quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Beato Emérico de Quart, Bispo de Aosta Festa: 1º de agosto

(+)1 de setembro de 1313
 
Martirológio Romano: Em Aosta, o Beato Emerico de Quart, bispo, admirável pela austeridade de sua vida e dedicação à salvação das almas. 
Outra figura luminosa de santidade da antiga diocese de Aosta, que conta entre seus filhos Santo Anselmo, São Orso, São Giocondo, São Gratus. O Beato Emerico nasceu no castelo de Quart em meados do século XIII, filho do nobre Jaime II; quando jovem, desejoso de estudar teologia, foi enviado para a universidade, talvez de Turim, onde obteve o grau de doutor. No final de seus estudos, ele retornou ao castelo de Quart; não se sentindo adequado às vaidades deste mundo, retirou-se para um lugar, agora chamado Valsainte, a uma hora do castelo, para levar uma vida solitária, dedicada à contemplação e à oração; neste local existe também um oratório que recorda as penitências de Emerico e é destino de peregrinações. Não está claro se após o período eremita, ele entrou nos Cônegos de S. Orso, ou como subdiácono no Capítulo da Catedral, em qualquer caso ele se dedicou totalmente à salvação das almas, despertando admiração geral, a tal ponto que com a morte do Bispo Nicola I Bersatori (1301) os dois Capítulos o escolheram como seu sucessor. Ele foi consagrado bispo no final de 1301, em Biella, pelo bispo de Vercelli Aimone di Challant.

São Pedro Fabro, presbítero jesuíta

Pedro Fabro era um homem muito devoto, - embora esta sua atitude não suscite, hoje, muito interesse, - mas era admirado, no seu tempo, por ser uma pessoa de caráter humano e espiritual não comum. Desde há 500 anos, Pedro Fabro é considerado “apóstolo” do Evangelho, do Papa e do carisma nascente dos Jesuítas, que propagou por todos os lugares e em suas muitas viagens. 
Inácio, o Papa e Lutero 
Inácio Fabro estudou em Paris e foi professor, por dois anos, na Universidade “La Sapienza” de Roma. No entanto, a sua doutrina era apropriada tanto para os cultos quanto para os analfabetos. Para ele não fez muita diferença deixar o prestígio acadêmico para dar catecismo, a pedido do Papa, no interior da região italiana de Parma. Não fez também nenhuma diferença, mais tarde, a obedecer ao Papa, que o enviou à Alemanha como ponte de diálogo entra a Igreja e o protestantismo de Lutero. Fabro foi um jesuíta apaixonado pelo novo estilo de vida inaugurado por Santo Inácio, tornando-se o primeiro sacerdote da Companhia, em maio de 1534. Em 15 de agosto do ano seguinte, com o fundador da Ordem dos Jesuítas e outros cinco companheiros, fez o famoso voto em Montmartre: viver em pobreza e ir a Jerusalém, estando sempre à disposição do Papa.

Santos Sete irmãos mártires Macabeus

Estes sete irmãos foram assassinados, junto com sua mãe, por permanecerem fiéis às leis judaicas e por não terem cumprido as ordens do rei Antíoco IV Epifânio. Seu martírio parece ter ocorrido em Jerusalém, no ano 168 a.C. Estes Santos são considerados verdadeiros precursores dos mártires cristãos.
Martirológio Romano: Comemoração da Paixão dos Santos Sete Irmãos Mártires, que em Antioquia da Síria, sob o reinado de Antíoco Epifânio, por terem observado a lei do Senhor com fé invicta, foram cruelmente mortos junto com sua mãe, que sofreu por cada um de seus filhos, mas, como é narrado no segundo Livro dos Macabeus, em tudo ele alcançou a vitória da vida eterna. Ao mesmo tempo, celebramos a memória de Santo Eleazar, um dos mais estimados escribas, um homem já de idade avançada, que na mesma perseguição se recusou a alimentar-se de carne proibida para sobreviver, preferindo uma morte gloriosa a uma vida ignominiosa, e por isso de bom grado precedeu outros à tortura, deixando um admirável exemplo de virtude.

01 de agosto - Beata Maria Stella Mardosewicz e 10 companheiras

Deus foi verdadeiro "apoio e proteção" para as mártires de Nowogródek, a Beata Maria Stella Mardosewicz e 10 coirmãs, religiosas professas da Congregação da Sagrada Família de Nazaré. Ele ajudou-as durante toda a vida e depois no momento da terrível provação, quando esperaram a morte a noite inteira; foi-o sobretudo ao longo do caminho rumo ao lugar de execução e, por fim, ao instante do fuzilamento. Onde é que elas encontraram a força para se entregarem a si mesmas em troca da salvação dos condenados à prisão de Nowogródek? Onde hauriram a audácia para aceitar com coragem a condenação a uma morte tão cruel e injusta? Deus tinha-as preparado lentamente para esse momento da maior prova. A semente da graça lançada no dia do santo Batismo e depois cultivado com grande cuidado e responsabilidade, afundou as raízes e deu o fruto mais belo, que é o dom da vida. Cristo disse: "Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos" (Jo 15, 13). Sim, não há amor maior do que este: estar pronto a dar a vida pelos irmãos. Agradeço-vos, ó Beatas mártires de Nowogródek, o testemunho do amor, o exemplo de heroísmo cristão e a confiança na força do Espírito Santo. "Foi Cristo que vos escolheu e destinou para dardes fruto na vossa vida e para que o vosso fruto permaneça" (cf. Jo15, 16). Sois a maior herança da Congregação da Sagrada Família de Nazaré. Sois a herança da inteira Igreja de Cristo para todos os tempos! 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 05 de março de 2000

Bem-aventurada Clara, venerada em Orleans monja cisterciense Festa: 1º de agosto

† Orleans (França), século XII
 
Entre os doze santos ou beatos, listados na autorizada "Bibliotheca Sanctorum" sob o nome de Clara e todos eles existiram em tempos distantes de nós, o único de nacionalidade francesa mencionado é a Beata Clara venerada em Orléans; mas talvez originalmente da Normandia. Ela é mencionada pelo hagiógrafo Castellano em seu "Additiones" (Adição ou Apêndice) ao 'Martirológio Romano' como uma virgem da Ordem Cisterciense, desenvolvida especialmente em 1112 com s. Bernardo de Claraval. Embora não seja mencionada no Calendário de Dijon, nem na Menologia de Henriquez, ela é reconhecida com o título de beata. Mas antes do hagiógrafo Castellano, o estudioso Calemoto havia escrito sobre Clara, que recordou a festa da Bem-aventurada Clara, virgem reclusa, celebrada em 1º de agosto em um convento de freiras cistercienses na diocese de Orléans, na localidade de 'Nossa Senhora'. Os ossos da freira penitente foram transferidos para o convento, da floresta próxima e lá permaneceram por muito tempo; mais tarde, durante uma das recorrentes guerras locais, as relíquias foram destruídas pelas chamas, mas a memória permaneceu viva entre os muitos peregrinos da época. Nada mais se sabe sobre ela, a ponto de até duvidar de sua existência. 
Autor: Antonio Borrelli

Etimologia: Clara, do latim Clarus: “clara, ilustre, brilhante”. Clarissa, derivado de Clara. 
PS. A gravura acima não representa efetivamente a Beata Clara de Orléans, mas uma religiosa cisterciense anônima. Entretanto, achamos que ela bem podia ser adaptada à Beata comemorada no dia de hoje.

Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja Festa: 1º de agosto - Memorial

(*)Napoles, 1696
(+)Nocera de' Pagani,Salerno, 1 de agosto de 1787 
Ele nasceu em Nápoles em 27 de setembro de 1696, filho de pais pertencentes à nobreza da cidade. Ele estudou filosofia e direito. Depois de alguns anos como advogado, decidiu dedicar-se inteiramente ao Senhor. Ordenado sacerdote em 1726, Afonso Maria dedicou quase todo o seu tempo e ministério aos habitantes dos bairros mais pobres de Nápoles do século XVIII. Enquanto se preparava para um futuro compromisso missionário no Oriente, continuou a sua actividade de pregador e confessor e, duas ou três vezes por ano, participava nas missões nos países do Reino. Em maio de 1730, em um momento de repouso forçado, ele encontrou os pastores das montanhas de Amalfi e, observando seu profundo abandono humano e religioso, sentiu a necessidade de remediar uma situação que o escandalizou tanto como pastor quanto como homem culto do Iluminismo. Partiu de Nápoles e, com alguns companheiros, sob a guia do bispo de Castellammare di Stabia, fundou a Congregação do Santíssimo Salvador. Por volta de 1760 foi nomeado bispo de Sant'Agata, e governou sua diocese com dedicação, até sua morte em 1º de agosto de 1787. 
Patrono: Nápoles, Teólogos, Moralistas, Confessores 
Etimologia: Alfonso = valente e nobre, do gótico 
Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Memorial de Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja, que brilhou por seu cuidado com as almas, seus escritos, suas palavras e seu exemplo. Para promover a vida cristã entre o povo, dedicou-se à pregação e escreveu livros, especialmente sobre a moral, disciplina na qual é considerado mestre, e, apesar de muitos obstáculos, instituiu a Congregação do Santíssimo Redentor para a evangelização dos simples. Eleito bispo de Sant'Agata dei Goti, ele estava extremamente comprometido com este ministério, que teve que deixar quinze anos depois devido ao aparecimento de doenças graves. Ele então passou o resto de sua vida em Nocera dei Pagani, na Campânia, entre grandes sacrifícios e dificuldades.

Afonso Maria de Liguori Bispo, Fundador, Santo 1696-1787

Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico. Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão. Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.

ORAÇÕES - 1 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Quinta-feira– Sto. Afonso Maria de Ligório, redentorista.
Evangelho (Mt 13,47-53)“O Reino dos Céus é também como uma rede lançada ao mar, que recolhe todo tipo de coisa.”
A ação salvadora de Deus volta-se para toda a humanidade, de todos os tempos e culturas. Ninguém fica excluído ou esquecido. O amor de Deus é infinito, universal e gratuito. Ele não seleciona o que sua rede recolhe: com sua ajuda,  cada pessoa é que devefazer sua escolha, aceitar ou não o favor divino, que a pode libertar do mal, e levar para o amor e a verdade. Tenho de fazer minha escolha.
Oração
Senhor meu Deus, não posso agradecer devidamente vosso amor por mim. Tanto mais por ser um privilegiado por vós de muitos modos. Mais do que com uma rede, foi com o carinho de mão paterna que me procurastes. Bendito sejais, pelo vosso poder e pelo vosso amor infinito, que me procura para me fazer filho vosso. Não permitais que sendo tão amado, não me deixe conquistar. Amém.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Uma Família Sagrada”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Jesus e sua família
 
A família considerada modelo para a humanidade é problemática, não por ter problemas, mas por ser diferente do modelo que apresentamos como ideal. Houve uma gravidez pré-matrimonial, no caso, espiritual; um noivo que aceita esta gravidez, mas a partir da fé; uma vida conturbada, como vemos no recenseamento, na fuga para o Egito e na perda do Menino em Jerusalém. Foge bem da tradicional família. Por outro lado percebemos que nesta união diferente estão os elementos dados como fundamentais para a vida da família: A fé que sustenta nas diversas situações, as virtudes próprias e o cumprimento dos mandamentos como lemos na primeira leitura. O salmo lembra o temor de Deus a sustenta. Esta é a base de tudo o que pudemos considerar família. Vivemos num mundo onde mudam os paradigmas, mas não pode mudar o fundamental: A presença do Filho de Deus. Esta é a pedra fundamental da família cristã: a presença de Jesus no seu meio e com a mesma necessidade que Ele cresça. Ele vai dar a sabedoria e a graça. Assim também nossas famílias, como o Filho de Deus, crescerão formando Cristo em si, revestindo-se de suas virtudes. A família é o modo mais eficiente para mostrar quem é Deus, como funciona o amor e que vivemos para gerar comunhão. Ela é a célula base da Igreja, pois ela realiza o projeto evangélico de Jesus: amar e servir. Deus quis que Seu Filho vivesse e fosse formado em uma família, completando assim Sua Encarnação que num contexto mais amplo familiar e social. A Sagrada Família é profundamente humana. 
Um mandamento com promessa 
Como Deus é Pai, Filho e Espírito, é família. Por isso a Palavra de Deus nos deu o mandamento de honrar os pais. Ele é o primeiro da segunda tábua. Na primeira tábua, os três primeiros mandamentos se referem a Deus: amar, santificar e guardar o dia santificado. A segunda tábua inicia-se com o mandamento de “honrar pai e mãe”. Tem-se a impressão que os demais nascem dele porque se referem à vida em comunidade. Ele é tão grande que, é o único que tem uma promessa: “Quem honra seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvindo na oração cotidiana... terá vida longa... a caridade feita ao pai não será esquecida. Mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça será para tua santificação” (Eclo 3,4.6.15). Há muita gente que faz de tudo na Igreja, na sociedade. Mas os pais ficam abandonados, sem carinho, explorados, roubados e até jogados num asilo. Há pessoas que reclamam que Deus não as escuta. Não será por isso? 
Frutos espirituais da família 
A família é um dom a se construir. S. Paulo mostra como que uma síntese desta vida em família que se constrói com as pedras das virtudes. “Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos” (Cl 3,12). Já temos em nós a santidade porque somos amados por Deus. Por isso é preciso sempre se revestir da misericórdia, bondade, humildade, mansidão, suportando uns aos outros, perdoando (13), vivendo na paz, modelados pela Palavra. “Tudo o que fizerdes, em palavra ou obra, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo” (17). As virtudes básicas são a obediência, cuidado uns com os outros, solicitude, respeito aos filhos (18-21). Construindo com essas pedras fundamentais poderemos ter o edifício da família edificado sobre a pedra. É preciso estar aberto às mudanças do tempo. Mas só daremos uma contribuição se nos firmarmos nos valores fundamentais.
Leituras: Eclesiástico3,3-7.14-17ª;Salmo 127;
Colossenses 3,12-21;Mateus 2,15-15.19-23 
1. A Família de Nazaré difere do padrão tradicional, mas está na Tradição dos valores propostos. Ela vive o que é o fundamental, mesmo nas diferenças: fé, temor de deus e a presença de Cristo em seu meio. A família mostra quem é Deus. Ela é a célula base da Igreja. Jesus se encarna numa situação concreta de família e de povo. A Sagrada Família é humana. 
2. O mandamento de “honrar os pais”, primeiro da segunda tábua, dá origem aos demais referentes ao relacionamento próximo. Ele se origina dos mandamentos para com Deus: amar, santificar e guardar o dia santo. Ele tem uma promessa: alcança o perdão e tem ouvida sua oração, terá vida longa, servirá para reparar os pecados e será a santificação. Há casos dolorosos. 
3. A família é um dom a se construir através das virtudes próprias do relacionamento. Tudo deve ser feito em nome do Senhor. 
Remédio para velhice 
Ao celebrarmos a festa da Sagrada Família estamos abertos para compreender o que Deus espera de nós. Muito simples: Viver como Ele viveu em Sua família. S. Paulo faz uma bela lista de todas as virtudes que podem nos ajudar a sermos uma família feliz. É impressionante como a liturgia apresenta o cuidado com os pais, sobretudo, quando envelhecidos. Deus vai ouvir nossa oração e dar-nos o perdão na medida do bom tratamento que dermos aos pais. E até promete que terá vida longa. Tirar a dimensão espiritual de nossos lares é condená-los à desgraça e a muitas dores. Problemas todos vamos ter, e muitos. José e Maria passaram por bons apertos. Imaginemos fugir para o Egito, perder o Menino durante três dias, ver como foi rejeitado pelas pessoas influentes. Ver Sua crucifixão. Podemos pensar o pior para uma mãe? Virtudes da Sagrada Família são um remédio para nossos lares.
Homilia da Solenidade da Sagrada Família (29.12.2013)

EVANGELHO DO DIA 31 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,44-46. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Narsés Snorhali 
(1102-1173) 
Patriarca arménio 
Segunda parte,
 §§ 470-472; SC 203 
Ó Tesouro celeste!
Não vendi o que é perecível quando encontrei o tesouro no campo; o meu inimigo roubou-o e, em troca, deu-me aquilo de que me podia despojar. A Ti, que és o tesouro celeste, peço-Te de todo o meu coração: dá-me a sabedoria de colocar o meu tesouro no Céu, E aí manter os pensamentos do meu coração. Tesouro que pelo ladrão noturno não é levado em segredo, mas é vigilantemente mantido em segurança, seguindo o teu mandamento luminoso.

São Fábio da Mauritânia

Nascido na Mauritânia, falecido em 303 ou 304 
na Mauritânia Cesariense, atualmente Cherchell, Argélia) 
foi um mártir do Império Romano 
na antiga Mauritânia, 
venerado como santo pela Igreja Católica. 
A memória da liturgia é realizada em 31 de julho. 
Hagiografia 
Da vida de Fábio sabe-se que ele foi escolhido para carregar a bandeira do governador quando este organizou uma assembleia. Fábio recusou porque a cerimônia tinha caráter pagão. Ele foi preso, submetido à tortura e tentado, mas não mudou seus planos. Então Fábio foi decapitado. Por essa razão ele é apelidado de "o Porta-Estandarte", porque ele não queria levar uma bandeira com imagens pagãs. Sua morte se insere no período da perseguição contra os cristãos ordenada pelo Imperador Diocleciano. 
O culto 
Diz-se que para impedir o enterro e posterior veneração popular, sua cabeça e seu corpo foram lançados ao mar em pontos diferentes, mas o mar milagrosamente os reuniu, e seus restos mortais ainda estão preservados em Cartenas, na Argélia. 
Sua festa é celebrada no dia 31 de julho.

Santo Afonso Rodrigues - religioso leigo, +1617

Diante da "galeria" de santos da Companhia de Jesus, voltamos o nosso olhar, talvez, para o mais simples e humilde dos irmãos, Santo Afonso Rodrigues. Natural de Segóvia na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve de interromper os seus estudos na instrução primária, pois, com a morte do pai, assumiu os compromissos do negócio da família. Casou-se com Maria Soares, a quem amou tanto quanto aos dois filhos. Infelizmente, todos faleceram precocemente. Entrando em crise espiritual, Afonso entregou-se à oração e à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamamento a ser irmão religioso. Foi recebido na Companhia de Jesus como irmão e, depois do noviciado, foi enviado para um colégio de formação. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro e a todos prestava vários serviços. De entre as virtudes heróicas que conquistou, na graça e no desejo de ser firme, foi a obediência a sua prova de verdadeira humildade; como simples irmão, aceitava com amor todas as ordens e desejos dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra: «Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda a parte a vontade divina». Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de, em 31 de outubro de 1617, entregar a alma a Deus.

31 de julho - Beata Afonsa Maria Eppinger

Madre Afonsa Maria Eppinger foi beatificada na França em 09 de setembro de 2018, a nova Beata é fundadora das Irmãs do Santíssimo Salvador, cujo carisma é responder às aspirações das pessoas de viver sua dignidade, na paz e na felicidade, o rito de beatificação foi presidido pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, na Catedral de Estrasburgo, que na sua homilia fala do amor de Deus pela Beata: A beatificação de Elisabeth Eppinger, que passou a se chamar Afonsa Maria em honra de Santo Afonso de Ligório, nos mostra de maneira exemplar o que significa ser abençoado, o que significa ser abençoada. Significa tomar Jesus Cristo como uma medida de tudo, sendo chamado de abençoado por ele mesmo e, portanto, vivendo uma proximidade particular com ele, como claramente emerge de suas bem-aventuranças. Nas bem-aventuranças, o íntimo mistério de Jesus Cristo resplandece. Eles são, de acordo com as belas palavras do Papa Bento XVI em seu livro sobre Jesus de Nazaré, como "uma oculta biografia interna de Jesus, um retrato de sua figura". De maneira semelhante, Santo Agostinho expressou sua convicção de que somente Jesus realmente realizou plenamente o sermão na montanha, no centro do qual estão as bem-aventuranças.

31 de julho - Beato Francisco Solano Casey

Em Detroit, nos Estados Unidos de América, foi proclamado Beato Francisco Solano, sacerdote dos Frades Menores Capuchinhos. Discípulo humilde e fiel de Cristo, distinguiu-se por um serviço incansável aos pobres. Possa o seu testemunho ajudar sacerdotes, religiosos e leigos a viver com alegria o vínculo entre anúncio do Evangelho e amor pelos pobres. 
Papa Francisco – 21 de novembro de 2017 
O Beato Francis Solano Casey alcançou a santidade aqui nos Estados Unidos, escalando diariamente os passos que levaram ao encontro com Deus através do amor pelos irmãos necessitados. Os outros, especialmente os pobres, não foram vistos como um fardo ou um obstáculo para o seu caminho de perfeição. Mas como um caminho para a luz do esplendor divino. 
Cardeal Angelo Amato – 19 de novembro de 2017 

Inácio de Loyola Sacerdote, Fundador dos Jesuítas, Santo 1491-1556

Paladino da Contra-Reforma 
Fundador da Companhia de Jesus, 
destacou-se pela coerência e 
radicalidade de seu espírito. 
Inácio nasceu no castelo de Loyola em 1491, sendo o último dos 13 filhos de D. Beltrán de Loyola e Da. Maria Sonnez. Aos 16 anos foi enviado como pajem ao palácio de Juan Velásquez de Cuellar, contador mayor dos Reis Católicos Fernando e Isabel, o que lhe permitiu estar em contacto contínuo com a corte. Bem dotado física e intelectualmente, o jovem Inácio “deu-se muito a todos os exercícios das armas, procurando avantajar-se sobre todos seus iguais e alcançar renome de homem valoroso, honra e glória militar” [1]. Ou, como ele mesmo diz com humildade, “até os vinte e seis anos foi um homem dado às vaidades do mundo, e principalmente se deleitava no exercício das armas e no vão desejo de ganhar honra” [2]. 
A hora esperada pela Providência 
Ouvindo falar dos grandes feitos dos seus irmãos em Nápoles, envergonhou-se de sua ociosidade e participou em algumas campanhas com seu tio, vice-rei da Navarra. Depois foi enviado em socorro de Pamplona, assediada pelos franceses. Era a hora da Providência. A desproporção das forças era esmagadora em favor dos franceses, mas Inácio não quis saber de capitulação e convenceu os seus a resistirem até o fim. “Confessou-se com um companheiro de armas. Depois de algum tempo de duração da batalha, a bala de uma bombarda atingiu-lhe a perna, quebrando-a toda. E como ela passou entre as duas pernas, a outra também foi duramente ferida” [3]. Inácio caiu por terra. Seus companheiros renderam-se. Os franceses, admirados da coragem do espanhol, trataram-no muito bem, fazendo-o levar depois, em liteira, para o castelo de seus pais. Os ossos haviam começado a se soldar de maneira defeituosa, e foi preciso quebrar de novo a perna para ajustá-los. Isso tudo, é bem preciso dizer, sem anestesia. O que levou-o às portas da morte, de modo a receber os últimos sacramentos. Quando todos esperavam o desenlace, na véspera da festa de São Pedro o doente, que era muito devoto desse Apóstolo, começou a melhorar.

Germano de Auxerre Bispo, Santo c. 378-c. 448

Germano de Auxerre foi bispo de Auxerre na Gália. É um santo para a igrejas Católica e Ortodoxa, e seu dia é celebrado em 31 de Julho. Germano nasceu numa família gaulesa eminente, recebeu uma boa educação na Gália e estudou direiro em Roma, onde se casou com Eustáquia. O Imperador Flávio Honório enviou-o de volta a sua terra como prefeito (praefectus, com funções administrativas e/ou militares). Na Gália tornou-se clérigo e foi professor de Patrício, futuro apóstolo da Irlanda. Em 418 foi nomeado bispo de Auxerre. Num sínodo celebrado na Gália em 429, Germano foi encarregado de viajar à Britânia junto com Lupo, bispo de Troyes, para combater a heresia do pelagianismo. Voltou à Britânia em 444, com o mesmo objetivo. Conta-se que, na segunda expedição, Germano ajudou os britânicos a vencer ataques de pictos e saxões com o grito de guerra "Aleluia". Os relatos sobre esta visita são fontes importantes de informação sobre a Britânia pós-romana. Para evitar uma incursão punitiva de Flávio Aécio na Armórica (Bretanha), cujos habitantes haviam se rebelado, Germano viajou em 447 a Ravena, então sede imperial, para entrevistar-se com Gala Placídia e seu filho Valentiniano. Germano conseguiu assim obter o perdão aos habitantes da Armórica. Morreu em Ravena em 448. A principal fonte sobre sua vida é a hagiografia escrita por um aluno seu, Constâncio de Lyon, em 480. É o santo padroeiro de Auxerre e é venerado em várias localidades na França e Grã-Bretanha. Em sua terra natal, a Abadia de Saint-Germain d'Auxerre guarda sua tumba. Em Paris, a Igreja de Saint-Germain l'Auxerrois, localizada em frente ao Louvre, também é dedicada a ele.

Madre Vitória da Encarnação, Clarissa baiana do séc. XVII

1a. pintura da
Madre. mandada
executar por
D Sebastião
     Há 307 anos, no dia 19 de julho de 1715, aos 54 anos, esta filha de Santa Clara de Assis faleceu em uma das celas do Convento Santa Clara do Desterro, em Salvador, o Convento feminino mais antigo do Brasil (fundado em 1677).
     Madre Vitória da Encarnação nasceu na cidade do Salvador, então capital do Brasil colonial, em 6 de março de 1661, sendo batizada no mesmo ano na antiga Sé da Bahia. Era filha do capitão de Infantaria, Bartolomeu Nabo Correia e de Luísa Bixarxe. Teve um irmão e três irmãs. Conforme escreveu Dom Sebastião Monteiro da Vide (1720), a casa desta família era um exemplo de lar cristão.
     Em 1675, quando Vitória estava com 14 anos, seu pai desejou enviá-la, juntamente com sua irmã mais velha, Maria da Conceição, para um convento nos Açores, em Portugal, porém a menina se recusou, dizendo que preferia que lhe cortassem a cabeça a ser enviada para um convento.
     Em 1677, quando foi fundado o primeiro mosteiro feminino no Brasil, o Mosteiro de Santa Clara do Desterro da Bahia, Vitória, então com 16 anos de idade, ainda dava mostras de aversão à vida religiosa, preocupando seus pais com seu comportamento.
     Vivia em Salvador, naquela época, um jesuíta de muita piedade a quem o povo venerava como santo já em vida e tinha fama de ser um profeta, o Padre João de Paiva. Foi a ele que o pai de Vitória recorreu aflito para queixar-se do comportamento de sua filha em relação à religião, pedindo ao padre que rezasse por ela. O Padre João o acalmou dizendo que a menina seria, no futuro, uma grande religiosa.

Santa Helena (Elin) de Skövde, Viúva e Mártir - Festa 31 de julho

      Mártir da primeira metade do século XII. Sua festa se celebra no dia 31 de julho.     Sua vida (Acta SS., Julio, VII, 340) é atribuída a São Brynolph, Bispo de Skara, na Suécia (+ 1317). E' chamada também de Santa Elin de Vastergotland, do nome da província sueca onde se encontra Skövde. Era de origem aristocrática, era filha de Jarl Guthorm. Tendo ficado viúva muito jovem, vivia piedosamente dando esmolas e contribuindo com generosidade na construção da igreja da sua cidade. As portas de sua casa estavam sempre abertas para os necessitados.  O marido de sua filha era um homem muito cruel, e foi assassinado por seus próprios empregados. Seus familiares, desejando vingar sua morte, interrogaram os empregados, que admitiram o crime, mas afirmaram falsamente que haviam agido instigados por Helena. Para evitar uma vingança, Helena fez uma peregrinação a Terra Santa, permanecendo ausente quase um ano. Retornando à pátria por ocasião da festa de consagração da igreja de Gotene, foi surpreendida numa emboscada e morta pelos familiares de seu genro, no dia 31 de julho de 1160.  Seu corpo foi levado para Skövde para ser enterrado, e muitas curas maravilhosas aconteceram por sua intercessão.   Conta-se que na tarde de sua morte um cego, acompanhado de uma criança, passou perto do lugar do assassinato e o menino descobriu num arbusto iluminado por uma luz muito viva um dedo decepado de Helena, no qual estava um anel que ela trouxera da Terra Santa. Quando o cego curvou-se, com a ajuda do menino, pode tocar o sangue de Helena e esfregá-lo nos olhos, ficando curado.

DIA 31 - ORAÇÕES

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 – Quarta-feira – Santos: Inácio de Loyola, Fábio, Demócrito
Evangelho (Mt 13,44-46) “O Reino dos Céus é tesouro escondido num campo. Quem o encontra...cheio de alegria, vai vender seus bens e compra aquele campo.”
Falando de tesouro encontrado e de pérola descoberta, Jesus apresenta-nos o Reino de Deus como grande alegria. Se Deus interfere em nossa vida para nos fazer felizes, livrando-nos do mal, isso deve encher-nos de muita alegria. É a melhor notícia que poderíamos receber: Deus ama-nos, quer a nossa felicidade, fará tudo para isso, e nada o impedirá. Somente nós podemos abrir mão dessa grande oferta.
Oração
Senhor, alegro-me com esse tesouro e essa pérola que me fizestes encontrar. Tomais conta de minha vida, e me amais como eu nem poderia imaginar. Posso ser feliz desde agora, e nada me pode roubar a alegria de ter vosso amor. Não permitais, então, que me deixe abater e entristecer pelas dificuldades e sofrimentos de agora. Tudo é nada, tudo passa, menos o amor que me tendes e o que eu vos der. Amém.

terça-feira, 30 de julho de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “É Natal”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Manifestou-se a graça de Deus.
 
Uma vez na missa para as crianças perguntei qual era a missão de Jesus. “O que Jesus veio fazer?” Uma menininha de cinco anos respondeu: “Ele veio mostrar o carinho do Pai”. Onde aprendeu isso? Não estava no catecismo. Ela deve ter aprendido sentada no colo de uma mãe ou de uma avó, bem juntinho do coração. É a melhor escola. No Natal vemos mais com o coração do que com os olhos. Deus, vendo o sofrimento da humanidade, fruto de uma maldade que chamamos pecado, abriu o peito e nos deu seu coração. Jesus é a expressão acabada do amor do Pai que entrega o Filho para que, pelo amor, todos aprendam que conhecer Deus é viver o amor. Quem conhece Jesus, se não for pela expressão do amor do Pai, não entendeu nada ainda. S. Afonso afirma que a concepção de Jesus é realizada pelo Espírito Santo, pois Ele é o Amor que gera o Amor. Como Deus sabe que o amor tudo vence, deixou Jesus em total condição humana e por ela nos salvou. A ternura de Deus se manifesta no presépio, no momento do nascimento. A entrega de Jesus por nós começa em sua encarnação e se manifesta no presépio: Por isso chamamos este tempo de Epifania que significa manifestação de Deus. Por que Deus se manifesta de um modo tão simples? O Evangelho diz somente: “Enquanto estavam em Belém para o recenseamento, completaram-se os dias para o parto. E ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-O com faixas e O reclinou numa manjedoura (cocho), porque não havia lugar” (Lc 2,6-7). Duas frases para mostrar o maior acontecimento da humanidade. 
Deus adormecido num cocho! 
Que ternura Divina! O amor cabe em qualquer lugar. Paulo dizendo que apareceu a graça misericordiosa de Deus trazendo a salvação para todos os homens (Tt 2,11), revela-nos este amor misericordioso. A palavra graça indica o gesto de se inclinar para abraçar. Natal é o abraço de Deus, dado com o coração. Se não nos convertemos com este amor, nada poderá nos mudar. Somente o amor abre o coração. S. Afonso diz que não sabe como não pegou fogo a palha, a gruta, a manjedoura, diante do fogo do amor ali manifestado. Nossa meditação se volta para o presépio armado por Deus no meio dos simples. Não despreza os outros, mas ama os desprezados. No momento em que o império romano, depois de dominar o mundo, fez um altar para a paz, em Belém, sobre um cocho está montado o altar do amor de onde borbulham as ondas do amor de Deus manifestado em Jesus. 
Direito das crianças. 
No momento atual vivemos a fraternidade com troca de presentes, enfeites coloridos e iluminados. Muita luz! Rezamos na liturgia da missa da noite: “O Deus que fizestes resplandecer esta noite com a claridade da verdadeira luz...”. A Luz é Jesus. Sabemos da força comercial do Papai Noel. Há muito de bom, mas não podemos negar às crianças o direito ao verdadeiro sentido do Natal: Papai Noel ensina a receber presentes, Jesus ensina a ser presente e dar-ser como presente. Ensina a sair de si para ver os necessitados. Não negue Jesus às crianças. Herodes queria fazer isso. O grande comércio, por uma convenção internacional tirou os belos presépios. Por que temes, Herodes, este Menino inocente? Jesus Menino realiza outro comercio: Rezamos: “quando a o céu e a terra trocam seus presentes”. Damos a humanidade e recebemos a Divindade. Feliz amor, Natal! Abrace com carinho o Deus que só mostrou amor.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2013