sexta-feira, 28 de março de 2014

S. Sisto III, papa, +440

O Papa Sisto III foi eleito em 31 de Julho de 432. Morreu a 18 de Agosto de 440. Mostrou-se conciliador em relação aos nestorianos e velou pela conservação dos direitos da Santa Sé sobre a Ilíria - contra o Imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla. Restaurou as Basílicas de Santa Maria Maior e de S. Lourenço-fora-de-Muros. Foi autor de várias epístolas.

Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065

Era filha do duque bávaro, Henrique (O Briguento) e de Gisela de Barganha. Em 1096 os emissários de Geiza da Hungria vieram a sua casa, para alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que se houvera consagrado a Deus no íntimo de seu coração não conseguiu alterar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara. Porem sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu ao cristianismo por sua influência. Gisela ajudou na construção e nos reparos de Igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e, logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria suceder-lhe no trono real, também faleceu. Mais tarde também ele foi canonizado pela sua santidade.

São Gontrão

Também conhecido como São Gontran e São Guntrammus.
Filho do Rei Clotaire e de Santa Clotilde. Foi coroado rei de Orleans e Burgundy em 561, enquanto seus irmãos Charibert reinavam em Paris e Sigebert em Metz. Em geral sua vida foi a de um pacificador. Ele protegeu seus sobrinhos contra as maldades das rainhas Brunehault e Fredegunde. Mas ele tinha períodos de intemperança. Divorciou de sua esposa Maercatrude e ordenou a execução de seu medico. Ele teve depois enorme remorso e lamentou por esses pecados pelo resto de sua vida, por si próprio e por sua nação. Ele jejuava, orava, chorava e oferecia-se ao Deus que tinha ofendido. Seu reinado foi prospero e ele deu exemplos de como as máximas do Evangelho podiam ser usados efetivamente na política. Ele foi o protetor dos oprimidos, ajudou os doentes, e cuidou dos parentes de seus súditos. Ele abriu a sua fortuna e a da coroa especialmente nos períodos da fome, seca e das pragas. Ele fez seguir as leis de maneira justa e estrita, independente da pessoa mas estava pronto a perdoar ofensas contra ele, incluído duas tentativas de assassinato. Gontrão construiu magníficas igrejas e vários monastérios. São Gregório de Tours relata vários milagres feitos pelo Rei antes e após a sua morte, alguns que ele mesmo testemunhou. Na época de sua morte, em 28 de marco de 592, Gontrão havia reinado por 31 anos e imediatamente seus súditos o aclamaram como santo. Ele foi enterrado na igreja de São Marcellus, a qual ele havia construído. Os Huguenots queimaram suas relíquias e espalharam suas cinzas no século 16º mas deixaram, em sua fúria, o crânio intocável. Ele está agora em uma caixa de prata na mesma igreja. Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como um rei encontrando um tesouro e dando para os pobres. Algumas vezes ele é mostrado com três bolsas de tesouros perto dele, um globo e uma cruz. Ele é o padroeiro dos divorciados, dos guardiões e dos assassinos arrependidos Sua festa é celebrada no dia 28 de março.

EVANGELHO DO DIA 28 DE MARÇO

Evangelho segundo S. Marcos 12,28b-34.
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: «O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes.» O escriba disse-lhe: «Muito bem, Mestre, com razão disseste que Ele é o único e não existe outro além dele; e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.» Vendo que ele respondera com sabedoria, Jesus disse: «Não estás longe do Reino de Deus.» E ninguém mais ousava interrogá-lo. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja 
Sermões para o domingo e as festas dos santos 
«Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração»
«Amarás o Senhor teu Deus.» «Teu» Deus, está dito, e esta é uma razão para amar mais; gostamos mais do que nos pertence do que daquilo que nos é estranho. É certo, o Senhor teu Deus merece ser amado; Ele tornou-Se teu servo, para que tu Lhe pertenças e não te envergonhes de O servir. […] Durante trinta anos, o teu Deus tornou-Se teu servo por causa dos teus pecados, para te arrancar da escravidão do diabo. Portanto, amarás o Senhor teu Deus. Aquele que te fez fez-Se teu servo por ti; ele deu-Se-te por inteiro, para que tu te dês a ti mesmo. Quando eras infeliz, Ele refez a tua felicidade, deu-Se a ti para que tu te reentregues a ti mesmo. 
Portanto, amarás o Senhor teu Deus «com todo o teu coração.» «Todo»: não podes guardar nenhuma parte para ti. Ele quer a oferta total de ti próprio; comprou-te por inteiro, para te ter para Si por inteiro. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração. Não guardes uma parte de ti mesmo, como Ananias e Safira, porque de outra maneira poderias morrer como eles (Act 5,1 s). Portanto, ama totalmente e não em parte. Porque Deus não tem partes, está inteiramente em toda a parte. E não deseja partilhar o teu ser, Ele que está por inteiro no Seu Ser. Se reservas uma parte de ti mesmo, és teu, e não dele. 
Portanto, queres possuir tudo? Dá-Lhe o que és, e Ele te dará o que é. E não mais terás nada de teu; mas tê-Lo-ás a Ele inteiramente contigo. 

NÃO DESISTAM JAMAIS

Winston Churchill, que na juventude repetiu três anos a oitava série porque tinha dificuldade para aprender inglês, anos depois foi convidado para fazer o discurso de colação de grau para uma turma de formandos da Universidade de Oxford. Chegou com seus habituais aparatos: charuto, bengala e cartola. Assim que se aproximou da tribuna, a platéia o aplaudiu efusivamente. A seguir, se desfez do charuto e colocou cuidadosamente a cartola sobre o púlpito. Olhando diretamente para a assistência que aguardava ansiosamente sua palavra, num tom eloqüente e incisivo, gritou: 
- Jamais desistam!
Alguns segundos transcorreram. Ficando na ponta dos pés, gritou novamente: 
- Jamais desistam! 
Suas palavras ecoaram como um trovão. Fez-se profundo silêncio, enquanto Churchill, estendendo a mão para pegar o charuto e a cartola, firmou-se na bengala e deixou a tribuna, numa frenética salva de palmas. Este discurso foi sem dúvida, o mais curto e o mais persuasivo na história de Oxford, deixando uma mensagem que marcou a todos pelo resto da vida. 
Lição: Por que nossas evangelizações, embora bem preparadas, não surtem muito efeito? Talvez falte a unção, palavra que diz tudo: convicção e ardor apostólico. 
Palavra de vida: “Tende coragem! Eu venci o mundo (Jô 16,33)
Winston Churchill

28 DE MARÇO – BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR

Ao ser eleito papa em 432, Sisto III enfrentou a famosa heresia dos pelagianos. Esta doutrina negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa maneira a graça de Deus. Santo Agostinho foi seu conselheiro na condução das heresias daquele tempo. Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, Sisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente que foi dedicada a Nossa Senhora. Mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja. Morreu em 440, deixando a indicação do sucessor, para aquele que foi um dos maiores papas dos primeiros séculos, Leão Magno.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Experiência de Deus na Liturgia”.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Provai e vede como o Senhor é bom!
Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Na Escritura sempre encontramos o acontecimento de um banquete ligado à disposição de Deus de estar conosco e nos encontrar em um convívio. A intimidade de um convívio com Deus vai mais longe e passa à união mística que chamamos impropriamente de experiência de Deus. Não podemos expressar o que seja a experiência, porque é um fato individual e indecifrável. Pelo fato de ser difícil a explicação, acabamos por dizer que é algo que não se refere a mim. Apesar desta opinião, a experiência de Deus na liturgia é aberta a todos e perfeitamente acessível. Precisamos compreender como se faz esta experiência. Ela tem diversas fontes e conduz sempre a provar como é bom o Senhor!
Fontes da experiência de Deus na liturgia.
Falar de experiência de Deus não é imaginar algo completamente fora do alcance humano. A partir da Encarnação do Filho de Deus, tudo ficou muito à mão. Na liturgia, continuada encarnação, temos diversos aspectos: primeiro a experiência de Deus que é proporcionada pelos ritos sacramentais com suas palavras e sua sacramentalidade que realiza aquilo que simboliza. Temos a seguir a experiência que nasce dos sinais materiais da celebração. O toque dos sentidos na matéria do sacramento tem sua reação espiritual, pois são o que era a carne física de Jesus que nos colocava em contato direto com a divindade. Temos o aspecto do irmão que, ao meu lado, forma a assembléia, pois “onde dois ou três estão reunidos em meu nome eu estou no meio deles”. Celebrar ao lado do outro, mesmo desconhecido é uma fonte de encontro com Deus. Temos a experiência da presença do Espírito em cada um de nós. Ele reza em nós, mesmo quando não sabemos o que dizer. É necessário estar aberto e feliz com a presença deste Dom do Pai pedido pelo Filho. Ele nos instrui quanto à Palavra e nos fornece a graça do Sacramento. Podemos dizer que temos uma fonte no local físico onde estamos celebrando. Jacó já dizia: “Este lugar é terrível, é casa de Deus e porta do Céu” (Gn 28,17). Como as pedras celebram conosco, são elementos de experiência. Não são também vazios os gestos, os cantos e os movimentos. A pessoa inteira é que celebra. Nenhum sentido está ausente. Assim, com corpo e mente participamos da celebração. Ninguém passa pela liturgia sem ser “tocado” por Deus
Experiência que Deus faz de nós.
A experiência não depende somente de uma vontade de experimentar, mas também da vontade de Deus que quer nos experimentar e saborear para poder dizer quanto Lhe somos agradáveis. É um mistério, isto é, realidades que aprofundamos sempre mais. Não nos esqueçamos de que Deus sente grande alegria em estar conosco, como nos relata o livro dos Provérbios: “Minhas delícias são estar com os filhos dos homens” (Prov 8,31). Por isso Santo Afonso afirma no seu livro Falando familiarmente com Deus: “O coração do homem é o paraíso de Deus” . Podemos assim compreender que a celebração litúrgica, que tem tanta riqueza de experiência, tem como ponto de encontro também o Deus que nos experimenta, nos prova e nos anima a provar quanto Ele é bom.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MARÇO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
28 ─ Sexta-Feira ─ Santos: Gontrão, Malco, Castor

Evangelho (Mc 12,28b-34) “Um escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: ─ Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”

O doutor da Lei apresentou a Jesus a questão tantas vezes debatida entre eles. Jesus respondeu lembrando a passagem (Dt 6,4-5) que as pessoas piedosas repetiam diariamente. Temos de amar a Deus em primeiro lugar: é o primeiro mandamento. Mas não podemos esquecer o segundo: temos de amar o próximo. Nesses dois mandamentos está a nossa vida, mais que nossa obrigação.

Oração
Senhor, amar-vos e amar o próximo não é carga nem obrigação imposta: nisso está nossa felicidade. Longe de vós, sem o amor que nos tendes, não existe alegria para nós. Longe dos irmãos, sem o amor que eles nos têm, separados deles não existe felicidade para nós. Tomai conta de meu coração para que vos ame acima de tudo, e guardai-me sempre no amor a meus irmãos. Amém.

quinta-feira, 27 de março de 2014

JOÃO DAMASCENO Padre e Doutor da Igreja, Santo 675-749

João Damasceno é considerado o último dos santos Padres orientais da Igreja, antes que o Oriente se separasse definitivamente de Roma, no ano 1054. Uma das grandes figuras do cristianismo, não só da época em que viveu, mas de todos os tempos, especialmente pela obra teológica que nos legou. Seu nome de baptismo era João Mansur. Nasceu no seio de uma família árabe cristã no ano 675, em Damasco, na Síria. Veio daí seu apelido "Damasceno" ou "de Damasco". Nessa época a cidade já estava dominada pelos árabes muçulmanos, que acabavam de conquistar, também, a Palestina. No início da ocupação, ainda se permitia alguma liberdade de culto e organização dos cristãos, dessa forma o convívio entre as duas religiões era até possível. A família dos Mansur ocupava altos postos no governo da cidade, sob a administração do califa muçulmano, espécie de prefeito árabe. Dessa maneira, na juventude, João, culto e brilhante, se tornou amigo do califa, que depois o nomeou seu conselheiro, com o título de grão-vizir de Damasco. Mas como era, ao mesmo tempo, um cristão recto e intransigente com a verdadeira doutrina, logo preferiu se retirar na Palestina. Foi ordenado sacerdote e ingressou na comunidade religiosa de São Sabas, e desde então viveu na penitência, na solidão, no estudo das Sagradas Escrituras, dedicado à actividade literária e à pregação. Saía do convento apenas para pregar na igreja do Santo Sepulcro, para defender o rigor da doutrina. Suas homilias, depois, eram escritas e distribuídas para as mais diversas dioceses, o que o fez respeitado no meio do clero e do povo. Também a convite de João V, bispo de Jerusalém, participou, ao seu lado, no Concílio ecuménico de Niceia, defendendo a posição da Igreja contra os hereges iconoclastas. O valor que passou para a Igreja foi através da santidade de vida, da humildade e da caridade, que fazia com que o povo já o venerasse como santo ainda em vida. Além disso, por sua obra escrita, sintetizando os cinco primeiros séculos de tentativas e esforços de sedimentação do cristianismo. Suas obras mais importantes são "A fonte da ciência", "A fé ortodoxa", "Sacra paralela" e "Orações sobre as imagens sagradas", onde defende o culto das imagens nas igrejas, contra o conceito dos iconoclastas. Por causa desse livro, João Damasceno foi muito perseguido e até preso pelos hereges. Até mesmo o califa foi induzido a acreditar que João Damasceno conspirava, junto com os cristãos, contra ele. Mandou prendê-lo a aplicar-lhe a lei muçulmana: sua mão direita foi decepada, para que não escrevesse mais. Mas pela fé e devoção que dedicava à Virgem Maria tanto rezou que a Mãe recolocou a mão no lugar e ele ficou curado. E foram inúmeras orações, hinos, poesias e homilias que dedicou, especialmente, a Nossa Senhora. Através de sua obra teológica foi ele quem deu início à teologia mariana. Morreu no ano 749, segundo a tradição, no Mosteiro de São Sabas. Tão importante foi sua contribuição para a Igreja que o papa Leão XIII o proclamou doutor da Igreja e os críticos e teólogos o declararam "são Tomás do Oriente". Sua celebração, no novo calendário litúrgico da Igreja, ocorre no dia 4 de dezembro. http://www.paulinas.org.br/

FRANCISCO FAÀ DE BRUNO Prêtre, Fundador, Beato 1825-1888

No grande cenário dos santos sociais italianos, despontados na região da cidade de Turim, Francisco Faà de Bruno é uma das figuras mais complexas. A maioria deles ingressou na vida religiosa para se formar já na condição de sacerdotes diocesanos. Ele ingressou "tarde" na ordenação sacerdotal, tendo exercido o seu apostolado de laico nos campos fundamentais. Francisco nasceu na cidade italiana de Alexandria, em 29 de março de 1825, era o caçula dos doze filhos de uma nobre família muito cristã. Aos dezesseis anos, ingressou na Real Academia Militar, com o objetivo de seguir uma carreira no exército. Porém, por ser um cristão convicto, entrou em conflito pessoal com relação à irreligiosidade "de prescrição" decorrente do mundo político-militar. Por isto, doze anos depois trocou a carreira pelo estudo acadêmico das ciências exatas. Viajou à Paris e na universidade de Sorbone, obteve o título de doutor com louvor. Retornando à sua cidade foi trabalhar como professor de matemática. Em 1871, Faà de Bruno era um conceituado professor da universidade de Turim, sendo o titular da cadeira. Seus trabalhos matemáticos o tornaram famoso em todo o mundo, sendo publicados e traduzidos em vários países. Entretanto, simultaneamente à sua atividade intelectual, Faà de Bruno sempre se manteve em contato e atuando junto às comunidades religiosas. Era amigo pessoal do padre João Bosco que, em Turim, trabalhava para ajudar os meninos que chegavam à procura de um emprego urbano. Dom Bosco patrocinava aos jovens, instrução profissionalizante, religiosa, alojamento e recreação. Faà de Bruno percebeu que deveria actuar na outra ponta, auxiliando as meninas, que ficavam expostas às armadilhas urbanas, enquanto buscavam a sobrevivência e um emprego. Criou para elas, com um grupo de senhoras, a Obra de Santa Zita que mantinha as jovens sob sua guarda no Conservatório do Sufrágio, uma casa similar às fundadas por Dom Bosco, para os meninos. Não satisfeito, fundou a Tipografia do Sufrágio, que funcionava como escola tipográfica para as jovens. Alí ele imprimia a Revista de Matemática, que era vendida em países e cujas divisas eram revertidas para a Obra. Em 1867, no pequeno povoado de São Donato, iniciou-se a construção da igreja de Nossa Senhora do Sufrágio, cujo projeto foi feito por ele. Nove anos depois, ele escolheu esta igreja para celebrar a sua primeira Missa. Isto mesmo, Faà de Bruno, o professor, seguindo o conselho de Dom Bosco, desejou ser padre aos cinqüenta anos de idade, e se fez em dez meses, por intervenção directa do Papa Pio IX. Depois, para dar estabilidade à Obra de Santa Zita, o padre fundou em 1881, a ordem religiosa das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora do Sufrágio. Padre Francisco Faà de Bruno morreu serenamente em 27 de março de 1888. Exatamente um século depois, o Papa João Paulo II, o beatificou, para ser reverenciado no dia de sua morte. As suas relíquias estão guardadas na igreja que ele projetou, em Turim, Itália. As irmãs continuaram a sua Obra e hoje estão presentes na Europa e América Latina. http://www.paulinas.org.br/

São Ruperto

Também conhecido como São Rupert de Salzburg e como São Roberto de Salzburg 
Ele morreu em Salzburg, na Áustria no dia 27 de março de 720, mas a sua festa foi celebrada durante muito tempo no dia 25 de setembro, dia em que as suas relíquias foram trasladadas para a Bavária. Existe varias opiniões sobre onde teria nascido São Ruperto e quando. (existem variações de até 100 anos). Enquanto fontes confiáveis fazem dele um nobre franquista, outros, inclusive Colgan insiste que ele era um Irlandês com um nome Gaulês Robertach. Mas todos concordam que desde sua juventude ele ficou notável pela sua extraordinária virtude, conhecimentos, facilidade em aprender, austeridade e caridoso de tal forma que se empobreceu dando o que tinha aos pobres. Pessoas das mais remotas regiões vinham receber seus conselhos. Ele removia todas as suas dúvidas e seus falsos escrúpulos, conformava os aflitos e milagrosamente curava os doentes e cicatrizava as feridas do espirito. Sua vida virtuosa fez com que ele fosse consagrado bispo de Worms, Alemanha onde ele começou o seu trabalho missionário no sul da Bavária e Áustria. Ruperto viajou para Regenscurg com uma pequena companhia, lá pelos anos de 697, talvez com a credenciais do Rei Hildebert III ou porque o Duque Theodoro da Bavária havia ouvido a reputação de seus milagres e o teria convidado. Mas de qualquer modo eles foram procurar o Duque Theodoro cuja permissão eles necessitavam para continuar o seu trabalho de evangelização. Embora O Duque Theodoro não fosse cristão sua irmã Bagistrude é dita como sendo uma cristã. Enfim eles concordaram em ouvir os seus magníficos sermões e foram todos convertidos e batizados. Muitos dos líderes da região seguiram o exemplo do duque e abraçaram o cristianismo. Em vez de destruir os templos pagãos como faziam muitos missionários, Ruperto preferia consagra-los como igrejas cristãs. Por exemplo, em Regensburg e Altotting os templos foram apenas alterados para servir ao cristianismo. Diz a tradição que a estátua da Virgem Maria de Altotting foi trazida da Irlanda por um" irlandês chamado Ruperto". Onde não haviam templos para serem adequados ou adaptados, igrejas foram construídas e Regensburg tornou-se totalmente cristã. Deus confirmou as pregações de São Ruperto com vários milagres e logo o seu trabalho missionário tornou-se um sucesso tão grande que vários ajudantes vieram de Franconia para ajudar nas necessidades espirituais dos convertidos de Ruperto. Mas o grupo continuava descendo o Danúbio e convertendo ainda mais pessoas. Após a capital Ratisbon , o novo local de seu trabalho foi a cidade de Lorch onde ele curou vários doentes apenas com a oração e a sua benção e assim ganhou varias almas para Cristo. Mas em nenhuma destas cidades ele estabeleceu o seu bispado. Ao contrario, ele fez o seu quartel general na pequena cidade de Juvavum, dada a ele pelo Duque da Bavária. A cidade foi reconstruída e ele a renomeou Salzburg. Ali com a ajuda os seus companheiros Virgilius, Chuminal e Cislar ele fundou a Igreja de São Pedro e o monastério de Salzburg com uma escola seguindo a linha dos monastérios irlandeses. Ele fez um viagem para casa e voltou com 12 novos recrutas, sendo um deles a sua irmã Santa Ermentrudis, que entrou para o convento que ele havia fundado em Nonnberg, que existe até hoje (foi o local da filmagem do filme Noviça Rebelde) e ela acabou tonando-se a sua primeira Abadessa. Ele fez muito para ajudar os trabalhadores das minas de sal. Ruperto foi o primeiro bispo de Salzburg e é considerado o apóstolo da Bavária e da Áustria. Ele morreu no Domingo de Páscoa logo após celebrar a missa e pregar as " boas novas" da ressurreição de Jesus. Seu túmulo passou a ser um local de peregrinação e vários milagres creditados a sua intercessão. Ficou tão famoso que vários países insistem que ele é nativo de lá, como é o caso da Irlanda. Para celebrar a sua memória o Duque de Salzburg mandou cunhar uma moeda com seu rosto e a chamou de "um ruperto". Na liturgia da Igreja ele é mostrado ao lado de um barril de sal, ou segurando um cesto de ovos ou batizando o Duque de Theodore da Bavaria ou batizando São Virgilius. Sua festa é celebrada no dia 27 de março.

Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326

Santo Alexandre governou a Igreja em Alexandria. Alexandre, santo bispo, esteve zelando pelo rebanho de Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo. Ário era um sacerdote de Alexandria, que começou a espalhar uma mentira, afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto d'Ele por natureza. Seria portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna. O bispo Alexandre fez a Ário várias correções, mas este, irreversível, não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação da sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte, juntamente com o imperador Constantino e principalmente com o Papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: "Filho Unigénito do Pai... Consubstancial ao Pai".

Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916

Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogénito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska e foi batizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo. A família era abastada, detentora de enormes quintas. Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro, na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura. Pelos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que aguentou com heróica valentia. Volvido um ano, conseguiu fugir clandestinamente e matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Passou à Bélgica e caminhou para o Mónaco, regressando depois a Varsóvia onde completou a formatura em pintura e arquitectura. As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres. Em 1880, entrou na Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e achacado por séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo que de tudo se despojou para enriquecer os outros. Ia distribuindo os haveres ganhos com os trabalhos de pintor notável pelos mais carenciados que reunia nos albergues públicos, onde ele também dormia. Tornado franciscano da Ordem Terceira, vestido com o hábito de burel, prosseguiu na sua caridade para com os indigentes. Como não se sentisse capaz de sozinho socorrer tantos pobres, com a aprovação do bispo de Cracóvia, juntou alguns companheiros e lança, deste modo, os fundamentos de uma nova congregação, os Servos dos Pobres, mudando o seu nome para Alberto, ao fazer os seus votos de pobreza, castidade e obediência. Não escreveu nenhuma Regra, mas o seu exemplo e proceder foram incentivo e modelo inédito de viver à maneira de Cristo. Construiu oficinas várias, para os necessitados poderem ganhar alguma coisa e reconstituírem a vida. Jamais aceitou bens imóveis ou auxílios económicos estáveis. Vivendo em casas do Estado ou da Diocese, limita-se a receber o que lhe iam dando, dia a dia. Nos albergues acolhia todos os infelizes, sem cuidar de saber a sua origem, raça, etnia ou religião. A 15 de Janeiro de 1891, ao reparar nas necessidades de tantas mulheres e raparigas, com a cooperação de Ana Francisca Lubanska e Maria Cunegundes Silokowka, seduzidas pelo seu exemplo, fundou um ramo feminino da sua associação, para que alimentassem as famintas e as acolhessem em abrigos decentes, sobretudo nos casos de epidemias. Com palavras de ânimo e conselhos apropriados, com pregações sobre os desajustamentos sociais, vincando a obrigação de todos, sobretudo os mais favorecidos em riquezas, ajudarem os ignorantes e miseráveis, Santo Alberto não só formava os seus seguidores como suscitava nos ricos um desprendimento que os impulsionava a uma generosa caridade. A 25 de Dezembro de 1916, já com várias comunidades ao serviço dos pobres e com mais de uma centena de discípulos, entregou a sua alma a Deus.

S. João do Egipto, eremita, +374

Nasceu por volta do ano 305 no Egito. De família pobre, trabalhou como carpinteiro até os 25 anos quando deixou tudo e abraçou a vida de eremita. Adotou como seu guia espiritual um eremita mais velho. Um dia, a fim de pôr à prova sua obediência, este mandou o mais jovem regar um galho seco fincado no chão. E isto ele o fez por mais de um ano. Como se tal não bastasse, pediu-lhe também que movesse um enorme rochedo. São João do Egito tudo cumpriu com solicitude e humildade. Depois da morte do ancião, São João refugiou-se numa montanha na região de Licópolis. Ali construiu três celas que se comunicavam entre si: uma para dormir, outra para as refeições e o trabalho e a última para orações. Viveu ali 40 anos, abençoando o povo que ia à sua procura. São João morreu por volta do ano 374, com 89 anos de idade. É chamado o "Profeta do Egito".

EVANGELHO DO DIA 27 DE MARÇO

Evangelho segundo S. Lucas 11,14-23.
Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio mudo. Quando o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dentre eles disseram: «É por Belzebu, chefe dos demónios, que Ele expulsa os demónios.» Outros, para o experimentarem, reclamavam um sinal do Céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá casa sobre casa. Se Satanás também está dividido contra si mesmo, como há-de manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. Se é por Belzebu que Eu expulso os demónios, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas se Eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda a sua casa, os seus bens estão em segurança; mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.» 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
São João Eudes (1601-1680), presbítero, pregador, fundador de institutos religiosos 
O Reino de Jesus, 3-4 (trad. Breviário) 
«O Reino de Deus já chegou até vós»
Devemos continuar a completar em nós os estados e mistérios da vida de Cristo e pedir-Lhe continuamente que Se digne consumá-los perfeitamente em nós e em toda a sua Igreja. Os mistérios de Jesus não chegaram ainda à sua total perfeição e plenitude. Chegaram certamente à sua perfeição e plenitude na pessoa de Jesus, mas não em nós, que somos seus membros, nem na Igreja, que é o seu corpo místico (Ef 5,30). Na verdade, o Filho de Deus deseja […] prolongar em certo modo os seus mistérios em nós e em toda a Igreja […]; quer completá-los em nós. Por isso diz São Paulo que Cristo realiza a sua plenitude na Igreja e que todos nós contribuímos para a sua edificação e para a idade da sua plenitude (Ef 4,13) […]. Também noutro lugar diz o mesmo apóstolo que completa na sua carne o que falta à Paixão de Cristo (Col 1,24). 
Deste modo, o Filho de Deus determinou consumar e completar em nós todos os estados e mistérios da sua vida. Quer levar à plenitude em nós o mistério da sua encarnação, do seu nascimento, da sua vida oculta, e realiza-o formando-Se em nós e renascendo em nossas almas pelos santos sacramentos do baptismo e da sagrada eucaristia, e fazendo-nos viver uma vida espiritual e interior escondida com Ele em Deus. Quer completar em nós o mistério da sua Paixão, morte e ressurreição, fazendo-nos padecer, morrer e ressuscitar com Ele. Finalmente, quer realizar em nós o estado da sua vida gloriosa e mortal, quando nos fizer viver com Ele e nele uma vida gloriosa e imortal nos céus. […] 
Neste sentido, os mistérios de Cristo não chegarão à sua plenitude senão no fim dos tempos, por Ele determinado para a realização plena dos seus mistérios em nós e na Igreja, isto é, no fim do mundo. 

MACHUCOU-SE, MEU FILHO?

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Alguns rapazes estão bebendo no bar. No calor da bebedeira e das drogas alguém lançou o desafio: 
- Quem tem coragem de trazer aqui o coração da sua mãe? 
Um deles disse entre gargalhadas que tinha coragem. Era uma noite tempestuosa, recortada pelos relâmpagos. Enfrentando a escuridão, os ventos e a chuva, foi até sua casa, encontrou a mãe rezando e perpretou o crime nefando. Quando voltava apressado e desvairado, trazendo numa sacola o coração ensangüentado da mãe, tropeçou nas pedras e caiu. Foi quando ouviu uma voz chorosa que saía do fundo da sacola: 
- "Machucou-se, meu filho?" 
Assim são as mães. Assim, e muito mais, é Nossa Senhora.
Lição: Alguns dizem que não costumam levar desaforo para casa? Isso é nobreza de alma? Absolutamente não. Isto é ser cara-de-pau.

27 DE MARÇO – O MISSIONÁRIO DA PAZ E DA CONCÓRDIA

São Roberto de Salzburgo foi um grande missionário do século VIII. Em vez de destruir os templos pagãos como faziam alguns missionários, São Roberto preferia aproveita-los, transformando-os em igrejas cristãs. Assim ele fez, p.ex.,em Regensburgo e Altötting. Construía igrejas onde não havia templos para serem adequados ou readaptados.- Ele fez muito para ajudar os trabalhadores das minas de sal. - Salzburgo, onde foi bispo, significa cidade do sal, pois possuía muitas minas de sal. - Certa vez Roberto fez um viagem até sua terra e voltou com 12 novos candidatos para as missões, sendo um deles a sua irmã Santa Ermentrudes, O mosteiro em que residiu em Nonnenberg, existe até hoje, foi o local da filmagem do filme Noviça Rebelde. S. Roberto é considerado o apóstolo da Baviera e da Áustria. Morreu no Domingo de Páscoa logo após celebrar a missa e pregar a "boa nova" da ressurreição de Jesus. 
SÃO PAULO SABIA REPREENDER E ELOGIAR: Hoje temos um santo, bastante desconhecido, mas citado por São Paulo na carta aos filipenses: Santo Epafrodito. Leiamos esta passagem, também bastante desconhecida: Espero pelo menos, no Senhor Jesus, enviar-lhes em breve Timóteo, a fim de eu mesmo ser aliviado, recebendo notícias de vocês... Aliás, tenho firme esperança no Senhor, de que em breve eu mesmo possa ir. Mas julgo necessário enviar a vocês Epafrodito, esse irmão que é meu companheiro de trabalho e de combate, e que vocês delegaram para socorrer minha pobreza. Pois ele tinha grande desejo de rever todos vocês e não tinha mais sossego pelo fato de vocês terem sabido da sua doença. É verdade que ele esteve doente e às portas da morte; mas Deus teve piedade dele, e não só dele, mas também de mim, não deixando que eu tivesse tristeza sobre tristeza... Então, apresso-me a enviá-lo de volta a vocês, a fim de que, ao vê-lo, vocês retornem à alegria e eu próprio tenha menos sofrimento. Acolham-no, pois, no Senhor, com toda alegria, e tenham em grande estima pessoas como ele. Foi pela obra de Cristo que ele quase morreu, tendo arriscado a vida para suprir vocês no serviço que vocês mesmos não me podiam prestar.(Fl 2,19-30) 
Outros santos: Augusta; Guilherme Tempier; Lídia; Lázaro da Pérsia; Francisco F. de Bruno
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Nas águas profundas de Deus”.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Experiência de Deus.
Ouvimos, a partir do convite do Papa para o 3º Milênio, que é preciso conduzir para águas mais profundas. Tornou-se então um belo slogan, chavão, que cai logo no vazio. Elas podem, contudo, dar-nos um estímulo muito grande de ir às profundezas de Deus. A liturgia, no evangelho de hoje, convida a “lançar as redes nas águas profundas (Lc 5,1-11). É um convite à missão e ao apostolado. Na primeira leitura (Is 6,1-2.3-8), no versículo 8, ouvimos a voz de Deus: “ A quem enviarei? Quem irá por nós?” O profeta responde: “Eis-me aqui, enviai-me”. É um homem disposto. Mas de onde vem sua força de missão?  Vem de sua experiência de Deus acontecida no templo, como narra a leitura. Experimentar a profundeza da grandiosidade de Deus diante do qual se sente pequeno. É fundamental para a vida do cristão uma experiência de Deus. Sem ela, temos uma fé vazia e sem futuro. Cada um tem uma experiência diferente. Para algum pode ser grandiosa, como Paulo e Isaias, Para outros é silenciosa e discreta, como o orvalho silencioso, como aconteceu com Maria. Foi silenciosa, mas tão fecunda que pôs em seu seio o Unigênito de Deus. É preciso provar. Os conceitos são necessários, mas “provai como o Senhor é bom. Feliz de quem nele encontra seu refúgio” ( Sl ).
Experiência da brasa ardente.
O profeta Isaias, em seu temor e pecado, recebe a segurança do próprio Deus: “O anjo tomou uma brasa e tocou sua boca...” (Is 6,6). O toque de Deus está à nossa disposição, supera a fraqueza e pecado e nos dispõe ao anúncio. É necessário ser tocado pelo fogo divino para ser um coerente anunciador da Palavra de Deus através do testemunho e da palavra. É preciso ser tocado. Jesus repete esta cena do profeta quando diz aos discípulos que não haviam pescado nada toda a noite: “lançai as redes para a pesca”. Pedro diz: “...Em atenção a tua palavra, lançarei as redes” (Lc 5.5). A pesca é abundante. O mesmo temor de Isaías invade os discípulos. Pedro diz: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um homem pecador” (Lc. 5,8). E Jesus responde: “De hoje em diante serás pescador de homens” (5.10). Reconhecer a própria fragilidade é dar segurança a Deus de ser um ministro completo da palavra.
Três experiências necessárias.

Necessitamos de três experiências para podermos anunciar com segurança e conteúdo a Palavra de Deus: experiência do divino, experiência da fragilidade, e a experiência do mar profundo, isto é, do mar que temos à frente suspirando pela redenção. Quanto sinto a sede de anunciar é que já fui tocado pela brasa da experiência divina. Saber-se frágil e pecador é o primeiro espaço para a experiência e a força para o anúncio. Iniciando o novo ano pastoral, devemos repensar, além dos planos, o fundamento de todo plano: a experiência de Deus no mar profundo das necessidades do mundo. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE MARÇO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
27 ─ Quinta-feira ─ Santos: Guilherme Tempier, Lídia, Lázaro da Pérsia

Evangelho (Lc 11,14-23) “Quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou.”

Jesus fala do poder do mal, do demônio a cujo poder se entregara a humanidade. Sua força parecia invencível. Mas Jesus é o Filho de Deus encarnado, ele tem todo o poder, ele pode libertar-nos. Salvos e libertados por Jesus, o demônio já não tem nenhum poder sobre nós, a não ser que o escolhamos como senhor nosso. Libertados, nós participamos do poder libertador de Jesus.

Oração
Senhor Jesus, eu vos agradeço a liberdade que conquistastes para mim. Unido a vós, participando de vossa vida divina, posso viver na justiça, livre do mal. Por misericórdia é que me salvastes. Não permitais que eu volte a entregar-me ao poder do pecado e da mentira. Estou sempre cercado de tentações, em perigo de me separar de vós. Guardai-me, Senhor, seguro em vossas mãos. Amém. 

quarta-feira, 26 de março de 2014

S. Bráulio de Zaragoza, bispo, +651

"Todo o escriba que se torna discípulo do Reino dos Céus é semelhante a um pai de família, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas" (Mt 13,52). Em Zaragoza, na Espanha, venera-se hoje um grande bispo: São Bráulio. O seu mérito consistiu sobretudo em ter desempenhado um papel decisivo nos Concílios, sobretudo como Bispo de Zaragoza, nos anos de 631 a 651. São Bráulio é considerado um dos maiores discípulos do grande Santo espanhol, Isidoro de Sevilha, venerado com incrível fervor, na Capital da Espanha e em todo aquele país. As glórias terrenas, os louvores e o poder não o tinham apegado à terra. Soube remontar-se às alturas e vivia da esperança cristã, que põe os bens acima das nuvens, para além da morte. A verdadeira sabedoria, que aprendeu em tantos livros e manuscristos antigos e novos, e pela qual trabalhou tanto, a ponto de ficar cego no fim da vida, deu-lhe o verdadeira sentido da vida presente, que é o caminho para a outra, a eterna. Numa carta escrita a sua irmã Pampónia diz: "O tempo foge insensivelmente, a morte aproxima-se em segredo, e a nossa cega esperança não vê senão as alegrias da vida. Felizes aqueles cuja a alegria é Deus, e cujo gozo repousa na futura bem-aveturança!" Parte para junto de Deus pelo ano de 651.