Evangelho segundo São Mateus 23,27-32.
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a podridão.
Assim sois vós também: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas e ornamentais os túmulos dos justos;
e dizeis: "Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas".
Assim dais testemunho contra vós mesmos, confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas.
Completai, então, a obra dos vossos pais».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1190)
Abade cisterciense, depois bispo
Tratado 10; PL 204, 515-516
Senhor, arranca-me o meu coração de pedra
É a nossa vez de amarmos a Cristo como Ele nos amou. Ele deixou-nos o seu exemplo para que seguíssemos os seus passos (cf 1Ped 2,21). Por isso disse: «Grava-Me como selo em teu coração» (Cant 8,6), quer dizer: «Ama-Me como Eu te amo. Traz-Me no teu espírito, na tua memória, nos teus desejos, nos teus suspiros, nos teus gemidos, nos teus soluços. Lembra-te, homem, em que estado te criei, como te elevei acima das outras criaturas, a dignidade com que te enobreci, como te coroei de glória e de honra, como te coloquei um pouco acima dos anjos e como tudo submeti a teus pés (cf Sl 8). Lembra-te, não somente de tudo o que fiz por ti, mas também das provas e humilhações que sofri por ti. E, se Me amas, mostra-o; não ames apenas em palavras e com a língua, mas com obras e de verdade. Grava-Me como selo no teu coração e ama-Me com todas as tuas forças».
Senhor, arranca-me este coração de pedra, este coração duro; dá-me um coração novo, um coração de carne, um coração puro (cf Ez 36,26). Tu, que purificas os corações, Tu que amas os corações puros, toma posse do meu coração e vem morar nele.
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