sábado, 26 de setembro de 2026

EVANGELHO DO DIA 26 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,43b-45. 
Naquele tempo, estavam todos admirados com tudo o que Jesus fazia. Então Ele disse aos discípulos: «Escutai bem o que vou dizer-vos. O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens». Eles, porém, não compreendiam aquelas palavras; eram misteriosas para eles e não as entendiam. Mas tinham medo de O interrogar sobre tal assunto. 
Tradução litúrgica da Bíblia
São Gregório Magno
(540-604) 
Papa, doutor da Igreja 
Livro XIII, SC 
Receber e anunciar 
a Paixão do nosso Redentor 
Foi verdadeiramente sem a menor iniquidade nas mãos que sofreu Aquele que «não cometeu pecado algum e na sua boca não se encontrou mentira» (1Pe 2,22); e, no entanto, Ele suportou o sofrimento da cruz pela nossa redenção. Só Ele, apenas Ele, elevou a Deus orações puras, pois no próprio sofrimento da sua Paixão orou pelos seus perseguidores, dizendo: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34). Que maior pureza de oração será concebível do que estender a misericórdia da intercessão aos próprios responsáveis ​​pelo sofrimento em que a pessoa se encontra? «Ó terra, não ocultes o meu sangue, nem sufoques os meus clamores» (Jb 16,18). Sabemos que esta terra não oculta o sangue do nosso Redentor, pois, ao receber o preço da sua redenção, os pecadores confessam-no, cantam-no e esforçam-se por dá-lo a conhecer ao seu próximo. E a terra não ocultou o seu sangue, pois a Santa Igreja levou o mistério da sua redenção a todos os pontos do mundo. Assim, pois, se desejamos que o sacramento da Paixão do Senhor não permaneça vão em nós, temos o dever de imitar aquilo que recebemos e de anunciar aos outros aquilo que veneramos. Com efeito, o seu grito ficará oculto em nós se a língua calar aquilo em que a alma acreditou. Para que isso não aconteça, cada um de nós deve dar a conhecer o mistério da sua regeneração da melhor maneira possível àqueles que o rodeiam.

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