Laura Evangelista Alvarado Cardozo, conhecida como a Madre Maria de S. José, ou simplesmente como Madre Maria, nasceu em Choroní, Estado Aragua, na Venezuela, em 25 de abril de 1875.
Maria de São José era filha do Coronel Clemente Alvarado e de Dona Margarida Cardozo, de quem herdou seu amor fervoroso a Cristo e a Eucaristia. Iniciou seus estudos no seu povoado natal, porém se mudou com a família para Maracay, onde terminaria seus estudos.
Aos 13 anos de idade, no dia 8 de dezembro de 1888, recebeu a Primeira Comunhão, fazendo seus primeiros votos, consagrando-se assim ao senhor. Desde então começava sua vida religiosa. Em 1892, aos dezessete anos, foi-lhe imposto o santo escapulário da Virgem do Carmo. Antes de cumprir 18 anos, se dedicava à preparação de crianças para a Primeira Comunhão.
quarta-feira, 2 de abril de 2025
Beata Isabel Vendramini, Virgem e Fundadora (Instituto das Irmãs Terciárias Franciscanas "Isabelinas" ou "Isabelas").
Isabel Vendramini, filha de Francisco Vendramini e Antônia Ângela Duodo, nasceu em Bassano del Grappa no dia 9 de outubro de 1790. Desde menina, como ela mesma escrive de si, foi presenteada com as mais seletas bênçãos. A Primeira Comunhão e a Confirmação foram etapas decisivas em sua vida. Por algum tempo foi aluna das Irmãs Agostinianas, que a formaram em seu itinerário espiritual.
Jovem brilhante, ela gostava de se vestir bem e era centro de interesse. Era amante da solidão e com frequência se retirava no campo para rezar. Depois de seis anos de noivado, às vésperas das bodas, o Senhor a fez ver com clareza que a chamava, o que para ela foi uma verdadeira conversão.
Consagrada ao Senhor pelas vias de São Francisco, de uma fé ativa e consciente, empreendedora segundo o Evangelho a serviço dos mais pobres num programa de vida tendo Cristo como centro, encontramos em seus escritos as etapas do itinerário da elevada espiritualidade seráfica e apostólica.
Em 17 de setembro de 1817, festa dos Estigmas de São Francisco, percebeu claramente que era chamada a uma vida de consagração. Desde então com alegria começou a levar uma vida de austera penitência e caridade. Assistia aos doentes e se dedicava inteiramente à educação das jovens de um orfanato.
Maria Egípcia Penitente, Santa (343-422)
Maria do Egipto foi canonizada como penitente porque escolheu essa forma de expiar os pecados cometidos numa vida de vícios mundanos. Entregou-se muito jovem ao mundo dos prazeres, sem regra nem moral. Ela morreu em 431, mas temos sua confissão feita no deserto, um ano antes de morrer, ao monge Zózimo, também ele canonizado mais tarde. Nessa ocasião, ainda estava vagando penitente pelo deserto, era já uma senhora e contou ao monge sua história. Disse que fugiu de casa aos doze anos e se instalou em Alexandria, no Egipto, vivendo de sua beleza e sedução, arrastando dezenas de almas ao torvelinho do vício. Vida que levou durante dezassete anos, até o dia de sua conversão, que ocorreu de forma muito significativa.
Por diversão e curiosidade fútil, Maria decidiu acompanhar os romeiros que se dirigiam à Terra Santa para a "Festa da Santa Cruz". Ao chegar à porta da igreja, entretanto, não conseguiu entrar. A multidão passava por ela e ia para o interior do templo sem nenhum problema, mas ela não conseguia pisar no solo sagrado. Uma força invisível a mantinha do lado de fora e, por mais que tentasse, suas pernas não obedeciam a seu comando.
Ela teve, então, um pensamento que lhe atingiu a mente como um raio. Uma voz lhe disse que seus pecados a tinham tornado indigna de comparecer diante de Deus, o que a fez chorar amargamente. Dali onde estava, podia ver uma imagem de Nossa Senhora. Maria rezou e pediu à Santíssima Mãe que intercedesse por ela. Prometeu viver na penitência do deserto o resto da vida, se Deus a perdoasse naquele momento. No mesmo instante, a força invisível sumiu e ela pôde, enfim, entrar.
Francisco de Paula Franciscano, Fundador, Santo 1416-1519
Fundador da Ordem dos Mínimos.
Francisco era filho de lavradores, nasceu na Calábria em 1416, num povoado chamado Paula. Aos 13 anos, ingressou no convento dos franciscanos.
Em 1435, deixou o convento, seguido por alguns discípulos, para fundar a ordem dos Mínimos ou ordem dos Eremitas de São Francisco. Aos três votos habitualmente firmados pelos franciscanos - pobreza, castidade e obediência - São Francisco acrescentou mais um, o do jejum quaresmal. O mosteiro da ordem foi construído em 1454, em Cosenza, do qual foi nomeado superior. São Francisco era conhecido pelos milagres que o acompanhavam. Certa vez, por não ter como atravessar o estreito de Messina, devido à recusa dos barqueiros, estendeu o seu manto sobre as águas alcançando, dessa maneira, o porto. Numa outra ocasião, o rei da França, Luís XI, pediu ao papa que lhe fosse enviado o frei calabrês para curá-lo de uma grave doença. São Francisco de Paula esteve com o rei e convenceu-o a reconciliar-se com Deus para ter uma morte tranquila. Antes de morrer, o rei Luís XI pediu ao frei que fosse o director espiritual do seu filho Carlos VIII, próximo sucessor do trono da França.
Devido à sua fama, São Francisco de Paula atraiu muitos jovens à vocação religiosa.
São Francisco de Paula partiu para junto de Deus no dia 02 de abril de 1519, numa sexta-feira santa, aos 91 anos de idade.
Foi canonizado pelo papa Leão X doze anos após a sua morte e é o padroeiro dos marinheiros.
ORAÇÕES - 2 DE ABRIL
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Quarta-feira – Santos: Francisco de Paula, Leopoldo de
Gaiche
Evangelho (Jo 5,17-30)“... quem ouve minha palavra e
crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já
passou da morte para a vida.”
Crer, ter fé, não é apenas acreditar numa
doutrina, mas aceitar a pessoa de Jesus, confiar, entregar-se a ele. Essa fé
dá-nos a vida, para a qual fomos criador, vida que é participação na vida divina
do Filho de Deus. Ser condenado não é apenas ser castigado. Énão ser o que Deus
planejou para nós, é uma existência sem nenhum sentido para todo o sempre, é a
pior de todas as mortes.
Oração
Senhor Jesus, meu Deus
e meu irmão, sois minha salvação e podeis dar sentido a minha vida. Fui criado
para participar de vossa divindade, e para isso quiseste participar de minha
humanidade. Perdoai-me; muitas vezes procurei vida e felicidade fora de vós.
Reconheço minha fragilidade, dai-me vossa ajuda para ficar sempre convosco. Não
permitais que me perca, tendo sido tão amado. Amém.
terça-feira, 1 de abril de 2025
REFLETINDO A PALAVRA - “Morada de Deus”
Estamos chegando ao final do Tempo Pascal. Foi uma catequese sobre a vida da Igreja que é a reunião dos redimidos, fruto precioso da Ressurreição. O Mistério de Cristo é uma unidade. Não acontece por partes. Cada momento nos traz todo Mistério Pascal sob um aspecto. A Igreja da terra se espelha na Igreja celeste e, guiada pelo Espírito, se faz sempre mais esposa para seu Senhor, sem ruga e sem mancha (Ef 5,27), vivificada pelo mesmo Espírito. No livro do Apocalipse João narra a visão que teve da Jerusalém celeste, a Igreja gloriosa com seu Senhor. Não é a Terra que ensina como deve ser o Céu. Nós é que aprendemos do Céu. João diz, com certa admiração, que não viu templo na cidade celeste. Entendeu que seu templo é o Senhor Todo Poderoso e o Cordeiro, o Cristo. Jesus disse à samaritana que os verdadeiros adoradores adorariam em espírito e verdade (Jo 4,24), isto é, em Cristo e no Espírito. Não há necessidade de templos. Não temos templos como os judeus ou pagãos tinham. As igrejas são lugares onde se manifesta o sacramento da unidade que se realiza na fé e no amor. Sendo o Céu o espelho para a terra, a visão é um chamado para encontrarmos Deus onde estivermos. O Espírito ensina tudo o que Jesus nos transmitiu. Ele realiza em nós o amor que constrói a unidade. Amando o Pai e guardando a palavra de Jesus, Pai, Filho e Espírito permanecem conosco. Assim se constrói a paz e a segurança. Os mistérios, isto é, os sacramentos celebrados, são a expressão das coisas do alto que alimentam nossa caminhada. Corresponder aos sacramentos (oração), é ser morada de Deus (Jo 14,23).
Construindo a comunidade
A construção da comunidade humana tem seu início na escuta e obediência à Palavra de Deus. Este é o sinal claro do amor que temos a Deus. É garantia também da presença de Deus em nós: “Se alguém me ama guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele nossa morada” (Jo 14,23). A Palavra será ensinada à comunidade. O Espírito Santo ensinará e recordará o que Jesus ensinou e a Igreja da terra aprende da Igreja celeste a não restringir seu relacionamento com Deus ao templo, à igreja material. Como somos templos do Espírito Santo (1Cor 3,16), onde estivermos entramos no templo de Deus. A fé cristã é primeiramente espiritual, depois se criam as estruturas que devem ajudar o espiritual e não dominá-lo. A preocupação maior não deve ser os aspectos humanos, mas conduzir estes a se aperfeiçoarem pela Palavra e pela obediência da fé, formando assim a comunidade. Às vezes agimos somente sob o aspecto humano, deixando fora o Espírito Santo.
Comunidade de irmãos
Os inícios da vida da Igreja foram maravilhosos, mas não deixaram de ter problemas, pois, mesmo crendo em Jesus, houve choque entre cristãos vindos do judaísmo e cristãos vindos do paganismo. Eram dois mundos diferentes. Estes não conheciam a lei judaica. Os judeus cristãos seguiam também a lei judaica e queriam impô-la aos pagãos. Reunidos no Espírito tiveram a grande abertura em deixar Deus agir nos povos pagãos para que construíssem o modo de ser Igreja de acordo com suas culturas. Foi um passo grande, sem deixar fora as riquezas da História da Salvação transmitidas pelo povo da Aliança. O Espírito vivificou os cristãos vindos do paganismo. Somos herdeiros desta fé. O templo de Deus respland
ece por toda terra e todos podem adorá-Lo em espírito e verdade.
Leituras: Atos 15,1-2.22-29; Salmo 66;
Apocalipse 21,10-14.22-23;João 14,23-29
1. A Igreja terrestre se espelha na Igreja celeste. Guiada pelo Espírito, se faz sempre mais esposa sem ruga nem mancha. No Céu não há templo. Os templos da Igreja manifestam a unidade que se realiza na fé e no amor.
2. A construção da comunidade tem seu início na escuta e obediência à Palavra. Este é o sinal claro do amor que temos a Deus e de sua morada em nós.
3. A comunidade da Igreja, na sua condição humana, passa por questões nas quais somente o amor é a solução. A fé e o amor fazem a Igreja livre para crescer nas condições humanas.
Morando em três casas
As leituras do sexto domingo da Páscoa nos ensinam que moramos em três casas ao mesmo tempo: Na primeira leitura vemos os problemas da casa da terra, a comunidade com seus dons e dificuldades. É a casa de sapé que pega fogo com facilidade.
Depois o Apocalipse mostra a casa lá de cima, o Céu, feita de pedras preciosas. E no evangelho Jesus ensina sobre a casa feita de amor, que é a casa do coração: “Aquele que me ama, guarda minhas palavras, e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele fazemos morada (Jo 14,23).
Na casa futura, na Jerusalém Celeste, não há templo, pois Deus é o templo. Não temos necessidade de templos, pois estaremos em sua presença. Não precisamos de mediações. Deus é a luz.
A comunidade da terra é cheia do Espírito de Deus e do espírito humano. É necessário procurar o Espírito de Deus e encaminhar assim as condições humanas. O espírito humano, nossas condições, tem que se guardar a Palavra e ouvir o Espírito que ensina todas as coisas.
Homilia do 6º Domingo da Páscoa (01.05.2016)
EVANGELHO DO DIA 1 DE ABRIL
Evangelho segundo São João 5,1-16.
Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém.
Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos.
Ali jazia um grande número de enfermos,
cegos, coxos e paralíticos.
Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos.
Ao vê-lo deitado, e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?».
O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim».
Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda».
No mesmo instante, o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Ora, aquele dia era sábado.
Diziam os judeus àquele que tinha sido curado: «Hoje é sábado, não podes levar a tua enxerga».
Mas ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou, disse-me: "Toma a tua enxerga e anda"».
Perguntaram-lhe então: «Quem é que te disse: "Toma a tua enxerga e anda"?».
Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-Se afastado da multidão que estava naquele local.
Mais tarde, Jesus encontrou-o no Templo e disse-lhe: «Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior».
O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado.
Desde então, os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado.
Tradução litúrgica da Bíblia
Bispo(420)
Sermão para a quaresma; PL 57, 585
«Queres ser curado?»
A quaresma conduz ao batismo
Lemos no Antigo Testamento que, no tempo de Noé, como todo o género humano tivesse sido vencido pelo pecado, as cataratas do céu se abriram e durante quarenta dias e quarenta noites choveu sem cessar. Foi um acontecimento simbólico: tratava-se mais de um batismo do que de um dilúvio; na verdade, foi um batismo que lavou a maldade dos pecadores e poupou a retidão de Noé. Tal como nessa época, também hoje o Senhor nos oferece a quaresma, a fim de que os céus se abram durante o mesmo número de dias para nos inundar com a chuva da misericórdia divina. Uma vez lavados nas águas salvíficas do batismo, este sacramento ilumina-nos; tal como outrora, as águas levam o mal das nossas faltas e reafirmam a retidão das nossas virtudes.
A situação é a mesma que no tempo de Noé: o batismo é dilúvio para o pecador e consagração para os que são fiéis; no batismo, o Senhor salva a justiça e destrói a injustiça. Vemo-lo no exemplo do apóstolo Paulo: antes de ser purificado pelos mandamentos espirituais, era um perseguidor e um blasfemo (cf 1Tim 1,13); uma vez banhado pela chuva celeste do batismo, o blasfemo morreu, morreu o perseguidor, Saulo morreu e tomou vida o apóstolo, o justo, Paulo. Quem viver religiosamente a quaresma e observar os preceitos do Senhor, verá morrer em si o pecado e viver a graça; morre como pecador, para viver como justo.
Evangelho Quotidiano
01 de abril - Beato Giuseppe Girotti
Religioso dominicano, professo sacerdote da Ordem dos Pregadores e mártir, que morreu em odium fidei no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. Reduzido a um esqueleto vivo, foi visto com o rosário na mão, "um cadáver" que ainda sabia consolar e absolver aqueles que o abordavam.
Sacerdote aos 25 anos, Giuseppe Girotti, nascido em Alba - Itália - em 19 de julho de 1905, em uma família muito pobre, de caráter vivo e brilhante no intelecto, depois de estudos bíblicos em Jerusalém e Roma, foi professor de literatura sagrada em Turim. Sempre caridoso com os mais pobres, com a suspensão do ensino em 1939, trabalhou de todas as maneiras para ajudar os judeus e acabou preso e deportado para Dachau, onde sobreviveu entre humilhação e sofrimentos, por apenas seis meses.
Seu ministério não terminou na "cadeira" porque o padre Girotti tinha uma grande sensibilidade social: voluntariamente e generosamente ele se dedicou ao serviço dos mais necessitados e no hospício dos pobres de Turim e em várias outras atividades de caridade. Com a reviravolta dos eventos da Segunda Guerra Mundial, o padre Girotti tornou-se o animador e organizador de uma vasta rede de ajuda aos judeus: ele trabalhou para encontrar esconderijos seguros para muitos deles, mas também a maneira de ter documentos de identidade com a possibilidade de expatriação.
Por sua atividade humana e cristã, que ele fez para a caridade - como costumava dizer - o padre Girotti foi preso no final de agosto de 1944: primeiro preso em Turim, depois em Milão, em Bolzano, e finalmente levado para o campo de extermínio de Dachau, na Baviera.
01 de abril - Beata Sofia Czeska-Maciejowska
Madre Sofia Czeska nasceu em 1584, terceira filha de Mateusz Maciejewski e Lubowiecka Katarzyna Maciejewska. A família relativamente abastada vivia em Cracóvia. Era uma família grande - cinco homens e quatro mulheres - todos criados em um ambiente religioso. Sofia foi a terceira. Com a idade de 16 anos Sofia se casou com Jan Czeski. Após 6 anos de um casamento sem filhos, ficou viúva. Um dia, ao sair da igreja e a caminho de casa, foi abordada por um homem que queria forçá-la ao casamento. Quando ela recusou, o homem se casou com sua irmã Ana.
Apesar de sua juventude, ela não se casou novamente e dedicou sua vida às obras de misericórdia. Naquela época, ela testemunhou a guerra, a epidemia, as enchentes, as colheitas ruins, a fome, por isso testemunhou a morte de muitas pessoas. Sofia decidiu cuidar das meninas, especialmente dos órfãos e das famílias pobres. De 1621 a 1627, usando seus próprios recursos, ela fundou um lar para elas, chamado Casa da Apresentação da Santíssima Virgem Maria.
Em 31 de maio de 1627, ela recebeu a aprovação oficial do Bispo de para esta fundação. Este foi o começo da primeira escola para meninas na Polônia. Para continuar o seu trabalho, uma congregação de Irmãs foi estabelecida. A constituição do Instituto foi aprovada em 13 de janeiro 1660 pelo Bispo de Cracóvia, não muito tempo depois da morte de Madre Sofia. Ela morreu no dia 1 de abril de 1650 e foi enterrada na Igreja de Santa Maria, em Cracóvia.
01 de abril - Beato Anacleto González Flores
Anacleto González Flores e nove leigos mártires de Jalisco, que morreram defendendo a fé durante a “guerra Cristera” desatada no México pela perseguição maçônica, foram beatificados em 20 de novembro de 2005.
Anacleto González Flores, nasceu em Tepatitlán, Jalisco – México - em 13 de julho de 1889. Membro de uma família pobre e numerosa, trabalhou desde muito pequeno para ajudar no sustento familiar. Entretanto, seu amor pela cultura e seu desejo de formar-se para defender a fé ante as agressões anticlericais maçônicas, levou-o a titular-se de advogado em 1922, ano em que contraiu matrimônio.
Dedicou-se a ensinar história e literatura em colégios particulares de Guadalajara e em 1925 foi presidente e fundador da “União Popular de Jalisco”. Desde 1926 lutou arduamente por que não se realizasse a rebelião armada, pois sempre se opôs à violência contra as agressões anticatólicas.
Pelo contrário, foi um bem-sucedido promotor do “boicote” proclamado pelos católicos contra meios de comunicação e negócios maçônicos. Seu exemplo e seus ensinos o converteram em uma figura simbólica amplamente reconhecida e respeitada pela revolução Cristera; por isso foi feito prisioneiro em 1º de abril de 1927, uma primeira sexta-feira de mês.
Logo ao ser capturado, Anacleto começou a ser brutalmente torturado para que revelasse o lugar onde se ocultava o Bispo Orozco e Jiménez.
Santa Maria do Egito
a santa Maria se transformou,
com a ajuda de Deus, numa grande justa,
numa das maiores santas e nos deixou
um grande exemplo de penitencia.
Santa Maria do Egito viveu em meados do V século e começo do VI. A sua juventude não foi nada promissora: ela tinha somente 12 anos, quando saiu de sua casa em Alexandria, e ficando livre do controle dos pais, jovem e inexperiente como era se envolveu com a vida devassa.
Não havia ninguém quem podia detê-la e tinha muitos sedutores e muitas tentações em volta dela. Assim, ela passou 17 anos nesta vida de luxúria e prostituição, até que Deus misericordioso providenciou a sua penitencia.
Aconteceu isto assim: Por força curiosidade, Maria se juntou a um grupo de peregrinos, que estavam se dirigindo para a Terra Santa. Durante a viagem no navio, a Maria não parava de seduzir os romeiros e a pecar.
São Venâncio, bispo de Salona na Dalmácia e mártir
Venâncio, bispo de Salona, atual Croácia, viveu entre os séculos III e IV; é venerado junto com os Santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquiano e Graiano, seus companheiros de martírio, que, como ele, também eram provenientes da Dalmácia e da Ístria.
Santos Venâncio e companheiros Mártires na Dalmácia e na Ístria
Festa: 1º de abril
Século III-IV
Bispo da cidade de Salona, atual Croácia, São Venâncio, que viveu entre os séculos III e IV, é venerado junto com os santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquia e Graiano, seus companheiros de martírio, como ele vindos da Dalmácia e da Ístria.
Martirológio Romano: Em Roma, comemoração dos santos mártires Venâncio, bispo, e seus companheiros da Dalmácia e da Ístria, Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Astério, Sétimo, Antioquia e Gaiano, a quem a Igreja honra com louvor comum.
Santas Ágape, Quiônia e Irene, Mártires em Tessalônica
Estas três irmãs nasceram no século IV, época do imperador romano Diocleciano, considerado o mais sanguinário perseguidor dos cristãos, e que "proibia que as pessoas portassem ou guardassem escritos que pregassem o Cristianismo". Todos os livros "deveriam ser entregues às autoridades para serem queimados. Ágape (amor), Irene (paz) e Quiônia (pureza), pertenciam a uma família pagã da Tessalônica, mas elas se converteram e possuíam vários livros da Sagrada Escritura, e passaram a pregar o cristianismo". As três irmãs foram denunciadas, e em sua casa "foram encontradas várias Bíblias", por isso passaram a ser "perseguidas, e deveriam ser levadas ao interrogatório diante do governador da Macedônia, Dulcério". Deveriam, como os demais cristãos, submeter-se ao "intenso interrogatório, para renegar a fé em Cristo". E só se salvariam se idolatrassem aqueles que os cristãos consideravam falsos deuses, oferecendo publicamente comida e incenso a eles, e queimando as suas Bíblias. Quando os cristãos se negavam a renunciar a sua fé, geralmente eram queimados vivos, junto com a Bíblia. Ágape e Quiônia foram encontradas antes. Presas e interrogadas, negaram-se a adorar os deuses a que os cristãos alegavam serem falsos e confirmaram sua fé. O governador da Macedônia, Dulcério, perguntou onde tinham aprendido ideias tão estranhas, Quiônia respondeu: "De Nosso Senhor Jesus Cristo", e novamente ela e Ágape recusaram-se a comer o alimento e, por causa disso, foram queimadas vivas.
Santa Marcela de Chauriat, Virgem – 1° de abril
Foi por volta do ano 825, sob o episcopado de São Stable, 39º bispo de Clermont, que viveu em Chauriat, perto de Billom, uma santa menina, chamada Marcela, que se santificou fiando sua roca e cuidando de seu rebanho.
O documento mais antigo que menciona Santa Marcela é um texto do século XI, no qual o bispo Estêvão III de Clermont doou três igrejas ao Mosteiro de Sauxillanges. Duas das igrejas em questão eram as de Chauriat: uma dedicada à Virgem Maria e a outra erguida em homenagem a Santa Marcela.
Santa Marcela nasceu em Chauriat, na família Espirat, por volta do ano 820, sob o pontificado do Papa João VIII. Seus pais eram agricultores e era a ela que confiavam o cuidado de seu rebanho, que ela frequentemente levava para pastar em uma montanha chamada Puy-de-Mur.
Um dia, enquanto rezava à Santíssima Virgem, ajoelhada ao pé de uma rocha, para preservar sua aldeia de uma febre perniciosa que assolava a região, ela sucumbiu ao cansaço e um sono profundo se apoderou dela. Durante esse estado, ela teve uma visão na qual foi informada de que a Mãe de Deus a havia atendido. Quando acordou, ela viu que o seu fuso havia caído e estava preso em uma rocha e que uma fonte brotava dela; a seus pés ela viu uma bela fonte de água que havia jorrado. Ela entendeu que devia haver o remédio nela. Com efeito, esta água tinha a virtude de curar a febre de todos os que a acometiam. Esta água milagrosa curou todos os doentes que vieram beber dela.
Santa Marcela nasceu em Chauriat, na família Espirat, por volta do ano 820, sob o pontificado do Papa João VIII. Seus pais eram agricultores e era a ela que confiavam o cuidado de seu rebanho, que ela frequentemente levava para pastar em uma montanha chamada Puy-de-Mur.
Um dia, enquanto rezava à Santíssima Virgem, ajoelhada ao pé de uma rocha, para preservar sua aldeia de uma febre perniciosa que assolava a região, ela sucumbiu ao cansaço e um sono profundo se apoderou dela. Durante esse estado, ela teve uma visão na qual foi informada de que a Mãe de Deus a havia atendido. Quando acordou, ela viu que o seu fuso havia caído e estava preso em uma rocha e que uma fonte brotava dela; a seus pés ela viu uma bela fonte de água que havia jorrado. Ela entendeu que devia haver o remédio nela. Com efeito, esta água tinha a virtude de curar a febre de todos os que a acometiam. Esta água milagrosa curou todos os doentes que vieram beber dela.
São Macário de Constantinopla
Pouco se sabe sobre a infância e a juventude deste que foi um dos bispos mais importantes da cidade de Jerusalém, numa época muito difícil para a Igreja. Seu nome significa Iluminado e feliz. De fato, em sua trajetória como bispo ele fez jus ao significado de seu nome, deixando um legado importantíssimo para os cristãos de todo o mundo e de todos os tempos: recuperou a Basílica do Santo Sepulcro da mão dos romanos. Estes tinham feito do santo templo o “capitólio romano” na cidade santa.
Porque Jerusalém é importante para os cristãos?
A cidade de Jerusalém tem importância histórica para todos os cristãos porque foi lá que Nosso Senhor Jesus Cristo foi condenado, crucificado, morto e ressuscitou. Foi lá que o Senhor venceu a morte e deu-nos a vida.
Valério de Auvergne Monge, Santo 565-619
Fundou vários conventos na Gália, hoje França.
Uma cidade francesa perpetua o seu nome
(Saint-Valéry-en-Caux).
Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto.
Mais depressa do que qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais.
Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direcção espiritual de Columbano, o grande evangelizador da Gália, actual França, que depois foi canonizado, onde aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento, sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com as pragas que assolavam anualmente as plantações.
Hugo de Grenoble Bispo, Santo 1053-1132
nomeado bispo de Grenoble.
Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos.
Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cónego. Depois, passou para a arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble.
Grenoble era uma diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. A região era muito extensa e tinha um grande número de habitantes, mas suas qualidades terminavam aí.
Ludovico Pavoni Sacerdote, Fundador, Beato (1784-1849)
dos Filhos de Maria Imaculada.
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni aceitou, ele que nasceu no dia 11 de setembro de 1784.
Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo.
Não só para evitar que se tornassem delinquentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano.
Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni dedicou-se desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados. Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé.
Tipografia e Evangelho eram seus instrumentos preciosos: a receita natural era a mais simples possível, como dizia ele: "Basta colocar dentro da impressora jovens motivados, que os volumes de 'boa doutrina cristã' estarão garantidos".
CARLOS DA ÁUSTRIA Imperador, Beato (1887-1922)
Depois de deposto, viveu e morreu na ilha da Madeira.
Carlos de Áustria nasceu a 17 de Agosto no Castelo de Persenbeug na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxónia, filha do último Rei de Saxónia. O Imperador Francisco José I era o tio-avô de Carlos.
Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos», que em 1963 se torna numa comunidade de oração reconhecida pela Igreja.
Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração.
A 21 de Outubro de 1911 esposou a Princesa Zita de Borbone-Parma. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!».
A 28 de Junho de 1914, após o assassínio num atentado do Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono, Carlos torna-se herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro.
ORAÇÕES - 1 DE ABRIL
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Terça-feira– Santos: Hugo de Grenoble, Teodora, Ludovico
Pavoni
Evangelho (Jo 5,1-16)“Era sábado. Por isso, os judeus
disseram ao homem que tinha sido curado: – É sábado! Não te é permitido
carregar tua cama.”
João indica um dos motivos por que muitos se
opunham a Jesus, querendo mesmo matá-lo: a intolerância. Muitos outros crimes
já se praticaram por intolerância religiosa. Tenho de tomar cuidado mesmocom
pequenas manifestações dessa intolerância. Jesus mostra-nos quenossa fidelidade
a Deus exige que tenhamos respeito por convicções religiosas e práticas diferentes
das nossas.
Oração
Senhor Jesus, ao ler esse evangelho sempre
olhei só para o milagre e o cuidado que mostrastes pelo homem. Agradeço por me
lembrar o respeito que devo ter pela crença e religiosidade de pessoas que
ainda não vos conhecem nem acreditam em vós.Vou orar por elas, e fazer o que
puder para que vos conheçam. Ajudai-me a mostrar-lhes, também pela minha vida,
o que ensinais. Amém.
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