sexta-feira, 27 de novembro de 2015

27 DE NOVEMBRO - NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Santa Catarina Labouré (1806-1876) assim descreve uma aparição de Nossa Senhora, quando estava em oração na capela do seu convento em Paris: “Foi no ano 1830. A Senhora ... estava de pé, com um vestido de seda, de cor branca. Cobria-lhe a cabeça um véu azul que descia até os pés... As mãos estendiam-se para a terra... jorrando feixes de luz em todas as direções... Formou-se então em volta da Senhora um quadro oval, em que se liam as seguintes palavras: “O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. No reverso do quadro, via-se a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base... e os Corações de Jesus e Maria... No fim pediu que Catarina mandasse cunhar uma medalha conforme esse modelo. Quem a trouxesse consigo, procurando ser fiel a Deus e ao próximo, receberia muitas graças. A promessa se cumpriu. Em março de 1832, quando iam ser confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas semanas. Quando as primeiras medalhas começaram a ser distribuídas entre os flagelados, peste regrediu e tiveram início, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre. Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada neste mesmo dia 27 de novembro. 
Oração: Repitamos sempre esta jaculatória: “O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Com prazer faço vossa vontade”

PADRE LUIZ CARLOS
          DE OLIVEIRA CSsR
Eis o Cordeiro de Deus!
Terminamos o tempo do Natal, celebração do mistério da manifestação de Deus em Cristo. Deus se fez carne e habitou entre nós. Terminada sua vida terrena, Jesus permanece entre nós, de modo particular na comunidade que celebra. Iniciamos o Tempo Comum. São 34 domingos que se sucedem, com a interrupção da Quaresma e Páscoa. Nesse 2º domingo temos a leitura do evangelho de João, não do evangelista no ano, que, neste, é Mateus. Ele descortina para nós a visão de todo o mistério de Cristo, a partir da manifestação aos discípulos. João Batista apresenta Jesus a seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”!. João afirma que não conhecia Jesus. E eram primos. Talvez conhecesse Jesus como pessoa, não como o enviado de Deus, o que lhe foi revelado pelo Espírito. João tinha consciência da própria missão de preparar a vinda do Messias. Em outro lugar (Lc 7,19), manda discípulos a perguntarem a Jesus se Ele era aquele que devia vir ou deveria esperar outro. Jesus explica a esses homens quem Ele é realizando alguns milagres. João, ao apresentar Jesus como o Cordeiro, refere-se a toda a temática do Servo. A palavra cordeiro, talyâ’ em aramaico, significa servo, cordeiro, jovem, jovem de confiança e ainda pedaço de pão (Tomás Frederici). Quando diz Servo, refere-se ao Servo que encontramos em Isaias 49,3.5-6: “Tu és meu Servo, em quem serei glorificado ... eu te farei luz para as nações para que minha salvação chegue até os confins da terra” (6). Esse Servo, Filho amado, cumpre a vontade do Pai, como canta o salmo 39, “com prazer faço vossa vontade, guardo eu meu coração vossa lei”. A palavra cordeiro explica todo o aspecto sacrifical do cordeiro pascal que se liga também ao pão da Eucaristia. João conhece Jesus a partir do Espírito Santo a quem vê, ao batizá-lo. João não vê um primo que fica afamado, mas o Prometido de Deus para a redenção do mundo. João dá o testemunho sobre Jesus e sua missão. Jesus compreende essa missão como fazer a vontade do Pai: “O que o Pai quer, eu faço”, mesmo ser o Cordeiro sacrificado.
Que tira o pecado do mundo
Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Não se trata de pecados pessoais, mas da raiz desse pecado, do qual nascem todos os pecados. João evangelista desenvolve bem esse tema em seu evangelho e o coloca na boca de João Batista para indicar a missão de Jesus. Vemos como diz mundo das trevas em oposição a Jesus-luz. Esse Servo de Deus diz: “Eu te farei luz para as nações, para que a salvação chegue até os confins do mundo (Is 49,6). O pecado do mundo é a rejeição: “A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam” (Jo 1,5) A luz é vida (Jo 1,4). Jesus, por sua vida, morte e ressurreição, destrói o pecado do mundo e dá liberdade e vida para todos. Se o mundo acolhe, haverá um novo céu e uma nova terra (Ap 21,1).
Este é o Filho de Deus!
João diz: “Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” (Jo 1,34). Esta é a profissão de fé fundamental de cada um que se salva em Jesus. A Igreja professa essa fé. Esse testemunho de João, ele o recolhe da teofania do Pai que diz: “Este é meu Filho amado” (Mt 3,17). Ele transmite à humanidade a vida divina, como foi atestada pelo Espírito Santo que vem sobre Ele. Se fizermos a vontade do Pai, como fez, teremos a vida divina e realizaremos, como Ele, o projeto de Deus. Quando nos reunimos para celebrar, estamos acolhendo o Espírito que nos faz testemunhar que é o Filho de Deus.https://padreluizcarlos.wordpress.com/

EVANGELHO DO DIA 27 DE NOVEMBRO

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores: Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo 
Primeira homilia sobre o salmo 38 (39) (a partir da trad. de SC 411, p. 355) 
«O Verão está próximo»
«Senhor, dá-me a conhecer o meu fim e o número dos meus dias, para que veja como sou efémero» (Sl 38,5]. Se me permitisses conhecer o meu fim, diz o salmista, e se me desses a conhecer o número dos meus dias, poderia só por isso perceber o que me falta. 
Ou talvez ele queira indicar com estas palavras que todo o trabalho tem um fim. Por exemplo, o objectivo de um empreendimento de construção é fazer uma casa; a finalidade de um estaleiro naval é construir um barco capaz de triunfar sobre as vagas do mar e de suportar as investidas dos ventos; e o objectivo de cada profissão é algo semelhante para cuja realização a própria profissão foi criada. Por isso, talvez haja também um certo objectivo na nossa vida e na existência do mundo, para o qual se faz tudo o que se faz na nossa vida ou para o qual o próprio mundo foi criado ou subsiste. Também o Apóstolo Paulo recorda desse objectivo quando diz: «Depois, será o fim: quando Ele entregar o reino a Deus Pai» (1Cor 15,24) É pois necessário que nos apressemos para essa meta, uma vez que o valor da obra é a razão pela qual fomos criados por Deus. 
Assim como o nosso organismo corporal é pequeno e reduzido no momento em que nascemos e no entanto se desenvolve e tende para o limite do seu tamanho crescendo em idade; assim como também a nossa alma [...] recebe primeiramente uma linguagem balbuciante, que seguidamente se vai tornando mais clara, para chegar finalmente a uma forma de se exprimir perfeita e correcta; assim também toda a nossa vida começa no presente, decerto balbuciante, entre os homens deste mundo e se conclui e chega ao seu auge nos céus, perto de Deus. 
Por este motivo, o profeta deseja conhecer o fim para que foi criado, porque, olhando para o objectivo, examinando os seus dias e considerando a sua perfeição, vê o que lhe falta em relação a essa meta para a qual tende. [...] É como se aqueles que saíram do Egipto tivessem dito: «Senhor, dá-me a conhecer o meu fim», que é uma terra boa e uma terra santa, «e o número dos meus dias» que percorro «para que veja como sou efémero», quanto ainda me falta caminhar para chegar à terra santa que me foi prometida.

ANTÓNIO FASANI (Francisco António de Lucera) Sacerdote franciscano, Santo 1681-1742

Nasceu em Lucera, Apúlia, Itália no dia 56 de agosto 1681. Donato António João Nicolau Fasani nasceu de um família de camponeses. Sua mãe casou-se após a morte de seu pai ainda quando Francisco era muito jovem e foi o seu padrasto que o enviou para os frades Conventuais para ser educado. Com a idade de 15 anos ele foi enviado para Monte Gargano para iniciar seu noviciado. Quando entrou para a Ordem dos Franciscanos em 23 de agosto de 1696 ele mudou seu nome para Francisco António. Em1703 foi enviado a Assis onde ele foi ordenado sacerdote em 11 de setembro de 1705. Ele completou seu mestrado em teologia no Colégio São Boaventura em Roma. Daquele tempo em diante ele passou a ser chamado de “Padre Mestre” em sua cidade natal onde ele ensinava teologia desde 1707. No Convento de Lucera ele também serviu como guardião, noviço e mestre e ministro provincial em Sant’Angelo. Embora sua escolaridade fosse notável ele era mais conhecido pelos seus sermões na cidade e no campo. Ele falava de um jeito que as pessoas podiam entender e dirigiu seus esforços para catequizar os pobres. Ele produziu vários volumes de sermões, alguns em Latim. Francisco António era devotado aos pobres, aos que sofriam e aos prisioneiros. Várias vezes ele acompanhava aqueles condenados à morte até o patíbulo. Francisco António promoveu a devoção a Imaculada Concepção a qual tinha grande devoção e especial amor muito antes deste dogma ter sido definido. Ele trouxe de Nápoles uma estátua da Imaculada Conceição que ele colocou na igreja de São Francisco de Assis e ele escreveu hinos a ela para serem cantados pelo povo de sua terra. Essa estátua ainda é objecto de veneração em Lucera. Ele também estabeleceu a Novena a Nossa Senhora da Imaculada Conceição. No dia 29 de novembro, no primeiro dia desta Novena Francisco António faleceu, como outro notável e também reverenciado Francisco, o de Assis. Foi beatificado pelo Papa Pio XII em 15 de abril de 1951 e canonizado pelo Papa João Paulo II em 13 de abril de 1986.

VIRGÍLIO DE SALZBURGO Bispo, Santo † 784

Foi um dos grandes missionários irlandeses do período medieval e um dos maiores viajantes da importante ilha católica, ao lado dos santos Columbano, Quiliano e Gallo. Nasceu na primeira década do século VIII e foi baptizado com o nome de Fergal, depois traduzido para o latim como Virgílio. Católico, na juventude voltou-se para a vida religiosa, tornou-se monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe, na Irlanda. Deixou a ilha em peregrinação evangelizadora em 743 e não mais voltou. Morou algum tempo no reino dos francos, quando o rei era Pepino, o Breve, que lhe pedira para organizar um centro cultural. Mas problemas políticos surgiram na região da Baviera, agregada aos seus domínios. Lá, o duque era Odilon, que pediu a Pepino para enviar Virgílio para a Abadia de São Pedro de Salzburgo, actual Áustria. E logo depois Odilon nomeou Virgílio como bispo daquela diocese. Ocorre que, na época, são Bonifácio, o chamado apóstolo da Alemanha, actuava como representante do papa na região, e caberia a ele essa indicação e não a Odilon. O que o desagradou não foi a escolha de Virgílio, mas o fato de ter sido feita por Odilon. Ambos nutriam entre si uma profunda divergência no campo doutrinal e Virgílio participava do mesmo entendimento de Odilon. Essa situação perdurou até a morte de são Bonifácio, quando, e só então, ele pôde ser consagrado bispo de Salzburgo. Mas Virgílio era homem de fé fortalecida e de vasta cultura, dominava como poucos as ciências matemáticas, ganhando, mesmo, o apelido de “o Geómetra” em seu tempo. Viveu oito séculos antes de Galileu e Copérnico e já sabia que a Terra era redonda, o que na ocasião e em princípio era uma heresia cristã. Foi para Roma para se justificar com o papa, deixou a ciência de lado e abraçou integralmente o seu apostolado a serviço do Reino de Deus como poucos bispos consagrados o fizeram. Revolucionou a diocese de Salzburgo com o seu testemunho e converteu aquele rebanho para a redenção de Cristo, aproveitando-se do interesse político do rei. Em 755, um ano após a morte de são Bonifácio, Virgílio foi consagrado bispo de Salzburgo. Continuou evangelizando a Áustria de norte a sul, inclusive uma parte do norte da Hungria. Fundou e restaurou mosteiros e igrejas, com isso construiu o primeiro catálogo e crónica dos mosteiros beneditinos. Morreu e foi sepultado na Abadia de Salzburgo, Áustria, em 27 de novembro de 784, em meio à forte comoção dos fiéis, que transformaram essa data a de sua tradicional festa. Séculos depois, suas relíquias foram trasladadas para a bela Catedral de Salzburgo. Em 1233, foi canonizado, e o dia de sua festa mantido. São Virgílio foi proclamado padroeiro de Salzburgo. Fonte: http://www.paulinas.org.br/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE NOVEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Sexta-feira –Nossa Senhora das Graças, S. Francisco Antônio 
Evangelho (Lc 21,29-33) “Olhai a figueira e todas as árvores. Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto.” 
Jesus convida-nos a estar atentos aos sinais que mostram a presença do Reino de Deus em ação. Facilmente nos deixamos levar por um pessimismo que só nos deixa ver a presença do mal no mundo. Prestemos atenção, e veremos Deus agindo e provocando o avanço das propostas do evangelho. Temos é de nos unir a tantos que, em vez de se lamentar, agem e fazem o bem que podem. 
Oração
Senhor Jesus, dissestes que não precisamos ter medo, porque a vitória final é vossa. Creio em vosso poder, e alegro-me ao ver tanta coisa boa acontecendo no mundo. Aumentai nossa coragem e nosso entusiasmo alegre a serviço do bem e da verdade. Ensinai-nos a colaborar com todos, mesmo que não sejam cristãos, na construção de um mundo mais limpo e mais fraterno. Amém.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

NAVIO EM PERIGO ?

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Muita gente só se lembra de Deus na hora do perigo. Alguns missionários estavam viajando de navio para as longínquas missões da África. Viagem monótona e demorada. De repente uma gritaria desenfreada quebra a monotonia da viagem. Eram os marinheiros aprontando uma algazarra no pátio do navio. Um jovem missionário inexperiente se alarmou e perguntou aos confrades:
- O que será isso? Algum problema no navio? Algum perigo? Será que estamos afundando? 
Um missionário mais velho e mais experiente, respondeu:
- Fique tranqüilo. É pura algazarra e barulho. Talvez estejam bebendo ou jogando baralho. Mas quando você os ouvir rezando, aí sim! Pode ser que haja alguma coisa mais séria.

26 DE NOVEMBRO: SÃO LEONARDO

São Leonardo(+ Roma, 1751) Nascido na Ligúria, ingressou na Ordem franciscana e foi pregador popular de grande sucesso, em várias regiões da Itália. Pregava sobre a Paixão de Nosso Senhor com um fervor tal que comovia todos os corações, por mais endurecidos que estivessem. Foi grande propagador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e incentivou a prática do exercício da Via Sacra. Profetizou, numa carta escrita pouco antes de morrer, a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, da qual era defensor apaixonado e intransigente. Quando morreu, tal era a fama de sua virtude que o próprio Papa foi ajoelhar-se diante de seu corpo.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Receita de felicidade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
469. Prazer de servir
            Uma das frases que me ficaram dos primeiros anos, quando eu tinha um caderninho de frases bonitas, foi esta: “A felicidade está onde nós a colocamos, não onde a buscamos”. Ao continuar a reflexão de Ano Novo – já está quase ficando velho – nós pensamos receitas de como viver bem. Podemos pensar: ‘Ser feliz é fazer feliz’. Há uma historinha, que deve ser chinesa, que narra: ‘Havia muita gente para comer. Todo mundo recebeu a comida, mas os garfos eram muito longos. Ninguém conseguia levar a comida à boca. Alguém disse: Cada um coloque a comida na boca do outro, assim todos comem’. Só servindo o outro é que se conseguiu matar a própria fome. Não é à toa que Jesus diz de Si mesmo: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10,45). Aquele bonito gesto de lavar os pés dos discípulos na Ceia, estava explicando o que significavam sua vida, missão, morte e ressurreição. Esta cena vem antes de sua morte e no momento da instituição da Eucaristia. Disse: “Se Eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais” (Jo 13, 14-15). Sua autoridade não está no poder, mas no serviço. Se Ele assume o serviço como seu modo de ser e viver, não há outro caminho para quem quer encontrar a felicidade que Ele encontrou na Ressurreição. A gente acha que é bobo por servir. Melhor assumir a bobeira dEle do que nossa sabedoria. A dEle deu certo. Ele vive e é o Senhor! Nossa alegria consista sempre em servir! É o caminho para o seguimento de Jesus. Vejamos bem como a ganância do poder para usufruir, mesmo na Igreja, não tem dado bons resultados. Jesus estava dando o sentido e o modo de vivermos nossa vida. Inútil procurar outro caminho. É esta a opção das Igrejas?
470. Dom de acolher
            A opção pelo serviço se desenvolve no dom de acolhimento. Servimos porque sabemos acolher as pessoas. O amor de Cristo fundamenta nossa opção em servir. Não se trata de fazer coisas pelo outro, mas sobretudo de acolhê-lo como Cristo nos acolheu e serviu. Paulo escreve: “Como Cristo vos acolheu, acolhei-vos uns aos outros” (Rm 15,7). O acolhimento, a meu ver, é a virtude mais apreciada em o Novo Testamento. Hospedar, acolher, tem o significado profundo de acolher a Deus. Na carta aos Hebreus podemos ler: “O amor fraterno permaneça. Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos” (Hb 13,1-2). Acolher não é só uma boa educação, mas um profundo sentimento de fé na presença de Deus que age no amor. Como acolher Deus, se não o vemos? S. Agostinho explica: acolhemos Deus visível na pessoa do outro. Quem sabe acolher, já tem garantido o Céu. Esse amor é a vida eterna: “Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele”. (1 Jo 4,16)
471. Alegria de partilhar 
Acolhemos para partilhar. A alegria de acolher não é um sentimento de piedade e de fazer o bem. Esse sentimento, essa mentalidade, é uma ação do Espírito Santo que age em nós. Ele nos fecunda com a Graça que faz crescer Cristo em nós. É Cristo que acolhe e partilha sua vida, como amor misericordioso. Paulo cita palavras de Jesus: “Há mais alegria em dar do que receber” (At 20,35). Misericórdia é partilhar a própria vida, como Ele o fez: “O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10,11). Se servirmos, acolhemos, partilhamos. Assim seremos felizes para sempre, partilhando a vida de Deus. 

EVANGELHO DO DIA DE NOVEMBRO

Evangelho segundo S. Lucas 21,20-28.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes, os que estiverem dentro da cidade saiam para fora e os que estiverem nos campos não entrem na cidade. Porque serão dias de castigo, nos quais deverá cumprir-se tudo o que está escrito. Ai daquelas que estiverem para ser mães e das que andarem a amamentar nesses dias, porque haverá grande angústia na terra e indignação contra este povo. Cairão ao fio da espada, irão cativos para todas as nações, e Jerusalém será calcada pelos pagãos, até que aos pagãos chegue a sua hora. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja - 2.º sermão para a Ascensão 
O Filho do homem virá buscar-nos consigo
«Esse Jesus que, ao separar-Se de vós, Se elevou nos céus voltará um dia da mesma forma como O vistes subir» (Act 1,11). Virá, dizem aqueles anjos, da mesma forma. Virá então para nos buscar num cortejo único e universal, descerá precedido de todos os anjos e seguido de todos os homens para julgar os vivos e os mortos? Sim, é bem certo que Ele virá, mas virá da mesma forma como subiu aos céus e não da forma como desceu da primeira vez. Na verdade, quando Ele veio para salvar as nossas almas, foi na humildade; mas, quando vier para arrancar este cadáver ao sono da morte, para «o tornar semelhante ao seu corpo glorioso» (Fil 3,21) e encher de honra este vaso que hoje é tão frágil, mostrar-Se-á em todo o seu esplendor. Então veremos em todo o seu poder e majestade aquele que outrora estava escondido sob a fraqueza da nossa carne. 
Sendo Deus, Cristo não podia crescer, porque não há nada acima de Deus. E, contudo, Ele achou um meio de crescer: descendo, vindo encarnar, sofrer e morrer para nos arrancar à morte eterna. «Foi por isso que Deus O exaltou» (Fil 2,9). Deus ressuscitou-O, e Ele está sentado à direita do Pai. «Quem se exalta será humilhado; quem se humilha será exaltado» (Lc 14,11). 
Feliz, Senhor Jesus, aquele que só Te tem a Ti por guia! Possamos nós seguir-Te, nós que somos «o teu povo e as ovelhas do teu pasto» (Sl 78,13), possamos nós ir por Ti para Ti, porque Tu és «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6). O caminho pelo exemplo, a verdade pelas tuas promessas, a vida porque és Tu a nossa recompensa. «Tu tens palavras de vida eterna e nós sabemos e acreditamos que Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Jo 6,69; Mt 16,16), e que Tu próprio és Deus, mais alto que todas as coisas, bendito para sempre!


S. João Berchmans, jovem seminarista, +1621

João Berchmans nasceu em Diest (Bélgica), em 1599. De família muito humilde, teve que trabalhar como criado para pagar os seus estudos. Não pôde realizar outra coisa em sua vida mais do que ser estudante. Contudo, viveu toda a vida sob o império da santidade. Cada um dos seus actos era realizado como numa competição consigo mesmo. Foi chamado o mestre do detalhe na santidade, “Maximus in minimus” era seu lema. Assim, em Berchmans o heróico ganhou um novo sentido, ou como ele mesmo escrevia: “Minha penitência, a vida diária”. Entrou para a Companhia em 1616 e fazia a filosofia quando adoeceu e morreu em 1621. Amorosamente fiel às regras, humilde, colega sempre alegre e gentil, estudante esforçado, tornou-se padroeiro da juventude e modelo de obediência e amor à Companhia. Canonizado por Leão XIII em 1888.

TIAGO ALBERIONE Sacerdote, Fundador, Beato 1901-1971

Na noite da passagem do século, 31 de dezembro de 1900 para 1o de janeiro de 1901, o jovem seminarista permanece quatro horas em oração na catedral de Alba (Itália). Uma luz vem do Tabernáculo e o envolve.
― “Fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século, com as quais conviveria!” 
Sente fortemente o convite e o apelo de Deus. O mundo passava por profundas mudanças sociais e tecnológicas, era necessário utilizar as novas descobertas, as novas forças do progresso para fazer o bem, para evangelizar. O jovem seminarista, com apenas dezasseis anos, era Tiago Alberione, futuro fundador da Família Paulina, que nunca deixou que essa chama luminosa se apagasse em sua vida. Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, norte da Itália, de uma família de camponeses simples e laboriosos. Vinte quatro horas após o nascimento, foi baptizado e recebeu o nome de “Tiago”. Buscando melhores terras para a lavoura, a família Alberione mudou para a cidade de Cherasco, onde Tiago passou sua infância e adolescência. Foi lá que se manifestou a vocação para o sacerdócio. ― Quero ser padre! foi a resposta que deu à professora, Rosina Cardona, que perguntava aos seus oitenta alunos o que queriam ser quando crescessem. A resposta, que poderia parecer impensada, veio de um menino de bom coração e piedoso. Com o passar do tempo, a vocação fortificou-se e ele foi encaminhado para o seminário, onde não perdia tempo e procurava aprender de todos e de tudo. Inquietavam Alberione as transformações que aconteciam na sociedade e os apelos do papa, Leão XIII, para que todos se voltassem para Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, salvação da humanidade. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1907, com vinte e três anos de idade. Todas as organizações de renovação existentes, então, na Igreja foram acolhidas por padre Alberione, que participou, activamente, dos movimentos: missionário, litúrgico, pastoral, social, bíblico, teológico e, mais tarde, do movimento ecuménico. Em todos os movimentos Alberione-profeta vislumbrava espaços carentes de evangelização e actualização. Impulsionado pelo Espírito Santo, tornou realidade sua intuição carismática com a fundação de várias congregações e institutos para, juntos, anunciar Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, com os meios da comunicação social. Padres e irmãos Paulinos em 1914; Irmãs Paulinas em 1915; Discípulas do Divino Mestre em 1924; Irmãs Pastorinhas em 1938; e Irmãs Apostolinas em 1957. Fundou, também, os institutos seculares de Nossa Senhora da Anunciação e São Gabriel Arcanjo em 1958; os institutos Jesus Sacerdote e Sagrada Família em 1959; além da Associação dos Cooperadores Leigos em 1917. Hoje, os membros dessas fundações estão presentes em todos os continentes mostrando que é possível santificar-se e comunicar, a todas as pessoas, Jesus Cristo com os meios técnicos e eletrónicos. Após a fundação dos dois primeiros ramos ― Paulinos e Paulinas ― a vida de Alberione fundiu-se com suas obras nascentes. Acompanhava de perto a vida de seus filhos e filhas da Itália e do exterior com numerosas e prolongadas viagens. Preocupava-se não só com fundações e organizações, mas principalmente com a formação e a vida religiosa de seus seguidores, apesar do conturbado contexto histórico em que viveu: duas grandes guerras, revolução industrial, conflagrações nacionalistas e sociais, emancipação dos operários e da mulher, além de crises institucionais na família e na Igreja. Padre Tiago Alberione, jamais esmoreceu, continuou firme na sua fé, acreditando que a obra que realizava era querida e abençoada por Deus. Com humildade e coragem, o fundador da Família Paulina, o profeta e o apóstolo de uma evangelização moderna chegou ao fim de seus dias em 26 de novembro de 1971, aos oitenta e sete anos. O reconhecimento da santidade de Alberione já acontecera antes da declaração oficial da Igreja, especialmente com algumas declarações de dois papas seus amigos: o bem-aventurado João XXIII e Paulo VI. “Padre Alberione, veio ao meu encontro” ― dizia o “papa bom”. “Parecia-me ver a humildade personificada. Ele, sim, é um grande homem!” E Paulo VI, na audiência concedida aos Paulinos em 27 de novembro de 1974, recordava: 
-“Lembro-me do encontro edificante com padre Alberione, ajoelhado, em profunda humildade. Este é um homem, direi, que está entre as maravilhas do nosso século”. 
O processo de beatificação percorreu um longo caminho. Após a morte de Alberione, foram apresentados à Igreja documentos sobre sua vida, sua missão apostólica e suas fundações, assim como documentos sobre sua santidade. Baseados em um meticuloso exame desses elementos e reconhecidas as virtudes praticadas em grau heróico pelo servo de Deus, padre Tiago Alberione, o papa João Paulo II, em 25 de junho de 1996, declarou-o “venerável”. Passaram-se sete anos à espera de um milagre que fosse reconhecido como autêntico pela Igreja. E o milagre chegou. A cura milagrosa atribuída ao padre Tiago Alberione, que o conduziu à beatificação, salvou Maria Librada González Rodriguez, uma mexicana de Guadalajara. Em 1989, ela foi internada por causa de uma insuficiência respiratória provocada por uma tromboembolia pulmonar, com muitas crises. Pedindo a Deus a cura por intercessão de padre Alberione, doze dias depois teve alta. A cura foi reconhecida pela Congregação das Causas dos Santos, após a declaração da comissão médica que considerava a recuperação de Maria rápida, completa, duradoura e não-explicável à luz da ciência. E o dia da beatificação chegou: 27 de abril de 2003. Padre Tiago Alberione é proclamado “bem-aventurado” num reconhecimento oficial da Igreja àquele homem que foi um santo, um profeta e o pioneiro na evangelização eletrónica.

LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO Sacerdote, Fundador, Santo 1676-1752

Paulo Jerónimo nasceu em 1676, em Porto Maurício, actual. Impéria, Itália. Filho do capitão da marinha Domingos Casanova, ficou órfão ainda muito pequeno. Foi, então, levado a Roma para concluir os estudos no Colégio Romano. Depois, foi para o Retiro de São Boaventura, onde entrou para a Ordem Franciscana e vestiu o hábito tomando o nome de frei Leonardo. Actuou como sacerdote a maior parte da vida em Florença. Era um empolgante pregador, principal-mente quando escolhia como tema a Paixão de Cris-to. Percorreu toda a Itália exercendo esse ministério e, com isso, escreveu muitas obras de grande valor para os pregadores e para os fiéis. Santo Afonso de Ligório, seu contemporâneo, dizia que ele era o maior missionário daquele século. O papa também usou para a Igreja os dons de Leonardo, quando o enviou para uma delicada missão na ilha de Córsega. Tinha de restabelecer a concórdia entre os cidadãos. Apesar das graves divisões entre eles, Leonardo con-seguiu um inacreditável abraço de paz. Também é considerado o salvador do Coliseu, ao promover pela primeira vez a liturgia da Via-Sacra naquele local que definiu como santificado, pelos martírios dos cristãos. Por esse motivo, a interpre-tação da Paixão de Cristo foi reproduzida, no jubileu de 1750, no Coliseu, cujas ruínas eram dilapidadas e suas pedras arrancadas para servirem em outras construções. A celebração da Via-Sacra em seu interior tornou-se tradição e a histórica construção passou a ser preservada. A tradição permanece, pois até hoje o próprio pontífice, toda Sexta-feira da Paixão, faz a Via-Sacra no Coliseu, em Roma. Frei Leonardo era, também, muito devoto de Nossa Senhora e queria que a Igreja assumisse o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Lutou muito pelas suas ideias doutrinais e convenceu o papa Bento XIV de que era necessário convocar um concílio para discutir o assunto e depois proclamar esse dogma. Não viu este dia, mas deixou uma célebre carta profética, onde previa que isso iria acontecer, como de fato ocorreu, em 1854. Frei Leonardo morreu, em 1751, no seu querido Retiro de São Boaventura de Palatino, Roma. Na ocasião, tal era sua fama de santidade que o próprio papa Bento XIV foi ajoelhar-se diante de seu corpo. Papa Pio XI declarou-o padroeiro dos sacerdotes que se consagram às missões populares no mundo. São Leonardo de Porto Maurício é celebrado, no dia de sua morte, também como padroeiro da sua cidade de origem, actual. Impéria.

HUMILDE DE BISIGNANO Frade Menor, Santo 1582-1637

Luca António, seu nome de baptismo, nasceu na cidade de Bisignano, província de Cosenza, Itália, em 26 de agosto de 1582. Pertencia a uma família muito pobre e muito cristã. Desde a mais tenra idade, o menino manifestou sua admirável piedade. Todos os dias ia à missa, comungava, rezava e meditava a Paixão do Senhor, tornando-se modelo de virtude para todos os que o conheciam. Aos dezoito anos, sentiu que sua real vocação estava na vida religiosa, mas por vários motivos teve de esperar nove anos para poder realizar os seus santos propósitos, levando, entretanto, uma vida ainda mais disciplinada a fim de conseguir seus objectivos. Finalmente, aos vinte e sete anos, entrou no noviciado dos Frades Menores de Mesuraca, tomando o nome de frei Humilde, emitindo a profissão em 1610. Desde jovem, tinha o dom de contínuos êxtases contemplativos, motivo pelo qual era chamado de “o frade extático”. A partir de 1613, esses dons se tornaram públicos e por isso seus superiores o submeteram a uma longa série de provas e humilhações para certificarem-se se eles provinham, realmente, de Deus. Mas essas provas, felizmente suportadas, só vieram aumentar sua fama de santidade junto aos irmãos e ao povo. Outros dons particulares foram atribuídos a Humilde: a perscrutação dos corações, a profecia, as intercessões em milagres e, sobretudo, a ciência infusa. Apesar de ser analfabeto, dava respostas sobre as Sagradas Escrituras e sobre qualquer outro tema da doutrina católica que faziam admirar insignes teólogos. A esse propósito, Humilde foi experimentado por uma assembleia de sacerdotes seculares e regulares, com propostas de dúvidas e objecções, às quais respondeu de maneira muito satisfatória. Portanto, é fácil compreender a estima de que era universalmente rodeado. Frei Humilde gozou da confiança dos sumos pontífices Gregório XV e Urbano VIII, que o chamaram ao Vaticano e se beneficiaram com suas orações e conselhos. Permaneceu em Roma por muitos anos, sendo hóspede no Convento de São Francisco, em Ripa, e, durante alguns meses, no de Santo Isidoro. Por volta de 1628, Humilde apresentou um pedido para poder ir como missionário aos países dos infiéis muçulmanos, porém obteve resposta negativa dos superiores, tendo de continuar na Itália. As orações de Humilde eram simples, porém suas preces eram sempre dedicadas ao bem da humanidade e à paz universal. Apesar de ser muito estimado por todos, ele se humilhava, continuamente, perante Deus, por considerar-se um grande pecador. Disse, certa vez, ao papa Gregório XV: “Enquanto todas as criaturas louvam e bendizem ao Senhor, eu sou o único que o ofende”. Ele faleceu no dia 26 de novembro de 1637, na sua cidade natal, onde passou os seus últimos anos de vida. Beatificado em 1882, foi somente em 2002 que o papa João Paulo II declarou santo Humilde de Bisignano, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. http://www.oarcanjo.net/site/index.php/testemunhos/santo-humilde-de-bisignano/

SILVESTRE GUZZOLINI Sacerdote, Fundador, Santo 1177-1267

— FUNDOU A CONGREGAÇÃO DOS MONGES SILVESTRINOS — 
Silvestre Guzzolini nasceu numa família de nobres, na pequena Osimo, na Itália, em 1177. Os pais, Gislério e Branca, deram ao filho uma boa formação religiosa, não poupando os esforços para que Silvestre seguisse a carreira como jurista. Estudou direito na Universidades de Bolonha. Mas decidiu abandonar o curso para estudar teologia em Pádua. Ordenou-se sacerdote em sua cidade natal, tornando-se, em seguida, cónego da catedral. Mais tarde, em 1227, quando já estava com cinquenta anos de idade, decidiu retirar-se para a vida eremítica numa gruta perto de Frassassi. A fama de sua santidade e de sua grande espiritualidade fez chegar outros religiosos com a mesma aspiração ascética. Assim, uma nova comunidade monástica se formava. Silvestre logo teve de procurar um local maior, por causa do grande número de monges lá agrupados. Foram, então, para uma localidade próxima chamada Montefano, onde, em 1231, fundou a Congregação Beneditina masculina, mais tarde chamada dos monges silvestrinos, da qual o fundador se tornou o abade. Ele era, de fato, uma alma contemplativa, desejosa de coerência evangélica, por isso tornou-se eremita. Praticou uma vida monástica rigorosa e amadureceu uma profunda e forte espiritualidade. Escolheu a Regra de são Bento porque desejava constituir uma nova família religiosa dedicada à contemplação, mas que não abandonasse a realidade social à sua volta. Silvestre, de facto, unia ao recolhimento o apostolado de uma sublime paternidade espiritual e a pregação do Evangelho às populações da região. Morreu na santidade no Ermo de Montefano, Itália, em 26 de novembro de 1267. Sobre sólidas bases a Congregação percorreu mais de oito séculos de história da Igreja, ultrapassando muitas dificuldades. Na metade do século XIX, atravessou os horizontes europeus, levando pela primeira vez a Regra beneditina à Ásia, para a ilha de Ceilão, hoje Sri-Lanka. No século XX apareceram novas fundações nos Estados Unidos da América, na Austrália, na Índia e, recentemente, nas Filipinas. Em virtude desse florescimento que continua a dar valorosos frutos apostólicos e missionários e com mosteiros nos quatro continentes, a Congregação dos silvestrinos pôde ganhar o título de internacional. São Silvestre, abade, é celebrado no dia de sua morte.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE NOVEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Quinta-feira – Santos Belina, Conrado, Bv. Tiago Alberione 
Evangelho (Lc 21,20-28) Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.” 
Lucas relata, a seu modo, as palavras de Jesus que anunciavam a destruição de Jerusalém como uma figura do final dos tempos. A linguagem reproduz o modo de falar dos profetas antigos, e os pormenores não devem ser interpretados literalmente. O final dos tempos mais do que pavor deve inspirar-nos esperança: Quando isso começar a acontecer ... vossa libertação está próxima”. 
Oração
Senhor meu Deus, nas guerras e males não vejo castigos divinos, mas apenas resultados da fraqueza e da maldade humana. São circunstâncias e situações que sabeis aproveitar para nos conservar ou repor no caminho da sabedoria. Ajudai-nos a aprender com os sofrimentos do passado e do presente, e iremos viver na paz e na tolerância. Assim o caminho será mais fácil para todos. Amém.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

VAI DEPENDER DO TEU RITMO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Um dia José estava cortando lenha à beira da estrada, a poucos quilômetros da cidade. Um caminhante que vinha vindo pelo mesmo caminho com destino à cidade, parou diante do lenheiro e perguntou: 
- O senhor poderá dizer-me quantas horas levarei para chegar à cidade próxima? 
Jose ergueu a vista, viu o viajor, mas nada disse. Por isso o homem, sem esperar insistiu com voz mais alta: 
- Quanto tempo levarei para chegar até a cidade? 
O lavrador ouviu mas continuou em silêncio. Dessa vez o homem gritou, indignado: 
- Você é surdo? Quanto tempo levarei para chegar à cidade? 
Como o homem continuasse mudo, o caminheiro chegou à conclusão de que ele era surdo mesmo. E assim se pôs a caminhar depressa. Agora sim! O trabalhador acompanhou com a vista o ritmo dos passos do caminheiro desconhecido e gritou para ele ouvir: 
- Uma hora, companheiro! 
- Por que não me disse isso antes, seu...? - desabafou-se zangado, o viajante. 
- Porque primeiro precisava conhecer o ritmo dos seus passos - respondeu calmamente o lenhador (Jean Sulzberger, em "A Busca"). 
Lição: Não resolve nada perder as estribeiras por tão pouco. O que sobra, é a má impressão.

25 DE NOVEMBRO - A BELA PRINCESA ESCOLHEU O MELHOR

Sta.Catarina de Alexandria (IV século) tem uma vida entretecida de lendas, mas carregadas de mensagens. Catarina era uma bela princesa. Vivia na África. Queria casar-se com um homem que fosse mais rico e bonito, mais sábio e poderoso do que ela. Depois de recusar muitos pretendentes, foi pedir conselho a um eremita. Este respondeu categoricamente: “Somente Jesus é tudo isso, e muito mais”. Catarina voltou para casa, vendeu seus tesouros, riquezas e roupas finas. Repartiu o dinheiro entre os pobres e abraçou a causa de Jesus... Quando o imperador de Roma ficou sabendo, intimou a jovem a escolher entre Jesus e os deuses romanos. Ela não titubeou: “Não quero servir a deuses falsos”. O imperador convocou cinqüenta sábios para convencê-la a negar Jesus Cristo. Ela acabou convertendo todos para Cristo. Enfurecido, o imperador mandou queimar todos e encarcerar Catarina. Condenada a morrer na roda de tortura, esta se esfacelou. Um golpe de espada tirou-lhe a vida terrena e lhe deu a vida eterna.S. Catarina é a padroeira dos que lidam com rodas de toda a espécie. Também dos teólogos, estudantes e cientistas.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Ele passou fazendo o bem”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Revelação do Batismo
A festa do Batismo de Jesus é densa de ensinamentos sobre Jesus e sua missão, como também sobre nosso batismo. Jesus não precisava ser batizado pois o Batismo de João era para a conversão. Jesus não necessitava. Mas, ao ser batizado por João, assume sobre si toda a iniqüidade da humanidade e santifica as águas, para que o seu futuro batismo purifique dos pecados e dê o Espírito Santo. Nesse momento de entrega de Jesus ao mundo para a redenção, o Pai o declara: “Este é o meu Filho amado no qual ponho todo o meu agrado” (Mt 3,17). Sobre Ele envia o Espírito Santo que será seu guia. Ele caminhará na força do Espírito. As ações de Jesus, sua intimidade com o Pai, seu poder de curar são sempre movidas pelo Espírito, como lemos, logo a seguir ao batismo: “Então Jesus, foi levado pelo Espírito para o deserto para ser tentado pelo diabo” (Mt 4,1). O Filho amado é o servo que implantará a justiça, será centro de aliança do povo e luz das nações (Is 42,6). Sua palavra é revelação do Pai e de seu Reino. Ao ser batizado, está revelando que será necessário passar pelas águas para ser filho e ungido pelo Espírito, como Ele o foi. Depois que Jesus sai das águas, abrem-se os céus. Ele é o caminho para o Céu de onde vem a voz do Pai e é enviado o Espírito. O batismo que João dá a Jesus não é o que recebemos, pois Jesus batiza no Espírito. Seu batismo é sua consagração para a missão: uma missão universal, pois Deus não faz distinção de pessoas, como explica Pedro a Cornélio, o pagão fiel (At 10,34). Sua missão é fazer o bem sob a unção do Espírito: “Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio” (38). Cada cristão é o filho amado do Pai que exerce uma missão de amor, força transformadora do Reino, no qual se pratica o bem.
Ungido para evangelizar os pobres
Esse batismo revela-nos a missão do Filho. Deus o unge com o Espírito para a missão de anunciar a Palavra. Este anúncio é para a redenção de todo homem e do homem todo, pois Jesus não só pregava, mas confirmava com os seus milagres, curando todo o tipo de doenças e enfermidades (Mt 4,24). Pedro diz que ele passou entre nós fazendo o bem. Uma bela lembrança. A missão do Filho é explicada por Isaias quando relata sobre o servo amado de Deus: “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas” (Is 42,6-7). A unção batismal que recebemos, não é algo pessoal e íntimo, mas para o bem de todos. O Espírito estimula sempre os batizados à prática do bem e do amor aos necessitados.
Sejamos filhos de fato
                  A oração pós-comunhão convida a “ouvir o Filho amado de Deus para que, chamados filhos de Deus, nós o sejamos de fato”. A meta é caminhar como Jesus caminhou, fazendo o bem. Fica bem recordar que nosso batismo é uma fonte que jorra sem parar, não um ato do passado.  Ele é a porta de entrada no Reino de Deus, dele nascem os demais sacramentos e a vida cristã. É o momento de renovar nossa opção fundamental, aprofundar o amor que o Pai nos dedica como a filhos amados – como o seu Dileto Filho, e nos dispor à missão que o Espírito nos confere na Igreja e no mundo. A missão acontece em uma comunidade na qual somos inseridos para nela fazer o bem.

EVANGELHO DO DIA 25 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo S. Lucas 21,12-19.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo 
Grande Catequese, 29-30 
«Todos vos odiarão» 
Se a dádiva que Deus deu ao mundo ao enviar-lhe o Seu Filho é tão boa, tão digna de Deus, porque adiou Ele tanto este benefício? Dado que o mal no mundo estava ainda no seu início, porque não cortou Deus pela raiz o seu desenvolvimento posterior? A esta objeção, há que responder brevemente que foi a sabedoria, a previdência e a bondade de Deus que O fez adiar este benefício. Com efeito, tal como no caso das doenças físicas, [...] em que os médicos esperam que a doença, inicialmente escondida no interior do corpo, se manifeste no exterior, de modo a aplicarem o tratamento necessário quando ela está a descoberto, assim também quando a doença do pecado se abateu sobre a raça humana, o Médico do universo esperou até que nenhuma forma de perversidade permanecesse dissimulada. 
Eis a razão por que Deus não aplicou o seu tratamento ao mundo imediatamente após o ciúme de Caim e o assassínio de Abel, seu irmão. [...] Foi quando o vício atingiu o seu auge e não restava mais nenhuma perversidade que os homens não tivessem ousado, que Deus começou a tratar a doença. Não no seu início, mas no seu desenvolvimento pleno. Deste modo, o tratamento divino pôde abarcar todas as enfermidades humanas. [...] 
Mas então por que razão a graça do Evangelho não se difundiu de imediato a todos os homens? É verdade que a graça do Evangelho abarca todos sem distinção de condição, idade ou raça. [...] Mas Aquele que tem a livre disposição de todas as coisas nas suas mãos levou até ao extremo o respeito pelo homem, permitindo que cada um de nós dispusesse de um domínio do qual é o único dono e senhor: a vontade, a faculdade que ignora a escravatura, que se mantém livre, fundada na autonomia da razão. A fé está, portanto, à livre disposição daqueles que recebem o anúncio do Evangelho.