Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística. De temperamento optimista, alegre, respeitador dos outros e inclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos jesuítas em Nápoles aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados.
Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um facto talvez único na historia dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos jesuítas. Diante do leito do morimbundo, leu um documento que tinha preparado: "Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre connosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotável caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protector e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos..."
Com esforço respondeu o padre: "Sim, senhores".
De facto, o padre Bernadino tinha dedicado mais de metade da sua longa vida, e a quase totalidade de sua acção apostólica como padre, à cidade de Lecce. Desde a mais alta nobreza até os últimos esfarrapados, encarcerados e escravos turcos, não havia quem não o conhecesse como apóstolo e benfeitor da cidade.
Assim, sem grandes feitos exteriores, desenvolveu-se a santidade de Bernardino Realino. Apesar de ter sido chamado tarde à vida religiosa, sua vida apresenta-se como uma grande continuidade sempre em busca da verdade e do bem.
Morreu aos 86 anos. Em 1947 foi canonizado por Pio XII.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
JOÃO FRANCISCO RÉGIS presbítero, santo + 1640
Francisco Régis nasceu, em 31 de Janeiro de 1597, numa pequena aldeia de Narbona, na França. Filho de um rico comerciante, foi educado num colégio dirigido por sacerdotes jesuítas desde pequeno. Nada mais S. João Francisco Régis, Jesuítanatural que entrasse para a Companhia de Jesus quando, em 1616, decidiu-se pela vida religiosa. Desejava, ardentemente, seguir o exemplo dos jesuítas missionários que evangelizavam em terras pagãs estrangeiras.
Tornou-se rapidamente respeitado e admirado pela dedicação na catequização que fazia directamente ao povo, auxiliando os sacerdotes, assim como nas escolas que a Companhia de Jesus dirigia. Aos trinta e três anos, ordenou-se sacerdote, tomando o nome de João Francisco. Só então o seu contagiante trabalho disseminou-se pela cidade, por meio das obras dedicadas aos marginalizados, necessitados e doentes. Essa era a missão importantíssima que o aguardava lá mesmo, na sua terra natal: atender aos pobres e doentes e converter os pecadores.
Entre os anos 1630 e 1640, duas epidemias de pestes assolaram a comunidade. Francisco Régis era incansável no atendimento aos doentes pobres e suas famílias. Nesse período, conscientizou-se de que a França precisava da sua acção apostólica e não o exterior. Assim, tornou-se um valente missionário jesuíta, e o mais frequente sacerdote visitador de cárceres e hospitais. Os registros relatam às centenas os doentes que salvou e os pagãos que converteu ao mesmo tempo.
Bispos de seu tempo relataram que ele era dotado de um carisma muito especial. Onde pregava os ensinamentos de Cristo, as pessoas, invariavelmente, se convertiam. Conseguiu, com o auxílio da Virgem Mãe, como ele mesmo dizia, converter aldeias inteiras com o seu apostolado. Foram dez anos empregados nesse fatigante e profícuo trabalho missionário.
Francisco Régis foi designado para chefiar a missão enviada à La Louvesc, na diocese de Dauphine. Antes de iniciar a viagem, quis despedir-se dos companheiros jesuítas. Percebera, apesar da pouca idade, que sua morte estava muito próxima. A viagem até lá foi um tremendo sacrifício. Além de atravessar altas montanhas, o caminho foi trilhado debaixo de um rigoroso inverno.
Chegou a La Louvesc doente e perigosamente febril. Mas, como havia uma enorme multidão de fiéis que desejavam ouvir os seus sermões, pregou por três dias seguidos. Os intervalos de descanso foram utilizados para o atendimento no confessionário. Finalmente, abatido por uma enorme fraqueza, que evoluiu para uma pneumonia fulminante, faleceu no dia 31 de Dezembro de 1640, aos quarenta e três anos de idade.
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JULIÃO MAUNOIR Sacerdote Jesuíta, Missionário na Bretanha, Beato 1606-1683
Nascido em 1606, o Beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Nobletz impeliu-o a continuar o apostolado na Baixa Bretanha, onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, aprendeu o Padre Maunoir a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região.
De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde. Restabelecido, começou vasta obra de restauração religiosa da gente dessa região. Durante 42 anos, perseverou nesse trabalho, pregando, catequizando e dando retiros; estes, em Quimper, reuniam uns mil padres por ano. Pelos muitos que encaminhou para a vida sacerdotal na idade madura, segundo foi escrito, o Beato merecia ser tomado como padroeiro das vocações tardias. Julião Maunoir faleceu a 28 de Janeiro de 1683 e foi beatificado por Pio XII, a 20 de Maio de 1951.
Reproduzimos parte do elogio que o mesmo Sumo Pontífice fez, a seguir, do novo Beato, diante dos peregrinos franceses que tinham vindo assistir à cerimónia na Basílica de S. Pedro:
«Em consequência de que transformação chegou a Bretanha a merecer que a apontassem ao mundo como exemplo de vida ardorosa, moral e profundamente cristã? Ela própria atribui a honra disso ― depois de Deus, da Virgem Maria e dos Santos padroeiros ― aos seus missionários, na primeira linha dos quais ela venera o beato Julião Maunoir.
Mas que fez ele e qual foi o seu segredo? Foi nada mais que apóstolo, mas foi-o em toda a extensão e toda a força do termo: apóstolo de Cristo, formado na sua escola, dócil aos seus princípios e às suas lições, penetrado pelo seu puro espírito... Acção intensa, adaptação às disposições e aos métodos do tempo. Bem nos parece que foram esses, entre outros, os traços da fisionomia e da actividade do Beato Julião Maunoir...
No capítulo da acção intensa, Maunoir pode fácil e vitoriosamente ser comparado com seja quem for: trabalhos, fadigas, incómodos e sofrimentos, sem nunca descansar nem se poupar na sucessão ininterrupta das Missões, e que Missões! No continente e nas ilhas, pregações, procissões, catecismo, confissões, visita dos doentes e tudo mais. Quem lê a sua vida pergunta-se como um só homem pôde bastar para tantos trabalhos, como pôde a sua natureza aguentar tal cansaço... Homem de acção mais que ninguém, punha acima da acção o estudo, e acima do estudo a oração... Tinha, dizia ele próprio, recebido de Deus um dom de oração que o mantinha em contínua união com Ele...
Foi para se colocar ao alcance de todos que ele aprendeu a difícil língua que falavam. Ensinava, por meio de grandes quadros figurados, a doutrina e a moral. E punha-as em estribilhos e estrofes, que tão bem se imprimiam na memória, que ainda hoje o povo os canta...
EVANGELHO DO DIA 2 DE JULHO
Evangelho segundo S. Mateus 8,28-34.
Naquele
tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago,
vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão
ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. Vendo-o, disseram em
alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos
antes do tempo?» Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande
vara de porcos. E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para
a vara de porcos.» Disse lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram
nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas. Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado
com os possessos. Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o,
rogaram-lhe que se retirasse daquela região.
Comentário do dia:
Concílio Vaticano II
Constituição
sobre a Igreja no mundo contemporâneo «Gaudium et spes», § 13
A liberdade humana: «rogaram-Lhe que Se retirasse daquela
região».
Estabelecido por Deus num estado de
santidade, o homem, seduzido pelo maligno, logo no começo da sua história abusou
da própria liberdade, levantando-se contra Deus e desejando alcançar o seu fim
fora dele. Tendo conhecido a Deus, não Lhe prestou a glória a Ele devida, mas o
seu coração insensato obscureceu-se e ele serviu a criatura, preferindo-a ao
Criador (Rom 1,21ss). E isto que a revelação divina nos dá a conhecer concorda
com os dados da experiência. Quando o homem olha para dentro do próprio coração,
descobre-se também inclinado para o mal, e imerso em muitos males, que não podem
provir do seu Criador, que é bom. Muitas vezes, recusando reconhecer Deus como
seu princípio, perturbou também a devida orientação para o fim último, e
simultaneamente toda a sua ordenação, quer para si mesmo, quer para os demais
homens e para toda a criação.
O homem encontra-se, pois, dividido em si
mesmo. E assim, toda a vida humana, quer singular quer colectiva, se apresenta
como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. Mais: o
homem descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo,
sentindo-se como que preso com cadeias. Mas o Senhor em pessoa veio libertar e
fortalecer o homem, renovando-o interiormente e lançando fora o príncipe deste
mundo (cf Jo 12,31), que o mantinha na servidão do pecado. Porque o pecado
diminui o homem, impedindo-o de atingir a sua plena realização.
A
sublime vocação, bem como a profunda miséria que os homens em si mesmos
experimentam, encontram a sua explicação última à luz desta revelação.
SONHO ESQUISITO.
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Sonhei que fazia parte de uma comunidade. Depois morri e fui prestar contas no céu. São Pedro abriu o livro da minha vida e passou para Jesus ler. Notei que passava por cima algumas páginas e demorava-se em outras. Curioso, comecei a olhar com o rabo dos olhos e constatei o seguinte.
Jesus demorava-se mais nas boas obras que pratiquei na terra. Quando, porém, topava com alguma obra mal feita ou feita às pressas, virava depressa a página.
Lição para a vida: Deus é um poço inesgotável de misericórdia. Repara mais no bem que fazemos, do que no mal que praticamos. “Porque eterna é sua misericórdia”
2 DE JULHO – MORREU A NOIVA, E ELE FOI PARA O CONVENTO
São Bernardino Realino (+Lecce Itália, 1616) Nasceu em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito, fez carreira. Foi noivo. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva. Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote. Recebia graças místicas, lia os segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de curar doentes com sua bênção. Apóstolo do confessionário, tinha também o dom do conselho, sendo procurado até por bispos e príncipes que iam aconselhar-se com ele. O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam, pedindo orações.
Morreu aos 86 anos. Na hora da morte aconteceu uma cena inaudita. Os maiorais da cidade italiana de Lecce reuniram-se ao redor do leito mortuário, pedindo ao Pe. Bernardino que fosse o padroeiro da cidade, de geração em geração. E ele, com toda a humildade, aceitou esse honroso encargo.
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REFLETINDO A PALAVRA - “A espiritualidade e as flores”.
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29. Um mundo amado por Deus.
A palavra mundo tomou uma conotação
negativa como oposto a Deus. O mundo inimigo de Deus é composto por aqueles que
recusam reconhecê-lo e amá-lo. O mundo de que falamos aqui é o criado por Deus.
Quando vejo as belezas da natureza, a perfeição dos seres animais, vegetais,
minerais e tantos outros, fico pensando na imensidão de detalhes perfeitos para
um pequeno inseto que vai durar poucos dias. Impossível não acreditar em Deus.
Mais ainda quando contemplamos a pessoa humana, vemos a grandeza de seu
Criador. Impossível não adorar a Deus diante de sua obra maravilhosa que é uma
pessoa. O próprio Deus, quando terminou a criação, viu que tudo era muito bom.
Não só bom, mas muito, diz a Escritura (Gn 1,31). Deus não só gostou do que
fizera, mas achou bonito demais da conta. Foi neste mundo que Deus colocou o
homem e a mulher com a missão de continuar fazendo-o sempre muito bom e
acolhendo esta bondade como fonte de vida e caminho de espiritualidade. Neste
paraíso o homem encontrava Deus. Ali ele conversava com Deus na brisa da tarde,
como um amigo conversa com seu amigo. Dizer que o mundo é caminho de
espiritualidade é reconhecer que, cuidado desta casa paterna, está se
encontrando com Deus. A integração da espiritualidade com o mundo é
santificação. Esta natureza foi ofendida pelo pecado e sofre esperando a
libertação (Rm 8,20-22). A libertação da natureza está associada à
fraternidade. Por isso Francisco de Assis canta: irmão sol, irmã lua, irmão
lobo, irmão fogo.
30. Mundo como caminho de
espiritualidade.
Ao trabalhar nossa espiritualidade,
temos que ter o mundo como elemento que contribui na ampliação de nossa
ressonância espiritual, pois vivemos no mundo material com todas suas energias
e elementos. Santo Afonso canta: “Felizes vós, flores, que dia e noite estais,
diante de meu Senhor”. A liturgia acompanha o ritmo das horas, dos tempos e das
estações. Da contemplação da natureza podemos chegar a Deus. Por isso, temos
que ter um contato espiritual com a natureza. O cuidado com a natureza reflete
esta necessidade. Pe Bernardo Häring, grande teólogo redentorista, disse-me uma
vez que ‘quem não gosta de música e de flores jamais compreenderá o coração
humano’. E acrescentaria que terá muita dificuldade e conhecer o verdadeiro
Deus. Jesus, integrado com a natureza, faz suas parábolas a partir da natureza.
Um dos meios de rezar é partir da natureza. A obras da criação são centelhas de
Deus, escreve-nos Maria Celeste Crostarosa, redentorista.
31. Celebrar com a natureza.
Como
que chegando ao ápice da união da natureza e da espiritualidade, encontramos os
elementos da natureza usados nas celebrações da Igreja. Nos sacramentos usamos
os frutos da natureza transformados para o uso das pessoas e tomados para
significar a graça do sacramento. Vemos por exemplo a água no batismo, o óleo
nas unções sacramentais, o pão e o vinho, frutos da terra e do trabalho do
homem e da mulher. A natureza em si entra na composição de um sacramento que é
o encontro salvador de Jesus Cristo com seu povo. Não só lembra, como realiza a
salvação.
http://padreluizcarlos.wordpress.com/
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE JULHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 ─ Quarta-feira ─ Santos Oto, Pedro de Luxemburgo
Evangelho
(Mt 8,28-34)
“Então a cidade toda saiu ao encontro de
Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.”
Esse episódio dos demônios e
dos porcos é bom para nos fazer perceber que nem tudo podemos compreender.
Humildemente fico, então, com a reação daquele povo que, para não perder mais
porcos, preferiu perder a presença de Jesus. O que me obriga a perguntar se
mais vezes não tenho feito a mesma coisa. E reconheço; de fato, tenho colocado
meu Senhor em segundo lugar.
Oração
Senhor meu Deus, sempre digo
e repito que vos quero acima de tudo em minha vida. Mas, na prática, nem sempre
vos tenho dado preferência. Eu vos tenho deixado, meu Pai, para correr atrás de
ilusões vazias. Perdoai-me, não me leveis a sério demais. Sabeis que sou
volúvel e fraco, mas apesar de tudo quero amar-vos. Ajudai-me a vos amar com o
amor que esperais de mim. Amém.
terça-feira, 1 de julho de 2014
PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS
O mês de julho foi estabelecido pela Igreja como o mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. A piedade cristã sempre manifestou, através dos séculos, especial devoção ao Sangue de Cristo derramado para a remissão dos pecados de todo o género humano, por ocasião da Paixão e Morte de Jesus e atravessando a história até hoje com Sua presença real no Sacramento da Eucaristia.
Desde tempos muito remotos, a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus sempre esteve presente e floresceu cada vez mais em meio ao clero e aos fiéis, através de solenidades, preces públicas e Ladainha própria, com o fim de pedir a Deus perdão dos pecados, afastar os fiéis dos justos cas-tigos, implorar as bênçãos do céu sobre os frutos da terra, e prover nossas ne-cessidades espirituais e temporais.
No século passado, foi São Gaspar de Búfalo admirável propagador desta insigne devoção, tendo o merecimento da aprovação da Santa Sé e por isto até hoje é conhecido como o "Apóstolo do Preciosíssimo Sangue". Foi por ordem do Papa Bento XIV que foram com-postos a missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus para finalmente ser estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX.
O Papa João XXIII, cuja família desde a sua infância foi fiel devota ao Preciosíssimo Sangue, também perpetrou esta santa devoção, tendo logo no início de seu pontificado escrito a Carta Apostólica Inde a Primis, a fim de promover o seu culto, conforme fez menção o Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica Angelus Domini, onde frisa o convite de João XXIII sobre o valor infinito daquele sangue, do qual "uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa".
Mais perto de nós, podemos e devemos lembrar a Beata Alexandrina de Balasar a quem Jesus, não só para benefício da alma, mas também do corpo frágil desta, deixava cair-lhe no coração uma gota do seu Preciosíssimo Sangue. Foi a primeira vez, na histórias dos Santos, que Jesus utilizou este “remédio” salutar para reavivar o corpo e a alma de uma das suas almas-vítimas.
Sejamos, portanto, também devotos propagadores desta extraordinária e salutar prática da piedade cristã.
A VIDA NÃO É SOMBRA QUE PASSA
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Ou melhor, a vida pode não ser sombra que passa. Ou apenas erva e flor do campo que à tarde já murchou (Salmo 102,15).
Ainda que os dias pareçam passar sempre mais rápidos, podemos viver intensamente esses dias. Primeiro, como que saboreando, sem pressa, cada momento, cada gesto, cada palavra. Freamos assim um pouco o ritmo aluci-nado do mundo atual. Depois podemos ter um objetivo central para nossa vida, objetivo que de fato mos empolgue, que nos provoque e justifique nosso esforço.
Esse objetivo, se for um objetivo realmente válido, dará conteúdo à vida. É bem possível que, olhando para o passado, achemos que não fizemos bastante. Mas, por mais curta que seja a vida, sempre podemos fazer o bastante, porque para isso basta apenas um segundo.
HISTÓRIA DO MEDALHÃO - I - O ACHADO MIRACULOSO
Transportemo-nos até o ano de 1843 para conhecer o poético e bucólico arraial de Barro Preto, localizado no centro de Goiás. Seus poucos moradores trabalhavam na terra, de onde tiravam “o pão de cada dia” com o suor do rosto. Suas moradias eram de pau-a-pique, cobertas com folhas de buriti. Mas todos viviam da Fé robusta e simples, herdada dos antepassados.Certo dia Constantino Xavier Maria e a esposa Ana Rosa de Oliveira estavam limpando uma plantação, quando notaram, no chão já revolvido, uma medalha de bom tamanho. Era de terra cota. Tinha formato oval e media cerca de meio palmo. Constantino exclamou admirado, mostrando a medalha para a esposa:-Ana, veja aqui esta medalha.
Ana pegou-a respeitosamente, limpou-a no avental e, beijando-a, disse numa alegre surpresa:
-Veja só! Representa as Três Pessoas da Santíssima Trindade, coroando nossa Mãe, nossa Senhora. Vamos levá-la para casa?
Naquele momento não se interessaram em conhecer a origem do medalhão. Viram simplesmente o dedo de Deus naquele achado providencial. A notícia se espalhou rapidamente. Naquela mesma noite, reuniu-se um pequeno grupo na casa de Constantino para rezar o terço diante do Divino.(Continua)
AARÃO Sumo Sacerdote judeu, Santo (século XIII a. J. C.)
Santo Aarão era filho de Amrão e irmão carnal de Moisés.
Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus.
Moisés consagrou-o e ungiu-o com o óleo santo. Constituiu uma aliança perene com ele e com os seus descendentes e enquanto durar o céu há-de presidir o culto e exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor.
Segundo o livro das Crónicas, Capítulos 35-38, são filhos de Aarão: Eleazar, Finéias, Abisué, Boci, Ozi, Zaraías, Meraiot, Amarias, Aquitob, Sadoc e Aquimaas.
Homem frágil e pecador, como todos, Aarão é, todavia o modelo de colaboração com Deus para a realização de seu desígnio de amor.
O seu perfil já foi magistralmente traçado pela Bíblia, que por outra parte é a única fonte para a sua biografia. Além, é claro, do amplo e articulado desenvolvimento dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura (o Pentateuco) há dois trechos na carta aos hebreus e no livro do Eclesiástico. “Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4). No Salmo 104,26 está: “Mas Deus lhes suscitou Moisés, seu servo, e Aarão, seu escolhido”.
O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão inserindo-o nos primeiros lugares na galeria de Homens Ilustres, aos quais Jesus Ben Sirac dá importância singular. O sacerdócio de Aarão e dos seus sucessores, até ao contemporâneo Simeão, é dos mais qualificados.
O Salmo 98-6 nos diz: “Entre seus sacerdotes estavam Moisés e Aarão e Samuel um dos que invocaram o seu nome: clamavam ao Senhor, que os atendia”.
São Gallo
São Gallo nasceu em 489 em Clermont em Auvergne, em uma família das mais distintas do pais.Contra a vontade de seu pai que queria que ele seguisse uma carreira mundana e se casasse, ele saiu de casa e foi para um monastério vizinho que não o aceitou sem o consentimento de que pai que finalmente autorizou dizendo: “Que a vontade de Deus seja feita e não a minha”.
O novo religioso marcha rapidamente na sua vida de perfeição e todos admiram sua inocência e austeridade.Ele tem um gosto particular pelos hinos religiosos. A fama do jovem logo chega aos ouvidos do Rei Thierry que ficou conhecendo-o e o faz um diácono. Quando morreu o pároco de Clermont, o santo foi indicado para sucedê-lo. Recebeu a consagração episcopal. Seu rebanho logo percebeu os encantos do novo pastor, sua doçura, sua humildade, sua caridade paternal e assim logo ele conquistou a afeição geral.
Entre suas virtudes a mais notável é sua paciência verdadeiramente admirável.
Ns suas pregações ele sempre dizia que a paciência para com o próximo é uma das virtudes mais importantes e necessário para se ter a compaixão e seus sermões nunca contiam reprimendas.Certa vez um senhor o ofendeu em praça publica e ele respndeu co o silencio.Mais tarde o culpado pediu perdão publicamente.
Deus rendeu homenagem ao santo com vários milagres. Um imenso ameaçava devorar uma grande parte da vila. São Gallo aproximou-se do incêndio portando um livro dos evangelhos e o jogou nas chamas que imediatamente se extinguiram. Mais tarde suas preces preservaram a vila de um terremoto , e durante a peste, suas orações obtiveram a mesma preservação de seu povo.
O santo evoca um grande exemplo de resignação. Após sua a morte, seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão.
Ele é invocado contra a febre.
Sua festa é celebrada no dia 1º de julho.
OLIVER PLUNKETT Bispo, Mártir, Santo 1625-1681
Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654.
A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projecto, mandara até mesmo assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos, todos os religiosos, sem excepção, foram mortos, além de leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia.
Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência, serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com o intuito de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos.
Porém Titus Oates, que fora anglicano e depois conseguiu tornar-se jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos afirmando que tentariam depor o rei Carlos II. Nessa relação estava o bispo Plunkett, que foi condenado à morte por decapitação pública.
A execução ocorreu em Londres, no dia 1º de julho de 1681. Antes, porém, ele fez um discurso digno de um santo e mártir. Segundo registros da época, o seu heroísmo na hora do martírio, somado ao seu discurso, contribuiu para a glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais edificante apostolado.
O seu culto foi confirmado no dia 1o de julho ao ser beatificado em 1920. Canonizado pelo papa Paulo VI em 1975, santo Oliver Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo esta na Abadia de Downside, em Londres, enquanto a sua cabeça esta na Abadia de Drogheda, na Irlanda. Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em razão de sua fé.
ANTÓNIO ROSMINI Sacerdote, Fundador, Beato 1797-1855
António Rosmini nasceu em Rovereto no dia 24 de Março de 1797 e faleceu em Stresa a 1 de Julho de 1855. Dedicou a sua vida aos estudos de filosofia, política, ascética e pedagogia. Ao terminar os estudos jurídicos e teológicos na Universidade de Pádua, recebeu a Ordenação sacerdotal em 1821. Imediatamente demonstrou grande interesse e inclinação para os estudos filosóficos, encorajado neste sentido pelo Papa Pio VIII, que lhe pedira para conduzir os homens à religião através da razão, e mais de uma vez colocou-se contra enganadores e falsos movimentos de pensamento como o sensismo e o iluminismo.
Fundou o Instituto da Caridade e o das Irmãs da Providência, idealizados e queridos como ambientes propícios à formação humana, cristã e religiosa de quantos tinham partilhado o mesmo espírito, adaptando-se às contingências históricas, civis e culturais do seu tempo. Na audiência de 12 de Janeiro de 1972, Paulo VI definiu-o “profeta”, que em antecipação de um século sentiu e indicou problemas da humanidade e pastorais, debatidos depois no Concílio Vaticano II.
A sua obra “As cinco chagas da Santa Igreja” é considerada precursora dos temas conciliares. Uma delas fazia António Rosmini sofrer demais: a separação entre fiéis e clero durante as funções litúrgicas, pela impossibilidade dos primeiros seguirem as orações formuladas em latim, adiantando a proposta de seguir as línguas próprias de cada povo. Devido à novidade de algumas suas ideias sobre a reforma da Igreja, a obra foi posta no Índex em 1849, com todas as polémicas que se seguiram.
Somente com João Paulo II ocorreu a completa reabilitação da sua figura. Na carta encíclica Fides et ratio, o predecessor de Bento XVI colocou Rosmini "entre os pensadores mais recentes nos quais se realiza um fecundo encontro entre saber filosófico e palavra de Deus", concedendo a introdução da causa de beatificação.
Precedentemente também João XXIII fez o retiro espiritual sobre as Máximas de perfeição cristã de Rosmini, idealizadas para definir o fundamento espiritual sobre o qual todos os cristãos pudessem garantir um caminho na perfeição, assumindo-a como própria regra de comportamento.
Também Paulo VI não foi indiferente ao pensamento de António Rosmini: por ocasião do 150º aniversário de fundação do Instituto da Caridade, enviou uma mensagem ao então Padre-Geral, na qual elogiava a intuição rosminiana ao dar importância à missão caritativa já no nome que designava o instituto. O seu sucessor, João Paulo I, formou-se em Teologia Sagrada na Universidade Gregoriana de Roma com uma tese sobre "A origem da alma humana segundo António Rosmini".
A Congregação do Instituto da Caridade foi fundada em 1828 no Santuário do Monte Calvário em Domodossola, com a aprovação pontifícia de Gregório XVI em 1839. Formado por sacerdotes e leigos com votos simples e perpétuos, mas também por religiosos e bispos “adscritos”, o organismo nasceu com uma finalidade muito precisa: o exercício da caridade universal, união daquelas formas que Rosmini enumera como “caridade espiritual”, “caridade intelectual” e “caridade temporal”. Uma ordem, contudo, susceptível de mudanças de acordo com as exigências expressas pelo próximo. Sucessivamente, em 1832, foram fundadas as Irmãs da Providência, cujo carisma é o mesmo do ramo masculino.
EVANGELHO DO DIA 1 DE JULHO
Evangelho segundo S. Mateus 8,23-27.
Naquele
tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n'O. Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas
cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia. Aproximando-se dele, os
discípulos despertaram-no, dizendo-lhe: «Senhor, salva-nos, que perecemos!» Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?» Então, levantando-se,
falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma. Os
homens, admirados, diziam: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Santo Agostinho (354-430), bispo de
Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 63
«E sobreveio uma grande calma»
O sono de Cristo é sinal de mistério. Os
ocupantes da barca representam as almas que atravessam a vida deste mundo
agarradas ao madeiro da cruz. Por outro lado, a barca é símbolo da Igreja. Sim,
verdadeiramente […] o coração de cada fiel é uma barca que navega no mar e que
não se afundará se o espírito mantiver bons pensamentos.
Insultaram-te: é o vento que te fustiga. Encolerizaste-te: é a onda
que se levanta. Surgiu a tentação: é o vento que sopra. A tua alma está
perturbada: são as vagas que se elevam. […] Acorda Cristo, deixa que Ele te
fale. «Quem é Este, a quem até o vento e o mar obedecem?» Quem é Ele? «Dele é o
mar, pois foi Ele quem o formou»: «por Ele é que tudo começou a existir» (Sl
95,5; Jo 1,3). Imita, pois, os ventos e o mar: obedece ao Criador. O mar
mostra-se dócil à voz de Cristo e tu continuas surdo? O mar obedece, o vento
acalma-se e tu continuas a soprar? Que queremos dizer com isso? Falar,
agitar-se, meditar na vingança: não será tudo isto continuar a soprar e não
querer ceder diante da palavra de Cristo? Quando o teu coração está perturbado,
não te deixes submergir pelas vagas.
No entanto, se o vento nos
virar — porque somos apenas humanos — e acicatar as emoções más do nosso
coração, não desesperemos. Acordemos Cristo, para que possamos prosseguir a
nossa viagem por mares mais calmos.
FOI UM GESTO DE JUSTIÇA, MAS NÃO DE CARIDADE
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PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR VICE-POSTULADOR DA CAUSA VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER MISSIONÁRIO REDENTORISTA |
Certa vez dei um pão a um pobre e pensei que tinha feito um ato de caridade. Mas foi apenas um gesto de justiça porque eu tenho muitos pães; e ele não tem o que comer.
Em outra ocasião guiei um cego na rua e me achei muito caridoso. Entretanto foi apenas um gesto de justiça porque eu enxergo; e ele, não.
Um dia dei um vestido a uma pobre e achei que fui generoso. Entretanto foi apenas um gesto justiça. Eu lhe dei para me desfazer da roupa, pois estava fora da moda.
Dei uma esmola a um mendigo e fui adiante sem dizer nada. Foi uma justiça apenas. Ele precisava mais de atenção do que de esmola.
Lição para a vida: Quando aprenderemos a distinguir a caridade da justiça.
1º. DE JULHO – AARÃO, IRMÃO E AUXILIAR DE MOISÉS
Aarão (séc. XIII A.C.) Era intérprete de seu irmão Moisés, que gaguejava e tinha dificuldade para se expressar em público. Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão:
"(Deus)exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele uma aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória" (45,7-8).
-Por duas vezes liderou o povo quando Moisés subiu ao monte para orar e receber as tabuas das Lei. Mas foi fraco ao deixar o povo apostatar e adorar um bezerro de ouro.
-Susteve os braços de Moisés quando este orava na batalha contra os amalecitas. Morreu no monte Horeb, de onde avistou a terra da promissão; mas não entrou como castigo de sua desconfiança em Cades, quando Moisés feriu a rocha com sua vara para fazer brotar água em abundância.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Como aquele que serve”
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PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR |
Tensão entre poder e serviço
A Igreja já tem dois milênios de experiência de acertos e erros. Nesses longos séculos viveu épocas diferentes: Império Romano, mundo dos novos povos que são chamados bárbaros. Percorreu a Idade Média, longa o suficiente para que estes povos se estabelecessem e se formassem. Era uma Igreja dirigida por pessoas destes povos. Passou por uma longa Idade Média que gestou o mundo moderno. Foi invadida pelas belezas e problemas da Renascença. Houve o domínio da política sobre as estruturas da Igreja. Era um reino político e ao mesmo tempo Igreja de Cristo. As conseqüências foram grandes. O poder penetrou muitas esferas e muita gente o usou e o justificou. Esse assunto é muito amplo e necessita de muito conhecimento. Não basta só jogar pedras no passado, pois cada tempo tem sua maneira de pensar e deve ser entendido em seu contexto histórico. Não interessa somente acusar, mas ver os caminhos para transformamos a força do poder em um poder de servir. O que podemos notar na Igreja é a grande quantidade de santos que souberam usar o poder para servir a Deus no anúncio do Evangelho e servir ao povo na sua dedicação. Quem seguiu Jesus foi desapegado dos bens materiais e cuidou dos necessitados, estando sempre a serviço de todos. Mesmo vivendo nos palácios, souberam viver a santidade do poder que é a capacidade de servir. Sem muita santidade torna-se impossível ter o poder sadio. Jesus disse: “Quem entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo… Todavia, eu estou no meio de vós, como aquele que serve (Lc 22,26-27). Jesus soube ter poder. Temos as fragilidades e os pecados de cada tempo. Se estivéssemos lá não faríamos diferente. O pior é dar justificativas evangélicas ao que não tem a ver com o Evangelho de Jesus.
1439. Em busca de um caminho
Como sabemos, a Igreja está sempre em conversão, por isso tem sempre que renovar estruturas humanas para viver melhor o Evangelho. Muitos reformadores quiseram renovar a Igreja, mas separando-se dela. A doença se cura no doente e não criando a desunião que é uma doença a mais. Entre os males dos tempos que grudaram no corpo dos seguidores de Jesus, está o modo como conduzir o povo de Deus. Moisés dirigia um grande povo pelo deserto. Era um povo de cabeça dura, como diz a Escritura (Ex 9,32). Ele, contudo era uma pessoa “muito humilde, mais que qualquer pessoa deste mundo” (Nm 12,3). Moisés nos mostra um caminho. Jesus tem o mesmo perfil: humildade e simplicidade. Que ganhamos com poder, autoritarismo e prepotência? Muitos se afastam por culpa deste modo de agir. Não estamos mais que deixando nos levar por nossos males pessoais e pelo mal que nos envolve. Será que o Evangelho não é suficiente para governar o povo de Deus? Se buscarmos este caminho poderemos fazer um anúncio puro do Evangelho.
1440. Caminhos da comunidade
Quando dizemos Igreja, no caso a católica, dizemos comunidades que formam a Igreja. Não há uma Igreja sem as pessoas que se reúnem, pois Igreja já significa convocação. Ela se faz de pessoas concretas que são as células que compõe esse Corpo. É nela que acontece a vida e se leva adiante a evangelização. É na base que se faz a renovação permanente da Igreja. O povo de Deus é sempre chamado a se organizar de modo a expressar o Evangelho. O mandamento do amor tem conseqüências práticas e penetram o modo de agir. É na base que se cria o mundo novo. Sempre dizemos que os outros devem mudar. Mudemos a nós próprios que todos serão renovados.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE JULHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 ─ Terça-feira ─ Santos Teodorico, Aarão, Domiciano
Evangelho
(Mt 8,23-27)
“Jesus disse-lhes: ─ Por que tendes tanto
medo, homens fracos na fé?”
A tempestade devia ser
forte, para que pescadores experimentados se apavorassem. Não foi por esse medo
natural que Jesus os repreendeu. Eles e nós não podemos ser fracos na fé. Por
maiores e mais certos que seja os perigos, devemos ter confiança em Deus,
certos que ele sempre nos protege, para que nada nos afaste dele, assim que nem
a morte pode impedir nossa felicidade.
Oração
Senhor, vivo cercado de perigos de todo tipo, físicos
e espirituais. Por isso tenho medo, o que me ajuda a tomar cuidado. O que vos
peço é que esse medo não seja exagerado, nem me tire a coragem e a alegria de
viver. Creio que me amais, e cuidais de mim. Dai-me a prudência necessária para
evitar os perigos que puder, e não deixeis que me esqueça que nada me pode
afastar de vós. Amém.
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