segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

SÃO CONSTÂNCIO, BISPO DE PERÚGIA

Constâncio foi o primeiro bispo de Perugia. Salvou-se, uma vez, do martírio, durante as perseguições de Marco Aurélio. Ao ser preso, converteu seus carcereiros e recobrou a liberdade; mas foi novamente preso e decapitado em 170. A primeira catedral da cidade foi construída no lugar da sua sepultura. 
Nascido em Foligno, foi o primeiro bispo de Perugia. Martirizado na época das perseguições do imperador Marco Aurélio. Segundo a tradição, ele foi conduzido por alguns soldados até o cônsul Lúcio e barbaramente flagelado, depois imerso em água fervente, da qual milagrosamente saiu ileso. Levado de volta à prisão, ele converteu seus tutores que o ajudaram a escapar. Tendo se refugiado na casa do cristão Anastácio, foi novamente preso e decapitado na cidade de Foligno, por volta do ano 170. O corpo do santo, após seu martírio, foi levado para Perugia e sepultado não muito longe da cidade em um lugar chamado Areola fora da Porta S. Pietro, onde foi construída a primeira catedral de Perugia. 
Etimologia: Costanzo = quem tem firmeza, tenacidade, do latim Emblema: Pessoal Pastoral, Palma 
Martirológio Romano: Em Perugia, São Constâncio, bispo.

VALÉRIO DE TREVAS Bispo, Santo Século IV

Alguns escritos relatam que o bispo de Trevas, chamado Valério, foi discípulo do apóstolo Pedro. Este o teria consagrado bispo e enviado para evangelizar a população da Alemanha. Mas, isto não ocorreu, São Pedro testemunhou a fé pelo menos dois séculos antes. Mas Valério foi colaborador de S. Materno — primeiro Bispo da Alsácia —, na evangelização da Alemanha e veio a ser bispo de Trevas, quando morreu S. Eucário, primeiro Bispo de Trevas. Estes três Arautos do Evangelho foram incluídos no Livro dos Santos, como grandes apóstolos da Alemanha. Nos registros posteriores, revistos pelo Vaticano no final do primeiro milênio, onde foram narrados os motivos da santidade dos religiosos até então, encontramos o seguinte, sobre Valério: "converteu multidões de pagãos e operou milagres singelos e expressivos". Talvez o mais destacado, tenha sido quando Valério, trouxe de volta à vida o companheiro Materno com o simples toque do seu bastão episcopal. Depois, o outro companheiro de missão, que já havia falecido, Eucário, o teria avisado em sonho que no dia 29 de Janeiro ele seria recebido no Reino de Deus. Valério morreu neste dia de um ano ignorado, no início do século IV.

SULPÍCIO SEVERO Bispo, Escritor, Santo + 591

Bispo de Bourges. 
Biógrafo de São Martinho de Tours e autor de “Diálogos”.
Na diocese de Bourges, há dois bispos considerados santos, com o mesmo nome: Sulpício Severo e Sulpício, o piedoso, em ordem cronológica. Sulpício Severo pertencia à nobreza da Aquitânia e ocupava uma alta posição na corte do rei Gontrano, quando morreu Remígio, bispo de Bourges. Naquele momento a cidade estava numa situação calamitosa por causa de um incêndio que a tinha devastado. Gontrano impôs aos habitantes a escolha ou eleição de Sulpício Severo para bispo, pois confiava nele e nas suas qualidades de administrador para o restabelecimento da ordem. Foi logo ordenado padre e abandonou os seus altos encargos civis. É provável que não fosse casado, ao contrário de muitos de seus contemporâneos, que tinham de deixar a família quando sagrados bispos. Feito bispo, dedicou-se totalmente à Igreja, e seu episcopado teve início por volta de 584, durando até a data de sua morte, em 591. Os bispos galos romanos eram a única força que podia se opor aos reis e eram prestigiados por todos. Por isso, a actividade de Sulpício Severo foi muitas vezes política também, porque só assim se explica o título que lhe é atribuído de "defensor da cidade".

VALÉRIO DE RAVENA Bispo, Santo +810

Bispo desta cidade.
Italiano.
Recordamos hoje dois santos bispos com o mesmo nome, Valério. O primeiro, morreu cinco séculos antes, na S. Valério de Ravena, Bisposua sede episcopal em Treviri, na Alemanha, e pode ser lido na outra página. O segundo, faleceu no dia 15 de março de 810 e foi o bispo de Ravena, em Roma, na Itália. Este Valério, bispo de Ravena, que faleceu em março, passou a ser comemorado no dia 29 de janeiro, por ser confundido com o primeiro que faleceu neste dia, o qual já tinha um culto cristalizado entre os peregrinos e devotos. O erro partiu de um copista do Vaticano, em 1286, que acreditou se tratasse de um santo só. Excluiu a festa de março e manteve no calendário da Igreja a data da comemoração mais antiga, e assim ficou. Valério de Ravena, também sofreu fortes perseguições políticas dentro do próprio clero. Mas o pior foi que para agradar o imperador Carlos Magno, que não simpatizava com ele, o bispo foi vítima de uma sórdida intriga política. No dia 8 de abril de 808, dia de Palmas, dois nobres condes paladinos chegaram cedo na cúria, conversaram com Valério que os acolheu e deu hospedagem. Participaram de todas as celebrações pertinentes à data e depois de almoçarem com o bispo, partiram agradecidos. Depois, em troca de favores da corte, estes nobres mandaram uma carta ao papa Leão III, informando que durante a refeição, daquele dia, o bispo Valério, havia proferido palavras tão impróprias, que não poderiam ser repetidas nem por escrito.

BRONISLAU MARKIEWICZ Presbítero salesiano, Fundador, Bem-aventurado (1842-1912)

Bronislau Markiewicz nasceu no dia 13 de julho de 1842 em Pruchnik (Galícia, sul da Polônia), e era o sexto de onze filhos de uma família religiosa de pequenos burgueses. Bronislau enfrentou a fome, a pobreza e perseguições, encontradas na escola por causa de seus ideais cristãos, sempre com espírito de fé que o levou a decidir-se pela entrada no seminário. Foi ordenado sacerdote em 15 de setembro de 1867. Dedicou-se intensamente ao ensino do catecismo e ao apostolado entre os encarcerados, e gostava de viver com o povo, sobretudo pobre. Sentia-se atraído pelos jovens marginalizados que sofriam todo gênero de pobreza e por causa deles quis estudar pedagogia a fim de ajudá-los da melhor forma para salvarem a alma. A Providência levou-o a desejar ardentemente a entrar num Instituto religioso dedicado ao cuidado da juventude. Partiu, então, para a Itália, onde ficou fascinado pela espiritualidade de Dom Bosco que, sem o saber, já trazia no coração. Pediu e obteve fazer parte da Congregação salesiana e, em 1887, nas mãos de Dom Bosco, emitiu os votos perpétuos. Teve, então, a felicidade de ouvir as recomendações do santo e assimilar diretamente o seu espírito. Em 1892 retornou à Polônia como salesiano, trabalhando como pároco em Miejsce, Galícia, onde pôde se dedicar à juventude polonesa pobre e abandonada.

São Gildas de Rhuys, Abade - 29 de janeiro

Sacerdote natural da Escócia e 
possuidor de grande cultura, 
trabalhou arduamente na Irlanda, 
na Inglaterra e na Bretanha, 
convertendo pecadores e reformando mosteiros.
Nasceu no final do século V, nas margens do Clyde, na Grã-Bretanha, numa família principesca. Desde a infância foi confiado ao santo abade Iltud e foi discípulo dos santos Paulo de Leão, Sansão de Dol e Lunario. Ordenado sacerdote por volta de 518, ele decidiu trazer para a fé as regiões do norte da Grã-Bretanha, onde o cristianismo quase havia desaparecido, através de sua pregação. Um pouco mais tarde, chamado por Santa Brígida, passou para a Irlanda, onde a Igreja estava em pleno declínio após a morte de São Patrício. Gildas restabelece a disciplina nos mosteiros, realiza inúmeras conversões. Terminada a missão, ele retorna à Inglaterra e se retira na solidão para a ilha de Houat, no meio do oceano. Mas os pescadores das redondezas não demoraram a descobri-lo e assim, rodeado por um grande grupo de discípulos, ele logo teve que se estabelecer na vizinha península de Rhuys, onde fundou um mosteiro. Nesse mesmo local ressuscitaria S. Trífida, mãe de S. Tremoro, assassinada pelo marido, o tirano de Conomor. Mais tarde, ele viajou pela Cornualha pregando e fundando mosteiros. Regressa a Rhuys, mas morre em Houat, onde adorava isolar-se, a 29 de Janeiro de 570. O corpo, por sua vontade expressa, entregue ao mar num barco, foi encontrado na costa de Rhuys no dia 11 de Maio seguinte. e sepultado na igreja do mosteiro. 
Emblema: Cajado da abadia, sino

Beata Boleslava Maria Lament Fundadora 29 de janeiro

(*)Lowicz, Polônia, 3 de julho de 1862
(+)Bialystok, Polônia, 29 de janeiro de 1946 
A Beata Boleslava Maria Lament polaca, virgem, captando os sinais dos tempos, fundou a Congregação das Irmãs Missionárias da Sagrada Família, para promover a unidade dos cristãos, ajudar os últimos e formar cristãmente as jovens femininas. João Paulo II a beatificou. 
Martirológio Romano: Na cidade de Białystok, na Polônia, a Beata Boleslava Maria Lament, virgem, que em meio às convulsões políticas fundou a Congregação das Irmãs Missionárias da Sagrada Família para promover a unidade dos cristãos, ajudar os abandonados e formar as meninas na vida cristã . 
O mais velho dos oito filhos de Martino Lament e Lucia Cyganowska, Boleslava Lament, nasceu em 3 de julho de 1862 em Lowicz, Polônia. Durante a infância teve a dor de presenciar a morte de suas irmãs Elena e Leocádia e de seu irmão mais novo Martino, foi uma época em que a mortalidade infantil dizimou as crianças, reduzindo os membros de muitas famílias numerosas; a pequena Boleslava ficou irreparavelmente marcada por estas experiências dolorosas.

Santo Aquilino Sacerdote e Mártir 29 de janeiro

+ Milão, por volta de 1018 
Ele nasceu em Würzburg, Alemanha, em uma família nobre. Logo se aproximou da fé católica ao completar seus estudos teológicos em Colônia, onde se tornou sacerdote. No entanto, recusou o cargo de bispo que lhe foi proposto, porque queria dedicar-se inteiramente ao ministério e à oração. Por isso fugiu para Paris, onde tratou os que sofriam de cólera, curando-os milagrosamente e, também aqui, foi-lhe oferecido o cargo de bispo, que voltou a recusar e fugiu para Pavia. A cidade, porém, estava nas mãos de seguidores do Arianismo e do Catarismo, heresias contra as quais Aquilino pregava e que lhe custaram a vida quando foi para Milão, onde, numa noite de 1015, foi esfaqueado por um grupo de hereges. Seu corpo foi retirado de um esgoto perto da Porta Ticinese por alguns carregadores, que o levaram ao oratório da vizinha basílica de San Lorenzo. Seu corpo foi então sepultado na Capela da Rainha, que recebeu imediatamente o nome da santa. Nesta capela, ainda hoje, é possível ver a urna que preserva as suas relíquias. (Futuro) 
Patrono: Facchini
Emblema: Palma, faca 
A vida 
A narração mais antiga da vida deste Santo está contida na edição de 1582 do Breviário Ambrosiano, editado por Pietro Galesino. Aquilino nasceu em Würzburg, na Baviera alemã, de família nobre. Desde criança viveu intensamente a caridade, tanto que envolveu os seus pares e os reconduziu à fé.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Segunda-feira – Santos: Aquilino, Bambina, Constâncio
Evangelho (Mc 5,1-20) “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti.”
Fiquemos só com o final do estranho episódio. O homem libertado queria ficar no grupo de Jesus, que não o permitiu. Confiou-lhe, porém, a missão de anunciar a seus parentes e conhecidos tudo o que Deus fez por ele. Ainda hoje há várias maneiras de seguir Jesus e de o anunciar. Cada um de nós precisa colocar-se diante dele, olhar para si, e decidir como o seguirá, como continuará sua missão no mundo.
Oração
Senhor Jesus, sou feliz por vos conhecer, por encontrar junto de vós ajuda e inspiração para minha vida. Agradeço vossa bondade, o terdes feito tanto por mi. Quero corresponder a vosso amor misericordioso, e ajudar muitos a vos conhecer e seguir como salvador. Ajudai-me a encontrar meu caminho para vos seguir, ou ajudai-me no caminho que já me ajudastes a escolher. Fazei que vos siga alegre e fiel. Amém.

domingo, 28 de janeiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Cordeiro imolado”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Tomarás um cordeiro.
 
Os termos cordeiro e ovelha são correntes nas escrituras e na liturgia, a tal ponto que Jesus é chamado de o “Cordeiro de Deus”. Numa cultura como a nossa onde os rebanhos são de gado, torna-se difícil a compreensão do significado. Vamos procurar compreendê-lo nesse contexto pascal. A ovelha foi domesticada na idade do bronze (3.300) antes de Cristo. É um animal dócil, o que foi associado à ideia de inocência. Os povos pastores tiravam dela seu alimento e vestuário. O cordeiro foi integrado no culto como oferenda sacrificada e consumida como participação na Divindade. Ao estudarmos a Páscoa dos judeus, sabemos que o ritual do cordeiro sacrificado já é de tradição muito anterior. Na lua nova, sacrificavam um cordeiro e passavam o sangue nos mourões do curral para espantar os maus espíritos e pedir proteção. Na libertação do Egito esta celebração, já tradicional, pois eram pastores, somada posteriormente ao pão ázimo tornou-se a celebração mais importante. Primeiramente era familiar e depois passou ao templo. Pelas orientações do livro do Êxodo (12,1-14), temos o cordeiro e seu sangue passado nos umbrais da porta para serem livres do anjo exterminador (que matou os primogênitos dos egípcios) e saltou (passagem – páscoa) a casa dos judeus. Notemos que Cristo é chamado de Cordeiro que tira o pecado do mundo. Por ele nos veio a salvação. Essa festa devia ser um memorial da salvação, no sentido de que todos estão envolvidos naquela libertação. Os sacrifícios do templo mantinham a oferta de cordeiros nas diversas modalidades como lemos no livro do Levítico. O Profeta Isaias escreve no capítulo 53 sobre um “servo” que não tem identificação, “ele é maltratado e humilhado e não abriu a boca como um cordeiro que é conduzido ao matadouro” (Is 53,7). A palavra servo tem também o sentido de cordeiro. Em o Novo Testamento Cristo é identificado com esse cordeiro – servo sofredor. 
Cordeiro que tira o pecado 
Para compreender a morte de Cristo e a Eucaristia, temos que ter este pano de fundo. O cordeiro foi usado na aliança com Deus. Seu sangue sela a aliança: “este é o sangue da aliança que Deus fez convosco” (Ex 24,8) e o sangue de Cristo, Cordeiro, “que é o sangue da nova aliança que é derramado por todos para a remissão dos pecados” (Mt 26,28). João Batista apresenta Jesus aos discípulos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,36). É uma referência ao servo sofredor e ao valor salvífico da missão de Jesus. Como a Eucaristia celebra o Mistério de Redenção, o cordeiro se tornou também símbolo eucarístico que encontramos nos círios pascais, nas hóstias, nas toalhas e outros adereços do altar. 
Trono do Cordeiro 
O livro do apocalipse chama Cristo de Cordeiro Imolado que tem o poder de julgar os vivos e os mortos. A palavra Cordeiro aparece 27 vezes no livro. O Cordeiro Sofredor, agora é o Cordeiro Senhor. Ele tem a marca da lança no peito. Ele tem o poder de julgar os vivos e os mortos (Ap. 5,6-10). O povo que foi lavado no sangue do Cordeiro e o seguem e Ele os conduz para as fontes da água viva. Esse povo é a esposa do Cordeiro e com Ele reinarão. Nas missas temos invocações do Cordeiro no glória, na ladainha antes da comunhão e no apresentação da Hóstia: Eis o Cordeiro de Deus.... Dai-nos a paz!
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM ABRIL DE 2012

EVANGELHO DO DIA 28 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 1,21-28. 
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Jerónimo (347-420) 
Presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja 
 Comentário sobre o Evangelho de São Marcos, 2 
«Vieste para nos perder?» 
«Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro». Esse espírito não podia suportar a presença do Senhor; tratava-se do espírito impuro que tinha conduzido os homens à idolatria. «Que acordo pode existir entre Cristo e Satanás?» (2Cor 6,15); Cristo e Satanás não podem estar associados um ao outro. «Começou a gritar: "Que tens Tu a ver connosco?"» Aquele que assim grita é um indivíduo que se exprime em nome de várias pessoas; isto prova que tem consciência de ter sido vencido, ele e os seus. «Começou a gritar: "Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus"». Em pleno tormento, e apesar da intensidade do sofrimento que o faz gritar, não abandona a hipocrisia: é forçado a dizer a verdade, o sofrimento a isso o obriga, mas a malícia impede-o de dizer toda a verdade: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno?». Porque não reconheces o Filho de Deus? Será de facto o Nazareno quem te tortura, e não o Filho de Deus? Moisés era um santo de Deus. E Isaías e Jeremias também o foram. Porque não lhes dizes: «Sei quem tu és: o santo de Deus»? Não digas, pois: «Santo de Deus», mas «Deus Santo». Pensas que sabes, mas não sabes; ou, se sabes, calas-te por duplicidade. Porque Ele não é apenas o Santo de Deus, mas o Deus Santo.

28 de janeiro - Beata Maria Luisa Montesinos Orduna

Maria Luisa nasceu em 3 de março de 1901 em Valência, Espanha, e foi batizada dois dias depois. Ela recebeu a confirmação em 18 de março de 1907, aos seis anos de idade, na igreja de San Andrés Apóstolo. Educada em uma escola religiosa, ela optou por uma boa cultura geral. Sua vida voltou-se para o serviço de seus pais. Ingressou na Ação Católica Espanhola e participava diariamente da celebração eucarística, destacando-se também por sua devoção mariana. Ela era uma catequista ativa, ensinava alfabetização, dedicou-se aos cuidados dos doentes e da caridade aos pobres. Quando a guerra civil eclodiu e a feroz perseguição religiosa pela qual a Espanha passou, Maria Luisa e sua família foram denunciadas por serem católicas por um servo e a FAI do Grau de Valencia os prendeu. Ela foi baleada com o pai, os dois irmãos e a irmã, além de uma tia dele. Foi a única que subiu aos altares, porque não tinha militância política e foi baleada por ser católica. O massacre ocorreu em 28 de janeiro de 1937 em Picassent, perto de Valência. Em 11 de março de 2001, o Papa São João Paulo II elevou as honras dos altares a nada menos que 233 vítimas da mesma perseguição, incluindo a Beata Maria Luisa Montesinos Orduña, sua memória é celebrada hoje no aniversário de seu martírio.

São Pedro Nolasco, Sacerdote, Fundador (1189-1256), 28 de Janeiro

São Pedro Nolasco nasceu numa família ilustre, que habitava perto de Carcassonne, na França, no final do Século XII. Infelizmente, seus pais morreram quando era ainda um adolescente. Durante toda a sua vida, Pedro se aplicou na prática da caridade para com o próximo. A heresia dos Albigenses assolava, então, o Centro da França. Para se afastar desse perigo, Pedro vendeu seu patrimônio e partiu para a Espanha, onde foi chamado pelo rei Tiago de Aragão, mais precisamente para Barcelona, e ali aplicou toda a sua fortuna no resgate dos que haviam sido feitos prisioneiros pelos Sarracenos. Mas, para ele, sacrificar seus bens não bastava para realizar a caridade que trazia consigo. Pedro queria vender-se a si próprio para livrar seus irmãos e assumir os grilhões que lhes pesavam. Une noite, enquanto orava sonhando com a libertação dos cativos, a Santa Virgem lhe apareceu, pedindo-lhe que fundasse, em Sua honra, uma Ordem religiosa consagrada a esta obra de caridade. Pedro apressou-se em obedecer a este pedido celestial, ainda mais porque o rei e Raimundo de Pennafort também haviam recebido, ao mesmo tempo, a mesma revelação. Pedro, então, fundou a Ordem de Nossa Senhora das Mercês pela Redenção dos Cativos. O caráter particular desta Ordem é que, aos três votos convencionais (pobreza, obediência, castidade), Pedro adicionou um quarto voto: fazer-se prisioneiro, em caso de necessidade, em troca da libertação de cristãos. A este exemplo heróico de caridade, Pedro adicionou o de todas as virtudes.

TOMÁS DE AQUINO Dominicano, Doutor da Igreja, Santo 1225-1274

Sacerdote dominicano, foi inicialmente 
discípulo de Santo Alberto Magno, 
e leccionou na Universidade de Paris. 
Escreveu mais de cem obras, entre as quais
se destacam a “Suma contra os gentios” 
e a “Suma Teológica” . 
Foi chamado “Doutor Angélico”
Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados, sucessor na importância teórica de São Paulo e Santo Agostinho. Assim era Tomás d'Aquino, que não passou de um simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo. Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, freqüentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família.

JOSÉ FREINADEMETZ Sacerdote, Missionário, Santo 1852-1908

Sacerdote italiano fundador da 
Comunidade do Verbo Divino 
e depois missionário na china. 
Canonizado em 2003.
José Freinademetz nasceu no dia 15 de abril de 1852, na cidade de Oites, no Tirol do Sul, que na ocasião era território austríaco, mas a cidade hoje se chama Alta Badia e pertence a Itália. Seus pais eram camponeses muito pobres, tiveram treze filhos e formaram uma família muito cristã. O pequeno José, desde a infância queria ser um missionário. Estudou no seminário diocesano de Bressanone, onde foi ordenado sacerdote em 1875. Depois de três anos de ministério em São Martino, na Alta Badia, com autorização de seu Bispo, ingressou na Sociedade do Verbo Divino, em Steyl, na Holanda, para ser um missionário. Em 1879, recebendo a cruz dos verbitas, foi enviado para a missão da China. Ficou dois anos em Hong Kong, para adaptação dos costumes, e depois foi enviado para a primeira missão católica em Shandong do Sul, junto com um companheiro da Ordem, o holandês João Batista Anzer. Os dois missionários encontraram uma comunidade minúscula de cristãos, com menos de duzentos fiéis. Começaram a evangelização com visitas pastorais em todas as vilas, contatando as pessoas e as famílias, pois o total de habitantes era de nove milhões. Aos poucos o povo se afeiçoou ao caridoso, ativo e incansável Padre José, a quem deram o nome chinês de Padre Fu Shen Fu, que significa Padre Feliz.

OLÍMPIA BIDÀ Religiosa, Mártir, Beata (1903-1952)

Religiosa das Irmãs de São José. 
Martirizada na Sibéria. 
Beatificada em 2001.
Olga nasceu na aldeia Cebliv, região de Lviv. Ainda jovem ingressa no mosteiro das Irmãs da Congregação de São José, situado na sua aldeia. Ela faz os votos com o nome de Olimpia e trabalha na escola, dedicando-se à educação cristã de meninas na aldeia Žužel. Em 1938 foi nomeada superiora do mosteiro da cidade de Chyrov. Em 1939, com a invasão do exército soviético na Ucrânia Ocidental, começaram as repressões em massa contra a intelectualidade local. As freiras são advertidas de que, para evitar a prisão, elas devem tirar o hábito religioso e se dispersar em vários apartamentos. Durante a ocupação alemã, com o aumento da fome, as freiras se preocuparam em encontrar os alimentos necessários e distribuí-los aos mais necessitados. Ao mesmo tempo, elas organizam momentos de oração comum. Após a união da Ucrânia Ocidental com a URSS, começa o processo de liquidação da Igreja Greco-Católica e a deportação em massa da população local para a Sibéria, acusada de apoiar o movimento nacionalista. A irmã Olímpia, junto com as outras irmãs, organiza uma colecta de alimentos para famílias com crianças pequenas. Durante a repressão, quando todos os mosteiros estão fechados, as freiras do convento de Chyrov decidem ir para a clandestinidade. A comunidade monástica e a paróquia secretamente fornecem comida ao padre católico grego Taras Bobkovič, que foi preso em 1949. Na véspera de Natal, as freiras preparam a prosfora (pão abençoado que também pode ser usado para a celebração litúrgica), que as crianças levam às casas dos camponeses com o seguinte voto: “Aceite a prosfora que a Igreja lhe dá e coma em homenagem à Natividade de Cristo”.

MOISÉS TOVINI Sacerdote, Beato 1877-1930

Primeiro de 8 filhos, afilhado 
do Beato José Tovini (cf.16 de Janeiro),
foi um sacerdote muito activo em Brescia. 
Foi beatificado em 2006.
Na tarde de domingo, 17 de Setembro, celebrou-se a Santa Missa de beatificação do Pe. Moisés Tovini, na Catedral de Bréscia (Itália), sacerdote oblato dessa Diocese. O novo Beato foi um homem humilde, preparado, generoso e bom, que dedicou toda a sua vida como educador e pastor no silêncio e no escondimento da vida quotidiana do Seminário e das paróquias. Originário de Cividate Camuno, onde nasceu em 27 de Dezembro de 1877, teve como padrinho de baptismo o Adv. Giuseppe Tovini, tio paterno, que certamente com o seu exemplo de vida evangélica influenciou muito as escolhas de Moisés. Após os estudos básicos, amadureceu nele a vocação para o sacerdócio. Completados os estudos, foi ordenado no dia 9 de Junho de 1900. A sua primeira destinação foi a de Capelão em Astrio di Breno. Em seguida, a fim de completar os estudos foi enviado para Roma, onde se formou em Matemática e em Filosofia e Teologia. Durante os anos passados em Roma ele exerceu um ardoroso apostolado em duas pequenas igrejas na periferia, frequentadas pelos pobres da zona rural romana: a Cervelletta e a do Repouso. Em 1904 voltou para a sua diocese e foi um dos primeiros três sacerdotes Oblatos da Congregação diocesana da Sagrada Família, formada por sacerdotes seculares à disposição do Bispo, na qual ele desempenhou o cargo de Superior por vários triénios.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – DomingoSantos: Tomás de Aquino, Leônidas, Gonçalo do Amarante
Evangelho (Mc 1,21-28) “Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento...”
Na primeira frase de seu evangelho Marcos condensa toda a sua mensagem: Começo da boa notícia de Jesus Cristo, Filho de Deus. Logo em seguida apresenta-o como o Enviado anunciado por João Batista, confirmado por uma voz vinda do céu: Tu és meu Filho muito amado. Porque Jesus não é um simples homem, mas o Filho de Deus igual ao Pai, por isso sua palavra é diferente do ensinamento de mestres humanos, por isso pode vencer o mal e libertar-nos do pecado. Toda nossa vida, todo nosso modo de pensar e de agir é diferente, porque acreditamos que Jesus é Deus e Homem. Só com o dom da fé, que nos faz participar do conhecimento divino, é que podemos acreditar na divindade de Jesus de Nazaré, e entregar-nos confiadamente em suas mãos.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois homem como eu, vivestes e morrestes como nós todos, sem nenhum privilégio. Aliás, vossa vida foi em geral mais difícil e dura do que a nossa. Mas também sois Deus, por quem e para quem tudo existe, que nos podeis unir a vós na participação de vossa vida divina. Isso eu creio, Senhor, essa é minha esperança, minha felicidade, minha alegria. Acredito e confio em vós, e quero viver como vivestes e como me ensinais. Como homem vivestes a vida que me ensinais, como Deus me podeis tornar possível esse jeito de viver. Entrego-me a vós, que sois meu único salvador. Tomai conta de minha vida, libertai-me do mal que me cerca e está em mim mesmo. Sou muito feliz por vos ter conhecido, por terdes vindo a me procurar. Por isso eu vos louvo e bendigo. Amém. 

sábado, 27 de janeiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “O Bom Pastor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O bom pastor dá a vida
 
A temática do Pastor está presente na história da salvação, como podemos ler em Ezequiel 34 e nos salmos. Deus conduz o seu povo que clamava em suas necessidades: “O Pastor de Israel, prestai ouvidos” (Sl 80,1). O próprio povo se considerava suas ovelhas. Jesus lembra Ezequiel quando se refere aos maus pastores que cuidam de si e se aproveitam do rebanho. Os mercenários exploram o rebanho e não o defendem. Quando chega o perigo fogem, pois não se importam com elas (Jo 10,12-13). Jesus via a situação do povo que sofria nas mãos de seus chefes religiosos. Podemos ver hoje o mesmo nas igrejas e na sociedade. Em seu Mistério Pascal, Cristo dá a vida para livrar do mal, defender e proteger. É a atitude do pastor. Ele insiste: “Eu dou minha vida pelas ovelhas” (15). Já dissera: O ladrão vem só para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância (10). Jesus dá a vida porque conhece e ama. Confia que, fazendo como o Pai faz, tem a garantia da vida: “Ninguém tira a minha vida, Eu a dou por mim mesmo; Tenho poder de entregá-la e tenho o poder de recebê-la novamente; Esta é a ordem que recebi de meu Pai” (18). Jesus se entrega livremente à vontade redentora do Pai. O Pai não quer o sofrimento de seu Filho, mas aceita sua obediência. Os que são salvos participam sua união de vida ao Pai. Pedro e João anunciam esta vida de Jesus através da cura de um homem paralítico e afirmam com clareza: Foi pelo nome de Jesus que o homem foi curado. O que foi rejeitado é o que tem a vida: Proclamam: “Jesus é a pedra, que vós os construtores, desprezastes e que se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos”. 
Conheço minhas ovelhas 
O pastor conhece com amor total suas ovelhas com as quais tem relações de aliança fiel e as ovelhas conhecem o pastor. O relacionamento entre ovelhas e pastor é de amor de entrega. Cria-se um modo de vida como o conhecimento do Pai e do Filho, numa fusão amorosa que os faz Trindade com o Espírito que é o Amor entre o Pai e o Filho. O único modo de amar é amar como Jesus ama, pois, fora disso todo amor é egoísta. Se não é egoísta é divino. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu, outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos (At 4,12). Se há uma recusa de Jesus na sociedade atual é por fragilidade. Por mais que queiram riscá-lo do mapa do mundo, mais Ele se fortalece nos corações e nas decisões pela vida. 
Semelhantes a Ele 
A oração da missa de hoje pede que o rebanho, apesar de sua fraqueza, possa atingir a força do Pastor. Em uma linguagem mais atual dizemos que somos filhos, pois fomos batizados, participando do Mistério Pascal de Cristo que é sua vida dada por nós. Um dia seremos semelhantes a Ele e O veremos tal como Ele é (1Jo 3,2). Pedimos que os mistérios pascais nos renovem e sejam fonte de eterna alegria (Or. das Oferendas), pois o Senhor dá a vida e vida em abundância (Jo 10,10).Esta vida é para todos, pois Jesus prevê um só rebanho e um só pastor. Ele tem outras ovelhas que não são deste redil. Ele continua entregando a vida através de seus fiéis para que todos tenham vida e caminhem para a unidade, como fruto da Ressurreição. Por isso é inútil querer divisão. Somos pastores com Cristo, com a missão de conduzir o mundo para sua plena realização.
Leituras: Atos 4,8-12; Salmo 117;
1João 3,1-2; João 10,11-18 
1. Jesus usa a temática do Pastor, como nos profetas e salmos. Apresenta o mercenário que não cuida das ovelhas e do bom pastor que é Ele e dá a vida por elas. Tem confiança em Deus, pois ninguém lhe tira a vida. Ele a dá. Os salvos participam de sua união com o Pai. Pedro diz que a pedra rejeitada se tornou pedra angular. Só nele podemos ser salvos. 2. O pastor conhece suas ovelhas e mantém a aliança de amor. É o mesmo amor que há entre o Filho e o Pai. Todo amor é divino. Se é egoísta não é amor. Só nos salvamos em Jesus. 3. Somos filhos de Deus pelo batismo e participamos do Mistério Pascal de Cristo. Um dia seremos semelhantes a Ele e O veremos tal como Ele o é. Pedimos que os mistérios pascais nos renovem e sejam fonte de Alegria. Jesus prevê um só rebanho. Somos pastores com Cristo. 
Nome e sobrenome. 
Quando a Bíblia fala de nome, como Pedro afirma: “Não há outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos” (At 4,12), está dizendo a pessoa. Só em Jesus temos a salvação. Pedro cura o paralítico através de Jesus. Ele foi rejeitado pelos chefes do povo, mas constituído por Deus como fundamento. Por Jesus fomos feitos filhos de Deus, não só de palavras, mas de fato. Por isso temos em Jesus o bom Pastor que deu a vida pelas ovelhas, e que conhece cada uma como conhece a Deus. Cada fiel pode conhecer Jesus. Ele veio para todos. Um dia estaremos todos juntos com Ele aqui na terra e seremos como Ele é no Céu. 
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (29.04.2012)

EVANGELHO DO DIA 27 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 4,35-41. 
Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos à outra margem do lago». Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações. Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-no e disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?». Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos discípulos: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?». Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São (Padre) Pio de Pietrelcina
Capuchinho(1887-1968)  
Capítulo X, nn. 316-323 
Ó Deus, sede o meu guia e o meu piloto! 
Tende sempre o cuidado de não transformar as vossas ocupações em problemas e preocupações espirituais; e, se fordes tomados pelas ondas, apanhados numa tempestade de muitas dificuldades, erguei o olhar para o alto e dizei a Nosso Senhor: Ó Deus, é por Vós que navego e viajo; sede o meu guia e o meu piloto! Entretanto, dedicai-vos a resolver os assuntos, uns após outros, o melhor que puderdes; aplicai fielmente o vosso espírito a eles, mas com brandura e suavidade. Se Deus vos conceder ter êxito, dai-Lhe graças; se não quiser concedê-lo, dai-Lhas igualmente. Basta que vos esforceis de todo o coração por fazer bem as coisas; nem o Senhor nem a própria razão vos exigem resultados, mas aplicação, empenho e diligência. Há muitas coisas que dependem de nós, mas o sucesso não é uma delas. Vivei em paz e descansai sem medo no coração divino, onde estamos bem abrigados das tempestades, e onde nem a justiça de Deus pode chegar. Esforçai-vos por dominar as angústias do vosso coração. Confiança e calma na grande obra da vossa santificação e da santificação dos outros. O resto é com Jesus.