quinta-feira, 28 de maio de 2015

Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645

Santa Maria Ana de Paredes nasceu em Quito, Equador, no dia 31 de Outubro de 1618. Órfã de pai aos quatro anos e de mãe dois anos mais tarde. Foi educada pela irmã mais velha. Jovem ainda, foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Por várias vezes tentou abraçar a vida religiosa, quer como missionária no meio aos índios, quer como reclusa em algum convento. Por fim, foi apoiada pelos irmãos, que lhe deram alguns aposentos da casa, que Santa Maria Ana transformou em clausura. Passou ali a vida inteira recolhida, dedicando-se à penitência e à oração, saindo apenas para assistir à missa e para ajudar os pobres, os necessitados e consolar os infelizes. Em 1645, ofereceu a sua vida pelas vítimas da epidemia que assolava a cidade de Quito. Caindo gravemente enferma, morreu nesse mesmo ano. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. É a primeira santa do Equador. Foi proclamada também heroína nacional. www.ecclesia.pt

EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO

Evangelho segundo S. Marcos 10,46-52.
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja 
Homilias sobre o Evangelho n°2; PL 76, 1081 
«Ele gritava cada vez mais»
Que todo o homem que conhece as trevas que fazem dele um cego [...] grite a plenos pulmões: «Jesus filho de David, tem misericórdia de mim!» Mas ouçamos também o que se segue aos gritos do cego: «Os que iam à frente repreendiam-no para o fazer calar» (Lc 18,39). Quem são estes? Eles estão ali para representar os desejos da nossa condição neste mundo, promotores de confusão, os vícios do homem e o seu tumulto, que, querendo impedir a vinda de Jesus a nós, perturbam o nosso pensamento semeando nele a tentação, e querem abafar a voz do nosso coração que ora. Com efeito, acontece frequentemente que a nossa vontade de nos virarmos de novo para Deus [...], o nosso esforço para afastarmos os nossos pecados através da oração, é contrariado pela sua imagem; a vigilância do nosso espírito afrouxa ao seu contacto, eles semeiam a confusão no nosso coração, sufocam o grito das nossas preces. [...] 
Que fez então este cego para receber a luz mau-grado estes obstáculos? «Ele gritava cada vez mais: 'Filho de David, tem misericórdia de mim!'» [...] Sim, quanto mais o tumulto dos nossos desejos nos acabrunhar, mais insistente deve ser a nossa prece. [...] Quanto mais abafada for a voz do nosso coração, mais vigorosamente ela deve insistir até se sobrepor ao tumulto dos pensamentos invasores e tocar o ouvido fiel do Senhor. Creio que todos nos reconheceremos nesta imagem: no momento em que nos esforçamos por desviar o nosso coração deste mundo para o reencaminhar para Deus [...], são muitos os importunos que pesam sobre nós e que temos de combater. É um enxame que o desejo de Deus tem dificuldade em afastar dos olhos do nosso coração. [...] Mas, persistindo vigorosamente na oração, deteremos no espírito Jesus que passa. Donde a narração do Evangelho: «Jesus parou e mandou que o trouxessem até Ele» (v.40)

NOSSA SENHORA SALVOU MINHA VIDA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Durante as santas missões pregadas numa cidade do Mato Grosso, todas as manhãs encostava junto à igreja um jeep bastante velho em cujo para-choque se lia: 
“Nossa Senhora salvou minha vida”. 
Um dia após a missa perguntei ao motorista o significado desse letreiro, tão curioso quanto evangelizador. Então ele me contou: 
- Foi um milagre que alcancei, escapando de morrer sufocado e queimado. Eu tinha entrado num pequeno depósito sem janela, ao lado da minha casa, onde guardava latas de óleo, estopa, querosene, peças velhas de carro etc. De repente pegou fogo numa dessas latas. Na pressa e na afobação para apagar o fogo, fui tostando as mãos, os braços etc. Não conseguindo apagar, tentei sair, mas a porta não queria abrir. O fumaceiro que se formou lá dentro, deve ter feito pressão, dificultando tudo. Minhas mãos queimadas e sangrando, já não tinham força para puxar a porta. Gritei como podia, mas ninguém me ouvia lá fora. Prestes a cair desmaiado ali mesmo, sufocado e atingido pelo fogo, gritei por Nossa Senhora. No mesmo instante, como que por encanto, a porta se abriu sozinha e eu caí na soleira, sem sentidos. Foi quando os familiares se aperceberam da tragédia e correram para me socorrer. 
O miraculado mostrou nas mãos e no rosto as cicatrizes indeléveis das queimaduras, dizendo emocionado: 
- Cheio de gratidão, vivo proclamando de todas as maneiras, a graça que recebi. 
(Do livro: 365 dias, 365 histórias)

OS CÂES DE SÃO BERNARDO

Bernardo de Menthon, é um santo muito original. Prestou grande serviço aos peregrinos que iam a Roma, e precisavam transpor as montanhas dos Alpes cobertos de gelo e cheios de perigos. Amestrou cães para descobrir pessoas que se perdiam no meio da neve. São chamados “cães de São Bernardo”.Construiu também uma hospedaria naquelas alturas inóspitas, para abrigar e socorrer, gratuitamente, os peregrinos necessitados de alimento e ajuda. Essa hospedaria existe até hoje.Foi assim que São Bernardo de Menthon salvou a muitos peregrinos, arriscados a morrer no gelo ou extraviados no meio das montanhas.Como estamos vendo, Deus suscita santos conforme as necessidades de cada época.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

REFLETINDO A PALAVRA - Amor com amor se cura

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
301.Rosário de cruzes
            Na celebração litúrgica do matrimônio os noivos dizem um ao outro: “Eu te prometo ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”. Pela própria fórmula já há um reconhecimento das cruzes que surgirão no dia-a-dia. As dificuldades e as cruzes do casamento não significam em primeiro lugar os males da vida. O primeiro desafio é sair de si para ir ao encontro do outro e criar a unidade de dois que passam a ser um só corpo e um só coração. Para isso é necessária a decisão de romper com o individualismo. É um momento exigente que vai mexer com a vida, os hábitos, família, projetos, opiniões etc... Toda vida matrimonial vai ser um contínuo buscar a pessoa do outro. Não é uma anulação da individualidade, mas a promoção da individualidade a serviço da construção da unidade. A cruz não está na dor que isso possa causar, mas na atitude de entrega incondicional. Essa atitude de mútua busca identifica o casal com o modo como Jesus tomou a cruz da entrega e caminhou para o Calvário. A cruz não está na dor mas no amor, motivo pelo qual se passa pelo sofrimento. Pelas marcas do pecado que permanecem em nós, a dor pode se manifestar mais forte. Quando o amor está ferido, só o amor pode curar. Quando aparece a dor, normalmente o que primeiro que se esquece é o amor. Na crise em que se encontra a família, não será o momento de acreditarmos que tudo isso é fruto da falta de amor?
302.Ajuda na fragilidade
            O matrimônio é fundado na força do amor de Deus e na fragilidade de cada um dos cônjuges. A fragilidade e a fraqueza das pessoas, não são um mal, são um bom princípio para o crescimento. Ser pequeno é ser aberto ao desenvolvimento. A grande ajuda que pode haver é o amor de Deus plantado em seus corações e a aliança estabelecida entre os dois e Deus. O matrimônio é uma estrutura social, mas vai além. É um dom divino para o encontro com Deus, fundado no matrimônio de Cristo com a Igreja, o povo de Deus. A fragilidade de Cristo na sua caminhada para o Calvário, foi sustentada por seu amor por nós, seu povo, a esposa que o Pai Lhe deu. O amor de aliança de Cristo é o amor forte que ajuda na fragilidade de nosso amor. A aliança do casal, firmada no sacramento, traz em si a força da aliança de amor e fidelidade de Jesus. Não é com a justiça, nem com as razões humanas, ou mesmo a força humana que vão se resolver as questões matrimoniais, mas o amor de Cristo derramado em nossos corações. O amor é curativo.
303.Escola do perdão

            Fragilidade e perdão são caminhos necessários. Perdão não significa concordar com os erros ou males da vida a dois. Perdão é criar um ambiente de acolhimento e aceitação do outro que gere uma atitude de superação dos erros antes que aconteçam. O clima de perdão facilitará mesmo quando surgirem males e erros. Jesus realiza o caminho do perdão acolhendo os discípulos e o povo em sua simplicidade e fragilidade, mesmo corrigindo seus erros. Vendo Jesus, entenderam o sentido do “amai-vos uns aos outros”, que é seu ensinamento fundamental. Paulo explica muito claramente: “Carregai os fardos uns dos outros e cumprireis toda a lei” (Gl 6,2). A questão da instabilidade do matrimônio, sobretudo as sempre mais freqüentes separações provêm a meu ver do desconhecimento da fragilidade um do outro e da disposição de, conhecendo a fraqueza, criar-se um modo de vida que leve a sua superação e à conquista de equilíbrio matrimonial. Será fácil o perdão se os dois se conhecem e se dispõem à permanente conversão. O amor sempre cura.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 ‒ Quinta-feira ‒ Santos Bernardo de Novara, Emílio, Margarida Pole 
Evangelho (Mt 10.46-52) “Então Jesus parou e disse: ‒ Chamai-o. Eles o chamaram e disseram: ‒ Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 
Foi muito bom para o cego Bartimeu quando lhe disseram: ‒ Coragem, levanta-te, Jesus te chama! Como é bom para mim ouvir os que me dizem que Jesus quer ajudar-me, que posso procurá-lo. Eu também devo estar sempre atento às lutas e dificuldades de meus irmãos para dizer-lhes que podem confiar, que Jesus os ama e está a sua espera, pronto a ajudar, a perdoar e salvar. 
Oração
Senhor Jesus, tenho de agradecer porque, mais vezes estava desanimado à beira da estrada, e alguém chegou e disse que podia contar convosco, que estáveis a minha espera. Abençoai todos esses irmãos que me têm ajudado na vida, que me apoiam e me fazem caminhar. Socorrei-os em suas dificuldades, dai-lhe a alegria de viver, e força para que possam ajudar ainda mais. Amém

quarta-feira, 27 de maio de 2015

27 de Maio - Santo Agostinho da Cantuária

Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos. A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos. Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na igreja da Cantuária, que hoje recebe o seu nome e ainda guarda suas relíquias. O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho da Cantuária no dia 27 de maio. 
Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO

Evangelho segundo S. Marcos 10,32-45.
Naquele tempo, Jesus e os discípulos subiam a caminho de Jerusalém. Jesus ia à sua frente. Os discípulos estavam preocupados e aqueles que os acompanhavam iam com medo. Jesus tomou então novamente os Doze consigo e começou a dizer-lhes o que Lhe ia acontecer: «Vede que subimos para Jerusalém e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Vão condená-l’O à morte e entregá-l’O aos gentios; hão-de escarnecê-l’O, cuspir-Lhe, açoitá-l’O e dar-Lhe a morte. Mas ao terceiro dia ressuscitará». Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?». Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?». Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis batizados com o batismo com que Eu vou ser batizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Missal Romano 
Prefácio da Festa de Todos os Santos 
«Eis que subimos a Jerusalém»
Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. 
Hoje nos dais a alegria de celebrar a cidade santa, a nossa mãe, a Jerusalém celeste, onde a assembleia dos Santos, nossos irmãos, glorifica eternamente o vosso nome. 
Peregrinos dessa cidade santa, para ela caminhamos na fé e na alegria, ao vermos glorificados os ilustres filhos da Igreja, que nos destes como exemplo e auxílio para a nossa fragilidade. 
Por isso, com todos os anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz: 
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do Universo! 

DEUS FALOU PELO INOCENTE

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Conta um antiga lenda que um homem muito virtuoso foi acusado injustamente de haver assassinado uma mulher por motivos passionais. Na verdade o autor do crime era uma pessoa muito influente no reino e por isso tentaram encobrir o culpado. O suspeito foi levado a juízo, sabendo que tinha pouca chance de escapar. Mas o juiz tendencioso e fingido, lhe disse: 
- Conhecendo tua fama de homem justo e devoto do Senhor, vamos entregar para ele o teu destino. Vamos escrever em dois papeis separados as palavras ’culpado’ e ’inocente’. Tu escolherás e será a mão de Deus que vai decidir teu destino". 
Mancomunado com os culpados, o funcionário havia preparado dois papeis com a mesma legenda: culpado. Era uma armadilha. Não havia escapatória. O juiz mandou o réu tomar um dos papéis dobrados. Este respirou profundamente, ficou em silencio alguns segundos com os olhos cerrados, e quando a sala começava a impacientar-se, abriu os olhos e com um estranho sorriso, tomou um dos papéis e o engoliu rapidamente. Surpreendidos e indignados, os presentes o censuraram.. e agora...?, como vamos saber o veredicto...?
- É muito simples, respondeu o homem... basta ler o papel que sobra e saberemos o que dizia o papel que engoli como sentença. Quem se habilita?. 
Tiveram que liberar o acusado e nunca mais voltaram a molestá-lo.
Lição: Por mais difícil que nos pareça uma situação, nunca deixemos de buscar uma saída: "O que é impossível para o ser humano, é possível para Deus".

DIA 27 DE MAIO – O APÓSTOLO DA GRÃ BRETANHA

Quando o Papa São Gregório Magno planejou evangelizar a tão esquecida Grã Bretanha, pensou em Frei Agostinho (séc. VII). Era Prior do mosteiro de Santo André em Roma, vivia no meio de seus confrades, entregue à oração e contemplação. Para grande surpresa, recebeu esta missão gigantesca: Levar o Evangelho para as longínquas ilhas britânicas. Reunindo quarenta monges, Agostinho partiu, cheio de esperança e zelo. A turma de jovens e ardorosos missionários chegou no ano de 597, após uma viagem longa e penosa. Felizmente foram bem recebidos pelo rei Etelberto, cuja esposa já professava clandestinamente a fé católica. Com seu apoio, Agostinho fundou numerosas igrejas e comunidades, abadias e mosteiros no reino de Kent. Milhares de pessoas, desde os nobres até os pobres, todos acudiam para ouvir a palavra inflamada dos missionários e ser batizados. O trabalho de Agostinho e seus missionários produziu os melhores frutos. Pode-se afirmar tranqüilamente que Santo Agostinho de Cantuária foi na Grã Bretanha, o que São Patrício foi na Irlanda, e São Bonifácio na Alemanha: plantador corajoso da primeira semente do Evangelho. Morreu no ano 604.
E nós, quando começaremos a trabalhar para Ele? Após conhecer tantos exemplos, o que estamos esperando ainda?
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

REFLETINDO A PALAVRA - “Effathá! Abre-te!”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
Deus escolheu os pobres
            Contemplando Jesus, notamos sua atenção para com os sofredores e o povo excluído. Como hoje há muitos que estranham o assunto sobre os pobres, já naquele tempo, os fariseus acusavam Jesus de ser amigo de publicamos e de pecadores, de prostitutas e do povo ignorante. O doente, o pobre, os trabalhadores humildes não participavam da sociedade e da vida religiosa. Eram excluídos. Diziam os fariseus: “Essa gente que não conhece a lei ... são uns malditos!” (Jo 7,49). Deus não os quer. O milagre de Jesus mostra essa situação. O homem era um surdo que falava com dificuldades. Era uma exclusão, pois não podia comunicar-se. Jesus faz um milagre que é um ensinamento. O milagre é um gesto de grande amplidão: Toca as orelhas, põe a própria saliva na língua, olha para ao céu e pronuncia em aramaico “Effatha – Abre-te!” A saliva é um símbolo forte na cultura oriental. Ela vem ligada com a palavra, e a palavra vem da pessoa com grande identidade. Atribuía-se à saliva um poder curativo. O surdo mudo começa a ouvir e a falar. É reintegrado no Reino de Deus. O profeta afirmava uma nova criação profetizando a ação redentora de Jesus que reabilita as pessoas para ouvir a Palavra e tornarem-se, como Ele, um anunciador. Assim acontece conosco no Batismo. O amor de Jesus aos necessitados não é para excluir os outros, mas para a reintegração de todos. No Batismo fazemos o gesto de tocar os ouvidos e a boca da criança. É a nova criação que se instaura no meio de seu povo. A escolha que Deus faz dos pobres é um gesto de bondade. Ele mesmo cuida de reintegrá-los em nosso meio, nós que pertencemos ao Reino.
Caminhos de evangelização
            Jesus realiza a cura do surdo, que falava com dificuldade, fora do território dos judeus, nas regiões de Tiro e Sidônea. Indica claramente que a abertura do Reino de Deus é para todos os povos. Todos podem entrar na comunicação entre o Pai, o Filho e o Espírito. O milagre de Jesus é uma parábola dessa comunicação na qual todos podem ser introduzidos. O Reino de Deus é para todos. Não só para o povo escolhido. Jesus pedia ao miraculado e os assistentes que não divulgassem o milagre; mas quanto mais Ele insistia, mais iele divulgavam. Comentavam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar” (Mc 7,36-37). Não só o doente é curado. Todos ali passam a narrar as maravilhas de Deus. Pedro proclama na casa de Cornélio, pagão: “Ele que passou entre nós fazendo o bem” (At 10,38). Os caminhos da evangelização se destinam à abertura dos ouvidos para entrar em comunicação com Deus e à liberdade da língua para anunciar Cristo Ressuscitado que abre a todos, sem exclusão, as portas do Reino para um nova criação.
Imitadores de Deus
            Tiago é forte no combate à discriminação afirmando que Deus não faz distinção de pessoas de pessoas. É nisso que devemos imitá-lo. E dá um exemplo claro do acolhimento de todos na assembléia, sem discriminar os pobres: se entra um pobre, vocês mandam sentar-se no chão, só porque está mal vestido. E ao rico: “senta-te aqui à vontade”. Por que discriminar se Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (Tg 2,1-5). Vemos quanto isso acontece em nossas comunidades. Para imitar a Deus precisamos abrir a comunicação a todos, sobretudo no acolhimento dentro da comunidade.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 ‒ Quarta-feira ‒ Santo Agostinho de Cantuária 
Evangelho (Mc 10,32-45) “Subiam para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo.” 
Os discípulos sabiam que os adversários do Mestre, em Jerusalém, eram fortes e decididos a destruí-lo. Mesmo assim ele ia para lá. Estavam espantados com sua coragem e cheios de medo. Jesus não os engana. Diz claramente que será preso, condenado e morto. Nem a nós Jesus engana com falsas promessas. Natural que muitas vezes tenhamos medo. Mas podemos confiar em seu poder. 
Oração

Senhor, sei muito bem o que é ter medo; já o experimentei muitas vezes. Tenho desculpa, porque sei de minha fraqueza. Mas preciso lembrar-me que estais pronto a me ajudar. Recorro, pois, a vós. Aumentai minha confiança, dai-me força e coragem para enfrentar as dificuldades. Quero também pedir que me deis alegria, aquela que só vós nos podeis dar, para enfrentar a vida. Amém.

terça-feira, 26 de maio de 2015

São Felipe Neri

Nasceu em 22 de julho de 1515 em Florença, Itália como Phillipe Romolo Neri. São Felipe Neri, missionário e fundador da Congregação do Oratório e chamado apóstolo de Roma, estudou sob influencia dos Dominicanos em São Marcos a aprendeu oficio com o seu tio. Ele abandonou os negócios em 1533, indo para Roma e se devotando ao serviço do Senhor. Em 1533 estudou teologia e filosofia. Após três anos passou a organizar uma ordem de Irmãos Leigos para orarem juntos, cuidar dos doentes e peregrinos que vinham para Roma. Durante este período ele passou muitas noites em oração nas catacumbas de São Sebastião na Via Apia e em uma noite, em 1544, ele experimentou um êxtase que dilatou seu coração comprovado, em autópsia, após sua morte. Devotando ao seu apostolado ele logo fundou sua comunidade, a "Confraria da Mais Santa Trindade" bem conhecida na cidade de Roma e ficou muito conhecido pela sua bondade e simpatia. Foi ordenado em 1551 e entrou para a comunidade de São Girolamo e tornou-se um renomado confessor ,e diziam que podia ler a mente daqueles que o visitavam conseguindo assim fazer as mais completas, corretas e fervorosas confissões. Conduziu vários grupos de discussões para jovens religiosos, padres e leigos fazendo o alicerce do que se tornou mais tarde a "Congregação do Oratório". O nome parece ser derivado da sala do Oratório de São Girolamo, onde os encontros religiosos eram conduzidos. A aprovação para a Congregação foi dada em 1575 pelo Papa Gregório XIII e as regras de sua Constituição foi aprovada pelo Papa Paulo V em 1612.A Congregação do Oratório se espalhou por toda a Europa e América do Sul.O Papa Gregório XIV tentou fazer dele um cardeal mas Filipe recusou .A sua popularidade era tanta eu foi acusado de tentar formar a sua própria seita, acusação que foi logo abandonada por falta de base. Nos seus últimos anos ele teve varias doenças graves, que curava apenas com suas preces. Diz a tradição que curou vários doentes apenas com a oração e sua benção. Respeitado e amado em Roma e foi um conselheiro de papas, reis, bispos, cardeais e igualmente confessor e conselheiro de leigos e do povo mais simples de Roma . Os seus esforços em chegar ao povo comum deu a ele o titulo de "Apóstolo de Roma". Sua imagem está entalhada em um santuário na Casa Matriz da Igreja de Santa Maria, em Varicela . A mais famosa pintura dele foi feita por Guido Reni, que serviu de base para as subsequentes apresentações de suas fotopinturas. Veio a falecer em 27 de maio de 1595 aos 80 anos, de causa naturais. Foi beatificado em 1615 pelo Papa Paulo V, e canonizado em 1622 pelo Papa Gregório XV . Seu símbolo na liturgia da Igreja é um lírio e um anjo com um livro. Sua festa é celebrada o dia 26 de maio.

Santa Mariana

Também conhecida como Santa Mariana de Paredes e Santa Mariana de Quito Nasceu em Quito em 31 de Outubro de 1618 .Filha de Don Girolando Flores Zenel de Paredes ,um nobre de Toledo e D. Mariana Cranobles de Xaramilo. Diz a tradição que o seu nascimento teria sido acompanhado de um fenômeno celestial incomum. Ela ficou órfã muito nova e foi criada pela irmã mais velha e seu cunhado. Mariana era um jovem piedosa com um forte devoção a Maria. Ela foi milagrosamente salva da morte várias vezes . Atraída para a vida religiosa aos 10 anos fez os votos de pobreza, castidade e obediência. Ela inicialmente desejava ser uma freira Dominicana, mas em vez disto se tornou uma eremita na casa de sua irmã e sua vida mudou a tal ponto que exceto a para ir a igreja, não saia de casa. Dada a forte e severa austeridade ela pouco dormia, orava horas a noite, só comia 250 gramas de pão seco ao dia e as vezes ficava até oito dias sem comer nada, se alimentando somente da Eucaristia, a qual recebia diariamente, na Comunhão. Entrava em êxtases e tinha o dom da profecia, via a distancia, lia mentes e corações, curava vários doentes apenas com o Sinal da Cruz ou com um pequeno respingo de água benta e pelo menos uma vez ela trouxe uma pessoa de volta a vida. Durante os terremotos de 1645 e as enevitáveis epidemias em Quito ela publicamente em oração, se ofereceu como vitima para a cidade e morreu logo após. Imediatamente após sua morte nasceram lírios brancos de seu sangue e as epidemias desapareceram milagrosamente. A Republica do Equador a declarou oficialmente " heroina nacional". Ela faleceu em 26 de maio de 1645 e foi beatificada em 10 de novembro de 1853 pelo Papa Pio IX e foi canonizada em 1950 pelo Papa Pio XII É padroeira dos órfãos e pessoas doentes e é a padroeira de Quito. Sua festa é celebrada no dia 26 de maio.

EVANGELHO DO DIA 26 DE MAIO

Evangelho segundo S. Marcos 10,28-31.
Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Leão XIII (1810-1903), papa 
Encíclica Rerum Novarum, 21 
«Neste tempo já, o cêntuplo; e no mundo que há-de vir, a vida eterna»
Estas doutrinas [sociais da Igreja] poderiam diminuir a distância que o orgulho se compraz em manter entre ricos e pobres, mas a simples amizade é ainda muito pouco: quando se obedece aos preceitos do cristianismo, é no amor fraterno que se opera a união. Em qualquer dos casos, sabe-se e compreende-se que todos os homens têm origem em Deus, seu Pai comum; que Deus é o seu fim único e comum, e que só Ele  é capaz de comunicar aos anjos e aos homens uma felicidade perfeita e absoluta. Todos eles foram igualmente resgatados por Jesus Cristo e restabelecidos por Ele na sua dignidade de filhos de Deus, e assim um verdadeiro laço de fraternidade os une, quer entre eles, quer a Cristo, seu Senhor que é «o primogénito de muitos irmãos» (Rom 8,29). Saberão enfim que todos os bens da natureza, todos os tesouros da graça, pertencem em comum e indistintamente a todo o género humano, e que só os indignos são deserdados dos bens celestes: «Se sois filhos, sois também herdeiros: herdeiros de Deus, co-herdeiros de Jesus Cristo» (Rom 8,17). 

PROCURANDO DEUS

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Era uma vez um menino que queria conhecer Deus. Pensava que seria uma longa viagem para chegar onde vivia Deus. Encheu a sacola com pãezinhos, pegou sua caixa de brinquedos e saiu.Apenas percorrera três quadras, quando viu uma velhinha sentada no parque, observando as pombas. O menino se assentou ao lado e abriu seu embrulho. Estava a ponto de pegar seu brinquedo, quando se lembrou que a velhinha tinha fome e ofereceu-lhe um pãozinho. Agradecida, aceitou e sorriu..O menino estava encantado! Ambos ficaram sentados longo tempo, comendo e sorrindo, mas não trocaram uma só palavra. Ao escurecer o menino se levantou para ir embora. Deu a volta e deu um abraço na velhinha. Ela retribuiu com um sorriso como nunca antes tinha sorrido.O menino voltou para sua casa todo feliz. Sua mãe, surpreendida pelo semblante irradiante que tinha seu filho, perguntou: 
- "O que você fez hoje, que voltou tão feliz?"
- "Hoje comi com Deus. Ele tem o sorriso mais belo que já vi!".
Entrementes, a velhinha, também voltou para sua casa, radiante de felicidade. Seu neto ficou surpreso pela paz que irradiava do seu rosto: 
- "Vovó, o que fez hoje, que te fez tão feliz?".
- "Comi pãezinhos no jardim, com Deus. E sabe de uma coisa? Ele é mais jovem do que eu esperava". 
Lição: Deus está presente em cada um de nós, como nos ensina esta linda historia.

26 DE MAIO – UM SANTO MUITO DIVERTIDO

Vamos conhecer o sempre alegre, S. Felipe Néri (1515-1595). Quando jovem, tentou trabalhar no comércio, ajudando seu tio no armazém. Mas este logo lhe disse: 
-Você nunca será bom comerciante, se não largar essa mania de rezar. 
Ele também se convenceu que sua vocação não era o comércio. Um dia sumiu de casa, e tomou o rumo de Roma. E por lá ficou até a morte. Tornou-se muito popular devido ao seu gênio alegre e descontraído. Chegou a dizer para seus jovens:
-Podem até rachar lenha nas minhas costas, mas não façam pecado.
Amava tanto a Deus, que uma vez seu coração se dilatou dentro do peito. Exames médicos constataram que duas costelas estavam arcadas para fora. Mas o santo nada sentia.Tinha algumas singularidades que o marcavam: Parava no meio da rua para catequizar os transeuntes, vestia roupas fora da moda ou descombinadas, pronunciava errado certas palavras para que o tomassem por ignorante, etc. Estas e outras extravagâncias santas tornavam-no mais popular e estimado.Morreu com 80 anos, após ter sobrevivido a catorze Papas. Sua morte foi chorada por todos. Nunca se viu em Roma um enterro tão concorrido.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

REFLETINDO A PALAVRA - Um sacramento vindo da terra

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
298. Truques de Deus
            Quanto mais contemplamos as maravilhas de Deus, mais descobrimos as finezas de seu amor para nos conduzir a viver bem e intensamente. Para que o mundo se desenvolva e leve adiante a maravilhosa criação, colocou nas pessoas o apetite, o desejo de se realizar, de procriar, de alimentar-se. Deu-lhes também o apetite pela sabedoria. O desejo é profundo e domina todos os campos da vida inclusive, e sobretudo, o espiritual. Truque de Deus: O apetite colocado na pessoa, realiza o plano de Deus. Mesmo para os sacramentos o apetite físico é sinal e símbolo do desejo (apetite) espiritual de ser saciado por Deus. Vejamos: Cada sacramento possui um lado material no qual está envolvido o apetite humano, símbolo do desejo espiritual. No batismo é o apetite que busca água e nela a fecundidade da graça. Na crisma, o óleo que refresca e perfuma é símbolo do desejo do Espírito Santo. Na Eucaristia, o apetite que busca o pão e vinho que saciam a fome e sede, encontra resposta na saciedade e fortalecimento da vida divina. O desejo de desabafar as tensões e prisões interiores encontra a resposta na busca do perdão ao colocar às claras o que faz sofrer. Na ordenação sacerdotal, o óleo da unção e imposição das mãos oferecem resposta à busca do poder, saciada pela capacidade de ser ungido para o serviço. Na unção, dos enfermos o óleo traz o alívio do remédio, mostrando-nos como é grande a capacidade do sacramento de curar. O apetite inato de manter a vida através do prazer, dá ao homem e à mulher a saciedade espiritual de viver o amor de Deus através do amor humano na satisfação dos desejos da carne. O sacramento do matrimônio tem na satisfação natural dos apetites, colocados por Deus na natureza, a força do sacramento que une o homem ao divino na santificação como Cristo nos redimiu na entrega de sua vida na morte de Cruz,
299. Casamento como caminho de santidade
            É triste ver na Igreja tantas pessoas casadas, sozinhas, como viúvas ou viúvos de cônjuge vivo. Como é possível se pensar em matrimônio cristão vivido só por uma pessoa? É necessária a sintonia espiritual do casal para que haja realmente um sacramento eficaz. Por isso há a frase que diz: “Entre ele e ela o elo é Ele”. O caminho espiritual que o matrimônio oferece é a dois, por mais que haja a individualidade. O trilho é a condição humana que favorece a realização espiritual, garantida pela graça do Mistério Pascal de Cristo. O efeito primeiro é união dos dois em um só: “E serão os dois uma só carne, uma só realidade espiritual”. O sacramento é um contínuo caminho para a unidade. A santidade matrimonial não consiste nas rezas que se fazem (o que também é necessário), mas na coerência espiritual a serviço do amor. A mútua entrega e o acolhimento realizam simbolicamente a concreta entrega de Cristo à Igreja, como nos explica Paulo.
300. Modelo de espiritualidade
            O matrimônio é modelo de espiritualidade para a Igreja: dando-se um ao outro no amor, levam a Igreja a fazer a Cristo uma entrega pessoal porque Ele é o esposo de Seu povo. Ele a prepara para apresentá-la ao Senhor toda santa e imaculada, sem rugas e sem manchas. Assim o sacramento explica ao povo como ele deve agir para com Deus. É modelo da dedicação uns aos outros no amor de entrega espiritual de serviço para a fidelidade. É modelo para os religiosos e sacerdotes no seu amor ao povo de Deus e a Jesus Cristo, no amor de exclusividade, sem falhas. O casal cristão não pode se separar porque está unido no único corpo espiritual que não suporta separação. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro,
 redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 ‒ Terça-feira ‒ Nossa Senhora do Caravaggio, São Filipe Néri 
Evangelho (Mc 10,28-31) “Começou Pedro a dizer a Jesus: ‒ Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.” 
Vendo a falta de coragem daquele rico, e ouvindo as palavras de Jesus, Pedro até parece um pouco confiante demais na sua afirmação e na sua pergunta. A primeira parte da resposta do Mestre até que lhe pareceu animadora. Mas deve ter ficado ressabiado ao ouvir que teria tudo cem vezes mais, só que ‘com perseguições’. Teve de aceitar que só na ‘vida eterna’ teria a recompensa completa. 
Oração

Senhor Jesus, não sou tão corajoso como Pedro, nem posso dizer que tenha deixado muita coisa para vos seguir. O certo, porém, é que até agora tendes sido muito mais generoso do que eu. Agradeço o muito que me tendes dado pelo pouco que deixei. Ajudai-me a ir deixando cada vez mais os pesos que me retardam a caminhada. E que eu compreenda que convosco nada me falta. Amém.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

25 de Maio - Santa Madalena Sofia Barat

Madalena Sofia nasceu prematura em Ivigny, na Borgonha, França, devido a um incêndio assustador que arrasou a casa vizinha àquela em que moravam seus pais, na madrugada de 13 de dezembro de 1779. Se um incêndio marcou seu nascimento, o fogo da fé, presente em sua alma, contagiou muitas outras durante toda a sua existência, que abrangeu o período da sangrenta e anticristã Revolução Francesa. Com o imprevisto do nascimento prematuro, sua mãe quase perdeu a vida, e Madalena, devido ao risco de morte que corria, foi batizada no mesmo dia, tendo como padrinho o irmão Luís, de doze anos, profundamente ligado aos ensinamentos cristãos. Madalena Sofia cresceu fraca fisicamente, mas com uma força interior marcante desde a infância. Desde pequena aprendia as orações com facilidade e era sempre a primeira nas aulas de catecismo. Seu irmão e padrinho, estudante de teologia, foi promovido a subdiácono e nomeado professor do ginásio de Ivigny, levando consigo sua irmã e afilhada, para melhor prepará-la para a vida. Percebendo que Madalena aprendia com rapidez as matérias próprias do ginásio, Luís passou a lhe ensinar também latim, grego, italiano e espanhol. Porém chegou a Revolução Francesa. Igrejas e conventos eram fechados. Os cárceres ficaram lotados de sacerdotes e religiosos, incluindo Luís. Quando foi libertado, em 1795, ele se ordenou sacerdote e foi para Paris, acompanhado da irmã. Trabalhando na reconstrução da Igreja aniquilada pela revolução, Madalena confiou sua orientação religiosa ao sábio e famoso padre Varin. Percebendo as necessidades da época e seguindo sua forte inspiração, Madalena fundou, com a ajuda do padre, a Congregação do Sagrado Coração de Jesus, para o ensino gratuito de meninas pobres, em 1800. Junto com outras companheiras religiosas, vestiu o hábito da ordem e, embora fosse a mais jovem da nova congregação, foi nomeada superiora. A ordem passou a ter cada vez mais seguidoras e enfrentou muitas dificuldades até obter a aprovação canônica. Para manter as escolas gratuitas, Madalena as criava aos pares: uma para as meninas pobres e outra para as de classe rica, que custeava a primeira. Assim espalhou o carisma da congregação, com suas missionárias sendo enviadas pelo mundo. Durante sessenta e três anos ela fundou cento e vinte e duas escolas, em dezesseis países. Até que pressentiu, três dias antes, sua própria morte. Pediu, então, exoneração do cargo para esperá-la, despediu-se das religiosas e nomeou sua substituta. Morreu no dia 25 de maio de 1865, em Paris. Imediatamente, vários milagres aconteceram e muitas conversões se sucederam, conforme os dos registros que regeram sua canonização, proclamada em 1925. Santa Madalena Sofia Barat é festejada no dia de seu trânsito nos cinco continentes, onde a congregação atua em quarenta e quatro países, no Brasil inclusive.
Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.