domingo, 28 de junho de 2015

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE JUNHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – DOMINGO − São Pedro e São Paulo – 
Evangelho (Mt 16,13-19) Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.” 
Iluminado pela fé, que vem do Pai, Simão reconheceu Jesus como o Salvador, ainda que lhe faltasse ainda muito para o conhecer plenamente. Jesus escolhe-o para ser a rocha de sua igreja, da comunidade de irmãos e irmãs que quer formar. Podemos ver Pedro (Rocha) como o rochedo firme sobre o qual construir a casa-família, de modo que seja inabalável. Podemos, porém, ver Pedro como a rocha, na qual se abre gruta ampla, que pode oferecer abrigo para todos que o procuram. A igreja de Jesus é comunidade de acolhida, forma-se por adesão: primeiro a ele pessoalmente, centro de atração e coesão. Depois pela adesão entre irmãos e irmãs, primeiro com alguém que reconhecemos como seu escolhido para ser nosso ponto de encontro e unidade na fé, na caridade e na esperança. 
Oração
Senhor Jesus, não sei se Pedro era a melhor opção; mas acabou sendo, porque estivestes sempre com ele e o transformastes. Eu vos agradeço o nos terdes dado Pedro e todos os outros, em torno dos quais nos pudemos manter unidos através dos séculos. Hoje vos peço por Francisco, bispo de Roma e nosso papa. Iluminai-o e fortalecei-o, ajudai-o a nos manter unidos na fé, na caridade e na esperança. Segundo vosso projeto, reuni em torno dele todos os que creem em vós, para que sejamos plenamente irmãos e irmãs. Fazei-me compreender que, também eu, como cada um de nós, devo ser ponto de atração e de união para todos. Preciso viver, pensar e falar de modo que esteja em união fraterna com todos, e seja fator de unidade e crescimento da comunidade cristã. Amém.

sábado, 27 de junho de 2015

DEPOIS MAMÃE ARRANJA MAIS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Foi no tempo em que se aceitavam meninos para o Seminário. A Santa Missão estava terminando numa cidade do interior paulista. Um menino se entusiasmou pelos missionários. Pediu que o levassem para o Seminário, pois queria ser padre também. Constataram a sinceridade do menino e foram conversar com seus pais. Mas era filho único. Poderia fazer falta na família. Por isso, embora com pesar, explicaram que não poderia ir com eles. Ao menos por enquanto. 
-Olhe, menino, gostaríamos de levar você para o Seminário. Mas pode fazer falta aos seus pais. Eles só têm você. 
-Isso não é problema, respondeu o garoto. Depois mamãe arranja mais.

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Um piedoso negociante em Creta trouxe em meados do século XV a imagem milagrosa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para Roma, onde ficou uns anos escondida em casa particular. Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram a Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano. No dia 29 de março de 1499 ela foi levada em solene procissão pelas ruas da cidade e colocada na igreja de São Mateus. Na revolução de 1797, ficando aquela igreja em ruínas levaram a santa para a igreja de Santa Maria em Postérula. Ali seu culto foi olvidado. Em 1852, os padres redentoristas construíram a igreja de Santo Afonso no lugar da antiga igreja de São Mateus no dia 26 de abril de 1886 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em procissão de triunfo fez solene entrada naquele santuário. Desde aquela data sua devoção se irradiou por todo o planeta. No Brasil esta invocação de Maria chegou no final do século passado com os padres da Congregação do Santíssimo Redentor que aqui se estabeleceram em 1893. A ilha de Creta esteve durante muitos séculos dominada pelos muçulmanos, que destruíram muitos documentos cristãos, por isso nada se descobriu sobre a origem do milagroso ícone, nem mesmo na igreja onde ele era venerado antigamente. É uma pintura sobre madeira, em estilo bizantino, onde se enlaçam a arte e a piedade, a elegância e a simplicidade. Dizem os entendidos que deve ser uma das diversas cópias do retrato da Virgem Santíssima feito por São Lucas e que o pintor era grego, porque são helénicas as letras das inscrições. Desde que reapareceu em Roma em 1866, a imagem milagrosa de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, todos unanimemente exclamaram que Deus quis dar a Igreja perseguida mais uma protecção. Foi esse o sentimento geral dos romanos que o glorioso pontífice Pio IX partilhou. Pois, não contente de restabelecer o culto da santa imagem, quis ele próprio, como o mais humilde dos fiéis ir ajoelhar-se-lhe aos pés. No dia 6 de maio de 1866, no momento em que começava o mês de Maria na igreja de Santo Afonso, Pio IX apareceu de repente, atravessou a multidão que não o esperava, dirigiu-se ao altar de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro e orou ali algum tempo em silencio. Depois subindo os degraus do altar, examinou em todos os pormenores a preciosa imagem como a excitar a sua confiança.” Oh, como é linda!”. Colocou uma cópia no seu oratório e dedicou-lhe grande devoção. Foi sem dúvida na contemplação desta imagem que Pio IX encontrou o segredo daquela confiança que o animava na crise terrível que a Igreja atravessou. Segue abaixo o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e o seu significado. No final a imagem original na Igreja de Santo Afonso. 
Historia do ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro 
A tradição diz que este quadro teria sido pintado por São Lucas, mas nada pode ser provado neste sentido. Outra versão diz que o quadro teria sido pintado por um artista russo em torno de 1325. A Paixão de Jesus é representada pelos instrumentos da paixão mostrado pelos anjos, principalmente a cruz, a lança, a esponja e os pregos. Os dois arcanjos são Miguel e Gabriel. Miguel segura a lança e a esponja com o vinagre usado na Paixão. Gabriel segura a cruz, uma cruz estilo bizantino e os pregos que fixaram Jesus nela. O Menino Jesus com medo destas visões se aconchega aos braços de sua Mãe. Os dedos da Virgem Maria apontam para Jesus como a indicar: “Este é o Senhor Nosso Deus”. As letras gregas usualmente usam a primeira e a ultima letra de um nome, assim Maria é identificada como Mãe de Deus e o Menino é identificado como Filho de Deus. Aqui temos uma versão do ícone que aparece as letras com grande clareza: As letras identificando Nossa Senhora estão grande e claras. Você pode ver M perto de Miguel a esquerda. As letras de Jesus são “IC CX”. O “C” é o S em grego; O “I” é nosso J; o “X” é o nosso “CH” assim as letras em gregos são a abreviação de “Jesus Cristo”. Dois significados vem a nossa mente quando contemplamos o ícone. Um tem a haver com o pé torcido com a sandália solta e pendurada. Mostrar a sola do pé significa humildade. O filho de Deus se humilha ao se tornar um homem. O outro significado foca na sandália aparentemente solta quando o Filho correu para a sua Mãe para conforto. Em nosso medo e em nossas necessidades nós devemos correr também bem depressa para Ela.

EVANGELHO DO DIA 27 DE JUNHO

Evangelho segundo S. Mateus 8,5-17. 

Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se d’Ele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens: digo a um ‘Vai!’ e ele vai; a outro ‘Vem!’ e ele vem; e ao meu servo ‘Faz isto!’ e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus, ao passo que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes». Depois Jesus disse ao centurião: «Vai para casa. Seja feito conforme acreditaste». E naquela hora, o servo ficou curado. Quando Jesus entrou na casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre. 

Tocou-lhe na mão e a febre deixou-a; ela então levantou-se e começou a servi-los. Ao cair da tarde, trouxeram-Lhe muitos possessos. Jesus expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, dizendo: «Tomou sobre si as nossas enfermidades e suportou as nossas doenças». 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia 
Basílio de Selêucia (?-c. 468), bispo 

Homilia nº 19 sobre o centurião, pp. 85, 235ss.
«Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete»
Vi o Senhor fazer milagres no Evangelho e o meu discurso adquiriu segurança com eles. Vi o centurião prostrar-se aos pés do Senhor; vi as nações enviarem a Cristo as primícias dos seus frutos. A cruz ainda não se ergueu e já os pagãos se precipitam para o Mestre. Ainda não se escutou: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19) e já os povos acorrem. Acorrem antes de serem chamados, ardem de desejos do Senhor. Ainda a pregação não começou e já eles se apressam ao encontro do Pregador. Pedro [...] ainda está a ser ensinado e já eles se reúnem à volta daquele que o ensina; a luz de Paulo ainda não refulgiu sob o estandarte de Cristo e já as nações vêm adorar o rei com incenso (Mt 2, 11).
E agora eis que um centurião Lhe diz: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.» Aqui está de facto um novo milagre: o servo cujos membros estão paralisados conduz o seu amo ao Senhor; a doença do escravo devolve a saúde ao seu proprietário. Este, buscando a saúde do servo, encontra o Senhor e, enquanto tenta conquistar a saúde do seu escravo, deixa-se conquistar por Cristo.

CIRILO DE ALEXANDRIA Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo 370-444

Cirilo nasceu no ano de 370, no Egipto. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo. O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria. Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as ideias “nestorianas” ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus. Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII. http://www.paulinas.org.br/

LADISLAU DA HUNGRIA Rei, Santo 1041-1095

Príncipe de vida exemplar, rigoroso contra toda injustiça, caritativo, paciente e fervoroso, modelo de como se pode praticar a virtude heróica no trono
* * * * *
A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas.
São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heróico, sendo modelo para seus súbditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polónia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão. Sua mãe, filha do duque Mesco, deu profunda formação religiosa a ele e a seu irmão Geisa.
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27 DE JUNHO: NSRA DO PERPÉTUO SOCORRO

Vamos conhecer um pouco da história da devoção e do quadro de N. Sra. do Perpétuo Socorro. Segundo uma tradição do século XVI, um comerciante da Ilha de Creta na Grécia, apoderou-se do quadro (que era venerado como milagroso), escondeu-o na bagagem e fugiu para a Itália, de navio. Durante a viagem, desencadeou-se terrível tempestade, pondo em perigo a vida dos passageiros. O comerciante fez o voto de colocar esse quadro numa igreja de Roma caso escapassem vivos. Desembarcaram com vida, mas o comerciante adoeceu gravemente. Antes de morrer, passou para um amigo a história do quadro, pedindo que o colocasse numa igreja. Anos e séculos transcorreram. O quadro ficou escondido ou tido por desaparecido. Finalmente foi encontrado na capela de uma igreja de Roma. Em 1865 o Santo Padre entregou-o aos Redentoristas, pedindo que o tornassem conhecido no mundo inteiro. O desejo do Papa se cumpriu. Hoje a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está difundida no mundo inteiro.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Purificados por sua maternal intercessão”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
A Imaculada Conceição de Maria
            Melitão de Sardes, bispo, discípulo de João, falecido em 177, escreve em uma homilia sobre a Páscoa “Este é o Cordeiro sem voz ... este é Aquele que foi gerado por Maria, a pura ovelha”. Em tradição tão antiga, unindo Maria ao Cordeiro imaculado, sacrificado, reconhece nela a beleza da graça da Redenção. Faz eco às palavras de Lucas: “Alegra-te, cheia de graça”. Nela existe o favor divino. Quando Pio IX, em 1854, proclamou o dogma da Imaculada Conceição, não estava descobrindo novos ensinamentos. Estava reconhecendo o que a Igreja sempre acreditou. Lucas mostra em Maria a totalidade da graça, pois só assim pode gerar a Graça, Jesus Cristo. O Filho não poderia nascer na linha do pecado original dos primeiros pais. Ele é “Filho do Altíssimo”, não somente um filho de Adão a mais. Deus quis preparar uma digna habitação para seu Filho. “Puríssima, reza o prefácio, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha, que tira os nossos pecados”. O Papa proclama: “A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original”. Com essas palavras indica a santidade original de Maria, não por mérito seu, mas por privilégio especial de Deus. Ela não esta fora da redenção de Cristo, pois foi redimida pelos méritos de Cristo, como os que vieram antes de seu nascimento.
Ele nos escolheu a sermos imaculados
            Maria não está sujeita ao pecado, mas participa da condição do povo que caminha para ser “santo e imaculado aos olhos de Deus, no amor” (Ef 1,4). Maria, de nossa raça, participa da santidade de Deus. Nós, humanos como ela, poderemos também chegar a essa vida em Deus. Não escapamos da mancha original, vivemos suas conseqüências, mas temos uma esperança: uma já abriu a brecha para todos. Podemos! Maria recebeu por dom especial. Nós recebemos o mesmo dom, sendo libertados do pecado original pelo Batismo e sustentados pelos sacramentos na vida de amor da Igreja. O pecado de Adão e Eva no Paraíso, mostra o mal que corrói toda humanidade. Maria se torna o sinal de esperança para todos. Eva, a mãe de todos os viventes (Gn 3,20), levou-os à perdição, comendo o fruto proibido. Maria, a nova Eva, é mãe de todos os nascidos em Cristo, fruto da árvore da Cruz. Comemos do fruto da árvore da Cruz e estamos revestidos da Graça de Cristo. Vivemos a intimidade com Deus recuperada por Cristo.
Ela intervém em favor de seu povo
            A Imaculada Conceição de Maria não é somente um privilégio particular, individual. Ela se coloca entre Jesus e nós. Jesus é o mediador da nova aliança (Hb 12,24). Maria é a mediação suplicante. Ela reza a Deus por nós e participa da mediação de seu Filho, pois, se Ele veio a nós por Maria, somos beneficiados com essa graça que ela, por insigne dom de Deus, nos deu com sua Maternidade divina. Rezamos na oração da missa: “Concedei-nos chegar até vós, purificados também de toda culpa por sua materna intercessão” (oração da missa). No prefácio rezamos: “Escolhida ... modelo de santidade e advogada nossa, ela intervém em favor de vosso povo”. Não há como deixar Maria fora do mistério da redenção de Cristo. Por isso celebramos sua Imaculada Conceição, nossa esperança e nosso futuro. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE JUNHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 − Sábado – Nossa Senhora do Perpétuo Socorro 
Evangelho (Mt 8,5-17) “Muitos virão do Oriente e do Ocidente, sentar-se-ão à mesa no Reino dos Céus... enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora...” 
Essa palavra de Jesus obriga a pensar. O oficial romano, um pagão, deixou-se conquistar logo pela fé. Eu fui muito mais favorecido do que ele, tive bom ambiente familiar, e muitos outros privilégios. Deveria corresponder muito mais às oportunidades que o Senhor me concedeu. Vou aproveitar a oportunidade e fazer um bom exame de consciência e ver que respostas devo dar a nosso Senhor. 
Oração

Senhor Jesus, eu vos bendigo pela fé desse homem e de tantas outras pessoas que, ao primeiro toque da graça, se entregam a vós. Ajudai-as a continuar firmes na fé, e crescendo sempre em vossa amizade. Vede como sou muito mais lento no aceitar vossos convites. Perdoai-me, por piedade, e não permitais que me aquiete enquanto não vos seguir fielmente, com alegria e prontidão. Amém.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

EVANGELHO DO DIA 26 DE JUNHO

Evangelho segundo S. Mateus 8,1-4. 

Ao descer Jesus do monte, seguia-O uma grande multidão. Veio então prostrar-se diante d’Ele um leproso, que Lhe disse: «Senhor, se quiseres, podes curar-me». Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Eu quero: fica curado». E imediatamente ficou curado da lepra. Disse-lhe Jesus: «Não digas nada a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou, para que lhes sirva de testemunho». 
Comentário do dia 

Bento XVI, papa de 2005 a 2013 
Encíclica «Spe Salvi», 36 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)
«Quero, fica purificado»
Tal como o agir, também o sofrimento [sob todas as suas formas] faz parte da existência humana. Este deriva, por um lado, da nossa finitude e, por outro, da súmula de erros que se acumularam ao longo da história e que ainda hoje não cessa de aumentar.
É preciso, obviamente, fazer tudo o que é possível para atenuar o sofrimento: impedir, na medida do possível, o sofrimento dos inocentes; amenizar as dores; ajudar a superar os sofrimentos psíquicos. Tudo isto são deveres, tanto de justiça como de amor, que se inserem nas exigências fundamentais da existência cristã e de todas as vidas verdadeiramente humanas. Na luta contra a dor física, conseguiram-se realizar grandes progressos; mas o sofrimento dos inocentes e também os sofrimentos psíquicos aumentaram no decurso destas últimas décadas.
Sim, devemos fazer tudo para superar o sofrimento, mas eliminá-lo completamente do mundo não está nas nossas possibilidades humanas, simplesmente porque não podemos ultrapassar a nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, do erro, que – como constatámos – é uma fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia fazer: só um Deus que entra pessoalmente na História tornando-se homem e sofrendo nela. Nós sabemos que este Deus existe e que, por isso, este poder que «tira os pecados do mundo» (Jo 1,29) está presente no mundo. Pela fé na existência deste poder, surgiu na História a esperança da cura do mundo.

S. José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975

Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores que deram aos filhos uma profunda educação cristã. Em 1915 faliu o negócio do pai, que era um industrial de tecidos, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría apercebe-se da sua vocação pela primeira vez: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exactamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a preparar-se para tanto, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça. Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objectivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Desde então começa a trabalhar na fundação, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes. Além disso, estuda na Universidade de Madrid e dá aulas para manter a família. Quando rebenta a guerra civil encontra-se em Madrid, e a perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pirenéus, fixa residência em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid e obtém o doutoramento em Direito. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, para sacerdotes e para religiosos. Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa - e em 1970 ao México -, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas regiões. Com o mesmo objectivo, em 1974 e em 1975, realiza duas longas viagens pela América Central e do Sul, onde, além disso, tem reuniões de catequese com grupos numerosos de pessoas. A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior. O sentido profundo da sua filiação divina, vivido numa contínua presença de Deus Uno e Trino, levava-o a procurar em tudo a mais completa identificação com Jesus Cristo, a uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a S. José, a um trato habitual e confiado com os Santos Anjos da Guarda e a ser um semeador de paz e de alegria por todos os caminhos da terra. Mons. Escrivá oferecera a sua vida, repetidas vezes, pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu esta oferta e Mons. Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho.

Santos João e Paulo, mártires, +362

Os santos que recordamos hoje pertenceram ao século IV e ali deram um lindo testemunho do martírio no ano de 362, no contexto em que a Igreja de Cristo era perseguida. Eles pertenciam à Corte de Juliano o Apóstata, que queria que todos os cristãos se rendessem aos deuses do Império. João e Paulo, porém, renunciaram ao cargo, e se retiraram para um propriedade onde viveram da caridade e servindo aos pobres, testemunhando acima de tudo, o amor a Deus. Eram irmãos de sangue, mas responderam pessoalmente ao Evangelho. O Imperador enviou uma autoridade para convencê-los a mudarem de ideias, e oferecerem sacrifícios ao deus Júpiter, para não serem condenados. Após alguns dias, os irmãos não negaram sua fé e acabaram morrendo degolados, testemunhando seu amor a Deus. www.cancaonova.com

S. Paio, mártir, +925

S. Paio (ou Pelágio) era natural da Galiza e sobrinho de Hermígio, bispo de Tui. Nasceu no início do séc. X. Tendo participado, como pagem, na dura batalha que opôs Ordonho II de Leão a Abdemarrão III, emir de Córdova, foi feito prisioneiro e levado para esta cidade. As negociações entre as partes permitiram a libertação do bispo Hermígio, mas Paio teve de ficar como refém, apesar de ser ainda muito novo. A sua formosura despertou sentimentos de desejo tanto no rei como num dos seus filhos, que tudo fizeram para o seduzir. A todos resistiu o jovem, o que exacerbou a ira do rei que o mandou torturar até que cedesse aos seus apetites. No entanto, a fortaleza de ânimo de Paio foi superior à violência dos algozes que o despedaçaram e acabaram por lançá-lo ao rio Guadalquivir. Tinha 13 anos de idade. A sua fama espalhou-se por todo o nordeste da Península, havendo hoje muitas localidades portuguesas que têm o seu nome.

O SALVADOR DO QUINZINHO

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Vive-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Se o Quinzinho está vivo, é por causa do José carapina, seu padri­nho. A história foi assim: 
O Quinzinho tinha 6 anos, e brincava na beira do ribeirão. O ribeirão era manso. Mas, com as enchentes, carregava até criação do campo.E não é que o menino escorrega numa pedra e vai sendo levado pela correnteza? Havia crianças maiores com ele, mas não podiam fazer nada.Por uma providência divina, passou ali o José carapina, que voltava de uma limpa de milho. Quando viu o menino carregado pelas águas, não pensou em mais nada: pulou no rio, e conseguiu tirar o menino para fora, são e salvo. Hoje, o José carapina é o padrinho, o amigo, o tio, o benfeitor, o tudo, para os pais do Quinzinho. Faz parte da família.

26 DE JUNHO - O PRIMEIRO SANTO DE NOME PELÁGIO

Poucos sabem que já houve um São Pelágio na História da Igreja. Nasceu na Espanha lá pelo século décimo. Morreu mártir em Córdoba no ano de 925. Tinha 13 anos quando foi entregue como refém aos mouros. O emir Abderramão III, atraído pelo aspecto gracioso daquele menino, procurou seduzi-lo. Mas Pelágio, indignado, respondeu: 
-"Afasta-te, cão! Pensas por acaso que sou um dos teus lacaios efeminados?"
Foi cortado em pedaços, tendo os braços e os pés arrancados. Por fim foi decapitado e jogado no rio . 
Rezemos para que o veneravel Pe. Pelágio seja o segundo santo com esse nome.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Amizade espiritual”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
328. Presença amiga
            A espiritualidade da Unção dos Enfermos estimula-nos a estar próximos e presentes aos doentes e moribundos. Um jovem médico belga Michel Englebert, dos Médicos sem Fronteira, que trabalhava em Angola, também no Kwito-Bié, contou-me sua experiência de médico no hospital na Bélgica: “Eu ia para junto daqueles que estavam ali, sem esperança de vida, velhos, sozinhos. Eu pegava na mão deles e ficava conversando para que se sentissem amados”. É o que acontece com tantas pessoas: abandonadas nos hospitais, ou clínicas, ou asilos. Em um hospital psiquiátrico, uma velhinha ficou anos, olhando para a porta, esperando seus filhos chegarem para uma visita. Isso dói. E quantos casos. A espiritualidade nos convida a ir até esses solitários. A medicina se desenvolveu tanto, mas a sensibilidade para com o doente decresceu vertiginosamente. As pessoas, na doença, sentem muita necessidade de ter alguém por perto, pois perdem-se as forças interiores de resistência. Uma presença amiga, tanto de familiares como de amigos, se faz muito importante. Por esse gesto, Jesus se faz presente junto ao doente. O sacramento do irmão é fundamental nesse momento. Jesus dirá no juízo final: “Estive doente e me visitastes?... Todas as vezes que fizestes isso, foi a mim que o fizestes”. O doente é, para quem o visita, a pessoa de Jesus. Realiza-se uma extensão do sacramento do encontro com Cristo no momento da dor e sofrimento. Anotamos aqui o valor do ministério da distribuição da Comunhão aos doentes. Tantas vezes é a única visita que recebem, a de Jesus. É maravilhosa essa inovação da Igreja. Os doentes saíram ganhando e ganharam Jesus. E quanto de vitalidade esses ministros recebem, eles próprios, para sua espiritualidade. São beneficiados também.
329. De mãos dadas no caminho
            Não somente os doentes acamados necessitam da graça abundante desse sacramento, como também os que vivem situações de sofrimento interno ou em sua vida. São doenças ou sofrimentos que a presença amiga pode aliviar. “Quem encontra um amigo, encontrou um tesouro”. A amizade espiritual é um caminho magnífico para o alívio de tantos males e instrumento de crescimento espiritual e humano. É uma das funções dos sacerdotes. Saber ser amigo como Jesus sabia ser. Jesus era amigo de Lázaro e suas irmãs Marta e Maria. Lázaro é chamado de amigo amado: “está enfermo aquele que Tu amas” (Jo 11,3). É uma amizade que gera vida. É necessário ter amigos que, mais que companheiros do dia a dia, sejam companheiros ou companheiras da vida espiritual. Falamos de direção espiritual. Poderíamos dizer melhor: amizade espiritual, para crescer junto no caminho espiritual. É uma medicina preventiva da vida espiritual.
330. Repartindo a dor
            Podemos dizer que, se nós sacerdotes visitássemos mais as famílias enlutadas, teríamos igrejas mais cheias. São abandonados à própria dor.  É o momento em que mais necessitam. É justamente o momento em que mais são abandonados pelos da igreja. Há outros que se aproveitam. É um momento privilegiado da missão da Igreja. Jesus se compadecia muito daqueles que haviam perdido entes queridos, como vemos no caso da ressurreição do filho da viúva de Naim, na ressurreição de Lázaro e da menina. Na morte de Lázaro Ele chora ao ver a dor das irmãs. Se ele ressuscitou esses e não os outros, está a nos dizer da importância de estarmos junto aos enlutados, pois esse é um caminho de ressurreição. O sacramento da unção cura a dor da morte.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE JUNHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 − Sexta-feira – Santo São Cirilo de Alexandria 
Evangelho (Mt 8,1-4) “Um leproso aproximou-se e ajoelhou-se diante dele, dizendo: − Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.” 
O homem mostrou uma fé muito grande no poder de Jesus. Mas também mostrou uma humildade muito grande. Reconheceu sua situação terrível e não se escondeu. Apesar da vergonha pela repugnância que provocava, foi procurar ajuda. Devo reconhecer humildemente minhas carências e meu pecado, e procurar junto de Jesus ajuda e perdão. Não posso ficar preso em meu orgulho. 
Oração

Senhor Jesus, são muitas as minhas necessidades e grandes minhas limitações. Estou muito longe de ser o que esperais de mim. Eu o reconheço, e por isso venho procurar ajuda junto de vós. Tende piedade de mim, purificai-me, curai-me, erguei-me. Quero ser mais fiel ao meu compromisso de vos seguir como discípulo. Confio em vosso poder, e entrego-me à vossa misericórdia. Amém.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

EVANGELHO DO DIA 25 DE JUNHO

Evangelho segundo S. Mateus 7,21-29.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. Muitos Me dirão no dia do Juízo: ‘Senhor, não foi em teu nome que profetizámos e em teu nome que expulsámos demónios e em teu nome que fizemos tantos milagres?’ Então lhes direi bem alto: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína». Quando Jesus acabou de falar, a multidão estava admirada com a sua doutrina, porque a ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. 

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Filoxeno de Mabug (523),bispo da Síria-Homilia 1 
«Acorda, tu que dormes» (Ef 5,14)

«Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.» Por isso, convém que nos apliquemos, não somente a escutar a Palavra de Deus, mas também a conformar a nossa vida com essa mesma Palavra. [...] Escutar a lei é uma boa regra, porque nos incita à prática das virtudes. Fazemos bem em ler e meditar as Escrituras, pois é assim que purificamos o fundo da nossa alma dos maus pensamentos. 
Mas ler, escutar e meditar assiduamente a Palavra de Deus sem a pôr em prática é uma falta que o Espírito de Deus já condenou antecipadamente. [...] Os que se encontram nestas disposições nem sequer devem pegar nos livros sagrados. Ao ímpio, Deus declara: «Porque andas sempre a falar da minha lei e trazes na boca a minha aliança, tu que detestas os meus ensinamentos e rejeitas as minhas palavras?» (Sl 49,16-17) Aquele que lê assiduamente as Escrituras sem as pôr em prática encontra a sua condenação na própria leitura; e merece uma condenação tanto mais grave quanto despreza e desdenha em cada dia aquilo que ouve em cada dia. É como um morto, um cadáver sem alma. Podem soar milhares de trombetas aos ouvidos dum morto, que ele não as ouvirá. Da mesma forma, a alma que está morta no pecado, o coração que perdeu a lembrança de Deus não ouve o som nem os gritos da Palavra divina, e a trombeta das palavras espirituais não a impressiona; esta alma está mergulhada no sono da morte. 

25 de Junho - São Guilherme de Vercelli

Guilherme nasceu em Vercelli, no ano de 1085, de uma rica família da nobreza francesa. Aos quinze anos, já vestia o hábito de monge e era um fervoroso peregrino. Percorreu toda a Europa visitando os santuários mais famosos e sagrados, pretendendo tornar-se um simples monge peregrino na Terra Santa. Foi dissuadido ao visitar, na Itália, João de Matera, hoje santo, que lhe disse, profeticamente, que Deus não desejava apenas isso dele. Contribuiu também, para sua desistência, o fato de ter sido assaltado por ladrões de estrada, que lhe aplicaram uma violenta surra. O incidente acabou levando-o a procurar a solidão na região próxima de Avellino, na montanha de Montevergine. Era uma terra habitada apenas por animais selvagens, onde, segundo a tradição, um lobo teria matado o burro que lhe servia de transporte. Guilherme, então, teria domesticado toda a matilha, que passou a prestar-lhe todo tipo de auxílio. Vivia como eremita, dedicando-se à oração e à penitência, mas isso durou pouco tempo. Logo começou a ser procurado por outros eremitas, religiosos e fiéis. Acabou fundando, em 1128, um mosteiro masculino, o qual colocou sob as regras beneditinas e dedicou a Maria, ficando conhecido como o Mosteiro de Montevergine. Dele Guilherme se tornou o abade, todavia por pouco tempo, pois transmitiu o cargo para um monge sucessor e continuou peregrinando. Entretanto tal procedimento se tornou a rotina de sua vida monástica. Guilherme acabou fundando um outro mosteiro beneditino, dedicado a Maria, em Monte Cognato. Mais uma vez se encontrou na posição de abade e novamente transmitiu o posto ao monge que elegeu para ser seu sucessor. Desejando imensamente a solidão, foi para a planície de Goleto, não muito distante dali, onde, por um ano inteiro, viveu dentro do buraco de uma árvore gigantesca. E eis que tornou a ser descoberto e mais outra comunidade se formou ao seu redor. Dessa vez teve de fundar um mosteiro "duplo", ou seja, masculino e feminino. Contudo criou duas unidades distintas, cada uma com sua sede e igreja própria. E foi assim que muitíssimos mosteiros nasceram em Irpínia e em Puglia, como revelou a sua biografia datada do século XII. Desse modo, ele, que desejava apenas ser um monge peregrino na Terra Santa, fundou a Congregação Beneditina de Montevergine, que floresceu por muitos séculos. Somente em 1879 ela se fundiu à Congregação de Montecassino. Guilherme morreu no dia 25 de junho de 1142, no mosteiro de Goleto. Teve os restos mortais transferidos, em 1807, para o santuário do Mosteiro de Maria de Montevergine, o primeiro que ele fundara, hoje um dos mais belos santuários marianos existentes. Em 1942, o papa Pio XII canonizou-o e declarou são Guilherme de Vercelli Padroeiro principal da Irpínia.
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25 de Junho - São Próspero de Aquitânia

Próspero estudou na sua cidade natal, Aquitânia, atual Limoges, França, e logo se tornou escritor e teólogo. As suas obras são quase as únicas fontes de informação sobre ele próprio. Escrevia tanto em verso como em prosa. Por causa do poema "De um esposo a sua mulher", atribuído à sua autoria, chegou-se a supor que ele pudesse ter sido casado. Porém é certo que ele nunca se ordenou sacerdote, embora tenha vivido no mosteiro de Marselha, desde 426. Até morrer, manteve-se apenas um monge leigo. Também não foi mártir e nem patrocinou prodígio algum. Entretanto a Igreja o venera como "Professor da Fé". No meio dos sacerdotes marselheses, Próspero viu difundir-se a doutrina herética apregoada por Pelágio, que negava o pecado original e a necessidade da graça divina para a salvação humana. Portanto o ser humano seria capaz de salvar-se apenas praticando o bem e segundo a sua própria vontade, pois a graça divina era importante, mas não indispensável. Próspero, desde o seu ingresso no mosteiro, tomou parte ativa na luta contra os erros doutrinais divulgados por Pelágio, que os monges marselheses se interessavam em sua propagação. Próspero defendeu e trabalhou pessoalmente com Agostinho, pois tinha o mesmo entendimento que ele sobre a graça divina. Por isso contou a Agostinho que os "marselheses" eram-lhe os novos opositores doutrinais. Instigado, Agostinho escreveu aquela que foi a sua maior obra: "Da predestinação dos santos e dom da perseverança". Agostinho morreu logo após, em 430. Mas nem mesmo após sua morte as críticas dos "marselheses" à sua doutrina atenuaram. Por isso, um ano depois, Próspero decidiu ir a Roma para pedir a intervenção do papa Celestino I. que mandou uma carta aos bispos da França para que acabassem de vez com as críticas ao grande mestre e doutor da Igreja, Agostinho. Só então Próspero transferiu-se para Roma, em 435, onde continuou com suas obras. Escreveu um comentário sobre os salmos e, principalmente, sobre seu mestre Agostinho, assentando-lhe a doutrina e corrigindo certos exageros encontrados nos seus textos. Próspero captava com facilidade o pensamento muitas vezes obscuro de Agostinho, devido à sua apurada educação literária e filosófica. Ele próprio se tornou um teólogo de rara grandeza para a Igreja. A partir de 440, Próspero foi convocado pelo papa Leão Magno para ser seu secretário, exercendo a função até depois de 463, quando faleceu. Deixou um grande número de escritos teológicos eclesiásticos, sempre em resposta às diversas calúnias e objeções à rígida doutrina de Agostinho. Aliás, o conteúdo era tão apurado e preciso que continuaram convencendo também os outros pontífices que se sucederam em Roma durante séculos. O único indício de homenagem a são Próspero de Aquitânia remonta à Antigüidade, que é uma pintura na igreja de São Clemente, em Roma. Sem dúvida, trata-se deste santo, porque naquela igreja o papa Zózimo, em 417, condenou o "pelagianismo", heresia que o grande teólogo combateu ferrenhamente por meio de suas obras. Próspero de Aquitânia só foi canonizado no século VIII, por isso foi inserido erroneamente no Martirológio Romano por César Baronio, que o confundiu com o bispo de Régio Emilia, seu homônimo, que foi martirizado pela fé no século VIII. Motivo pelo qual os dois santos recebem as homenagens litúrgicas no mesmo dia, 25 de junho. 
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