Constantino Acropolita escreveu, no século XIV, uma biografia de Santa Teodósia. Segundo seus relatos, ele vivia nesta época em Constantinopla, próximo da sepultura da mártir. Percebendo que lhe prestavam uma grande devoção, decidiu-se por escrever sobre sua vida, pesquisando em alguns de seus escritos e baseando-se na tradição oral do lugar e da época. Segundo nos informa, Teodósia pertencia a uma nobre família e perdeu seus pais quando era ainda muito jovem. Mais tarde, recebeu o véu no monastério constantinopolitano da Ressurreição do Senhor. A Santa viveu na época dos imperadores iconoclastas Leão, o Isáurico, e Constantino Coprônimo. Ante uma ordem imperial para que um ícone de Cristo, muito venerado, fosse destruído, Teodósia, liderando um grupo de mulheres, derrubou a escada onde estava o oficial que cumpria a ordem de lançar abaixo e destruir o ícone.
domingo, 29 de maio de 2022
Beato Félix de Nicósia, Religioso, Franciscano Capuchinho (+1787), 29 de Maio
Nasceu em Nicosia, Sicília, no ano de 1715, de uma família pobre, mas animada de profunda fé e temor a Deus, unidos a uma grande laboriosidade. O pai começava o dia participando da missa e o encerrava com uma visita ao Santíssimo Sacramento. A mãe, quando dava um pedaço de pão aos filhos, convidava-os a deixar um pouco para os pobres educando-os, desse modo, no amor aos mais necessitados. Félix, com a idade de 20 anos, pediu para ser admitido no convento dos frades Capuchinhos. Obteve resposta negativa. Mas não desistiu: rezou, implorou, pediu novamente, até que, depois de sete anos de provas, em 1743, foi finalmente admitido na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.
Frei Félix não precisou de uma transformação no noviciado: pobreza, penitência, humildade, obediência, união com Deus na oração e no trabalho, toda uma vida animada e iluminada no amor a Deus e ao próximo: ele procurou viver tudo isso também na vida religiosa, numa atmosfera franciscana.
Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos, 29 de Maio
A invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos.
Através da história, a Santíssima Virgem tem-se manifestado sempre como Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, atendendo solícita às súplicas de todos aqueles que de qualquer maneira trabalham para o anúncio da mensagem do Evangelho e a expansão do Reino de Deus.
São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, colocou a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo.
Também o Padre Tiago Alberione, fundador da "Família Paulina" (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.
São Maximino, bispo († 349)
Bispo da Igreja, viveu seu magistério e serviço à Palavra sob ataques, mas não conseguiram matá-lo. Nasceu na França no século IV e muito cedo sentiu o chamado a vida sacerdotal. Sucedeu Agrício e teve que combater o Arianismo, que confundia muitos cristãos.
São Maximino apoiou Santo Atanásio nessa luta, sofreu com ele, e se deparou até com o Imperador.
Bispo da Igreja, viveu seu magistério e serviço à Palavra sob ataques, mas não conseguiram matá-lo. Viveu até o ano de 349 deixando este testemunho e convocação: sermos cooperadores da verdade.
O santo de hoje é um ícone do amor a Cristo, à Igreja e à Verdade.
MARIA ÚRSULA LEDOCHOWSKA Religiosa, Fundadora, Santa 1865-1939
Assim escreveu Júlia Ledóchowska antes dos votos religiosos aos 24 anos de idade. No dia da sua Profissão, mudou o nome para Maria Úrsula de Jesus, que tomou aquelas palavras como orientação para toda a sua vida. Na sua família houve vários homens de Estado, militares, eclesiásticos e pessoas consagradas, comprometidas na história da Europa e da Igreja. Outros dos seus irmãos escolheram a vida consagrada e Maria Teresa foi beatificada em 1975; tinha fundado o Sodalício de São Pedro Claver e o seu irmão Vladimiro, foi Superior-Geral dos Jesuítas.
Nos vinte e cinco anos de vida no convento, em Cracóvia, Maria Úrsula atraiu as atenções com o seu amor ao Senhor, pelo talento educativo e sensibilidade perante as necessidades dos jovens, nas difíceis condições sociais, políticas e morais daquele tempo. Quando as senhoras foram autorizadas a frequentar a Universidade, conseguiu organizar o primeiro pensionato na Polónia, onde as estudantes podiam encontrar um lugar seguro para a vida e para o estudo, além de uma sólida formação religiosa.
Beato José Gérard, sacerdote (1831-1914)
Sacerdote da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, o beato francês José Gérard foi como missionário a Basutoland, na África, onde proclamou incansavelmente o Evangelho aos indígenas. João Paulo II o beatificou em 15 de setembro de 1988.
Martirológio Romano: Na localidade de Roma, no Lesoto, na África Austral, o Beato José Gérard, sacerdote dos Oblatos de Maria Imaculada, que primeiro proclamou incansavelmente Cristo na província de Natal e depois sobretudo na Basutolândia.
O Beato José Gérard, nasceu em 12 de março de 1831 em Bouxières-aux-Chênes (Nancy, França), o primeiro dos cinco filhos de Giovanni Gérard e Orsola Stoffler, camponeses; a pobreza da família temperou-o com as dificuldades da terra e da vida, ao mesmo tempo que recebeu uma sólida educação cristã.
Ainda menino frequentou a escola primária de seu país, dirigida na época pelas Irmãs da Doutrina Cristã; ao mesmo tempo, foi assíduo nas atividades da paróquia, onde o pároco, Abbé Cayens, ex-missionário na Argélia, o preparou para a Primeira Comunhão, falando-lhe muitas vezes sobre suas experiências missionárias no norte da África.
ASCENSÃO DO SENHOR
A observância desta festa é muito antiga. Embora não haja evidências documentais de sua existência anteriores ao século V, Santo Agostinho afirma que ela é de origem apostólica e de uma forma que deixa claro que ela já era observada universalmente por toda a Igreja antiga muito antes de seu tempo. Menções frequentes a ela aparecem nas obras de São João Crisóstomo, São Gregório de Nissa e na “Constituição dos Apóstolos”.
“Peregrinação de Egéria” fala de uma vigília antes da festa e da festa em si, eventos que ela testemunhou na igreja construída sobre a gruta na qual os fiéis acreditam ter nascido Jesus em Belém. É possível que antes do século V, o evento narrado nos Evangelhos tenha sido comemorado em conjunto com a Páscoa ou o Pentecostes. Alguns acreditam que o controverso e muito debatido decreto 43 do Sínodo de Elvira (c. 300), condenando a prática de observar uma festa no quadragésimo dia depois da Páscoa e de esquecer de comemorar o Pentecostes no quinquagésimo, implica que a prática apropriada na época era comemorar a Ascensão junto com o Pentecostes.
Representações artísticas do evento aparecem em dípticos e afrescos a partir do século V.
Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos, 29 de Maio
A invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos.
Através da história, a Santíssima Virgem tem-se manifestado sempre como Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, atendendo solícita às súplicas de todos aqueles que de qualquer maneira trabalham para o anúncio da mensagem do Evangelho e a expansão do Reino de Deus.
São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, colocou a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo.
Também o Padre Tiago Alberione, fundador da "Família Paulina" (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.
Nossa Senhora Auxiliadora, História da Invocação
Nos primeiros séculos, a Santa Igreja, guiada pelo Espírito Santo, tratou com muita discrição tudo quanto se referia a Santa Mãe de Deus, para que Ela não fosse confundida com uma deusa por aqueles povos recentemente convertidos dos erros do paganismo.
Ainda assim, há muitas evidências de uma devoção a Ela já nos primeiros séculos. Temos, entre muitos outros, um fragmento de uma oração dirigida a Ela, uma representação da Virgem com o Menino nas catacumbas de Priscila, em Roma, uma placa do século III representando a visita dos Reis Magos, um prato dourado do século IV retratando Maria SSma. e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo (vide abaixo).
As invocações com que os católicos a Ela se dirigem, honram e cultuam são inúmeras. A invocação de Auxilium Christianorum, entretanto, tem uma conotação especial: Ela é invocada e sempre intervém quando há uma batalha que parece pender para o lado dos inimigos da Cristandade. Poderíamos dizer que Ela é um General que sabe táticas de guerra...
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE MAIO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – ASCENSÃO – Santos:
Maximino, Cirilo de Cesareia, Sisínio
Evangelho (Lc 24, 46-53) “Vós sereis testemunhas de tudo isso. Eu
enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu.”
Lucas reúne em apenas um dia a
ressurreição de Jesus, sua manifestação às mulheres e aos discípulos, e sua
glorificação como enviado pelo Pai. Já não estaria com eles como antes, nesta
vida humana de agora. Mas estará com eles pela presença do Espírito Santo, que
os revestirá com a força que vem de Deus, e por sua presença contínua, para os
fazer participantes dos bens da salvação. Unidos a ele, elas e eles poderão
anunciá-lo ao mundo como Salvador, agindo em seu nome e com seu poder. “Eles o adoraram”, reconheceram-no como
Senhor. Toda sua vida estava mudada; podiam com alegria e coragem voltar a
Jerusalém, felizes porque viam o cumprimento de todas as promessas do passado.
E depois partiram por todo o mundo, a anunciar a alegria da salvação.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois o Filho Encarnado
de Deus; tendes todo o poder, dirigis tudo para a concretização do projeto
divino de nossa salvação e realização final. Sois o centro de nossa comunidade,
centro que nos atrai e une. Caminhais conosco e nos guiais pelos caminhos de
uma vida nova na verdade, na paz e na fraternidade. Conhecendo tudo que
fizestes e sofrestes por nos amar, alegro-me ao vos contemplar na glória de
unigênito do Pai. Aceito a missão que me confiastes de ajudar todos a vos
conhecer, amar e seguir. O Espírito, que enviais sobre nós, dá-nos sabedoria,
força e alegria na caminhada, mesmo entre perigos e incertezas. Ajudai-nos a
viver neste nosso tempo, e encontrar respostas para nossas dúvidas e
necessidades. Amém.
sábado, 28 de maio de 2022
46. AS DUAS MÃES
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO REDENTORISTA VICE-POSTULADOR DA CAUSA |
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| VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER MISSIONÁRIO REDENTORISTA |
- Nunca se esqueça que você tem duas mães. Uma lhe dá o alimento, a roupa, o remédio. Esta é a mãe da terra. A outra o defende contra os perigos da alma e lhe mostra o caminho para Jesus. Esta é a Mãe do céu... Nossa Senhora.
Este menino tornou-se mais tarde um padre franciscano, falou e escreveu muito sobre a Mãe de Jesus, e morreu em 1941, mártir da caridade.
É São Maximiliano Kolbe.
Palavra de vida: Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E desta hora em diante, o discípulo a levou para a sua casa. (Jo 19,26-29)
REFLETINDO A PALAVRA - “O coração do bom pastor”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) REDENTORISTA CONSAGRADO SACERDOTE NA PAZ DO SENHOR |
Os discípulos voltaram da missão à qual os enviara Jesus. A missão consiste precisamente em prosseguir a única missão do Mestre, aquela que recebeu do Espírito Santo no Batismo: pregar o Evangelho, realizar as obras do Reino através das palavras e dos milagres. São eles os pastores do povo de Deus. Na experiência do Antigo Testamento, pudemos ver o fracasso da realeza. Foram eles que, no lugar de Deus deveriam conduzir o povo. Foram eles que levaram o povo, por sua infidelidade a Deus e pelo modo como O trataram, ao extremo sofrimento e catástrofe nacional. Os pastores não cuidaram: dispersaram e afugentaram o povo (Jr 23,2). Essa foi a história do povo que, por seus dirigentes, perdeu o sentido de sua aliança com Deus. Por isso teve de arder em graves sofrimentos. Por sua fidelidade à aliança, Deus jamais o abandonou. Para isso toma a grande decisão de cuidar pessoalmente de seu povo. Vai reuni-lo de onde estava disperso. Diz o Senhor: “Suscitarei novos pastores que as apascentem...Virão dias em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio. Fará valer a justiça e a retidão na terra” (5). Jesus, enviando seus discípulos à missão, está cumprindo essa promessa de não deixar seu povo sem pastores, cuidado que Deus já tivera, no deserto, ao dar os 70 auxiliares a Moisés: “para que a multidão não fosse como um rebanho sem pastor” (Nm 27,17). Jesus é o prometido. Ele forma seus discípulos para que, pela presença permanente do Espírito, sejam os pastores de que o povo necessita.
Jesus é o bom pastor
Paulo, em sua carta aos Efésios, diz que Cristo é nossa paz. Ele reúne todos em um único corpo, criando em si um só homem novo por meio da cruz (Ef 2,13-18). Jesus realiza a profecia de um pastor completo que definitivamente vai conduzir ao Pai os dispersos. A atitude fundamental do bom pastor Jesus é a compaixão. Esse magnífico texto mostra seu inteiro coração: “Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois a ensinar-lhes muitas cosias” (Mc 6,34). Ele, que procurara descanso para si e seus discípulos, pois não tinham tempo nem para comer, tantos eram os que iam e vinham, deixa o descanso e passa ao carinhoso atendimento de todos. As atitudes do pastor estão descritas no salmo 22, que não é uma simples poesia bonita, mas é a metodologia que Jesus usa para com o povo que o Senhor lhe confiou. Inicialmente vemos Jesus convocar os discípulos para um repouso. Significa o carinho com que Ele os reúne como comunidade e lhes garante um futuro de paz em seu ministério. Paz que encontrarão em Deus como prêmio. Que eles, sentindo o prazer de estar repousando com Jesus, aprendessem a conduzir todos a Ele e à comunidade como lugar do repouso.
Ser pastor como Jesus
Os discípulos aprendem de Jesus a serem os bons pastores do povo. Como serão os pastores que Jesus dá para nós? Qual é a “forma”? A primeira condição para ser pastor como Jesus, não só padre, é saber ter compaixão do povo. Essa compaixão vai ao extremo, chega ao ponto de não ter tempo nem para comer. Certamente a vida tem de ter ordem e estrutura. Mas, Jesus não tinha relógio. O ponto de partida para o bom pastor não é o proveito que as ovelhas lhe dão, mas o proveito que os fiéis tiram da misericordiosa presença de Jesus que os conduz a serem comunidade e a serem ensinados.
Leituras:Jeremias 23,1-6;Salmo22;
Efésios 2, 13-18; Marcos 6,30-34.
1. Os discípulos voltaram da missão. Esta é a mesma de Jesus: pregar o Evangelho e realizar as obras do Reino. São eles os pastores do povo de Deus. No Antigo Testamento a realeza fracassou e levou o povo à destruição. Eles não foram fiéis, mas Deus é fiel. Promete um descendente fiel. Esse é Jesus. Deus não deixa seu povo abandonado. Forma os discípulos para que sejam os pastores do povo pelo Espírito Santo.
2. Paulo escreve que Cristo é nossa paz. Ele une judeus e pagãos em um único povo. Jesus é o bom pastor que vai conduzir os dispersos. Ele o faz através da compaixão. Ele é o bom pastor segundo o salmo 22 que sempre conduz para bons lugares. O lugar do repouso agora é uma antecipação do futuro e se encontra na comunidade.
3. Os discípulos aprendem de Jesus a serem bons pastores. A forma que Jesus deixa para sermos bons pastores é a compaixão até o extremo de não ter tempo nem para comer. A vida precisa de estrutura. Mas Jesus não tinha relógio. O proveito sempre será a misericórdia que os fiéis encontram no pastor.
Coração mole
Jesus e os discípulos estavam na lona. Cansados. Afinal, voltavam de sua missão. Jesus chama: vamos para um canto sossegado e lá a gente conversa. O povo descobriu e acabou o feriado prolongado. Jesus não nega fogo: viu aquela gente sofrida e sentiu compaixão. Tinha um coração mole quando via o povo sofrido. Aí, então, descansou no que gostava: ensinar as coisas bonitas para o povo.
Sinto a consciência pesada quando vejo tanto sofrimento e a gente não fazer nada. Tanta gente sofrendo e eu eternamente deitado em berço esplêndido. O Brasil viu que isso não dá certo. É preciso levantar e fazer alguma coisa.
Homilia do 16º Domingo Comum
EM JULHO DE 2006
EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO
Evangelho segundo São João 16,23b-28.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará.
Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.
Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai.
Nesse dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai,
pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus.
Saí de Deus e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e vou para o Pai».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1858-1923)
abade
«A Obra de Deus, meio de união a Deus»
Somos embaixadores da Igreja
Ora, qual é a qualidade fundamental de um embaixador? Ser competente? Ser poderoso? Dispor de uma grande fortuna? Ter crédito? Brilhar pelos seus talentos pessoais? Ser «persona grata» junto do soberano a quem é enviado? Tudo isso é útil, necessário; todas essas qualidades contribuirão sem dúvida para o sucesso da sua ação, mas serão insuficientes e estéreis, desviar-se-ão até do fim previsto, se o embaixador não se identificar, o mais perfeitamente que puder, com as intenções e os sentimentos do soberano que o envia, com os interesses do país que representa.
Ora, a Igreja é nossa delegada junto do Rei dos reis, junto do trono de Deus. Devemos, pois, identificar-nos com as suas formas de ver e as suas vontades; a Igreja confia-nos os seus interesses, que são os interesses das almas, os interesses da eternidade. E isto não é coisa banal! Tomemos, pois, a peito todas as necessidades de sangue, as angústias das almas que sofrem, os perigos daquelas que estão neste momento presas pelo demónio, as solicitudes daqueles que devem guiar-nos, a fim de que todos recebam o auxílio de Deus.
Com efeito, pensai no que disse o próprio Senhor: «Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará». Apoiados nesta promessa, pedi muito, pedi com toda a confiança, e o Pai, «de quem procede todo o dom perfeito» (Tg 1,17), abrirá as mãos para encher as almas de bênçãos. Porque não somos nós que oramos, que nesse momento intercedemos; é a Igreja, é Cristo, nosso chefe e Pontífice supremo, que reza em nós e está diante de seu Pai para pleitear a causa das almas que resgatou (cf Heb 9,24; 7,25).
28 de maio - Beato Iuliu Hossu
Iuliu Hossu nasceu em 30 de janeiro de 1885 em Milaşul Mare, então Áustria-Hungria, hoje Romênia, era filho de um padre greco-católico.
Ele estudou os temas de Filosofia e Teologia Católica em Budapeste, Viena e Roma, e em 27 de março de 1910, recebeu do bispo Basílio Hossu, seu tio (seu pai Ioan e Basil eram primos) o sacramento de Ordens Sagradas. A partir de 1911 ele realizou várias tarefas ao serviço do Bispo de Gherla, no período de 1914-1917 ele foi um capelão militar para os soldados romenos no exército austro-húngaro.
Em 21 de abril de 1917 foi nomeado bispo de Gherla, Armenopoli, Szamos-Újvár para os fiéis do rito bizantino-romeno. A consagração episcopal aconteceu em 4 de dezembro de 1917.
Em 5 de junho de 1930, foi transferido pelo Papa Pio XI para a diocese de Cluj-Gherla e mudou a sede para Cluj-Napoca, ajudando também na administração de várias dioceses vacantes.
28 de maio - Beata Maria Serafina do Sagrado Coração
Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 03 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma e aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão.
No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade específica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes, modelos de oração e de serviço.
Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Monsenhor Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto. Mas temendo não conseguir levar adiante o projeto, Clotilde retornou a Imer.
Beato Luis Biraghi
Fundador das religiosas de Santa Marcelina, ele, confiando àquelas ardorosas primeiras apóstolas a missão de “ENSINAR JESUS” na atividade educativa, quis que tivessem Santa Marcelina, irmã mais velha de Santo Ambrósio, como modelo, para serem, tal como sua protetora, sinal no tempo, de uma sede de Deus, que transfigura a vida e impele ao serviço dos irmãos. e educando mais com a força do amor e do exemplo, do que com muitas palavras.
Luis Biraghi nasceu em Vignate (Itália) a 2 de Novembro de 1801, quinto de oito filhos de Francisco e Maria Fini, agricultores.
De 1813 a 1825 fez os estudos de humanidade, filosofia e teologia, distinguindo-se sempre. Como diácono, foi encarregado do ensino de letras nos seminários menores, cargo que lhe foi confirmado depois da ordenação presbiteral (28 de Maio de 1825) que ele desempenhou com paixão.
Em 1833 foi nomeado diretor espiritual do seminário maior: cargo a que se dedicou com incansável caridade, exemplo vivo, para os seus clérigos, de amor a Cristo e à sua Igreja, de total dedicação e de obediência incondicionada.
28 de maio - Santa Ubaldesca Taccini
Santa Ubaldesca Taccini é uma santa que marcou profundamente a vida espiritual de Pisa nos séculos XII e XIII, junto com Santa Bona, São Guido da Gherardesca e São Ranieri. Em um período histórico que viu a República Marítima de Pisa dominar o Mediterrâneo e os seus cidadãos gozarem de um alto padrão de vida, a santa propôs um modelo de vida separada da vida social da cidade e estritamente fiel à mensagem de pobreza e de renúncia pregada por Jesus.
Nascida em Calcinaia em 1136 de pais de condições humildes, Ubaldesca, filha única, desde jovem mostrava-se humilde e dedicado aos pais e a Jesus. Diligente na prática da oração, muitas vezes acompanhada de jejum, a Santa de Pisa se destacou especialmente pela caridade exercida junto aos pobres.
Quando tinha cerca de catorze anos, um dia, enquanto assava o pão da família, teve a visão de um anjo que lhe ordenou que entrasse no convento da Ordem de São João de Jerusalém (estabelecida alguns anos antes, em 1099, em Jerusalém, na Igreja de São João Batista sob a regra de Santo Agostinho).
28 DE MAIO: S. INÁCIO, BISPO DE ROSTOV
Santo Inácio era Arquimandrita do monastério da Santa Teofania, em Rostov, quando foi eleito, consagrado e nomeado bispo desta mesma cidade, no ano de 1262. Dedicou-se com muito empenho ao seu ofício pastoral, numa época particularmente difícil, em que teve de defender seus diocesanos da tirania dos tártaros e ser o mediador nas hostilidades dos nobres de Rostov. O Metropolita de Kiev, diante do qual havia sido caluniado, o provou com a suspensão do exercício de suas funções episcopais. Em 1274, Santo Inácio participou do Sínodo da Igreja da Rússia, em Vladimir. Uma citação tomada dos decretos deste Sínodo nos permitirá ter uma ideia das dificuldades impostas ao clero russo, contra as quais teve de lutar até muito recentemente:
O povo pratica ainda os malditos costumes pagãos: celebram-se as festas pagãs com ritos diabólicos, com assobios e gritos. Os homens, embriagam-se, espancam-se com paus e roubam as vestes dos que morrem na luta.
Santo Inácio adormeceu em Cristo no dia 28 de maio de 1288. Logo após a sua morte, começou a se espalhar entre o povo notícias dando conta dos mais fantásticos milagres.
Dizia-se, por exemplo, que, quando o corpo do santo era conduzido para o sepultamento, o mesmo teria se levantado para abençoar os presentes. Até a época da Revolução Russa, as relíquias de Santo Inácio estavam guardadas na Igreja da Santa Dormição, em Rostov.
Tradução e publicação neste site
com permissão de
Trad.: Pe. André
Santo André, o Louco, Escravo, Mendigo, Cristão (Século IX), 28 de Maio
Escravo de origem cita, André vivia em Constantinopla a serviço de um dignatário da corte imperial. Após inúmeras peripécias, simulando loucura, conseguiu que seu mestre lhe concedesse a liberdade.
André vivia vagando, vestido apenas com uma espécie de tapete rústico, bebendo água nas poças das ruas. Seguia à risca a palavra dita por São Paulo: "Nós, loucos por causa de Cristo" (I Cor 4, 10). André suportou as brincadeiras cruéis e as vexações dos passantes até o dia da sua morte.
Foi então que os moradores da localidade descobriram a santidade de André, através dos milagres que ocorreram após o seu falecimento.
Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel
São Justo, bispo († meados do séc. VI)
São Justo nasceu na Espanha Citerior, de pais católicos, cuja piedade era bem patente na educação cristã dos quatro filhos que lhes concedera o céu, os quais foram: o nosso santo (JUSTO), NEBRÍDIO, JUSTINIANO e ELPÍDIO, dos quais Santo Isidoro de Sevilha faz menção com particular elogio no catálogo dos varões ilustres que haviam florescido em Espanha, chegando a ser, por seus relevantes méritos, prelados de quatro diferentes igrejas, respectivamente de Urgel, Egara, Valência e Huesca.
Seus pais, logo que Justo chegou á idade competente, destinaram-no ás letras, nas quais fez maravilhosos progressos, bem como na ciência dos santos e na virtude. Conheceu que a base, o princípio e o fundamento da verdadeira sabedoria era o temor de Deus, e condimentando o estudo com a oração, e os exercícios literários com a prática de boas obras, mostrou ser santo e doutor. Desejoso de se dedicar inteiramente ao serviço do Senhor, abraçou o estado eclesiástico, e cheio de ciência e de virtudes ascendeu ao sacerdócio, tornando-se digno de tão alta dignidade por seu conhecido mérito e notória santidade.
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