quinta-feira, 2 de julho de 2015

EVANGELHO DO DIA 2 DE JULHO

Evangelho segundo S. Mateus 9,1-8.
Naquele tempo, Jesus subiu para um barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaum.Apresentaram-Lhe então um paralítico que jazia numa enxerga. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, tem confiança; os teus pecados estão perdoados». Alguns escribas disseram para consigo: «Este homem está a blasfemar». Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: «Porque pensais mal em vossos corações? Na verdade, que é mais fácil: dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Levanta-te __ disse Ele ao paralítico __ toma a tua enxerga e vai para casa’. O homem levantou-se e foi para casa. Ao ver isto, a multidão ficou cheia de temor e glorificava a Deus por ter dado tal poder aos homens. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Homilias sobre o Evangelho de Mateus, nº 29,1 
«Quem pode perdoar pecados senão Deus?» (Mc 2,7)
«Apresentaram-Lhe um paralítico.» São Mateus diz simplesmente que esse paralítico foi levado a Jesus. Outros evangelistas narram que foi descido por uma abertura no tecto e apresentado ao Salvador sem nada pedir, deixando que fosse Ele a decidir sobre a cura. [...] 
O evangelho diz: «Vendo Jesus a fé deles», isto é, dos que Lhe levaram o paralítico. Reparai que, algumas vezes, Cristo não faz caso nenhum da fé do doente: talvez ele seja incapaz de a ter, por estar inconsciente ou possuído por um espírito mau. Mas este paralítico tinha uma grande confiança em Jesus; de outra forma, como teria permitido que o descessem até Ele? Cristo responde a essa confiança com um prodígio extraordinário. Com o poder do próprio Deus, perdoa os pecados a esse homem. Mostra assim ser igual ao Pai, verdade que já tinha mostrado quando dissera ao leproso: «Quero, fica purificado!» (Mt 8,3), [...] quando, com uma só palavra, tinha acalmado o mar em fúria (Mt 8,26), ou quando, como Deus, tinha expulsado os demónios, que reconheciam nele o seu soberano e o seu juiz (cf Mt 8,32). Ora, aqui Ele mostra aos seus adversários, para grande espanto destes, que é igual ao Pai. 
E o Salvador mostra também, mais uma vez, que rejeita tudo o que é espectacular ou fonte de glória vã. A multidão pressiona-O de todos os lados, mas Ele não tem pressa em fazer um milagre visível, curando a paralisia exterior desse homem. [...] Começa por fazer um milagre invisível, curando-lhe a alma. Essa cura é infinitamente mais vantajosa para o homem — e, na aparência, menos gloriosa para Cristo.

BERNARDINO REALINO Presbítero, Santo 1520-1616

Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística. De temperamento optimista, alegre, respeitador dos outros e inclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos jesuítas em Nápoles aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados. Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um facto talvez único na historia dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos jesuítas. Diante do leito do morimbundo, leu um documento que tinha preparado: "Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre connosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotável caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protector e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos..." Com esforço respondeu o padre: "Sim, senhores". De facto, o padre Bernadino tinha dedicado mais de metade da sua longa vida, e a quase totalidade de sua acção apostólica como padre, à cidade de Lecce. Desde a mais alta nobreza até os últimos esfarrapados, encarcerados e escravos turcos, não havia quem não o conhecesse como apóstolo e benfeitor da cidade. Assim, sem grandes feitos exteriores, desenvolveu-se a santidade de Bernardino Realino. Apesar de ter sido chamado tarde à vida religiosa, sua vida apresenta-se como uma grande continuidade sempre em busca da verdade e do bem. Morreu aos 86 anos. Em 1947 foi canonizado por Pio XII.

JOÃO FRANCISCO RÉGIS presbítero, santo + 1640

Francisco Régis nasceu, em 31 de Janeiro de 1597, numa pequena aldeia de Narbona, na França. Filho de um rico comerciante, foi educado num colégio dirigido por sacerdotes jesuítas desde pequeno. Nada mais S. João Francisco Régis, Jesuítanatural que entrasse para a Companhia de Jesus quando, em 1616, decidiu-se pela vida religiosa. Desejava, ardentemente, seguir o exemplo dos jesuítas missionários que evangelizavam em terras pagãs estrangeiras. Tornou-se rapidamente respeitado e admirado pela dedicação na catequização que fazia directamente ao povo, auxiliando os sacerdotes, assim como nas escolas que a Companhia de Jesus dirigia. Aos trinta e três anos, ordenou-se sacerdote, tomando o nome de João Francisco. Só então o seu contagiante trabalho disseminou-se pela cidade, por meio das obras dedicadas aos marginalizados, necessitados e doentes. Essa era a missão importantíssima que o aguardava lá mesmo, na sua terra natal: atender aos pobres e doentes e converter os pecadores. Entre os anos 1630 e 1640, duas epidemias de pestes assolaram a comunidade. Francisco Régis era incansável no atendimento aos doentes pobres e suas famílias. Nesse período, conscientizou-se de que a França precisava da sua acção apostólica e não o exterior. Assim, tornou-se um valente missionário jesuíta, e o mais frequente sacerdote visitador de cárceres e hospitais. Os registros relatam às centenas os doentes que salvou e os pagãos que converteu ao mesmo tempo. Bispos de seu tempo relataram que ele era dotado de um carisma muito especial. Onde pregava os ensinamentos de Cristo, as pessoas, invariavelmente, se convertiam. Conseguiu, com o auxílio da Virgem Mãe, como ele mesmo dizia, converter aldeias inteiras com o seu apostolado. Foram dez anos empregados nesse fatigante e profícuo trabalho missionário. Francisco Régis foi designado para chefiar a missão enviada à La Louvesc, na diocese de Dauphine. Antes de iniciar a viagem, quis despedir-se dos companheiros jesuítas. Percebera, apesar da pouca idade, que sua morte estava muito próxima. A viagem até lá foi um tremendo sacrifício. Além de atravessar altas montanhas, o caminho foi trilhado debaixo de um rigoroso inverno. Chegou a La Louvesc doente e perigosamente febril. Mas, como havia uma enorme multidão de fiéis que desejavam ouvir os seus sermões, pregou por três dias seguidos. Os intervalos de descanso foram utilizados para o atendimento no confessionário. Finalmente, abatido por uma enorme fraqueza, que evoluiu para uma pneumonia fulminante, faleceu no dia 31 de Dezembro de 1640, aos quarenta e três anos de idade. www.derradeirasgracas.com

JULIÃO MAUNOIR Sacerdote Jesuíta, Missionário na Bretanha, Beato 1606-1683

Nascido em 1606, o Beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Nobletz impeliu-o a continuar o apostolado na Baixa Bretanha, onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, aprendeu o Padre Maunoir a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região. De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde. Restabelecido, começou vasta obra de restauração religiosa da gente dessa região. Durante 42 anos, perseverou nesse trabalho, pregando, catequizando e dando retiros; estes, em Quimper, reuniam uns mil padres por ano. Pelos muitos que encaminhou para a vida sacerdotal na idade madura, segundo foi escrito, o Beato merecia ser tomado como padroeiro das vocações tardias. Julião Maunoir faleceu a 28 de Janeiro de 1683 e foi beatificado por Pio XII, a 20 de Maio de 1951. Reproduzimos parte do elogio que o mesmo Sumo Pontífice fez, a seguir, do novo Beato, diante dos peregrinos franceses que tinham vindo assistir à cerimónia na Basílica de S. Pedro: «Em consequência de que transformação chegou a Bretanha a merecer que a apontassem ao mundo como exemplo de vida ardorosa, moral e profundamente cristã? Ela própria atribui a honra disso ― depois de Deus, da Virgem Maria e dos Santos padroeiros ― aos seus missionários, na primeira linha dos quais ela venera o beato Julião Maunoir. Mas que fez ele e qual foi o seu segredo? Foi nada mais que apóstolo, mas foi-o em toda a extensão e toda a força do termo: apóstolo de Cristo, formado na sua escola, dócil aos seus princípios e às suas lições, penetrado pelo seu puro espírito... Acção intensa, adaptação às disposições e aos métodos do tempo. Bem nos parece que foram esses, entre outros, os traços da fisionomia e da actividade do Beato Julião Maunoir... No capítulo da acção intensa, Maunoir pode fácil e vitoriosamente ser comparado com seja quem for: trabalhos, fadigas, incómodos e sofrimentos, sem nunca descansar nem se poupar na sucessão ininterrupta das Missões, e que Missões! No continente e nas ilhas, pregações, procissões, catecismo, confissões, visita dos doentes e tudo mais. Quem lê a sua vida pergunta-se como um só homem pôde bastar para tantos trabalhos, como pôde a sua natureza aguentar tal cansaço... Homem de acção mais que ninguém, punha acima da acção o estudo, e acima do estudo a oração... Tinha, dizia ele próprio, recebido de Deus um dom de oração que o mantinha em contínua união com Ele... Foi para se colocar ao alcance de todos que ele aprendeu a difícil língua que falavam. Ensinava, por meio de grandes quadros figurados, a doutrina e a moral. E punha-as em estribilhos e estrofes, que tão bem se imprimiam na memória, que ainda hoje o povo os canta... 

EUGÉNIA JOUBERT Religiosa, Beata 1876-1904

Eugénia Joubert nasceu e foi baptizada em Yssingeaux, perto do santuário de Nossa Senhor do Puy, a 11 de Fevereiro de 1876. Aos dezanove anos entrou para a vida religiosa e pronunciou os seus votos a 8 deDezembro de 1896. A Obediência confiou-lhe as crianças e, as suas preferidas era as mais pobres, pelas quais sentia uma atracção particular.
Eugénia morreu, em odor de santidade, em Liège, na Bélgica, a 2 de Julho de 1904, com apenas vinte e oito anos. O Papa João Paulo II proclamou-a Bem-aventurada no dia 20 de Novembro de 1994.
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150 ANOS COM OS REDENTORISTAS

Roma - Dia 27 de junho, na Igreja Santo Afonso, o Superior Geral dos Missionários Redentoristas, Pe. Michael Brehl, abriu o Ano Jubilar dedicado aos 150 anos da entrega do Ícone aos redentoristas e da história da devoção a Maria, sob o título de Perpétuo Socorro. Nesta grande celebração, estiveram presentes o Conselho Maior dos Redentoristas, os novos Provinciais de língua latina e os missionários que integram a Casa Geral, a Academia Alfonsiana, outros religiosos e fiéis frequentadores da Igreja Santo Afonso. E no dia 28 contamos com a presença do Cardeal Agostino Vallini, vigário do Santo Padre para a Diocese de Roma, que presidiu a celebração e a procissão pelas ruas da cidade com o venerável Ícone. Esta cerimônia também marcou a mudança do Superior da Casa Geral e Reitor da Igreja Santo Afonso: deixa o cargo o Pe. Luciano Panella, da Província de Nápoles, que o exerceu durante 7 anos. O novo Superior e Reitor é Pe. Arturo Martínez, da Província do México. (informou: Ir. Michael Goulart, C.Ss.R.)
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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CARLOS, CORAÇÃO GENEROSO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Carlinhos fazia também suas economias. Uma vez um mendigo pediu-lhe uma ajuda “por amor de N. Sra.” E agora? Desfazer-se daqueles pobres niqueis, fruto de heróicas economias? Mas havia pedido por amor de N.Senhora. Não podia negar.Maria o recompensou. Encontrou benfeitores que financiaram seus estudos, tornando-se um dos pintores que melhor pintaram Nossa Senhora. Chama-se Carlo Dolci.
CARLO DOLCI


2 DE JULHO – MORREU A NOIVA, ELE FOI PARA O CONVENTO

São Bernardino Realino (+Lecce Itália, 1616) -Nasceu em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito, fez carreira. Foi noivo. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva. Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote. Recebia graças místicas, lia os segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de curar doentes com sua bênção. Apóstolo do confessionário, tinha também o dom do conselho, sendo procurado até por bispos e príncipes que iam aconselhar-se com ele. O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam, pedindo orações. Morreu aos 86 anos. Na hora da morte aconteceu uma cena inaudita. Os maiorais da cidade italiana de Lecce reuniram-se ao redor do leito mortuário, pedindo ao P. Bernardino que fosse o padroeiro da cidade, de geração em geração. E ele, com toda a humildade, aceitou esse honroso encargo. 
Outros santos
Oto, Monegundes, Pedro de Luxemburgo
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Alegrias da Salvação”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Convite à alegria
               O terceiro domingo do Advento está em paralelo ao 4º domingo da Quaresma por sua nota de alegria muito grande pelas festas que se aproximam, como reza a oração da missa: “Dai-nos chegar às alegrias da salvação e celebrá-las com intenso júbilo na liturgia”. Paulo exorta os cristãos de Filipos: “Alegrai-vos sempre no Senhor, eu repito alegrai-vos... O Senhor está perto” (Fl 4,4). É a ressonância pascal, sempre presente em todos os tempos litúrgicos. O motivo da alegria é que o Senhor está perto. O tempo do Advento é um tempo privilegiado do Espírito que dá a beber das alegrias da salvação (Is 12,3). O aparecimento de João Batista suscita a esperança da chegada do Messias. Lucas constata: “O povo estava na expectativa e todos se perguntavam se João não seria o Messias” (Lc 3,15). O Espírito que gera o Messias no seio de Maria, gera no povo a abertura para recebê-lo. A alegria ressoa na anunciação a Zacarias e Maria. O Anjo diz a Maria: “Alegra-te cheia de graça” (Lc 1,28). A Zacarias ele dissera: “Terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com seu nascimento” (Lc 1,14). Aos pastores dizem os Anjos: “Eis que vos anuncio uma grande alegria que será também para todo o povo: nasceu-vos hoje um Salvador” (Lc 2,1011). É a unção com o óleo da alegria (Sl 45,8). Esse domingo, chamado de domingo da alegria, deve invadir a comunidade na expectativa da festa do Natal. A celebração do Natal realiza em nós as maravilhas da salvação (oração sobre as oferendas). A primeira leitura proclama a alegria de Jerusalém, pois Deus é o libertador: “Alegra-te e exulta e alegra de todo o coração, cidade de Jerusalém” (Sf 3,17).
O Senhor revogou a sentença contra ti
O tempo do Advento se caracteriza pela salvação enviada por Deus à humanidade através de seu Filho amado. O Anjo avisa José sobre o nascimento de Jesus e diz que lhe deve dar um nome que indica sua missão: “Ela dará à luz um filho e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados” (Mt 1,21). O nome Jesus, em hebraico – Yehoshu’á – significa: Yahveh salva. Salvação vai além de perdoar pecados, é acolher uma presença. Citando Isaias (7,14), Mateus completa o significado da salvação: “Seu nome será Emanuel, o que traduzindo significa ‘Deus está conosco’” (Mt 1,23). Curiosamente Sofonias dá os dois sentidos à salvação: “O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, Ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal” (Sf 3,15). A salvação liberta dos pecados e nos introduz na intimidade com Deus – “porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel” (Is 12,6).
O que devemos fazer?
               João Batista é um profeta cheio do Espírito Santo, desde quando Maria visitou sua mãe Isabel (Lc 1,44). A vida austera do deserto preparou seu coração para dar o testemunho de como se devia viver a espera do Messias. Tem consciência de que se prepara sua vinda com uma vida justa. Curiosamente não exige que as pessoas saiam de sua realidade, mas que convertam seu modo pecaminoso e explorador de viver para um relacionamento justo com os irmãos. Assim defende os enfraquecidos sem defesa. Não se deixa levar pela vaidade de ser considerado o grande Messias, mas reconhece seu lugar. Anuncia o batismo com o Espírito Santo e com o fogo que purifica e transforma. João convida-nos a acolher o alegre anúncio de conversão para preparar a vinda do Messias em seu nascimento e na sua vinda para instaurar o reino definitivo.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.  
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 ─ Quinta-feira ─ Santos Oto, Pedro de Luxemburgo 
Evangelho (Mt 8,28-34“Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.” 
Esse episódio dos demônios e dos porcos é bom para nos fazer perceber que nem tudo podemos compreender. Humildemente fico, então, com a reação daquele povo que, para não perder mais porcos, preferiu perder a presença de Jesus. O que me obriga a perguntar se mais vezes não tenho feito a mesma coisa. E reconheço; de fato, tenho colocado meu Senhor em segundo lugar. 
Oração
Senhor meu Deus, sempre digo e repito que vos quero acima de tudo em minha vida. Mas, na prática, nem sempre vos tenho dado preferência. Eu vos tenho deixado, meu Pai, para correr atrás de ilusões vazias. Perdoai-me, não me leveis a sério demais. Sabeis que sou volúvel e fraco, mas apesar de tudo quero amar-vos. Ajudai-me a vos amar com o amor que esperais de mim. Amém.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS

O mês de julho foi estabelecido pela Igreja como o mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. A piedade cristã sempre manifestou, através dos séculos, especial devoção ao Sangue de Cristo derramado para a remissão dos pecados de todo o género humano, por ocasião da Paixão e Morte de Jesus e atravessando a história até hoje com Sua presença real no Sacramento da Eucaristia. Desde tempos muito remotos, a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus sempre esteve presente e floresceu cada vez mais em meio ao clero e aos fiéis, através de solenidades, preces públicas e Ladainha própria, com o fim de pedir a Deus perdão dos pecados, afastar os fiéis dos justos cas-tigos, implorar as bênçãos do céu sobre os frutos da terra, e prover nossas ne-cessidades espirituais e temporais. No século passado, foi São Gaspar de Búfalo admirável propagador desta insigne devoção, tendo o merecimento da aprovação da Santa Sé e por isto até hoje é conhecido como o "Apóstolo do Preciosíssimo Sangue". Foi por ordem do Papa Bento XIV que foram com-postos a missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus para finalmente ser estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX. O Papa João XXIII, cuja família desde a sua infância foi fiel devota ao Preciosíssimo Sangue, também perpetrou esta santa devoção, tendo logo no início de seu pontificado escrito a Carta Apostólica Inde a Primis, a fim de promover o seu culto, conforme fez menção o Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica Angelus Domini, onde frisa o convite de João XXIII sobre o valor infinito daquele sangue, do qual "uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa". Mais perto de nós, podemos e devemos lembrar a Beata Alexandrina de Balasar a quem Jesus, não só para benefício da alma, mas também do corpo frágil desta, deixava cair-lhe no coração uma gota do seu Preciosíssimo Sangue. Foi a primeira vez, na histórias dos Santos, que Jesus utilizou este “remédio” salutar para reavivar o corpo e a alma de uma das suas almas-vítimas. Sejamos, portanto, também devotos propagadores desta extraordinária e salutar prática da piedade cristã.

EVANGELHO DO DIA 1 DE JULHO

Evangelho segundo S. Mateus 8,28-34.
Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoninhados. Eram tão furiosos que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho. E disseram aos gritos: «Que tens que ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?». Ora, perto dali, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos». Jesus respondeu-lhes: «Então ide». Eles saíram e foram para os porcos. Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo e afogaram-se no lago. Os guardadores fugiram e foram à cidade contar tudo o que acontecera, incluindo o caso dos endemoninhados. Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus. Quando O viram, pediram-Lhe que Se retirasse do seu território. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos jesuítas 
Exercícios espirituais: regras para maior discernimento dos espíritos. 
«Resida nos vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados» (Col 3, 15)
É próprio de Deus e dos seus anjos, em suas moções, dar verdadeira alegria e gozo espiritual, tirando toda a tristeza e perturbação que o inimigo suscita. Deste é próprio lutar contra a alegria e consolação espiritual, apresentando razões aparentes, subtilezas e contínuas falácias. Só a Deus Nosso Senhor pertence dar consolação à alma sem causa precedente. Porque é próprio do Criador entrar, sair, produzir moções na alma, trazendo-a toda ao amor de sua Divina Majestade. Digo: sem causa, [isto é,] sem nenhum prévio sentimento ou conhecimento de algum objecto pelo qual venha essa consolação, mediante os seus actos de entendimento e vontade. 
É próprio do anjo mau, que se disfarça «em anjo de luz» (2Cor 11, 14), entrar com o que se acomoda à alma devota e sair com o que lhe convém a si, isto é, propor pensamentos bons e santos acomodados a essa alma justa, e depois, pouco a pouco, procurar trazer a alma aos seus enganos encobertos e perversas intenções. 
Devemos estar muito atentos ao decurso dos nossos pensamentos. Se o princípio, meio e fim são inteiramente bons, inclinando em tudo ao bem, é sinal do bom anjo. Mas se o decurso dos pensamentos acaba nalguma coisa má, ou distractiva, ou menos boa que aquela que a alma antes se propusera fazer, ou a enfraquece, ou inquieta, ou a perturba tirando-lhe a paz, a tranquilidade e quietude que antes tinha, é claro sinal de que procede do mau espírito, inimigo do nosso proveito e salvação eterna [...]. Naqueles que progridem de bem em melhor, o anjo bom toca-lhes a alma doce, leve e suavemente, como uma gota de água que penetra numa esponja; e o mau [anjo] toca agudamente, com ruído e agitação.

01 de Julho - São Galo

Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de Tours. Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com uma jovem donzela de nobre estirpe. Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese. Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da santa missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento. Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto. Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas, que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença. Ele morreu em 1o de julho de 554, causando forte comoção na população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo de sua canonização ter sido decretada. Com o passar dos séculos, são Galo, foi incluído no livro dos santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte, como quer a tradição cristã. 
Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. 
 Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

AARÃO Sumo Sacerdote judeu, Santo (século XIII a. J. C.)

Santo Aarão era filho de Amrão e irmão carnal de Moisés. Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. Moisés consagrou-o e ungiu-o com o óleo santo. Constituiu uma aliança perene com ele e com os seus descendentes e enquanto durar o céu há-de presidir o culto e exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor. Segundo o livro das Crónicas, Capítulos 35-38, são filhos de Aarão: Eleazar, Finéias, Abisué, Boci, Ozi, Zaraías, Meraiot, Amarias, Aquitob, Sadoc e Aquimaas. Homem frágil e pecador, como todos, Aarão é, todavia o modelo de colaboração com Deus para a realização de seu desígnio de amor. O seu perfil já foi magistralmente traçado pela Bíblia, que por outra parte é a única fonte para a sua biografia. Além, é claro, do amplo e articulado desenvolvimento dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura (o Pentateuco) há dois trechos na carta aos hebreus e no livro do Eclesiástico. “Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4). No Salmo 104,26 está: “Mas Deus lhes suscitou Moisés, seu servo, e Aarão, seu escolhido”. O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão inserindo-o nos primeiros lugares na galeria de Homens Ilustres, aos quais Jesus Ben Sirac dá importância singular. O sacerdócio de Aarão e dos seus sucessores, até ao contemporâneo Simeão, é dos mais qualificados. O Salmo 98-6 nos diz: “Entre seus sacerdotes estavam Moisés e Aarão e Samuel um dos que invocaram o seu nome: clamavam ao Senhor, que os atendia”.

OLIVER PLUNKETT Bispo, Mártir, Santo 1625-1681

Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654. A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projecto, mandara até mesmo assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos, todos os religiosos, sem excepção, foram mortos, além de leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia. Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência, serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com o intuito de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos. Porém Titus Oates, que fora anglicano e depois conseguiu tornar-se jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos afirmando que tentariam depor o rei Carlos II. Nessa relação estava o bispo Plunkett, que foi condenado à morte por decapitação pública. A execução ocorreu em Londres, no dia 1º de julho de 1681. Antes, porém, ele fez um discurso digno de um santo e mártir. Segundo registros da época, o seu heroísmo na hora do martírio, somado ao seu discurso, contribuiu para a glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais edificante apostolado. O seu culto foi confirmado no dia 1o de julho ao ser beatificado em 1920. Canonizado pelo papa Paulo VI em 1975, santo Oliver Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo esta na Abadia de Downside, em Londres, enquanto a sua cabeça esta na Abadia de Drogheda, na Irlanda. Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em razão de sua fé.

ANTÓNIO ROSMINI Sacerdote, Fundador, Beato 1797-1855

António Rosmini nasceu em Rovereto no dia 24 de Março de 1797 e faleceu em Stresa a 1 de Julho de 1855. Dedicou a sua vida aos estudos de filosofia, política, ascética e pedagogia. Ao terminar os estudos jurídicos e teológicos na Universidade de Pádua, recebeu a Ordenação sacerdotal em 1821. Imediatamente demonstrou grande interesse e inclinação para os estudos filosóficos, encorajado neste sentido pelo Papa Pio VIII, que lhe pedira para conduzir os homens à religião através da razão, e mais de uma vez colocou-se contra enganadores e falsos movimentos de pensamento como o sensismo e o iluminismo. Fundou o Instituto da Caridade e o das Irmãs da Providência, idealizados e queridos como ambientes propícios à formação humana, cristã e religiosa de quantos tinham partilhado o mesmo espírito, adaptando-se às contingências históricas, civis e culturais do seu tempo. Na audiência de 12 de Janeiro de 1972, Paulo VI definiu-o “profeta”, que em antecipação de um século sentiu e indicou problemas da humanidade e pastorais, debatidos depois no Concílio Vaticano II. A sua obra “As cinco chagas da Santa Igreja” é considerada precursora dos temas conciliares. Uma delas fazia António Rosmini sofrer demais: a separação entre fiéis e clero durante as funções litúrgicas, pela impossibilidade dos primeiros seguirem as orações formuladas em latim, adiantando a proposta de seguir as línguas próprias de cada povo. Devido à novidade de algumas suas ideias sobre a reforma da Igreja, a obra foi posta no Índex em 1849, com todas as polémicas que se seguiram. Somente com João Paulo II ocorreu a completa reabilitação da sua figura. Na carta encíclica Fides et ratio, o predecessor de Bento XVI colocou Rosmini "entre os pensadores mais recentes nos quais se realiza um fecundo encontro entre saber filosófico e palavra de Deus", concedendo a introdução da causa de beatificação. Precedentemente também João XXIII fez o retiro espiritual sobre as Máximas de perfeição cristã de Rosmini, idealizadas para definir o fundamento espiritual sobre o qual todos os cristãos pudessem garantir um caminho na perfeição, assumindo-a como própria regra de comportamento. Também Paulo VI não foi indiferente ao pensamento de António Rosmini: por ocasião do 150º aniversário de fundação do Instituto da Caridade, enviou uma mensagem ao então Padre-Geral, na qual elogiava a intuição rosminiana ao dar importância à missão caritativa já no nome que designava o instituto. O seu sucessor, João Paulo I, formou-se em Teologia Sagrada na Universidade Gregoriana de Roma com uma tese sobre "A origem da alma humana segundo António Rosmini". A Congregação do Instituto da Caridade foi fundada em 1828 no Santuário do Monte Calvário em Domodossola, com a aprovação pontifícia de Gregório XVI em 1839. Formado por sacerdotes e leigos com votos simples e perpétuos, mas também por religiosos e bispos “adscritos”, o organismo nasceu com uma finalidade muito precisa: o exercício da caridade universal, união daquelas formas que Rosmini enumera como “caridade espiritual”, “caridade intelectual” e “caridade temporal”. Uma ordem, contudo, susceptível de mudanças de acordo com as exigências expressas pelo próximo. Sucessivamente, em 1832, foram fundadas as Irmãs da Providência, cujo carisma é o mesmo do ramo masculino.

"O CAMINHO É POR AQUI!"

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Uma caravana atravessava o deserto do Saara, debaixo de um sol abrasador. As provisões estavam terminando, a sede aumentava e os viajantes começavam a ficar nervosos. O guia procurava acalmar e animar.Eis que alguém apontou: 
-"Água, gente. Vamos lá". 
Mas o guia advertiu: 
-"Aquilo é simplesmente uma miragem, uma ilusão. Não é água, não".
Pouco mais adiante, com as gargantas secas de tanta sede, começaram a ver um bosque com regato borbulhante, e se abalaram todos para aquela direção. O guia tentou agarrá-los com firmeza gritando: 
-"Voltem! Voltem! Deixem de ilusão! Assim atrasamos a viagem".
Ai um dos mais exaltados puxou do revólver e atirou no guia. Embora agonizando numa poça de sangue, o guia continuava apontando o caminho com mão trêmula: 
-"Gente, é por aqui o caminho." 
LIÇÃO: Jesus também fez assim. Mesmo morrendo num mar de sangue continua apontando o caminho certo. E por que continuamos duvidando tanto em seguir esse único Rei, Amigo, Pastor e Guia?

1 DE JULHO - DIVERSOS SANTOS

- Simeão(+590) nasceu em Edessa, no Oriente. É um dos personagens mais estranhos do calendário santoral. Viveu 29 anos no deserto como eremita. Depois começou a levar uma vida de “bobo por amor de Cristo”. Protegido pela liberdade da qual os bobos gozam, tinha acesso junto aos altamente colocados e ricos como também junto aos excluídos e marginalizados. Evangelizou por toda a parte, quer pela palavra e pelo exemplo. Chamado louco, profeta, taumaturgo, excêntrico, escandaloso, palhaço - divide sua vida com os mendigos e as prostitutas, dejetos da sociedade, rindo-se de tudo e de todos fazendo-nos ver que a vida é uma grande mentira se não for vivida no amor de Deus e do próximo. 
- Teodorico (+533) – Filho de um salteador de estrada. Deu-se conta que tinha vocação religiosa justamente no dia do seu casamento. Combinou com a esposa e entrou no convento dos beneditinos. Ficou feliz quando seu pai, agora convertido, também procurou o convento. Curou, só com o toque, a vista de Teodorico I. 
- Servando (séc. VI ou VII) – Missionário na Escócia. Monge. Viveu na mais extrema pobreza com seus monges. 
- Justino Orona e Atilano Cruz (+1928) – Ambos párocos e mártires. Perseguidos. Surpreendidos quando dormiam no rancho de uma família de paroquianos, morreram crivados de balas. Canonizados em 2000. 
- Junipero Serra (1713-1784) – Padre franciscano. Missionário no México. Fundou mais de vinte missioes ou aldeias católicas. 
- Fernando M. Baccilieri (1821-1893) – Pároco na diocese de Bolonha durante cerca de quarenta anos. Bom Diretor espiritual e pregador. Fundador das “Servas de Maria de Galeazza” para jovens. Betificado em 1999.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Um povo sacerdotal”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
331.Um sacramento a serviço do povo de Deus
            Iniciamos a reflexão sobre o sacramento da Ordem. Entendemos o sacramento da Ordem como fonte de espiritualidade para os que o receberam. Nós mesmos recebemos muito desse sacramento por sua importância na vida da comunidade. Eles, os bispos, padres e diáconos prestam um serviço particular e especial em favor do povo de Deus. São eles que, sinais visíveis da presença de Cristo no meio de seu povo, continuam Seu ministério. O carinho que o povo tem para com seus padres, bispos e diáconos é sinal do reconhecimento dessa presença. “Quem vos ouve a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16). Desse relacionamento recebemos orientações para a caminhada de cada dia, celebramos os sacramentos administrados e ouvimos palavra. Assim orientamos nossa espiritualidade como refletimos nos outros sacramentos. Jesus os constituiu doze para que ficassem com Ele, para enviá-los a pregar (Mc 3,13). O ministério ordenado é a continuação dessa presença e missão. Mas, o ministério ordenado dos bispos, padres e diáconos não é um dom fora do povo de Deus, mas a partir do povo de Deus, em favor do povo, nas coisas que se referem a Deus (Hb 5,1). A primeira dimensão é Cristo, a segunda povo.
332. Sacerdócio comum do povo de Deus
            Tudo que estava em Cristo continua na sua Igreja. Cristo tem o múnus, a função, de profeta, sacerdote e pastor. A mesma função passa, na Igreja, a todo povo de Deus. Assim, como escreve Pedro: “Também vós, como pedras vivas, constituí-vos em um edifício espiritual, dedicai-vos a um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pd 2,4). É povo sacerdotal, participa do sacerdócio de Cristo. “Ele é um reino de Sacerdotes para Deus seu Pai” (Ap 1,6). Essa temática desapareceu da reflexão e agora, com o Concílio Vaticano II ela voltou, mas ainda não foi assumida pelo povo de Deus. Parece que há um receio por parte do clero que tem perder prerrogativas. Contudo, quanto mais salientamos o sacerdócio do povo de Deus, mais compreendemos e desenvolvemos ministério dos ordenados. São duas coisas diferentes, mas uma ordena-se à outra. O documento da Lúmen Gentium escreve: “Os fiéis, no entanto, em virtude de seu sacerdócio régio, concorrem na oblação da Eucaristia e o exercem na recepção dos sacramentos na oração e ação de graças, no testemunho de uma vida santa na abnegação e na caridade ativa” (LG 10). Todo o povo de Deus é sacerdotal. Uns são escolhidos para que, em nome de Cristo, forme, dirija o povo sacerdotal, realize o sacrifício na pessoa de Cristo e O ofereça a Deus em nome de todo o povo (id).
333.O que é sacerdócio do povo?
            No Batismo fomos inseridos em Cristo e por Ele entregues ao Pai. Somos Filho no Filho. O que está em Cristo nos foi dado em abundância. Esse sacerdócio do povo de Deus tem a fonte em sua união com Cristo que, por sua vida, morte e ressurreição nos uniu ao Pai numa grande ação de culto que foi sua entrega. Nele todo o universo, e, de modo particular o povo, oferece a Deus seu culto de ação de graças, súplicas e pedidos de perdão. Toda pessoa é por sua natureza religiosa. Todo o cristão, é por sua natureza, sacerdote, quer dizer, capaz de prestar culto a Deus em sua vida. Veremos depois como presta esse culto. O maior e mais belo templo que Deus fez para si no mundo foi o coração de seu Filho, templo vivo. Cada cristão, por sua união a Cristo é um templo vivo do Espírito Santo. “Vós sois co-edificados para serdes uma habitação de Deus no Espírito” (Ef. 2,21)
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.  
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 ─ Quarta-feira ─ Santos Teodorico, Aarão, Domiciano 
Evangelho (Mt 8,23-27“Jesus disse-lhes: ─ Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” 
A tempestade devia ser forte, para que pescadores experimentados se apavorassem. Não foi por esse medo natural que Jesus os repreendeu. Eles e nós não podemos ser fracos na fé. Por maiores e mais certos que seja os perigos, devemos ter confiança em Deus, certos que ele sempre nos protege, para que nada nos afaste dele, assim que nem a morte pode impedir nossa felicidade. 
Oração
Senhor, vivo cercado de perigos de todo tipo, físicos e espirituais. Por isso tenho medo, o que me ajuda a tomar cuidado. O que vos peço é que esse medo não seja exagerado, nem me tire a coragem e a alegria de viver. Creio que me amais, e cuidais de mim. Dai-me a prudência necessária para evitar os perigos que puder, e não deixeis que me esqueça que nada me pode afastar de vós. Amém.