quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

BIBIANA DE ROMA Virgem, Mártir e Santa século III

Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo. Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos. No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão. A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.

SILVÉRIO DE ROMA Papa, Santo † fim do século VI

Silvério nasceu em Frosinone, na Campânia, Itália. Era filho do papa Hormisdas, que fora casado antes de entrar para o ministério da Igreja. Entretanto, ao contrário do que se encontra em alguns escritos, ele não foi sucessor do seu próprio pai. Antes de Silvério assumir, e depois do seu pai, outros ocuparam o trono de Pedro. Em períodos variados, não ultra-passando dois anos cada um, foram os papas: João I, Félix III, Bonifácio II, o antipapa Dióscoro da Alexandria, João II e Agapito I. Eleito no dia primeiro de junho de 536, papa Silvério foi o sucessor do papa Agapito I, e o numero cinqüenta e oito da Igreja Católica. Embora fosse apenas subdiácono quando assumiu o trono de Pedro, ele foi um dos mais valentes defensores do cristianismo, pois enfrentou a imperatriz Teodora. O conflito com a imperatriz começou quando ela enviou uma carta a ele ordenando que aceitasse, em Roma, bispos heréticos, entre eles Antimo. Respondendo com veemência que não obedeceria de forma alguma, foi preso. Tiraram-lhe as vestes papais, e, vestido como um simples monge, foi deportado para Patara, na Ásia. Enquanto isso, assumia o governo da Igreja o antipapa Virgílio, que foi colocado em seu lugar porque aceitou a imposição da imperatriz de receber em Roma os tais bispos heréticos recusados por Silvério. Esse, por sua vez, pouco depois foi enviado a Lícia. Mas, como era um religioso muito popular, foi recebido com honras inesperadas pelos monarcas romanos da região. Revoltado com a deposição de Silvério, o bispo de Lícia resolveu falar diretamente com o imperador Justiniano.

JOÃO DE RUYSBRÖCK Sacerdote, Religioso, Fundador 1293-1381

João de Ruysbröck nasceu em 1293, em Ruysbroeck, nos arredores de Bruxelas. A sua família era honrada e muito abastada. Desde a sua mais terna infância gostava de isolar-se na natureza. Aos 11 anos, Beato João de Ruysbroeck, místicofoi confiado um tio, Mestre João Hinckaert, cónego de Santa Gúdula, que o despertou muito cedo às verdades do Evangelho, e o enviou para uma escola para estudar as letras, a filosofia e as ciências humanas e divinas. Em 1317, quando completava 24 anos foi ordenado sacerdote e exerceu o seu ministério durante 25 anos em Bruxelas, como capelão de Santa Gúdula, na companhia de Mestre Hinckaert e de Franco van Coudenberg, capelães da mesma igreja, e animados dos mesmos desejos de vida virtuosa.

Beato Rafael Chylinski, presbítero (†1741)

Rafael Chylinski (polonês: Rafał Chyliński), foi um frei franciscano polonês que nasceu no ano de 1694 em Wysoczka, distinguiu-se pela caridade com os doentes, durante a Peste, sendo conhecido como Apóstolo do Hospital de Cracóvia. O Papa João Paulo II em 1991, aprovou a sua beatificação. 
Biografia 
Nascimento e Juventude 
Rafael Chylinski nasceu em uma família de baixa nobreza Wielkopolska, no dia 08 de Janeiro de 1694 em Wysoczka. Ele foi criado religiosamente por sua mãe e mostrou piedade e misericórdia para com os pobres desde a infância.Estudou na escola jesuíta em Poznań e em 1712, alistou-se no exército como partidário do rei Stanislas Leszczynski, onde se tornou oficial. Em 1715, deixou o exército para entrar na Ordem dos Frades Menores Conventuais de Cracóvia e tomou o nome de Rafael (seu nome de batismo era Melchior). Ele professou seus votos solenes no dia 26 de abril de 1716 e foi ordenado em Junho de 1717.

Santa Branca de Castela, Viúva, Religiosa e Mãe de São Luís IX, Rei de França - 2 de dezembro

Casamento de Branca e o Delfim
Branca era filha de Afonso VIII, Rei de Castela, e de Leonor da Inglaterra. Nasceu em Palência no início de 1188. Com onze anos foi prometida como esposa a Luís, delfim da França, pelo tio João Sem Terra, que tinha intenção de se reconciliar com o Rei Felipe Augusto. Em 22 de maio de 1200, Filipe Augusto e João Sem Terra assinaram finalmente o Tratado de Goulet. João cedeu à sua sobrinha os feudos de Issoudun e Gravay, juntamente com os de André de Chauvigny, senhor de Châteauroux, em Berry. O casamento foi celebrado no dia seguinte em Portmort, na margem direita do rio Sena, território de João Branca começou a mostrar as suas qualidades de estadista em 1216, quando Luís reclamou a coroa inglesa para a sua esposa, invadindo a Inglaterra a pedido da nobreza inglesa, revoltada contra João Sem Terra. Mas o apoio dos rebeldes cessou com a morte de João, poucos meses depois. Aliados em torno de Henrique III de Inglaterra, filho do falecido rei, os ingleses uniram-se contra o agora invasor francês.

ORAÇÕES DE TODOS OS DIAS - 2 DE DEZEMBRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Quinta-feira – Santos: Bibiana, Martana, Crisólogo
Evangelho (Mt 7,21.24-27)Nem todo aquele que diz: – Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas o que a a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Se queremos viver plenamente e com perfeição a vida para a qual Jesus nos chama, o que devemos é aceitar e fazer a vontade de Deus. Sto. Afonso, porém, lembra-nos que não se trata de a aceitar resignadamente. A perfeição, a santidade consiste em querer o que Deus quer, unindo nossa vontade à sua, levados pelo amor e iluminados pela fé. O caminho é simples, mas de fato exige tudo de nós.
Oração
Senhor Jesus, dissestes: Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a bom termo sua obra. Ajudai-me com vosso poder, para que eu também seja sempre orientado pela vontade do Pai. Vontade que não é imposição e peso, mas é oferta bondosa de salvação e felicidade. Fazei que eu queria sempre o que ele quer. Assim seguirei seguro o caminho certo para a paz. Amém.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

PERGUNTAS E RESPOSTAS - 26/12/13

PADRE WALMIR GARCIA
DOS SANTOS CSsR
Alda Silveira: Explique esta passagem: “Portanto, qualquer que comer este Pão ou beber o Cálice do Senhor, indignamente, será culpado do Corpo e do Sangue do Senhor”. 
Devemos ter respeito pela Eucaristia e nunca devemos recebê-la de modo indigno, ou seja, sem a devida preparação, sem ter consciência de que recebemos o Corpo Santo do Senhor. Se comungamos Jesus na Eucaristia, mas vivemos um vida de injustiça, de desamor, estamos comungando a nossa própria condenação, pois não nos deixamos converter para Deus, para seus ensinamentos. É preciso ser coerente com a fé. 
 Olga Martins da Silva: Um dia ouvi uma pergunta em seu programa sobre o que fazer com uma imagem quebrada. Esse apego a imagens não seria uma amuleto para manter uma falsa fé? Em minha casa só tenho duas imagens: a de Jesus Cristo e de Nossa Senhora. 
Pode ser que a ignorância de muitas pessoas leve a considerar imagens como amuletos, isso é uma lástima, pois imagens não são para esse tipo de superstição. As imagens de santos são lembranças que devemos cultivar do que Deus fez por aquela pessoa e isso serve de exemplo para nós. Não é proibido e nem errado mantermos imagens em nossas casas, o importante é saber que são apenas imagens, não tem em si pode algum. 
Não identificada: Com o passar do tempo, o casamento vai caindo na mesmice e tenho medo que meu esposo me deixe por causa da rotina. Será que devo ceder aos desejos do meu esposo, mesmo indo contra certos princípios? Onde na Bíblia eu poderia me orientar para resolver esta situação? 
Você não precisa ceder a coisas que ferem sua consciência e princípios, mas deve saber dialogar, nunca deixar que a relação de vocês se torne uma rotina, caia na mesmice e se torne enfadonha. Procure dialogar, é sempre bom. Tudo o que vocês decidirem em comum acordo, deve ser assumido como fruto do amor e da felicidade de vocês. 
Wanderléia Borges: Por que Jesus Cristo chamava os fariseus de “sepulcros caiados”? Como identifica um fariseu nos dias de hoje? 
Essa expressão significa que, por fora a pessoa é bonita, mas é incoerente, falsa, pois expressa algo que não é. Fariseu é uma denominação, hoje em dia, de uma pessoa falsa, que aparenta ser uma pessoa de muita fé, mas não se deixa conduzir por princípios da fé, em outras palavras, pessoa incoerente.

REFLETINDO A PALAVRA - “Oração é adoração”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
53 ANOS CONSAGRADO
46 ANOS SACERDOTE
Abertura para Deus
 
Vinde adoremos! Quando temos uma bênção do Santíssimo fazemos um rito de adoração. Quando temos a Consagração da Missa, nós adoramos a Eucaristia. Na realidade, sempre me pergunto se sabemos o que é adorar. Eu posso dizer que adoro aquela fruta, aquela pessoa, aquele lugar e tantas outras coisas mais. Isso significa gostar muito. Alguns dizem que adoramos santos só porque temos uma relação de veneração, respeito e súplica de intercessão. Mas Deus... o que é adorar a Deus? Fazemos um gesto, uma genuflexão, abaixamos a cabeça e até dizemos: “Meu Deus eu Vos adoro”. Muito bom. Mas adorar é abrir-se para Deus e reconhecê-lo como fonte e fim de nossa vida e de tudo o que somos e temos. Adorar é amar a Deus como a razão de ser e a alegria de conhecer. Adoração só se presta a Deus. Não bastam palavras, mas caminhar com uma vida que corresponda ao que conhece e sabe. Nossa adoração, enquanto pecadores e faltosos em tantos pontos, é legítima e verdadeira, pois, mesmo frágeis, sabemos mais ainda que temos nEle nossa solução e nosso remédio. Deus é adorado quando somos capazes de vê-lo presente no outro, seja pela Eucaristia, seja pela presença de imagem e semelhança sua. Não basta se inclinar, é preciso abrir-se a Ele. Quando Deus é a razão de nossa vida, somos verdadeiros adoradores. Jesus já disse à samaritana quais são os adoradores que o Pai quer: os que o adoram em Espírito e Verdade. 
Serviço divino 
Toda oração é adoração a Deus, mesmo que esteja me dirigindo a um santo, pois ela nos coloca em relacionamento de abertura para com Deus, com a intercessão do santo. Assim, não é preciso dizer palavras ou fazer gestos. Basta rezar, pois já estamos adorando. Quando temos as palavras de adoração, procuramos fazer com que correspondam ao nosso interior que O reconhece e ama. Essa oração é um culto a Deus. Prestamos, pela oração, um perfeito culto à divindade. E nós o fazemos através de Cristo Jesus homem que é o único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2,5). Nós o fazemos no Espírito, pois é Ele que, dentro de nós, diz palavras que não sabemos pronunciar (inefáveis), mas Deus entende nosso balbuciar. Nós fazemos a adoração com todos os santos e anjos, pois somos corpo com Cristo, Corpo Místico de Cristo, que como um todo adora. Ninguém reza a Deus sozinho, nem o adora sozinho. Leva consigo todo o universo. É toda a criação que, por meio de nós, o reconhece seu princípio e fim. Nós prestamos culto de adoração quando, em nossos sofrimentos e apertos da vida, somos capazes de continuar abertos a Ele entregando esses sofrimentos, como Jesus que põe tudo em suas mãos. Adorai a Deus com vossa vida. Podemos percorrer as Escrituras e encontraremos incontáveis chamados à adoração.
Adoração que salva 
Os caminhos da salvação são tantos, mas se resumem em um só: Deus nos ama e nos quer junto dEle, por isso abre todas as portas para chegarmos a Ele. Abre também todas as comportas de seu coração para recebermos todas as graças, isto é, receber seu abraço bondoso de Pai. Adorar a Deus é salvar-se, pois Deus não quer nossa perfeição, nossos bons resultados, quer a nós inteirinhos com todos os defeitos e fragilidades que temos. Adorando-o na oração nós estamos salvos. Quando fazemos nosso culto de adoração explicita, estamos em oração diante dEle e Ele está diante de nós num grande gesto de amor. Deus poderá dizer: eu também ‘adoro’ você, isto é, gosto demais de você.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM ABRIL DE 2005

EVANGELHO DO DIA 1 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 15,29-37. 
Naquele tempo, foi Jesus para junto do mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-se. Veio ter com Ele uma grande multidão, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, que lançavam a seus pés. Ele curou-os, de modo que a multidão ficou admirada, ao ver os mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar e os cegos a ver; e todos davam glória ao Deus de Israel. Então Jesus, chamando a Si os discípulos, disse-lhes: «Tenho pena desta multidão, porque há três dias que estão comigo e não têm que comer. Mas não quero despedi-los em jejum, pois receio que desfaleçam no caminho». Disseram-Lhe os discípulos: «Onde iremos buscar, num deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?» Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?» Eles responderam-Lhe: «Sete, e alguns peixes pequenos». Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão. Depois tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando aos discípulos e os discípulos distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram até ficarem saciados. E com os pedaços que sobraram encheram sete cestos. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Papa Francisco 
Homilia de 30/05/2013 
(trad.©Libreria Editrice Vaticana,rev)
«Onde iremos buscar, num deserto, pães 
suficientes para saciar tão grande multidão?» 
De onde nasce a multiplicação dos pães? A resposta encontra-se no convite de Jesus aos discípulos: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Lc 9,13) – «dar», compartilhar. Que compartilham os discípulos? O pouco de que dispõem: cinco pães e dois peixes. Mas são precisamente aqueles pães e peixes que, nas mãos do Senhor, saciam toda a multidão. E são exatamente os discípulos, confusos diante da incapacidade dos seus meios, da pobreza daquilo que podem pôr à disposição, que mandam as pessoas acomodar-se e que distribuem — confiando na palavra de Jesus — os pães e os peixes que saciam a multidão. Isto diz-nos que na Igreja, mas também na sociedade, uma palavra-chave da qual não devemos ter receio é «solidariedade», ou seja, saber pôr à disposição de Deus aquilo que temos, as nossas humildes capacidades, porque somente na partilha e no dom a nossa vida será fecunda e dará fruto. Solidariedade: uma palavra mal vista pelo espírito mundano! Esta tarde, mais uma vez, o Senhor distribui-nos o pão que é o seu corpo, fazendo-Se dom. E também nós experimentamos a solidariedade de Deus para com o homem, uma solidariedade que nunca se esgota, uma solidariedade que não cessa de nos surpreender: Deus faz-Se próximo de nós; humilha-Se no sacrifício da cruz, entrando na obscuridade da morte para nos dar a sua vida, que vence o mal, o egoísmo e a morte. Jesus entrega-Se a nós também esta tarde na Eucaristia, compartilha o nosso caminho, aliás faz-Se alimento, o alimento autêntico que sustenta a nossa vida, também nos momentos em que a vereda se torna árdua, quando os obstáculos diminuem os nossos passos. E na Eucaristia o Senhor faz-nos percorrer o seu caminho, que é de serviço, de partilha e de dom, e o pouco que temos, o pouco que somos, se for compartilhado, torna-se riqueza, porque o poder de Deus, que é amor, desce até à nossa pobreza para a transformar.

Beata Maria Clara do Menino Jesus

 «Maria Clara, um rosto da ternura e da misericórdia de Deus»

     No dia 15 de junho de 1843, na Amadora, perto de Lisboa, no seio de uma família de origem nobre, nasceu uma menina a que foi dado o nome de Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque. Órfã aos 14 anos, foi acolhida no Asilo Real da Ajuda, no qual recebeu, desde logo, uma formação humana e espiritual condizente com a sua posição social. Em 1862, deixou a referida instituição e foi acolhida como dama de companhia na família dos Marqueses de Valada, seus parentes.
     Em 1867, intuindo no seu íntimo o chamamento do Senhor para a vida religiosa, transferiu-se para o pensionato de São Patrício, em Lisboa, junto às Terceiras Capuchinhas de Nossa Senhora da Conceição e em 1869, vestiu o hábito de terceira e assumiu o nome de Maria Clara do Menino Jesus.
     Para poder superar alguns obstáculos postos pelas leis portu­guesas, que proibiam qualquer forma de vida religiosa, a Irmã Maria Clara do Menino Jesus foi enviada, pelo orientador espiritual da Fraternidade das Capuchinhas, Padre Raimundo dos Anjos Beirão, à Fran­ça, onde no Mosteiro das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras e Mestras de Calais, fez o noviciado e, em 14 de abril de 1871, emitiu os votos.

01 De Dezembro: São Naum, Profeta (Séc. VII A.C.)

Também chamado de Elcosiano (em hebreu “elgoshi”) o que provavelmente indica o nome de seu pai. A família de Naum era originária de uma aldeia que mais tarde recebeu o nome do profeta, em sua homenagem. No Evangelho, Cafarnaum é mencionada para designar a aldeia de Naum, na parte norte do Lago da Galileia. Depois da destruição do reino de Israel pelos assírios (722 a C) os descendentes de Naum se mudaram para Judá, onde iniciou seu serviço profético, no inicio do século VII a. C. No terceiro capitulo de seu Livro, Naum fala principalmente do castigo de Nínive, a capital da Assíria. No passado, Nínive sentiu o peso da mão de Deus, pelo castigo, para que o povo hebreu voltasse a razão. Por isso Isaías chamava a Assíria: “Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. (Is 10-5,15) Naum descreve em imagens muito reais o castigo dos hebreu pelos assírios: “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende ao mar, e o faz secar, e esgota todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano murcha. Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta na sua presença; e o mundo, e todos os que nele habitam. Quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante do ardor da sua ira? A sua cólera se derramou como um fogo, e as rochas foram por ele derrubadas.

Santa Natália, leiga, esposa e mártir em Nicomédia, durante o século IV.

Mártir da Nicomedia, moderna Turquia. Ela cuidava dos prisioneiros cristãos, que aguardavam serem martirizados durante as perseguições do Imperador Diocleciano (284-305), dentre eles o seu marido São Adriano. Ela é mencionada nos "Atos de Santo Adriano" (festa dia 8 de setembro) e sobreviveu as perseguições aos cristãos. Ela sofreu ao ver o seu marido, São Adriano, ser martirizado durante longo tempo, vendo suas pernas esmagadas em uma bigorna e seus braços decepados, sem que ele renegasse a sua fé. Após a sua execução, os romanos tentaram queimar o seu corpo, mas Santa Natália orou a Jesus e uma forte e inexplicável chuva apagou o fogo e ela, na confusão que resultou, conseguiu roubar o que restou do seu corpo e ainda tentou compor os seus braços antes de enterrá-lo. Logo depois de enterrá-lo veio a falecer junto ao seu túmulo.

ELOY DE NOYON Bispo, Santo † 659

Bispo, escultor, modelista, marceneiro e ourives, Elói ou Elígio foi um artista e religioso completo. Nasceu na cidade de Chaptelat, perto de Limoges, em 588, na França. Seus pais, de origem franco-italiana, eram modestos camponeses cristãos com princípios rígidos de honestidade e lealdade, transmitidos com eficiência ao filho. Com sabedoria e muito sacrifício, fizeram questão que ele estudasse, pois sua única herança seria uma profissão. Assim foi que, na juventude, Elói ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa da época e respeitada ainda hoje. Ao se formar mestre da profissão, já era afamado pela competência, integridade e honestidade. Tinha alma de monge e de artista, fugia dos gastos com jogos e diversões. tudo dispendia com os pobres. Levava uma vida austera e de oração meditativa, ganhando o apelido de "o Monge". Conta-se que sua fama chegou à Corte e aos ouvidos do rei Clotário II, em Paris. Ele decidiu contratar Elói para fazer um trono de ouro e lhe deu a quantidade do metal que julgava ser suficiente. Mas, com aquela quantidade, Elói fez dois tronos e entregou ambos ao rei. Admirado com a honestidade do artista, ele o convidou para ser guardião e administrador do tesouro real. Assim, foi residir na Corte, em Paris. Elói assumiu o cargo e também o de mestre dos ourives do rei. E assim se manteve mesmo depois da morte do soberano. Quando o herdeiro real assumiu o trono, como Dagoberto II, quis manter Elói na corte como seu colaborador, pois lhe tinha grande estima. Logo o nomeou um de seus conselheiros e embaixador, devido à confiança em suas virtudes.

EDMUNDO CAMPION Santo: Mártir da fidelidade ao Papado 1540-1581

Homem inteligente, cordial e corajoso, com um futuro brilhante diante de si, renunciou a tudo para afervorar as almas que cambaleavam na Fé numa época de sangrentas perseguições. Os séculos XVI e XVII foram tempos difíceis para a Igreja na Inglaterra. A outrora cognominada Ilha dos Santos encontrava-se imersa em problemas de índole política que logo transcenderam para a esfera eclesiástica, com as mais graves repercussões. Em 1534, Henrique VIII autonomeou-se Chefe Supremo da Igreja na Inglaterra e declarou réu de morte a quem não reconhecer essa autoridade. Ao ano seguinte, foram decapitados dois dos mais proeminentes opositores ao Ato de Supremacia: São John Fisher e São Thomas More. Os mosteiros, conventos e confrarias foram dissolvidos. Uma implacável perseguição se desatou contra os que permaneciam fiéis ao Papa. Foi nessas circunstâncias históricas que nasceu em Londres, no dia 25 de Janeiro de 1540, Edmundo Campion.

ANTÓNIO BONFADINI Franciscano Menor, Beato 1400-1482

António Bonfadini passou os últimos dias da sua vida na cidade de Cotignola (Itália), onde morreu e onde o seu corpo permaneceu incorrupto. Tinha nascido em Ferrara no já remoto ano de 1400. Obteve o grau de Doutor na sua cidade natal em 1439 e aos 37 anos entrou na Ordem Franciscano dos Irmãos Menores, no convento da estrita observância do Espírito Santo em Ferrara e aí se destacou pela sua fidelidade à regra e pela sua veemente pregação da Palavra de Deus. Ordenado sacerdote, sentiu-se atraído pelos sermões de São Bernardino de Sena que produziram nele um despertar maravilhoso de virtudes, não só em Frei António Bonfaddini, mas também nos outros franciscanos, seus irmãos da Ordem fundada por São Francisco de Assis. Passado algum tempo, começou a percorrer os caminhos da Itália como pregador da Palavra de Deus, sendo sempre escutado com grande atenção pelos auditores que acorriam numerosos para ouvirem o homem de Deus. Estava-se então no século XV, o século de ouro da pregação e da santidade da observância franciscana. Basta-nos aqui recordar quatro dessas colunas da pregação: São Tiago das Marcas, São João de Capistrano, São Bernardino de Sena e Alberto de Sarteano, menos conhecido talvez do que os três primeiros.

CARLOS DE FOUCAULD Sacerdote, Missionnáro, Beato 1858-1916

Charles de Foucauld nasceu em Strasburg, na França, em 15 de setembro 1858. Era descendente de família nobre, de tradição militar. Aos doze anos, morava com o avô, pois já era órfão. Aos dezesseis anos, Charles escolheu a carreira militar e, ao final dos estudos nas melhores escolas militares, era um subtenente do exército francês. Foi uma época repleta de entusiasmos, crises e desvios, que o levaram a abandonar a fé. Entregava-se, facilmente, a prazeres e amores libertinos, escandalizando a cidade. Porém sentia necessidade de preencher sua vida tão vazia e sem rumo. Em 1883, Charles deixou o exército e viajou para o Marrocos, na África. Ele conhecia a Argélia e tinha fascínio pelo país que conhecera como oficial francês. Disfarçou-se de um rabino pobre, vivendo entre as comunidades judaicas, organizando mapas e esboços dos lugares por onde passava. Esse trabalho lhe conferiu uma medalha de ouro oferecida pela Sociedade Francesa de Geografia. Desde a saída do exército começou a mudança de vida. Com grande apoio dos parentes e de seu conselheiro espiritual, retornou à fé cristã, que o arrebatou de vez. Em 1890, Charles decidiu viver apenas para servir a Deus. Ingressou como noviço num mosteiro trapista de Nossa Senhora das Neves, onde ficou por alguns anos. Mas a mesa farta e a disciplina pouco rígida, como ele próprio concluiu, não produzia monges "tão pobres quanto o Senhor Jesus".

LIDUINA MENEGUZZI Religiosa salesiana, Beata 1901-1941

«A mensagem que a Beata Liduina Meneguzzi traz hoje à Igreja e ao mundo, é uma mensagem de esperança e de amor: uma esperança que resgata o homem do seu egoísmo e das formas aberrantes de violência; um amor que se torna convite à solidariedade, à partilha e ao serviço, conforme o exemplo de Jesus que veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de todos». (cfr. Decreto sobre a heroicidade das virtudes) Elisa Ângela Meneguzzi, (a futura irmã Liduina), nasce aos 12 de Setembro de 1901, em Santa Maria de Ábano, na província de Pádua. A sua é uma família de lavradores muito modestos, mas ricos de fé e de honestidade, valores que a pequena assimila muito cedo. Revela um vivo espírito de oração: participa todos os dias à santa Missa, não obstante tenha de percorrer a pé, dois quilómetros; frequenta a Catequese e, mais tarde, ela também se torna Catequista. À noite, antes de dormir, reza com a família e se sente feliz de falar de Deus aos irmãos. Aos catorze anos, a fim de ajudar economicamente os seus, inicia a trabalhar fora de casa, prestando serviço nas famílias abastadas e nos hotéis de Ábano, onde numerosos hóspedes procuram alívio nas águas termais. De caracter manso, sempre disponível, faz-se amar e estimar em toda a parte. Desejosa de consagrar toda a vida ao Senhor, aos 5 de Março de 1926, entra na Congregação das Irmãs de São Francisco de Sales — ou Salésias —, cuja Casa Mãe encontra-se em Pádua. Aqui Ela realiza o seu ideal de total oferta a Deus e continua a espalhar em volta de si, os tesouros do seu grande coração.

MARIA ROSA PELLESI Religiosa, Beata 1917-1972

Depois de apenas 35 anos da sua morte, a Igreja reconhece a santidade da Ir. Maria Rosa, professa da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Cristo e proclama-a Beata. Dos seus 55 anos de existência, 27 foram vividos na solidão e no sofrimento de um sanatório. Dentro desse claustro, não escolhido nem previsto, aconteceu-lhe de tudo: chorou e sorriu, venceu a monotonia com a escuta e o amor, transformou o ordinário em extraordinário, fez grandes as mínimas coisas. Lá o seu dom nutriu-se da dor, o seu sorriso alimentou-se da doença e a sua felicidade de lágrimas. Livre e grande, desde o início até ao fim, permaneceu-lhe o coração. E isto lhe foi suficiente para voar alto, para sonhar o sol, transfigurar os seus dias e inebriar-se de felicidade e, sem algum rumor, fazer-se santa. Bruna Pellesi, a futura Ir. Maria Rosa, nasceu a 11 de Novembro de 1917, em Prignano sulla Secchia (Itália). Desde o princípio, a vida doou-lhe beleza, elegância, bom humor, doçura, alegria e muita paz. Aos 17 anos, chegou também o amor. A sua existência parecia ter tomado o caminho da plena realização e da felicidade. O binómio amor-felicidade era o sonho que perseguia com todo o seu entusiasmo. Mas deste mesmo sonho, Deus, com toda a exuberância do seu amor, dispôs para ela de um modo inesperado. Parecia que os dois sonhos se encontravam ou se chocavam, dois protagonistas, duas realizações.

ANUARITE NENGAPETA (Maria Clementina) Religiosa, Mártire, Beata 1939-1964

Anuarite Nengapeta era a quarta das seis filhas de Amisi e Isude. A família de pagãos africanos da etnia Wadubu vivia na periferia de Wamba, no Congo. Ela nasceu no dia 29 de dezembro de 1939, como depois comprovou a Santa Sé. Ao ser batizada em 1943, acrescentaram-lhe o nome Afonsina. Na ocasião, também receberam esse sacramento sua mãe e quatro irmãs. A mais velha nunca acompanhou a doutrina cristã. Seu pai, ao contrário, até começou a preparar-se para a conversão. Mas depois desistiu, pois formou outra família, enquanto trabalhava como soldado do exército congolês. A nova situação familiar refletiu pouco na formação de Anuarite, que teve uma infância e adolescência consideradas normais. Era vivaz e caridosa, de personalidade marcante e temperamento amistoso e generoso. O nervosismo, porém, era o ponto fraco do seu caráter. Era muito sensível e instável, talvez por causa da separação de seus pais. Gostava de frequentar a igreja, ia à missa aos domingos, com a mãe e as irmãs. Em seguida, ficava estudando o catecismo para poder receber a primeira comunhão, que ocorreu em 1948. Iniciou os seus estudos e diplomou-se junto ao colégio das Irmãs do Menino Jesus de Nivelles, missionárias na África. Em 1957, decidiu ingressar na Congregação da Sagrada Família. Foi aceita e, durante o noviciado, teve como orientador espiritual o bispo de Wamba.

ORAÇÕES DE TODOS OS DIAS - 1 DE DEZEMBRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Quarta-feira – Santos: Naum, Elói, Bv. Charles de Foucauld.
Evangelho (Mt 15,29-37)Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.”
A narrativa lembra o povo hebreu alimentado no deserto pelo poder de Deus. Depois de ressaltar que não havia meio de alimentar o povo que ouvia Jesus, Mateus destaca: Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.” Jesus não é um pregador qualquer; ele tem poder para salvar os que o seguem, e dar-lhes vida abundante na felicidade e na paz.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois o Filho de Deus vivendo nossa realidade humana. Vosso poder é infinito, e podeis cumprir todas as promessas que nos fazeis. Confio em vós, em vosso poder e em vossa bondade. Sois para mim o pão de vida eterna, fonte de água viva e luz para meu caminho. Quero estar sempre convosco. Guardai-me na fé e aumentai meu amor por vós, que tanto me amais. Amém.