sábado, 29 de outubro de 2016

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.  
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 ─ Sábado ─ São Narcísio 
Evangelho (Lc 14,1.7-11) “Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares.” 
Jesus não estava ensinando apenas uma regra de boa convivência e boas maneiras. Por isso, ao ouvir suas palavras, podemos também lembrar que a caridade, o amor e o respeito ao próximo devem levar-nos a respeitar as normas do bom comportamento social. Em tudo: nas palavras, nos modos, nos trajes. A espiritualidade cristã leva-nos a procurar todas as virtudes, também a urbanidade. 
Oração
Senhor meu Deus, no meu relacionamento social quero guiar-me pelo amor e pelo respeito a meus irmãos. Não quero magoá-los nem lhes criar desconforto. Não por mera conveniência social, ou fingida amizade. Mas para que nos ajudemos na caminhada, e para manifestar-lhes apreço conforme os usos de nosso povo. Mesmo que isso às vezes me custe sacrifício e renúncia. Amém.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O DINHEIRO PERDIDO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Dona Amélia vivia sozinha em seu apartamento, desde que faleceu o marido. Os inquilinos do prédio gostavam dela. Apreciavam sua prestimosidade. Gostavam até da sua maneira um tanto insistente de comentar a falta de honestidade e de consciência, tão comum em nossos dias. Um dia ela perdeu uma nota de dez reais. Só podia ter sido no elevador, quando colocou a sacola pesada no chão para poder apertar o botão do seu andar. Sem muita fé no resultado, afixou um aviso no elevador: 
"Se alguém encontrou aqui uma nota de dez reais, é favor entregar no apartamento 4".
Mais tarde alguém bateu à porta: 
- Dona Amélia, a senhora tem sorte. Fui eu quem achou a nota. Aqui está. 
 A velhinha abraçou comovida o seu Jonas. Mas não quis pegar o dinheiro, dizendo: 
- Obrigado, sou mesmo uma tola. O senhor Abílio encontrou a nota. Acontece que dona Margarida, daqui do meu lado, também encontrou. A filha do seu Marcelino, do 8º andar, e a empregada do seu Joca do mesmo andar, também acharam. Quer saber de mais uma? Há poucos instantes eu também encontrei a bendita nota no bolso do meu casaco. 
Desse dia em diante, ela mudou sua maneira de comentar e julgar "este mundo perdido". 
Lição:- O que é juízo temerário? É um mau julgamento que fazemos de alguém, sem haver fundamento.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Vida de Ressuscitados”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
780. Espiritualidade pascal
            A vida espiritual só tem uma direção seja qual for o ponto de partida: A Ressurreição de Cristo. Cristo vivo é nossa vida. Não se trata só de uma atividade espiritual, mas do ser espiritual. Espiritualidade não é um sentimento bom. É também, mas é a união que Cristo faz conosco, unindo-nos a sua Vida, Morte e Ressurreição. Trata-se de vida. Paulo diz, e lemos na Vigília Pascal: “Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele... considerai-vos mortos ao pecado e vivos para Deus em Jesus Cristo” (Rm 6,8.11). Viver ressuscitado é viver para Deus, como Cristo que viveu para Deus, morreu e ressuscitou. “Vós morrestes e vossa vida está escondida, com Cristo em Deus” (Cl 3,1-4). O que acontece em nós é uma mudança de patrão, como se pudesse dizer: De escravos do mal, fomos “comprados” por Cristo para nos dar a liberdade de viver para Deus. “Por isso foi dito: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro” (Ef 4,8). Ele nos conquistou para si. A espiritualidade será sempre colocar a Ressurreição de Cristo em tudo, quer dizer, sempre passando da morte para vida. No momento em que faço um gesto de amor, passei da morte para a vida, como escreve João: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte”(1Jo 314). Temos clara a dimensão do amor, mas não temos claro que isso seja a Ressurreição atuando em nós. O que em nós é bom é porque passamos da morte para a Vida. Ressuscitamos em Cristo. Pascal não é só a missa ou os sacramentos, mas também nosso cotidiano. O amor é pascal, pois leva-nos à vida. O simples gesto humano voltado à vida e ao bem, é Páscoa. A Páscoa invadiu o universo, criando um novo céu e uma nova terra (Ap 21,1).
781.Vida de redimidos
            Os apóstolos e as comunidades apostólicas são o modelo cristão para viver a Páscoa. Não existem mistérios, não é uma vida ou um caminho espiritual reservado a poucos privilegiados ou iniciados. Todos podem fazer esse caminho. Eles assumiram os ensinamentos de Jesus, como nós assumirmos. S. Lucas apresenta a vida da comunidade em poucos pontos: “Eles se mostravam assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava seu o que possuía, mas tudo era comum entre eles” (At 4,32). É tudo muito simples: Atenção à Palavra de Deus; desejo de viver a unidade na caridade; a participação na Eucaristia e manter viva oração particular ou comum. Cada um viva como pode esta realidade. A comunidade não era um ideal irrealizável nem pensemos que não houvesse dificuldades ou pecados.
782. Redenção como missão
            O que os apóstolos mais faziam era contar que Jesus estava vivo. Essa era sua pregação para a conversão. Os que os ouviam teriam também conhecido Jesus. A prova era o testemunho que davam e os sinais que realizavam. “Com grande vigor, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus e todos eles tinham grande aceitação” (At. 4,33). O Espírito Santo tocava os corações com sua graça. E aqueles que não conheceram pessoalmente, como os pagãos? A missão que realizavam era o mandato de Jesus que disse: “Ide por todo mundo e fazei que todas as nações se tornem discípulos meus.... Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,19-20). Quem crê na Ressurreição anuncia pela vida e pela Palavra, que Jesus vive e é o Senhor.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/

EVANGELHO DO DIA 28 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Lucas 6,12-19.
Naqueles dias, Jesus subiu ao monte para rezar e passou a noite em oração a Deus. Quando amanheceu, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos: Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu, Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelota; Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Depois desceu com eles do monte e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidónia. Tinham vindo para ouvir Jesus e serem curados das suas doenças. Os que eram atormentados por espíritos impuros também ficavam curados. Toda a multidão procurava tocar Jesus, porque saía d’Ele uma força que a todos sarava. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Bento XVI, papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 11/10/2006 (© Libreria Editrice Vaticana) 
A unidade dos Doze, unidade da Igreja
Hoje tomamos em consideração dois dos doze Apóstolos: Simão o Cananeu e Judas Tadeu (que não se deve confundir com Judas Iscariotes). Consideramo-los juntos, não só porque nas listas dos Doze são sempre mencionados um ao lado do outro (cf Mt 10,4; Mc 3,18; Lc 6,15; At 1,13), mas também porque as notícias que a eles se referem não são muitas, exceto o facto de o cânone neotestamentário conservar uma carta atribuída a Judas Tadeu. 
Simão recebe um epíteto que varia nas quatro listas: Mateus qualifica-o como «cananeu», Lucas define-o como «zelote». Na realidade, as duas qualificações equivalem-se, porque significam a mesma coisa; de facto, na língua hebraica, o verbo «qanà'» significa ser zeloso, ser dedicado [...]. Portanto, é possível que este Simão, se não pertencia exatamente ao movimento nacionalista dos Zelotes, tivesse pelo menos como característica um fervoroso zelo pela identidade judaica, por conseguinte, por Deus, pelo seu povo e pela Lei divina. Sendo assim, Simão coloca-se nos antípodas de Mateus que, ao contrário, sendo publicano, provinha de uma atividade considerada totalmente impura. 
Sinal evidente de que Jesus chama os seus discípulos e colaboradores das camadas sociais e religiosas mais diversas, sem exclusão alguma. Ele interessa-Se pelas pessoas, não pelas categorias ou pelas atividades sociais! E o mais belo é que no grupo dos seus seguidores, todos, mesmo que diversos, coexistiam, superando as imagináveis dificuldades; de facto, o motivo de coesão era o próprio Jesus, no qual todos se reencontravam unidos. Isto constitui claramente uma lição para nós, com frequência propensos a realçar as diferenças e talvez as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo nos é dada a força para superarmos os nossos conflitos. Tenhamos também presente que o grupo dos Doze é a prefiguração da Igreja, na qual devem ter espaço todos os carismas, povos e raças, todas as qualidades humanas, que encontram a sua composição e a sua unidade na comunhão com Jesus.

28 de Outubro - São Simão e São Judas Apóstolos

Simão, o mais desconhecido dos 12 apóstolos — a respeito do qual o Evangelho se limita a indicar o nome e a alcunha de “Zelota” —, teve o mérito de ter trabalhado pela propagação da mensagem evangélica, não em vista de um lugar de honra, mas para o triunfo do Reino de Deus sobre a terra. Antigas tradições suprem a falta de notícias. Os bizantinos identificam-no com Natanael, de Caná, e com o “mestre-sala” durante as bem conhecidas bodas, quando Jesus transformou a água em vinho. Simão é ainda identificado com o primo do Senhor, irmão de são Tiago Menor, ao qual sucedeu como bispo de Jerusalém, nos anos da destruição da Cidade Santa pelos romanos. Os armênios sustentam que ele difundiu o Evangelho em sua região, onde teria sofrido o martírio. Seja como for, seu campo missionário é deduzido dos lendários Atos de Simão e Judas, segundo os quais os dois apóstolos percorreram juntos as 12 províncias do Império Persa. Também no Ocidente os dois apóstolos aparecem sempre juntos. Em Veneza é dedicada a ambos a igreja de São Simão Pequeno. O apóstolo Judas (“não o Iscariotes”, apressa-se em precisar o evangelista são João) é considerado pelos galileus “irmão” (isto é, primo) de Jesus. Eles se perguntam, espantados com o grande barulho que se fazia em torno da figura do Nazareno: “Não é este o carpinteiro... irmão de Tiago [...], Judas?”. É provável, segundo alguns exegetas, que Judas seja o esposo das bodas de Caná. O primeiro a fazer tal suposição foi o historiador Eusébio, para explicar sua presença como missionário na Arábia, na Síria, na Mesopotâmia e na Pérsia. Sempre segundo a tradição, teria sofrido o martírio em Arado ou em Beirute. Ele é ainda identificado com o autor da carta canônica que leva seu nome, um breve escrito de 25 versículos, no qual lança uma severa advertência contra os falsos doutores e convida à perseverança na fé genuína. 
(Retirado do livro "Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente", Paulinas Editora) 
Os textos que foram retirados de obras da Paulinas e as ilustrações, criadas exclusivamente para serem utilizadas neste site, estão protegidos pela Lei dos Direitos Autorais. Para a sua utilização, é obrigatória a inserção de crédito com o link 
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28 DE OUTUBRO – APOSTOLOS SAO SIMÃO E SÃO JUDAS

Judas Tadeu é primo de Jesus. Por isso vemo-lo representado com as feições dele. É muito venerado em algumas regiões do Brasil. Nos dias 28 de cada mês os devotos acorrem às igrejas para pedir e agradecer.Seu nome aparece poucas vezes no Novo Testamento. São João, no seu Evangelho registra uma pergunta que Judas fez a Jesus: “Mestre, por que te revelas somente a nós e não ao mundo?”A última Epístola é de sua autoria. Morreu a pauladas. Assim é representado, segurando um macete.
Simão, o zelote é praticamente o último da lista dos apóstolos (nesta lista não se conta o traidor), mas igual a seus companheiros no zelo missionário. Tanto assim, que morreu mártir pela causa do Reino. Segundo a tradição, sofreu um dos tormentos mais terríveis. Foi serrado vivo, em duas partes. Por isso é representado segurando um serrotão.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.  
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 ─ Sexta-feira ─ São Simão e São Judas 
Evangelho (Lc 6,12-19) “Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus.” 
O Filho vive na mais plena e total união com o Pai e o Espírito, na comunhão plena da Trindade. O Filho de Deus encarnado viveu também essa comunhão, de maneira humana, nos momentos de oração. Nossa  maneira humana de ser também precisa desses momentos especiais de comunhão com a Trindade Santa. Não apenas para pedir ou agradecer, mas para se entregar e conviver. 
Oração
Senhor Jesus, ensinai-me a fazer de meus momentos de oração encontro tranquilo e intenso de comunhão com a Trindade, deixando-me envolver por seu amor misericordioso. Mesmo que eu não saiba o que dizer, que eu me entregue, me deixe amar e transformar. Senhor, batizai-me, mergulhai-me na sua vida divina. Se me dais essa graça, de mais nada preciso para ser feliz. Amém.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

CERCADO DE SERPENTES

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
No porto de Maracaíbo (Venezuela), um homem negro subiu sorrateiramente a bordo do navio e escondeu-se no porão. Estava arriscando viajar como passageiro clandestino para a sua terra. No porão onde o negro se escondeu, havia um carregamento de serpentes que estavam sendo transportadas para o Instituto Butantã, em São Paulo. Eram centenas de cascavéis e outras cobras venenosas, fechadas em grandes cestos. Em outro canto havia caixas com ratos, sapos, coelhos para alimentar as cobras. Lá pelas tantas um oficial da tripulação percebeu surdo rumor no porão. Chamou alguns companheiros, abriu cuidadosamente a tampa e, com auxílio de uma lanterna, iluminou o interior do porão. O que viu? Alguns cestos estavam abertos. As cobras tinham escapado e se arrastavam para cá e para lá. Um homem estava sentado em cima de uma caixa, imóvel e rijo, cercado por elas. Que acontecera? Ele pensou que os cestos estavam cheios de bananas. Para matar a fome, abriu alguns deles. Dentro havia serpentes venenosas de toda a espécie. Elas passeavam pelos seus pés, e por todo o corpo. Não foi picado porque, paralisado pelo terror, permanecera quieto e imóvel. O marinheiro jogou para baixo uma corda com gancho, que se enroscou em seus braços e foi puxando lentamente para não irritar as cobras. O susto que o deixou paralisado foi sua salvação. 
Lição:- O inferno existe. É pior que um ninho de serpentes. Deus lá não está. Quantas serpentes em forma de gente nos apertam e sufocam.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Prova de amor”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
Lançai as redes?
               No conjunto das manifestações de Jesus aos discípulos, ouvimos a terceira aparição, agora, não em Jerusalém, mas na Galiléia, num contexto de pesca. São 7 discípulos, significando toda a comunidade. Por que estão na Galiléia? Voltaram à vida que levavam, como pescadores? Esta pesca, como a outra que é narrada em Lucas (5,4-10), é infrutífera... Eles não reconhecem Jesus que pede peixe. Respondem que não pegaram nada. Manda que lancem as redes à direita. Direita não tem conotação política, se bem que, em diversos textos, indique o lado direito como símbolo da boa sorte e do bem estar. Pegaram 153 grandes peixes que é o número, segundo os zoólogos gregos da antiguidade, das espécies de peixe e simbolizam que o evangelho está presente nas 153 nações conhecidas no tempo. Esta é uma das explicações. O anúncio da Ressurreição vai a todos os cantos. João, vendo o milagre, diz: “É o Senhor”. Pedro se lança nas águas. Assim que desceram à terra, viram umas brasas, e um peixe colocado sobre elas e pão” (Jo 21,9). Qual é o simbolismo? Não usa os peixes que foram pescados, mas Ele dá o pão e o peixe. Lembremos o textos: “É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu” (Jo 6,32). As muitas nações que acolhem o dom da fé, recebem-no do Cristo Ressuscitado e não do discípulo que dá o testemunho. Depois da Ressurreição, os discípulos não reconhecem Cristo no primeiro momento, pois conhecimento não se faz pelos sentidos, mas pela via da fé.
A força do apóstolo
               Podemos notar no Evangelho que existe uma euforia quanto ao resultado da pregação dos discípulos. Imaginemos bem quem eram os apóstolos. Quando são levados ao tribunal, os chefes do povo se espantam com sua firmeza, verificando que eram iletrados e homens do povo (At 4,13). Em pouco tempo os cristãos estão por toda parte. Um autor diz: “Somos de ontem e estamos em todo o mundo”. A palavra de João é clara: “É o Senhor!” (Jo 21,7). Os apóstolos  são sempre persistentes. A força está em obedecer mais a Deus que aos homens (At 4,29).  O mundo quer calar a boca da verdade do Evangelho. Mas a força de Cristo é superior. O discípulo não fala por si. Lança as redes em nome dEle. Jesus já afirmara: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). A Igreja lança as redes para a pesca e o faz em nome de Jesus, isto é, na pessoa de Jesus. Ele é a força da evangelização.
Obra do amor
            A evangelização só é possível se parte de uma opção de amor, mesmo que seja frágil. Jesus pergunta a Pedro se O ama com amor divino (ágape), Pedro responde que ama com amor humano (filia - Isto é mais claro no texto em grego). É com a força da fragilidade que o apóstolo recebe a ordem de guardar o rebanho (Jo 21,15). Jesus pergunta três vezes se O ama. É a reabilitação de Pedro em suas três negações. Cristo ama sempre com amor divino, em totalidade. Conduzir as ovelhas a Cristo, conduz com amor. Na tristeza que sente diz: “Senhor, tu sabes tudo, sabes também que Te amo” (17). Onde está Cristo presente hoje, vivo, ressuscitado? Aquele que amamos está glorioso com o Pai. Cristo é o centro do Universo e a Ele devemos a adoração com todo o universo. Dependemos dEle em tudo o que somos e fazemos. Sem isso a fé é muleta e não nos modifica. Evangelização e governo da Igreja é uma obra de amor. Na celebração dizemos com Pedro. Tu sabes que te amo.
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EVANGELHO DO DIA 27 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Lucas 13,31-35.
Naquele dia, aproximaram-se alguns fariseus, que disseram a Jesus: «Vai-te daqui, porque Herodes quer matar-te». Jesus respondeu-lhes: «Ide dizer a essa raposa: Eu expulso demónios e realizo curas hoje e amanhã; ao terceiro dia chego ao meu fim. Mas hoje, amanhã e depois de amanhã, devo seguir o meu caminho, porque não é possível que um profeta morra fora de Jerusalém. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados, quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha recolhe os pintainhos debaixo das suas asas! Mas vós não quisestes. Pois bem. A vossa casa vai ficar abandonada. E Eu vos digo: Não voltareis a ver-Me, até chegar o dia em que direis: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo 
Sermão 21, 4.º para a Ascensão 
«Quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha recolhe os pintainhos debaixo das suas asas! Mas vós não quisestes»
Jerusalém era uma cidade de paz, e foi também uma cidade de tormento, pois foi aí que Jesus sofreu imensamente e morreu muito dolorosamente. É nesta cidade que devemos ser suas testemunhas, e não só em palavras mas em verdade, através da nossa vida, imitando-O tanto quanto possamos. Muitos homens seriam de boa vontade testemunhas de Deus na paz, na condição de tudo correr a seu jeito. De boa vontade seriam santos, na condição de nada acharem de amargo nos exercícios e no trabalho da santidade. Gostariam de saborear, desejar e conhecer as doçuras divinas, sem terem de passar por qualquer contrariedade, pena ou desolação. Mas quando lhes surgem fortes tentações, trevas, quando já não têm o sentimento e a consciência de Deus, quando se sentem abatidos interior e exteriormente, revoltam-se e não são, como tal, verdadeiras testemunhas. 
Todos os homens buscam a paz. Por todo o lado, nas suas obras e de todas as maneiras, procuram a paz. Ah! Pudéssemos nós libertar-nos dessa busca e procurar, por nossa vez, a paz nos tormentos. Pois só aí nasce a verdadeira paz, aquela que permanece e dura. [...] Procuremos a paz na angústia, a alegria na tristeza, a simplicidade na multiplicidade, a consolação na contrariedade: assim nos tornaremos verdadeiras testemunhas de Deus.

FRUMÊNCIO DA ETIÓPIA Bispo, Santo + 380

Desde a adolescência Frumêncio teve sua vida marcada por acontecimentos surpreendentes que o levaram a uma região exótica e distante, a Etiópia, no coração da África, da qual se tornou o primeiro bispo. Antes disso, porém, foi discípulo de filósofo, e um escravo muito especial. Era o tempo do imperador Constantino e Frumêncio estava entre os discípulos na comitiva que acompanhava o filósofo Merópio. Voltavam de uma viagem à Índia e a embarcação parou no porto de Adulis, no mar Vermelho. Então, foram atacados por ladrões etíopes, que saquearam o barco e mataram os passageiros e tripulantes. Todos, excepto os amigos adolescentes, Frumêncio e Edésio. Os dois foram salvos por um motivo banal: naquele momento estavam sob uma árvore, entretidos na leitura de um livro. Sobreviveram, porém foram levados para a Etiópia e entregues ao rei, como escravos. Depois de conversar com eles e admirar-se com sua sabedoria, o rei decidiu mantê-los no palácio. Edésio como copeiro e Frumêncio como um secretário directo. Sua influência cresceu na Corte, principalmente junto à rainha. Ao tornar-se viúva, ela assumiu o poder para o filho menor, como regente. Libertou Frumêncio e Edésio, entregando-lhes a educação de seu filho, o futuro rei. Ou seja: só poderiam partir ao concluírem a tarefa. Tempos depois, eles conseguiram da rainha autorização para construir uma igreja próxima ao porto, para servir os mercadores cristãos que passavam pelo país. Isso muito significou para a difusão da fé cristã junto ao povo etíope, embora com dificuldade. Lentamente, foi nela que a semente do cristianismo germinou no continente africano. No tempo certo, obtiveram permissão de voltar à pátria, o Tiro, no sul da Síria, actual Líbano. Enquanto Edésio se dirigia para a cidade natal, onde se encontrou como o historiador, hoje santo, Rufino, que registrou toda a aventura, o amigo Frumêncio foi para Alexandria, no Egipto. Queria pedir ao então bispo, santo Atanásio, que designasse um bispo e missionários para comandar a pregação católica na Etiópia. Atanásio não se fez de rogado, entendendo que o mais indicado era o próprio Frumêncio. Consagrou-o bispo da Etiópia. Quando retornou, Frumêncio encontrou no trono da Etiópia o jovem rei seu pupilo, que lhe dedicava grande estima, que logo em seguida se converteu e foi baptizado, convidando todo o seu povo a acompanhá-lo no seguimento de Cristo. Frumêncio, chamado pelos etíopes de "Abba Salama", ou seja, "Pai da Paz", desenvolveu seu trabalho missionário na Etiópia até morrer no ano 380. A Igreja comemora no dia 26 de Outubro aquele que considera o "Apóstolo da Etiópia".http://www.paulinas.org.br/

GONÇALO DE LAGOS religioso agostinho, sacerdote, beato c. 1370-1422

Nasceu em Lagos, no Algarve, um pouco depois de 1370. Tomou o hábito de Santo Agostinho no convento da Graça, em Lisboa, onde vinha pôr mais a salvo os seus vinte anos de virtude e pureza, quase de anjo, e já vitoriosa de repetidos assaltos. Cerca de 1380 abraçou a vida religiosa. Dedicou-se à pregação em correrias apostólicas e, com o mesmo zelo a manter a observância regular, quando superior dalguns mosteiros da sua Ordem. Entre 1394 e 1396 Frei Gonçalo teria sido Prior do Convento de S. Lourenço, na Lourinhã. Em Maio de 1404 Frei Gonçalo de Lagos era prior do Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa. Testemunha-o um documento, aliás único, contemporâneo de Gonçalo, do cartório daquele convento. Para além deste documento, as escassas informações que possuímos acerca de Frei Gonçalo de Lagos, resultam das diversas representações biográficas, legadas e repetidas pelas diversas hagiografias e crónicas, redigidas entre os séculos XVI e XVIII. Não sabemos, porém, desde quando se encontrava no exercício da função. Em 1408 inicia um priorado no convento dos agostinhos de Santarém e, a partir de 1412, o priorado do convento de Nossa Senhora da Graça de Torres Vedras, cargo que ocupará até à sua morte, fixada em 15 de Outubro de 1422. Ali ficou o seu jazigo, tomando-o a vila de Torres Vedras por seu padroeiro., depois de beatificado por Pio VI, em 1798. Mas, em Portugal, é-lhe atribuído o culto de santo. Ao que parece, a escolha que fez Torres Vedras do seu padroeiro deve-se à carta que D. João II, encontrando-se no Algarve em 1495, escreveu à Câmara da referida vila, exaltando a memória de Frei Gonçalo e celebrando a felicidade que essa terra possuía conservando o seu milagroso corpo. O mesmo fez a cidade de Lagos, sua terra natal, onde os pescadores mais o invocam e experimentam a sua especial protecção. A sua festa, actualmente, é a 27 de Outubro, mas os Padres Agostinhos celebram-no, em Portugal, a 21 do mesmo mês. Quanto aos milagres promovidos por S. Gonçalo, o seu maior número recai sobre a vila e termo de Torres Vedras, sendo notório um esforço de autenticação dos mesmos, por parte do prior do Convento de Nossa Senhora da Graça, Frei Leonel, nos anos de 1489 e 1490. Um esforço necessário para ampliar uma devoção estritamente local e que representaria certamente outras pretensões, sobretudo se tivermos em conta um equilíbrio de forças perante o então recentemente fundado Convento franciscano de Santo António do Varatojo, inaugurado em 1474. Estava em causa o prestígio do Convento e da Ordem. O mesmo acontece com as relíquias de Frei Gonçalo, uma vez que «a sua posse contribuía para o engrandecimento da pessoa ou instituição, da localidade ou do espaço regional, da pátria ou nação que detinha e agitava os seus poderes, do religioso ao social, passando pelo económico e pelo ideológico». Frei Gonçalo de Lagos era canonizado, por autorização de Pio VI, de 27 de Maio de 1778. Em Torres Vedras, a sua memória seria lembrada apenas em celebrações religiosas, uma vez que o seu culto não foi objecto de projecção da identidade local.

VICENTE, SABINA E CRISTETA Irmãos, Mártires, Santos +303

Por volta do ano 303, na Espanha, no período em que Diocleciano era imperador romano (284-305), os irmãos Vicente, Sabina e Cristeta, provavelmente naturais de Évora ou daquela região, foram torturados cruelmente. Tiveram os membros desconjuntados e as cabeças esmagadas. Pelo que podemos conferir nos anais de seu martírio, São Vicente foi feito prisioneiro antes de suas irmãs Sabina e Cristeta, tendo sido levado à presença do magistrado romano Daciano, que o interrogou: “… Perdoo à tua juventude essas liberdades, pois sei que não chegaste ainda à idade de uma prudência completa, pelo que te devo aconselhar que me ouças como pai, e como tal ordeno que sacrifiques aos deuses imperiais”. O jovem Vicente assim respondeu: “Careceria de sólido juízo, se, desprezando o verdadeiro Deus que criou o céu e a terra, penetrou os abismos e circundou os mares, desse culto aos falsos deuses de pau e de pedra, representados em estátuas vãs”. Por esta resistência, foram-lhe concedidos três dias para pensar e negar sua fé cristã. Sabendo que não poderia negar, tentou fugir com suas irmãs, mas foram alcançados pelos soldados romanos, sofrendo então todos os martírios. “Senhor, dai-nos coragem para mudar o que pode ser mudado. Dai-nos forças para aceitar com serenidade tudo o que não possa ser mudado. E dai-nos sabedoria para distinguir uma coisa da outra”. http://ecclesia.com.br/

27 DE OUTUBRO - O APÓSTOLO DA ETIÓPIA

São Frumêncio foi o primeiro missionário a pisar no longínquo pais da Etiópia. Isso aconteceu no século IV. Mas não faltaram peripécias. Ele e seu companheiro Edesio foram capturados vivos e entregues ao rei dos etíopes. Mas sendo expertos e inteligentes, agradaram o soberano. Frumêncio ficou seu secretário, e o companheiro Edesio, copeiro. Quanto o rei morreu, tornaram-se conselheiros do herdeiro, durante sua minoridade. Assim puderam construir igrejas para os cristãos que por lá passavam. O cristianismo foi crescendo, lenta e fadigosamente. Frumêncio pediu ao bispo de Alexandria, Santo Atanásio, que nomeasse um bispo para aquele pais. Atanásio escolheu o próprio Frumêncio, que se tornou o apostolo dos etíopes.
Santo Evaristo, rogue por todos nós!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável-Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.  
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 ─ Quinta-feira ─ São Florêncio 
Evangelho (Lc 13,31-35) “Alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: – Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar.” 
Por amizade, ou por algum outro motivo, alguns fariseus aconselhavam que Jesus fugisse do perigo. Ele não aceitou o conselho, porque tinha de cumprir sua missão. Aliás, ele sabia que já estava caminhando ao encontro do perigo final em Jerusalém. Se quero ser discípulo de Jesus, não posso deixar que o medo me impeça de assumir minhas responsabilidades e cumprir minha missão. 
Oração
Senhor Jesus, não imagino que dificuldades ainda terei de enfrentar na vida. Nem é bom que pense muito nisso. Hoje, quando tudo é mais ou menos calmaria, peço coragem para quando chegar minha hora de perigo e dificuldade. Não quero fugir, e por isso peço que me ajudeis com vossa proteção. Não permitais que vos deixe. Quero continuar fiel a vós mesmo entre dificuldades. Amém.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

MORREU AO LADO DA SALVAÇÃO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Foi no tempo das grandes imigrações para o novo mundo. Um rapaz deixou sua pátria e veio para a América, em busca de vida melhor. Sonhava encontrar riqueza fácil. Mas enganou-se. Lutou duramente contra a ganância de alguns e a exploração de muitos. Foi explorado e abusado. Passou dias seguidos sem se alimentar e sem se resguardar do frio, e adoeceu. A tuberculose apoderou-se daquele organismo debilitado. s pais recebiam notícias alarmantes através de conhecidos que voltavam. O pai compadeceu-se da situação desesperadora do filho e mandou-lhe uma carta, oferecendo-se para ajudá-lo: 
- Estamos preocupados com você, pois não manda notícias. Mas ficamos sabendo que está passando aperto... Volte para casa. Perdoamos tudo o que fez. Estamos mandando uma ajuda para você tratar da sua saúde...
O rapaz recebeu a carta, mas teve medo de abri-la. Pensou encontrar censuras e ameaças pelas desobediências e imprudências praticadas. Fechou-se no quartinho escuro que alugara, escondeu-a debaixo do travesseiro e deitou-se. Estava tossindo e com muita febre. Amanheceu morto. Morrera, deitado em cima da carta salvadora. 
Lição:- Vivemos a um passo da eternidade, feliz ou infeliz.
Palavra da Bíblia: Tu, que julgas os que praticam essas coisas mas também as cometes, pensas que escaparás aos juízos de Deus?...(Rm 2,3-4).
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26 DE OUTUBRO - DEFENSOR DO MATRIMONIO CRISTÃO

Santo Evaristo é o 5º na lista dos Papas. Morreu mártir, quando celebrava missa nas catacumbas de Roma. Em Roma os cemitérios eram protegidos pela Lei: Lá dentro não se podia prender ninguém. Por isso Evaristo e outros bispos celebravam a Eucaristia nas catacumbas. Mesmo assim acontecia serem invadidos pelos soldados do Imperador. Foi numa dessas invasões que Evaristo foi preso e decapitado. Depois que os soldados deixaram as catacumbas, vieram os cristãos, recolheram o corpo do Papa e, com grande piedade, sepultaram-no junto ao sepulcro de São Pedro. Santo Evaristo ficou na História como defensor do sacramento do matrimônio e da família cristã. Santo Evaristo, rogue por nós! 
Outros santos: Diversos santos com o nome de Bernardo.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - Comemos e bebemos com Ele”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
777. Onde está Jesus?
            Que Jesus tenha ressuscitado, para nós, não é problema em acreditar. A fé nos foi transmitida com tanta simplicidade que não ousamos desobedecer. Nós acreditamos que Ele está vivo porque acreditamos naqueles homens e mulheres que estiveram com Ele depois da Ressurreição. O Espírito fortalece seu testemunho. Ele apareceu diversas vezes como nos relatam os evangelhos: a Pedro, aos 12 reunidos e, mais de uma vez, aos dois discípulos de Emaús, a Maria Madalena, aos discípulos que pescavam, a mais de 500 como nos escreve S. Paulo (1Cor 15,3-7). Insiste que recebeu tudo isso por tradição. Ouviu e acreditou no que contaram os discípulos de Jesus. Ele O viu, por especial aparição, a ele que não merecia. Eles o viram e com ele mantiveram um contato tal, que não duvidavam, que não era um fantasma, pois provou que estava vivo comendo um pedaço de peixe assado (Lc 24,42). Comeu e bebeu com eles depois da Ressurreição (At 10,41), como diz Pedro. A comunidade dos convertidos aceitou a pregação sobre a Ressurreição porque viam os prodígios e milagres operados pelos apóstolos (At 2.43). Neste belo quadro surge-nos a pergunta: Como entendiam que Jesus não estivesse mais presente e o Evangelho fosse tão bem aceito? Eles não falam, no evangelho, uma saudade, mas de uma presença, como João diz na pesca milagrosa. Vendo o resultado da pregação ele diz: “É o Senhor!” (Jo 21,7).
778. Mas onde ele está?
            Os primeiros cristãos tiveram uma experiência interessante: havia gente que conhecera Jesus pessoalmente (Lc 1,2)  (deve ter sido fantástico) e outros que não O haviam conhecido. Estes fundamentavam sua fé no testemunho destas pessoas privilegiadas que Deus de antemão escolhera (At 10,41). Jesus disse: “Felizes os que creram sem ter visto” (Jo 20,29). Lentamente a comunidade, como lemos em Lucas  narrando a aparição aos discípulos de Emaús, descobre Cristo ressuscitado em diversas modalidades: na fraternidade, estando juntos; nos acontecimentos do tempo presente; na Palavra de Deus, e na Eucaristia (Lc 24,13-35)  . Disto segue a segurança do anúncio, pois voltaram a Jerusalém para contar aos discípulos o que havia acontecido pelo caminho. Veem Jesus no resultado da pregação. Eles não sentiram falta de Jesus, pois o tinham presente. A força de anúncio que os apóstolos tinham só pode ser resultado da certeza da Ressurreição.
779. Ele está no meio de nós
            E nós podemos nos perguntar qual é nossa fé na Ressurreição. Sinto que tenho que entender a fé como crer numa Pessoa viva e concreta, não em numa idéia. O povo é mais realista neste ponto, pois a imagem o ajuda muito, embora não se possa parar na imagem. É mais fácil crer em milagres e manter uma fé devocional que assumir o compromisso com uma pessoa. Temos muito que aprender sobre a Ressurreição de Jesus. Ela é o fundamento de tudo. Se Jesus não tivesse ressuscitado, não haveria chances de uma fé cristã. Não temos fé em uma pessoa do passado que deixou uma doutrina, um caminho espiritual, mas acolhemos e entramos em comunhão com uma pessoa viva que vive em nós, em nosso meio. Ele continua falando, salvando, curando e oferecendo a mesma vida que oferecia aos seus. Aqui entra a função da Palavra dos Evangelhos, ao ouvi-los, nós estamos nas mesmas condições dos que o ouviam pessoalmente e mais, pela fé acontece em nós a Palavra anunciada.

EVANGELHO DO DIA 26 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Lucas 13,22-30.
Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo, e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir 
Contra as heresias, V, 32, 2 
«Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus.»
A promessa feita anteriormente por Deus a Abraão manteve-se estável. Deus tinha-lhe dito, com efeito: «Ergue os teus olhos e, do sítio em que estás, contempla o Norte, o Sul, o Oriente e o Ocidente. Toda a terra que estás a ver, dar-ta-ei, a ti e aos teus descendentes, para sempre» (Gn 13,14-15). [...] No entanto, Abraão não recebeu herança alguma durante a sua vida terrena, «nem mesmo um palmo de terra»; foi sempre um «estrangeiro e hóspede» de passagem (At 7,5; Gn 23,4). [...] Portanto, se Deus lhe prometeu a herança da terra, e ele não a recebeu durante a sua estadia terrena, terá de recebê-la com a sua posteridade, isto é, aqueles que temem a Deus e nele creem, aquando da ressurreição dos justos. 
Ora, a sua posteridade é a Igreja, que, pelo Senhor, recebe a filiação adotiva em relação a Abraão, como diz João Batista: «Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão» (Mt 3,9). Também o apóstolo Paulo diz na sua Epístola aos Gálatas: «E vós, irmãos, à semelhança de Isaac, sois filhos da promessa» (Gal, 4,28). Diz claramente ainda, na mesma epístola, que os que acreditaram em Cristo recebem, de Cristo, a promessa feita a Abraão: «Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não se diz: "e às descendências", como se de muitas se tratasse; trata-se, sim, de uma só: "e à tua descendência", que é Cristo» (Gal 3,16). E, para confirmar tudo isto, diz ainda «Assim foi com Abraão: teve fé em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça. Ficai, por isso, a saber: os que dependem da fé é que são filhos de Abraão. E como a Escritura previu que é pela fé que Deus justifica os gentios, anunciou previamente como evangelho a Abraão: serão abençoados em ti todos os povos» (Gal 3,6-8). [...] 
Se portanto nem Abraão nem a sua descendência, isto é, todos os que são justificados na fé, recebem herança alguma nesta Terra, recebê-la-ão no momento da ressurreição dos justos, porque Deus é verídico e estável em todas as coisas. Era por este motivo que o Senhor dizia: «Felizes os mansos, porque possuirão a terra» (Mt 5,5).

CELINA CHLUDZINSKA BORZECKA Viúva, Religiosa, Fundadora, Beata (1833-1913)

Celina Chludzinska Borzecka nasceu no dia 29 de Outubro de 1833, em Antowil, então território polaco, actualmente Bielo-Rússia. A vida espiritual de Celina desenvolveu-se cedo e durante as orações sempre dirigia a Deus a pergunta: "O que queres que eu faça com a minha vida?" Após um retiro em Vilnius em 1853, exprimiu o desejo de tornar-se religiosa, mas encontrou a oposição dos pais. Obedecendo à vontade deles e ao conselho do seu confessor, aos 20 anos casou com José Borzecki. De qualquer maneira, dentro dela permaneceu a convicção de que "a sua vida não deveria terminar de modo comum". Profundamente amada pelo marido, também ela foi uma esposa amorosa e exemplar que partilhava a responsabilidade do lar e demonstrava a sua atenção aos pobres. Tiveram quatro filhos, dos quais dois morreram na infância. Em 1869, quando o marido teve um derrame cerebral que o deixou paralisado, Celina transferiu-se com a família para Viena a fim de obter melhores cuidados médicos para ele. Durante o seu sofrimento, que durou cinco anos, ela foi sua fonte de apoio espiritual e moral, além de dedicada e sensível enfermeira. Ao mesmo tempo, continuou a prodigalizar-se pela educação das duas filhas. Em 1875, após a morte do marido, Celina transferiu-se para Roma com as filhas a fim de alargar os horizontes espirituais e culturais; e também procurar indicações a respeito da vontade de Deus para si e para as suas filhas. Na igreja de São Cláudio encontrou-se com o co-fundador dos Ressurreicionistas, Pe. Pedro Semenenko, que há muitos anos desejava fundar o ramo feminino da Congregação. Em 1882 Celina, juntamente com a filha menor, Edvige, iniciou a vida em comunidade em Roma, sob a guia espiritual do Pe. Semenenko. Em 1886, após a repentina morte do Sacerdote, Celina teve que enfrentar muitas intrigas de pessoas contrárias à nova fundação. De maneira cada vez mais forte, Celina sentia a chamada a fundar uma comunidade de mulheres dedicadas ao Mistério da Ressurreição. Em 1887, assistida por amigos fiéis, Celina abriu a sua primeira escola vespertina para moças, da qual o Mons. Giácomo Della Chiesa, futuro Papa Bento XV, cujos pais residiam no apartamento ao lado da escola, foi capelão e catequista. Depois de anos de provações e sofrimentos, Celina e sua filha Edvige, co-fundadora, fizeram a profissão dos votos religiosos a 6 de Janeiro de 1891, dando início oficialmente à nova Congregação. Expressou o dinamismo da sua vida, antes de morrer, quando escreveu num pedaço de papel, pois já não podia falar: "Em Deus reside a felicidade em eterno". Madre Celina faleceu a 26 de Outubro de 1913 em Cracóvia. A Beata Celina pertence a um raro grupo de mulheres que experimentaram diversos estados de vida: esposa, mãe, viúva, religiosa e fundadora. Com simplicidade e humildade, escreveu, dando assim uma característica à sua vida espiritual: "Deus não me chamou para fazer coisas extraordinárias... talvez porque não queria que me tornasse orgulhosa. A minha vocação é cumprir a vontade de Deus fielmente e com amor". http://www.vaticano.va/