terça-feira, 26 de agosto de 2025

EVANGELHO DO DIA 26 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,23-26. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras. Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, que por dentro estão cheios de rapina e intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Damião 
(1007-1072) 
Eremita, bispo, doutor da Igreja 
Opúsculo 51 
«Omitis as coisas mais importantes da lei: 
a justiça, a misericórdia e a fidelidade» 
Se queres avançar com discrição e dando frutos no caminho da verdadeira religião, tens de ser austero e rígido contigo mesmo, mas sempre alegre e aberto com os outros, esforçando-te com todo o coração por caminhar nos cumes da retidão e sabendo inclinar-te com bondade para os mais fracos. Numa palavra, perante o juízo da tua consciência, deves moderar os rigores da justiça, de tal forma que não sejas duro com os pecadores, mas acessível ao perdão e indulgente. Considera o teu pecado perigoso e mortífero; o dos outros, considera-o uma fragilidade da condição humana. Pensa que a falta que, em ti, te parece digna de severa correção, nos outros não merece mais do que uma pequena admoestação. Não sejas mais justo do que o justo; receia o pecado, mas não hesites em perdoar ao pecador. A verdadeira justiça não é a que precipita as almas dos irmãos nos laços do desespero. O fogo que, para queimar o mato, ameaça abrasar a casa com o ardor das suas chamas torna-se muito perigoso. Não, aquele que se compraz em escalpelizar os defeitos dos outros não evitará o pecado, porque, ainda que seja movido pelo zelo da justiça, tarde ou cedo acabará por denegri-los. Se a nossa vida não nos parecesse tão bela, a dos outros não nos pareceria tão feia. E, se fôssemos juízes severos para connosco, como deveríamos ser, as faltas dos outros não encontrariam em nós censores tão rigorosos.

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