quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Ermelinda do Brabante Virgem, Santa + 595

Da família dos Pepinos (o Velho e o Breve) 
e viveu na Gália belga, perto de Malinas.
Ermelinda nasceu em Lovenjoul, próximo de Louvain, no Brabante (actual Bélgica), filha de Ermenoldo e Armesinda, de família ilustre ligada aos duques do Brabante. Recebeu uma educação adequada à sua classe social, mas longe de prender seu coração aos atractivos da vaidade ou ao brilho da grandeza, desde criança ela aspirava pela vida solitária, pela oração e pela Pala-vra de Deus. Recusando qualquer proposta de casamento e tendo feito voto de castidade, para que seus pais não a ligassem a nenhum compromisso, cortou seus cabelos, renunciou às pompas do século e dedicou-se inteiramente a Deus praticando severas austerida-des. Mas, desejando ainda maior entrega, deixou a casa paterna e foi viver em Bevec (Beauvechain). Ali, pés nus, Ermelinda ia à igreja onde passava os dias e as noites em oração. Ela não tinha outra ambição que ser uma humilde serva de Nosso Senhor. Advertida por um anjo que dois jovens senhores do local iam tentar seduzi-la, ela abandonou Bevec e fugiu para Meldrik (chamada depois Meldaert ou Meldert), na atual Diocese de Malinas (Mechelen).

MIGUEL RUA Sacerdote salesiano, Beato (1837-1910)

Presbítero religioso salesiano, 
sucessor de São João Bosco, 
no governo da Congregação salesiana.
Miguel Rua nasce em Turim no dia 9 de junho de 1837. Último de 9 filhos, perde o pai aos oito anos. Estudou com os Irmãos das Escolas Cristãs até à terceira série elementar. Deveria começar a trabalhar na Real Fábrica de Armas de Turim, onde o pai era operário, mas Dom Bosco – que aos domingos ia confessar na escola – propôs-lhe continuar os estudos com ele, garantindo-lhe que a Providência pensaria nas despesas. Certo dia, Dom Bosco distribuía algumas medalhas aos seus meninos. Miguel era o último da fila e chegou atrasado, mas ouviu Dom Bosco dizer: "Toma, Miguelzinho!". O padre, porém, não lhe estava dando nada, mas acrescentou: "Nós dois faremos tudo meio a meio", e assim foi de fato. Colaborador da Companhia da Imaculada com Domingos Sávio, foi aluno modelo, apóstolo entre os colegas. Dom Bosco lhe disse: "Preciso de ajuda. Farei com que recebas a veste dos clérigos; estás de acordo?". "De acordo!", respondeu. Em 25 de março de 1855, nos aposentos de Dom Bosco, nas mãos do fundador, fez os votos de pobreza, castidade e obediência.

Caetano Errico Presbítero, Fundador, Beato (1791-1860)

Presbítero, fundador dos Missionários dos 
Sagrados Corações de Jesus e Maria.
Tornou-se santo, passando toda a sua vida nas ruas difíceis do bairro napolitano de Secondigliano onde nasceu em 1791 e ali faleceu em 1860 e no confes-sionário onde, de braços abertos, acolhia sobretudo quem tinha cometido faltas graves. Assim viveu Caetano Errico, fundador dos missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Ainda em vida, já era chamado "o santo" e "o supe-rior", por se ter tornado a referência natural para todas as famílias. A sua canonização João Paulo II beatificou-o a 14 de Abril de 2002 é um sinal de esperança para Secondigliano que tem na igreja da "Addolorata", por ele construída, uma recordação concreta e visível da sua obra. No início do seu sacerdócio, foi professor de escola municipal e deu vida a uma pastoral inovativa, as-sistindo os doentes do Hospital dos Incuráveis de Nápoles e comprando-lhes os remédios; ajudando os mais necessitados; sustentando as famílias que não tinham dinheiro para pagar a renda, evitando que caíssem nas mãos de usurários; visitando os encarcerados e procurando garantir-lhes uma reinserção social.

Chiara Luce Badano Virgem, Beata 1971-1990

Nasceu a 29 de Outubro de 1971, em Sassello, 
uma pequena cidade nos Apeninos. 
Beatificada em Roma pelo Papa Bento XVI, 
no dia 25 de Setembro de 2010.
Se Beatos ou Beatas venerados na Igreja Católica, são fiéis ao nome que receberam no baptismo, o exemplo mais flagrante deve ser o desta jovem Beata que o Papa Bento XVI beatificou: Chiara Luce: “Clara Luz”. Chiara Luce Badano nasceu a 29 de Outubro de 1971, em Sassello, uma pequena cidade nos Ape-ninos. Era a primeira e única filha de Rogero Ba-dano, camionista e de Maria Teresa Caviglia, ope-rária, casados há 11 anos sem conseguirem ter filhos. O pai pediu a Nossa Senhora da Rocha a graça da paternidade e viu o seu pedido atendido. A mãe tes-temunhava que “mesmo com essa alegria imensa compreenderam logo que ela não era so-mente sua filha, mas que era antes de tudo, filha de Deus". A mãe deixou de trabalhar para cuidar da filha. Chiara revelou-se desde cedo uma criança inteli-gente, viva, desportiva e muito comunicativa. Era conciliadora, mas não abdicava de defender as suas ideias.

ORAÇÕES - 29 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Quarta-feira– Santos: Abraão de Rostov, Narciso de Jerusalém
Evangelho (Lc 13,22-30) Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus.”
Alguém perguntou a Jesus: – A salvação é para poucos? Imagino que pudessecontinuar dizendo: –Ou é só paranós, uns poucos privilegiados? Olho para o mundo: bilhões de homens e mulheres querendo felicidade e justiça, querendo ser bons e encontrarpaz. É muitobom ouvir a resposta de Jesus,mesmo sem saber como ele haverá de ouvi-los e chamar para o banquete do Reino do Pai.
Oração
Senhor meu Deus, agora penso em tantos homens e mulheres que nunca ouviram falar de vós, mas procuram o caminho dobem e da verdade. Seique cuidais deles todos e quereis que tenham lugar em vossa casa, Ajudai-nos a nós cristãos a fazer tudo que pudermos para que vos conheçam. E, Senhor, cuidai de nós para que nossa vida e nossas fraquezasnão os afastem de vós. Amém.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

“Amou-os até o extremo do amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Por onde passa a Paixão
 
Na “Semana das Dores” celebramos o Mistério Pascal de Cristo. É um mistério de dor e de glória. A Paixão sempre marcou o povo de Deus. Compreendemos pouco sobre a Ressurreição, pois não temos a experiência. As dores do Redentor são mais fáceis de compreender, mas difícil de aceitar. Estamos diante de um mistério extremamente chocante que é a Paixão, Morte e sepultura do Senhor Jesus, Deus feito homem. Como compreender que tenha chegado a esse ponto? A meditação da Paixão nos fere. Por que chegar a esse ponto? Jesus mesmo, no Horto das Oliveiras diz a Pedro que poderia pedir ao Pai que mandaria dez legiões de Anjos (60.000 – soldados). Não quis. Por quê? O que poderia convencer as pessoas do amor de Deus, se Deus não fosse ao extremo. Mesquinhos como somos, iríamos dizer que Deus não fez tudo para nos salvar, fez só uma parte. A humilhação, o aniquilamento do Filho de Deus estão presentes desde sua encarnação. O sofrimento da morte foi o ponto doloroso que tocou sua humanidade. Aqui o ser humano pode compreender a que ponto chegar para se fiel ao Pai. Temos muitíssimos mártires que passam também por esses sofrimentos, ainda hoje. Recebem força na sua fidelidade contemplando o sofrimento de Cristo. A dor penetra toda a humanidade. E Jesus, naquele momento, carregava consigo tudo o que há no universo. Ali estávamos nós também nos entregando a Deus e sendo aceitos. Não podemos contemplar a dor e sair sem amor. Contemplando o amor de entrega na cruz, podemos entender como atrair ao mesmo amor. 
Vós que estivestes comigo 
Em Cristo, nós acolhemos a vontade do Pai e respondemos com uma decisão de vida que continua o amor de Cristo no mundo. Jesus sentiu muito a solidão da cruz, mas viu que os discípulos, mesmo dispersados, não deixaram de segui-lo. Jesus compreendia sua fragilidade, pois estiveram sempre com Ele: “E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações” (Lc 22,28). Em tudo Jesus estava com eles. No momento da dor e da morte sentiu esse apoio. Vemos como Pedro, mesmo tendo negado, segue-O. Depois da prisão, Pedro e João seguiam Jesus. João entrou no pátio e Pedro ficou fora. João, amigo da família, falou com a porteira e Pedro entrou (Jo 18,15-16). Estar com Jesus no sofrimento que passou, faz de nós também seus companheiros de sofrimento. O sofrimento de Jesus, para nós, não está presente somente nos crucifixos colocados nos ambientes. Bom, mas não são suficiente para nós. Temos que estar permanentemente junto a seus sofrimentos. Ele já ressuscitou, mas diz que continuamos sua Paixão: “Agora me alegro nos meus sofrimentos por vós e completo no meu corpo o que falta às aflições de Cristo, em benefício do seu Corpo, que é a Igreja” (Cl 1,24). 
A Paixão continuada 
Estamos em uma Paixão continuada. Continuar a Paixão não se trata do sofrimento e da dor, mas do mesmo amor com que Cristo caminhou para o Calvário, melhor, o que fez toda sua vida. Sabemos por experiência que a santidade está sempre coroada de espinhos. Na verdade não temos sossego. Há sempre algo a nos espetar. Paulo chamava esses sofrimentos de espinho na carne (2Cor 12,7). E não escolhe lado. Paulo explica que era para mantê-lo humilde. É o maior drama espiritual que vemos nas pessoas que não são capazes de perceber o que estão passando. Estão no mistério da Cruz. Às vezes são incompreensíveis os acontecimentos que levam a isso. Falta a sabedoria da Cruz. Mesmo entre os santos acontecem desajustes. São humanos. Não podemos descer da Cruz.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2018

EVANGELHO DO DIA 28 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,12-19. 
Naqueles dias, Jesus subiu ao monte para rezar e passou a noite em oração a Deus. Quando amanheceu, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos: Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu, Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelota; Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Depois, desceu com eles do monte e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidónia. Tinham vindo para ouvir Jesus e serem curados das suas doenças. Os que eram atormentados por espíritos impuros também ficavam curados. Toda a multidão procurava tocar Jesus, porque saía dele uma força que a todos sarava.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes 
(185-253) 
Presbítero
Teólogo 
Contra Celso, I, 62 
A palavra dos apóstolos Simão e Judas 
ressoou por toda a Terra 
Se Jesus tivesse escolhido para ministros dos seus ensinamentos homens sábios segundo a opinião pública, capazes de compreender e de exprimir ideias caras à multidão, poderiam tê-lo acusado de pregar segundo o método dos filósofos de escola, e o carácter divino da sua doutrina não se teria mostrado com toda a sua evidência. A sua doutrina e a sua pregação teriam consistido em «sabedoria de palavras» (1Cor 1,17); e a nossa fé, semelhante àquela com que se adere às doutrinas dos filósofos deste mundo, assentaria na sabedoria dos homens e não no poder de Deus (cf 1Cor 2,5). Mas, quando vemos pescadores e publicanos sem instrução terem a ousadia de discutir com os judeus a fé em Jesus Cristo, de a pregar ao resto do mundo, e de conseguir lá chegar, não podemos deixar de procurar a origem deste poder de persuasão. Como não podemos deixar de confessar que Jesus cumpriu a sua palavra – «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4,19) – nos seus apóstolos por meio de um poder divino. Também Paulo manifesta este poder quando escreve: «A minha palavra e a minha pregação não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana, mas na poderosa manifestação do Espírito Santo» (1Cor 2,4). O mesmo haviam já dito os profetas, quando anunciaram a pregação do Evangelho: «O Senhor dizia uma palavra e multiplicavam-se os mensageiros da boa nova» (Sl 68,12) e «corre veloz a sua mensagem» (Sl 67,12; 147,15). E, de facto, vemos que «o eco» dos apóstolos de Jesus «ressoou por toda a Terra, e a sua notícia até aos confins do mundo» (Sl 19,5; cf Rom 10,18). É por este motivo que aqueles que escutam a palavra de Deus poderosamente enunciada se enchem de poder, manifestando-o pela sua conduta e pela sua luta em prol da verdade até à morte.

São Faraó de Meaux Bispo -Festa: 28 de outubro † 670

Persuadido por sua irmã, Santa Fara, abandonou a corte para servir somente a Deus. Nomeado bispo de Meaux, na França, dedicou-se à conversão de pagãos, erigiu paróquias e fundou mosteiros. 
Martirológio Romano: Em Meaux, ainda na Nêustria, São Fara, bispo, que, após ter sido criado do rei, foi persuadido por sua irmã, Santa Fara, a servir a Deus integralmente, e persuadiu sua esposa a tomar o véu dos consagrados, para que ele próprio pudesse ser admitido no clero. Chamado ao governo pastoral, ele dotou a Igreja com generosas doações, erigiu paróquias e sustentou mosteiros. 
Existe uma Vida do Faraó muito detalhada, escrita em 869 por Hildegar, bispo de Meaux, mas infelizmente é em grande parte lendária, de modo que devemos confiar principalmente em escassas fontes de arquivo para descrever sua vida. O faraó era referendário, ou chanceler, do rei Dagoberto, e aparece nessa função em uma carta datada de 629. Pouco depois dessa data, tornou-se bispo de Meaux e, em todo caso, antes de 637-38, visto que nessa época concedeu um privilégio à igreja de Rebais. Seu episcopado foi muito longo: em 660, assinou uma carta em favor de Saint-Pierre-le-Vif; em 664, outra para Corbie; e em 667, uma terceira para Sainte-Marie-de-Soissons.

28 de outubro - Beata Maria Assunção Gonzalez Trujillano

Nasceu em El Barco de Ávila no dia 19 de junho de 1881, filha de Anacleto González e Maria do Rosário Trujillano, que lhe deram o nome de Juliana. Ela foi crismada na sua paróquia natal em 18 de junho de 1885. Quinze anos depois, em 1900, instalou-se na freguesia de El Barco de Ávila uma comunidade das Terciarias Franciscanas da Divina Pastora, fundada em 1805 por Madre Maria Ana Mogas Fontcuberta, agora conhecida como Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor. Elas trabalhavam numa escola para a educação de crianças e jovens, dando especial atenção aos mais necessitados. Juliana logo se identificou com elas e sentiu-se chamada a seguir o seu estilo de vida. Em 18 de fevereiro de 1903, entrou para o noviciado e mudou seu nome para Irmã Maria Assunção. Fez seus votos em 1905, na Casa Generalícia de Madrid, onde tinha completado o noviciado, mas professou os votos perpétuos na Casa de La Coruña, em 1910. Juntamente com uma coirmã, Irmã Assunção fundou uma escola em Arenas de San Pedro, onde permaneceu por três anos. Como professora de economia doméstica ensinava às meninas corte e costura. Novamente na Casa Mãe, ela ocupou o cargo de sacristã, distinguindo-se pela precisão no dever, espírito de sacrifício e uma crescente intimidade com Nosso Senhor. Em julho de 1936, diante das perseguições contra os religiosos, seguindo as indicações da Madre Geral Maria das Vitórias Lage Castrillón, abandonou a casa e refugiou-se com ela na Rua Barquillo 3, junto ao casal Adolfo Cadaval y Muñoz del Monte e Amália Garcia Lara. Em 20 de outubro de 1936, ela se dirigiu a uma embaixada, talvez a do Chile, juntamente com o casal, pois queria depositar o seu dote e o das outras freiras.

Santa Cirila de Roma Virgem e Mártir Festa: 28 de outubro

O nome Cirilo pertence a um grupo de derivados do nome Ciro: Ciriaco, Ciriano, Cirino e Cirillo. E o nome de Ciro, de origem persa, ao que parece, seria o correspondente do grego Kyros, que significa “comando” e Kyrios, que significa “senhor”. Não foi à toa que foi o nome preferido pelos governantes persas, e todos se lembrarão que Ciro, fundador de um dos maiores impérios orientais e que devolveu aos israelitas a liberdade perdida durante a chamada “escravidão da Babilônia” . "Mortal", estava escrito em seu túmulo, "eu sou Ciro, que garantiu o domínio aos persas e governou a Ásia; não inveje o túmulo de mim." De seu nome, certamente invejado, surgiram os que listamos, entre os quais Cirillo é um diminutivo, que pareceria mais adequado para uma mulher do que para um homem. Na verdade, o nome de Cirilla era muito difundido na antiguidade e carregado com graça feminina. A de Cirilo foi ilustrada por homens de grande estatura intelectual e moral, e noutros lugares tivemos a oportunidade de falar de dois Santos, verdadeiros luminares da Igreja Oriental. O primeiro, São Cirilo de Alexandria, foi o adversário de Nestório, e foi chamado de “o defensor invicto da maternidade divina da Virgem”. 

Simão e Judas Apóstolos, Mártires Século I

Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos "doze". Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde. (Mt 20,6). "São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu ..." (Mateus 10,1ss.). A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotas, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina. Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: "'Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?' Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”. 
***** 
Segundo S. Jerónimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa). Terá evangelizado a Mesopotâmia. S. Paulino de Nola tinha-o como apóstolo na Líbia. Fortunato de Poitiers julgava-o enterrado na Pérsia. Os martirológios latinos conservam esta notícia, utilizando uma narração que o reúne a Simão.
Quando se fala de Simão (dito o Zelote) e Judas Tadeu, penetramos nas entrelinhas mais íntimas dos anais do Evangelho, onde Deus mostra, com toda a intensidade, a sua dimensão de Homem. Estes dois Apóstolos, menos conhecidos que os outros, paradoxalmente, são dois parentes mais estreitos de Jesus: eram dois de seus primos. No que se refere a Judas Tadeu, a tradição é bastante precisa; sabe-se pelas Escrituras que seu pai, Alfeu, era irmão de São José; enquanto sua mãe, Maria de Cléofas, era prima da Virgem Maria. Por outro lado, sobre a existência de Simão, a tradição é bastante vaga. 
As facetas de um Apóstolo 
O Evangelho fala de Simão como o décimo Apóstolo, antes de Judas Tadeu. Este dado histórico é verídico. Desde então, as coisas tornaram - se mais confusas, - caso raro entre os discípulos de Jesus. Muitos identificam Simão com o primo homônimo de Cristo, irmão de Tiago o Menor. Os bizantinos o identificam com Natanael de Caná e o organizador do banquete das Bodas de Caná. No entanto, São Fortunato de Poitiers afirma que Simão e Judas Tadeu foram enterrados em Suanir, na Pérsia, onde receberam a palma do martírio. Segundo a tradição, é quase certeza que, naquela região do mundo, Simão - chamado “o Zelote” ou “o Cananeu”, como os evangelistas Mateus e Marcos o chamam, - encontra Judas Tadeu, seu companheiro de missão e de predestinação.
Judas, discípulo fiel 
Havia dois Judas que seguiam Jesus; naturalmente, o menos conhecido era Tadeu. Por causa desta homonomia ambos contaram com uma escassa devoção, sobretudo na Idade Média. Quando os Onze apóstolos deixaram Jerusalém, para ir anunciar o Reino de Deus em outras plagas, Judas Tadeu partiu da Galileia e da Samaria, deslocando-se, ao longo dos anos, para a Síria, Armênia e a antiga Pérsia. Nesta região, segundo fontes fidedignas, encontrou Simão; a pregação dos dois levou dezenas de milhares de babilônios e pessoas de outras cidades a receber o batismo. Como sempre, o Evangelho atrai seguidores e inimigos. De fato, para estes dois Apóstolos chegou a hora de dar o testemunho derradeiro.
Coragem de ser cristãos 
Ambos foram presos e levados ao templo do Sol para que renegassem a Cristo e oferecessem culto à deusa Diana. Ao rejeitarem a proposta, - narra-se - Judas Tadeu declarou que os ídolos pagãos eram falsos. Naquele mesmo instante, dois horríveis demônios saíram do Templo e o destruíram. As pessoas que assistiam a cena, aterrorizadas, atacaram os dois Apóstolos e os mataram de modo brutal. Suas relíquias estão conservadas na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

São Judas Tadeu Apóstolo Festa: 28 de outubro - Festa século I

O santo celebrado hoje junto com Simão, o Cananeu, embora pertença ao grupo dos 12 apóstolos, não deve ser confundido com o apóstolo de mesmo nome que traiu Jesus, Judas Iscariotes. Ele é, na verdade, Judas, irmão de Tiago, chamado Tadeu, que significa "magnânimo". Judas é um nome bem conhecido na tradição judaica: era, de fato, um dos filhos de Jacó, e a linhagem do próprio Messias teria vindo da tribo de Judá. Além disso, no século II a.C., Judas Macabeu foi um herói da revolta judaica contra Antíoco IV. Segundo o relato do evangelista João, no capítulo 14, durante a Última Ceia, Judas Tadeu pergunta a Jesus: "Senhor, como é que te revelarás a nós e não ao mundo?" "Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada", é a resposta de Jesus. Após a Ascensão, Judas Tadeu, segundo a tradição, também foi levar a mensagem de Cristo ao mundo. Segundo alguns, evangelizou a Mesopotâmia; segundo outros, a Líbia. Talvez ele também tenha morrido como mártir e tenha sido sepultado na Pérsia. (Avvenire) 
Patrocínio: Casos desesperados 
Etimologia: Judas = zeloso por Deus, louvado, do hebraico
Emblema: Barco, Cajado, Lança 
Martirológio Romano: Festa dos Santos Simão e Judas, Apóstolos: o primeiro foi apelidado de Cananeu ou “Zelote”, e o outro, também chamado Tadeu, filho de Tiago, na Última Ceia questionou o Senhor sobre sua manifestação e este lhe respondeu: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada”.

São Simão Apóstolo Festa: 28 de outubro - Festa

(*)Caná da Galileia
(✝︎)Pela (Armênia) ou Suanir (Pérsia), 107 
Simão, apelidado de Zelote por Lucas, talvez por ter lutado nos zelotes anti-romanos, é chamado de cananeu por Mateus e Marcos (Mt 10:4; Mc 3:18). Segundo a tradição, ele sofreu um martírio particularmente cruel. Seu corpo foi cortado em pedaços com uma serra. Por essa razão, ele é retratado com essa ferramenta e é o santo padroeiro dos lenhadores e lenhadores. 
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Etimologia: Simão = Deus respondeu, do hebraico Emblema: Barco 
Martirológio Romano: Festa dos Santos Simão e Judas, Apóstolos: o primeiro foi apelidado de Cananeu ou “Zelote”, e o outro, também chamado Tadeu, filho de Tiago, na Última Ceia questionou o Senhor sobre sua manifestação e este lhe respondeu: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada”.
Apesar de ser o mais desconhecido dos Apóstolos, listado apenas como décimo primeiro, inúmeras obras de arte o retratam, espalhadas pela Itália e pela Europa, testemunhando um culto generalizado no cristianismo. Estranhamente, ao contrário dos outros apóstolos, as informações que temos sobre suas origens, sua presença no colégio apostólico, sua atividade evangelizadora e sua morte são incertas e sempre controversas nos estudos de diversos especialistas ao longo dos séculos.

São Malchion (+ 270), presbítero em Antioquia.

Málquio ou Malquion, um Padre da Igreja e um presbítero de Antioquia durante os reinados dos imperadores Cláudio II e Aureliano, era um bem-conhecido retórico, notável por sua participação fundamental na deposição em 272 dC do bispo herético de Antioquia, Paulo de Samósata. 
Vida e obras 
Ele conhecia bem e frequentemente citava autores pagãos[1] e foi presidente da faculdade de retórica enquanto presbítero de Antioquia.[2] Ele forçou Paulo a revelar suas crenças e escreveu uma carta chamando de herético e criminoso para os bispos de Roma e Alexandria. São Jerônimo, um Doutor da Igreja, dedicou o capítulo 71 de sua obra biográfica De Viris Illustribus (Sobre Homens Ilustres) à Málquio.[3] 
Referências 
1-Jerónimo de Estridão. Letter 70. To Magnus an Orator of Rome § 4 (em inglês). [S.l.: s.n.] 
2-Eusébio de Cesareia. «29». História Eclesiástica. Paul, having been refuted by Malchion, a Presbyter from the Sophists, was excommunicated. (em inglês). VII. [S.l.: s.n.] 
3-"De Viris Illustribus - Malchion the presbyter", em inglês.

28 DE OUTUBRO: FESTA DA PROTEÇÃO DA SANTÍSSIMA THEOTOKOS (MÃE DE DEUS)

A festa do Santo Manto Protetor da Theotokos foi instituída para recordar a visão que Santo André teve, da Mãe de Deus que, durante o cerco dos inimigos de Constantinopla, no século X, cobria com seu homoforion (longo manto ou véu) os cristãos na igreja de Vlaherna. Por volta das quatro horas da manhã, o beato vislumbrou uma majestosa mulher que vinha das portas reais da Igreja apoiada por São João Batista e São João, o Teólogo, precedida e seguida por uma multidão de santos que entoavam hinos e cânticos religiosos. Santo André aproximou-se de seu discípulo Epifânio e perguntou-lhe se ele podia reconhecer a rainha do mundo. Este lhe respondeu: “Sim, eu a vejo”. E enquanto a contemplavam, ela de joelhos rezava diante do ambão, permanecendo assim durante muito tempo. Depois, aproximando-se do altar, ela rezou pelo povo ortodoxo. No final das orações, ela descobriu sua cabeça, e retirando o seu manto o estendeu sobre todo o povo presente. A cidade foi salva. Santo André era de origem eslava, cujo povo devota um profundo respeito à Festa do Santo Manto Protetor da Virgem, e são muitas as igrejas eslavas que a honram com o seu nome.
SINAXE(Congregação de fiéis) 
– Suplemento Litúrgico para esta festa  
Tradução e publicação neste site com permissão de 
Trad.: Pe. André

ORAÇÕES - 28 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feira– Santos: Judas Tadeu, Simão Cananeu, Faro
Evangelho (Lc 6,12-19) “Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: ....”
Jesus chamou aqueles doze daquele tempo, daquela hora,hátanto tempo. E chamaaindahoje mulheres e homens que possa enviarpara a mesma missão de muitas facetas. Para atrair, acolher, anunciar, acompanhar, masprincipalmente amar.Jesus quis precisar de nós, que nada podemos sem ele. Quer que sejamos seus enviados para anunciar, mas também para fazer acontecer.
Oração
Senhor Jesus,não quereis que eu fique apenasa vos ouvir tranquilo. Chamais, perturbais para que acorde, me levante para sair a vos anunciar. Não preciso olhar para o mundo todo; basta que olhe para meu bairro, minha rua, minha casa. Só isso já é mundo grande onde posso lançar muita semente. Aqui estou, meu Cristo; só preciso que me deis coragem para sair a semear esperança. Amém.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA -“O Rei que virá”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Humildade até o fim
 
“Por isso Deus O exaltou!” Este é o fim de todo o mistério da humildade e da dor. Estamos celebrando o Domingo de Ramos, que resume em si a glória do Rei que vem a sua cidade e seu templo. Há uma profecia muito bonita do profeta Ageu, sobre a futura glória do templo: “Nesse lugar Eu darei a paz” (Ag 2,50). É o que quer nessa sua entrada em Jerusalém. Por isso faz uma lamentação sobre a cidade: “Ah! Se neste dia tu conhecesses a mensagem da paz” (Lc 19,41). Ele traz a paz na humildade que perpassa por toda sua vida, sobretudo na hora de sua Paixão. Nesse Domingo de Ramos, temos dois sentimentos: a glória que está reservada a Jesus e o sofrimento pelo qual deve passar. O povo O reconhece. Os chefes rejeitam. As crianças aclamam Hosana ao Filho de Davi. Hosana significa “Salva-nos” – é o mesmo que Kyrie, que significa: Senhor, tem piedade de nós. Os dois termos são aclamação. Esse Rei tão aclamado é o humilde que vem em paz. A vida de Jesus, sobretudo em sua morte, manifesta a humildade. A oração da missa nos leva a rezar: “Deus... para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz”. A morte de Jesus e sua ressurreição são um ensinamento para a vida cristã: “Concedei-nos aprender o ensinamento de sua paixão e ressuscitar com Ele em sua glória” (oração). É pela humildade que compreendemos sua vida e sua paixão. Paulo descreve o processo dessa humildade, que vai ao extremo de ser obediente até a morte e morte de cruz (Fl 2,6-11). Foi assim que os primeiros cristãos conheceram Jesus, tanto que Paulo recolhe esse hino já cantado na comunidade. 
Abriu os ouvidos 
A humildade de Jesus está descrita no cântico do Servo de Javé, escrito por Isaias na manifestação de sua obediência. Porque soube ouvir, tornou-se obediente e humilde. Mesmo no máximo abandono da cruz, pode elevar seu grito Àquele em quem sempre confiou e tinha certeza que podia ter confiança, mesmo no extremo abandono: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” (Sl 21). O termo usado pelo profeta, “abrir os ouvidos” que é a palavra obediência, significa estar sempre atento em saber o que o Senhor vai falar. “Não Lhe resisti nem voltei atrás” (Is 50,5). Ouvir é acolher e a força de ir até o fim, como aconteceu com Jesus. Ele tinha condições, pois disse a Pedro, no Horto das Oliveiras, que poderia pedir ao Pai e Ele enviaria doze legiões de Anjos para defendê-lo (60.000 anjos). Mas é obediente e quer que se cumpram as Escrituras: “Como se cumpririam as Escrituras, segundo as quais, isso deveria acontecer?” (Mt 26,54). Confiava que a obediência o levaria até o fim no cumprimento da vontade do Pai. 
Exemplo de humildade 
O Sacerdote: “Ó Deus... para dar um exemplo de humildade quisestes que vosso Filho se fizesse homem e morresse na cruz”. Não é um bom conselho. Contudo, estamos iniciando um período fundamental da fé cristã, que é o Mistério Pascal de Cristo em sua Paixão, Morte e Ressurreição. Então é profundo. Humildade está presente na Santíssima Trindade em seu relacionamento interno. Acolher Um ao Outro em sua totalidade de ser é o sentido de humildade. Essa humildade, Deus a revelou em Jesus, para que entrássemos nessa sua comunhão de vida e de ação. Acolhendo Jesus e sua Palavra, poderemos celebrar intensamente sua Paixão e Páscoa. Não se trata de um bom sentimento, mas de um sacramento no qual celebramos. Somos salvos, isto é, participamos da vida de Deus. 
Leituras: Marcos 11,1-10; Isaias 11,4-7;
Salmo 21;
Filipenses 2,6-11;Marcos 15,1-39 
1. A vida de Jesus, sobretudo em sua morte, manifesta a humildade. 
2. Ouvir é acolher a força de ir até o fim, como aconteceu com Jesus. 
3. Humildade está presente na Santíssima Trindade em seu relacionamento interno. 
Jumento zero quilômetro 
É interessante que Jesus manda buscar um jumentinho, que nem era Dele, para fazer sua entrada em Jerusalém. Será que Jesus conhecia o dono? Parece, pois logo deixaram levar o bichinho. O jumento é também um símbolo da humildade. Burro de carga. E que carga pegou dessa vez. Como era o primeiro que montava, será que ele dava pelo tão facilmente? É bem verdade que o burro foi mais esperto que os chefes do povo que não aceitaram Jesus. Outro evangelista, Mateus, fala das crianças que O aclamavam. E cita o salmo: “Da boca dos pequeninos e das criancinhas de peito preparastes um louvor para Ti” (Sl 8,3). Jesus entra na cidade real como rei, como Davi entrara. Mas não veio no cavalo branco, como um dominador. É o Rei humilde, por isso reconhecido pelo povo. São Paulo descreve a humildade desse Homem que vai ao último lugar, para que todos cheguem primeiro. 
Homilia do Domingo de Ramos (25.03.2018)

EVANGELHO DO DIA 27 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 13,10-17. 
Naquele tempo, estava Jesus a ensinar ao sábado numa sinagoga. Apareceu lá uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade»; e impôs-lhe as mãos. Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito uma cura ao sábado, tomou a palavra e disse à multidão: «Há seis dias para trabalhar. Portanto, vinde curar-vos nesses dias e não no dia de sábado». O Senhor respondeu: «Hipócritas! Não solta cada um de vós do estábulo o seu boi ou o seu jumento ao sábado, para o levar a beber? E esta mulher, filha de Abraão, que Satanás prendeu há dezoito anos, não devia libertar-se desse jugo no dia de sábado?». Enquanto Jesus assim falava, todos os seus adversários ficaram envergonhados e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a 
Eusébio de Alexandria 
(século V) 
Sermões sobre o domingo, 
16, 1-2; PG 86, 416-421 
O Sábado torna-se o primeiro dia da nova criação 
A semana comporta evidentemente sete dias: Deus deu-nos seis para trabalharmos, e deu-nos um para rezarmos, repousarmos e nos libertarmos dos nossos pecados. Vou expor-te as razões pelas quais a tradição de guardarmos o domingo e de nos abstermos de trabalhar nos foi transmitida. Quando o Senhor confiou o sacramento aos discípulos, «tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: "Tomai e comei: Isto é o meu corpo". Tomou em seguida um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: "Bebei dele todos, porque este é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados"» (Mt 26,26-28; cf 1Cor 11,24). O dia santo de domingo é, pois, aquele em que se faz memória do Senhor; é por isso que se lhe chama «dia do Senhor», e ele é como o senhor dos dias. Antes da Paixão do Senhor, não era chamado «dia do Senhor», mas «primeiro dia». Nesse dia, o Senhor estabeleceu o fundamento da ressurreição, quer dizer, empreendeu a criação; nesse dia, deu ao mundo as primícias da ressurreição; nesse dia, como dissemos, mandou celebrar os santos mistérios. Esse dia foi, pois, o começo de toda a graça: início da criação do mundo, início da ressurreição, início da semana. Esse dia, que comporta em si próprio três começos, prefigura a primazia da Santíssima Trindade.

Santo Evaristo Papa e mártir Festa: 27 de outubro

Grego de Antioquia, mas nascido em Belém, Evaristo torna-se Papa - quarto ou quinto Sucessor de Pedro - por volta do ano 97. Governou a Igreja por 9 anos, até o ano 105. Nada se sabe sobre seu Pontificado. Mas, segundo algumas tradições, teria morrido como mártir sob o império de Trajano.
(*)Belém, século I d.C. 
(✝︎)Roma, ano 105 
(Papa de 97 a 105). 
Embora conheçamos a famosa carta aos cristãos de Corinto de seu predecessor Clemente, nada veio de Evaristo. Tudo o que se sabe está no Liber Pontificalis e nos escritos de Irineu e Eusébio: ele parece ter sido um grego de Antioquia nascido em Belém e se tornou o quarto ou talvez o quinto sucessor de Pedro por volta do ano 100. Ele governou por 9 anos. Lendárias são as notícias de que ele morreu como mártir, que está sepultado perto de São Pedro e que dividiu Roma em 25 paróquias e instituiu 7 diáconos para ajudá-lo na liturgia, como testemunhas de sua ortodoxia e como "estenógrafos" de seus sermões. Os relatórios, em todo o caso, não chegaram até nós. 
Etimologia: Evaristo = aquele que é agradável 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Roma, Santo Evaristo, papa, que governou a Igreja de Roma quarto depois do bem-aventurado Pedro, sob o imperador Trajano.

Santa Balsâmia, nutriz de São Remígio - 27 de outubro

A qualificação que Santa Balsâmia trouxe com ela ao calendário é a de ama de leite, ou nutriz. A prática da amamentação pela ama de leite é hoje menos comum, justamente por ser objeto de críticas de caráter médico, de higiene e até mesmo psicológico. Mas houve um tempo em que era uma instituição de grande importância do ponto de vista social, enquanto numa plano de vida familiar era a resposta inevitável para os hábitos das esposas dos dias passados. A delicadeza das funções de uma nutriz, que era algo mais do que uma máquina de amamentar, explica a propagação do culto das santas amas de leite e especialmente a popularidade de Santa Balsâmia, muito viva nos séculos da Idade Média. A figura desta santa é muito pitoresca, mas também bastante nebulosa. Na França, na Diocese de Reims, ela é homenageada como a ama de leite de São Remígio, bispo daquela cidade. Reflete sobre ela a glória de um filho de leite de excepcional importância, porque São Remígio foi quem levou à conversão a Rainha Clotilde, depois ao seu marido Clovis, com todos os seus cavaleiros francos. Com a conversão de Clóvis, por parte de São Remígio, começou a história cristã da França, “a filha primogênita da Igreja", e nesta história, naquela prole, mesmo o leite de Santa Balsâmia parecia ter algum peso. Já dissemos que São Remígio é considerado pelos franceses quase como um segundo João Batista, profeta e precursor do Verbo cristão na França.