quinta-feira, 3 de abril de 2014

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 3 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 ─ Quinta-feira ─ Santos Sisto I, Irene, Gandolfo
Evangelho (Jo 5,31-47) “Eu tenho um testemunho maior que o de João... As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou.”
Diante dos adversários Jesus apela para o testemunho de sua própria vida, de suas palavras e de suas obras. Conhecemos bem nossa fraqueza e nossa maldade. Mas, conhecemos também as mudanças que acontecem em nossa vida porque conhecemos Jesus e acreditamos nele. Ninguém, senão um Deus, poderia modificar nosso modo de ser e dar-nos essa esperança que temos.
Oração
Senhor Jesus, conheço minha fraqueza e as más inclinações que me arrastam. Ensinado por vós e com vossa ajuda, tenho mudado bastante e tenho sido feliz. Sei que, por mim mesmo, isso não seria possível. Vosso poder divino, porém, tem feito milagres de transformação em meu jeito de ser. Senhor, apesar de tão imperfeita, minha vida é uma demonstração de vossa divindade. Amém.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

JOSÉ DE ANCHIETA É CANONIZADO

Hoje 2 de abril de 2014, o Pe. José de Anchieta, cofundador da cidade de São Paulo, é canonizado sem os dois milagres geralmente necessários; um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Os canonistas chamam este procedimento de “canonização equipolente” (equivalente), pois ela equivale ao processo normal para declarar que determinada pessoa falecida se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na terra.O papa Francisco assina um decreto, canonizando o jesuíta. O processo de Anchieta teve início em 1597, ano de sua morte e se arrasta há 417 anos. Houve muitos percalços, incluindo dificuldades financeiras e até a supressão da Companhia de Jesus em 1773. No entanto, recentemente, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato, vislumbrou a possibilidade de se mudar de estratégia, com a canonização equipolente. Na canonização equipolente deve-se ater a três requisitos básicos: 
1) a prova do culto antigo ao candidato a santo, 
2) o atestado histórico incontestável da fé católica e das virtudes do candidato, 
3) a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato. 
Destarte, pe. Anchieta preenche sobejamente as três condições. Com efeito, são inúmeros os milagres e graças atribuídos à intercessão dele. Veneram-no como bem-aventurado (que está no céu) gente de São Paulo e fiéis do Brasil todo, bem como Ilhas Canárias, local onde Anchieta nasceu
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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FRANCISCO DE PAULA Franciscano, Fundador, Santo 1416-1519

Nasceu 1416 em Paola, Calábria ,Itália Aos 13 anos ele entrou para a Ordem dos Franciscanos em San Marco. Ali ele aprendeu a ler e a ter uma vida austera .Com 14 ele acompanhou seu pai a uma peregrinação a Roma e a Assis, e quando retornaram ele se tornou um eremita em uma caverna perto de Paola. Ele e dois seguidores construíram uma capela. Em 1450 os seguidores eram tantos que ele estabeleceu uma regra para eles e procurou a aprovação da Igreja. Assim ele foi o fundador da Ordem dos Eremitas de São Francisco de Assis, que foram aprovados pela Santa Sé em 1474. Em 1492 a Ordem foi rebatizada como a Ordem dos Franciscanos Menores o que significa que eles se consideram os menos importantes dos servos de Deus. O povo da cidade ajudou a construírem uma igreja e um monastério. Ele era profeta, tinha a capacidade de ler as mentes e fez vários milagres. Diz a tradição que certa vez ele levitou sobre a multidão com um cartaz dizendo: "caridade". Em 1464 Francisco queria cruzar o estreito de Messina para alcançar a Sicília mas o barqueiro não quis leva-lo. Francisco retirou sua túnica colocou na água como se fosse uma prancha, retirou sua faixa e amarrou como se fosse uma vela e velejou com os seus companheiros para o outro lado. O grande compositor e músico Frans Liszt escreveu uma partitura musical inspirado no incidente. Defensor dos pobre e oprimidos. Dava conselhos e chamava a atenção do Rei Ferdinando de Nápoles. Viajou a Paris a pedido do Papa Sixtus IV para preparar o Rei Luiz XI para enfrentar a morte. Em vez disto São Francisco o curou da doença e com sabedoria usou desta posição para influenciar o curso da política nacional restaurando a paz entre a França e a Bretanha e recomendou uma união entre as famílias dos governantes e entre a França e a Espanha persuadindo Luiz XI a devolver algumas das terras sob disputa. Mais tarde o filho do rei Luiz ,Charles construiu um monastério para ele no parque de Plessis e outro em Amboise, perto de Paris. Em Roma construiu um monastério em Santa Trinitá del Monte na Colina de Pincian, onde somente os franciscanos franceses eram admitidos. Da côrte da França a fama do santo se espalhou para a Alemanha e Espanha .Os imperadores Maximiliano e Ferdinando fundaram novos monastérios para São Francisco em seus domínios. Francisco era tão amado pelo Rei que ele não deixava ele retornar a sua terra, assim Francisco passou os últimos 25 anos de sua vida na França. Ele profetizou sua morte e passou seus últimos 3 meses em retiro e solidão preparando-se para a morte. Francisco faleceu em 2 de abril de 1507 em Plessis, França em uma Sexta Feira da Paixão. O rei ordenou ao pintor Jean Bourdichon que fizesse uma máscara da face do santo, o que foi feito com ele morto, porem antes de ser enterrado. Entretanto como o local do seu túmulo as vezes era inundado pelas água do rio, o rei mandou que fosse desenterrado( havia sido colocado diretamente na terra) e enterrado, dentro de um sarcófago, em outro local. Ao desenterrarem seu corpo 12 dias após sua morte, Jean Bourdichon testemunhou que encontrou seu corpo perfeito sem nenhum mau cheiro ou decomposição, e sua face tão perfeita e o semblante tão suave que ele fez outra mascara mais exata para sua pintura. Não obstante, em 1562 os Huguenotes quebraram seus túmulo e encontraram seu corpo incorrupto e o queimaram. Os católicos salvaram os ossos e eles foram distribuídos como relíquias em varias partes da Igreja. Foi canonizado em 1512 pelo Papa Julius II É padroeiro do barqueiros, de Calábria, Itália (indicado pelo Papa João XXIII em 1963), dos marinheiros e dos oficiais navais. É padroeiro dos jornaleiros. Na arte litúrgica da Igreja é mostrado como: 1) um homem com a palavra "caridade" levitando sobre a multidão; ou 2) como um homem com uma caveira e um açoite, e 3) com um homem velejando no seu casaco. Sua festa é celebrada no dia 2 de abril 
Para os devotos deste santo em Minas Gerais: Existe uma linda Capela de São Francisco de Paula, localizada em São Francisco dos Campos, Distrito de Delfim Moreira, MG. Foi construída, conforme informações gentilmente enviadas pela leitora Tatyana Bellini, em 1894 pelo Barão da Bocaiuva e trata-se de uma Capela muito graciosa que está sendo objeto de um projeto de restauração.


ABÚNDIO DE TESSALÓNICA Bispo, Santo + 469

Segundo a tradição, Abúndio teria nascido na Tessalónica, Grécia. Alguns estudiosos não aceitam esta informação, porque o seu nome tem raiz latina e, além disso, não existe registro algum sobre sua vida antes de sua ordenação sacerdotal. Entretanto, temos dele uma rica documentação do exercício do seu apostolado e das vitórias que trouxe à Igreja. Assim, começamos a narrá-lo a partir de 17 de Novembro de 440, quando foi consagrado bispo de Como, Itália. Era nesta cidade que Abúndio vivia, exercendo a função de assistente do bispo Amâncio, o qual sucedeu. Mas dirigiu por pouco tempo essa diocese, pois o papa Leão Magno o chamou para trabalhar a seu lado em Roma. Abúndio era um teólogo muito conceituado, falava com fluência o latim e o grego, por isso foi designado para resolver uma missão delicada, até mesmo perigosa, para a Igreja. Deveria ir para Constantinopla como representante do papa junto ao imperador Teodósio II. Ali sua missão seria restabelecer de modo duradouro a unidade da fé, depois do conflito doutrinal gerado pelo bispo Nestório. Tal heresia, conhecida como nestoriana, estava ocasionando uma séria divisão dentro do clero da Igreja, pois tratava sobre a pessoa humana e divina de Cristo. Embora as discussões pudessem ser feitas em Roma, um território neutro, como Constantinopla, era mais prudente para evitar algum ataque pessoal mais grave. Mas quando chegou, em 450, o imperador havia morrido e o sucessor era Marciano. Assim, organizou e presidiu um Concílio, no qual defendeu com tenacidade a doutrina católica sobre a natureza de Cristo, tal como estava exposta na carta escrita pelo papa ao bispo Flaviano, patriarca de Constantinopla que havia aderido ao cisma, e da qual Abúndio era seu portador. Abúndio finalizou com sucesso a sua missão em Constantinopla, com todos os bispos do Oriente, inclusive o imperador Marciano, aceitando e assinando o documento enviado pelo papa, colocando um fim na questão nestoriana. Quando regressou para Roma em 451, foi acolhido com festa pelos fiéis. Cumpriu uma outra missão similar no norte da Itália e foi para a sua diocese em Como. Só então pôde exercer seu episcopado plenamente, sendo reconhecido em toda a região como um eficiente e iluminado pregador. Abúndio morreu em 2 Abril de 469, no dia da Páscoa, e logo após ter feito o sermão. O culto a santo Abúndio se espalhou entre os fiéis, que em certas localidades passaram a homenageá-lo no dia 31 de agosto. Mas sua festa oficial ocorre no dia de sua morte. http://www.paulinas.org.br/

MARIA EGÍPCIA Penitente, Santa 343-422

Maria do Egipto foi canonizada como penitente porque escolheu essa forma de expiar os pecados cometidos numa vida de vícios mundanos. Entregou-se muito jovem ao mundo dos prazeres, sem regra nem moral. Ela morreu em 431, mas temos sua confissão feita no deserto, um ano antes de morrer, ao monge Zózimo, também ele canonizado mais tarde. Nessa ocasião, ainda estava vagando penitente pelo deserto, era já uma senhora e contou ao monge sua história. Disse que fugiu de casa aos doze anos e se instalou em Alexandria, no Egipto, vivendo de sua beleza e sedução, arrastando dezenas de almas ao torvelinho do vício. Vida que levou durante dezassete anos, até o dia de sua conversão, que ocorreu de forma muito significativa. Por diversão e curiosidade fútil, Maria decidiu acompanhar os romeiros que se dirigiam à Terra Santa para a "Festa da Santa Cruz". Ao chegar à porta da igreja, entretanto, não conseguiu entrar. A multidão passava por ela e ia para o interior do templo sem nenhum problema, mas ela não conseguia pisar no solo sagrado. Uma força invisível a mantinha do lado de fora e, por mais que tentasse, suas pernas não obedeciam a seu comando. Ela teve, então, um pensamento que lhe atingiu a mente como um raio. Uma voz lhe disse que seus pecados a tinham tornado indigna de comparecer diante de Deus, o que a fez chorar amargamente. Dali onde estava, podia ver uma imagem de Nossa Senhora. Maria rezou e pediu à Santíssima Mãe que intercedesse por ela. Prometeu viver na penitência do deserto o resto da vida, se Deus a perdoasse naquele momento. No mesmo instante, a força invisível sumiu e ela pôde, enfim, entrar. Após ter confessado e comungado, a ex-mundana tornou-se totalmente uma penitente religiosa, vivendo já havia quarenta e sete anos no deserto, rezando e se alimentando de sementes, ervas e água. Retirou-se do mundo completamente. Um dia antes de morrer, foi encontrada, pelo monge Zózimo, andando sobre as águas do rio Jordão. Ele inicialmente julgou tratar-se de uma miragem, pois estava cumprindo a penitência da Quaresma, como era seu costume. Mas foi tranquilizado por essa idosa penitente, Maria, que, depois dessa confissão, lhe pediu a eucaristia. Voltou para o deserto, onde faleceu no dia seguinte. A morte de Maria só foi descoberta um ano depois, quando o monge, na mesma época, foi visitá-la novamente. Encontrou-a morta na solidão, mas seu corpo estava perfeitamente conservado. Apesar de parecer apenas uma tradição católica, no deserto do Egito foi encontrada uma sepultura contendo um corpo incorrupto de uma certa penitente de nome Maria, justamente no lugar indicado pelo santo monge, com anotações que correspondem a esse episódio. Santa Maria do Egipto é celebrada pelos católicos orientais e ocidentais no dia 2 de abril, data que ela deixou anotada como sendo da sua morte, e que corresponde à data indicada também por são Zózimo.

EVANGELHO DO DIA 2 DE ABRIL

Evangelho segundo S. João 5,17-30.
Naquela tempo, disse Jesus aos judeus: «Meu Pai trabalha intensamente, e Eu também trabalho em todo o tempo.» Perante isto, mais vontade tinham os judeus de o matar, pois não só anulava o Sábado, mas até chamava a Deus seu próprio Pai, fazendo-se assim igual a Deus. Jesus tomou, pois, a palavra e começou a dizer-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai, pois aquilo que este faz também o faz igualmente o Filho. De facto, o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e há-de mostrar-lhe obras maiores do que estas, de modo que ficareis assombrados. Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que quer. O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não é sujeito a julgamento, mas passou da morte para a vida. 
Em verdade, em verdade vos digo: chega a hora e é já em que os mortos hão-de ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão, pois, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a vida em si mesmo; e deu-lhe o poder de fazer o julgamento, porque Ele é Filho do Homem. Não vos assombreis com isto: é chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão-de ouvir a sua voz, e sairão: os que tiverem praticado o bem, para uma ressurreição de vida; e os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de condenação. Por mim mesmo, Eu não posso fazer nada: conforme ouço, assim é que julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a daquele que me enviou.» 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do século II) 
Nº 42 
«Os mortos hão-de ouvir a voz do Filho de Deus»
[Fala Cristo:] 
Os que não Me reconheceram não beneficiaram; 
Eu estava oculto aos que não Me possuíam. 
Estou perto dos que Me amam. 
Todos os meus perseguidores morreram; 
Os que Me sabiam vivo procuraram-Me. 
Ressuscitei, estou com eles, 
Falo pela sua boca. 
Eles repeliram os que os perseguem; 
Sobre eles lancei o jugo do meu amor. 
Como o braço do noivo sobre a sua noiva (Ct 2,6), 
Assim é o meu jugo sobre os que Me conhecem. 
Tal como a tenda dos esponsais se ergue em casa do noivo, 
O meu amor protege os que crêem em Mim. 
Não fui amaldiçoado, 
Mesmo que assim tenha parecido. 
Não pereci, 
Embora assim o tivessem imaginado. 
A mansão dos mortos viu-Me 
E foi vencida, 
A morte deixou-Me partir; 
E a muitos comigo. 
Fui para ela fel e vinagre; 
Desci com ela à sua mansão, 
Até ao mais fundo. 
A morte deixou-Me 
não conseguiu suportar o meu rosto. 

Tive entre os seus mortos 
Uma assembleia de vivos (1Ped 3,19; 4,6). 
Falei-lhes com lábios vivos, 
De forma que a minha palavra nunca foi vã. 
Os que estavam mortos correram para Mim; 
Gritaram e disseram: «Tem piedade de nós, 
Filho de Deus, age connosco segundo a tua graça. 
Faz-nos sair das cadeias das trevas, 
Abre-nos a porta, para sairmos para Ti. 
Vemos que a nossa morte 
não se aproximou de Ti. 
Sejamos nós também libertos contigo, 
pois és o nosso Salvador.» 

Quanto a mim, escutei as suas vozes, 
recolhi a sua fé no meu coração. 
Nas suas frontes escrevi o meu nome ( Ap 14,1); 
eles são livres e pertencem-Me. 

AS DUAS MÃES

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
A mãe do pequeno Maximiliano disse-lhe um dia, aconchegando-o afetuosamente no peito: 
- Nunca se esqueça que você tem duas mães. Uma lhe dá o alimento, a roupa, o remédio. Esta é a mãe da terra. A outra o defende contra os perigos da alma e lhe mostra o caminho para Jesus. Esta é a Mãe do céu... Nossa Senhora.
Este menino tornou-se mais tarde um padre franciscano, falou e escreveu muito sobre a Mãe de Jesus, e morreu em 1941, mártir da caridade. É São Maximiliano Kolbe
Palavra de vida: Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E desta hora em diante, o discípulo a levou para a sua casa. (Jo 19,26-29)
São Maximiliano Kolbe

2 de abril – AS MOEDAS DE OURO GOTEJARAM SANGUE

A vida de São Francisco de Paula (1416-1508) está entretecida de fatos lendários ou pitorescos. Nasceu na cidade italiana de Paula. Passou algum tempo num convento, depois passou para a vida eremítica. Recolheu-se num lugar afastado, mas sua fama espalhou-se e o povo corria para onde ele ia se esconder. Um de seus muitos milagres foi a travessia do estreito de Messina. Como o barqueiro se recusasse a atravessar o santo e mais dois confrades, porque não tinham com que pagar, fez do manto uma vela de navio, presa no bastão (veja o desenho), e assim atravessou o perigoso estreito com seus dois co-irmãos. O barqueiro, arrependido da recusa e testemunha do milagre, não sabia como pedir perdão, Destemido quando se tratava de protestar contra as injustiças, uma vez chamou a atenção do rei Fernando I de Nápoles, denunciando seus desmandos. O rei, por sua vez, tentava calar esta voz incômoda com agrados e presentes. Uma vez ofereceu-lhe um prato com moedas de ouro para ajudar na construção do convento dos frades. Encarando firme o rei corrupto, disse Francisco: “Este ouro não te pertence, porque é o sangue de teus súditos, explorados pelos impostos exorbitantes, com que pagas tuas guerras e o luxo da tua corte”. Enquanto assim falava, o santo pegou uma moeda, quebrou-a entre os dedos, e dela gotejou sangue. O rei, aterrorizado, cobriu o rosto de vergonha. É o fundador dos “Frades Mínimos”. 
Outros santos: Maria Egípciaca; Leopoldo de Gaiche (beato, confessor franciscano da 1ª ordem).
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Desde cedo eu vos busco”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
1402. Sede de Deus
                        Rezamos o salmo no qual o fiel derrama seu coração mostrando sua sede de Deus. Integrado com a natureza, usa a imagem do animal sedento que se enlouquece pela busca d’água: “Como a corsa suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus. Minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo” (Sl 41,2-3). Este salmo reflete o sofrimento de um sacerdote do templo que fora afastado para um lugar distante. Arde-lhe o desejo de estar diante de Deus no templo. A sede de Deus é a saciedade da alma sedenta. Quanto mais recebe essa água, mais sede terá para ter mais desejo ainda. É impossível crescer em Deus se não se vive deste desejo. O desejo é a força da espiritualidade. Esta sede é de Deus e não de coisas. É tão triste não ter esta sede. É por isso que as coisas criadas não saciam e não satisfazem. Esta sede de Deus e desejo de tê-Lo, cria em nós sempre maior vazio para ser mais preenchido e saciado. O povo no deserto, conforme lemos no livro do Êxodo 17,3-7, estava sem água e murmurava contra Deus. Moisés bate no rochedo com o mesmo bastão com que abrira o mar. Dali jorra água.. S. Paulo comenta que a rocha é Cristo de onde sai a água viva (1Cor 10,4). A sede de Deus que temos é a mesma que Cristo tem de nos dar a água viva, como lemos no diálogo com a samaritana. Ali está Ele, sentado à beira do poço. Vem a samaritana buscar água. É Jesus que lhe pede água: “Dá-me de beber!” A mulher diz: “Se conhecesses o dom de Deus e quem te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva...” Ela diz: “Senhor dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir mais aqui para tirá-la” (Jo 4,1-42). A sede que temos de Deus origina-se na incomensurável sede de amor que Ele tem por nós
1403. Saciai-nos de manhã
Jesus, depois de dar a fé à samaritana, sente-se saciado e repousado, tanto que dispensa a comida que os discípulos lhe trazem. Quando estamos saciados por Deus as demais buscas perdem seu domínio sobre nós. É justamente o que diz Jesus ao Satanás na tentação que sofreu no deserto: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4).. É o que vemos nos santos e nas pessoas desapegadas de tudo e até de si mesmas. Precisam de tão pouca coisa. Mesmo na espiritualidade podemos estar saciados com bens espirituais que não sustentam. Vemos nos antigos monges que lhes bastava repetir o nome de Jesus, ou Senhor, tende piedade! O esvaziamento dá veemência à sede de Deus. O esvaziamento leva a abrir-se para dar mais espaço: S. Agostinho diz: Se queres, por exemplo, encher um recipiente e sabes ser muito o que tens a derramar, alargas a abertura. Se o alargares ficará com maior capacidade para receber. Deste mesmo modo Deus, com o adiar, amplia o desejo. Por desejar, alarga-se o espírito.
1404. Direito de filho.

            Nesse tempo de Quaresma temos a oportunidade maior de nos dedicarmos a buscar a Deus dando espaço a sempre maior desejo. É preciso dar-se tempo de ficar com o Pai. Não tenhamos medo de esvaziar nosso interior do desnecessário para que tenhamos o único e que permanece. É o direito de filho, gastar tempo com o Pai que tem tempo para os filhos. S. Agostinho continua: “É esta a nossa vida: exercitemo-nos pelo desejo. O santo desejo nos exercita, na medida em que cortamos nosso desejo do amor do mundo. Dilatemo-nos para Ele, e Ele, quando vier, encher-nos-á. Seremos semelhantes a Ele; porque O veremos como é”. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 ─ Quarta-feira ─ Santos Francisco de Paula, Leopoldo de Gaiche
Evangelho (Jo 5,17-30) “Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus de Pai, fazendo-se igual a Deus.”
Quando discutem a pessoa de Jesus, muitos se voltam para este ou aquele aspecto, e esquecem o essencial: Jesus é Deus ou é um simples homem? Se não acreditamos na divindade de Jesus, ele não tem importância para nós, é apenas uma figura do passado, quem sabe apenas uma lenda. Se, porém, ele é o Filho de Deus Encarnado, então é o centro de tudo e a razão de minha vida.
Oração
Senhor Jesus, iluminado pelo dom da fé, creio que sois o Filho de Deus, por quem e para quem tudo existe, creio que só em vós tenho salvação e paz. Quero que sejais o centro de minha vida, minha inspiração e minha esperança. Ficai sempre comigo, prendei-me a vós, não permitais que de vós me separe. Aumentai meu amor e minha fidelidade, para que eu seja todo vosso. Amém.

terça-feira, 1 de abril de 2014

A VIDA COM GOSTO DE PÁSCOA

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Gosto de Páscoa é a esperança alegre que nasce da fé. Jesus venceu a morte, está entre nós, partilha conosco sua vida divina e sua felicidade, e, por isso, tudo tem um sentido novo para nós. Pode parecer que a vida é a de sempre, com suas pequenas alegrias e muitas decepções. Mas para nós é diferente. Porque Jesus vive conosco, cada instante tem valor de eternidade, as cruzes são mais leves, as alegrias mais gostosas e duradoras. Se provamos o gosto da Páscoa, o gosto da ressurreição, ele continuará em nossa vida, como certos gostos fortes que não nos deixam. E toda a nossa vida terá um tempero diferente e mais marcante, daquele sal de Cristo, que afasta a tristeza e o desânimo, faz doce o amargo, e válidas eternamente nossas pequenas e fugazes alegrias. Quero saborear a Páscoa e a vida.

Ierardi!
Não imagina como um texto como esse, do Padre Flávio, me soa como integrativo: Jesus se inclina até o humano e o humano se eleva até Jesus, permitindo que, a partir das coisas materiais por mais insignificantes que possam parecer, penetremos nas realidades e verdades espirituais. Isso me faz lembrar das aulas ministradas pelo Padre Altamiro Rossato, ainda em Tietê. Como especialista em Santo Tomás de Aquino, tratando do tema da Graça, ele dizia que, pela Redenção, Jesus elevou a humanidade (inseriu-se). Em Jesus a humanidade já está remida (redenção objetiva). Resta apenas a resposta positiva de cada pessoa (redenção subjetiva) para dela participar. "Como Isso pode dar pano prá manga..." 
Abraços e que você tenha uma saborosa preparação para a Páscoa! 
Morelli 

BEATO LUDOVICO PAVONI

O beato Ludovico Pavoni nasceu no dia 11 de setembro de 1784. Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni. Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo. Não só para evitar que se tornassem delinqüentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano. Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni se dedicou desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados. Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé. Tipografia e Evangelho eram seus instrumentos preciosos: a receita natural era a mais simples possível, como dizia ele: "Basta colocar dentro da impressora jovens motivados, que os volumes de 'boa doutrina cristã' estarão garantidos". Em 1838, nasceu a escola para surdos-mudos, sendo inútil acrescentar o quanto essa também estava na vanguarda daqueles tempos. Em 1847, a Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, abrigando religiosos e leigos juntos, hoje conhecidos como "os pavonianos". Pela discrição pode ainda parecer fácil, mas para colocar em prática todo esse projeto, o vulcânico padre bresciano empregou tudo de si, do bom e do melhor, chocando-se com as autoridades civis e com as eclesiásticas. Sair recolhendo os jovens pobres e abandonados pelas ruas era algo que batia de frente com rígidos costumes sociais e morais da época. Por mais de uma década, Pavoni se debateu entre cartas, pedidos, súplicas e solicitações, tanto assim que foi definido "mártir da burocracia", mas, do dilúvio, saiu vencedor. Padre Ludovico Pavoni faleceu no dia 1o de abril de 1849, durante a última das dez jornadas brescianas, de uma pneumonia contraída durante uma fuga desesperada, organizada na tentativa de proteger os "seus" jovens das bombas austríacas. De resto, ele sempre dizia: "O repouso será no Paraíso". Hoje os pavonianos continuam a "educar, abrigar e instruir" os jovens desses grupos, mas também todos os que simplesmente procuram um trabalho e um lugar na vida, providenciando a instrução escolar básica e colaborando com as igrejas locais nas pastorais dos jovens. São incansáveis em suas atividades, porque os traços cunhados pelo padre Ludovico estão ainda frescos, o exemplo do fundador está inteiramente vivo, latente e atual. Hoje, outros levam avante sua obra, nos quatro cantos do mundo, os pavonianos administram tudo o que possa estar relacionado à formação desses jovens: comunidades religiosas, escolas, institutos de formação profissional, centros de recuperação de dependentes químicos, asilos de idosos, pensionatos, orfanatos, creches, paróquias, cooperativas, centros de juventude, livrarias e a editora Âncora, na Itália. Além disso, alfabetizam os deficientes surdos-mudos e formam pequenos artífices nas artes gráficas, esses que eram os diletos de Ludovico Pavoni. 

CARLOS DA ÁUSTRIA Imperador, Beato 1887-1922

Carlos de Áustria nasceu a 17 de Agosto no Castelo de Persenbeug na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxónia, filha do último Rei de Saxónia. O Imperador Francisco José I era o tio-avô de Carlos. Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos», que em 1963 se torna numa comunidade de oração reconhecida pela Igreja. Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração. A 21 de Outubro de 1911 esposou a Princesa Zita de Borbone-Parma. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!». A 28 de Junho de 1914, após o assassínio num atentado do Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono, Carlos torna-se herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro. Enquanto alastrava a I Guerra Mundial, com a morte do Imperador Francisco José, a 21 de Novembro de 1926, Carlos torna-se Imperador da Áustria. A 30 de Dezembro é coroado Rei apostólico da Hungria. Também esta tarefa é vista por Carlos como uma via para seguir Cristo: no amor pelos povos a ele confiados, no empenho pelo seu bem e no dom da sua vida por eles. O dever mais sagrado de um Rei ― o empenho pela paz ― foi colocado por Carlos no centro das suas preocupações no decorrer da terrível guerra. Único entre todos os responsáveis políticos, apoiou os esforços para a paz de Bento XV. No que diz respeito à política interna, mesmo nos tempos extremamente difíceis encetou uma ampla e exemplar legislação social, inspirada no ensinamento social cristão. O seu comportamento tornou possível no final do conflito, uma transição para uma nova ordem sem guerra civil. Todavia foi banido da sua pátria. Por desejo do Papa, que temia a implementação do poder comunista na Europa Central, Carlos procurou restabelecer a sua autoridade de governo na Hungria. Mas duas tentativas falharam, uma vez que ele queria em todo o caso evitar que se desencadeasse uma guerra civil. Carlos é mandado em exílio para a ilha da Madeira. Uma vez que ele considerava a sua tarefa como um mandato de Deus, não pode abdicar do seu cargo. Reduzido à pobreza, viveu com a sua família numa casa bastante húmida. Por isso adoeceu gravemente, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos. Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos aqueles que tinham magoado e ofendido e morreu no dia 1 de Abril de 1922 com o olhar dirigido ao Santíssimo Sacramento. Como recordou ainda no leito da morte, o lema da sua vida foi: «Todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto da forma perfeita».

HUGO DE GRENOBLE Bispo, Santo 1053-1132

Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos. Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cónego. Depois, passou para a arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble. Grenoble era uma diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. A região era muito extensa e tinha um grande número de habitantes, mas suas qualidades terminavam aí. Havia tempos a diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados. Hugo foi nomeado bispo e começou o trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se para um mosteiro. Mas sua vida de monge durou apenas dois anos. O papa insistiu porque estava convencido de que ele era o mais capacitado para executar essa dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso também, reassumindo o cargo. Cinco décadas depois de muito trabalho, árduo mas frutífero, a diocese estava renovada e até abrigava o primeiro mosteiro da ordem dos monges cartuchos. O bispo Hugo não só deixou a comunidade organizada e eficiente, como ainda arranjou tempo e condições para acolher e ajudar seu antigo professor, o famoso monge Bruno de Colónia, que foi elevado aos altares também, na fundação dessa ordem. Planejada sobre os dois pilares da vida monástica de então, oração e trabalho, esses monges buscavam a solidão, a austeridade, a disciplina pelas orações contemplativas, pelos estudos, mas também a prática da caridade pelo trabalho social junto à comunidade mais carente, tudo muito distante da vida fútil, mundana e egoísta que prevalecia naquele século. Foram cinquenta e dois anos de um apostolado profundo, que uniu o povo na fé em Cristo. Já velho e doente, o bispo Hugo pediu para ser afastado do cargo, mas recebeu do papa Honório II uma resposta digna de sua amorosa dedicação: ele preferia o bispo à frente da diocese, mesmo velho e doente, do que um jovem saudável, para o bem do seu rebanho. Hugo morreu com oitenta anos de idade, no primeiro dia 1132, cercado pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de santidade em vida. Tanto assim que, após seu trânsito, muitos milagres e graças foram atribuídos à sua intercessão. O culto a são Hugo foi autorizado dois anos após sua morte, pelo papa Inocente II, sendo difundido por toda a França e o mundo católico. http://www.paulinas.org.br/

VALÉRIO DE AUVERGNE Monge, Santo 565-619

Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto. Mais depressa do que qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais. Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direcção espiritual de Columbano, o grande evangelizador da Gália, actual França, que depois foi canonizado, onde aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento, sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com as pragas que assolavam anualmente as plantações. Tornou-se tão conhecido na região e tão respeitado internamente que foi testado em sua humildade. Com autorização do abade Columbano, procurou o rei Clotário, conseguindo dele um grande terreno para construir um mosteiro, em Leuconai, na França. Logo depois o local já contava, também, com uma igreja e várias celas para religiosos. A fama do sacerdote Valério se propagou ainda mais, de modo que dezenas de homens, jovens e idosos, procuravam o convento para ingressarem na vida religiosa sob a sua orientação. Mas novamente sentiu-se impelido ao trabalho de evangelização. Na companhia de seu auxiliar Valdolem, viajou por todo o país pregando e convertendo pagãos. Diz a tradição que o monge Valério possuía o dom da cura e há vários relatos sobre elas. Como a de um paralítico que voltou a andar ao toque de suas mãos e muitos doentes desenganados que se curavam na hora, na presença da população. Além disso, tinha o dom da profecia e um dom especial sobre os animais. Conta-se que, quando passava pela floresta, os pássaros vinham ao seu encontro, seguiam-no, pousavam em suas mãos, braços e ombros, parecia que "conversavam" com ele. Valério morreu no dia 1o de abril de 619, no mosteiro de Leuconai, depois de converter milhares de pagãos, ter feito muitos discípulos e ter entregado sua vida à Deus, através do seu vigoroso e intenso apostolado. O culto de são Valério se propagou rapidamente, até mesmo porque o rei Hugo, seu devoto, dizia que o santo costumava orientá-lo em sonho, sendo muito festejado, além da França, na Itália, Alemanha e Inglaterra, no dia de sua morte. http://www.paulinas.org.br/

EVANGELHO DO DIA 1 DE ABRIL

Evangelho segundo S. João 5,1-16.
Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Em Jerusalém, junto à Porta das Ovelhas, há uma piscina, em hebraico chamada Betzatá. Tem cinco pórticos, e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos. 
Estava ali um homem que padecia da sua doença há trinta e oito anos. Jesus, ao vê-lo prostrado e sabendo que já levava muito tempo assim, disse-lhe:«Queres ficar são?» Respondeu-lhe o doente: «Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim». Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda.» E, no mesmo instante, aquele homem ficou são, agarrou na enxerga e começou a andar. Ora, aquele dia era de sábado. Por isso os judeus diziam ao que tinha sido curado: «É sábado e não te é permitido transportar a enxerga.» Ele respondeu-lhes: «Quem me curou é que me disse: 'Toma a tua enxerga e anda'.» Perguntaram-lhe, então: «Quem é esse homem que te disse: 'Toma a tua enxerga e anda'?» Mas o que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus se tinha afastado da multidão ali reunida. Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Vê lá: ficaste curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa ainda pior.» O homem foi-se embora e comunicou aos judeus que fora Jesus quem o tinha curado. E foi por isto, por Jesus realizar tais coisas em dia de sábado, que os judeus começaram a persegui-lo. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo 
Sermão para a quaresma; PL 57, 585 
«Queres ficar são?» A quaresma conduz ao baptismo
Lemos no Antigo Testamento que, no tempo de Noé, como todo o género humano tivesse sido vencido pelo pecado, as cataratas do céu se abriram e durante quarenta dias e quarenta noites choveu sem cessar. […] Era simbólico: tratava-se mais de um baptismo do que de um dilúvio. Foi, na verdade, um baptismo que lavou a maldade dos pecadores e poupou a rectidão de Noé. Tal como nessa época, hoje o Senhor dá-nos a quaresma para que os céus se abram durante o mesmo número de dias, para nos inundar com a chuva da misericórdia divina. Uma vez lavados nas águas salvíficas do baptismo, este sacramento ilumina-nos; tal como outrora, as águas levam o mal das nossas faltas e reafirmam a rectidão das nossas virtudes. 
Hoje a situação é a mesma que no tempo de Noé. O baptismo é o dilúvio para o pecador e a consagração para os que são fiéis. No baptismo, o Senhor salva a justiça e destrói a injustiça. Vemo-lo no exemplo de um único homem: o apóstolo Paulo; antes de ser purificado pelos mandamentos espirituais era um perseguidor e um blasfemo (1Tim 1,13); uma vez banhado pela chuva celeste do baptismo, o blasfemo morreu, morreu o perseguidor, Saulo morreu e tomou vida o apóstolo, o justo, Paulo. […] Quem viver religiosamente a quaresma e observar os preceitos do Senhor, verá morrer em si o pecado e viver a graça […]; morre como pecador, para viver como justo.  

O DINHEIRO DO POBRE

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Três notas de dinheiro se encontraram casualmente numa sala de espera: Uma de 50,00; outra de 10,00 e a outra de 2,00. Cumprimentaram-se e começaram um bate-papo. A nota de dez disse para a de 50 reais: 
- Che! Comadre, você anda sumida... Onde andou? 
- Como você sabe, eu giro na mão de gente graúda. Giro nos aeroportos, boates, hotéis cinco estrelas, restaurantes de luxo . E você, comadre? 
- Eu circulo mais nos armazéns, super-mercados, vendinhas e bares. 
A nota de 2,00 estava encolhida no canto, toda amarrotada e dilacerada. Parecia estar com vergonha. As outras notas cutucaram: 
- Fale alguma coisa. Por onde você anda? 
- Nos ônibus, na sacola do pobre, nas lojas de “um e noventa e nove”, e... nas igrejas... 
Palavra de vida: Jesus chamou os seus discípulos e lhes disse: “Eu lhes afirmo com toda certeza: esta viúva pobre deu mais que todos os outros que puseram moedas no cofre. (Mc 12,43) - É com a moedinha do trabalhador que se fazem as igrejas e as obras de caridade.

1º DE ABRIL – O BISPO QUE NÃO QUERIA SER BISPO

Chamava-se Hugo de Grenoble (1053-1032) - A história do santo bispo é toda singular. Dois anos após a tomada de posse, Dom Hugo desapareceu da cidade. 
-Onde está o nosso bispo? 
Era a pergunta de todos. Procura que procura, e foram encontrá-lo escondido num mosteiro de monges. Fugira da sua diocese. Por que fugira? Julgava-se indigno? Ou porque seu povo era muito rebelde? Após muitos pedidos de desculpa de ambos os lados, a delegação que foi buscá-lo, conseguiu trazê-lo de volta. Mas a coisa não parou aí. A cada Papa que assumia o governo da Igreja (e foram mais de sete), Dom Hugo pedia renúncia do bispado e sempre recebia resposta negativa. E assim, durante os 50 anos de bispado. - Não obstante, era um santo. Chegou a vender o anel episcopal e o cálice para ajudar os pobres. Somente a morte o libertou do peso do episcopado. Merecia ser canonizado quanto antes. Foi o que aconteceu.
Outros santos: Tomás de Tolentino; Teodora; Ludovico Pavoni
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Amai vossos inimigos”.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
A grande diferença!
    Paulo fala do homem natural e do homem espiritual ( 1 Cor 15.45-49). O homem foi marcado pelo pecado. O pecado marcou suas atitudes que geraram uma cultura de pecado e estruturas de pecado. Podemos ver isso refletido na Escritura: “Olho por olho dente por dente” (Ex 21.24). Jesus se coloca como uma ruptura com um modo de conceber que se estabeleceu no Antigo Testamento, e muitas vezes, contrário ao plano de Deus. Por isso podemos ver Jesus dizer: ‘assim se dizia antes, Eu, porém, vos digo’. Jesus insiste muito sobre o perdão aos inimigos, tanto que uma das últimas palavras de Jesus foi para perdoar os inimigos: “Pai, perdoai porque não sabem o que fazem”. Deve ser fundamental para Sua vida e missão. Por aí passa a compreensão do Evangelho. Por que o perdão do inimigo é tão importante? O que Jesus veio fazer neste mundo? Mostrar a misericórdia amorosa de Deus que perdoa o ser humano pecador e “inimigo” pelo pecado. O homem espiritual, o segundo Adão Jesus Cristo, marca a mudança e se estabelece a diferença. A marca do tempo de Cristo é a misericórdia. Por isso S. Paulo diz: “reflitamos a imagem do homem celeste” (1 Cor 15,49).
Amolecendo os golpes.
    “Se alguém te der um tapa numa face, oferece a outra” (Lc 6,28). O perdão ao inimigo rompe a corrente do ódio e implanta um novo modo de existir. É duro acreditar isso. Mas Jesus passou por este caminho e deu certo. Temos vivido na sociedade muitas situações de injustiça e violências que nos levam a dizer: é preciso pena de morte. É preciso castigar duramente. Não que Jesus queira que o mal se espalhe mais e mais. O que ensina é transformar a violência em amor. Jesus transformou a água em vinho, curou todos os tipos de enfermidade. Pode também curar os corações de pedra transformando-os em coração de carne e mais ainda em coração de Deus. (Eu mesmo tenho muita dificuldades para isso). Tenho um exemplo muito próximo: quando tivemos um seqüestro em família, o que mais me impressionou foi não ter ouvido nenhuma palavra dura ou maldição contra os seqüestradores, mas somente orações para que Deus mudasse o coração daquelas pessoas e as encaminhasse. Por isso as marcas que ficaram não trazem ódio. É possível.
A cultura do amor.
    O projeto de Jesus é um mundo novo criado pela caridade, onde o ambiente de amor, misericórdia e perdão possa criar a cultura do amor. Pensar a partir do amor, agir a partir da bondade e da misericórdia. Nós vemos quanto o povo sofre quando é maltratado na sociedade e até nas igrejas. Mais que perdoar, Jesus quer implantar o reino do amor, como fez Davi que, em lugar de matar seu inimigo, respeitou nele a pessoa. Se ele não merecia respeito, Davi colocou o respeito nele. Cada ato de perdão é uma ressurreição e a realização plena do evangelho. Será dada uma medida transbordante e  será essa a medida com que Deus nos medirá (Lc 6,38)

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 ─ Terça-feira ─ Santos Hugo, Teodora, Ludovico Pavoni
Evangelho (Jo 5,1-16) “Os judeus disseram ao que tinha sido curado: -É sábado; não podes carregar tua cama. Ele respondeu: ─ Quem me curou disse: ─ Pega tua cama e anda.”
Os adversários de Jesus estavam diante de uma grande manifestação do poder de Jesus. Preferem, porém, centrar sua atenção numa pretensa violação da lei do sábado. Se não tomo cuidado, também eu sou levado por preconceitos ao julgar fatos e interpretar palavras. Acabo vendo e entendendo o que quero ver e entender, e não o que de fato está acontecendo diante de mim.
Oração
Senhor, abri meus olhos e purificai meu coração, livrai-me o mais possível dos preconceitos. Que antes eu erre vendo e supondo o bem, do que imaginando má intenção no que fazem meus irmãos. Purificai minhas próprias intenções, para que eu vise sempre o bem e a verdade, e acredite que também os outros querem ser justos e procuram a verdade. Assim nos amaremos mais. Amém.