quarta-feira, 22 de abril de 2026

EVANGELHO DO DIA 22 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,35-40. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede. No entanto, como vos disse, embora tivésseis visto, não acreditais. Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou. E a vontade daquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita nele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179)
Abadessa beneditina 
e doutora da Igreja 
Livro das obras divinas, capítulo 6 
Deus previu desde toda a eternidade 
que o homem se uniria a Ele 
As almas racionais têm origem no Deus verdadeiro: têm de escolher o que lhes convém e de rejeitar o que desagrada a Deus, pois conhecem o bem e o mal no seu íntimo. Deus, que é único, concebeu na energia do seu coração uma obra precisa e singular, e multiplicou magnificamente essa obra. Pois Deus é um fogo vivo, um fogo pelo qual as almas respiram, um fogo que existia antes do princípio, que é a origem e o tempo dos tempos. A vontade de Deus permeia inteiramente o mundo perecível, nele inspirando o termo do mundo, que é a eternidade. A omnipotência de Deus possui a plenitude de uma temperança feita de equilíbrio; não tem princípio nem fim, e tem um alcance que lhe permite realizar tudo o que deseja, sem nenhuma exceção. À perfeição que permite ao poder de Deus tudo subjugar está unido o amor, que é uma espécie de tranquilidade na ação; pois o amor cumpre na perfeição a vontade de Deus — que é a fonte da paz. Mas o amor assume diferentes formas, tão numerosas como as virtudes que operam no homem: o amor é a fonte de todo o bem. O homem tem de dirigir todas as intenções do seu coração para este verdadeiro sol. É neste olhar amoroso que a presciência de Deus se manifesta: o amor e a presciência estão em harmonia. A pessoa que escolhe submeter-se ao amor ama aquilo que há em Deus, contempla Deus na pureza da sua fé e nada Lhe oferece que seja mortal, mas conhece desde já nas alegrias celestiais, e Deus previu desde toda a eternidade que este homem se uniria a Ele.

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