quarta-feira, 28 de outubro de 2015

EVANGELHO DO DIA 28 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Lucas 6,12-19.
Naqueles dias, Jesus subiu ao monte para rezar e passou a noite em oração a Deus. Quando amanheceu, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos: Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu, Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelota; Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Depois desceu com eles do monte e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidónia. Tinham vindo para ouvir Jesus e serem curados das suas doenças. Os que eram atormentados por espíritos impuros também ficavam curados. Toda a multidão procurava tocar Jesus, porque saía d’Ele uma força que a todos sarava. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja 
Comentários sobre o evangelho de João 
«Escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos»
Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu guias e mestres para o mundo inteiro, e «dispensadores dos mistérios divinos» (1Cor 4,1). E ordenou-lhes que brilhassem e iluminassem como archotes, não só os judeus […], mas os homens que habitam em toda a superfície da terra. É, portanto, verdadeira esta palavra de São Paulo: «Ninguém atribui esta honra a si mesmo; recebemo-la por vocação de Deus» (Heb 5,4). […] 
Se Ele achava que devia enviar os seus discípulos como o Pai o tinha enviado a Ele (Jo 20,21), era necessário que estes, chamados a ser seus seguidores, descobrissem para que tarefa tinha o Pai enviado o Filho. Por isso nos explicou de diversas maneiras o carácter da sua própria missão. Disse um dia: «Não vim chamar os justos, mas os pecadores, para que eles se convertam» (Lc 5,32). E também: «Eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou» (Jo 6,38). E de outra vez: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para o julgar, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3,17). 
Resumia em algumas palavras a função dos apóstolos, dizendo que os tinha enviado como o Pai O tinha enviado a Ele; saberiam assim que lhes competia chamar os pecadores à conversão, cuidar dos doentes, corporal e espiritualmente e, nas suas funções de dispensadores, não procurar de modo algum fazer a sua própria vontade, mas a vontade daquele que os tinha enviado, a fim de salvarem o mundo na medida em que ele aceitasse os ensinamentos do Senhor.

28 de Outubro - São Simão e São Judas Apóstolos

Simão, o mais desconhecido dos 12 apóstolos — a respeito do qual o Evangelho se limita a indicar o nome e a alcunha de “Zelota” —, teve o mérito de ter trabalhado pela propagação da mensagem evangélica, não em vista de um lugar de honra, mas para o triunfo do Reino de Deus sobre a terra. Antigas tradições suprem a falta de notícias. Os bizantinos identificam-no com Natanael, de Caná, e com o “mestre-sala” durante as bem conhecidas bodas, quando Jesus transformou a água em vinho. Simão é ainda identificado com o primo do Senhor, irmão de são Tiago Menor, ao qual sucedeu como bispo de Jerusalém, nos anos da destruição da Cidade Santa pelos romanos. Os armênios sustentam que ele difundiu o Evangelho em sua região, onde teria sofrido o martírio. Seja como for, seu campo missionário é deduzido dos lendários Atos de Simão e Judas, segundo os quais os dois apóstolos percorreram juntos as 12 províncias do Império Persa. Também no Ocidente os dois apóstolos aparecem sempre juntos. Em Veneza é dedicada a ambos a igreja de São Simão Pequeno. O apóstolo Judas (“não o Iscariotes”, apressa-se em precisar o evangelista são João) é considerado pelos galileus “irmão” (isto é, primo) de Jesus. Eles se perguntam, espantados com o grande barulho que se fazia em torno da figura do Nazareno: “Não é este o carpinteiro... irmão de Tiago [...], Judas?”. É provável, segundo alguns exegetas, que Judas seja o esposo das bodas de Caná. O primeiro a fazer tal suposição foi o historiador Eusébio, para explicar sua presença como missionário na Arábia, na Síria, na Mesopotâmia e na Pérsia. Sempre segundo a tradição, teria sofrido o martírio em Arado ou em Beirute. Ele é ainda identificado com o autor da carta canônica que leva seu nome, um breve escrito de 25 versículos, no qual lança uma severa advertência contra os falsos doutores e convida à perseverança na fé genuína. 
(Retirado do livro "Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente", Paulinas Editora) 
Os textos que foram retirados de obras da Paulinas e as ilustrações, criadas exclusivamente para serem utilizadas neste site, estão protegidos pela Lei dos Direitos Autorais. Para a sua utilização, é obrigatória a inserção de crédito com o link 
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quarta-feira – Santos Judas Tadeu, Simão Cananeu, Faro 
Evangelho (Lc 6,12-19) “Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus.” 
Segundo Lucas, Jesus subiu ao monte com alguns discípulos e, depois de orar, escolheu doze entre eles para ser enviados. Ainda que os discípulos não tenham orado a noite toda, imagino que pelo menos algum tempo ficaram em oração com Jesus. Assim ele preparava os que iria escolher. A oração é indispensável para eu estar preparado para atender aos chamados imprevistos de Deus. 
Oração

Senhor meu Deus, tenho de reconhecer que não fico em oração o quanto deveria. Como se não tivesse tempo, ou coisas mais urgentes me chamassem. Talvez não goste o bastante de vós. Quero mudar, e para isso preciso de vossa ajuda. Conquistai-me por dentro, e tenho certeza que estarei convosco o mais que puder. Havereis de me fortalecer e iluminar para vos servir como devo. Amém.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O TROCO A MAIS

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Um pregador escolheu o sétimo mandamento como tema da sua palestra: Não furtarás. 
Após a celebração ele tomou o ônibus de volta para sua casa. Ao pagar a passagem (estamos no tempo em que se pagava ao motorista, como ainda acontece em alguns países), O motorista entregou-lhe o troco e o pregador foi assentar-se. Ao conferir o dinheiro, apercebeu-se do engano e disse ao motorista:
- O senhor deu-me dinheiro a mais. 
- Sim, eu sei – respondeu. Fiz de propósito. Ouvi sua pregação e fiquei observando pelo retrovisor como o senhor faria com o troco a mais.Você estaria desdizendo tudo o que pregou.Muito bem!. 
Lição: “Furtar tem muitas modalidades”. Uma delas é ficar com o troco que não nos pertence. Entretanto somos tão fáceis em reclamar quando somos prejudicados, e tão "caladinhos"quando recebemos troco a mais.

27 DE OUTUBRO - O APÓSTOLO DA ETIÓPIA

São Frumêncio foi o primeiro missionário a pisar no longínquo pais da Etiópia. Isso aconteceu no século IV. Mas não faltaram peripécias. Ele e seu companheiro Edesio foram capturados vivos e entregues ao rei dos etíopes. Mas sendo expertos e inteligentes, agradaram o soberano. Frumêncio ficou seu secretário, e o companheiro Edesio, copeiro. Quanto o rei morreu, tornaram-se conselheiros do herdeiro, durante sua minoridade. Assim puderam construir igrejas para os cristãos que por lá passavam. O cristianismo foi crescendo, lenta e fadigosamente. Frumêncio pediu ao bispo de Alexandria, Santo Atanásio, que nomeasse um bispo para aquele pais. Atanásio escolheu o próprio Frumêncio, que se tornou o apostolo dos etíopes.
- Santo Evaristo, rogue por todos nós!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável-Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Solenidade de todos os Santos”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
Uma festa de família
A Igreja de Jesus não deixa ninguém esquecido no seu valor como filho de Deus e irmão. Por isso celebramos a festa de Todos os Santos. Trata-se de, em uma única celebração, lembrar todos os homens e mulheres de todos os tempos, de todos os povos, línguas e nações (Ap 7,9) que durante sua vida buscaram viver a fé, a justiça e o amor. Todos, desde o menor abortado até o mais ancião. Todos estão diante do Trono do Cordeiro, Jesus (9). Entre eles estão também aqueles que não conheceram a Cristo, mas buscaram a Deus na verdade e na justiça. É uma festa de família. É importante perceber que não nos distanciamos de nossos queridos, pois estamos unidos a eles, em Deus. Nós os amamos e eles nos amam. Temos na Igreja muitos fiéis que foram beatificados e até canonizados. Eles não são os únicos santos. Eles são alguns poucos que foram escolhidos pelo povo e reconhecidos pela Igreja e foram colocados como modelos. Certamente foram pessoas de grande valor. Em todo caso, no Céu, não existe santo maior ou menor. Só Deus é grande. Vivem a santidade de Deus. Por exemplo: aquele filho que foi abortado nos primeiros momentos da gestação, mártir de nossa maldade ou ignorância, é um santo junto de Deus. É tão grande como os santos que conhecemos.  O que fazem os santos?  Vivem em Deus e rezam por nós. São nossos modelos. Não que devamos fazer o que fizeram, pois cada um tem seu jeito de ser santo. São modelos de fidelidade a Deus.
Um presente de amor
Todos são chamados à santidade. Ela é, primeiramente um dom e depois uma conquista. Sempre dizemos que devemos ser santos. João escreve: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus e nós o somos! (1Jo 3,1). Nós somos santos pelo que Deus realiza em nós e pecadores em conversão, correspondendo a esse presente de amor. A filiação divina não é somente um título, pois somos filhos de fato, participando da natureza divina e santidade. No ensinamento sobre a santidade se salientou, como fundamental, o esforço pessoal. Foi bem e deu resultados. Mas é preciso colocar como fundamental, a participação da vida divina, pois gratuitamente fomos amados, salvos e inseridos em Cristo. O esforço é não perder esse dom e fazer nossa parte. Aí sim, entra a luta de conversão para crescer em Deus, nos pensamentos de Deus (Is 55,8) e nos sentimentos de Cristo (Fl 2,5). João escreve que os que estavam diante do trono haviam alvejado suas vestes no sangue do Cordeiro, Cristo (Ap 7,14). Esses são as testemunhas de Cristo, purificados pelo amor de Deus e pelo esforço pessoal, indo até mesmo à morte por Cristo, pela verdade, pela justiça e pelo amor.
Santos, mas, como?
            O caminho da santidade e do esforço pessoal está em viver as bem-aventuranças, que na realidade são o caminho do amor simples e sincero. Muito fácil ser santo: basta amar. Esse caminho é aberto a todos. Ninguém pode se sentir impedido ou dizer: isso não é para mim. O mal é não se interessar em acolher o dom e não fazer o empenho de buscar a vontade de Deus, o seguimento de Jesus e a vida da comunidade. Devemos compreender que é fácil ser santo e que todos podem. Em cada Eucaristia entramos em comunhão com todos os santos, pois somos o Corpo de Cristo que celebra. A missa é o momento de amá-los e abraçá-los no único Corpo de Cristo. Entramos também em comunhão com eles, pois estão em comunhão com a Trindade. Fora disso é impossível.

EVANGELHO DO DIA 27 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Lucas 13,18-21.
Naquele tempo, disse Jesus: «A que é semelhante o reino de Deus, a que hei-de compará-lo? É semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e lançou na sua horta. Cresceu, tornou-se árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos». Jesus disse ainda: «A que hei-de comparar o reino de Deus? É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo-Sermão 26 
«É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu quintal»
A propósito do que diz o Evangelho: «Um homem tomou-o e deitou-o no seu quintal», que homem é esse, em vossa opinião, que semeou o grão que recebeu como um grão de mostarda no seu pequeno jardim? Penso que é aquele sobre o qual o Evangelho diz: «Um membro do Conselho, chamado José, natural de Arimateia [...], foi ter com Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus e, descendo-O da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro preparado no seu jardim» (Lc 23,50-53). É por essa razão que as Escrituras dizem: «Um homem tomou-o e deitou-o no seu jardim». 
No jardim de José misturavam-se perfumes de diversas flores, mas um grão como aquele nunca lá tinha sido deitado. O jardim espiritual da sua alma rescendia ao perfume das suas virtudes, mas Cristo ainda não tinha sido aí colocado. Ao sepultar o Salvador no monumento do seu jardim, ele acolheu-O mais profundamente no fundo do seu coração.

VICENTE, SABINA E CRISTETA Irmãos, Mártires, Santos +303

Por volta do ano 303, na Espanha, no período em que Diocleciano era imperador romano (284-305), os irmãos Vicente, Sabina e Cristeta, provavelmente naturais de Évora ou daquela região, foram torturados cruelmente. Tiveram os membros desconjuntados e as cabeças esmagadas. Pelo que podemos conferir nos anais de seu martírio, São Vicente foi feito prisioneiro antes de suas irmãs Sabina e Cristeta, tendo sido levado à presença do magistrado romano Daciano, que o interrogou: “… Perdoo à tua juventude essas liberdades, pois sei que não chegaste ainda à idade de uma prudência completa, pelo que te devo aconselhar que me ouças como pai, e como tal ordeno que sacrifiques aos deuses imperiais”. O jovem Vicente assim respondeu: “Careceria de sólido juízo, se, desprezando o verdadeiro Deus que criou o céu e a terra, penetrou os abismos e circundou os mares, desse culto aos falsos deuses de pau e de pedra, representados em estátuas vãs”. Por esta resistência, foram-lhe concedidos três dias para pensar e negar sua fé cristã. Sabendo que não poderia negar, tentou fugir com suas irmãs, mas foram alcançados pelos soldados romanos, sofrendo então todos os martírios. “Senhor, dai-nos coragem para mudar o que pode ser mudado. Dai-nos forças para aceitar com serenidade tudo o que não possa ser mudado. E dai-nos sabedoria para distinguir uma coisa da outra”. http://ecclesia.com.br/

FRUMÊNCIO DA ETIÓPIA Bispo, Santo + 380

Desde a adolescência Frumêncio teve sua vida marcada por acontecimentos surpreendentes que o levaram a uma região exótica e distante, a Etiópia, no coração da África, da qual se tornou o primeiro bispo. Antes disso, porém, foi discípulo de filósofo, e um escravo muito especial. Era o tempo do imperador Constantino e Frumêncio estava entre os discípulos na comitiva que acompanhava o filósofo Merópio. Voltavam de uma viagem à Índia e a embarcação parou no porto de Adulis, no mar Vermelho. Então, foram atacados por ladrões etíopes, que saquearam o barco e mataram os passageiros e tripulantes. Todos, excepto os amigos adolescentes, Frumêncio e Edésio. Os dois foram salvos por um motivo banal: naquele momento estavam sob uma árvore, entretidos na leitura de um livro. Sobreviveram, porém foram levados para a Etiópia e entregues ao rei, como escravos. Depois de conversar com eles e admirar-se com sua sabedoria, o rei decidiu mantê-los no palácio. Edésio como copeiro e Frumêncio como um secretário directo. Sua influência cresceu na Corte, principalmente junto à rainha. Ao tornar-se viúva, ela assumiu o poder para o filho menor, como regente. Libertou Frumêncio e Edésio, entregando-lhes a educação de seu filho, o futuro rei. Ou seja: só poderiam partir ao concluírem a tarefa. Tempos depois, eles conseguiram da rainha autorização para construir uma igreja próxima ao porto, para servir os mercadores cristãos que passavam pelo país. Isso muito significou para a difusão da fé cristã junto ao povo etíope, embora com dificuldade. Lentamente, foi nela que a semente do cristianismo germinou no continente africano. No tempo certo, obtiveram permissão de voltar à pátria, o Tiro, no sul da Síria, actual Líbano. Enquanto Edésio se dirigia para a cidade natal, onde se encontrou como o historiador, hoje santo, Rufino, que registrou toda a aventura, o amigo Frumêncio foi para Alexandria, no Egipto. Queria pedir ao então bispo, santo Atanásio, que designasse um bispo e missionários para comandar a pregação católica na Etiópia. Atanásio não se fez de rogado, entendendo que o mais indicado era o próprio Frumêncio. Consagrou-o bispo da Etiópia. Quando retornou, Frumêncio encontrou no trono da Etiópia o jovem rei seu pupilo, que lhe dedicava grande estima, que logo em seguida se converteu e foi baptizado, convidando todo o seu povo a acompanhá-lo no seguimento de Cristo. Frumêncio, chamado pelos etíopes de "Abba Salama", ou seja, "Pai da Paz", desenvolveu seu trabalho missionário na Etiópia até morrer no ano 380. A Igreja comemora no dia 26 de Outubro aquele que considera o "Apóstolo da Etiópia". http://www.paulinas.org.br/

GONÇALO DE LAGOS religioso agostinho, sacerdote, beato c. 1370-1422

Nasceu em Lagos, no Algarve, um pouco depois de 1370. Tomou o hábito de Santo Agostinho no convento da Graça, em Lisboa, onde vinha pôr mais a salvo os seus vinte anos de virtude e pureza, quase de anjo, e já vitoriosa de repetidos assaltos. Cerca de 1380 abraçou a vida religiosa. Dedicou-se à pregação em correrias apostólicas e, com o mesmo zelo a manter a observância regular, quando superior dalguns mosteiros da sua Ordem. Entre 1394 e 1396 Frei Gonçalo teria sido Prior do Convento de S. Lourenço, na Lourinhã. Em Maio de 1404 Frei Gonçalo de Lagos era prior do Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa. Testemunha-o um documento, aliás único, contemporâneo de Gonçalo, do cartório daquele convento. Para além deste documento, as escassas informações que possuímos acerca de Frei Gonçalo de Lagos, resultam das diversas representações biográficas, legadas e repetidas pelas diversas hagiografias e crónicas, redigidas entre os séculos XVI e XVIII. Não sabemos, porém, desde quando se encontrava no exercício da função. Em 1408 inicia um priorado no convento dos agostinhos de Santarém e, a partir de 1412, o priorado do convento de Nossa Senhora da Graça de Torres Vedras, cargo que ocupará até à sua morte, fixada em 15 de Outubro de 1422. Ali ficou o seu jazigo, tomando-o a vila de Torres Vedras por seu padroeiro., depois de beatificado por Pio VI, em 1798. Mas, em Portugal, é-lhe atribuído o culto de santo. Ao que parece, a escolha que fez Torres Vedras do seu padroeiro deve-se à carta que D. João II, encontrando-se no Algarve em 1495, escreveu à Câmara da referida vila, exaltando a memória de Frei Gonçalo e celebrando a felicidade que essa terra possuía conservando o seu milagroso corpo. O mesmo fez a cidade de Lagos, sua terra natal, onde os pescadores mais o invocam e experimentam a sua especial protecção. A sua festa, actualmente, é a 27 de Outubro, mas os Padres Agostinhos celebram-no, em Portugal, a 21 do mesmo mês. Quanto aos milagres promovidos por S. Gonçalo, o seu maior número recai sobre a vila e termo de Torres Vedras, sendo notório um esforço de autenticação dos mesmos, por parte do prior do Convento de Nossa Senhora da Graça, Frei Leonel, nos anos de 1489 e 1490. Um esforço necessário para ampliar uma devoção estritamente local e que representaria certamente outras pretensões, sobretudo se tivermos em conta um equilíbrio de forças perante o então recentemente fundado Convento franciscano de Santo António do Varatojo, inaugurado em 1474. Estava em causa o prestígio do Convento e da Ordem. O mesmo acontece com as relíquias de Frei Gonçalo, uma vez que «a sua posse contribuía para o engrandecimento da pessoa ou instituição, da localidade ou do espaço regional, da pátria ou nação que detinha e agitava os seus poderes, do religioso ao social, passando pelo económico e pelo ideológico». Frei Gonçalo de Lagos era canonizado, por autorização de Pio VI, de 27 de Maio de 1778. Em Torres Vedras, a sua memória seria lembrada apenas em celebrações religiosas, uma vez que o seu culto não foi objecto de projecção da identidade local.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Terça-feira – Santos Vicente de Ávila, Odrano, Frumêncio 
Evangelho (Lc 13,18-21) “A que é semelhante o Reino de Deus ...? É como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim.” 
A maioria da humanidade não tomou conhecimento do Filho de Deus quando vivia entre a Galileia e a Judeia. E mesmo ali, era considerado pobre, pequeno e fraco. Tanto que muitos pensaram ser fácil eliminá-lo. Mas ele era e continua sendo o poder de Deus, capaz de nos libertar do mal e transformar-nos em criaturas divinizadas. Jesus era a “semente de mostarda” que, enterrada, nos salva. 
Oração
Senhor Jesus, vivendo entre nós não vos impusestes com as aparência de poder. Todos vos viam como pobre e insignificante. Nós, que somos vossa Igreja, às vezes quisemos ser grandes e poderosos. Isso não nos ajudou a fazer o melhor pelos homens. Ensinai-nos a não procurar poder, pompas e aparências, mas confiar apenas em vossa força divina, certos que assim mudaremos o mundo. Amém.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SEDENTOS DE SANGUE

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Os esquimós utilizam uma “arma” terrível para matar os lobos que destroem suas armadilhas e matam seus cães de guarda. Primeiro o esquimó prepara uma faca bem afiada, recobre-a com sangue de animal e espera congelar.Depois põe outra camada de sangue por cima, e mais outra, até que a lâmina fique completamente escondida debaixo do sangue congelado. Em ele enterra a faca no chão com a lâmina de fora, mas sempre coberta de sangue congelado.O lobo tem olfato muito fino. Logo que sente o cheiro de sangue, vai atrás e começa a lamber o sangue congelado. Quanto mais lambe, mais vontade tem de lamber, até começar a lamber a própria lâmina. Tem uma sede tão desesperada de sangue, que não sente quando a lâmina corta sua língua, quando lambe seu próprio sangue e sangra até morrer, vítima da própria gula insaciável de sangue . 
Lição: Assim é o vício da luxuria. Esta sede insaciável, vai nos levando ao paroxismo do prazer, danificando mortalmente a nossa saúde, sem falar da transgressão da lei do Senhor, que foi dada para proteger nossa vida.
Fonte: Pequeno devocional de Deus.

26 DE OUTUBRO – UM GRANDE BISPO E UM GRANDE SÁBIO

Temos no Santoral uma série de santos com o nome de Bernardo. O santo focalizado hoje foi um dos bispos mais importantes da Alemanha. Nasceu por volta de 960 no seio de uma família de condes. Perdeu os pais muito cedo e foi educado pelo avô. Estudou nas melhores escolas, tornando-se um grande sábio em todas as ciências, tanto eclesiásticas como profanas.Era mestre em Teologia, Filosofia, Matemática, Alquimia, Química e Medicina. Era versado em pintura a óleo, arquitetura, ourivesaria. Ainda existem nas igrejas da Alemanha, muitas obras suas, trabalhadas em bronze. Renunciou a cargos de honra. Preferiu cuidar do seu avô, a quem devia toda a formação. Ficou ao seu lado até a morte. Não pôde recusar o bispado de Hildesheim. Como bispo, ergueu fortalezas para impedir o avanço dos bárbaros normandos, construiu a famosa abadia de São Miguel, tida como a mais bela construção romana da Saxônia. Foi acima de tudo, um zeloso guia espiritual e pai dos pobres. Morreu no ano 1022.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “N. S. Aparecida, modelo de um povo”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
1636. A Santa perdeu a cabeça
Celebrar a festa de N. Senhora Aparecida é celebrar o coração amoroso de Deus que se manifesta em Maria. A história do encontro da imagem em 1717 é uma lição e um milagre. Pela narrativa do tempo sabemos que, depois de uma pesca sem resultado, encontraram o corpo de uma imagem e logo depois encontraram a cabeça.  Como que foi pescada a cabeça tão perto do corpo da imagem sendo que poderia ter sido levada pela corrente? Podemos ver aqui uma lição de amor. Maria perde a cabeça quando vê seus filhos reunidos em torno de si. Logo após o encontro destas duas partes, corpo e cabeça de uma imagem de Maria, houve uma pesca abundante para servir o almoço do excelente Dom Pedro de Almeida Portugal, chamado depois de Conde de Assumar. Ele se dirigia a Minas para a derrama do ouro, isto é, cobrar o ouro que se devia ao rei de Portugal. Além do milagre da pesca temos o milagre da devoção. Já é um grande milagre que aquele pequeno objeto de barro cozido, que é símbolo da Mãe de Deus, possa reunir tantos milhões de pessoas por ano. Certamente ninguém vai atrás do barro, da estátua, mas atrás do grande amor de Deus manifestado por Maria que acolhe seus filhos, filhos de Deus. Não se sabe por que a imagem foi jogada no rio. Certamente pelo costume de desfazer-se das imagens quebradas. Por respeito joga-se no rio. Sabemos porque foi encontrada: para dar aos pescadores uma pesca abundante e ao povo um lugar abundante de graças. Ela perdeu a cabeça ao ser quebrada por um acidente. Agora parece perder a cabeça quando vê seus filhos em grandes multidões vêm ao seu encontro.  Ela é a Mãe que olha distante vendo seus filhos vindo de longe.
1637. Mulher gloriosa
   Ela é a mulher gloriosa que é perseguida, mas defendida por Deus, pois o dragão, isto é, todos os que são do mal, procura destruir essa Mulher (Ap 12,12ª). Esta é a imagem da Igreja perseguida que vê seus filhos serem vítimas do mal que entrou no coração das pessoas. A Igreja perseguida é sinal da vitória de Cristo sobre o mal. Além destes há os que a desconhecem e desprezam continuando ferir seu coração com a espada (Lc 2,13ª).  A serpente do mal vomitou um rio atrás dela, mas a terra veio em seu socorro.  Significa aqui que a Igreja não fica fora do mundo, mesmo se perseguida, pois ela continua sua missão de acolher a todos para redenção. Maria é mulher do povo e continua a sê-lo, pois a ela o povo recorre. A Igreja, mesmo no meio das perseguições e contradições, continua sua missão.  Ela está vestida de sol porque é Cristo que lhe dá brilho e vitalidade. Como seu Senhor, a Igreja, quanto mais sepultada, mais força de ressurreição manifesta.
1638. Diante de Deus, por nós

Cristo é o mediador e o intercessor junto do Pai. Une todo seu Corpo que é a Igreja nessa missão. Ele não age sem a Igreja. Por isso temos os sacramentos. Na Igreja, a missão de Maria é rezar por nós, como o fazem todos os cristãos que vivem na terra e os que estão na Glória. Tudo o que é realizado, o é pelo Corpo de Cristo e para o bem de todo Corpo. Por isso ela pode ser chamada de mediadora e intercessora. Sua missão é ser intercessora: sempre está diante de Jesus, o Rei esplendoroso, suplicando: “Salva meu povo” como a rainha Ester. Ela continua na terra através de sua intercessão. Ela perde a cabeça quando vê os filhos chegando a sua casa. Ela os acolhe com o sorriso de mãe feliz. (Vejam bem o sorriso que tem a imagem de N. S. Aparecida – a que foi encontrada no rio Paraíba). Nada sem Cristo e tudo para Cristo. Viva a Mãe de Deus e nossa.

EVANGELHO DO DIA 26 DE OUTUBRO

Evangelho segundo S. Lucas 13,10-17.
Naquele tempo, estava Jesus a ensinar ao sábado numa sinagoga. Apareceu lá uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade»; e impôs-lhe as mãos. Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito uma cura ao sábado, tomou a palavra e disse à multidão: «Há seis dias para trabalhar. Portanto, vinde curar-vos nesses dias e não no dia de sábado». O Senhor respondeu: «Hipócritas! Não solta cada um de vós do estábulo o seu boi ou o seu jumento ao sábado, para o levar a beber? E esta mulher, filha de Abraão, que Satanás prendeu há dezoito anos, não devia libertar-se desse jugo no dia de sábado?». Enquanto Jesus assim falava, todos os seus adversários ficaram envergonhados e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Homilia atribuída a Eusébio de Alexandria (século V) 
Sermões sobre o domingo, 16, 1-2; PG 86, 416-421 
O Sábado torna-se o primeiro dia da nova criação
A semana comporta evidentemente sete dias: Deus deu-nos seis para trabalharmos, e deu-nos um para rezarmos, repousarmos e nos libertarmos dos nossos pecados. [...] 
Vou expor-te as razões pelas quais a tradição de guardarmos o domingo e de nos abstermos de trabalhar nos foi transmitida. Quando o Senhor confiou o sacramento aos discípulos, «tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo entregue por vós em remissão dos pecados." Da mesma forma, deu-lhes o cálice dizendo: "Bebei todos, este é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por vós e pela multidão em remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim."» (Mt 26,26ss; 1Cor 11,24). O dia santo de domingo é pois aquele em que se faz memória do Senhor. Por isso é que se lhe chama «dia do Senhor». E ele é como o senhor dos dias. Com efeito, antes da Paixão do Senhor, não era chamado «dia do Senhor», mas «primeiro dia». 
Nesse dia, o Senhor estabeleceu o fundamento da ressurreição, quer dizer, empreendeu a criação; nesse dia, deu ao mundo as primícias da ressurreição; nesse dia, como dissemos, mandou celebrar os santos mistérios. Esse dia foi, pois, o começo de toda a graça: início da criação do mundo, início da ressurreição, início da semana. Esse dia, que comporta em si próprio três começos, prefigura a primazia da Santíssima Trindade. 

EVARISTO DE ROMA Papa, Mártir, Santo + 107

É o quinto Papa da Igreja Católica a receber, como seus predecessores, a coroa do Martírio. Foi em Roma, numa época em que as perseguições contra a Santa Igreja de Deus eram implacáveis. Tempos muito aflitivos para os cristãos que pagavam com a própria vida sua recusa em abjurar a fé. Santo Evaristo era judeu-grego de nascimento. Seu pai chamava-se Judas, originário de Belém, mas acabou fixando residência na Grécia. Educou seu filho na doutrina e princípios judaicos. Evaristo manifestou, desde a mais tenra infância, boas disposições pela virtude e pelas letras, facto que seu pai observou e cuidou de cultivar com dedicação. Assim foi progredindo Evaristo nas ciências, de forma que tornou-se pessoa de excelentes talentos, dentro dos seus puros e inocentes costumes. Não se sabe as circunstâncias e a época em que se converteu ao cristianismo e nem a época precisa em que foi para Roma, mas passou a ser conhecido como um membro do clero que se destacou rapidamente em santidade, reconhecida por toda a Roma. Era um presbítero conhecido por acender o fervor e devoção no coração dos seus fiéis, pelos seus exemplos de virtude e caridade cristã. Sucedeu a São Clemente no trono pontifício. Apesar de resistir em assumir o cargo, após declarar publicamente sua indignidade, acabou sendo aclamado pelo clero e pelo povo como merecedor de tão nobre missão. A unanimidade de opiniões, portanto, fez com que fosse consagrado Papa no ano de 101. Logo que assumiu a cadeira de São Pedro, aplicou todo o seu desvelo para remediar as necessidades da Santa Igreja, perseguida por toda a parte, num calamitoso tempo em que a chama da heresia tentava debelar-se em território sagrado. O espírito das trevas valia-se de todos os artifícios para derramar o veneno de seus erros, particularmente, entre os fiéis de Roma. Porém, como o Divino Mestre tinha empenhado sua palavra, de que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Sua Igreja, dispôs, em sua amorosa providência, que ocupasse Santo Evaristo a cátedra da verdade, a fim de deter a inundação de iniquidade e para dissipar esta multidão de inimigos. Com efeito, tão bem cuidou do aprisco que o Senhor lhe havia confiado, que todos os fiéis de Roma, conservaram sempre a pureza da fé. Ainda que a maior parte dos heresiarcas tenham concorrido para perverter a capital, o zelo, as instruções e a solicitude pastoral do Santo Padre foram preservativos tão eficazes, que o veneno do erro jamais pôde seduzir o coração de um só fiel sequer. Além da luta contra a heresia, empenhou-se também no aperfeiçoamento da disciplina eclesiástica, por meio de prudentíssimas regras e decretos. Foi por sua determinação que Roma foi dividida em paróquias. Essas paróquias, confiadas a diversos presbíteros, não eram na época igrejas públicas, mas oratórios de casas particulares, onde se congregavam os cristãos para ouvir a Palavra de Deus e para assistir à celebração dos divinos mistérios. Nas portas destes oratórios, eram afixadas cruzes para que fossem diferenciados dos locais profanos públicos, que eram distinguidos por estátuas de imperadores. Também, por decreto, definiu que o matrimónio fosse celebrado publicamente pelo sacerdote. Seu infatigável zêlo, fazia com que visitasse as paróquias pessoalmente, sempre preocupado com a conservação de seu rebanho na pureza da fé. Laboriosamente cuidava da causa das crianças e dos escravos, com solicitude e empenho. Ainda que o imperador Trajano fosse um dos melhores príncipes dos gentios, quer por sua paciência como por sua moderação, nem por isto receberam os cristãos melhor tratamento. Apesar de não ter firmado novo édito contra a Santa Religião, nutria mortal aversão aos cristãos, não porque os conhecesse, senão pelos horrorosos retratos que cortesãos idólatras e sacerdotes de ídolos, pintavam na mente do imperador. E bastava esta aversão para excitar contra os cristãos, o povo e os magistrados. O trabalho apostólico de Santo Evaristo continuava com vigor, de forma que o número de fiéis crescia palpavelmente, para insatisfação dos inimigos de Cristo. A vinha do Senhor era regada com o sangue dos Mártires, ostentando-se cada vez mais florida e fecunda. Os pagãos concluíram que essa fecundidade era efeito do zelo ardentíssimo do Santo Pontífice. Após arquitectarem diversas artimanhas, para pôr termo ao crescimento da religião de Cristo, decidiram que o meio mais eficaz para dispersar o rebanho, seria ferir o pastor. E assim foi feito! Fecharam-no com cadeias e conduziram-no ao cárcere para ser julgado. Conduzido ao tribunal, demonstrou tanta alegria ao receber sentença de morte por amor a Jesus Cristo, que os magistrados quedaram atónitos, não conseguindo compreender como cabia tanto valor e tanta constância em um pobre velho, acabrunhado pelo peso dos anos. Enfim, foi condenado à morte como o cabeça dos cristãos, no dia 26 de outubro do ano 107, recebendo a honra de ser mais um mártir da Igreja Universal 

BOAVENTURA DE POTENZA Frade Menor, Beato 1651-1711

Boaventura nasceu em Potenza, Basilicata em 4 de Janeiro de 1651 filho de Lelio Lavagna e Catalina Pica. Passou os primeiros 15 anos de sua vida em grande pureza de costumes e fervor religioso: refletia a pureza no rosto e em seus olhos. Em 4 de Outubro de 1666 tomou o hábito religioso entre os Irmãos Menores Conventuais em Nocera dei Pagani. Depois do noviciado fez os estudos humanísticos e teológicos em Aversa, Madaloni, Benevento e Amalfi, onde foi ordenado sacerdote. Por 8 anos teve como diretor espiritual o venerável Domingo Giurardelli de Muro Lucano. Apesar de sua resistência a ocupar postos de responsabilidade, Boaventura em Outubro de 1703 foi nomeado mestre de noviços e transferido para Nocera dei Pagani, onde se ocupou por quatro anos da formação espiritual dos jovens. Em Junho de 1707, enquanto estava no convento do Santo Espírito de Nápoles por razões de saúde, ele se prodigalizou na assistência aos enfermos de cólera, epidemia que assolou Vomero. Em 4 de Janeiro de 1710 foi destinado ao convento de Ravello, onde assumiu a direção espiritual dos mosteiros de Santa Clara e de São Cataldo. Fiel imitador de Seráfico Patriarca, Boaventura guardava com zeloso cuidado o precioso tesouro da pobreza que brilhava em seu hábito, cheio de remendos, em sua cela e em toda a sua vida. Por natureza tinha um temperamento intempestivo, propenso à ira, mas com a força de seu caráter e com a ajuda de Deus soube adquirir uma paciência e uma doçura inalteráveis. Frente às censuras, às injustiças e às injúrias, ainda que sentisse o sangue ferver nas veias e o coração palpitar violentamente, conseguia conservar um absoluto domínio de si mesmo. Sua austeridade era inaudita, chegando mesmo a se flagelar até derramar sangue, às sextas-feiras, em recordação à Paixão de Cristo. Para com os pobres, os enfermos e os aflitos era compassivo e lhes prestava assistência. Como autêntico sacerdote de Cristo seu magistério era evangélico. Normalmente, com uma só pregação chegava a converter os pecadores e, às vezes, como o bom pastor, ia às suas casas para buscá-los como "ovelhas perdidas". Seu confessionário se mantinha assediado de penitentes, onde, por vezes, passava dias inteiros. Era fervoroso e zeloso devoto da Virgem. Nas pregações convidava os fiéis à confiança e ao amor para com a divina Mãe. Não empreendia nenhuma iniciativa sem se colocar sob sua proteção maternal. A Imaculada Conceição de Maria, que ainda não era dogma definido, para ele era uma verdade da qual não se podia duvidar. Sua vida foi marcada por carismas singulares e prodígios. Depois de oito dias de enfermidade, aos 60 anos, em 26 de Outubro de 1711, com o nome de Maria em seus lábios, expirou serenamente em Ravello. Foi beatificado pelo Papa Pio VI em 26 de Novembro de 1775.

CELINA CHLUDZINSKA BORZECKA Viúva, Religiosa, Fundadora, Beata (1833-1913)

Celina Chludzinska Borzecka nasceu no dia 29 de Outubro de 1833, em Antowil, então território polaco, actualmente Bielo-Rússia. A vida espiritual de Celina desenvolveu-se cedo e durante as orações sempre dirigia a Deus a pergunta: "O que queres que eu faça com a minha vida?" Após um retiro em Vilnius em 1853, exprimiu o desejo de tornar-se religiosa, mas encontrou a oposição dos pais. Obedecendo à vontade deles e ao conselho do seu confessor, aos 20 anos casou com José Borzecki. De qualquer maneira, dentro dela permaneceu a convicção de que "a sua vida não deveria terminar de modo comum". Profundamente amada pelo marido, também ela foi uma esposa amorosa e exemplar que partilhava a responsabilidade do lar e demonstrava a sua atenção aos pobres. Tiveram quatro filhos, dos quais dois morreram na infância. Em 1869, quando o marido teve um derrame cerebral que o deixou paralisado, Celina transferiu-se com a família para Viena a fim de obter melhores cuidados médicos para ele. Durante o seu sofrimento, que durou cinco anos, ela foi sua fonte de apoio espiritual e moral, além de dedicada e sensível enfermeira. Ao mesmo tempo, continuou a prodigalizar-se pela educação das duas filhas. Em 1875, após a morte do marido, Celina transferiu-se para Roma com as filhas a fim de alargar os horizontes espirituais e culturais; e também procurar indicações a respeito da vontade de Deus para si e para as suas filhas. Na igreja de São Cláudio encontrou-se com o co-fundador dos Ressurreicionistas, Pe. Pedro Semenenko, que há muitos anos desejava fundar o ramo feminino da Congregação. Em 1882 Celina, juntamente com a filha menor, Edvige, iniciou a vida em comunidade em Roma, sob a guia espiritual do Pe. Semenenko. Em 1886, após a repentina morte do Sacerdote, Celina teve que enfrentar muitas intrigas de pessoas contrárias à nova fundação. De maneira cada vez mais forte, Celina sentia a chamada a fundar uma comunidade de mulheres dedicadas ao Mistério da Ressurreição. Em 1887, assistida por amigos fiéis, Celina abriu a sua primeira escola vespertina para moças, da qual o Mons. Giácomo Della Chiesa, futuro Papa Bento XV, cujos pais residiam no apartamento ao lado da escola, foi capelão e catequista. Depois de anos de provações e sofrimentos, Celina e sua filha Edvige, co-fundadora, fizeram a profissão dos votos religiosos a 6 de Janeiro de 1891, dando início oficialmente à nova Congregação. Expressou o dinamismo da sua vida, antes de morrer, quando escreveu num pedaço de papel, pois já não podia falar: "Em Deus reside a felicidade em eterno". Madre Celina faleceu a 26 de Outubro de 1913 em Cracóvia. A Beata Celina pertence a um raro grupo de mulheres que experimentaram diversos estados de vida: esposa, mãe, viúva, religiosa e fundadora. Com simplicidade e humildade, escreveu, dando assim uma característica à sua vida espiritual: "Deus não me chamou para fazer coisas extraordinárias... talvez porque não queria que me tornasse orgulhosa. A minha vocação é cumprir a vontade de Deus fielmente e com amor". http://www.vaticano.va/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE OUTUBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Segunda-feira – Santos Boaventura de Potenza, Flório 
Evangelho (Lc 13,10-17) Havia ali uma mulher ... encurvada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus chamou-a e disse:  ̶  Mulher, estás livre da tua doença.” 
Quase sempre era depois de um pedido que Jesus curava alguém. Neste caso, a mulher não pediu nada, a não ser talvez no coração. Não vamos dizer que o Mestre a curou só para poder falar sobre o sábado. Tenho certeza que foi levado pelo seu coração bondoso. Isso me faz pensar que, mesmo quando não estou pedindo, Jesus está pensando em mim, querendo sempre o melhor para mim. 
Oração

Senhor Jesus, no evangelho de João dizeis que não oráveis só por vossos enviados, mas por todos que iriam acreditar em vós. Tenho certeza que estais sempre a cuidar de nós, talvez principalmente quando menos pensamos em vós. Essa é minha confiança. E eu vos bendigo por tanto carinho e tamanha bondade comigo. Posso caminhar tranquilo, certo que nunca haveis de me deixar. Amém.

domingo, 25 de outubro de 2015

OS TRÊS AMIGOS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Um homem está para morrer. Sente-se sozinho, sem alguém que o acompanhe nessa última viagem para encontrar-se com o divino Juiz. Como se defender? Como se justificar? Lembrou-se que tinha ainda três amigos Mandou chamar o primeiro. Explicou-lhes seu problema: 
- Minha hora se aproxima. Estou com medo de comparecer sozinho diante de Deus, sem ninguém para me defender. Você pode ir comigo? 
- Posso, respondeu, mas somente até a porta. Posso pagar a despesa dos funerais e nada mais posso fazer. 
Esse amigo era o dinheiro. O agonizante disse tristemente:
-Agradeço a sua boa vontade, mas não me serve. 
O enfermo mandou chamar o segundo amigo. Com voz embargada pela emoção, expôs o seu problema: o medo, a incerteza, a insegurança quando estivesse diante de Deus: 
- Você pode me acompanhar até lá? 
- Posso, respondeu, mas só até o cemitério. Lá eu me despedirei de você para sempre, prometendo orar pelo seu descanso eterno. 
- Sim, mas quero que fique comigo ao meu lado no julgamento! 
O segundo amigo também não podia. Quem era? Seus parentes.Restava ainda o terceiro amigo, que veio imediatamente ao primeiro chamado. Explicou-lhe o pedido com voz trêmula e vacilante e concluiu quase sem poder falar.
- Amigo, só tenho você para me acompanhar. Pode ir comigo?... 
- Eu posso... Vou junto com você..Nunca o abandonarei. 
Que era esse amigo fiel? As boas obras praticadas na terra. 
Lição: Comecemos hoje a aprontar a bagagem das boas obras. "Suas obras o acompanharão"