sábado, 28 de junho de 2014

REFLETINDO A PALAVRA - “Fraternidade e solidariedade”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
26. A espiritualidade se faz em uma sociedade.
          Quando dizemos que a espiritualidade é eclesial, isto é, vivida na comunidade, podemos perceber que não basta vivê-la individualmente, sem relação com os que pertencem à mesma comunidade. Somos povo de Deus e a salvação se faz como povo. Ser povo de Deus não significa estar ligado às pessoas da comunidade, mas inclui toda a sociedade. Por isso a sociedade é necessária para se viver a espiritualidade. Não se trata de assumir os princípios anti-evangélicos que a sociedade possa ter, mas sobretudo de dar uma contribuição significativa para que ela mude. Por exemplo: os redentoristas assumiram uma comunidade em um bairro da pesada na grande S.Paulo. O primeiro resultado foi a diminuição da violência. Viver a espiritualidade na sociedade significa que somos parte dela, pois o homem é um ser social. A espiritualidade não descarta esta dimensão do ser humano, antes, assume-a na sua estruturação. Vejamos bem que corremos risco de não desenvolver uma espiritualidade sadia, quando nos afastamos da sociedade. Ela pode não ser boa! Justamente por isso devemos participar dela, pois somos anunciadores de um evangelho que transforma. Que aspectos assumir da sociedade? Todos! Político, econômico, social, artístico etc... todos os segmentos! Imaginemos a política: por que entregar o governo dos povos a gente que não está preparada e está mal intencionada? Os cristãos devem estar presentes e dar sua contribuição. Com isso a Igreja não está fazendo política, mas ela é também política. Criticamos estas estruturas mas não contribuímos para mudá-las. O Papa beatificou o jovem Alberto Marvali de 28 anos (político e engenheiro)
27. Participar é ser fraterno.
          Podemos pensar que nem todos podem assumir grandes encargos, postos importantes ou mesmo ter uma formação de alto nível. O amor fraterno é o maior diploma que podemos apresentar à sociedade para dar nossa contribuição. Aqui temos a ligação entre Igreja e sociedade. Jesus diz, no sermão sobre o fim do mundo, que seremos julgados pelo bem que fazemos aos outros, sobretudo os necessitados, sem distinção. Ser Igreja na sociedade não é fazer belas missas, mas principalmente anunciar o Evangelho pelo testemunho de vida, pelo testemunho da palavra e, sobretudo pela caridade para com todos. Ser fraterno e próximo a cada pessoa nos ajudará a entender as palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. É preciso vida em abundância para todos.
28. Comprometidos com o serviço.
          O cristão vai viver sua espiritualidade no serviço humilde a todos. Podemos parecer bobos, mas Jesus foi considerado assim também. Faz parte da tradição da Igreja o serviço humilde aos mais necessitados. Podemos ver como o povo sabe servir e colaborar com as obras de caridade, sem olhar nem a religião, em a política, como tantos o fazem. Não é para proveito próprio, pois o proveito é a grande glória que damos a Deus fazendo como Jesus fazia. Num contexto de espiritualidade, vemos que o conceito sempre se reduz à oração, leituras, reuniões de grupo. Tudo isso é bom. É preciso participar com ações concretas e com a vida para que o conhecimento da realidade em que se vive alimente a oração.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE JUNHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 ─ Sábado ─ Santo Irineu

Evangelho (Lc 2,41-51) “─ Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam a palavra que lhes dissera.”

Maria e José eram pessoas privilegiadas por Deus. Ela era a agraciada e ele era justo. Mesmo assim só aos poucos é que foram compreendendo os projetos do Senhor, e crescendo na entrega em suas mãos. Não nos espantemos se ainda não entendemos tudo que Deus vai realizando em nossa vida. Tenhamos confiança, deixemos que ele, devagar, nos modele seguindo seu próprio ritmo.

Oração

Senhor meu Deus, perdoai minha pressa em compreender tudo de vossos planos sobre mim. Purificai meu coração, fazei-me dócil, educai-me aos poucos para ser o que quereis que eu seja. Dai-me paciência comigo mesmo, mas que nunca deixe de querer melhorar e de vos compreender mais a fundo. Que eu me deixe levar cada vez mais para o fundo de vosso amor misericordioso. Amém.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sagrado Coração de Jesus - Ano A (ofício próprio)

Solenidade do Coração de Jesus 
Quem é esse Deus em quem acreditamos? Qual é a sua essência? Como é que o podemos definir? A liturgia deste dia diz-nos que «Deus é amor». Convida-nos a contemplar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus, a deixarmo-nos envolver por essa dinâmica de amor, a viver «no amor» a nossa relação com Deus e com os irmãos. A primeira leitura é uma catequese sobre essa história de amor que une Jahwéh a Israel. Ensina que foi o amor – amor gratuito, incondicional, eterno – que levou Deus a eleger Israel, a libertá-lo da opressão, a fazer com ele uma Aliança, a derramar sobre ele a sua misericórdia em tantos momentos concretos da história... Diante da intensidade do amor de Deus, Israel não pode ficar de braços cruzados: o Povo é convidado a comprometer-se com Jahwéh e a viver de acordo com os seus mandamentos. A segunda leitura define, numa frase lapidar, a essência de Deus: «Deus é amor». Esse «amor» manifesta-se, de forma concreta, clara e inequívoca em Jesus Cristo, o Filho de Deus que se tornou um de nós para nos manifestar – até à morte na cruz – o amor do Pai. Quem quiser «conhecer» Deus, permanecer em Deus ou viver em comunhão com Deus, tem de acolher a proposta de Jesus, despir-se do egoísmo, do orgulho e da arrogância e amar Deus e os irmãos. O Evangelho garante-nos que esse Deus que é amor tem um projecto de salvação e de vida eterna para oferecer a todos os homens. A proposta de Deus dirige-se especialmente aos pequenos, aos humildes, aos oprimidos, aos excluídos, aos que jazem em situações intoleráveis de miséria e de sofrimento: esses são não só os mais necessitados, mas também os mais disponíveis para acolher os dons de Deus. Só quem acolhe essa proposta e segue Jesus poderá viver como filho de Deus, em comunhão com Ele. www.ecclesia.pt

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Um piedoso negociante em Creta trouxe em meados do século XV a imagem milagrosa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para Roma, onde ficou uns anos escondida em casa particular. Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram a Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a em-barcação ancorasse, sendo salva num porto italiano.
No dia 29 de março de 1499 ela foi levada em solene procissão pelas ruas da cidade e colocada na igreja de São Mateus.
Na revolução de 1797, ficando aquela igreja em ruínas levaram a santa para a igreja de Santa Maria em Postérula. Ali seu culto foi olvidado.
Em 1852, os padres redentoristas construíram a igreja de Santo Afonso no lugar da antiga igreja de São Mateus no dia 26 de abril de 1886 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em procissão de triunfo fez solene entrada naquele santuário. Desde aquela data sua devoção se irradiou por todo o planeta.
No Brasil esta invocação de Maria chegou no final do século passado com os padres da Congregação do Santíssimo Redentor que aqui se estabeleceram em 1893.
A ilha de Creta esteve durante muitos séculos dominada pelos muçulmanos, que destruíram muitos documentos cristãos, por isso nada se descobriu sobre a origem do milagroso ícone, nem mesmo na igreja onde ele era venerado antigamente. É uma pintura sobre madeira, em estilo bizantino, onde se enlaçam a arte e a piedade, a elegância e a simplicidade. Dizem os entendidos que deve ser uma das diversas cópias do retrato da Virgem Santíssima feito por São Lucas e que o pintor era grego, porque são helénicas as letras das inscrições.
Desde que reapareceu em Roma em 1866, a imagem milagrosa de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, todos unanimemente exclamaram que Deus quis dar a Igreja perseguida mais uma protecção. Foi esse o sentimento geral dos romanos que o glorioso pontífice Pio IX partilhou. Pois, não contente de restabelecer o culto da santa imagem, quis ele próprio, como o mais humilde dos fiéis ir ajoelhar-se-lhe aos pés.
No dia 6 de maio de 1866, no momento em que começava o mês de Maria na igreja de Santo Afonso, Pio IX apareceu de repente, atravessou a multidão que não o esperava, dirigiu-se ao altar de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro e orou ali algum tempo em silencio. Depois subindo os degraus do altar, examinou em todos os pormenores a preciosa imagem como a excitar a sua confiança.” Oh, como é linda!”. Colocou uma cópia no seu oratório e dedicou-lhe grande devoção. Foi sem dúvida na contemplação desta imagem que Pio IX encontrou o segredo daquela confiança que o animava na crise terrível que a Igreja atravessou.
Segue abaixo o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e o seu significado. No final a imagem original na Igreja de Santo Afonso.

Historia do ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro

A tradição diz que este quadro teria sido pintado por São Lucas, mas nada pode ser provado neste sentido. Outra versão diz que o quadro teria sido pintado por um artista russo em torno de 1325.
A Paixão de Jesus é representada pelos instrumentos da paixão mostrado pelos anjos, principalmente a cruz, a lança, a esponja e os pregos.
Os dois arcanjos são Miguel e Gabriel. Miguel segura a lança e a esponja com o vinagre usado na Paixão. Gabriel segura a cruz, uma cruz estilo bizantino e os pregos que fixaram Jesus nela.
O Menino Jesus com medo destas visões se aconchega aos braços de sua Mãe.
Os dedos da Virgem Maria apontam para Jesus como a indicar: “Este é o Senhor Nosso Deus”.
As letras gregas usualmente usam a primeira e a ultima letra de um nome, assim Maria é identificada como Mãe de Deus e o Menino é identificado como Filho de Deus.
Aqui temos uma versão do ícone que aparece as letras com grande clareza:
As letras identificando Nossa Senhora estão grande e claras. Você pode ver M perto de Miguel a esquerda. As letras de Jesus são “IC CX”. O “C” é o S em grego; O “I” é nosso J; o “X” é o nosso “CH” assim as letras em gregos são a abreviação de “Jesus Cristo”.
Dois significados vem a nossa mente quando contemplamos o icone.
Um tem a haver com o pé torcido com a sandália solta e pendurada. Mostrar a sola do pé significa humildade. O filho de Deus se humilha ao se tornar um homem.
O outro significado foca na sandália aparentemente solta quando o Filho correu para a sua Mãe para conforto. Em nosso medo e em nossas necessidades nós devemos correr também bem depressa para Ela.

CIRILO DE ALEXANDRIA Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo 370-444

Cirilo nasceu no ano de 370, no Egipto. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo. O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria. Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as ideias “nestorianas” ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus. Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII. http://www.paulinas.org.br/

LADISLAU DA HUNGRIA Rei, Santo 1041-1095

Príncipe de vida exemplar, rigoroso contra toda injustiça, caritativo, paciente e fervoroso, modelo de como se pode praticar a virtude heróica no trono
* * * * *
A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas.São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heróico, sendo modelo para seus súbditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polónia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão. Sua mãe, filha do duque Mesco, deu profunda formação religiosa a ele e a seu irmão Geisa.Morto Pedro, o Germânico, subiu ao trono da Hungria André, irmão mais velho de Bela e tio de Ladislau. Chamou-os novamente à corte, deu a Bela o título de duque e quis que seus dois sobrinhos fossem criados em seu palácio, à sua vista, pois não tinha herdeiros. Como já ocorrera na Polónia, logo a corte admirou as virtudes de Ladislau, jovem casto, sóbrio, humilde, afável com todos e de extrema caridade para com os pobres.Ocorreu então que ao rei André nasceu um filho, Salomão, revogando ele o ato pelo qual havia designado Bela como seu sucessor. Bela não aceitou a medida e levantou-se em armas contra o irmão. André, ferido no combate, faleceu pouco depois, e Bela proclamou-se rei. Isso chocou muito a Ladislau, não só por ter sido seu pai responsável directo pela morte do tio, mas também porque julgava que o direito à sucessão pertencia a Salomão. Quando seu pai faleceu, trabalhou para que Salomão o sucedesse, o que ocorreu.No trono, Salomão mostrou-se cruel e sanguinário, sendo deposto por Geisa, irmão de Ladislau, que foi proclamado rei. Mas Geisa faleceu apenas três anos depois, sem sucessor directo. Os prelados, a nobreza e os magistrados das principais cidades da Hungria, por unanimidade, escolheram-no para sucedê-lo, mas ele não queria aceitar a coroa em detrimento de Salomão, ainda vivo, por considerá-lo legítimo herdeiro do trono. Entretanto os húngaros mostraram-lhe que a sucessão no país não era hereditária, mas electiva, pelo que tinham direito de escolher aquele que julgassem mais apto para governar. Diante disso ele concordou, mas não quis ser coroado nem usar diadema enquanto Salomão vivesse.
CONTINUA EM "MAIS INFORMAÇÕES"

EVANGELHO DO DIA 27 DE JUNHO

Evangelho segundo S. Mateus 11,25-30.
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.» «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.» 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa 
Diário, § 1321 
«Sou manso e humilde de coração»






Salve, Coração Misericordioso de Jesus, 
Fonte de todas as graças, e seu vivo nexo, 
Nossa protecção e refúgio, única Luz, 
Em vós que tenho, da esperança, o reflexo. 

Salve, Coração Compassivo de meu Senhor, 
Inescrutável fonte viva de ternura, 
De que brota a vida para o pecador, 
E a fonte e a origem de toda a doçura. 

Salve, do Sagrado Coração, aberta Chaga, 
Donde saíram os raios da Misericórdia, 
E da qual nos foi dada a vida em paga, 
Vaso único de confiança e concórdia. 

Salve, divina inconcebível Bondade, 
Nunca medida nem aprofundada, 
De amor e misericórdia, plena de santidade, 
Porém, como terna mãe, para nós inclinada. 

Salve, trono de Misericórdia, de Deus Cordeiro, 
Que por mim destes a vida em sacrifício, 
Em que minha alma se humilha, até dia derradeiro, 
Pois, de viver em fé profunda, é meu ofício. 

FÉ INABALÁVEL.

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Aquela mulher era pobre, mas tinha uma fé inabalável. Um dia pediu a Deus para colocar um saco de arroz na sua porta. Seu vizinho, que era ateu, ouviu a prece. Para zombar, foi e colocou lá um saco de arroz. A mulher ficou feliz e contou para suas vizinhas. Mas o ateu, rindo e caçoando disse: 
- Boba, fui eu que coloquei o arroz na porta de sua casa. 
Ela respondeu com simplicidade: 
- Está vendo? Jesus se utiliza até dos ateus para fazer milagre. 
Lição para a vida: Para quem ama a Deus, tudo se converte em bem (Rm 8,18)

27 DE JUNHO – DEFENSOR DA MÃE DE DEUS

São Cirilo, bispo de Alexandria (370-444), chamado o cantor lírico da maternidade divina de Maria. Como isso tudo aconteceu? Foi no ano 431 durante o Concilio de Êfeso. Um teólogo de nome Nestório dizia que Nossa Senhora era apenas Mãe de Jesus como homem, e não como Deus. Cirilo se levantou e sustentou, com provas irrefutáveis: Maria Ssma é Mãe de Jesus, como homem e como Deus. Portanto, Mãe de Deus. Bem entendido: Não gerou Deus. Gerou uma criança que já era Deus, desde toda a eternidade.Cirilo venceu. E o Concilio proclamou: Maria Ssma. é Mãe de Jesus, Deus e Homem verdadeiro. Este Concilio histórico terminou com uma belíssima procissão. O povo saiu pelas ruas de Êfeso, com tochas nas mãos e aclamando Nossa Senhora, Mãe de Deus (theotocos).Juntemo-nos ao povo de Êfeso e louvemos o Senhor pelos privilégios concedidos à Mãe de Jesus e nossa.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

REFLETINDO A PALAVRA - “A paz que incomoda”.

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
Viver despreocupadamente
          Nunca a humanidade clamou tanto por paz. É triste a gente ver a história da humanidade ser contada a partir das vitórias das guerras. Não haverá outro ponto de partida? Continuando a leitura do profeta Amós conhecemos novas críticas que faz a sua sociedade. Podemos repetir as mesmas palavras, como já vimos. Quando criticamos a sociedade que tem posses, não estamos criticando o fato de ter, pois as posses podem ser fruto de um trabalho de quem, não tendo nada soube lutar para conquistar ou de quem, recebendo-as da família soube conservá-las ou fazê-las frutificar. O que dói é ver acumularem-se bens a custa a desgraça alheia pelos maus salários, pressões, injustiças e roubos. Então a voz do profeta se faz necessária, como fez Amós. Lembramos o que se dizia no império romano: ‘um mundo está em paz! A paz romana!’. A custa do que? Do massacre de tantos povos. Quanto sangue e dor em povos que ainda se construíam. O que trouxe? Prosperidade e no fim desfibramento da raça e o fracasso diante dos mesmos povos que chamavam de bárbaros. É o que vemos em tantas nações atualmente. Até Igrejas destes países engoliram o mesmo veneno. O profeta Amós relata bem esta mentalidade: “Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião e dos que se sentem seguros sobre as alturas de Samaria” (Am 6,1). O profeta continua elencando privilégios dos que vivem tão bem e conclui: “e não se preocupam com a ruína do povo” (Am 6,6). O problema não é ter. A questão é não se preocupar com os outros. Os bens são um dom para ajudar a humanidade crescer. É o que vemos na parábola do pobre Lázaro.
Uma vida, uma chance
          A vida é bela. Pena que não gostemos desta beleza! É bela quando a fazemos bela para todos. A parábola de Jesus mostra-nos um homem banqueteando-se e o Lázaro que procura migalhas a sua porta. Depois a situação muda. Aquele que se banqueteava, dos infernos, levanta os olhos e vê Lázaro nos Céus, ao lado de Abraão. Pede socorro: “Que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque sua garganta”. Não é mais possível. “Então que vá prevenir meus irmãos”. Resposta “Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem”. Nem que o morto lhes aparecesse, iriam modificar-se. Para que opere a mudança é preciso a conversão do coração a partir da Palavra de Deus na comunidade. A vida é uma chance de felicidade agora e preparação para a vida que segue. Deus não quer que as pessoas se percam, mas que aproveitem a vida como a bela chance de viver com Ele. A liberdade que nos é dada tem como finalidade deixar-nos frutificar com criatividade.
Combate o bom combate de fé
            Paulo, sintetizando estes pensamentos, dá o exemplo de sua vida, aconselhando seu fiel e amado discípulo Timóteo a viver as virtudes da vida tais como justiça, piedade, fé amor, firmeza e mansidão; estimula-o ao bom combate e à busca da vida eterna. Tudo se firma na nobre profissão de fé (1 Tim 6,11-12). O Reino de Deus exige decisão e empenho de vida. Sem isso jamais seremos capazes de compreender o grotesco da situação de viver despreocupados. É preciso paz, mas que ela nunca nos deixe em paz.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE JUNHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 ─ Sexta-feira ─ Sagrado Coração de Jesus ─ São Cirilo de Alexandria

Evangelho (Mt 11,25-30) Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.”

No ambiente opressivo criado pelos mestres da Lei, essas palavras abriam novas possibilidades. Ainda hoje precisamos da saída que Jesus nos oferece. São muitos nossos compromissos sociais, familiares e profissionais. São muitos os que nos tornam pesada a vida religiosa com preceitos que imaginam. Ele pode levar-nos de volta ao essencial, ao que de fato pode dar-nos salvação.

Oração

Senhor Jesus, venho a vós em busca de paz, de coragem, de alívio, de tudo quanto preciso. Ajudai-me a simplificar minha vida, a não me perder em cuidados com o que não tem importância, e serve apenas para me inquietar. Quanto ao que de fato importa, dai-me a sabedoria necessária, prudência e habilidade. Ensinai-me que às vezes minha humilde obrigação é para e descansar. Amém.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

PAIO DA GALIZA(PELÁGIO) Leigo, mártir, Santo +925

S. Paio (ou Pelágio) era natural da Galiza e sobrinho de Hermígio, bispo de Tui. Nasceu no início do séc. X. Tendo participado, como pajem, na dura batalha que opôs Ordonho II de Leão a Abdemarrão III, emir de Córdova, foi feito prisioneiro e levado para esta cidade. As negociações entre as partes permitiram a libertação do bispo Hermígio, mas Paio teve de ficar como refém, apesar de ser ainda muito novo. A sua formosura despertou sentimentos de desejo tanto no rei como num dos seus filhos, que tudo fizeram para o seduzir. A todos resistiu o jovem, o que exacerbou a ira do rei que o mandou torturar até que cedesse aos seus apetites. No entanto, a fortaleza de ânimo de Paio foi superior à violência dos algozes que o despedaçaram e acabaram por lançá-lo ao rio Guadalquivir. Tinha 13 anos de idade. O martírio na defesa da sua fé justificou a pronta canonização e pela mesma ocasião o culto que lhe é prestado, tanto na Galiza como em Portugal. A partir do século XI, muitos restos mortais de cristãos martirizados pelos muçulmanos foram transladados para o norte da Espanha: os restos de são Paio foram assim trazidos para Leão e depois para o mosteiro beneditino de São Paio em Oviedo, consagrado ao seu nome e não ao de São Paio das Astúrias, primeiro rei desta região da Península Ibérica. A sua fama espalhou-se por todo o nordeste da Península, havendo hoje muitas localidades portuguesas e espanholas que têm o seu nome.

JOÃO E PAULO Mártires, Santos (século IV)

João e Paulo eram nobres, de família enraizada no poder do Império Romano e viveram no século IV. Possuíam uma casa no Monte Célio, dentro da cidade de Roma, tudo indicando que essa seria a cidade de suas origens. Ambos ocupavam cargos importantes no governo de Constâncio, filho do imperador Constantino. Como bons cristãos, usavam a fortuna e a influência que possuíam para beneficiar os pobres da cidade. Por esse motivo tornaram-se conhecidos dos marginalizados, abandonados e desvalidos. Tal fama, no entanto, acabou por prejudicá-los, pois, quando assumiu o imperador Juliano, apóstata convicto e ferrenho, os dois tiveram de abandonar a vida pública por pressão do monarca. Mas o que o imperador queria mesmo é que João e Paulo, abandonassem a fé cristã e adorassem os deuses romanos. Afinal, dois cristãos tão populares como eles certamente eram exemplos a serem seguidos pelos habitantes em geral. Juliano fez tudo o que pôde para conseguir seu intento, só não esperava encontrar tanta coragem e perseverança. O imperador tentou atraí-los novamente para altos postos da corte, mas os irmãos recusaram. Diante das investidas de Juliano, venderam todas as propriedades que tinham e repartiram o dinheiro com os pobres. O facto causou a ira de Juliano e eles acabaram sendo presos e processados. Todavia o imperador deu-lhes mais uma semana para que renunciassem à fé. Quando o prazo venceu, deu mais dez dias e de nada adiantou. Tentou obrigá-los a adorar uma estátua de Júpiter, o que somente possibilitou que fizessem um eloqüente discurso a favor do seguimento de Jesus. Como não se dobraram de maneira alguma, foram, finalmente, decapitados. Segundo consta nos registros da Igreja, João e Paulo foram secretamente sepultados na casa do Monte Célio, na noite do dia 26 de junho de 362. Eles foram os primeiros mártires da perseguição decretada por Juliano, o Apóstata. Esses dados tão precisos estavam pintados nas paredes das ruínas da residência quando, anos mais tarde, as relíquias dos dois mártires foram localizadas, durante o governo do papa Dâmaso. Esse pontífice mandou erguer uma igreja no local, dedicada a são João e a são Paulo, que foram mais do que irmãos de sangue. Foram também irmãos de alma e de fé no testemunho de Cristo. Mais tarde, o papa Leão Magno levantou em honra dos dois uma basílica e, no Vaticano, um mosteiro. http://www.paulinas.org.br/

S. José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975

Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores que deram aos filhos uma profunda educação cristã. Em 1915 faliu o negócio do pai, que era um industrial de tecidos, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría apercebe-se da sua vocação pela primeira vez: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exactamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a preparar-se para tanto, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça. Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objectivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Desde então começa a trabalhar na fundação, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes. Além disso, estuda na Universidade de Madrid e dá aulas para manter a família. Quando rebenta a guerra civil encontra-se em Madrid, e a perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pirenéus, fixa residência em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid e obtém o doutoramento em Direito. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, para sacerdotes e para religiosos. Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa - e em 1970 ao México -, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas regiões. Com o mesmo objectivo, em 1974 e em 1975, realiza duas longas viagens pela América Central e do Sul, onde, além disso, tem reuniões de catequese com grupos numerosos de pessoas. A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior. O sentido profundo da sua filiação divina, vivido numa contínua presença de Deus Uno e Trino, levava-o a procurar em tudo a mais completa identificação com Jesus Cristo, a uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a S. José, a um trato habitual e confiado com os Santos Anjos da Guarda e a ser um semeador de paz e de alegria por todos os caminhos da terra. Mons. Escrivá oferecera a sua vida, repetidas vezes, pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu esta oferta e Mons. Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho.

EVANGELHO DO DIA 26 DE JUNHO

Evangelho segundo S. Mateus 7,21-29.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo o que Me diz: 'Senhor, Senhor' entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu. Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizámos, em teu nome que expulsámos os demónios e em teu nome que fizemos muitos milagres?’ E, então, dir-lhes-ei: 'Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.’» 
«Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.» Quando Jesus acabou de falar, a multidão ficou vivamente impressionada com os seus ensinamentos, porque Ele ensinava-os como quem possui autoridade e não como os doutores da Lei. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja - Discurso 26 
Edificados sobre a Rocha
Certa noite, andava eu a passear à beira-mar e, como diz a Escritura, «soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se» (Jo 6,18). As vagas elevavam-se ao longe e invadiam a praia, batendo nos rochedos, desfazendo-se e transformando-se em espuma e em gotículas. Os seixos pequenos, as algas e as conchas mais leves eram arrastados pelas águas e atirados para a praia, mas os rochedos permaneciam firmes e inabaláveis, como se tudo estivesse calmo, mesmo no meio das vagas que os assolavam. […] 
Retirei uma lição desse espectáculo. Esse mar não será a nossa vida e a condição humana? Também aqui se encontra muita amargura e instabilidade. E não serão como os ventos as tentações que nos assolam e todos os golpes imprevistos da vida? Era nisso, segundo penso, que meditava David quando clamava: «Salva-me, ó Deus, porque as águas quase me submergem; estou a afundar-me num lamaçal profundo, não tenho ponto de apoio; entrei no abismo de águas sem fundo e a corrente está a arrastar-me» (Sl 69,2ss). Entre as pessoas que são postas à prova, umas parecem-me objectos ligeiros e sem vida que se deixam levar sem oferecer a mínima resistência; não têm nenhuma firmeza em si; não têm o contrapeso duma razão sábia que lute contra os assaltos. Outras parecem-me rochedos, dignas dessa Rocha sobre a qual fomos edificados e que adoramos; formadas nos raciocínios da verdadeira sabedoria, elevam-se acima da fraqueza comum e tudo suportam com uma constância inabalável.

A LIÇÃO DAS FERRAMENTAS DA MARCENARIA

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Certa vez as ferramentas da marcenaria se reuniram para acertar algumas diferenças entre elas: 
- O martelo devia renunciar à presidência porque fazia muito barulho. Além do mais, batia em todo o mundo. Aceitou, mas exigiu que o torno também renunciasse. Dava tantas voltinhas para poder apertar um peça. 
- Sim, que a lima também se afastasse porque tinha atritos com todo o mundo. A lima concordou, contanto que o metro caísse fora, pois media todos conforme sua medida, como se somente ele fosse a medida certa. 
- O metro achou ruim mas concordou, contanto que o serrote parasse de “serrar” a vida dos outros. 
De repente entrou o marceneiro, colocou o avental e começou o serviço. Sem saber do que estavam falando, foi usando o martelo, a lixa, o metro, o torno, o serrote conforme a necessidade. Tudo resultou num belo armário. Terminado o serviço e tendo saído o marceneiro, levantou-se o serrote e disse: 
-Estão vendo este belo móvel? Temos defeitos, mas o marceneiro trabalhou com nossas boas qualidades. 
Por isso, não pensar apenas nos defeitos de cada um, e sim naquilo que temos de bom. 
Lição para a vida: Todos viram que o martelo é forte, o torno aperta e segura, a lixa tira as asperezas, o metro é exato e o serrote serra direito. Viram que, unidos em equipe, somos capazes de produzir bons resultados no campo da evangelização.

26 DE JUNHO - O PRIMEIRO SANTO DE NOME PELÁGIO

Poucos sabem que já houve um São Pelágio na História da Igreja. Nasceu na Espanha lá pelo século décimo. Morreu mártir em Córdoba no ano 925. Tinha 13 anos quando foi entregue como refém aos mouros. O emir Abderramão III, atraído pelo aspecto gracioso daquele menino, procurou seduzi-lo. Mas Pelágio, indignado, respondeu: 
-"Afasta-te! Pensas por acaso que sou um dos teus lacaios efeminados?" 
Foi cortado em pedaços, tendo os braços e os pés arrancados. Por fim foi decapitado e jogado no rio. Rezemos para que o servo de Deus Pe. Pelágio SAUTER, o apóstolo de Goiás, seja o segundo santo com esse nome.
PADRE PELÁGIO SAUTER CSsR
SERVO DE DEUS 

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

REFLETINDO A PALAVRA - “Igreja é comunhão”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
Viver a Espiritualidade juntos.
          É comum a gente ouvir que religião é uma coisa pessoal. Cada é cuide da sua e não discuta. Certo, mas nem tanto. No modo de viver a fé cristã, segundo o mandamento de Jesus, nós formamos uma comunidade e somos um corpo, como nos explica S.Paulo: “o corpo é um, não obstante, temos muitos membros, mas todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, formam um só corpo. Assim acontece com Cristo [...] O corpo não se compõe de um só membro,mas de muitos” (1Cor. 12,12.18). Sendo parte uns dos outros no mesmo corpo, nosso modo de viver a fé é comunitário também. Depende da minha opção pessoal, viver em um corpo espiritual, a Igreja. A fé é para viver em comunhão com os que partilham da mesma crença. Do mesmo modo, a espiritualidade é eclesial. Vivemos a espiritualidade na participação da Igreja. Esta participação é espiritual, mas também pessoal, empenhando-se em estar unido aos demais. Na Igreja tudo é comum. “Eles tinham tudo em comum” ( At 4,32). Vivemos uma união espiritual, visível e humana.
Somos povo de Deus.
          O motivo primeiro desta união de espírito e vida provém do batismo que nos colocou e nos inseriu em uma Igreja, uma comunidade que é o povo de Deus. O ensinamento da Igreja é porque “aprouve a Deus santificar e salvar os homens, não singularmente, sem nenhuma conexão uns com os outros, mas constituiu-os num povo que o conhecesse na verdade e santamente o servisse [...] Este povo é constituído por Cristo para a comunhão de vida, caridade e verdade” (LG. 9). O fundamento desta pertença é o modo como Deus quer nos salvar e santificar. Isso vai  terá conseqüências muito concretas em nossa vida. Não se trata de fazer tudo o que os outros fazem, mas descobrir nosso lugar no povo de Deus. Paulo salienta que cada um tem um ou mais dons e estes dons são dados a serviço de todo o povo de Deus.
Igreja lugar e meio de santificação.

            Quando falamos de espiritualidade, temos dificuldades de compreender seu alcance. Na verdade não há problemas, pois Deus não fez nada complicado. É simples. Vivemos a santidade na fraternidade. Ser fraterno é o primeiro passo. Vencendo o egoísmo e individualismo, saberemos dar-nos a nos mesmos para o bem dos outros. Sair de si, desapegar-se e participar é o caminho da espiritualidade. Esta participação vai ser realizada a partir do dom pessoal de cada um. O erro que vemos atualmente é querer que todos façam tudo. Cada um no próprio estado civil, sua profissão, seus dotes pessoais assume a parte que lhe cabe. A primeira parte é a família. Viver vida de família é a primeira etapa da espiritualidade. A Igreja jamais vai desistir da família. A partir da família temos a comunidade local onde vivemos. A participação vai das pequenas ajudas até assumir a política e cargos públicos. Política não é contra a fé nem contra a religião, pelo contrário ajudam. O Papa beatificou um jovem que era político (Alberto Marvelli 28 anos). Depois temos nossa comunidade paroquial à qual damos nossa colaboração. Assim por diante. Isso é viver a espiritualidade. Damos o testemunho de Cristo no mundo em que vivemos.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE JUNHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro@redemptor.com.br
Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 ─ Quinta-feira ─ Santos: Antelmo, Sálvio, Rodolfo

Evangelho (Mt 7,21-29) “Quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha.”

Jesus não nos anuncia uma teoria, que possamos admitir sem a pôr em práti-ca. Ensina-nos um jeito diferente de viver, que só pode ser acolhido de fato se começamos a viver como nos propõe. Por isso, por detrás de cada palavra do evangelho está sempre o convite: converta-se, mude de vida. A conversão de vida é a grande graça que temos de continuamente pedir em nossas orações.

Oração

Senhor, sempre me deixo entusiasmar por vossas palavras, mas nem sempre as ponho em prática. Ou por falta de coragem, porque me parecem duras, ou porque nem me esforço nem peço vossa ajuda. Quero mudar, socorrei-me com vossa graça, fazei mais firme minha fé, aumentai em mim o dom da caridade. Espero que no futuro não vos darei tanto desgosto como fiz até agora. Amém.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

25 de Junho - São Próspero de Aquitânia

Próspero estudou na sua cidade natal, Aquitânia, atual Limoges, França, e logo se tornou escritor e teólogo. As suas obras são quase as únicas fontes de informação sobre ele próprio. Escrevia tanto em verso como em prosa. Por causa do poema "De um esposo a sua mulher", atribuído à sua autoria, chegou-se a supor que ele pudesse ter sido casado. Porém é certo que ele nunca se ordenou sacerdote, embora tenha vivido no mosteiro de Marselha, desde 426. Até morrer, manteve-se apenas um monge leigo. Também não foi mártir e nem patrocinou prodígio algum. Entretanto a Igreja o venera como "Professor da Fé". No meio dos sacerdotes marselheses, Próspero viu difundir-se a doutrina herética apregoada por Pelágio, que negava o pecado original e a necessidade da graça divina para a salvação humana. Portanto o ser humano seria capaz de salvar-se apenas praticando o bem e segundo a sua própria vontade, pois a graça divina era importante, mas não indispensável. Próspero, desde o seu ingresso no mosteiro, tomou parte ativa na luta contra os erros doutrinais divulgados por Pelágio, que os monges marselheses se interessavam em sua propagação. Próspero defendeu e trabalhou pessoalmente com Agostinho, pois tinha o mesmo entendimento que ele sobre a graça divina. Por isso contou a Agostinho que os "marselheses" eram-lhe os novos opositores doutrinais. Instigado, Agostinho escreveu aquela que foi a sua maior obra: "Da predestinação dos santos e dom da perseverança". Agostinho morreu logo após, em 430. Mas nem mesmo após sua morte as críticas dos "marselheses" à sua doutrina atenuaram. Por isso, um ano depois, Próspero decidiu ir a Roma para pedir a intervenção do papa Celestino I. que mandou uma carta aos bispos da França para que acabassem de vez com as críticas ao grande mestre e doutor da Igreja, Agostinho. Só então Próspero transferiu-se para Roma, em 435, onde continuou com suas obras. Escreveu um comentário sobre os salmos e, principalmente, sobre seu mestre Agostinho, assentando-lhe a doutrina e corrigindo certos exageros encontrados nos seus textos. Próspero captava com facilidade o pensamento muitas vezes obscuro de Agostinho, devido à sua apurada educação literária e filosófica. Ele próprio se tornou um teólogo de rara grandeza para a Igreja. A partir de 440, Próspero foi convocado pelo papa Leão Magno para ser seu secretário, exercendo a função até depois de 463, quando faleceu. Deixou um grande número de escritos teológicos eclesiásticos, sempre em resposta às diversas calúnias e objeções à rígida doutrina de Agostinho. Aliás, o conteúdo era tão apurado e preciso que continuaram convencendo também os outros pontífices que se sucederam em Roma durante séculos. O único indício de homenagem a são Próspero de Aquitânia remonta à Antigüidade, que é uma pintura na igreja de São Clemente, em Roma. Sem dúvida, trata-se deste santo, porque naquela igreja o papa Zózimo, em 417, condenou o "pelagianismo", heresia que o grande teólogo combateu ferrenhamente por meio de suas obras. Próspero de Aquitânia só foi canonizado no século VIII, por isso foi inserido erroneamente no Martirológio Romano por César Baronio, que o confundiu com o bispo de Régio Emilia, seu homônimo, que foi martirizado pela fé no século VIII. Motivo pelo qual os dois santos recebem as homenagens litúrgicas no mesmo dia, 25 de junho. http://www.paulinas.org.br/