele foi para Paris e quando o bispado ficou vago ele foi nomeado Arcebispo de Paris pelo Rei Childebert I. Em nenhum modo o seu oficio mudou a sua vida de santidade e bondade. Sempre austero, ele continuamente passeava junto dos pobres e nunca os afastava e por isso a história passou a chama-lo de “pai dos pobres”. São Germano não tinha medo e certa vez acabou com uma revolta civil e mais de uma vez tentou acabar com os vícios do rei. Finalmente com a suas bênçãos e orações ele curou o Rei Childebert I de uma terrível doença e acabou convertendo-o para o cristianismo terminando assim com sua licenciosidade e sua injustiça para com os pobres. Quando ele faleceu o grande poeta Venatius Fiortunatus escreveu uma peça sobre sua vida e pelos seus inúmeros milagres, ele foi declarado um vigoroso santo e canonizado em 754 DC. A Abadia de Saint Germain-des-Prés foi de fato fundada pelo santo com a ajuda o Rei Childebert em 553 DC. São Germano consagrou-a a São Vicente e a sagrada Cruz. Quando Germano morreu na idade de 80 anos ele foi enterrado na abadia em uma suntuosa tumba. Na revolução francesa, ela foi destruída. Mais tarde, ela foi reconstruída e a ela foi dado o seu nome e é destinada ao ensino religioso como São Germano queria a seu tempo. A Abadia de Saint Germain-des-Pré é um tributo a influência de São Germano na França. Na arte litúrgica da Igreja, São Germano é mostrado deitado em uma cama extinguindo o fogo pelas suas preces. Ou é mostrado com uma corrente e com as chaves do reino ou com São Pedro ao seu lado, tambem com as chaves do reino. Ele é o padroeiro dos cantores de corais e é invocado contra o fogo. Sua festa é celebrada no dia 28 de maio. São Germano tinha a maior devoção para com a Virgem Maria e escreveu : “Os rogos da Bem Aventurada Virgem como mãe em certo sentido são ordens. Não é possível não ser atendida quando pede. Ó Maria ,vós que gozais da autoridade de mãe junto a Deus , alcançai o perdão aos maiores pecadores , já que o Senhor reconhecendo-vos sua Mãe, não pode deixar de vos conceder o que lhe pedis.” E tambem escreveu esta linda oração a Virgem: "Ó Mãe de misericórdia, quem depois de vosso Filho tem tanto zelo por nóse pelo nosso bem? Quem nos protege como vós nos males que nos afligem? Quem, como voce, toma a defesa dos pecadores? Certamente Ó Maria, o vosso patrocínio é mais poderoso e mais afetuoso do que podemos compreender.”

EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO

Evangelho segundo S. João 16,12-15.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. 
Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. 
Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. 
Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'.» 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Catecismo da Igreja Católica §§ 797-799 
«Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer»
«O que o nosso espírito, quer dizer, a nossa alma, é para os nossos membros, o Espírito Santo é-o para os membros de Cristo, para o Corpo de Cristo, que é a Igreja» (Sto. Agostinho). […] É o Espírito Santo que faz da Igreja «o templo do Deus vivo» (2Cor 6,16); «De facto, foi à própria Igreja que o dom de Deus foi confiado [...]. Nela foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, arras da incorruptibilidade, confirmação da nossa fé e escada da nossa ascensão para Deus [...]. Porque onde está a Igreja, aí está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, aí está a Igreja e toda a graça» (Sto. Ireneu). 
O Espírito Santo […] realiza, de múltiplas maneiras, a edificação de todo o Corpo na caridade: pela Palavra de Deus […]; pelo Baptismo, pelo qual forma o Corpo de Cristo (1Cor 12,13); pelos sacramentos, que fazem crescer e curam os membros de Cristo; pela «graça dada aos Apóstolos que ocupa o primeiro lugar entre os seus dons» («Lumen Gentium» 7); pelas virtudes que fazem agir segundo o bem; enfim, pelas múltiplas graças especiais (chamadas «carismas») pelos quais torna os fiéis «aptos e disponíveis para assumir os diferentes cargos e ofícios proveitosos para a renovação e a cada vez mais ampla edificação da Igreja» («Lumen Gentium» 12). Extraordinários ou simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, directa ou indirectamente, têm uma utilidade eclesial, ordenados como são para a edificação da Igreja, o bem dos homens e as necessidades do mundo.

UM PRESENTE QUE VIROU DOIS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Casa pobre. A mãe, dona Alice, é costureira, O pai, seu Donato, é bom carpinteiro, mas desempregado, alcoólatra. Tem um filho de 11 anos, estudioso e dedicado. Quer dar um presente para a sua mãe, no dia das mães. Viu uma imagem de N. Sra. numa vitrina e quer comprar. Ajuntou com muito sacrifício a quantia necessária, comprou a imagem e pegou o rumo da casa. Já era bem de tarde. Nesse dia o pai chegou mais cedo da bebedeira. O menino ainda não chegara. Onde anda o menino? Com certeza está estudando na casa de dona Rita. Foram atrás dele. Não estava lá.Aí chega Luizinho com um embrulho. O pai, furioso: 
- Onde andou até essas horas? Na casa de dona Rita, hein? Seu mentiroso! 
Deu-lhe um empurrão e o embrulho caiu no chão. O pai pegou e abriu sofregamente. Era uma imagem, mas quebrara-se ao cair. Seria o presente da mãe Donato, lamentou sua grosseria. Passou a noite consertando a imagem e fazendo um nicho para ela. Foi colocada num lugar de honra da sala, e se fez diante dela uma oração de agradecimento pelo presente da imagem que se transformou em dois: a imagem para a mãe e a conversão para o pai. 
Oração da Bíblia – Deus pode suscitar até das pedras, filhos de Abrão. – Há males que vêm para bem.

28 DE MAIO: ABANDONADO PELA MÃE

São Germano (496-576) é uma das glórias do povo francês. Conta-se que foi vítima de duas tentativas de morte: aborto e infanticídio pela própria mãe. Por isso a sua infância foi marcada por privações e pela ausência do afeto familiar. Passou a juventude como eremita numa região deserta e abandonada. Intimado a aceitar o bispado de Paris, nem por isso deixou de viver uma vida modesta e dedicada aos pobres. Repartia seus bens entre eles e atraía muitos para ouvir suas pregações. Conta a lenda que um dia mandou chamar um escrevente para gravar a data “28 de maio” na cabeceira de sua cama. Ninguém sabia o que significava isto, até o dia em que o santo bispo fechou os olhos para sempre. Era o dia 28 de maio de 576. Está sepultado na igreja de São Germano, a mais antiga de Paris, pois vem do século VI. Nela se encontram relíquias de personalidades famosas: São Vicente, Descartes etc.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Fé é possuir o que se espera”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
A fé dos pais.
“Fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a certeza acerca de realidades que não se vêem” (Hb 11.1). Ao falarmos de fé, é preciso distinguí-la do sentimento interior de piedade que, mesmo bom e necessário, não significa ainda fé. Esta é uma convicção da inteligência, uma adesão da vontade e um modo de viver direcionado por Aquele que no-la deu. Ela nos dá um modo de viver, cada um de seu jeito, mas sempre fiel, mesmo sem ter a agradável sensação da piedade e do sentimento. A Carta aos Hebreus nos traz um belíssimo capítulo sobre a perseverança na fé (Hb 10,19-39). A seguir, no capítulo 11,1-39, faz uma bela lista dos antepassados que, mesmo nas maiores dificuldades, viveram sua fé e foram sustentados por ela. Foi pela fé que tomaram atitudes que lhes justificam o título de patriarcas e pais na fé. O versículo 38 narra: “Eles, dos quais o mundo não era digno, erravam pelos desertos e montanhas, pelas grutas e cavernas da terra”. O sofrimento não lhes abateu o ânimo, pois viviam da fé. “O justo vive da fé” (Rm 1,17; Hb 2,24). Pela fé compreendemos as realidade que existem no mundo e que foram organizadas pela Palavra de Deus” (Hb 11,1). Esta mesma fé dá ‘ao pequeno rebanho’, que é a Igreja, a força e a coragem de não ter medo. Pela fé somos capazes de vigiar à espera do Senhor, como nos ensina o Evangelho. Se não temos fé é vã nossa esperança.
A fé é um tesouro.
A fé leva-nos a adquirir um tesouro que é pólo de atração de nosso coração: “Onde estiver vosso tesouro também aí estará o vosso coração” (Lc 12,34). Este tesouro é o Reino de Deus que nos é aberto pela fé. Por Ele, para adquiri-lo, vale vender tudo (Mt 13,44). O tesouro do Reino não se estraga, não se acaba, não é roubado. A percepção de seu valor vem pela fé. Pelo Reino somos capazes de dar tudo, até a própria vida. Mais que perder a vida, a fé nos leva a empenhá-la cada dia para viver para este Reino. A leitura do livro da Sabedoria assim proclama o resultado da fé: “Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este divino pacto: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos” (Sab. 18,9). O tesouro da fé vale tudo o que se possa passar pela vida. Lembro o martírio de 52 jovens seminaristas claretianos que, quando iam para serem martirizados, iam cantando.
A fé é uma responsabilidade.
Quando Jesus falou do servo fiel, os discípulos perguntaram se Ele estava se referindo a eles. Responde Jesus “Feliz o servo a quem o Senhor, ao voltar, encontrar vigiando. Em verdade vos digo que lhe confiará a administração de todos os seus bens” (Lc 12,42-44). A quem muito foi dado, muito mais será exigido. A fé é necessária, sobretudo para aquele que serve o povo de Deus no ministério de pastor. Esta fé é de contínua exigência, mesmo nos momentos mais difíceis, como a alta noite. É necessária esta atitude de fé: crer e fazer viver a vigilância na Igreja.  

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 ─ Quarta-feira ─ Santos Bernardo de Novara, Emílio, Margarida Pole

Evangelho (Jo 16,12-15) “Tenho muitas coisas a dizer-vos, mas não podeis compreendê-las agora. O Espírito da Verdade, ele vos levará à plena verdade.”

Os discípulos cresceram aos poucos na compreensão de Jesus, e só a vinda do Espírito os levaria à verdade total, e assim mesmo gradualmente. O mesmo se dá conosco. Nossa caminhada na fé é gradual, passo a passo, à medida que Deus nos ilumina e nos deixamos iluminar por ele. Precisamos estar atentos e ser dóceis, deixando-nos ensinar e moldar pela ação do Espírito Santo.

Oração
Senhor, dai-me um coração dócil e flexível, para que vosso Espírito possa modelar-me para eu viver como quereis. Livrai-me do orgulho e do apego a minhas próprias ideias. Preciso aprender que me falais também através de meus irmãos, até dos menores, e que me parecem menos capazes. Ajudai-me a vencer minhas fraquezas, para chegar a ser o que quereis que eu seja. Amém.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Eutrópio de Orange

Eutrópio de Orange, nascido em Marselha (França), foi bispo de Orange, na Provença, no século V da era cristã. Sucedeu a Justo, provavelmente em 463. De acordo com a tradição, Eutrópio foi convertido pela sua mulher e tornou-se diácono depois dela ter morrido. Tornou-se famoso devido aos milagres que se lhe atribuíram. Trocou correspondência com o papa Hilário e foi amigo de São Fausto de Retz. Entre 463 e 475 participou no sínodo de Arles. A sua diocese foi destruída pelos Visigodos e Eutrópio morreu martirizado. Santo Eutrópio é festejado no dia 27 de Maio.

Santo Agostinho de Cantuária, bispo, +605

Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos. A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos. Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na igreja da Cantuária, que hoje recebe o seu nome e ainda guarda suas relíquias. O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho da Cantuária no dia 27 de maio.

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO

Evangelho segundo S. João 16,5-11.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: 'Para onde vais?' Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza. Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei. E, quando Ele vier, dará ao mundo provas irrefutáveis de uma culpa, de uma inocência e de um julgamento: de uma culpa, pois não creram em mim; de uma inocência, pois Eu vou para o Pai, e já não me vereis; de um julgamento, pois o dominador deste mundo ficou condenado.» 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em Inglaterra 
Sermão «The Spiritual Presence of Christ in the Church», PPS, t. 6, n°10 
«Se Eu for, Eu vos enviarei o Paráclito»
Cristo está verdadeiramente connosco agora, de muitas maneiras. Ele próprio o disse: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20) […]. Poderíamos ser levados a dar esta explicação: «Cristo voltou, mas em espírito; foi o seu espírito que veio em seu lugar, e quando se diz que Cristo está connosco, tal significa apenas que o seu Espírito está connosco.» Naturalmente, ninguém pode negar […] que o Espírito Santo veio; mas porque veio Ele? Para suprir a ausência de Cristo, ou para cumprir a sua presença? Seguramente que para O tornar presente. Não nos ocorra, por um momento que seja, que Deus Espírito Santo possa vir de tal maneira que Deus Filho permaneça distante. Não, Ele não veio para que Cristo não viesse, mas antes para que Cristo pudesse vir na sua vinda. Pelo Espírito Santo entramos em comunhão com o Pai e o Filho […]. São Paulo escreve: «[Em Cristo] também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de Deus, pelo Espírito», […] e «que Ele vos conceda […] que sejais cheios de força, pelo seu Espírito; para que se robusteça em vós o homem interior, que Cristo, pela fé, habite os vossos corações» (Ef 2,22; 3,16ss). O Espírito Santo suscita e a fé acolhe a habitação de Cristo no coração. Portanto, o Espírito não ocupa o lugar de Cristo na alma, antes assegura esse lugar a Cristo […]. 
O Espírito Santo digna-Se pois vir até nós para que, com a sua vinda, Cristo possa vir até nós, não material ou visivelmente, mas entrando em nós. E é assim que Ele está simultaneamente presente e ausente: ausente porque deixou esta Terra, presente porque não deixou a alma fiel. Como Ele mesmo diz: «O mundo já não Me verá; vós é que Me vereis» (Jo 14,19). 

CONFIAR, MAS NÃO ABUSAR

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Um missionário, aliás bom pregador, não estava achando tempo para preparar suas pregações, devido aos muitos atendimentos e visitas. Ele se lamentava disso. Mas os colegas o tranqüilizavam: 
- Não se preocupe. Confie no Espírito Santo. Ele falará por você. 
Alguns dias depois, após um de seus sermões, perguntaram o que o Espírito Santo lhe havia falado. Respondeu, rindo jocosamente: 
- Que eu criasse vergonha e achasse tempo para me preparar. Disse ainda que tempo é questão de preferência.
Palavra de Deus: Quando os levarem para entregá-los aos tribunais, não se preocupem com o que hão de dizer, mas falem o que lhes for inspirado naquele momento, pois não são vocês que falarão, mas o Espírito Santo. (Mc 13,11)

REFLETINDO A PALAVRA - “Caminhos da Espiritualidade”

  PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
1.  O que é Espiritualidade cristã?
Para escrever sobre espiritualidade temos que entender o sentido da palavra. É um termo que está muito em voga no momento atual. Há muitas “espiritualidades”, por exemplo, as espiritualidades das diversas religiões como judaica, muçulmana, hindu, espiritismo etc... Vamos tratar da espiritualidade cristã, sob o prisma católico, assim mesmo sem entrar pelo rico veio da espiritualidade das igrejas orientais. Há elementos que são comuns, saudáveis e construtivos, dos quais podemos aprender tantas coisas. Não desmerecemos as riquezas de outros caminhos, mas queremos refletir sobre a nossa espiritualidade que nasce do batismo através de uma renovada profissão de fé, na Igreja. Devemos inicialmente distinguir espiritualidade de espiritualismo. Espiritualismo é modismo e não atinge o interior da pessoa, por exemplo, uma técnica espiritual de concentração. Pode ser aplicada ao nosso caminho, mas como instrumento.  O que é espiritualidade cristã? “Espiritualidade é a vivência do Evangelho guiada pelo Espírito Santo, na Igreja. Trata-se de nossa vida religiosa guiada pelo Espírito Santo.
2. O Espírito e a pessoa.
A espiritualidade envolve toda a pessoa com sua realidade individual e na situação em que vive. A pessoa responde ao Espírito com adesão da inteligência e ações exteriores correspondentes à opção de fé em Jesus e às condições humanas. Exige um caminho pessoal de acordo com o tipo próprio de ser de cada um. Por isso a Espiritualidade não é igual para todos, ainda que seja a mesma. Depende das diferenças de sexo, idade, temperamento, cultura, dons, aptidões, situações pessoais, estado civil (casado ou solteiro), profissão, doenças, história pessoal, história em que se vive, teologia dominante e mesmo a região geográfica (por ex. um lugar de muito sol pode dar um tipo diferente relativamente um lugar mais sombrio). É diferente a espiritualidade de um homem e a de uma mulher etc... Errado seria se fosse tudo igual. O Espírito é o mesmo, mas diferentes serão os modos. Cada um será diferente do outro no caminho da espiritualidade, mesmo que o passado tenha querido igualar e nivelar. Jesus dizia: “Na casa do meu pai há muitas moradas”. O Espírito Santo ilumina e guia a todos, mas cada um a seu modo. Que bela critiatividade do Espírito! Houve uma uniformidade que afastou o povo da espiritualidade, como sendo uma coisa para poucos e, mesmo, só para os antigo.
3. Caminho a seguir.
Neste caminho de formação que iniciamos, pretendo procurarmos os fundamentos da espiritualidade, sua estrutura teológica e as dinâmicas que a impulsionam. Assim nos orientamos para a vivência. Há muitas maneiras de nos aproximarmos desta temática. Uma não exclui a outra. Vamos assim, lentamente, entrando neste tema. Qualquer dúvida ou acréscimo, escrevam-nos. Teremos uma numeração seguida. Se alguém perde algum número, pode nos escrever pedindo. Nosso desejo não é tanto ensinar como fazer nossa espiritualidade pessoal, mas, sobretudo mostrar como funciona. A partir destes dados poderemos caminhar para a prática pessoal. Nos artigos vou tratar somente deste assunto.
http://padreluizcarlos.wordpress.com/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 ─ Terça-feira ─ Santos Agostinho de Cantuária

Evangelho (Jo 16,5-11) “Vou para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ─ Para onde vais? Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu vosso coração.”

Deve ter sido maravilhoso para os discípulos conviver com Jesus, sem dúvida o mais encantador dos homens. Por isso grande foi sua tristeza quando Jesus disse que estava prestes a morrer. Ele os consolou dizendo que seria para o bem deles, para que recebessem o Defensor, para que pudessem viver da vida do Pai. Vivamos com ele na sombra da fé, até chegarmos a vê-lo na luz eterna.

Oração

Senhor Jesus, gostaria de, pelo menos um pouco, ter a mesma sorte dos que viveram convosco. Mas não esqueço que também eles precisaram acreditar no que não viam nem entendiam. O que vos peço é que aumenteis minha fé e meu amor, para que acredite em vossa presença contínua a meu lado. E que eu caminhe sempre convosco, e com os irmãos, até chegar à casa do Pai. Amém.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nossa Senhora de Caravaggio

A aparição acontece em meio a divisões.
A história relatada abaixo é atribuída à fé católica. O município de Caravaggio, terra da aparição, se encontrava nos limites dos estados de Milão e Veneza e na divisa de três dioceses: Cremona, Milão e Bérgamo. Ano de 1432, época marcada por divisões políticas e religiosas, ódio, heresias, assolada por bandidos e agitada por facções, traições e crimes. Além disso, teatro da segunda guerra entre a República de Veneza e o ducado de Milão, passou para o poder dos venezianos em 1431. Pouco antes da aparição, em 1432, uma batalha entre os dois estados assustou o país. Neste cenário de desolação, às 17 horas da segunda-feira, 26 de maio de 1432, acontece a aparição de Nossa Senhora a uma camponesa. A história conta que a mulher, de 32 anos, era tida como piedosa e sofredora. A causa era o marido, Francisco Varoli, um ex-soldado conhecido pelo mau caráter e por bater na esposa. Maltratada e humilhada, Joaneta Varoli colhia pasto em um prado próximo, chamado Mezzolengo, distante 2 km de Caravaggio. Entre lágrimas e orações, Joaneta avistou uma senhora que na sua descrição parecia uma rainha, mas que se mostrava cheia de bondade. Dizia-lhe que não tivesse medo, mandou que se ajoelhasse para receber uma grande mensagem. A senhora anuncia-se como “Nossa Senhora” e diz: 
-“Tenho conseguido afastar do povo cristão os merecidos e iminentes castigos da Divina Justiça, e venho anunciar a Paz”.
Nossa Senhora de Caravaggio pede ao povo que volte a fazer penitência, jejue nas sextas-feiras e vá orar na igreja no sábado à tarde em agradecimento pelos castigos afastados e pede que lhe seja erguida uma capela. Como sinal da origem divina da aparição e das graças que ali seriam dispensadas, ao lado de onde estavam seus pés, brota uma fonte de água límpida e abundante, existente até os dias de hoje e nela muitos doentes recuperam a saúde. Joaneta, na condição de porta-voz, leva ao povo e aos governantes o recado da Virgem Maria para solicitar-lhes – em nome de Nossa Senhora – os acordos de paz. Apresenta-se a Marcos Secco, senhor de Caravaggio, ao Duque Felipi Maria Visconti, senhor de Milão, ao imperador do Oriente, João Paleólogo, no sentido de unir a igreja dos gregos com o Papa de Roma. Em suas visitas, levava ânforas de água da fonte sagrada, que resultavam em curas extraordinárias, prova de veracidade da aparição. Os efeitos da mensagem de paz logo apareceram. A paz aconteceu na pátria e na própria Igreja. Até mesmo Francisco melhorou nas suas atitudes para com a esposa Joaneta. Sobre ela, após cumprida a missão de dar a mensagem de Maria ao povo, aos estados em guerra e à própria Igreja Católica, os historiadores pouco ou nada falam. Por alguns anos foi visitada a casa onde ela morou que, com o tempo desapareceu no anonimato. 
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São Felipe Neri

Nasceu em 22 de julho de 1515 em Florença, Itália como Phillipe Romolo Neri. São Felipe Neri, missionário e fundador da Congregação do Oratório e chamado apóstolo de Roma, estudou sob influencia dos Dominicanos em São Marcos a aprendeu oficio com o seu tio. Ele abandonou os negócios em 1533, indo para Roma e se devotando ao serviço do Senhor. Em 1533 estudou teologia e filosofia. Após três anos passou a organizar uma ordem de Irmãos Leigos para orarem juntos, cuidar dos doentes e peregrinos que vinham para Roma. Durante este período ele passou muitas noites em oração nas catacumbas de São Sebastião na Via Apia e em uma noite, em 1544, ele experimentou um êxtase que dilatou seu coração comprovado, em autópsia, após sua morte. Devotando ao seu apostolado ele logo fundou sua comunidade, a "Confraria da Mais Santa Trindade" bem conhecida na cidade de Roma e ficou muito conhecido pela sua bondade e simpatia. Foi ordenado em 1551 e entrou para a comunidade de São Girolamo e tornou-se um renomado confessor ,e diziam que podia ler a mente daqueles que o visitavam conseguindo assim fazer as mais completas, corretas e fervorosas confissões. Conduziu vários grupos de discussões para jovens religiosos, padres e leigos fazendo o alicerce do que se tornou mais tarde a "Congregação do Oratório". O nome parece ser derivado da sala do Oratório de São Girolamo, onde os encontros religiosos eram conduzidos. A aprovação para a Congregação foi dada em 1575 pelo Papa Gregório XIII e as regras de sua Constituição foi aprovada pelo Papa Paulo V em 1612.A Congregação do Oratório se espalhou por toda a Europa e América do Sul.O Papa Gregório XIV tentou fazer dele um cardeal mas Filipe recusou .A sua popularidade era tanta eu foi acusado de tentar formar a sua própria seita, acusação que foi logo abandonada por falta de base. Nos seus últimos anos ele teve varias doenças graves, que curava apenas com suas preces. Diz a tradição que curou vários doentes apenas com a oração e sua benção. Respeitado e amado em Roma e foi um conselheiro de papas, reis, bispos, cardeais e igualmente confessor e conselheiro de leigos e do povo mais simples de Roma . Os seus esforços em chegar ao povo comum deu a ele o titulo de "Apóstolo de Roma". Sua imagem está entalhada em um santuário na Casa Matriz da Igreja de Santa Maria, em Varicela . A mais famosa pintura dele foi feita por Guido Reni, que serviu de base para as subsequentes apresentações de suas fotopinturas. Veio a falecer em 27 de maio de 1595 aos 80 anos, de causa naturais. Foi beatificado em 1615 pelo Papa Paulo V, e canonizado em 1622 pelo Papa Gregório XV . Seu símbolo na liturgia da Igreja é um lírio e um anjo com um livro. Sua festa é celebrada o dia 26 de maio.

Santa Mariana de Paredes

Também conhecida como Santa Mariana de Quito.  Nasceu em Quito em 31 de Outubro de 1618 .Filha de Don Girolando Flores Zenel de Paredes, um nobre de Toledo e D. Mariana Cranobles de Xaramilo. Diz a tradição que o seu nascimento teria sido acompanhado de um fenômeno celestial incomum. Ela ficou órfã muito nova e foi criada pela irmã mais velha e seu cunhado. Mariana era um jovem piedosa com um forte devoção a Maria. Ela foi milagrosamente salva da morte várias vezes . Atraída para a vida religiosa aos 10 anos fez os votos de pobreza, castidade e obediência. Ela inicialmente desejava ser uma freira Dominicana, mas em vez disto se tornou uma eremita na casa de sua irmã e sua vida mudou a tal ponto que exceto a para ir a igreja, não saia de casa. Dada a forte e severa austeridade ela pouco dormia, orava horas a noite, só comia 250 gramas de pão seco ao dia e as vezes ficava até oito dias sem comer nada, se alimentando somente da Eucaristia, a qual recebia diariamente, na Comunhão. Entrava em êxtases e tinha o dom da profecia, via a distancia, lia mentes e corações, curava vários doentes apenas com o Sinal da Cruz ou com um pequeno respingo de água benta e pelo menos uma vez ela trouxe uma pessoa de volta a vida. Durante os terremotos de 1645 e as enevitáveis epidemias em Quito ela publicamente em oração, se ofereceu como vitima para a cidade e morreu logo após. Imediatamente após sua morte nasceram lírios brancos de seu sangue e as epidemias desapareceram milagrosamente. A Republica do Equador a declarou oficialmente " heroina nacional". Ela faleceu em 26 de maio de 1645 e foi beatificada em 10 de novembro de 1853 pelo Papa Pio IX e foi canonizada em 1950 pelo Papa Pio XII É padroeira dos órfãos e pessoas doentes e é a padroeira de Quito. Sua festa é celebrada no dia 26 de maio.