terça-feira, 29 de agosto de 2023

Santa Eufrásia Eluvathingal, Carmelita - 29 de agosto

      Nasceu no dia 7 de outubro de 1877 na aldeia de Kattoor (Índia), na paróquia de Edathuruthy, que formava parte do então vicariato de Trichur (posteriormente passou a ser diocese e foi dividida) e que atualmente pertence à diocese de Irinjalakuda. Era filha de Antony e Kunjethy de Eluvathingal Cherpukara, uma rica família católica do rito siro-malabar. Foi batizada com o nome de Rosa.     Desde pequena, por influência de sua mãe, mulher muito piedosa, começou a exercitar-se nas virtudes. Na idade de nove anos consagrou a Deus sua virgindade. Contra a vontade de seu pai, na idade de doze anos ingressou no internato das religiosas da Congregação da Mãe do Carmelo de Koonammavu. Depois da reorganização dos vicariatos apostólicos realizada no ano 1896, no dia 9 de maio de 1897 as religiosas e as aspirantes do vicariato de Trichur se trasladaram de Koonammavu para Ambazhakkad.     No dia seguinte, Rosa recebeu o véu e se tornou postulante com o nome de Eufrásia do Sagrado Coração de Jesus. Em 10 de janeiro de 1898 tomou o hábito na Congregação da Mãe do Carmelo, o primeiro instituto feminino surgido na Igreja siro-malabar, que fora fundado em 13 de fevereiro de 1866 em Koonammavu, no Estado de Kerala, pelo beato Kuriakose Elias Chavara e o padre Leopoldo Beccaro, da Ordem dos Carmelitas Descalços, então delegado carmelita em Kerala, como terceira ordem dos Carmelitas Descalços. Desde 1967 é de direito pontifício. 

Beata Teresa Bracco, Mártir (+1944), 29 de Agosto

Teresa era uma jovem extremamente reservada, modesta, delicada no relacionamento com as pessoas, sempre pronta a dar a sua ajuda. E bela: dois grandes olhos escuros e aveludados sobressaíam num rosto sereno e pensativo, emoldurado por grandes tranças castanhas. Bela, dizia, mas sem qualquer vaidade. Sabia atrair a admiração respeitosa dos conterrâneos: “Uma garota assim, eu nunca tinha visto antes e jamais vi depois”, afirmou um deles. “Havia nela algo de diferente das demais garotas”, recorda uma amiga. “Era a melhor de nós todas”, confia sua irmã Ana. Nascera em 24 de fevereiro de 1924, penúltima de sete filhos, em Santa Giulia di Dego (Savona). Mãe e pai foram para ela um exemplo de fé e fortaleza cristã: em 1927, sepultaram em apenas três dias dois filhos de nove e quinze anos. Uma fé, a deles, submetida ao cadinho da prova. Teresa só pôde freqüentar até o quarto ano do primeiro grau, pois com o seu trabalho de pastorinha procurou contribuir para o sustento da família. Trazia o Terço sempre consigo e, no campo, nunca parava de rezar. Ginin – como era chamada – sacrificava de boa vontade preciosas horas de sono desde que pudesse comungar. A igreja, de fato, não era tão perto de casa, e a missa era ali celebrada ao alvorecer.

Martírio de São João Batista

De altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzi-lo A festa da natividade de são João Batista ocorre no dia 24 de junho. Ela faz parte da tradição dos cristãos, assim como esta que celebramos hoje, do martírio de são João Batista. No calendário litúrgico da Igreja, esta comemoração iniciou na França, no século V, sendo introduzida em Roma no século seguinte. A origem da comemoração foi a construção de uma igreja em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João Batista. João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no evangelho de são Lucas: "Na verdade vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista". João Batista foi o precursor do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades. 
“Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista…De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (Mt 11,11-14)

MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BAPTISTA

Massimo Stanzione:
Degolação de S. João Baptista.
Museu do Prado, Madrid.
Evangelho e Tradição
 
Esta festa do martírio de São João Baptista teve a sua origem no século V, na França; e no século VI, em Roma. Está ligada — segundo certos historiadores — à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, sobre o que é considerado como sendo o túmulo do santo Precursor de Jesus Cristo. 
No Evangelho de São Mateus encontramos várias alusões sobre São João Baptista, pouco antes de ser martirizado:
«Ora João, que estava no cárcere, tendo ouvido falar das obras de Cristo, enviou-lhe os seus discípulos com esta pergunta: “És Tu aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?” Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que vedes e ouvis: Os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa-Nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontra em mim ocasião de escândalo”.» (Mt. 11, 2-6).

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se re-nova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Terça-feira – Santos: Sabina, Niceias, Hipácio
Evangelho (Mc 6,17-29) “E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista.”
Foram e são muitos a dar a vida por Deus e pela justiça. Geralmente sua morte é revestida de pelo menos um pouco de dignidade. Não foi assim, porém, a morte do maior dos homens, como o avaliava Jesus. Foi sem solenidade, no fundo de um porão, como a de tantos mártires da justiça apodrecendo entre ratos. Aprendamos a dar nosso testemunho no sem-importância de nossa vida.
Oração
Senhor, não tenho coragem de me imaginar fazendo ou sofrendo grandes coisas por vós. Para mim é difícil enfrentar até as pequenas lutas de minha vida pacata. Dai-me um pouco mais de coragem, para que não vos abandone por ninharias, e para cumprir da melhor maneira que puder minhas pequenas obrigações. Confio em vossa misericórdia, pois sei que não posso grandes coisas. Amém.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “Com Ele viveremos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Nossa glorificação
 
O Céu existe! Mas, como é que ele é? Essa temática da glorificação está distante de nossas preocupações. A fé cristã acredita na existência do Céu. Mas não sabemos como será. Por que? Impossível, sendo carnais, saber como é a vida futura que será regida pelo lado espiritual. Alguns tentam mostrar como é, como vemos em novelas, e mesmo em certos autores espirituais da Igreja. Eles mostram a vida futura nos moldes da vida terrena. Não resolve. A Igreja afirma a felicidade em Deus e a infelicidade sem Deus. Quando queremos descrever o Céu, o Inferno e o Purgatório, nos moldes humanos, incorremos no ridículo. O Céu que é apresentado, não estimula a querer ir para lá. Há maneiras de compreender que podem nos ajudar: “O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9), nos diz Paulo. Jesus nos garante: “Na casa do meu Pai há muitas moradas... Vou preparar-vos um lugar; e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 4,2-3). E este lugar futuro é preparado pelo próprio Jesus que estará junto do Pai. Podemos imaginar o que Jesus vai nos preparar para a vida no Céu, Ele que fez tudo para nosso bem na terra? Estando unidos a Ele, estaremos caminhando para este lugar, pois Ele “é o Caminho, a Verdade e a Vida” (6). Só podemos falar do Céu e desejá-lo, se estivermos ligados ao morador, o Pai amoroso. Jesus disse ao ladrão: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Jo 23,43). 
Vivendo o futuro já 
Não precisamos esperar um futuro distante para saber como será nossa vida. Já vimos que não podemos vê-la somente com os olhos humanos. Todavia, como ainda estamos na carne, podemos conhecer nosso futuro, já presente em nós. Agora podemos ver com o olhar da carne, dominado pelo Espírito de Deus. Como se dá isso? Pela fé. São João é claro: “Esta é a vontade do meu Pai: Quem vê o Filho e nele crê, tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,40). E também: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna” (54). Alimentar-se da Eucaristia é viver já, pela fé, a vida futura do Céu. O amor é a realização da vida eterna: “Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos” (1Jo 3,14). Pela fé e pelo amor entramos em comunhão com Deus e esta comunhão é a Vida Eterna. Pela Ressurreição de Jesus iniciamos nossa ressurreição que do dia a dia até o dia glorioso em que estaremos todos juntos em nossa nova morada. 
Ensinando viver 
Acontece no ser espiritual uma transformação que se faz, na medida que colaboramos. Deus se torna sempre mais o sentido de nossa vida. A transformação é uma realidade que deixa transparecer a luz desta presença. Torna-se assim um testemunho vivo da vida futura, do Céu e das belezas de Deus. Por isso dizemos: ‘Ele é uma pessoa cheia de Deus!’ Não porque faz milagres, tenha dons, mas porque vive, como diz Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus que me amou” (Gl 2,20). Vivemos uma perspectiva mais ampla da vida. Vivemos a vida eterna já, possuindo todos os bens. Não se manifestou ainda o que seremos. Quando se manifestar seremos semelhantes a Ele (1Jo 3,2). Jesus, com sua Ressurreição, abriu a todos a porta do Céu. Lá é nossa casa. Será tão bom.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM NOVEMBRO DE 2010

EVANGELHO DO DIA 28 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,13-22. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o Reino dos Céus: vós não entrais nem deixais entrar os que o desejam. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque devorais as casas das viúvas, com o pretexto de prolongadas orações. Por isso, sereis mais rigorosamente julgados. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque dais volta ao mar e à Terra para fazerdes um convertido, mas, tendo-o conseguido, fazeis dele um merecedor da Geena, duas vezes mais do que vós. Ai de vós, guias cegos, que dizeis: "Quem jurar pelo santuário a nada se obriga; mas quem jurar pelo ouro do santuário tem de cumprir". Insensatos e cegos! Que vale mais: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? Dizeis também: "Quem jurar pelo altar a nada se obriga; mas quem jurar pela oferenda que está sobre o altar tem de cumprir". Cegos! Que vale mais: a oferenda ou o altar que santifica a oferenda? Na verdade, quem jura pelo altar, jura por tudo o que está sobre ele. E quem jura pelo Santuário, jura por ele e por Aquele que o habita. E quem jura pelo Céu, jura pelo trono de Deus e por Aquele que nele está sentado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Doroteu de Gaza (500) 
Monge na Palestina 
Instruções, I, § 8-9; SC 92 
Deus chama-nos incessantemente à conversão 
A bondade de Deus, como refiro frequentemente, não abandonou os que Ele criou, mas volta-se continuamente para eles, recordando-lhes: «Vinde a Mim, todos os que estais fatigados e oprimidos, e Eu vos darei descanso» (Mt 11,28). Se estais cansados e infelizes, se tivestes a experiência do mal da vossa desobediência, vinde e convertei-vos; vivei pela humildade, vós que estáveis mortos devido ao orgulho. Ó meus irmãos, o que não faz o orgulho, e que poder é o da humildade! Que necessidade havia de todos esses desvios? Se o homem tivesse permanecido humilde e tivesse obedecido a Deus desde o início, não teria caído. Mesmo após a queda, Deus ofereceu-lhe uma ocasião de se arrepender e de obter misericórdia; mas ele manteve-se orgulhoso. Com efeito, Deus veio dizer-lhe: «Adão, onde estás» (Gn 3,9), ou seja: «De que glória caíste?» Depois perguntou-lhe: «Porque pecaste? Porque desobedeceste?», querendo com isto que ele respondesse: «Perdoa-me». Não encontrou, porém, humildade nem arrependimento, mas o contrário. O homem respondeu: «A mulher que me deste escarneceu de mim» (v. 12); não disse «a minha mulher» mas «a mulher que me deste», como quem diz: «o fardo que colocaste sobre a minha cabeça». Com efeito, meus irmãos, quando um homem não aceita reconhecer que pecou, não receia acusar o próprio Deus. Deus dirige-Se em seguida à mulher e pergunta-lhe: «Porque foi que, também tu, desobedeceste ao mandamento?», como se dissesse: «Tu, pelo menos, pede desculpa, para que a tua alma se humilhe e obtenha misericórdia». Mas a mulher respondeu: «A serpente enganou-me» (v. 13), como que a dizer: «Se ele pecou, que culpa tenho eu?» Que dizeis, infelizes? Reconhecei o vosso erro; tende piedade da vossa nudez! Mas nem um nem outro se dignou reconhecer que pecou.

SANTO HERMES, MÁRTIR, NA VIA SALÁRIA ANTIGA

De origem grega, Hermes chegou a Roma no século III e tornou-se cidadão romano. Nomeado Prefeito, converteu-se ao cristianismo com sua esposa, filhos, irmã e milhares de escravos. Por isso, foi preso, por ordem de Trajano, que enviou Aureliano a Roma, onde mandou o tribuno Quirino assassiná-lo. 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Basilla, na antiga Via Salaria, São Hermes, mártir, que, como relata o Papa São Dâmaso, veio da Grécia e Roma acolheu como seu cidadão quando sofreu pelo santo nome. 
Seu nome reaparece na passio apócrifa dos santos Evenzio, Alessandro e Teodulo, que faz de Alexandre o papa da época de Trajano e de Hermes o prefeito contemporâneo de Roma, convertido pelo papa junto com sua esposa, filhos, irmã Teodora e mil e dois cento e cinquenta escravos. Trajano, ao saber disso, teria enviado Aureliano a Roma, que mandaria prender Hermes, entregando-o ao tribuno Quirino, que o mandou decapitar. O corpo do mártir teria sido recolhido por sua irmã Teodora e colocado "em Salaria veteri, non longe ab urbe Roma sub die quinto kalendas septembris".

Beato Afonso Maria Mazurek Mártir (†1944)

Jozef Mazurek nasceu em 1º de março de 1891 em Baranówka, no leste da Polônia. Entrou para a Ordem dos Carmelitas Descalços, em Wadowice, no ano de 1908. Em 1912, fez sua profissão solene, onde recebeu o hábito religioso juntamente com o nome de Afonso Maria do Espírito Santo. Depois de completar seus estudos filosóficos e teológicos primeiro em Wadowice e depois em Viena, ele recebeu a ordenação sacerdotal na capital austríaca em 16 de julho de 1916. Conhecido por suas habilidades organizacionais e estimado educador de jovens, até 1930 foi prefeito e professor no Seminário Menor de Wadowice, conseguindo obter todos os direitos devidos às escolas particulares e depois também às escolas públicas, com um exame reconhecido civilmente. Em 1930 foi eleito prior do convento carmelita de Czerna e exerceu esta função até ao fim da sua vida, com exceção do triênio de 1936-1939, durante o qual foi tesoureiro do mesmo convento. Dedicou toda a sua força física e espiritual à sua comunidade. Reanimou a atividade pastoral na igreja do convento, situada num bosque infelizmente muito afastado da vila. Toda a sua vida espiritual foi baseada numa fé profunda, expressa no fiel cumprimento dos deveres religiosos e no serviço sacerdotal, antes de tudo na celebração consciente e digna da Eucaristia, no cuidado da beleza do culto divino e na fidelidade à vida de oração contemplativa.

Beata Zélia Guérin, Leiga, Mãe de Família (+1877), 28 de Agosto

 Zélia Guérin nasceu em 1831. Estudou com as Irmãs da Adoração Perpétua. Recebeu formação que a fez uma rendeira muito hábil. Tentou ser freira, mas após conversar com a Superiora das Filhas da Caridade, ela entendeu que esta não era a vontade de Deus a seu respeito. Um dia, Zélia cruzava a Ponte Saint-Léonard e por ela passou um rapaz com um rosto nobre, um ar reservado e um comportamento cheio de dignidade. Naquele momento, uma voz interior sussurra em seu ouvido: "Este é o homem que esta reservado para você." A identidade do rapaz logo foi revelada. Providencialmente, Zélia conhecia a mãe de Luis que, tentando arrumar uma católica devota como esposa para o filho, os apresentou.Três meses após terem se conhecido, casam-se à meia-noite no dia 12 de julho de 1858, um horário comum na época entre aqueles que entendiam a importância religiosa do casamento, ou seja, um sacramento que é uma vocação, um chamado à santidade.Os dois decidem  manter a castidade perfeita no matrimônio. No entanto, a Sabedoria Divina, que leva tudo com "força e doçura", tem outros planos para este casal e no final de dez meses, a conselho de um amigo sacerdote, mudam de idéia. Eles agora desejam ter muitos filhos, a fim de criá-los e oferecê-los ao Senhor.

AGOSTINHO DE CARTAGO Doutor da Igreja, coluna inabalável da verdade, Santo 354-430

Um dos maiores espíritos do seu tempo e um dos maiores escritores da cristandade.Um dos maiores gênios que a humanidade já produziu, denominado pelos escritores eclesiásticos Mestre da Teologia, Escudo da Fé e Flagelo dos hereges, entre outros títulos.
Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, pequena cidade livre do proconsulado da Numídia, do Império Romano, ao norte da África. Seus pais, Patrício e Mônica, se bem que de honradas famílias, não eram ricos. O genitor, ainda pagão, pertenceu à cúria da cidade — assembléia dos que compunham a cúria, uma divisão político-religiosa do povo romano. Sua mãe, fervorosa cristã, criou Agostinho no temor de Deus desde os primeiros anos de sua infância. Inscreveu-o também no número dos catecúmenos. Ainda na infância, o menino ficou gravemente enfermo e pensou-se em administrar-lhe o santo Baptismo. Mas, tendo ele melhorado, foi adiada a recepção desse Sacramento, conforme costume da época.

São Junípero Serra (1713-1784)

Sacerdote espanhol que passou grande parte da sua vida e exerceu o seu apostolado na Califórnia (Estado Unidos).
Sacerdote da Primeira Ordem, apóstolo da Califórnia (1713-1784). Beatificado por São João Paulo II no dia 25 de setembro de 1988 e canonizado pelo Papa Francisco em 23 de setembro de 2015. Este santo, conhecido como o Apóstolo da Califórnia, nasceu em Petra na ilha de Maiorca, a 24 de novembro de 1713, de Antônio Serra e Margarida Ferrer, pais exemplares pelos costumes e piedade, embora pessoas de pouca instrução. A criança foi batizada com o nome de Miguel José e foi crismado com a idade de apenas dois anos, por ocasião da visita do bispo de Maiorca, Atanasio Esterripa. Criança ainda, ajudava os pais nos trabalhos do campo e freqüentou a escola anexa ao convento franciscano de São Bernardino, dando provas de inteligência viva e aberta e desta forma pôde ser encaminhado para fazer estudos superiores. Depois de um ano de estudos filosóficos no convento de São Francisco de Palma, com 17 anos, vestiu o hábito franciscano no convento Santa Maria de Jesus. A 15 de setembro de 1731 emitiu os votos religiosos mudando o nome de batismo para o de Junípero, devido à grande admiração que tinha para com Frei Junípero, um dos primeiros companheiros de São Francisco. Concluídos com brilhantismo os estudos teológicos, foi ordenado diácono em 1736 e, posteriormente, sacerdote.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se re-nova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Segunda-feira – Santos: Agostinho de Hipona, Viviano, João III
Evangelho (Mt 23,13-22) “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Fechais o Reino dos Céus aos homens: não entrais, nem deixais entrar os que o desejam.”
A acusação de Jesus era contra os que falseavam as propostas de Deus e levavam outros a um modo de vida religiosa baseada em exterioridades e invenções humanas. Isso me leva a perguntar se meu modo de ser cristão não está impedindo que outros descubram o caminho de Jesus. Não só preciso ser coerente com minha fé, mas também devo evitar quaisquer rigorismos ou acomodações.
Oração
Senhor Jesus, vossas propostas são exigentes e sérias, e para aceitá-las é preciso abandonar tudo. Vosso caminho, porém, não é nem de tristeza nem de pessimismo. Ensinais a renúncia do que nos faz infelizes, não do que aumenta nossa vida e nossa alegria. Ajuda-me a viver convosco de maneira que os que me veem queiram também ser vossos discípulos, encontrando a paz. Amém.

domingo, 27 de agosto de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “Ficai atentos!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O fim do mundo para os filhos
 
Com o Advento, iniciamos um novo Ano Litúrgico, o Ano da Graça do Senhor. Ele é um sacramento que nos mostra a vontade de Deus e a realiza em nossa vida como plenitude. O Advento tem dois temas: O fim dos tempos, com a vinda do Filho de Deus, e a celebração de Sua vinda no Natal. O tema dos três primeiros domingos do Advento são as últimas realidades da vida e do mundo. O Advento é um tempo forte do Espírito que nos prepara para ir ao encontro do Senhor. A espera nos fortalece na fé. Fica a impressão de que a chegada repentina do Senhor vai nos passar um susto. Quando será? Não podemos ter esta preocupação. Basta ouvir as palavras de Jesus: “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor” (Mt 24,37-44). Assim Jesus nos previne e sustenta a fragilidade da comunidade diante das inseguranças do futuro. A futura vinda não faz parte de nossas preocupações. Podemos estar anestesiados e, assim, despreparados. O tempo do Advento nos coloca voltados para o Senhor que virá. Há diferença entre o fim para os filhos e para os que viviam como no tempo de Noé: “Comiam, bebiam, casavam-se, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam até que veio o Dilúvio e arrastou a todos” (Mt 24,38-39). A expressão “comiam e bebiam, casavam-se...” é uma maneira de os semitas expressarem o materialismo e a vida sem Deus e sem sentido. Construir a arca era uma advertência da Palavra de Deus que não foi ouvida. A palavra vigiar faz lembrar as diversas parábolas sobre a vigilância, como aquela das 10 virgens. Não se refere a medo e a insegurança, mas indica a vida da fé operante na caridade, como explica Paulo. 
Vestir-se as armas da luz (Rm 13,12) 
Os Sacramentos ajudam a viver o dia da dia da esperança. Em cada Eucaristia clamamos: “Vem, Senhor Jesus!”. Adiantamos a vinda e assumimos a missão de construir. Revestidos de Cristo, estamos prontos a ir com Ele e ao mesmo tempo construir o mundo novo, como proclama o profeta Isaías: “Os povos transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices; Não pegarão em armas uns contra os outros... deixemo-nos guiar pela luz do Senhor”(Is. 2,4-5). Uma fé que não penetre o social, é de se perguntar se é fé ou teoria. O juizo final vai ser sobre esta dimensão. Revestir-se do Senhor Jesus é viver Sua Vida e atuar na sociedade renovada. Revestir-se é o caminho para a divinização. Paulo recomenda evitar as concupiscências da carne (Rm 13,13). 
Hora de despertar 
A oração nos alerta para o fundamental da vida: “Amar o que é do céu. E, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam” (Pós-Comunhão). Paulo, dizendo que “agora a salvação, está mais perto de nós do que quando abraçamos a Fé”, estimula-nos a ficarmos vigilantes pois “é hora de despertar” (Rm 13,11). Noé estava desperto e fez a arca, mesmo diante da incredulidade de seus concidadãos. Estar desperto é a atitude do filho que tem certeza de ser buscado pelo Pai. O Reino de Deus é aberto a todos os que queiram aprender os caminhos de Deus. O Salmo canta: “Que alegria quando me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor’”! Celebrar a vinda do Senhor no Natal e no fim dos tempos é assumir uma atitude de construir um mundo novo.
Leituras:Isaias 2,1-5;Salmo 121;
Romanos 13,11-14; Mateus 24,37-44 
1. Novo Ano Litúrgico. O Advento tem dois temas: Vinda de Cristo no fim dos tempos e sua vinda na carne. Refletimos nos 3 primeiros domingos sobre a Vinda do Filho e as últimas realidades. O Espírito nos prepara para esperar. O fim vem de repente e alerta estamos atentos. No tempo de Noé estavam despreocupados. É hora da vigilância. 
2. Os sacramentos nos ajudam a viver a esperança. Revestidos de Cristo estamos prontos a ir com ele e ao mesmo tempo de construir o mundo, como proclama Isaias: as espadas se transformarão em foices.... Uma fé que não penetre social, pode não ser fé. Revestir-se do Senhor é viver sua vida e atuar na sociedade. 
3. A oração pós-comunhão nos alerta a amar o que é do céu e abraçar o que não passa. Paulo estimula a ficarmos vigilantes. Noé estava desperto. Esta é a atitude do filho que tem certeza de ser buscado pelo Pai. O Reino é aberto a todos. 
O susto da vida Iniciamos um novo Ano Litúrgico. Não é um calendário que se repete, mas um ano da graça do Senhor. É a graça de participarmos da vida de Cristo, no seu corpo que é a Igreja. Ao iniciar o ano temos uma visão do fim para podermos viver intensamente. Jesus é Aquele que vem vivo e dá o Espírito que o faz sempre Deus Conosco. Estamos sempre levando sustos em nossa vida. Um dia será o susto final. Quando? “Fiquem atentos porque não sabe em que dia virá o Senhor” (Mt 24,37-44). A comunidade era pobre, fraca e insegura quanto ao futuro. A resposta de Jesus lhe dá a segurança de que, estar preparada, é a garantia da vida. Hora de despertar do sono e estar vigilante, como Noé, que soube estar pronto e preparar a arca. O Reino de Deus é aberto a todos os que queiram aprender os caminhos de Deus. O Salmo canta: “Que alegria quando me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor’”! O Advento é uma proposta de renovação. Isaias traz em seu coração o desejo de todos os povos: que termine todo o sofrimento e possamos viver em paz, tirando melhor proveito do que é dedicado à destruição. A luz do Senhor pode nos guiar. Celebrar a vinda do Senhor na carne e no fim dos tempos é assumir uma atitude desperta de construir um mundo novo. 
Homilia do 1º Domingo do Advento (28.11.10)

EVANGELHO DO DIA 27 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 16,13-20. 
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Columba Marmion
Abade(1858-1923) 
Ex fide vivit 
Fixar a Cristo no coração pela fé
Deus apresenta-Se-nos como objeto de fé, especialmente na pessoa de Jesus Cristo. Ele quer que acreditemos firmemente que o Menino nascido de Maria, o Artesão de Nazaré, o Mestre em luta com os fariseus, o Crucificado do Calvário é verdadeiramente seu Filho, seu igual, e que O adoremos como tal. Estabelecer entre os homens a fé no Verbo encarnado é a grande obra que Deus Se propôs realizar na economia da salvação (cf Jo 6,29). Nada pode substituir esta fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus consubstancial ao Pai e seu Enviado. Ela é a síntese de todas as nossas crenças, porque Cristo é a síntese de toda a revelação. A vida da Igreja pressupõe, em tudo e sempre, a adoração do seu divino Esposo. Perante um mundo que O nega e não O compreende, ela repete incessantemente, com São Pedro: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Esta visão forte da fé, que trespassa o véu da humanidade de Cristo e mergulha nas profundezas da sua divindade, está ausente de muitos espíritos: veem Jesus, tocam-Lhe, mas, tal como acontecia às multidões da Galileia, o seu olhar é puramente exterior, superficial, não lhes transforma a alma. Para outros, pelo contrário, Jesus transfigura-Se e a graça ilumina a fé que têm na sua divindade. Para eles, Jesus é o sol da justiça; Ele ultrapassa todas as belezas da terra, e a sua visão fascina-os de tal modo que nenhum outro atrativo pode separá-los do seu amor. Podem, pois, dizer com São Paulo: «Estou convencido de que nem a morte, nem a vida nem qualquer outra criatura me poderá separar do amor que Deus nos manifestou em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Rom 8,38). Uma fé deste género fixa verdadeiramente Jesus Cristo no nosso coração. Não é uma simples adesão da mente, mas implica o amor, a esperança e a consagração total a Cristo, para viver a sua vida, participar nos seus mistérios e imitar as suas virtudes.

Beato Domingos da Mãe de Deus Barberi Padre Passionista 27 de agosto

(*)Viterbo, 22 de junho de 1792 - 
(+)Reading, Inglaterra, 27 de agosto de 1849 
Nascido em Viterbo em 1792, Domenico Barbieri ingressou nos Passionistas aos 22 anos, tomando o nome do religioso Domenico della Madre di Dio. Ordenado sacerdote, iniciou sua obra de pregação na Itália, mas sobretudo na Inglaterra, onde conduziu muitos fiéis de volta à fé católica e ministros, incluindo John Henry Newman. Foi apreciado pelos Papas Leão XIII, que o conheceu pessoalmente quando era núncio em Bruxelas, e por Pio X, que o mencionou numa carta de 1911. Foi um homem de vasta erudição, como muitas das suas obras filosóficas, teológicas e ascéticas. demonstrar. Ele morreu em Reading em 1849. Ele está enterrado em Sutton-Oak, em St Anne's Retreat, perto de Liverpool. (futuro) 
Etimologia: Domenico = consagrado ao Senhor, do latim
Martirológio Romano: Em Reading, na Inglaterra, o beato Domingos da Mãe de Deus Barberi, sacerdote da Congregação da Paixão, que, dedicado à reconstituição da unidade dos cristãos, acolheu de volta muitos fiéis na Igreja Católica. 

27 de junho - Beata Madre Maria Pilar Izquierdo

"Eu vos exalto, meu Deus e Rei" (Sl 144, 1).
 
Esta exclamação do Salmista reflete toda a existência da Madre Maria Pilar Izquierdo, fundadora da Obra Missionária de Jesus e Maria: Louvar a Deus e cumprir em tudo a sua vontade. A sua breve vida, apenas 39 anos, pode resumir-se afirmando que desejou louvar a Deus, oferecendo-lhe o seu amor e sacrifício. A sua vida foi marcada por um continuo sofrimento, não só físico, fazendo tudo por amor d'Aquele que nos amou primeiro e sofreu pela salvação de todos. O amor a Deus, à cruz de Jesus, ao próximo necessitado de ajuda material, foram as grandes preocupações da nova Beata. Tinha a consciência da necessidade de catequizar com o Evangelho nos subúrbios e dar de comer ao faminto, a fim de se configurar a Cristo mediante as obras de misericórdia. A sua inspiração fundamental continua a estar viva hoje onde se encontra a Obra Missionária de Jesus e Maria, desenvolvendo o seu labor em conformidade com o seu espírito. Oxalá o seu exemplo de vida abnegada e generosa ajude a empenhar-se cada vez mais no serviço aos necessitados, para que o mundo atual seja testemunha da força renovadora do Evangelho de Cristo. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 
04 de novembro de 2001

Santa Mônica Mãe de Santo Agostinho 27 de agosto

(*)Tagaste, atual Song-Ahras, Argélia, 331
(+)Ostia, Roma, 27 de agosto de 387
Nobre exemplo de amor maternal, ela rezou durante mais de vinte anos, sem nunca perder a esperança, para que seu filho se convertesse. Mãe de Santo Agostinho de Hipona, Santa Mônica nasceu em Tagaste (Argélia) em 331, vindo de uma rica família cristã. Sábia e virtuosa, inclinada a uma vida espiritual profunda, ela estuda a Bíblia. Mônica é um dos raros casos de mulheres que podem ler e meditar nas Sagradas Escrituras. Casada com Patrizio, um pagão modesto, ela suportou por muitos anos seu caráter raivoso e autoritário com paciência e dedicação. Eles têm três filhos, Agostino é o mais velho. O marido adoece e na hora de sua morte se converte e é batizado. Mônica fica viúva aos trinta e nove anos e tem que criar os filhos sozinha. Agostinho, embora amasse a mãe, não poupou suas aflições e decepções. Ele é um jovem rebelde. Deixa-se guiar por amigos que o aconselham mal, recusando as recomendações amorosas da mãe que tenta reconduzi-lo ao caminho certo. Agostinho, estudante em Cartago, tem um filho de uma serva com quem mora. Sua mãe, rigorosa com ele, gostaria de trazê-lo de volta à educação cristã da infância e sofre quando Agostinho adere à Igreja Maniqueísta (religião oriental), tentando envolvê-la e a seus irmãos. Em 383, Agostinho quis ir para a Itália ensinar retórica (a arte de escrever e falar bem). A mãe pensa que vai embora com ele, mas o filho, por engano, sai com a companheira, deixando-a em Cartago. Mónica, depois de tantas lágrimas, perdoa-o e, decidida a encontrar Agostino, segue-o embarcando para Itália, não se cansando de rezar pela conversão do seu querido filho. Em 385, Agostino, em crise, perdido pela incoerência da Igreja Maniqueísta, está em Milão onde Sant'Ambrogio o convence a frequentar a sua escola. Mônica conhece o filho e sente que, depois de vinte anos, suas orações foram atendidas; feliz ele o sustenta, o guia, até a sua conversão. Depois do batismo, Agostinho, junto com sua mãe, quis retornar à África para iniciar a vida monástica. Enquanto esperam a repatriação, eles param em Ostia. Para Agostino, um homem com um passado tempestuoso, inicia-se um período de profunda reflexão. No contato com a mãe assimila seus ensinamentos e sua fé. Agradecido, ele lhe diz: «Sua mãe me deu à luz duas vezes». Inesperadamente Mônica adoece e seu filho cuida dela até o fim. Depois de nove dias, Mônica morreu em Ostia em 27 de agosto de 387. Ela protegeu impressores, mulheres casadas, mães e viúvas.
Patrona: Mulheres casadas, mães, viúvas 
Etimologia: Monica = a solitária, do grego 
Martirológio Romano: Memória de Santa Mônica, que, dada em casamento a Patrício ainda jovem, teve filhos, entre eles Agostinho, por cuja conversão derramou muitas lágrimas e muitas orações dirigidas a Deus, e, desejando profundamente o céu, deixou esta vida em Ostia no Lácio, enquanto ele voltava para a África.

Santa Mônica e o imenso poder de oração das mães pelos filhos

SAINT MONICA









Deus não resiste às lágrimas e às orações de uma mãe que reza como Santa Mônica. 

Ela rezou 20 anos pela conversão de seu filho, Santo Agostinho

Santa Mônica é o exemplo claro do poder da oração das mães pelos filhos. Ela nasceu em Tagaste (África), em 331, de família cristã. Muito jovem, foi dada em casamento a um homem pagão chamado Patrício, de quem teve vários filhos, entre eles Agostinho, cuja conversão alcançou da misericórdia divina com muitas lágrimas e orações. É um modelo perfeito de mãe cristã. Morreu em Óstia (Itália) no ano 387.

Deus estabeleceu uma lei: precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, para sermos atendidos. Jesus foi enfático: “E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11,8-10). Quem não pede não recebe.

Jesus disse isso depois de contar aquele caso do vizinho que bateu na porta da casa do outro para pedir um pouco de pão à meia noite, porque tinha recebido uma visita e estava sem pão. Como o outro não quis atendê-lo, Jesus disse: “Eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar”.

Beato Gabriel Maria (1462-1532), religioso e fundador da Ordem da Anunciada, em honra da Santíssima Virgem.

O CREDO DE MARIA, de acordo com a doutrina mariana de muitos santos (por São Gabriel da Virgem Dolorosa). Hoje, o site "Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus" trás aos nossos leitores este belíssimo "Credo de Maria", feito por São Gabriel da Virgem Dolorosa, passionista, com uma coletânea de citações, revelações, meditações e ditames mariológicos que servirão para aumentar ainda mais nossa devoção à Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, e ver o quão grande e incomensurável é sua dignidade. Peço que o divulguem em suas famílias, rodas de amigos, grupos de oração, pastorais paroquiais e/ou diocesanas, em fim, a todos os católicos que, por o serem, tem por dever o amor e a honra da Virgem Santíssima.