terça-feira, 28 de novembro de 2023

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feira – Santos: Tiago das Marcas, José Pignatelli, Estêvão, o Moço
Evangelho (Lc 21,5-11) Jesus disse: – Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.”
O texto, é verdade, fala da destruição de Jerusalém e de seu templo. Mas pode levar-nos a refletir sobre a realidade que vivemos, seja em nossa vida pessoal, familiar, social ou de igreja. Há muitas coisas boas que podemos admirar. Não podemos, porém, esquecer que nada disso dura para sempre, nem nos pode dar agora felicidade completa. Tudo para e sobra apenas o que fizermos por amor.
Oração
Senhor Jesus, vós nos ensinais que fomos criados para a felicidade possível já agora, ainda que não completa. Devo saber usar tudo que colocais a minha disposição, mas preciso que me ensineis a não me apegar a nada e a ninguém, colocando-vos sempre em primeiro lugar. Ajudai-me a trabalhar com meus irmãos para melhorar esta vida, sem porém pensar que aqui seja a pátria. Amém. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “O Reino vos será tirado”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma história em parábola
 
O Ano Litúrgico é uma grande escola para conhecermos Jesus, sua missão e os caminhos pelos quais corresponder ao Deus que se revelou. As celebrações têm um aspecto especular, isto é, são um espelho para nos vermos e ajustar nossos caminhos. Os primeiros cristãos, principalmente os de origem judaica, e eram muitos, colocavam-se diante do problema: Se Deus escolheu um povo para ser o depositário das promessas, das alianças, por que agora os pagãos entram em pé de igualdade na comunidade cristã? Jesus ensina que o Reino é aberto a todos os povos e igualmente aos judeus. Os judeus não perdem seu passado. Paulo é claro; “A eles pertence a adoção filial, a glória... e dos quais descende Cristo segundo a carne” (Rm 9,1-5). E diz também: “Israel ficou endurecido” (Rm 11,7).Os judeus não foram recusados. Ao tronco da oliveira doméstica foi enxertada a oliveira selvagem. Se esta floresceu, quanto mais florescerá o ramo natural (16-36). O ensinamento de Jesus não se dirige ao povo, mas aos chefes que eram os responsáveis a quem Deus confiou o povo. Nesta parábola podem, sobretudo os que têm alguma responsabilidade sobre o povo, seja religiosa, civil ou social, fazer um exame de consciência, pois a eles ela se dirige. 
Deus quer os frutos 
A profecia de Isaias mostra o desencanto de Deus contra a falta de correspondência a seu plano. A parábola ensina que a vinha é o povo. Deus cuidou dela com tanto carinho e, quando veio buscar os frutos, só encontrou uvas azedas que são o sangue derramado e a injustiça. O texto da parábola é uma síntese da história do povo e de suas contínuas recusas. Ela é feita para os chefes do povo, que, tendo a responsabilidade sobre ele não o levou a produzir frutos para Deus. Os profetas foram mortos por cobrarem esses frutos. Deus mandou Jesus, o Filho, que veio anunciar a vontade de Deus. Também Ele foi morto e fora da vinha, isto é, fora das portas da cidade. Ele, que foi recusado, tornou a pedra angular do novo edifício. É Ele quem deu a Deus os resultados da vinha. O povo produzirá frutos. A vinha não é devastada, mas tem outro responsável que a faz produzir frutos para Deus. 
O Reino vos será tirado 
Deus fez muito por seu povo e agora faz por nós que recebemos a herança de Deus. Deus é fiel. Se formos infiéis, Ele pode confiar a outros o cuidado de sua plantação. Deus se comprometeu em fazer sua parte. Mas, se a Igreja e a sociedade, nas pessoas de seus responsáveis, a quem Deus seu povo e seu Reino, repetirem o que fizeram os chefes dos judeus, seremos todos excluídos. Muitas vezes nos questionamos sobre a fuga de tantos da Igreja. Temos as seitas, o ateímo, o laicismo e outros nomes. Será que não estamos obstruindo o plano de Deus com leis, costumes, políticas religiosas, filosofias que pouco tem a ver com o Evangelho? A vinha será dada a outros que possam produzir para Deus. Daremos um testemunho melhor se formos mais coerentes. O que podemos fazer para corresponder aos compromissos que Deus fez para conosco? O que esta Palavra nos questiona? Paulo dizendo: “Praticai o que aprendestes e recebestes de mim ou que de mim vistes e ouvistes” (Fl 4,9). Quando nos reunimos, é preciso ouvir o que Deus tem a nos dizer. A celebração não é só uma oração, mas um questionamento e uma missão.
Leituras: Isaías 5,1-7;Salmo 79;
Filipenses 4,6-9;Mateus 21,33-43 
1. Os cristãos vindos do judaísmo tinham dificuldades de aceitar os vindos do paganismo em pé de igualdade. Paulo ensina que, Jesus foi recusado pelos chefes do povo. Deus abriu a fé aos povos, mas não fechou a eles. A parábola se dirige aos chefes. Agora a parábola é uma chamada aos que dirigem o povo. 
2. A parábola, como o texto de Isaias e salmo 79, comparam o povo à vinha. Deus pediu os frutos do povo e os chefes mataram os profetas e também a Jesus. Ele e agora o novo chefe, pedra de alicerce que dará os frutos a Deus. 
3. Deus nos confiou esta vinha. Se não formos fiéis, Ele dará a outros. Os chefes da Igreja e da sociedade, se não derem os frutos a Deus, haverá a mesma exclusão. Vemos as saídas da Igreja. Não será por isso? E preciso dar os frutos a Deus 
História bem contada 
A parábola narrada por Jesus é a história do povo de Deus. Ele e Isaias, como também o salmo, chamam o povo de “a vinha, a plantação do Senhor”. No dizer de Isaías, Deus escolheu este povo, como se escolhe uma boa muda para plantar. Depois regou, adubou e entregou aos meeiros para cuidar. Na hora de colher não deu fruto. Jesus diz a razão porque o dono não recebeu os frutos. O dono mandou os empregados buscar a parte dele. Mas os meeiros bateram e mataram os empregados. Depois mandou o filho. Pegaram o filho e o mataram fora da vinha. Quem eram os empregados? Os donos do povo, as autoridades religiosas e civis. Então a plantação vai ser tirada deles e dada a outros que possam entregar os frutos. Assim aconteceu com o povo. Deus cuidou tanto dele. Mas mataram os profetas e matam o Filho, Jesus. Assim acontece: o Reino vai ser tirado deles e dado a outros povos produzam os frutos e entregá-los a Deus. Assim, acontece com a Igreja e com a sociedade: Se não promovemos o povo e usamos o povo para nosso proveito, o Reino passa para outros. Será que não é essa a causa de tanta gente abandonar a Igreja? As autoridades tanto civis como religiosas devem se examinar.
Homilia do 27º Domingo Comum (02.10.2011)

EVANGELHO DO DIA 27 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 21,1-4. 
Naquele tempo, Jesus levantou os olhos e viu os ricos deitarem na arca do Tesouro as suas ofertas. Viu também uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas. Então Jesus disse: «Em verdade vos digo: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
 Meditações sobre as passagens dos santos Evangelhos 
relativas às quinze virtudes, Nazaré 1897-98; n.º 263 
«Ela deitou tudo o que tinha para viver» 
Como sois divinamente bom, meu Deus! Se tivésseis chamado primeiro os ricos, os pobres não teriam ousado aproximar-se de Vós; pensariam que lhes convinha manterem-se à distância por causa da sua pobreza; ter-Vos-iam olhado de longe, deixando que os ricos Vos rodeassem. Mas haveis chamado para junto de Vós toda a gente, toda a gente: os pobres, a quem mostrais, até ao fim dos séculos, que eles são os primeiros a ser chamados, os favoritos, os privilegiados; e os ricos, por um lado, porque não são tímidos e por outro, porque deles depende tornarem-se tão pobres como os pastores: num minuto, se assim quiserem, se tiverem o desejo de se assemelhar a Vós, se temerem que as riquezas os afastem de Vós, podem tornar-se perfeitamente pobres. Como sois bom! Agistes da melhor forma para chamar todos os vossos filhos sem exceção! E que bálsamo colocastes, até ao fim dos tempos, no coração dos pobres, dos pequenos, dos desdenhados deste mundo, mostrando-lhes desde o vosso nascimento que eles são os privilegiados por Vós, os vossos favoritos, os primeiros a ser chamados — os sempre chamados para junto de Vós, que quisestes ser um dos seus e estar, desde o vosso nascimento e toda a vossa vida, rodeado por eles.

27 de novembro - Santa Bililde

Não temos informações seguras sobre vida de Santa Bililde, seu culto é atestado pela primeira vez no ano 1000 e sua legenda foi escrita por volta do ano 160. Segundo esta legenda, Bililde nasceu na Baviera, em Veitshoechheim, perto de Würzburg e era filha do Conde Iberin, da nobre família de Haganonen, e de sua esposa Matilde. No ano 672, ela casou-se com o Duque da Turíngia e estava grávida quando seu marido partiu para lutar na Guerra Santa; ela então se refugiou junto ao seu tio, Bispo de Mogúncia, Sigiberto, e, infelizmente seu filho morreu ali. Após a morte de seu marido, seu tio adquiriu algumas terras nas proximidades de Mainz e lá ela fundou, com seu apoio, um mosteiro feminino, o primeiro de Hagenmüster, ou alta Münster, chamado desde a Idade Média de Mosteiro Beneditino de Altmünster. Bililde doou ao mosteiro todos os seus bens e o governou até a sua morte. Bililde faleceu provavelmente em 734 e foi enterrada no coro da igreja do mosteiro. Em 1289, foi construído um altar para ela em um mosteiro e um santuário com as relíquias da sua cabeça. As relíquias chegaram pela primeira vez em Mainz após o bombardeio e destruição do mosteiro em 1945, e foram colocadas na sacristia da Catedral de Mainz.

27 de novembro - São Tiago, o Interciso

São Tiago, o Interciso foi um persa que viveu no século V. Ele era um grande favorito do rei Yezdigerd I. Quando este rei começou a perseguir os cristãos, Tiago não teve a coragem de confessar sua fé, pois estava com medo de perder a amizade do rei. Então ele abriu mão de sua fé ou pelo menos fingiu. A esposa e a mãe de Tiago ficaram com o coração partido. Quando o rei morreu, elas escreveram uma carta contundente para ele, pedindo que mudasse seus caminhos. Esta carta teve seu efeito sobre Tiago. Ele tinha sido um covarde, mas no coração, ainda era bom. A partir deste momento, ele começava a ficar longe da corte, e culpou-se abertamente por ter desistido de sua fé. O novo rei mandou chamá-lo, mas, desta vez, Tiago não escondeu nada. "Eu sou um cristão", disse ele. O rei o acusou de ser ingrato para com todas as honras que seu pai, o rei Yezdigerd, lhe dera. "E onde está seu pai agora?" São Tiago calmamente respondeu. O rei irritado ameaçou dar ao santo uma morte terrível. Tiago respondeu: "Que eu morra a morte dos justos." O rei e seu conselho condenaram Tiago à tortura e morte.

São Máximo de Lérins Bispo de Riez (†455)

Por volta do ano 388, São Máximo, nasceu em Décomer, hoje Château-Redon (Châteauredon), perto de Digne, nos Alpes de Haute-Provence, filho de pais nobres e cristãos que o batizaram logo após seu nascimento. Impulsionado pelo exemplo e conselho de seus pais piedosos, ele sentiu desde a infância um grande desejo de santidade. Soube, apesar de todos os perigos, preservar a pureza de sua moral e sua inocência batismal. Sua alma possuía um conjunto de virtudes que o tornavam amável a Deus e aos homens. O autor de um confiável ‘Panegirico’ Fausto, mais tarde seu sucessor de Riez, apresenta-o como um homem afável, liberal, corajoso e muito criterioso. Embora tenha dedicado a castidade a Jesus Cristo desde os dezoito anos, quis por muito tempo testar-se na austera prática das virtudes evangélicas, antes de entrar no mosteiro de Lérins, então sob a direção de Santo Honorato.

27 de novembro: 192 anos da Medalha Milagrosa e 1º Domingo do Advento

 Preparemo-nos para o Natal do Menino Jesus. Advento é tempo de oração, reflexão e renascimento espiritual. "Vinde Ó Menino Jesus!" 

Palavras escritas por Santa Catarina Labouré sobre a aparição de Nossa Senhora e a revelação da Medalha Milagrosa em 27 de novembro de 1830
 
     Vi a Santíssima virgem à altura do quadro de São José. A Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, vestida de branco, com um vestido de seda branco-aurora... com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até embaixo.
     Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda a mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.
     O rosto bastante descoberto, bem descoberto mesmo, os pés apoiados sobre uma esfera, quer dizer, uma metade da esfera... tendo uma esfera de ouro, nas mãos, que representava o globo. Ela tinha as mãos elevadas à altura do cinto de uma maneira muito natural, os olhos elevados para o Céu... seu rosto era magnificamente belo.
     Eu não saberia descrevê-lo... e depois, de repente, percebi anéis nos dedos, revestidos de pedras, mais belas umas que as outras, umas maiores e outras menores, que despediam raios mais belos uns que os outros.
     Partiam das pedras maiores os mais belos raios, sempre alargando para baixo, o que enchia toda a parte de baixo. Eu não via mais os seus pés... Nesse momento em que estava a contemplá-La, a Santíssima Virgem baixou os olhos, olhando-me. Uma voz se fez ouvir, e me disse estas palavras:
     A esfera, que vedes, representa o mundo inteiro, particularmente a França e cada pessoa em particular.

VIRGÍLIO DE SALZBURGO Bispo, Santo † 784

Em 755, um ano após a morte de são Bonifácio, 
Virgílio foi consagrado bispo de Salzburgo. 
Continuou evangelizando a Áustria de norte a sul, 
inclusive uma parte do norte da Hungria.
Foi um dos grandes missionários irlandeses do período medieval e um dos maiores viajantes da importante ilha católica, ao lado dos santos Columbano, Quiliano e Gallo. Nasceu na primeira década do século VIII e foi baptizado com o nome de Fergal, depois traduzido para o latim como Virgílio. Católico, na juventude voltou-se para a vida religiosa, tornou-se monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe, na Irlanda. Deixou a ilha em peregrinação evangelizadora em 743 e não mais voltou. Morou algum tempo no reino dos francos, quando o rei era Pepino, o Breve, que lhe pedira para organizar um centro cultural. Mas problemas políticos surgiram na região da Baviera, agregada aos seus domínios. Lá, o duque era Odilon, que pediu a Pepino para enviar Virgílio para a Abadia de São Pedro de Salzburgo, actual Áustria. E logo depois Odilon nomeou Virgílio como bispo daquela diocese. Ocorre que, na época, são Bonifácio, o chamado apóstolo da Alemanha, actuava como representante do papa na região, e caberia a ele essa indicação e não a Odilon. O que o desagradou não foi a escolha de Virgílio, mas o fato de ter sido feita por Odilon. Ambos nutriam entre si uma profunda divergência no campo doutrinal e Virgílio participava do mesmo entendimento de Odilon.

ANTÓNIO FASANI (Francisco António de Lucera) Sacerdote franciscano, Santo 1681-1742

Conhecido também como António Fasani (1681-1742), 
sacerdote franciscano italiano. 
Promoveu a devoção a Imaculada Concepção 
a qual tinha grande devoção e especial amor
 muito antes deste dogma ter sido definido.
Nasceu em Lucera, Apúlia, Itália no dia 56 de agosto 1681. Donato António João Nicolau Fasani nasceu de um família de camponeses. Sua mãe casou-se após a morte de seu pai ainda quando Francisco era muito jovem e foi o seu padrasto que o enviou para os frades Conventuais para ser educado. Com a idade de 15 anos ele foi enviado para Monte Gargano para iniciar seu noviciado. Quando entrou para a Ordem dos Franciscanos em 23 de agosto de 1696 ele mudou seu nome para Francisco António. Em1703 foi enviado a Assis onde ele foi ordenado sacerdote em 11 de setembro de 1705. Ele completou seu mestrado em teologia no Colégio São Boaventura em Roma. Daquele tempo em diante ele passou a ser chamado de “Padre Mestre” em sua cidade natal onde ele ensinava teologia desde 1707.

Nossa Senhora das Graças e a Medalha Milagrosa — 27 de novembro

 Bastidores de uma História

Intransigência dos Santos: fidelidade inarredável à sua missão

A firmeza inquebrantável de Santa Catarina Labouré na defesa do verdadeiro simbolismo da Medalha Milagrosa
     O ciclo anual das festas litúrgicas nos traz, neste mês de novembro, no dia 27, a comemoração de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
          Inspirado no exemplo da Igreja, Catolicismo apresenta hoje a seus leitores aspectos pouco conhecidos das admiráveis revelações da Medalha Milagrosa, com que foi favorecida Santa Catarina Labouré.  Decorridos 163 anos dessas aparições e 117 anos após a morte da santa, não há inconveniente em revelar, com o devido respeito, a luta de bastidores que a vidente teve que travar, a fim de que fossem acatadas fielmente as orientações de Nossa Senhora a respeito dessa Medalha. Essa fidelidade e firmeza de Santa Catarina Labouré revelarão a muitos leitores a verdadeira fisionomia da santidade, que só se pode encontrar na Igreja Católica.
     Conforme os tempos e os lugares, formam-se, em meio ao povo fiel, noções correntes sobre o que seja a santidade, que nem sempre correspondem à concepção autêntica da Igreja.     
     Com a vidente da Medalha Milagrosa houve muito disso. Porém, não apenas isso. Os exemplos de sua vida, e o que se seguiu após sua morte, mostram uma e outra coisa. 

A Medalha Milagrosa - 27 de novembro

 

 Pelo sinal † da Santa Cruz, livrai-nos Deus † Nosso Senhor, dos nossos inimigos.Em nome do Pai † do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Corria o ano de 1264 quando o Papa Urbano IV encomendou, aos principais teólogos da época, a composição da Sequência da Missa de Corpus Christi, festa cuja promulgação era iminente. Após cada um deles elaborar sua obra, todas deveriam ser cotizadas umas com as outras, sendo escolhida a melhor.
Chegado o dia da prova, reunidos todos os teólogos em um grande salão, o Papa determinou que São Tomás de Aquino lesse a sua composição em primeiro lugar. Os concorrentes eram grandes gênios na ciência de Deus, entre eles o famoso São Boaventura. Tal foi o encanto com que todos acompanharam as palavras do Doutor Angélico que, no fim, a uma, todos rasgaram seus trabalhos, votando assim coletivamente no conhecido e belo hino “Lauda Sion”.
Esse fato comovedor, característico dos tempos nos quais “a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente” (Leão XIII, Immortale Dei), veio-me à lembrança ao deparar com os documentos que a seguir transcreverei.

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS OU DA MEDALHA MILAGROSA 1830

A aparição de Nossa Senhora das Graças ocorreu no dia 27 de Novembro de 1830 a Santa Catarina Labouré, irmã de caridade (religiosa de S. Vicente Paulo). A santa encontrava-se em oração na capela do convento, em Paris (rua du Bac), quando a Virgem Santíssima lhe apareceu. Tratava-se de uma “Senhora de mediana estatura, o seu rosto tão belo e formoso... Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés... As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas ...” A Santíssima Virgem disse: “Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem ...” Formou-se então em volta de Nossa Senhora um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Nisto voltou-se o quadro e eu vi no reverso a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria ― o de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz da Senhora a dizer-me: “Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxeram por devoção hão de receber grandes graças”.

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – 27 de novembro

Esta invocação está relacionada as aparições da Virgem a Santa Catarina Labouré, então noviça das Irmãs da Caridade, em Paris, França, no século XIX. A primeira aparição aconteceu na noite da festa de São Vicente de Paulo, 19 de julho, quando a Madre Superiora de Catarina pregou às noviças sobre as virtudes de seu santo fundador, dando a cada uma um fragmento de sua sobrepeliz. Catarina então orou devotamente ao santo patrono para que ela pudesse ver com seus próprios olhos a Mãe de Deus, e convenceu-se de que seria atendida naquela mesma noite. Indo ao leito, adormeceu, e antes que tivesse passado muito tempo foi despertada por uma luz brilhante e uma voz infantil que dizia: 

"Irmã Labouré, vem à capela. Santa Maria te aguarda". 
Mas ela replicou: 
"Seremos descobertas!" 
A voz angélica respondeu: 
"Não te preocupes, já é tarde, todos dormem... Vem, estou à tua espera". 
Catarina então levantou-se depressa e dirigiu-se à capela, que estava aberta e toda iluminada. Ajoelhou-se junto ao altar e logo viu a Virgem sentada na cadeira da superiora, rodeada por um esplendor de luz. A voz continuou: 
"A santíssima Maria deseja falar-te". Catarina adiantou-se e ajoelhou-se aos pés da Virgem, colocando suas mãos sobre seu regaço, e Maria lhe disse: 
"Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu encontrarás oposição, mas não temas, terás a graça de poder fazer todo o necessário. Conta tudo a teu confessor. Os tempos estão difíceis para a França e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos, grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem. Terás a proteção de Deus e de São Vicente, e meus olhos estarão sempre sobre ti. Haverá muitas perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue correrá".
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Segunda-feira – Nossa Senhora das Graças, São Francisco Antônio
Evangelho (Lc 21,1-4) Jesus viu ricos depositando ofertas no tesouro do Templo. Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas.”
O quadro vivo e rápido apresentado por Lucas é claro por si mesmo. Deus não olha para o quanto fazemos ou damos a ele e aos irmãos. Olha nossa generosidade, e espera que demos e façamos simplesmente tudo que podemos. Encho-me de confiança, ao ver que só exige o que me é possível. Mas, também percebo que, para lhe ser fiel, devo dar-lhe tudo, fazer tudo que estiver ao meu alcance.
Oração
Senhor Jesus, estais sempre comigo, conheceis tudo, até o mais oculto de meu coração. Sabeis que minha generosidade ainda está só no começo, e minha coragem não é grande. Mas quero colocar-me totalmente a vossa disposição. Aumentai, pois minha generosidade e afastai de mim a inércia preguiçosa. Sois muito bom comigo, e tendes muita paciência. Ajudai-me a corresponder. Amém.

domingo, 26 de novembro de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “Ele fala no silêncio”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ele fala na escuridão
 
Quando dizemos que Deus fala, sempre buscamos palavras e expressões que nos esclareçam e nos confortem. Como Deus é Luz, sempre queremos tudo muito claro. Contudo, Ele fala na escuridão. Esta escuridão não é um mal, mas é a nossa dimensão que chamamos de consciência, o centro da orientação de nossa vida e de nossas decisões. Quem age somente por princípios externos perde-se a si mesmo. A consciência é nosso interior. Deus aí está. Dizemos que Ele é o mais íntimo de nosso íntimo. Ali Ele fala com mais clareza que em todos os outros lugares e condições. Enquanto a consciência não assume, não orienta. S. Afonso diz “que nenhuma lei nos condena diante de Deus, se ela não for revelada em nossa consciência”. Há muitos tipos de consciência. Entres estes a certa e a errada. A grande missão que temos para conosco é a formação da consciência. Esta é a pastoral mais urgente que temos na Igreja: formar as consciências, libertá-las dos tabus, da falta de orientação, da incompreensão da verdade e do fechamento ao bem. A formação da consciência a libertará e ensinará a ouvi-la como voz de Deus. Na linguagem simbólica do Paraíso terrestre, quando o demônio tentou Eva para comer da árvore do conhecimento do bem e do mal ela diz: “Deus proibiu porque sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal” (Gn 3,5). Trata-se não do conhecimento, mas da posse do bem e do mal. Agora é a pessoa quem decide o que é o bem e o mal. O pecado atingiu a consciência. A formação da consciência é comer do fruto da Árvore da Vida que é Jesus que mostra o caminho do bem, e corta o caminho do mal. O silêncio da consciência é o espaço mais apto para ouvir Deus falar. Ouvir a Palavra de Deus e não levá-la à consciência é torná-la infrutífera.
Ele fala na noite da vida 
Além do silêncio profundo da consciência, existe a noite da vida. Buscamos a felicidade e dizemos que Deus, se formos fieis, vai nos dar tudo de bom. Se não o tenho é porque não estou rezando bem. Mas Jesus não pensava assim, tanto que, no Horto das Oliveiras, pediu para ser libertado do sofrimento. Na cruz se sentiu totalmente abandonado por Deus. Deus sumiu! É o que dizemos. Este momento de total ausência e silêncio de Deus é o momento em que Ele grita forte: “Não tenhas medo, vermezinho... teu Redentor é o Santo de Israel” (Is, 41,14). Quando tudo parece que está contra nós, mesmo a vida, a Palavra de Deus dá esperança. O esvaziamento total é o momento do encontro maior com Deus. Temos medo do silêncio, pois nos coloca diante de nós mesmos para ouvir e responder.
Ele fala no silêncio total 
Nada mais forte na vida que a morte. Quando tudo termina, quando os sentidos humanos cessam, quando perdemos todo o controle da matéria e ela encerra seu curso, como ocorreu com Jesus, é aí que se faz mais forte a Palavra. Quando Jesus entregou tudo nas mãos do Pai, o Pai lhe deu a vida ressuscitando-O dos mortos. Somos despertados por Deus, com tudo o que somos, e passamos a viver a intensidade da Palavra: “Com amor eterno eu te amei e te chamei pelo nome”. Conheceremos Deus, como somos conhecidos por nós mesmos. Na morte está a Palavra da Vida. Refletindo sobre a Palavra de Deus, podemos ver quanto ampla ela é, pois participa do infinito de Deus. Vamos abrir a concepção de Palavra de Deus, para não cometermos a idolatria que é transformá-la numa coisa sob nosso controle e circunscrevê-la no livro material. A Verdade liberta da letra.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM SETEMBRO DE 2011

EVANGELHO DO DIA 26 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 25,31-46. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me". Então, os justos dir-Lhe-ão: "Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?". E o Rei responder-lhes-á: "Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes". Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar". Então também eles Lhe hão de perguntar: "Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?". E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo, quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer". Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém(313-350) 
Bispo de Jerusalém, doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 15, 26 
Como ir ao encontro de Cristo, Rei eterno? 
Como entraremos no Reino? «Tive fome e destes-Me de comer», diz Jesus. Aprendei o caminho. Não se trata de uma alegoria, mas de pôr em prática estas palavras: «Tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me». Se fizeres isto, terás parte no Reino; se não o fizeres, serás condenado. Por isso, começa já a fazer estas coisas e persevera na fé. Tende cuidado, não vá acontecer-vos que, tal como as virgens loucas, não compreis azeite e vos condeneis. Não vos baste ter a lâmpada na mão; mantende-a acesa. Que a luz das boas obras brilhe diante dos homens, e que Cristo não seja blasfemado por vossa causa! Usa a veste de incorruptibilidade, distinguindo-te pelas boas obras. E o que recebes de Deus para administrar com sabedoria, administra-o com proveito. Se te foi confiada a palavra que instrui, administra-a bem. Se podes converter as almas dos teus ouvintes, fá-lo com cuidado. Há muitas portas para uma boa administração ou gestão. Que nenhum de nós seja condenado ou rejeitado, para que possamos ir com confiança ao encontro de Cristo, Rei eterno que reina pelos séculos dos séculos e é Juiz dos vivos e dos mortos, como diz São Paulo: «Foi para isto que Cristo morreu e ressuscitou: para ser o Senhor dos mortos e dos vivo» (Rm 14,9).

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo 26 de novembro (Celebração móvel)

Martirológio Romano:
Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo: somente para Ele há poder, glória e majestade para todo o sempre. 
No final do ano litúrgico, celebra-se o 34º domingo do chamado "Tempo Comum". A solenidade, que geralmente cai nos últimos dez dias de novembro, é dedicada a Jesus Cristo, Rei do universo. Desta forma, queremos enfatizar que o Cristo Redentor é o Senhor da história, o princípio e o fim dos tempos. A instituição da festa foi decidida pelo Papa Pio XI em 11 de dezembro de 1925, no encerramento do Jubileu que se celebrava naquele ano. Como escreveu o estudioso padre Francesco Maria Avidano, a devoção relativa é em reparação ao grito blasfemo contra Jesus, relatado nos Evangelhos: "Não temos rei senão César". Nos três dias que antecedem a Solenidade de Cristo Rei, os devotos recitam um Tríduo específico. Em particular, as invocações pedem que o Coração de Jesus triunfe sobre todos os obstáculos ao reinado do seu amor. Por meio da intervenção de Nossa Senhora, espera-se, portanto, que todos os povos – desunidos pela ferida do pecado – se submetam ao amor de Cristo. O Papa Leão XIII, em 11 de junho de 1899, consagrou a Cristo, o mundo e toda a humanidade.

São João Berchmans JOVEM SEMINARISTA, +1621

João Berchmans nasceu em Diest (Bélgica), em 1599. De família muito humilde, teve que trabalhar como criado para pagar os seus estudos. Não pôde realizar outra coisa em sua vida para além do que ser estudante. Contudo, viveu toda a vida sob o império da santidade. Cada um dos seus actos era realizado como numa competição consigo mesmo. Foi chamado o mestre do detalhe na santidade, “Maximus in minimus” era seu lema. Assim, em Berchmans o heróico ganhou um novo sentido, ou como ele mesmo escrevia: “Minha penitência, a vida diária”. Entrou para a Companhiade Jesus em 1616 e estudava Teologia e Filosofia em Roma quando adoeceu e morreu em 1621. Amorosamente fiel às regras, humilde, colega sempre alegre e gentil, estudante esforçado, tornou-se padroeiro da juventude e modelo de obediência e amor à Companhia. Canonizado por Leão XIII em 1888.

26 de novembro - Beata Delfina de Signe

Delfina de Signe nasceu em torno de 1284 em Puy Michel (França) em uma família nobre, como era filha dos Condes de Marselha. Escreveram sobre ela: “ tinha uma santidade delicadamente feminina, que se espalhava por ela como uma linfa silenciosa e generosa, para nutrir aqueles que a rodeavam no bem ". Uma encantadora figura de mulher, que passa pelo mundo levando a todas as partes a luz de sua graça, o perfume da virtude, o calor de seu afeto. Não era uma santidade ruidosa, que tenha marcado a história de seu tempo, mas uma santidade delicadamente feminina que se difundiu a seu redor como linfa silenciosa e generosa para alimentar no bem a quantos estiveram em contato com ela durante sua vida. Desde menina sua presença foi luz e consolo para sua família. Aos 12 anos já estava prometida a um jovem não inferior a ela por sua gentileza, nobreza de sangue e beleza de alma. Elzear, o noivo, era filho do Senhor de Sabran e Conde de Ariano no reino de Nápoles. Desde o nascimento sua mãe o havia oferecido em espírito a Deus e mais tarde um austero tio o havia educado em um mosteiro. O casamento teve lugar quatro anos mais tarde. Foi um matrimônio “branco”, porque os dois jovens esposos escolheram a castidade, um meio de perfeição espiritual mais alto e árduo.

Beata Gaetana Sterni

Também a beata Gaetana Sterni, tendo compreendido que a vontade de Deus é sempre o amor, dedicou-se com incansável caridade aos excluídos e aos que sofrem. Tratou sempre estes seus irmãos com a doçura e o amor de quem, nos pobres, serve o próprio Senhor. Exortava as suas Filhas espirituais a seguir o mesmo ideal, as Irmãs da Vontade Divina, convidando-as, como escrevia nas Regras, "a estarem dispostas e a sentirem alegria por viverem privações, canseiras e qualquer sacrifício para benefício do próximo necessitado em tudo o que o Senhor pudesse querer delas". O testemunho de caridade evangélica oferecido pela Beata Sterni convida cada crente a procurar a vontade de Deus, no abandono confiante a Ele e no generoso serviço aos irmãos. Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 04 de novembro de 2001 Gaetana Sterni viveu toda a sua vida em Bassano del Grappa, (Itália). Ele chegou com sua família, com cerca de 8 anos vindos de Cassola, onde ela nasceu 26 de junho de 1827. Seu pai Giovanni Battista Sterni, administrava as propriedades rurais da família Mora e vivia confortavelmente com sua esposa e seus seis filhos. Em 1835 ele se mudou com sua família para Bassano. No entanto, uma série de acontecimentos muda drasticamente as condições da família de Gaetana.