sábado, 27 de novembro de 2021

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – 27 de novembro

Esta invocação está relacionada as aparições da Virgem a Santa Catarina Labouré, então noviça das Irmãs da Caridade, em Paris, França, no século XIX. A primeira aparição aconteceu na noite da festa de São Vicente de Paulo, 19 de julho, quando a Madre Superiora de Catarina pregou às noviças sobre as virtudes de seu santo fundador, dando a cada uma um fragmento de sua sobrepeliz. Catarina então orou devotamente ao santo patrono para que ela pudesse ver com seus próprios olhos a Mãe de Deus, e convenceu-se de que seria atendida naquela mesma noite. Indo ao leito, adormeceu, e antes que tivesse passado muito tempo foi despertada por uma luz brilhante e uma voz infantil que dizia: 

"Irmã Labouré, vem à capela. Santa Maria te aguarda". 
Mas ela replicou: 
"Seremos descobertas!" 
A voz angélica respondeu: 
"Não te preocupes, já é tarde, todos dormem... Vem, estou à tua espera". 
Catarina então levantou-se depressa e dirigiu-se à capela, que estava aberta e toda iluminada. Ajoelhou-se junto ao altar e logo viu a Virgem sentada na cadeira da superiora, rodeada por um esplendor de luz. A voz continuou: 
"A santíssima Maria deseja falar-te". Catarina adiantou-se e ajoelhou-se aos pés da Virgem, colocando suas mãos sobre seu regaço, e Maria lhe disse: 
"Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu encontrarás oposição, mas não temas, terás a graça de poder fazer todo o necessário. Conta tudo a teu confessor. Os tempos estão difíceis para a França e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos, grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem. Terás a proteção de Deus e de São Vicente, e meus olhos estarão sempre sobre ti. Haverá muitas perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue correrá".
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Nossa Senhora das Graças e a Medalha Milagrosa — 27 de novembro

 Bastidores de uma História

Intransigência dos Santos: fidelidade inarredável à sua missão

A firmeza inquebrantável de Santa Catarina Labouré na defesa do verdadeiro simbolismo da Medalha Milagrosa
     O ciclo anual das festas litúrgicas nos traz, neste mês de novembro, no dia 27, a comemoração de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
          Inspirado no exemplo da Igreja, Catolicismo apresenta hoje a seus leitores aspectos pouco conhecidos das admiráveis revelações da Medalha Milagrosa, com que foi favorecida Santa Catarina Labouré.  Decorridos 163 anos dessas aparições e 117 anos após a morte da santa, não há inconveniente em revelar, com o devido respeito, a luta de bastidores que a vidente teve que travar, a fim de que fossem acatadas fielmente as orientações de Nossa Senhora a respeito dessa Medalha. Essa fidelidade e firmeza de Santa Catarina Labouré revelarão a muitos leitores a verdadeira fisionomia da santidade, que só se pode encontrar na Igreja Católica.
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27 DE NOVEMBRO - NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Santa Catarina Labouré (1806-1876) assim descreve uma aparição de Nossa Senhora, quando estava em oração na capela do seu convento em Paris: “Foi no ano 1830. A Senhora ... estava de pé, com um vestido de seda, de cor branca. Cobria-lhe a cabeça um véu azul que descia até os pés... As mãos estendiam-se para a terra... jorrando feixes de luz em todas as direções... Formou-se então em volta da Senhora um quadro oval, em que se liam as seguintes palavras: 
“O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. 
No reverso do quadro, via-se a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base... e os Corações de Jesus e Maria... No fim pediu que Catarina mandasse cunhar uma medalha conforme esse modelo. Quem a trouxesse consigo, procurando ser fiel a Deus e ao próximo, receberia muitas graças. A promessa se cumpriu. Em março de 1832, quando iam ser confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas semanas. Quando as primeiras medalhas começaram a ser distribuídas entre os flagelados, peste regrediu e tiveram início, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre. Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada neste mesmo dia 27 de novembro. 
Oração: Repitamos sempre esta jaculatória: “O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Sábado – Nossa Senhora das Graças
Evangelho (Lc 21,34-36) “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis ... e esse dia não caia de repente sobre vós...”
Nosso coração, nosso eu mais interior, pode apegar-se a tantas coisas que se torna insensível às coisas que de fato importam. Cegos e surdos perdemos o rumo da vida, não ouvimos os convites de Deus, ocupados em inventar nossos próprios atalhos. Perdemos os encontros que o Senhor vai marcando conosco na vida, e corremos o risco de perder até mesmo o último e definitivo encontro.
Oração
Senhor, ensinai-me a orar sempre, a estar todo o tempo atento a vós, tendo continuamente o coração no rumo certo. Ajudai-me para que as paixões e as preocupações da vida não me distraiam nem me façam perder o encontro que devo ter convosco. Que eu não seja surpreendido despreparado para o derradeiro dia, mas que esteja atento e pronto para vos acolher e ser acolhido. Amém.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

PERGUNTAS E RESPOSTAS - 17/01/2014

PADRE WALMIR GARCIA
DOS SANTOS CSsR
Valmira Cerqueira: Há familiares que só se reúnem em épocas de Natal e Ano Novo por obrigação e, no restante do ano, se fazem ausentes. Acha que reunir a família em ocasiões de festas é uma obrigação ou os laços de família tem outro sentido? 
Nada que é feito por obrigação tem valor, mas o que se faz espontaneamente, por amor é que dá sentido à vida. Os laços de família devem ser alimentados com a alegria, com o prazer da convivência diária e não só em momentos especiais como Natal e outras festas. 
Gislene Marins: Nas citações das Bem aventuranças uma delas diz que os mansos herdarão a terra. Gostaria que me explicasse como uma pessoa mansa faria para herdar uma terra como a nossa, cheia de conflitos, bandidos e pessoas que usam de má fé para com os outros? 
Não é a herança desta terra, mas a mansidão nos dá a garantia de uma terra nova, marcada pela solidariedade, pelo amor, pela partilha. A mansidão significa não ser conivente com a maldade; o manso é aquele que não compactua com o que o “mundo” nos oferece de contra valor. 
Neli Cunha: Qual o significado do pecado mortal? Muitos pecados do dia a dia também não poderiam ser considerados mortais, como o fumo e o alcoolismo? 
Esta expressão mortal significa afastamento de Deus. O pecado mortal é aquele pecado que ofende gravemente a relação que temos para com Deus e para com os outros. Em outras palavras é o pecado que nos leva à morte (ausência de Deus). 
Marília Avelar: Deus age sem que as pessoas peçam ou é preciso pedir a Ele para que atenda os nossos pedidos? 
A ação de Deus não depende de nossos pedidos, mas Ele espera que o solicitemos, pois nos deu a liberdade e podemos não querer que Ele aja em nossa vida. As orações (pedidos) que dirigimos a Deus são necessárias para que nos convençamos de que o que pedimos é bom para nós ou está só satisfazendo nosso instinto egoísta. 
Juliana Feijó: O que significa deixar ser encontrado por Deus? 
Significa deixar Deus agir em nossa vida. Significa aceitar a proposta de amor que Ele nos deixou na Sagrada Escritura; significa viver os seus ensinamentos propostos por Jesus Cristo.

REFLETINDO A PALAVRA - “Oração dos filhos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
53 ANOS CONSAGRADO
46 ANOS SACERDOTE
O Pai e seus filhos 
É gostoso ver na face de Deus o afeto por seus filhos. Em toda a história do povo de Deus e mesmo de todos os povos, podemos sempre notar que há grande confiança em se dirigir a Deus em oração, pois sabem que Ele é o Pai. Pai é pai. João Paulo I, o Papa do sorriso, querendo explicar o amor de Deus, diz: Deus é Pai, mas acrescentou: é mãe, pois reúne em si os dois sentimentos: segurança do pai e afeto da mãe. Notamos que Jesus vem ao mundo justamente para mostrar que o amor do Pai é para todos e sem reservas. “Um pai, não vai dar ao filho uma pedra, se lhe pedir um pão” (Mt 7,9). Quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo, isto é, tudo, aos que lhO pedirem. Para compreendermos os sentimentos de Deus para conosco, podemos buscá-los em suas relações para com Jesus. Jesus tem uma certeza: o “Pai sempre me ouve”. No Antigo Testamento podemos ver tantos textos que nos falam desse Pai: “Mesmo que a mãe te esqueça, eu não me esquecerei de ti” (Is 49,17). Se nos corrigir é porque ama. “Eu vos levei sobre asas de águia” (Ex 19,4). Ele nos ensina e estimula a voar. É um pai libertador. Ouve nossos lamentos: “Quando clamarem, eu os escutarei”. Jesus testemunha esse modo do Pai quando, no momento crucial da vida, coloca tudo em suas mãos, pois sabe que nas mãos Dele nada está perdido definitivamente: “Não se faça o que eu quero, mas o que Tu queres...” (Mc 14,36) e “Em vossas mãos eu entrego o meu espírito” (Lc 23,46). A certeza que tem do Pai faz com que se dedique completamente à obra que lhe foi entregue: o que o Pai quer eu faço. Deus é ternura e piedade. Como uma mãe se preocupa com os filhos, Ele se interessa por nós, esquecendo nossos males, Sempre oferece seus dons.
Os filhos falam com o Pai. 
Nossa formação mostrava um Deus distante. Mesmo assim, nós buscamos seu carinho e nos dirigimos a Ele nas mais diferentes necessidades da vida. Mesmo que devêssemos mais agradecer que pedir, pois mais nos doa que recebe de nós, sabemos confiar-LHE nossas necessidades. Um grito escapa do fundo da alma e, nós gritamos tantas vezes: ‘Ai Meu Deus!’ Sabemos que podemos confiar nEle. Ele é a garantia quando todos nos abandonam. Precisamos de colo, e Ele gosta de nos embalar. Suprema riqueza sentir-se embalado por Deus. Por isso a Ele nós nos dirigimos contando tudo, aquelas coisinhas pequeninas de nossa eterna infância. Diante de Deus jamais somos adultos, jamais somos visita, jamais somos alunos, somos os queridos filhinhos. Jesus na última ceia esbanja a palavra filhinhos, pois ele mesmo nos ensinou a dizer Paizinho, Pai querido. Santa Teresinha fala tanto desta infância espiritual. Não sejamos intelectuais. É sentar no chão e dar birra! O Pai entende esta linguagem. Santo Afonso diz que devemos conversar de modo muito familiar com Deus. Ele se interessa por todos nossos assuntos, mesmo já sabendo todos. Imaginem se tudo que a gente fizesse, fosse conversado com Ele, no colinho? 
O que responde o Pai 
O Pai responde. Responde com o abraço. Sabemos que somos amados. Um abraço fala mais alto que muitas palavras. O abraço do Pai, mesmo quando estamos errados, pecaminosos, é para nós a certeza de que nos entende. Tenha esta certeza na vida. Se você um dia puder dizer: eu e o Pai nos entendemos bem”, Pode ficar seguro que o conheceu. O Pai mesmo que não faça o que queremos, está fazendo mais que precisamos. Grande alegria é possuir a certeza de descobrir, mesmo nos momentos difíceis ou de desgraça, que ele está junto e nos ama.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM ABRIL DE 2005

EVANGELHO DO DIA 26 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 21,29-33. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores: Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o Reino de Deus. Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a Terra, mas as minhas palavras não passarão». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cláudio de la Colombière
Jesuíta(1641-1682)  
Diário espiritual 
Só Deus permanece para sempre 
Só Deus é imortal (cf 1Tim 6,16). 
Tudo o resto morre: os reis, os pais, os amigos; os que nos estimam ou a quem obrigámos separam-se de nós, seja pela morte, seja pela ausência; e nós separamo-nos deles. A memória dos nossos benefícios, a estima, a amizade e o reconhecimento morrem neles. As pessoas que amamos morrem, ou, pelo menos, a beleza, a inocência, a juventude, a prudência, a voz, a visão, etc., tudo isso morre neles. Os prazeres dos sentidos têm apenas, por assim dizer, um momento de vida. Só Deus é imortal de todas as formas. Sendo muito simples, Deus não pode morrer pela separação das partes que O constituem; como é muito independente, não pode desfalecer pela subtração de um concurso estranho que O conserva. Não pode afastar-Se nem pode mudar; não só existirá sempre, mas será sempre bom, sempre fiel, sempre racional, sempre belo, liberal, amável, poderoso, sábio e perfeito em todos os sentidos. O prazer que se experimenta na posse de Deus é um prazer que nunca desaparece, que é inalterável, que não depende do tempo nem dos lugares; que não causa fastio, mas, pelo contrário, é cada vez mais sedutor.

S. João Berchmans JOVEM SEMINARISTA, +1621

João Berchmans nasceu em Diest (Bélgica), em 1599. 
De família muito humilde, teve que trabalhar como criado para pagar os seus estudos. 
Não pôde realizar outra coisa em sua vida mais do que ser estudante. 
Contudo, viveu toda a vida sob o império da santidade. 
Cada um dos seus actos era realizado como numa competição consigo mesmo. 
Foi chamado o mestre do detalhe na santidade, “Maximus in minimus” era seu lema.
Assim, em Berchmans o heróico ganhou um novo sentido, ou como ele mesmo escrevia: “Minha penitência, a vida diária”. 
Entrou para a Companhia em 1616 e fazia a filosofia quando adoeceu e morreu em 1621. 
Amorosamente fiel às regras, humilde, colega sempre alegre e gentil, estudante esforçado, tornou-se padroeiro da juventude e modelo de obediência e amor à Companhia. Canonizado por Leão XIII em 1888.

Santo Alípio O Estilita, monge , 26 de Novembro

Alípio nasceu no ano de 515, em Adrianópolis, na Paflagônia (região histórica da Ásia Menor, província romana no século III ). Antes de seu nascimento, a mãe teve uma premonição da glória futura do feto. Aos três anos de idade, ficou órfão de pai e foi enviado ao bispo Teodoro para ser educado na fé cristã. Foi nomeado diácono e tesoureiro da Igreja de Adrianópolis (atual Turquia). Aos trinta anos, manifestou o desejo de se retirar à solidão e encerrou-se numa cela, onde permaneceu por dois anos. Não satisfeito com este tipo de ascese foi se colocar sobre uma coluna colocada fora da cidade. Seu ascetismo extremo reuniu muitos discípulos ao longo do tempo. Desta forma, Alípio foi capaz de fundar dois mosteiros: um de homens e outro de mulheres. A tradição lembra que uma luz descia do céu sobre o santo, que ele tinha o poder de prever o futuro e curar os doentes. Alípio permaneceu na coluna por 53 anos. Depois, atingido por paralisia das pernas, permaneceu por mais 14 anos deitado de lado, quase centenário, em 614, durante o reinado do imperador de Bizâncio, Heráclio I ( 610 – 641 ). A relíquia de sua cabeça encontra-se em um mosteiro do Monte Atos, Grécia, ao qual, em 1428, as comunidades fundadas por São Alípio, o estilita, estavam unidas.

São Níkon, o Metanoíta, monge († séc. X) , 26 de Novembro

Nicon Metanoita (em grego: Νίκων ὁ Μετανοείτε; romaniz.: Nikon ho Metanoeite , "penitente, arrependido", termo frequente em seus sermões) foi um monge bizantino, pregador itinerante e um santo ortodoxo nascido em Ponto. De acordo com Andrew Louth, o mais notável impacto histórico de Nicon foi a quantidade de informações valiosas que a sua Vita, escrita após a sua morte por um monge que o sucedeu como abade em seu mosteiro, traz sobre a re-cristianização de algumas seções reconquistadas do Império Bizantino. Ela também é muito importante por causa de suas referências à localidades em Creta e na parte continental da Grécia. Já o próprio Nicon é importante como representante dos monges itinerantes, que passavam a vida pregando de cidade em cidade, ao invés de ficar constantemente rezando enclausurado.

São Sirício de Roma, papa de 384 a 399

São Sirício foi o Papa de número 38 da Igreja Católica. Nascido em Roma, no ano 334, era um homem comum em Roma, casado e com filhos, mas fiel ao cristianismo e próximo da Igreja Católica. Não se conhece exatamente o número de filhos que tinha, mas conta-se que ele deixou sua esposa e seus filhos para se tornar pontífice. Com o falecimento do Papa Dâmaso I, Sirício foi escolhido por unanimidade no dia 17 de dezembro de 384 para ser seu sucessor. Viveu aquele que seria o último século, do que se pode chamar de tribulações, do cristianismo no Império Romano, pois os cristãos eram severamente perseguidos e eliminados a critério de cada imperador. Durante o seu pontificado foi resolvido o cisma antioqueno e foi o primeiro depois de São Pedro a adotar o título de Papa. Bispo de Roma (384-399), após a sua eleição deu continuidade à política religiosa de Dâmaso I e empenhou-se em afirmar a autoridade papal sobre os bispos de todo o Ocidente. Convocou um sínodo em Roma (386), em que tomou providências canônicas a respeito do episcopado africano, interveio junto ao usurpador Máximo em favor de Prisciliano e consolidou a supremacia papal sobre a Igreja da Ilíria. Mesmo tendo sido casado e com filhos, Sirício reforçava fortemente o celibato para sacerdotes e diáconos, e o celibato, prescrito inicialmente para o clero da Espanha, foi estendido para os sacerdotes e diáconos de toda a igreja do Ocidente por ele durante o sínodo romano (386), porém foi rejeitado pelos bispos do Oriente, onde vigorou apenas a proibição de núpcias para os que recebiam solteiros as sagradas ordenações.

São Conrado de Constança

Conrado de Constança ou Conrado de Altdorf (em alemão, Konrad von Konstanz ou Konrad von I. Altdorf) (Weingarten, 900 – Constança, 26 de novembro de 975) foi bispo da diocese de Constança entre 934 e 975. Ele é venerado como um santo pela Igreja Católica, Igreja Luterana e Igreja Ortodoxa. 
Biografia 
Conrado nasceu por volta de 900 dentro da família Welf, pertencente à nobreza, recebeu sua formação espiritual no capítulo da catedral de Constança. Entrou na comunidade canônica e, em 934, a partir do cabido, sob a influência do bispo de Augsburg, Ulric de Augsburg, foi eleito bispo de Constança. 
Cripta no Anterior
 da Antiga Sé
de Konstanz Alemanha
 
Como bispo e como um membro da igreja Ottoniana, Conrado tem contato, pelo menos esporadicamente, com o imperador Otto I (936-973). Assim, no inverno de 961-962, Conrado participou da viagem organizada para a coroação do imperador de Roma. Em consequência, o imperador do Sacro Império Romano obteve uma capela já erguida chamada Mauritiusrodunte na catedral de Constança em memória de São Maurice. Conrado fez outras viagens a Roma e Jerusalém, onde ele peregrinou por três vezes e trouxe relíquias, dentre outras coisas. Visitando Roma e Jerusalém, Conrado decidiu levar a cabo um plano de construções na cidade, fato que é considerado apenas como o nascimento ou momento fundação da arte românica. Como um modelo para a construção de igrejas usou a Basílica Patriarcal em Roma: Na entrada da cidade, ele construiu uma igreja dedicada a St. Paul, semelhante à Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

SILVESTRE GUZZOLINI Sacerdote, Fundador, Santo 1177-1267

— FUNDOU A CONGREGAÇÃO DOS MONGES SILVESTRINOS — 
Silvestre Guzzolini nasceu numa família de nobres, na pequena Osimo, na Itália, em 1177. Os pais, Gislério e Branca, deram ao filho uma boa formação religiosa, não poupando os esforços para que Silvestre seguisse a carreira como jurista. Estudou direito na Universidades de Bolonha. Mas decidiu abandonar o curso para estudar teologia em Pádua. Ordenou-se sacerdote em sua cidade natal, tornando-se, em seguida, cónego da catedral. Mais tarde, em 1227, quando já estava com cinquenta anos de idade, decidiu retirar-se para a vida eremítica numa gruta perto de Frassassi. A fama de sua santidade e de sua grande espiritualidade fez chegar outros religiosos com a mesma aspiração ascética. Assim, uma nova comunidade monástica se formava. Silvestre logo teve de procurar um local maior, por causa do grande número de monges lá agrupados. Foram, então, para uma localidade próxima chamada Montefano, onde, em 1231, fundou a Congregação Beneditina masculina, mais tarde chamada dos monges silvestrinos, da qual o fundador se tornou o abade. Ele era, de fato, uma alma contemplativa, desejosa de coerência evangélica, por isso tornou-se eremita. Praticou uma vida monástica rigorosa e amadureceu uma profunda e forte espiritualidade. Escolheu a Regra de são Bento porque desejava constituir uma nova família religiosa dedicada à contemplação, mas que não abandonasse a realidade social à sua volta. Silvestre, de facto, unia ao recolhimento o apostolado de uma sublime paternidade espiritual e a pregação do Evangelho às populações da região.

HUMILDE DE BISIGNANO Frade Menor, Santo 1582-1637

Luca António, seu nome de baptismo, nasceu na cidade de Bisignano, província de Cosenza, Itália, em 26 de agosto de 1582. Pertencia a uma família muito pobre e muito cristã. Desde a mais tenra idade, o menino manifestou sua admirável piedade. Todos os dias ia à missa, comungava, rezava e meditava a Paixão do Senhor, tornando-se modelo de virtude para todos os que o conheciam. Aos dezoito anos, sentiu que sua real vocação estava na vida religiosa, mas por vários motivos teve de esperar nove anos para poder realizar os seus santos propósitos, levando, entretanto, uma vida ainda mais disciplinada a fim de conseguir seus objectivos. Finalmente, aos vinte e sete anos, entrou no noviciado dos Frades Menores de Mesuraca, tomando o nome de frei Humilde, emitindo a profissão em 1610. Desde jovem, tinha o dom de contínuos êxtases contemplativos, motivo pelo qual era chamado de “o frade extático”. A partir de 1613, esses dons se tornaram públicos e por isso seus superiores o submeteram a uma longa série de provas e humilhações para certificarem-se se eles provinham, realmente, de Deus. Mas essas provas, felizmente suportadas, só vieram aumentar sua fama de santidade junto aos irmãos e ao povo. Outros dons particulares foram atribuídos a Humilde: a perscrutação dos corações, a profecia, as intercessões em milagres e, sobretudo, a ciência infusa. Apesar de ser analfabeto, dava respostas sobre as Sagradas Escrituras e sobre qualquer outro tema da doutrina católica que faziam admirar insignes teólogos.

LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO Sacerdote, Fundador, Santo 1676-1752

Paulo Jerónimo nasceu em 1676, em Porto Maurício, actual. Impéria, Itália. Filho do capitão da marinha Domingos Casanova, ficou órfão ainda muito pequeno. Foi, então, levado a Roma para concluir os estudos no Colégio Romano. Depois, foi para o Retiro de São Boaventura, onde entrou para a Ordem Franciscana e vestiu o hábito tomando o nome de frei Leonardo. Actuou como sacerdote a maior parte da vida em Florença. Era um empolgante pregador, principalmente quando escolhia como tema a Paixão de Cristo. Percorreu toda a Itália exercendo esse ministério e, com isso, escreveu muitas obras de grande valor para os pregadores e para os fiéis. Santo Afonso de Ligório, seu contemporâneo, dizia que ele era o maior missionário daquele século. O papa também usou para a Igreja os dons de Leonardo, quando o enviou para uma delicada missão na ilha de Córsega. Tinha de restabelecer a concórdia entre os cidadãos. Apesar das graves divisões entre eles, Leonardo conseguiu um inacreditável abraço de paz. Também é considerado o salvador do Coliseu, ao promover pela primeira vez a liturgia da Via-Sacra naquele local que definiu como santificado, pelos martírios dos cristãos. Por esse motivo, a interpretação da Paixão de Cristo foi reproduzida, no jubileu de 1750, no Coliseu, cujas ruínas eram dilapidadas e suas pedras arrancadas para servirem em outras construções. A celebração da Via-Sacra em seu interior tornou-se tradição e a histórica construção passou a ser preservada.

TIAGO ALBERIONE Sacerdote, Fundador, Beato 1901-1971

Na noite da passagem do século, 31 de dezembro de 1900 para 1o de janeiro de 1901, o jovem seminarista permanece quatro horas em oração na catedral de Alba (Itália). Uma luz vem do Tabernáculo e o envolve. ― “Fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século, com as quais conviveria!” Sente fortemente o convite e o apelo de Deus. O mundo passava por profundas mudanças sociais e tecnológicas, era necessário utilizar as novas descobertas, as novas forças do progresso para fazer o bem, para evangelizar. O jovem seminarista, com apenas dezasseis anos, era Tiago Alberione, futuro fundador da Família Paulina, que nunca deixou que essa chama luminosa se apagasse em sua vida. Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, norte da Itália, de uma família de camponeses simples e laboriosos. Vinte quatro horas após o nascimento, foi baptizado e recebeu o nome de “Tiago”. Buscando melhores terras para a lavoura, a família Alberione mudou para a cidade de Cherasco, onde Tiago passou sua infância e adolescência. Foi lá que se manifestou a vocação para o sacerdócio. ― Quero ser padre! foi a resposta que deu à professora, Rosina Cardona, que perguntava aos seus oitenta alunos o que queriam ser quando crescessem.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Sexta-feira – Santos: Belina, Conrado, Bv. Tiago Alberione
Evangelho (Lc 21,29-33) “Olhai a figueira e todas as árvores. Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto.”
Deus está continuamente agindo em nossa vida, para nos orientar e ajudar na caminhada em busca da verdade, do bem e da felicidade. Preciso de sabedoria e prudência para perceber nos acontecimentos esses sinais que me ajudam em minhas decisões. Acho que preciso ir mais devagar para os perceber, dar mais tempo para minhas escolhas, e pedir sempre que o Senhor me guie e ilumine.
Oração
Senhor meu Deus, aumentai minha fé e meu amor, para que vos possa ouvir e  perceber por onde me quereis levar. E quando as coisas não forem muito claras, aumentai minha confiança e tranquilizai meu coração. Ajudai-me a compreender que estarei acertando minhas escolhas, se procuro fazer o melhor por vosso amor. Não permitais que seja levado por falsos pretextos e preconceitos. Amém.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

PERGUNTAS E RESPOSTAS - 20/01/2014

PADRE WALMIR GARCIA
DOS SANTOS CSsR
Hilanda Parreira: Por que dizemos “Céus” se existe apenas um céu que é o infinito? 
O céu não é o infinito, mas ele é infinito, pois não tem fim. Falar céus como céu é a mesma coisa, é só uma força de expressão. Em Mateus vemos a expressão “Reino dos Céus”, que é o mesmo que dizer “Reino de Deus”. 
Não identificada: Eu sou separada, mas tenho muita vontade de ser ministra da Eucaristia. Eu posso realizar esse sonho? 
A norma da Igreja diz que a pessoa separada e tem outra convivência (segunda união) não deve assumir esta função, mas ser separada e estando sozinha não tem problema. 
Não identificada: Tenho um colega de trabalho que, ao mesmo tempo em que ele fala de Deus, de Nossa Senhora, ele solta um palavrão daqueles! É casado, tem filhos frequenta a Igreja regularmente, mas tem esse problema. Ele pode ser considerado uma pessoa religiosa de verdade? 
Ele está precisando de uma correção fraterna. Fale com ele sobre isso, e diga sobre a incoerência que ele está vivendo. A boca que profere bênção e coisas boas não deve ser usada para palavras torpes. 
Não identificada: Estou interessada em um rapaz, mas ele ainda não percebeu. Participamos de um grupo religioso e gostaria muito de abrir meu coração para ele, mas tenho receio de levar o fora. Ele é tudo de bom, muito dedicado, responsável, de boa família. Mesmo correndo o risco, será que devo me abrir? 
Claro que você deve falar para ele, ou pelo menos insinuar, pois se não tentar jamais poderá saber a resposta. Não tenha receio de dizer a verdade. 
Helena Maria de Souza: Até quanto tempo eu posso ficar sem me confessar? E mesmo sem confessar, eu posso comungar? E também outra pergunta, qual a sua opinião sobre a realização de casamento na quaresma? 
A Igreja pede que pelo menos de ano em ano o fiel deve procurar o sacramento da reconciliação. Se você não tem consciência de pecado pode tranquilamente participar da comunhão eucarística. Sobre o casamento na quaresma não tem nada de mais, o sacramento do matrimonio pode ser realizado em qualquer época do ano, com exceção de dois dias: a sexta feira santa e o sábado santo. Nestes dois dias não se pode celebrar sacramentos, a não ser Unção dos enfermos. 

REFLETINDO A PALAVRA - “Um mistério a celebrar”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
53 ANOS CONSAGRADO
46 ANOS SACERDOTE
Ano litúrgico
 
Cada celebração é única e está dentro de um contexto muito definido que se chama Ano Litúrgico. Este dá, à comunidade que celebra, o sentido e o modo de compreender a graça que Deus oferece em cada dom. É importante saber que cada ato litúrgico é igual aos outros de seu gênero, mas profundamente diferente no sentido da celebração do Mistério que é sempre o mesmo e sempre novo. O mesmo acontece com o Ano Litúrgico no qual se desencadeiam os mistérios celebrados. Sempre os mesmos e sempre novos. Novo por quê? Porque a graça de Deus é sempre nova. O sentido da história dos gregos era cíclico. Tudo retorna. Isso é uma etapa de sua filosofia. No sentido hebraico, o tempo é continuo. No sentido cristão é espiral. Sempre o mesmo, mas sempre indo à frente como uma escada em caracol. É sempre a mesma, mas estamos mais à frente contemplando sempre um aspecto novo. Não podemos dizer: “Vai à missa de novo?” Não! Ela é sempre outra. É o mistério: sempre antigo e sempre novo. Deus eterno e imutável, mas não é estático. É vida, sempre gerando vida. O Ano Litúrgico não é um calendário. O calendário dispõe as celebrações. Entramos no mistério do tempo que sempre gera vida. Não se trata de virar uma página, mas de contemplar e viver o mistério do Deus Salvador que Se manifesta em Cristo na comunidade celebrante. “Cada tempo litúrgico tem sua teologia que se estabelece a partir dos textos. Não é um acúmulo de ideias, mas uma graça concreta de comunhão com o mistério que nos é oferecido em determinado tempo litúrgico” (El Ano Litúrgico – J. Castellano, p 53). 
Um pouco da história 
O ano litúrgico não nasceu de um decreto, de uma reunião ou de um estudo. Brotou a partir da experiência viva das comunidades. Muitas celebrações têm sua fonte nas celebrações bíblicas. O que determina são a condições humanas, teológicas e culturais. O ano litúrgico, como a liturgia, está sempre em movimento. Faz parte da vida das pessoas. A história da renovação se inicia com a descoberta dos livros litúrgicos antigos. No século XIX estudou-se o termo sacramento em seu original que era “misterion”, a partir do conceito grego. No culto mistérico, o “devoto” realizava uma cerimônia “imitando” o que estava no mito (história antiga). Não se trata de algo incompreensível. Os ritos levavam a pessoa viver aquilo que se mostrava no mito. Os gestos explicavam. A palavra “sacramento” foi uma tradução de mistério. Nele nós realizamos ritos e acontece conosco o que os ritos explicam. A graça não está sujeita ao rito, mas o rito a torna clara. Nossa participação nos ritos acolhe o que a graça realiza em nós. O rito descreve e a graça realiza. 
A fé sustenta 
As festas do calendário têm origens diferentes: Há festas que celebram os mistérios da vida de Jesus. Celebram fatos que aconteceram como Natal, Páscoa, Ascensão e outros. Há festas que vêm de um dogma, como a Trindade, Eucaristia... Há também aquelas que provêm de tradições da piedade como as Dores de Maria. Há celebrações dos Santos, Anjos, Nossa Senhora, e mesmo devoções particulares. Na história sempre aconteceram ajustes no calendário, como foi feito depois do Vaticano II, na reforma litúrgica. Foram tirados santos cuja existência é duvidosa, ou santos que são desconhecidos atualmente. No calendário privilegiaram-se os santos de maior tradição e mais universalidade, santos novos e países de fé recente, como Coreia, Vietnam... Os ritos orientais trazem tradições diferentes que não são contrárias, mas têm outra maneira de compreender.

EVANGELHO DO DIA 25 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 21,20-28. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes, os que estiverem dentro da cidade saiam para fora e os que estiverem nos campos não entrem na cidade. Porque serão dias de castigo, nos quais deverá cumprir-se tudo o que está escrito. Ai daquelas que estiverem para ser mães e das que andarem a amamentar nesses dias, porque haverá grande angústia na Terra e indignação contra este povo. Cairão ao fio da espada, irão cativos para todas as nações, e Jerusalém será calcada pelos pagãos, até que aos pagãos chegue a sua hora. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na Terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então hão de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia grega do século IV 
Sobre a Santa Páscoa 44-48;PG 59,743 
(inspirada numa homilia perdida 
de Santo Hipólito) 
A vitória do Filho do homem,
que veio e que vem 
O que será a vinda de Cristo? A libertação da escravatura e a rejeição das antigas cadeias, o começo da liberdade e a honra da adoção, a fonte da remissão dos pecados e a vida verdadeiramente imortal para todos. Sendo o Verbo, Palavra de Deus, Ele viu-nos lá do alto tiranizados pela morte, enganados, atados pelos laços da decadência, levados por um caminho sem retorno, e veio tomar a natureza de Adão, o primeiro homem, segundo o desígnio do Pai. Não confiou aos anjos nem aos arcanjos a responsabilidade da nossa salvação, mas tomou a seu cargo o combate a nosso favor, obedecendo às ordens do Pai. Reunindo e condensando em Si toda a grandeza da sua divindade, veio com a medida que quis; pelo poder do Pai não perdeu o que tinha, mas, tomando o que não tinha, veio com as devidas limitações. Repara que Ele é o Senhor: «Disse o Senhor ao meu Senhor: "Senta-te à minha direita"» (Sl 109,1). Vê que Ele é Filho: «Ele Me invocará, dizendo: "Tu és meu Pai", e Eu farei dele o Primogénito» (Sl 88,27-28). Observa também que Ele é Deus: «Os poderosos virão e prostrar-se-ão diante de Ti e Te suplicarão porque Deus está contigo» (Is 45,14). Observa que Ele é o Rei eterno: «Um cetro de justiça é o teu cetro real. Deus, o teu Deus, Te ungiu com o óleo da alegria» (Sl 44,7-8). Vê que Ele é Senhor das dominações: «Quem é Ele, esse Rei glorioso? É o Senhor do universo! É Ele o Rei glorioso» (Sl 23,10). Repara também que Ele é sumo-sacerdote eterno: «Tu és sacerdote para sempre» (Sl 109,4). Mas se Ele é Senhor e Deus, Filho e Rei, Senhor e sumo-sacerdote eterno, quando assim entendeu «tornou-Se homem também: quem poderá compreendê-lo?» (Jr 17,9 LXX). Foi como homem e Deus que este grande Jesus veio morar entre nós. Revestiu-Se do nosso corpo miserável e morto; curou-os das suas enfermidades, sarou cada uma das nossas doenças com o seu poder, para que se cumprisse a palavra: «Eu sou o Senhor. Tomei-Te pela mão e fortaleci-Te. Senhor é o meu nome. E o último inimigo a ser destruído será a morte. Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» (cf Is 42,6; 1Cor 15,26.55).