sexta-feira, 29 de maio de 2020

REFLETINDO A PALAVRA - “Ricos para Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
52 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
Rico diante de Deus 
O sentido da vida flui como resultado das escolhas que fazemos. Jesus se põe como aquele que dá sentido e segurança para nossa vida e nossas atividades. Quanto mais nos desapegarmos, mais nos firmamos no único bem necessário. Deus nos abre as riquezas que a vida oferece. Maiores serão os dons se nos firmarmos no único necessário e referência: “Assim acontece àquele que ajunta tesouros para si mesmo e não é rico para Deus” (Lc 12,21). Aquele homem que teve grande colheita não soube dar sentido a tudo o que possuía. O risco dos bens materiais está justamente em não perceber que os bens podem contribuir para sua riqueza humana. Perde-se o sentido dos bens quando não sabemos construir uma riqueza maior, sendo rico para Deus. Jesus não condenou esses bens materiais, mas a insensatez no seu uso. É o que encontramos na leitura do livro do Eclesiastes. O homem que vive na ilusão da riqueza perde as outras dimensões da vida que podem ser enriquecedoras e dão sentido ao que foi produzido por um bom trabalho. A riqueza espiritual pode aumentar os frutos de nossos bens. Ser rico para Deus é multiplicar os bens na matemática de Deus: Quanto mais nos desapegarmos, mais possuímos e armazenamos a abundância e produzimos bens espirituais. Somos pó, como lemos no salmo. A cartilha do bem viver exclui a ganância, a soberba da abundância e o fausto do vazio. Jesus coloca aí a loucura e a incapacidade de bem administrar a vida. Os bons e os santos também morrem, podem ter bens, mas são desapegados e possuem a sabedoria. 
Buscar as coisas do alto 
Toda nossa vida cristã tem o sentido na ressurreição. A ressurreição final, quando seremos todos em Cristo, nos comunica a vitalidade para nosso dia a dia. Ela não nos tira da realidade em que vivemos, mas nos coloca na ressurreição que deve penetrar todas as realidades. Sendo batizados em Cristo somos ressuscitados com Ele. Temos assim a grande mudança de tudo em Cristo: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde está Cristo à direita de Deus... Aspirai às coisas celestes e não às terrestres. Vós morrestes e vossa vida está escondida, com Cristo em Deus” (Cl 3,1ss). Nossos celeiros espirituais foram feitos para guardar as riquezas de Cristo em nós. Somente aquele que já se despojou do homem velho e se revestiu do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu criador, tem essa sabedoria (id). Ter fé nos leva a superar a vaidade dos bens, a loucura e o vazio dos bens materiais. Será sensato e rico diante Deus. Os bens materiais vividos em Cristo produzirão frutos muito maiores, pois o amor multiplica e não divide. Esses celeiros podem crescer ao infinito. 
Contar nossos dias 
O coração humano que busca Deus supera todo vazio e dá consistência a nossa vida. O salmo ensina a ver que a fragilidade da vida é pó. Somos nada, passamos. Por isso podemos suplicar: “Ensinai-nos contar nossos dias e dai sabedoria ao coração... Saciai-nos de manhã com vosso amor e exultaremos de alegria todo dia” (Sl 89). O cristão é diferente quando sabe viver bem as condições humanas com intensidade do amor. Tudo se multiplica. Somos chamados a tirar de nossa vida os vícios que nos destroem, pois já nos despojamos do homem velho e da sua maneira de agir. A comunidade cristã é o celeiro que precisa ser sempre maior para conter a riqueza da graça. A colheita dos bens espirituais exige sempre maiores celeiros para promover mais irmãos. Nossos dias cheios de sabedoria encherão os celeiros para a comunhão fraterna. 
Segurando o Vento 
O livro do Eclesiastes tem ensinamentos que refletem bem o crescimento da Palavra de Deus no meio de uma sociedade não judaica. O autor sagrado está em busca. Para ele a vaidade das coisas lhes tira a consistência. É como segurar o vento. Ver as realidades e realizações sem consistência quer segurar o vento com as mãos. O jeito é fazer celeiros que recolhem vida para ser distribuída. O vento da vaidade e estupidez, passam por nós e nos deixam.

São Félix de Nicósia, religioso, +1787

Nasceu em Nicosia, Sicília, no ano de 1715, de uma família pobre, mas animada de profunda fé e temor a Deus, unidos a uma grande laboriosidade. O pai começava o dia participando da missa e o encerrava com uma visita ao SS. Sacramento. A mãe, quando dava um pedaço de pão aos filhos, convidava-os a deixar um pouco para os pobres, educando-os desse modo, no amor aos mais necessitados. Félix com a idade de 20 anos pediu para ser admitido no convento dos frades Capuchinhos. Obteve resposta negativa. Mas não desistiu: rezou, implorou, pediu novamente até que, depois de sete anos de provas, em 1743, é admitido na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Frei Félix não precisou de uma transformação no noviciado: pobreza, penitência, humildade, obediência, união com Deus na oração e no trabalho, toda uma vida animada e iluminada no amor de Deus e ao próximo, ele procurou viver também na vida religiosa, numa atmosfera franciscana. Passou quarenta e três anos de vida religiose e gostava de se chamar “o jumentinho do convento”. Passava dia após dia pelas ruas e becos da cidade e pelas localidades próximas, com uma batina velha e remendada, os pés descalços, cabeça descoberta sob a chuva ou sol quente da Sicília, sacola nos ombros o terço nas mãos e o coração em Deus. Era afável e cordial com grandes e pequenos, ricos e pobres, autoridades e gente simples, tendo sempre uma palavra boa para todos, ora consolando, ora admoestando. Sempre agradecia com um alegre "Deo gratias" não só as esmolas, mas também as ofensas e repulsas. Frei Félix dedicava o dia ao apostolado e a noite às orações e penitências. No fim de maio de 1787, adoece de uma febre forte e, no último dia do mês de Nossa Senhora, a quem tinha amado e venerado desde a infância, entrou na paz eterna. Foi canonizado em 2005 pelo Papa Bento XVI.

DIA 29 DE MAIO – MARTÍRIO COM REQUINTES DE MALDADE

Os adoradores do deus Saturno não gostaram dos primeiros evangelizadores cristãos na região de Trento porque, além de pregar contra a idolatria, recusaram-se a adorar esse ídolo. Eram eles Sisinio, Maltartiri e Alexandre, acólitos e futuros padres (+397). 
Foram surpreendidos na sua igreja e agredidos violentamente. O primeiro, Sisinio, morreu em conseqüência dos maus tratos. Martiri e Alexandre, dois irmãos, foram queimados vivos diante do altar do deus Saturno, usando-se para isso a madeira da mesma igreja que os idólatras destruíram. 
URSULA LEDOCHOWSKA (+1939) nasceu na Austria. Fundadora de uma Congregação Religiosa. Percorreu vários paises da Europa pregando o ecumenismo. Criou novo estilo de vida religiosa. Foi beatificada em 1983.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter CSsR
http://www.boletimpadrepelagio.org/

São Fernando, rei de Leão e Castela, +1252

Fernando nasceu na vila de Valparaíso, em Zamora, Espanha, no dia 1o de agosto de 1198. Era filho do famoso Afonso IX de Leão, que reinou no século XII. Um rei que brilhou pelo poder, mas cujo filho o suplantou pela glória e pela fé. A mãe era Barenguela de Castela, que o educou dentro dos preceitos cristãos de amor incondicional a Deus e obediência total aos mandamentos da Igreja. Assim ele cresceu, respeitando o ser humano e preparando-se para defender sua terra e seu Deus. Assumiu com dezoito anos o trono de Castela, quando já pertencia à Ordem Terceira Franciscana. Casou-se com Beatriz da Suábia, filha do rei da Alemanha, uma das princesas mais virtuosas de sua época, em 1219. Viúvo, em 1235, contraiu segundo matrimónio com Maria de Ponthieu, bisneta do rei Luís VIII, da França. Ao todo teve treze filhos, o filho mais velho foi seu sucessor e passou para a história como rei Afonso X, o Sábio, e sua filha Eleonor, do segundo casamento, foi esposa do rei Eduardo I da Inglaterra. Essas uniões serviram para estabilizar a casa real de Leão e Castela com a realeza germânica, francesa e inglesa. Condizente com sua fé, evitou os embates, inclusive os diplomáticos, e aplacou revoltas só com sua presença e palavra, preferindo ceder em alguns pontos a recorrer à guerra. Sob seu reinado foram mudados os códigos civis, ficando mais brandos sob a tutela do Supremo Conselho de Castela, instituiu o castelhano como língua oficial e única, fundou a famosa Universidade de Salamanca e libertou sua nação do domínio dos árabes muçulmanos.
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Santa Theodósia de Constantinopla

Theodósia era uma freira em Constantinopla em meados de 18º século quando o p imperador estava destruindo imagens de Jesus, da Virgem Maria e dos santos.Uma das imagens de Cristo era muito querida por Theodósia .I O imperador enviou um de seus oficiais para quebrá-la em vários pedaços .Quando ele subiu a escada para alcançar o ícone acima da porta de seu convento e fazer o ato sacrílego, Theodósia sacudiu a escada e ele caiu no chão e morreu. Não satisfeita com isso Theodósia liderou um grupo de mulheres para atirar pedra no palácio do patriarca de Constantinopla que apoiava a destruição dos ícones.As autoridades prenderam e puniram as mulheres cristãs, mas Theodósia que liderava a rebelião foi duramente torturada e morta. Isto aconteceu em 745 DC. Sua festa é celebrada no dia 29 de maio.

Nossa Senhora Auxiliadora, História da Invocação

     Nos primeiros séculos, a Santa Igreja, guiada pelo Espírito Santo, tratou com muita discrição tudo quanto se referia a Santa Mãe de Deus, para que Ela não fosse confundida com uma deusa por aqueles povos recentemente convertidos dos erros do paganismo.
     Ainda assim, há muitas evidências de uma devoção a Ela já nos primeiros séculos. Temos, entre muitos outros, um fragmento de uma oração dirigida a Ela, uma representação da Virgem com o Menino nas catacumbas de Priscila, em Roma, uma placa do século III representando a visita dos Reis Magos, um prato dourado do século IV retratando Maria SSma. e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo (vide abaixo).
     As invocações com que os católicos a Ela se dirigem, honram e cultuam são inúmeras. A invocação de Auxilium Christianorum, entretanto, tem uma conotação especial: Ela é invocada e sempre intervém quando há uma batalha que parece pender para o lado dos inimigos da Cristandade. Poderíamos dizer que Ela é um General que sabe táticas de guerra...
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Sexta-feira – Santos: Maximino, Cirilo de Cesareia, Sisínio
Evangelho (Jo 21,15-19) “– Simão, filho de João, tu me amas? Pedro disse: – sim Senhor, tu sabes que eu te amo!”
Nem sempre prestamos atenção, mas Jesus está sempre a nos perguntar: – Você me ama? É difícil responder, pois o amor que nos pede não é simples sentimento; é compromisso de vida, é segui-lo até as últimas consequências. Talvez a melhor resposta seja: – Senhor, quero amar-vos. Mas para isso preciso que me deis o amor com que quereis se amado por mim. Só assim irei amar-vos.
Oração
Senhor Jesus, tudo fizestes para ter meu amor. Vós me unistes a vós, dizeis que sou vosso amigo, prometeis que o Pai atenderá todos os meus pedidos, e me prometeis a vida eterna. Porque tantos me amastes, ajudai-me a ser totalmente vosso, a vos seguir em tudo, a mostrar a todos como é bom estar convosco. Perdoai-me, pois tantas vezes faltei à generosidade que vos devo. Amém.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO

Evangelho segundo São João 17,20-26. 
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste. Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um: Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade, e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim. Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te, e estes reconheceram que Tu Me enviaste. Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu esteja neles». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Máximo o Confessor(580-662), 
monge, teólogo 
Centúria sobre a teologia VII,nos.87,89 
O movimento do amor
Foi o próprio Deus quem suscitou e engendrou a agapê e o erôs. Foi Ele próprio quem conduziu para o exterior, ou seja, para as suas criaturas, este amor que está nele. É por isso que está dito: «Deus é amor (agapê)» (1Jo 4,16), e também: «Ele é suavidade e desejo» (Cant 5,16,LXX), ou seja, erôs. Ele próprio é o Amado e Aquele que é verdadeiramente amável. Por isso, está dito que o erôs amoroso se expande dele e que Ele próprio, que engendrou o erôs, é verdadeiramente amável e amado, desejável e digno de ser escolhido: Ele põe em movimento os seres que velam por isso. Aqueles para os quais se orienta o poder do seu desejo desejam-no em igual medida. [...] O movimento amoroso do bem, que pré-existe no bem, que é simples, que se move por si mesmo e provém do bem, regressa ao seu lugar próprio, pois não tem fim nem princípio. Tal movimento significa o nosso impulso perpétuo para o divino e a nossa união com Ele. Pois a união amorosa com Deus eleva-se e situa-se acima de qualquer outra união.

QUANDO AMANHECE O DIA?

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um rabino perguntou ao seu discípulo numa reunião de culto: 
- Você sabe dizer quando é que acaba a noite e começa o dia?
Quase sorrindo diante dessa pergunta aparentemente ingênua, respondeu: 
- Ora, Mestre, é muito simples. Quando os primeiros raios da aurora começam a clarear o horizonte...
- Só isto? 
- Quando já se puder distinguir entre o vulto de um arbusto e de uma pessoa...
- O que mais? 
- Quando...quando... 
O rapaz começou a titubear. O semblante do rabino continuava interrogador. Ele completou: 
- A noite cede lugar ao dia quando a gente consegue ver a imagem do irmão no rosto dos outros. 
Mais ainda: 
-Quando a gente percebe no irmão a imagem de Jesus. 
Enquanto não enxergarmos no próximo a imagem de Jesus, ainda é noite dentro de nós. 
Palavra de vida: Caríssimos, se Deus assim nos amou, devemos amar-nos uns aos outros...(1Jo,4-11)

REFLETINDO A PALAVRA - “Jesus estava rezando”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
52 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
Eu gritei e me escutastes 
A vida espiritual acontece dentro das condições humanas que nos assustam e ao mesmo tempo nos maravilham por sua presença em nosso cotidiano. Temos o sentimento de distância de Deus, ao mesmo tempo sentimos a necessidade de um contato mais aberto e próximo a partir da condição humana. Assim vencemos a barreira do medo da divindade. Jesus com seu exemplo e ensinamento nos ensina pedir com insistência, com a parábola do amigo chato que pede pão para seu hóspede. Insiste tanto que acaba tirando o amigo de seu sossego conseguindo o que precisa. Os evangelistas nos trazem muitos momentos nos quais Jesus faz suas orações. Os discípulos veem Jesus rezar. Isso deve ter marcado muito suas vidas. Pedem a Jesus que os ensine a rezar como João ensinara seus discípulos. Jesus dá a instrução, oferecendo um pequeno texto no qual está presente uma síntese do conteúdo. A oração escrita ou decorada é enriquecida de temas que nos abrem as portas do Céu. Os textos usados na liturgia salientam a oração de petição. Deus sabe o precisamos, mesmo antes de Lho pedirmos. Primeiramente a oração está ligada ao profundo de nosso coração que suplica, pede, insiste com uma confiança ilimitada. Abraão (Gn 18,20-32) conversa com Deus ao modo de um negociante e o freguês. Conversar o preço. Santo Afonso, doutor da oração, diz que rezar é falar com Deus como um amigo fala com o amigo. A urgência nos leva também a tratar Deus como um amigo muito íntimo. O Antigo Testamento mostrava um Deus exigente. Jesus ensina a oração do Pai Nosso. Era o seu modo de rezar. 
Oração é riqueza 
Jesus ensina seu modo de falar com o Pai. O amigo pode se cansar e, com enfado, dar o pão que o amigo necessita. Jesus dá o exemplo de confiar as coisas nas mãos de Deus. Ele é o bom Pai e nos ensina a fazer como Ele faz. E mostra que em todas as coisas, o Pai é melhor que nós que somos maus. É imediata a resposta a nossa oração. Jesus sabia como o Pai ouvia sua oração: “Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, a quem bate, se abrirá” (Lc 11,1-13). Afirma também e, com certeza, que Deus dará tudo o que nosso coração pede. Jesus lembra ainda que nós fazemos tudo bem. Assim não daremos “outras coisas” aos filhos, mesmo nós que somos maus. Sabemos o que os filhos precisam: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem” (Lc 11,11-13). O final do texto parece desmontar a palavra de Jesus. Tudo que pedirmos receberemos. Paulo nos coloca a grande verdade do Cristo que realizou nossa redenção. 
Direito de pedir 
Por que o texto muda a direção afirmando que o Pai dará Espírito Santo aos que o pedirem. Nós sabemos dar coisas boas. O Pai supera a todos, dando o que lhe é o bom, o Espírito Santo. O Pai deu-nos o direito de receber o Dom maior que é o Espírito Santo. Com Ele nos dá todas as coisas. A atitude de pedir ao Pai significa que estamos fazendo o caminho permanente da redenção que o Pai realiza em nós. O salmo descreve a ação de graças pelos benefícios recebidos, sempre maiores que nossos pedidos. Agradece pelo amor com que fomos tratados. Temos um pedido especial a fazer: “completai em mim a obra começada. Senhor, vossa bondade é para sempre”... Lembramos que Deus quer estar conosco. Quer falar conosco como a filhos queridos que pedem sobretudo o Espírito. 
Deus ama o chato 
Encontramos sempre novos caminhos para o conhecimento de nossa fé. Mesmo tendo ensinado que a pureza e a sublimidade da oração, Jesus ensina a viver a fé e a segurança em Deus. Jesus ensina como modelo e que oferece sempre novos meios que vão entrando no povo de Deus. É o que vemos hoje em seu ensinamento. Primeiro dá o exemplo, depois dá em testamento seu modo de orar, que é o que ensina aos discípulos. Primeira regra é ter coragem de buscar o que precisa. E dá o exemplo do amigo que bate à porta do amigo para lhe dar pão a sua visita. É um diálogo constrangedor. Jesus dá o modelo de sua oração: pedir insistentemente. O camarada é chato e consegue o que quer. Mesmo que o outro dê o pão para satisfazer a necessidade do amigo, mostrou que nossa oração deve ser insistente. Certamente a parábola é o que acontecia em sua vida humana. Deus garante que é bondoso. Nem precisa tanto empenho. Por isso Jesus quer ser sempre buscado para realizar as nossas verdadeiras necessidades. Não reclame depois, querido Pai, se soubermos aproveitar esta chance.

TINHA MEDO DE ENGANAR

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO-REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
REDENTORISTA
Nos seus últimos trinta anos de vida, Santo Afonso passou por um calvário de doenças e achaques. Um deles foi a paralisia quase total. Para não ficar totalmente enferrujado, o medico prescreveu-lhe um passeio matinal. Após acomodar-se com dificuldade em seu coche, percorria as ruas da cidade conduzido pelo seu fiel cocheiro. O coche era tão velho e os cavalos tão estropiados, que o povo gracejava ao vê-lo passar:
- Chi! Carro velho, cavalos velhos, cocheiro velho, bispo velho. Tudo velho.
Os acidentes freqüentes faziam do passeio um suplicio. Ora uma roda se quebrava, ora um cavalo caía, ora o cocheiro desajeitado dava contra uma arvore desalojando os ossos do santo bispo. Aconselharam-no a vender tudo e comprar animais novos. Após muita insistência concordou em vender, mas não em comprar outra parelha. E dizia:
- Se quiserem vender os cavalos, previnam antes o comprador sobre os defeitos deles. Um é manco, o outro é cego de um olho e os dois são velhos.Não quero enganar ninguém.

Santa Ubaldesca Taccini, Virgem da Ordem de Malta - 28 de maio

Martirológio Romano: Em Pisa, da Toscana, Santa Ubaldesca, virgem, que durante cinquenta anos, desde os dezesseis de idade até sua morte, realizou de forma constante e perfeita obras de misericórdia no hospital de sua cidade. (c. 1130-1206).Santa Ubaldesca Taccini: ela protestou a um anjo que ela não tinha o dote necessário para se juntar à congregação... e esmolava nas ruas de Pisa para manter a Ordem e seus ministérios.Santa Ubaldesca Taccini é uma santa que marcou profundamente a vida espiritual de Pisa nos séculos XII e XIII, junto com Santa Bona, São Guido da Gherardesca e São Ranieri.Em um período histórico que viu a República Marítima de Pisa dominar o Mediterrâneo e os seus cidadãos gozarem de um determinado padrão de vida, a santa propôs um modelo de vida separada da vida social da cidade e estritamente fiel à mensagem de pobreza e de renúncia pregada por Jesus.Nascida em Calcinaia em 1136 de pais de condições humildes, Ubaldesca, filha única, desde jovem mostrava-se humilde e dedicado aos pais e a Jesus. Diligente na prática da oração, muitas vezes acompanhada de jejum, a Santa de Pisa se destacou especialmente pela caridade exercida junto aos pobres.
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Beata Rita Amada de Jesus

Rita Amada de Jesus, viu a luz do dia a 5 de Março de 1848 num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu – Portugal. Com muito poucos dias de idade recebe o baptismo e foi-lhe dado o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar muito piedoso onde à noite se fazia leitura espiritual e, desde criança, manifestou ela mesma uma especial devoção por Jesus Sacramentado, por Nossa Senhora, por S. José e carinho pelo Papa que, por essas alturas vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois espoliado dos Estados Pontifícios. A maçonaria, que em Portugal, na década de trinta se apoderou dos bens eclesiásticos, mandara encerrar todas as casas Religiosas masculinas e nas femininas proibia a admissão de qualquer Noviça, concorreu para o cristianismo perder alguma vitalidade. Além disso, muitos bispos e até sacerdotes descuravam seus deveres, pelas constantes lutas políticas em que se viam envolvidos. No lar desta jovem todos, a começar pelos pais, sentia-se a ânsia de uma autêntica vivência cristã e desejo de a comunicar a outros. Deus fez nascer nela a vocação missionária para arrancar os jovens do indiferentismo, dos perigos morais e exercer apostolado entre em prol da família. Chegou a andar de aldeia em aldeia a rezar; e ensinava a rezar o terço e espalhar a vontade sincera de imitar Nossa Senhora. Encontrava pessoas de vida menos exemplar e fazia tudo quanto estava ao seu alcance para que Nosso Senhor as arrancasse do mal e as trouxesse ao bom caminho. Não tardaram ameaças de morte e até houve um homicídio frustrado.
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Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645

Santa Maria Ana de Paredes nasceu em Quito, Equador, no dia 31 de Outubro de 1618. Órfã de pai aos quatro anos e de mãe dois anos mais tarde. Foi educada pela irmã mais velha. Jovem ainda, foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Por várias vezes tentou abraçar a vida religiosa, quer como missionária no meio aos índios, quer como reclusa em algum convento. Por fim, foi apoiada pelos irmãos, que lhe deram alguns aposentos da casa, que Santa Maria Ana transformou em clausura. Passou ali a vida inteira recolhida, dedicando-se à penitência e à oração, saindo apenas para assistir à missa e para ajudar os pobres, os necessitados e consolar os infelizes. Em 1645, ofereceu a sua vida pelas vítimas da epidemia que assolava a cidade de Quito. Caindo gravemente enferma, morreu nesse mesmo ano. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. É a primeira santa do Equador. Foi proclamada também heroína nacional.
www.ecclesia.pt

São Germano Conhecido também como São Germano de Paris.

Nasceu em Autun, Franca em 496, foi ordenado em 530 e 10 anos mais tarde foi eleito Abade do Monastério de São Sinfrônio. Em 556 ele foi para Paris e quando o bispado ficou vago ele foi nomeado Arcebispo de Paris pelo Rei Childebert I. Em nenhum modo o seu oficio mudou a sua vida de santidade e bondade. Sempre austero, ele continuamente passeava junto dos pobres e nunca os afastava e por isso a história passou a chama-lo de “pai dos pobres”. São Germano não tinha medo e certa vez acabou com uma revolta civil e mais de uma vez tentou acabar com os vícios do rei. Finalmente com a suas bênçãos e orações ele curou o Rei Childebert I de uma terrível doença e acabou convertendo-o para o cristianismo terminando assim com sua licenciosidade e sua injustiça para com os pobres. Quando ele faleceu o grande poeta Venatius Fiortunatus escreveu uma peça sobre sua vida e pelos seus inúmeros milagres, ele foi declarado um vigoroso santo e canonizado em 754 DC. A Abadia de Saint Germain-des-Prés foi de fato fundada pelo santo com a ajuda o Rei Childebert em 553 DC. São Germano consagrou-a a São Vicente e a sagrada Cruz.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quinta-feira – Santos: Bernardo de Novara, Emílio, Margarida Pole
Evangelho (Jo 17,20-26) “Pai, quero que aqueles que me deste estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória...”
Somos de Jesus, porque o Pai nos deu a ele. E somos muito importantes para Jesus, que nos quer sempre em sua companhia, participando de sua própria felicidade. Por enquanto, durante esta vida, é só pela fé, sem ver claramente, que podemos estar com Jesus e participar de sua felicidade. Quando, porém, chegarmos à vida definitiva, então tudo será claro e nossa alegria será grande.
Oração
Senhor, sou vosso porque o Pai me levou para vós, mudando meu jeito de ser. Eu não o merecia, mas mesmo assim fui conquistado por vosso amor. Isso me enche de alegria, de esperança e de paz. Vós me amais, por isso posso esperar todo o bem, posso ter uma felicidade perfeita para sempre. Guardai-me convosco, não permitais que ilusões e enganos ainda me separem de vós. Amém.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

SÓ FORNECEMOS AS SEMENTES

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um rapaz ia passando pela rua movimentada de uma cidade, quando sua curiosidade foi despertada por um loja de visual diferente: Vitrine cheia de pacotinhos e um anjo no balcão. Curioso porque nunca viu anjo atendendo no balcão, entrou e perguntou: 
- Meu bom anjo, o que vocês fornecem aqui?
-Tudo de bom que você desejar. Nossos produtos são acondicionados em pacotinhos, como você terá visto na vitrine.
- Que produtos? Perguntou, cada vez mais curioso. 
- Pacotinhos contendo justiça, amor, perdão, fé, esperança, paz. 
- Se for assim, tenho muito a pedir. Peço tantas gramas de amor; outras tantas de paz; muitas gramas de fidelidade nas famílias; muitas outras de moralidade, muitíssimas gramas de paz, neste dia em que celebramos a paz.
O anjo achou bom interromper a ladainha de pedidos para dar uma explicação:
- Um momento! Explico-me para evitar equívocos. Aqui não fornecemos o produto, isto é, os frutos, mas só as sementes.
Palavra de vida: A semente é a  Palavra de Deus:...(Lc 8,11) Deus entra com a semente e nós com os braços. Ele fornece as sementes. Temos que plantar e cultivar a plantinha da paz. A paz é a gente que faz.

REFLETINDO A PALAVRA - “Jesus estava rezando”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
52 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
Eu gritei e me escutastes 
A vida espiritual acontece dentro das condições humanas que nos assustam e ao mesmo tempo nos maravilham por sua presença em nosso cotidiano. Temos o sentimento de distância de Deus, ao mesmo tempo sentimos a necessidade de um contato mais aberto e próximo a partir da condição humana. Assim vencemos a barreira do medo da divindade. Jesus com seu exemplo e ensinamento nos ensina pedir com insistência, com a parábola do amigo chato que pede pão para seu hóspede. Insiste tanto que acaba tirando o amigo de seu sossego conseguindo o que precisa. Os evangelistas nos trazem muitos momentos nos quais Jesus faz suas orações. Os discípulos veem Jesus rezar. Isso deve ter marcado muito suas vidas. Pedem a Jesus que os ensine a rezar como João ensinara seus discípulos. Jesus dá a instrução, oferecendo um pequeno texto no qual está presente uma síntese do conteúdo. A oração escrita ou decorada é enriquecida de temas que nos abrem as portas do Céu. Os textos usados na liturgia salientam a oração de petição. Deus sabe o precisamos, mesmo antes de Lho pedirmos. Primeiramente a oração está ligada ao profundo de nosso coração que suplica, pede, insiste com uma confiança ilimitada. Abraão (Gn 18,20-32) conversa com Deus ao modo de um negociante e o freguês. Conversar o preço. Santo Afonso, doutor da oração, diz que rezar é falar com Deus como um amigo fala com o amigo. A urgência nos leva também a tratar Deus como um amigo muito íntimo. O Antigo Testamento mostrava um Deus exigente. Jesus ensina a oração do Pai Nosso. Era o seu modo de rezar. 
Oração é riqueza 
Jesus ensina seu modo de falar com o Pai. O amigo pode se cansar e, com enfado, dar o pão que o amigo necessita. Jesus dá o exemplo de confiar as coisas nas mãos de Deus. Ele é o bom Pai e nos ensina a fazer como Ele faz. E mostra que em todas as coisas, o Pai é melhor que nós que somos maus. É imediata a resposta a nossa oração. Jesus sabia como o Pai ouvia sua oração: “Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, a quem bate, se abrirá” (Lc 11,1-13). Afirma também e, com certeza, que Deus dará tudo o que nosso coração pede. Jesus lembra ainda que nós fazemos tudo bem. Assim não daremos “outras coisas” aos filhos, mesmo nós que somos maus. Sabemos o que os filhos precisam: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem” (Lc 11,11-13). O final do texto parece desmontar a palavra de Jesus. Tudo que pedirmos receberemos. Paulo nos coloca a grande verdade do Cristo que realizou nossa redenção. 
Direito de pedir 
Por que o texto muda a direção afirmando que o Pai dará Espírito Santo aos que o pedirem. Nós sabemos dar coisas boas. O Pai supera a todos, dando o que lhe é o bom, o Espírito Santo. O Pai deu-nos o direito de receber o Dom maior que é o Espírito Santo. Com Ele nos dá todas as coisas. A atitude de pedir ao Pai significa que estamos fazendo o caminho permanente da redenção que o Pai realiza em nós. O salmo descreve a ação de graças pelos benefícios recebidos, sempre maiores que nossos pedidos. Agradece pelo amor com que fomos tratados. Temos um pedido especial a fazer: “completai em mim a obra começada. Senhor, vossa bondade é para sempre”... Lembramos que Deus quer estar conosco. Quer falar conosco como a filhos queridos que pedem sobretudo o Espírito. 
Deus ama o chato 
Encontramos sempre novos caminhos para o conhecimento de nossa fé. Mesmo tendo ensinado que a pureza e a sublimidade da oração, Jesus ensina a viver a fé e a segurança em Deus. Jesus ensina como modelo e que oferece sempre novos meios que vão entrando no povo de Deus. É o que vemos hoje em seu ensinamento. Primeiro dá o exemplo, depois dá em testamento seu modo de orar, que é o que ensina aos discípulos. Primeira regra é ter coragem de buscar o que precisa. E dá o exemplo do amigo que bate à porta do amigo para lhe dar pão a sua visita. É um diálogo constrangedor. Jesus dá o modelo de sua oração: pedir insistentemente. O camarada é chato e consegue o que quer. Mesmo que o outro dê o pão para satisfazer a necessidade do amigo, mostrou que nossa oração deve ser insistente. Certamente a parábola é o que acontecia em sua vida humana. Deus garante que é bondoso. Nem precisa tanto empenho. Por isso Jesus quer ser sempre buscado para realizar as nossas verdadeiras necessidades. Não reclame depois, querido Pai, se soubermos aproveitar esta chance.

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO

Evangelho segundo São João 17,11b-19. 
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: «Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós. Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura. Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Jerónimo(347-420)presbítero, 
Tradutor da Bíblia,doutor da Igreja 
Sobre Jonas, II, 2, 9; SC 43 
«Eu consagro-Me por eles, para que também
 eles sejam consagrados na verdade»» 
«Aqueles que se agarram inutilmente a vaidades perderão a misericórdia que lhes é oferecida» (Jon 2,9,LXX). Deus é misericordioso por natureza e está pronto a salvar por clemência aqueles que não pode salvar por justiça. Nós, porém, com os nossos vícios, perdemos a misericórdia que estava preparada e se nos oferecia. Ainda que tenha sido ofendida, a Misericórdia - ou seja, o próprio Deus, pois «Deus é misericordioso e bom, paciente e cheio de compaixão» (Sl 144,8) - não abandona aqueles que se agarram a vaidades, nem os amaldiçoa; mas espera que regressem, ao passo que eles abandonam deliberadamente a misericórdia que têm diante de si. «Mas eu oferecer-Te-ei um sacrifício de louvor e de ação de graças. Cumprirei diante de Ti, Senhor, o voto que fiz, em sinal de salvação» (Jon 2,10,LXX). Devorado pelas ânsias de salvação da multidão, oferecer-Te-ei um sacrifício de louvor e de ação de graças, oferecendo-me a mim próprio. Pois «Cristo, nossa Páscoa, foi imolado» (1Cor 5,7). Pontífice verdadeiro e cordeiro, Ele ofereceu-Se por nós, e eu dou-Te graças como Ele Te deu graças, dizendo: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra» (Mt 11,25), e cumprindo os votos que fizera pela salvação de todos, a fim de que «todos aqueles que Me deste não pereçam para sempre» (cf Jo 6,39). Vemos o que Jesus prometeu pela nossa salvação na sua Paixão. Não façamos de Jesus um mentiroso e permaneçamos puros e afastados de todo o pecado, para que Ele nos ofereça a Deus, a quem nos consagrou.

DIA 27 DE MAIO – O APÓSTOLO DA GRÃ BRETANHA

Quando o Papa São Gregório Magno planejou evangelizar a tão esquecida Grã Bretanha, pensou em Frei Agostinho (séc. VII). Era Prior do mosteiro de Santo André em Roma, vivia no meio de seus confrades, entregue à oração e contemplação. Para grande surpresa, recebeu esta missão gigantesca:
Levar o Evangelho para as longínquas ilhas britânicas.
Reunindo quarenta monges, Agostinho partiu, cheio de esperança e zelo. A turma de jovens e ardorosos missionários chegou no ano de 597, após uma viagem longa e penosa. Felizmente foram bem recebidos pelo rei Etelberto, cuja esposa já professava clandestinamente a fé católica. Com seu apoio, Agostinho fundou numerosas igrejas e comunidades, abadias e mosteiros no reino de Kent. Milhares de pessoas, desde os nobres até os pobres, todos acudiam para ouvir a palavra inflamada dos missionários e ser batizados. O trabalho de Agostinho e seus missionários produziu os melhores frutos. Pode-se afirmar tranquilamente que Santo Agostinho de Cantuária foi na Grã Bretanha, o que São Patrício foi na Irlanda, e São Bonifácio na Alemanha:
Plantador corajoso da primeira semente do Evangelho.
Morreu no ano 604.
E nós, quando começaremos a trabalhar para Ele?
Após conhecer tantos exemplos, o que estamos esperando ainda?
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter CSsR