Evangelho segundo São Mateus 24,42-51.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.
Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.
Quem é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar o alimento em tempo oportuno?
Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo que lhe confiará a administração de todos os seus bens.
Mas se o servo for mau e disser consigo: "O meu senhor demora-se",
e começar a espancar os companheiros e a comer e beber com os ébrios,
quando o senhor daquele servo chegar, em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa,
expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas. Aí haverá choro e ranger de dentes».
Tradução litúrgica da Bíblia
(295-373)
Bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Vida de Santo António, 16-20
Façamos aumentar todos os dias
o nosso ardor na esperança da vida eterna!
Um dia em que os monges estavam todos reunidos junto de António para ouvir as suas palavras, ele disse-lhes, com a segurança com que fala um profeta: «As Sagradas Escrituras são suficientes para a nossa instrução; no entanto, é bom encorajarmo-nos mutuamente na fé e estimularmo-nos uns aos outros com palavras. Portanto, vós trazeis filialmente ao vosso pai o que sabeis; e eu, vosso irmão mais velho, transmito-vos aquilo de que tenho alguma experiência.
Em primeiro lugar, esforcemo-nos, todos juntos, por não abrandar, depois de termos começado bem, por não desanimar diante das dificuldades, dizendo: já vivemos há muito tempo na ascese. Pelo contrário, aumentemos todos os dias o nosso ardor, como se estivéssemos a começar. Pois a vida do homem é muito curta, comparada com os séculos vindouros, e o tempo presente nada é, em comparação com a vida eterna. Neste mundo, tudo se vende pelo seu valor ou se troca por outra coisa do mesmo preço; mas a promessa da vida eterna compra-se por pouco.
Tendo lutado na terra, não receberemos uma herança terrena, mas uma herança celestial; e, quando deixarmos este corpo corruptível, retomá-lo-emos, mas incorruptível. Portanto, filhos bem-amados, não desanimemos, nem achemos que ainda temos muito tempo, pensando que já fazemos muito, pois «os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há de revelar-se em nós» (Rm 8,18); mas permaneçamos firmes na ascese, fugindo da acédia, pois o Senhor colabora connosco, como está escrito: «Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (Rm 8,28).
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