quarta-feira, 28 de agosto de 2019

28 DE AGOSTO – CORAÇÃO INQUIETO, ATÉ DESCANSAR EM DEUS


Agostinho de Hipona (354-430) foi um desses gigantes que aparecem no mundo a cada cem anos. Percorreu um longo itinerário até chegar ao Cristianismo. Encontrou o caminho, graças às pregações de Santo Ambrósio e às orações de sua mãe Santa Mônica. Foi escritor, teólogo, filósofo, apologista, bispo e doutor da Igreja. Entre outras obras, escreveu “Confissões” e “Cidade de Deus”.erta vez ele estava absorto em profunda meditação, quando ouviu uma voz:
- Agostinho, que tens para me dar?
- Senhor, que poderia eu te dar? Talvez meu livros... meus sermões... 
- O que mais? – perguntou Jesus.
- Talvez, as poucas obras de caridade que pratiquei.. 
- Sim, mas o que mais?
- Meus sonhos... minha vontade de trabalhar pelo teu Reino... 
- O que mais? 
Agostinho começou a chorar. Lembrou-se dos desvarios da sua juventude. E Jesus, com voz muito amiga: 
- Agostinho, dá-me também os teus pecados. Sim os teus pecados já perdoados, para eu atirá-los na fornalha do meu Coração e transformá-los em puros atos de amor. 
Rezemos com S. Agostinho: Tarde te amei, Beleza infinita..Fizeste-nos para ti, Senhor. Inquieto está nosso coração, enquanto não repousar em ti.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
REDENTORISTA
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Agostinho de Cartago Doutor da Igreja, coluna inabalável da verdade, Santo 354-430

Um dos maiores gênios que a humanidade já produziu, denominado pelos escritores eclesiásticos Mestre da Teologia, Escudo da Fé e Flagelo dos hereges, entre outros títulos. Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, pequena cidade livre do pro-consulado da Numídia, do Império Romano, ao norte da África. Seus pais, Patrício e Mônica, se bem que de honradas famílias, não eram ricos. O genitor, ainda pagão, pertenceu à cúria da cidade — assembléia dos que compunham a cúria, uma divisão político-religiosa do povo romano. Sua mãe, fervorosa cristã, criou Agostinho no temor de Deus desde os primeiros anos de sua infância. Inscreveu-o também no número dos catecúmenos. Ainda na infância, o menino ficou gravemente enfermo e pensou-se em administrar-lhe o santo Baptismo. Mas, tendo ele melhorado, foi adiada a recepção desse Sacramento, conforme costume da época.
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Santa Joaquina de Vedruna

Joaquina de Vedruna nasceu em Barcelona, Espanha, em 16 de abril de 1783. Seu pai, Lorenzo de Vedruna, era rico e alto funcionário do governo. Sua família era muito católica. Alguns setores da Igreja procuraram ocultar a origem aristocrática da família Vedruna, mas um documento demonstra isto irrefutavelmente.
Desde muito pequena Joaquina tinha muita devoção ao Menino Jesus e as almas benditas do Purgatório. Algo que a caracterizou desde os primeiros anos foi um grande amor à limpeza. Não tolerava manchas em suas roupas. E isto a levou a não tolerar também manchas de pecado em sua alma.
Em 1799 Joaquina casou-se com um advogado e proprietário de terras de Vic, Teodoro de Mas, com quem teve nove filhos.
Quando Napoleão invadiu a Espanha, o esposo de Joaquina alistou-se no exército para defender sua pátria e participou valorosamente em cinco batalhas contra os invasores. Teodoro faleceu em 1816. Joaquina e seus filhos tiveram que abandonar Barcelona e fugir para a pequena cidade de Vic.
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Santa Adelina de Poulangy

Sta. Adelina de Poulangy-Mosteiro de seu pai
Ruínas do mosteiro fundado pelo Beato Guy 
Filha do Beato Guido (Guy*), irmão de São Bernardo de Claraval, e da Beata Elisabete, que foi abadessa de Larrey (Dijon). Adelina cresceu em Juilly; abraçou a vida monástica no mosteiro materno, ou talvez em Jully ou em Tard. Enviada para Poulangy (diocese de Langres) para introduzir ali a reforma cisterciense, tornou-se abadessa daquele mosteiro de Ruínas do mosteiro fundado pelo Beato Guy 1157 a 1200. Nas suas atividades para o bem da Ordem, Adelina obedecia a direção do tio, São Bernardo. Após sua morte foi venerada como beata ou santa, mas não há indícios de um culto oficial. Sua memória é celebrada no dia 28 de agosto ou em 2 de setembro.
(*) Guy de Durnes foi o primeiro abade de Notre-Dame de Cherlieu. Ele deixou Claraval para fundar, com 12 religiosos, a abadia cisterciense de Cherlieu, em 17 de janeiro de 1131. A fama de santidade de Guy e de seus discípulos atraiu muitos e o mosteiro chegou a contar com 600 monges. A vida ali era austera: comiam quase sempre folhas de faia com pão de cevada. Com Guy, Cherlieu expandiu-se com novos mosteiros em Acey, Le Gard, Haut-Crête na Suisse, Beaulieu. São Bernardo associou-o à revisão e à correção do canto litúrgico. Ele faleceu em 1157. Etimologia: Adelina (como Adele e Adelaide) do alemão, composto de Adel, nobre ou nobreza, et lind, doce. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE AGOSTO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quarta-feira – S. Agostinho bispo e doutor da Igreja
Evangelho (Mt 23,27-32) “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! ... por fora, pareceis justos, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.”
O que Jesus dizia da hipocrisia em seu tempo continua sendo um alerta sempre oportuno para mim. Talvez não haja em minha vida incoerências clamorosas; mesmo assim devo estar atento também às incoerências menores, às falhas que limitam minha entrega a Deus e minha disponibilidade em favor dos irmãos. Preciso continuar no esforço de ascese, de purificação, para ir corrigindo tudo isso.
Oração
Senhor, a experiência já me ensinou que preciso estar sempre num processo de recuperação, numa caminhada contínua de conversão. Não posso descuidar-me nem ficar tranquilo. Dai-me a coragem e a perseverança necessária para ir corrigindo os defeitos, a começar pelos que mais incomodam os que convivem comigo. Tenho certeza que, se me ajudais, ainda conseguirei ser melhor. Amém.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

O EXEMPLO DAS ABÓBORAS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
REDENTORISTA
Um sitiante estava levando para a cidade uma carroça cheia de abóboras. Em casa, ele as havia ajeitado bem na carroça. Mas, devido aos solavancos, as abóboras saíram de seus lugares, ficando desarrumadas. O homem parava a carroça, ajeitava as abóboras, mas era só começar a andar, desarrumava tudo de novo.A certa altura, passou por ele um vizinho, que também levava abóboras em sua carroça. Mas este nem ligava para as suas abóboras, se estavam arrumadas ou não. Quando chegaram à cidade, as duas carroças estavam com as abóboras do mesmo jeito. Foi daí que surgiu o provérbio:
-“É no sacolejar da carroça que as abóboras se ajeitam”. 
Isto vale não só para abóboras, mas para o nosso dia a dia. É vivendo que aprendemos a viver. “Caminheiro, você sabe, não existe caminho. Passo a passo, pouco a pouco, o caminho se faz”.
Deus gosta de ajudar quem está andando, e fazendo a sua parte.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Viver segundo o Espírito”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
51 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
Os pequenos acolhem 
O texto evangélico de hoje nos coloca bem no âmago do Evangelho de Jesus que se alegra grandemente porque os pequeninos acolhem a Boa Notícia da revelação de Jesus. Eles acolhem e são os primeiros destinatários. É o júbilo messiânico. Jesus se dirige ao Pai em grande louvor. Também aos “sábios e entendidos” é anunciado o Evangelho, mas permanece oculto, pois estão fechados ao amor de Deus. Muitos destes são interessados e vivem em santidade. Outros aceitam enquanto não os incomodem e não os comprometem com o cuidado amoroso de Deus para com os necessitados. Esse aspecto de pequenez e humildade é uma característica fundamental do Filho de Deus que se encarnou. Como lemos na primeira leitura, o profeta Zacarias (não o pai de João Batista) diz sobre o rei que vai chegar: “Eis que vem seu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento... Ele exterminará a guerra e anunciará a paz” (Zc 9,9-10)... A figura do Rei - Messias não é o glorioso guerreiro num cavalo garboso. Nós temos a tendência ao triunfalismo. Jesus não era assim. É o que lemos no salmo 144 falando de Deus: “Misericórdia e piedade é o Senhor, Ele é amor, é paciência e compaixão. O Senhor é muito bom com todos; sua ternura abraça a toda criatura” (Sl 144,8-9). Jesus é a imagem viva do Pai. Quando queremos essas atitudes estamos vivendo segundo a carne (Rm 8,12).
Meu jugo é suave
Jesus convida a irem a Ele os sofredores: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e Eu vos darei descanso” (Mt 11,28). Esse convite “vinde” ressoa o convite que é a Sabedoria para o grande banquete aberto a todos os povos (Pr 9,5). O convite de Jesus mostra dois aspectos para nossa compreensão da fé: “Meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11,30). A carga e a cangalha que dominam o animal simbolizam o peso que carregamos. Estar sob o poder de Deus não é um peso. Carregar as exigências da fé não é um sofrimento que suportamos. Seus mandamentos não são pesados diz S. João (1Jo 5,3). Os mandamentos não são pesados para fazer sofrer nosso coração. Segui-los nos alivia de tantos males. São outros nomes do amor. Jesus já carregou a pesada cruz para o Calvário em nosso lugar. Nossa cruz não é pesada, pois quem a dá é o próprio Jesus que sabe o que podemos suportar. “Deus não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças... mesmo tendo a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e a força para suportar” (1Cor 10,13). O problema não são as tentações, mas a facilidade com que nos deixamos levar pensando que o que nos agrada é que é o certo. Isso é o pior. 
Fé não é peso 
Há mais um ensinamento nessas palavras de Jesus: “Meu fardo é leve”. Já há tempo, na história vemos que há uma tendência de rigidez na vida cristã como se o rígido, o severo e o exigente sejam o caminho mais seguro para a salvação. Impôs-se uma fé pesada, uma religião dura. Quanta severidade! Jesus não era assim. Quer que sejamos exigentes no amor. Há uma heresia (doutrina errada) que influencia muito a mentalidade do povo e de certas lideranças. A severidade não se confunde com grosseria, prepotência ou falta de educação, pois a verdade pode ser ensinada com boas palavras. Deve-se condenar o pecado e não maltratar o pecador. Não se trata de ceder ao mal. Quanta gente se afastou da Igreja por maus tratos de sacerdotes e gente da sacristia. A fé é alegria. Não é pesada. A rigidez, peguemos para nós, não impor aos outros. Não jogar sobre os outros nossos problemas.

EVANGELHO DO DIA 27 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,23-26.
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras. Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, que por dentro estão cheios de rapina e intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica 
§§ 1455-1458 
«Limpa primeiro o interior do copo» 
A confissão dos pecados, mesmo de um ponto de vista simplesmente humano, liberta-nos e facilita a nossa reconciliação com os outros. Pela confissão, o homem encara de frente os pecados de que se tornou culpado; assume a sua responsabilidade e, desse modo, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, para tornar possível um futuro diferente. A confissão ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da Penitência: [...] «Quando os cristãos se esforçam por confessar todos os pecados de que se lembram, não se pode duvidar de que os apresentam todos ao perdão da misericórdia divina. Os que procedem de modo diverso, e ocultam conscientemente alguns deles, esses não apresentam à bondade divina nada que ela possa perdoar por intermédio do sacerdote. Porque, "se o doente tem vergonha de descobrir a sua ferida ao médico, a medicina não pode curar o que ignora"» (Concílio de Trento; S. Jerónimo). Segundo o mandamento da Igreja, todo o fiel que tenha atingido a idade da discrição, está obrigado a confessar fielmente os pecados graves ao menos uma vez ao ano. [...] Sem ser estritamente necessária, a confissão das faltas quotidianas (pecados veniais) é contudo vivamente recomendada pela Igreja. Com efeito, a confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo com maior frequência, neste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (Lc 6,36): «Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque te acusas das tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz» (St. Agostinho; Jo 12,13).

27 DE AGOSTO – A MÃE DE SANTO AGOSTINHO

Mônica (331-387). Era de família nobre, mas modesta. Casou-se com Patrício, agressivo e infiel no matrimonio. Conseguiu trazê-lo para a igreja. Dos três filhos, quem mais lhe deu dor de cabeça, foi Agostinho. Rezava e chorava pela sua conversão. Um bispo, Santo Atanásio, lhe disse que “um filho de tantas lágrimas não podia se perder”. Mais tarde converteu-se e se transformou no grande Santo Agostinho. Após a conversão do filho achou que havia cumprido sua missão. De fato, morreu poucos meses depois. Estas foram suas últimas palavras: 
-“Só lhes peço que vos lembreis de mim no altar do Senhor”.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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Santa Mónica, viúva, mãe de Santo Agostinho, +387

Santa Mónica nasceu em Tagaste, África, por volta do ano 331. Foi mãe do célebre doutor da Igreja, Santo Agostinho. Jovem, ainda, ela casou com Patrício e teve filhos, um dos quais foi Agostinho de Hipona, convertido ao cristianismo, graças às suas orações e lágrimas. Foi uma mulher de intensa oração e de virtudes comprovadas. No seu livro, "Confissões", Santo Agostinho fala de sua mãe com grande estima e veneração: Superou infidelidades conjugais, sem jamais hostilizar, demonstrar ressentimento contra o marido, por isso.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE AGOSTO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Terça-feira – Santos: Mônica, Eutália, Antusa Menor
Evangelho (Mt 23,23-26) “Pagais o dízimo da hortelã ... e deixais de lado os ensinamentos importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade.”
As palavras duras de Jesus contra seus adversários continuam valendo ainda hoje, também para mim. Minha fé, meu compromisso de fidelidade com Deus, deve ser verdadeira, lúcida e atuante. Tenho de saber decidir e dar mais importância ao que de fato é mais importante. Não posso prender-me a práticas exteriores de piedade, e descuidar de me entregar a Deus e ao bem dos irmãos.
Oração
Senhor Jesus, agradeço o aviso que me dais. Pois facilmente me prendo a práticas e devoções que satisfazem meus sentimentos e emoções. Dai-me uma fé lúcida e adulta e robusta, que de fato condicione toda a minha vida. Fazei que eu, como dissestes, de mais importância à justiça, à misericórdia e à fidelidade. E ajudai-me a pôr minha devoção na oração, na conversa amiga convosco. Amém.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

ADMINISTRADOR CORRUPTO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
REDENTORISTA
O patrão chamou seu administrador e disse:
- Reúna os peões e construa uma casa naquele canto da fazenda. Tudo com material de primeira. Aqui está a planta e a verba necessária. É suficiente para uma construção reforçada. Então, mãos à obra.
O homem fez os cálculos. Com a metade do dinheiro daria para fazer um casa razoável. O que fez? Comprou material de segunda e terceira qualidade, e embolsou o resto. A casa ficou pronta logo, mas o serviço saiu muito “matado”. Ao entregar a chave ao patrão, este pensou um pouco e disse: 
- Você não foi dos melhores empregados. Mas está comigo há vários anos. Portanto, a casa é sua. Pegue a chave. 
Nas primeiras chuvas, a casa desmoronou.
Palavra de Deus: A um deu cinco talentos; a outro, dois; e ao terceiro, um talento... (Mt 25, 14 ss.)
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REFLETINDO A PALAVRA - “A chave e a espada”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
51 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
1906. Dois caminhos e uma meta 
Os bons artistas não saem de cartaz. É o que vimos na comemoração de S. Pedro e S. Paulo. Esses dois homens, há 20 séculos, estão com o mesmo vigor. São mestres que estimulam a viver bem a vida cristã. Louvamos Deus pelo bem que fez neles e por meio deles. Louvamos porque corresponderam com força à graça de Deus. É um caminho a ser imitado. Que bom que podemos ler em sua mensagem de vida caminhos para a Igreja. Caminhos que se completam. Evangelizando mundos diferentes, com métodos diferentes, trabalham sobre o mesmo fundamento: Cristo. Vem-me à mente uma lição bonita: na história encontramos maior insistência na unidade dos métodos secundários que duraram séculos do que no fundamento que é Cristo. Paulo e Pedro trazem símbolos: Pedro a chave e Paulo a espada e o livro. As chaves sempre deram a ideia do poder. Este tem que ser visto não como um poder social, temporal e autoritário. Quem tem a chave, é o que manda, pensamos nós. E a ele se serve e cultua. Mas esse poder das chaves Jesus o entende por poder como serviço. O poder é muito procurado. O serviço, nem tanto. A força do poder está no poder de servir. Pedro, homem simples, ensinou a partir de sua experiência com Jesus. Paulo, homem culto, ensinou com sua reflexão e com seu amor a Jesus Cristo. Trabalhando em campos diferentes e com mentalidades diferentes, souberam passar o mesmo Evangelho e não a si mesmos. A espada de Paulo significa seu combate pelo Evangelho. Não tinha medo e enfrentava todo tipo de perigo e inimigo. 
1907. Novos caminhos 
É impossível imaginar como foi historicamente o início da evangelização. Temos certa ideia romântica sobre esses primeiros tempos. O cristianismo, como dizia Jesus sobre o Reino, é como a semente que cresce silenciosamente e a gente não vê. Árvore de cerne cresce devagar. Para essa evangelização os dois apóstolos foram capazes de abrir novos caminhos. Mas a árvore só cresce se tem ramos novos. Não basta só ter cerne. O cristianismo, saído do judaísmo teve que abrir estradas entre os judeus. Foi muito difícil. Paulo foi perseguido pelos judeus e pelos judeus que eram cristãos e não admitiam os pagãos. Pedro, mesmo continuando a pregação aos judeus, teve que abrir caminhos para acolher os pagãos, o que era um absurdo diante do mundo judaico. Justamente aqui podemos aprender a força da espada. Coragem de abrir caminhos. Ficamos em volta de nossas igrejas, até vazias, e não abrimos caminhos novos. Os tempos são outros e exigem o poder de abrir e a espada para lutar para levar a fé a tantos lugares, sobretudo para nós mesmos. Esse é o ensinamento do Papa Francisco. 
1908. Força de evangelização 
Sabemos que o Reino tem uma força própria e não depende só de nosso esforço e criatividade. Às vezes vemos mudanças na vida religiosa do povo que não têm explicação. É o Reino que se desenvolve. Assim a evangelização que, mesmo parecendo que esteja decaindo, sabemos que a fé se tornou mais opção pessoal que uma cultura. Como podemos entender que homens tão simples como os apóstolos, tiveram uma força de evangelização tão grande. Podemos dizer que outras religiões também crescem. Se crescerem na justiça do Reino, é evangelização. Se não é outra coisa. A torcida de um time cresce também. Mas não é especificamente o Reino. Não podemos deixar de fazer nossa parte como Pedro e Paulo fizeram. Creram em Jesus e partiram como do nada para anunciar Jesus e seu Reino. Não podemos deixar de fazer nossa parte. Deus quer nossa parte.

EVANGELHO DO DIA 26 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,13-22. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o reino dos Céus: vós não entrais nem deixais entrar os que o desejam. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque devorais as casas das viúvas, com o pretexto de prolongadas orações. Por isso, sereis mais rigorosamente julgados. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque dais volta ao mar e à terra, para fazerdes um convertido, mas, tendo-o conseguido, fazeis dele um merecedor da Geena, duas vezes mais do que vós. Ai de vós, guias cegos, que dizeis: ‘Quem jurar pelo santuário a nada se obriga; mas quem jurar pelo ouro do santuário tem de cumprir’. Insensatos e cegos! Que vale mais: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? Dizeis também: ‘Quem jurar pelo altar a nada se obriga; mas quem jurar pela oferenda que está sobre o altar tem de cumprir’. Cegos! Que vale mais: a oferenda ou o altar que santifica a oferenda? Na verdade, quem jura pelo altar jura por tudo o que está sobre ele. E quem jura pelo Santuário jura por ele e por Aquele que o habita. E quem jura pelo Céu jura pelo trono de Deus e por Aquele que nele está sentado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Regra do Mestre 
Regra monástica do século VI 
Prólogo, 1-14 
A encruzilhada do nosso coração: 
«espaçoso [é] o caminho que conduz à perdição, 
[...] apertado é o caminho que conduz à vida» (Mt 7,13-14) 
Homem, tu que lês esta Regra em voz alta a toda a comunidade, e tu, que escutas esta leitura, deixa de lado quaisquer outros pensamentos que possas ter e fica sabendo que, quando te falo, é o próprio Deus que te adverte por meu intermédio; é o Senhor Deus, a quem devemos ir de motu proprio e com boas ações e intenção reta, a não ser que queiramos, por causa da nossa negligência de pecadores, comparecer mais tarde diante dele e ser levados pela morte [...]. Vivemos o tempo que nos resta como uma prorrogação, ao passo que a bondade de Deus espera da nossa parte progressos diários, e quer que amanhã sejamos melhores do que hoje. Tu, que me escutas, presta atenção às minhas palavras [...] e assim, caminhando na diligência do teu espírito, chegarás à encruzilhada do teu coração. Uma vez aí chegado, [...] deixa para trás o caminho do mal que é o da tua ignorância e considera que os dois caminhos que para ti se abrem são as duas formas de observar os preceitos do Senhor. Quanto a nós, que procuramos o caminho que leva a Deus, detenhamo-nos nesta encruzilhada do coração, examinemos esses dois caminhos, esses dois modos de compreensão que se nos oferecem, e consideremos por qual deles poderemos alcançar a Deus. Se seguirmos pelo da esquerda, uma vez que o caminho é largo, temos a temer que seja precisamente esse o caminho da perdição; se voltarmos à direita, estaremos no bom caminho, porquanto esse é o caminho estreito, aquele que leva os servos assíduos à presença do Senhor. [...] Atenta, por isso, no que escutas antes de deixares a luz deste mundo, porque só voltarás a tê-la na ressurreição. Aí chegado, se tiveres agido bem durante a tua vida terrena, estarás destinado à glória eterna com os santos do Céu.

26 DE AGOSTO - ERA UMA SANTA MUITO SENSATA

Teresa de Jesus Jornet e Ibars(1843-1897) era espanhola, fundadora das “Irmãzinhas dos anciãos e desamparados”. Se alguém chamava sua atenção quando recolhia idosos sem ter os recursos necessários, respondia: 
- “Quando Deus me manda mais pobres, tem que mandar-me também maior numero de benfeitores”.
Era santa, mas muito sensata. Ao provar certo dia uma comida muito crua, disse para a cozinheira: 
- “Irmãzinha, se você quer mortificar-se, mortifique-se. Mas não mortifique os outros. Procure temperar bem a comida, para ficar mais saborosa”. 
Foi canonizada por Paulo VI em 1974. Teresa de Jesus Jornet e Ibars(1843-1897) era espanhola, fundadora das “Irmãzinhas dos anciãos e desamparados”. Se alguém chamava sua atenção quando recolhia idosos sem ter os recursos necessários, respondia: 
- “Quando Deus me manda mais pobres, tem que mandar-me também maior numero de benfeitores”. 
Foi canonizada por Paulo VI em 1974.
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Santo Alexandre de Bérgamo

Alexandre (século III - Bérgamo, 26 de agosto de 303) foi um centurião do Império Romano da Legião Tebana, martirizado em Bérgamo. É também venerado como Santo da Igreja Católica. Não se sabe muito sobre o nascimento e a juventude de Alexandre. Pode ter nascido em Roma no século III e foi certamente centurião do Exército, da Legião comandada por São Maurício. Em 286, a Legião foi removida do Egito para a Europa. O imperador Maximiano Hercúleo deu ordem para matar todos os soldados que, na volta, se converteram ao cristianismo, ou aqueles que diziam não à ordem de matá-los.
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Santa Isabel Bichiers des Ages

Santo André Humberto Fournet nasceu em Saint Pierre de Maillé, no Poitou, França, no ano 1752. Santa Joana Isabel Bichiers des Ages, sua compatriota, nasceu no castelo de Ages, em 5 de julho de 1773. Estas datas são de importância, pois se ambos não tivessem enfrentado os perigoas da Revolução Francesa, suas vidas teriam sido totalmente diferentes. Ele teria sido um bom sacerdote, mas que logo seria esquecido por não ter deixado um traço marcante; ela seria uma esposa fiel ou uma boa religiosa, mas seus méritos não ultrapassariam os limites do seu povoado ou os muros de um claustro. Eles, todavia, se tornaram conhecidos por uma obra esplêndida.
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26 de Agosto - São Zeferino, Papa, mártir (199-217)

O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que, depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio. Zeferino foi o 14º papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo.
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Santa Micaela do Santíssimo Sacramento, religiosa, fundadora, +1865

Nascida em Madrid, possuía o título de Viscondessa de Jorbalán e empregou toda a sua fortuna em obras de misericórdia. Fundou a Congregação das Senhoras Adoradoras e Escravas do Santíssimo Sacramento, destinada a acolher pecadoras públicas arrependidas. Estendeu sua obra a várias cidades espanholas. Morreu vitimada pela cólera, a que se expusera voluntariamente para ir assistir em Valência a suas filhas espirituais atingidas pela epidemia.

Beata Lourença (Leocádia) Harasymiv, Virgem e mártir - 26 de agosto

Em Kharsk, próximo de Tomsk, na região russa da Sibéria, Beata Lourença (Leocádia) Harasymiv, virgem da Congregação das Religiosas de São José, que, durante o regime de opressão perpetrado em sua pátria pelos perseguidores da fé, foi conduzida àquele campo de concentração, onde com sua morte gloriosa uniu à pureza de sua vida a perseverança na fé. Leocádia Harasymiv nasceu em Rudnyku, região de Lvov, Ucrânia, no dia 17 de agosto de 1911. Teve uma educação católica e em maio de 1932 ingressou na Congregação das Religiosas de São José.
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