segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 5 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Segunda-feira – Santos: Águeda, Genuíno, Adelaide de Vilich.
Evangelho (Mc 6,53-56) “Nos povoados, cidades e campos aonde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste.”
A narrativa de Marcos leva-nos a ver a pressa das pessoas, que mal lhes permitiam desembarcar. Ao curar os doentes, Jesus acudia aquela gente sem recurso nem esperança. Mas principalmente a levava a perceber que Deus vinha em seu socorro, e que de Jesus podiam esperar uma salvação ainda mais definitiva. Ele mudava quem se aproximava dele de coração aberto. Viam que ele era a própria salvação.
Oração
Senhor Jesus, quero aproximar-me de vós, quero estar sempre convosco. Preciso de salvação que me livre do mal, do medo e da desesperança. Coloco-me diante de vós, de coração aberto, pronto a vos seguir e viver como vivestes. Curai-me, libertai-me, salvai-me. Só vós o podeis fazer. Confio em vossa bondade. Jesus sois misericordioso, e viestes não para me condenar, mas para me perdoar e salvar. Amém.

domingo, 4 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Batizados no Espírito!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Espírito do Senhor encheu a terra
 
A festa de Pentecostes nos faz lembrar o gesto de soltar uma ave engaiolada e dar-lhe o vôo da liberdade. A Igreja Romana, sempre creu na ação do Espírito, mas O deixou enfraquecido. Com o Vaticano II despertou-se mais esta dimensão de nossa fé: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá Vida”. A vinda do Espírito não é para uma devoção pessoal. Ele não é um santo a mais no calendário. Para com o Espírito não temos devoção, mas o mesmo amor dedicado ao Pai e ao Filho. Sua missão é dar a Vida plena a todos. Ele vem para a renovação da face da terra, como rezamos. As orações e leituras da vigília e da solenidade ressaltam o vigor da ação do Espírito Santo no mundo, promovendo a unidade que será também com Pai e o Filho a quem estamos unidos pelo mesmo Espírito. Rezamos: “Fazei que pela ação do vosso Espírito, os povos dispersos se reúnam de novo e todas as línguas proclamem numa só fé a glória de vosso nome” (Oração da Vigília). As páginas da história estão cheias de guerras e separações. Mas vemos também os resultados da evangelização e a ação deste Espírito, quando as atividades políticas e sociais promovem a união dos povos para a paz e colocam todas as nações na mesma direção de respeito aos direitos e promoção da pessoa humana e da natureza. As instituições das nações como ONU e outras, são resultados da ação do Espírito, mesmo que não saibam. A torre de Babel foi a fundação dos egoísmos grupais e nacionais, nascidos do orgulho. O Espírito renovará a face da terra pela vitória do amor que congrega para formar um só corpo. 
Formamos um corpo 
Recebemos um Espírito não de medo, mas de missão de reconciliação para que formemos um só corpo, mesmo sendo muitos. Mesmo frágeis, como ossos secos dispersos, como nos escreve Ezequiel, podemos formar um grande povo (Ez 37,1-14). O Espírito é para todos e dá seus dons infinitos em abundância (não só sete), como infinito Ele o é. Cada pessoa, cada nação tem dons particulares para o bem de todos. O Espírito vem para renovar. Nós somos seus discípulos para implantar em nossas realidades sua missão de falar em todas as línguas a mensagem do amor. Por este Espírito rezamos ao Pai que nos ouve, pois “penetra o íntimo dos corações e sabe qual é a intenção do Espírito que reza em nós” (Rm 8,26-27). Cada um tem uma fonte que jorra de seu coração (Jo 7,38) e esta fonte é o Espírito que de todos faz um único corpo. Cada um tem dons particulares, pois “a cada um é dada uma manifestação do Espírito em vista do bem comum” (7). “Como acontece em Cristo, somos diversos, mas formamos um só corpo, pois fomos batizados num único Espírito para formarmos um só corpo” (1Cor 12-13). 
Espírito nos põe em missão 
Celebramos Pentecostes, vinda do Espírito Santo, que é o coroamento de toda obra da Redenção: “Quando vier o Espírito da Verdade Ele vos conduzirá à verdade plena” (Jo 16,13). Redimidos, somos enviados a anunciar a redenção: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (Jo 20,21). O envio não é para impor uma religião, mas para implantar a reconciliação que o Filho nos mereceu, dando-nos o Espírito. Pedimos ao Espírito que realize no coração dos fiéis as maravilhas operadas no início da pregação do Evangelho (Oração). Rezamos: “Enviai vosso Espírito e renovai a face da terra. Vinde Espírito Santo! 
Leituras: Atos 2,1-11; Salmo 103; 
1Coríntios 12,3b-7.12-13; João 20,19-23 
1. A Igreja Romana sempre creu no Espírito Santo, mas deixou esta verdade enferaquecida. Para com o Espírito não temos devoção, mas o mesmo amor dedicado ao Pai e ao Filho. Ele veio para a renovação total. Ele provoca a unidade, como podemos ver em tantas atividades humanas, mesmo em línguas diferentes. Babel causou a dispersão por causa do orgulho. 
2. Recebemos a missão de reconciliação para formar um só corpo, mesmo sendo muitos e diversos. Recebemos dons para o bem de todo o corpo.
3. Redimidos, somos enviados a anunciar a Redenção. O Envio não é para impor uma religião. Somos enviados para implantar a reconciliação que o Filho nos mereceu dando-nos o Espírito. 
Ordem na confusão 
Sem Pentecostes, tudo o que Jesus fez, não sairia do lugar. Lemos que havia em Jerusalém, naquele dia de Pentecostes, gente do mundo inteiro. Os apóstolos anunciaram com vigor que a Paixão, Ressurreição de Jesus e sua Ascensão ao Céu levara à plenitude este mistério para benefício de todos. Todos podem ser salvos. Aquilo que parecia confusão era a recuperação da desunião que aconteceu na torre de Babel. Ninguém se entendia. Agora todos tem uma língua: a fé em Jesus que une a todos num só amor. A salvação dá o perdão dos pecados e esse perdão se estende para a reconciliação do mundo. Essa missão vai ser executada por todos. Cada um usará o dom que recebeu de Deus. Estes dons, sendo diferentes, se unem, pelo Espírito Santo, como membros diferentes que fazem um único corpo. 
Homilia do Domingo de Pentecostes (27.04.2012)

EVANGELHO DO DIA 4 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 1,29-39. 
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura dele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Vicente de Paulo (1581-1660) 
Presbítero, fundador de comunidades religiosas 
Instrução de 16/08/1656 a duas irmãs enviadas a Arras 
«Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a» 
É muito bom lermos o que se conta sobre a sogra de São Pedro no Evangelho. Esta boa mulher, sofrendo de uma doença grave, ouvira dizer que o Senhor estava em Cafarnaum e que fazia grandes milagres: curava os doentes, expulsava o demónio dos possessos e outras maravilhas. Ela sabia que o genro acompanhava o Filho de Deus e podia ter dito a São Pedro: «Meu filho, o teu mestre é poderoso e tem o poder de me curar desta doença». Algum tempo depois, eis que o Senhor foi a sua casa. Mas ela não mostrou impaciência com a sua doença; não se queixou nem intercedeu junto do genro ou do Senhor, a quem podia ter dito: «Sei que tens o poder de curar todo o tipo de doenças, Senhor; tem compaixão de mim». No entanto não proferiu tais palavras. O Senhor, vendo a sua quietude, ordenou à febre que a deixasse e, nesse mesmo instante, ela ficou curada. Não nos lamentemos de todas as coisas más que nos acontecem, mas entreguemos tudo à Providência; basta-nos saber que o Senhor nos vê e sabe o que suportamos, por seu amor e para imitar os bons exemplos que Ele nos deu, em particular no Jardim das Oliveiras, quando aceitou o cálice. Porque, embora tivesse pedido que, se fosse possível, ele passasse sem que Ele o bebesse, logo acrescentou que se fizesse a vontade de seu Pai (cf Mt 26,42).

04 de fevereiro - Beato Justo Takayama Ukon

Entre os muitos santos da história da Igreja Japão (quarenta e dois santos e trezentos e noventa e três beatos, incluindo missionários europeus), todos os mártires mortos in odium fidei durante diversas vagas de perseguições, a história de Takayama é especial. Trata-se, com efeito, de um leigo, um político, um militar (era senhor feudal e samurai), que chegou à glória dos altares sem ter sido morto, mas por ter escolhido viver seguindo Cristo, pobre, obediente e crucificado. Ukon renunciou a uma posição social de alto nível, à nobreza e às riquezas, para permanecer fiel a Cristo e ao Evangelho. Ao nascer, entre 1552 e 1553, no castelo de Takayama, nas proximidades de Nara, recebeu o nome de Hikogoro Shigetomo; era filho de Takayama Zusho, que viria a tornar-se senhor do castelo de Sawa. Takayama é o nome de família, derivado do território da sua propriedade feudal. A sua casa pertencia à classe da nobreza, ou seja, dos daimyō, senhores de um castelo com as suas respetivas propriedades. Vinham imediatamente a seguir aos shogun (senhores de mais territórios, dos quais os vários daimyō eram fiéis aliados, colocando à sua disposição um exército e combatentes profissionais, os samurai) que muitas vezes entravam em guerra entre si para alargar as suas áreas de influência. Em 1563, o pai fora incumbido pelo seu shogun de julgar um missionário jesuíta, o padre Gaspar Videla, que anunciava o Evangelho precisamente em Quioto, futura cidade imperial.

04 de fevereiro - Santa Maria de Mattias

O seu mandamento é este: que creiamos... e nos amemos uns aos outros" (1 Jo 3, 23). O apóstolo João exorta a aceitar o amor infinito de Deus, que para a salvação do mundo enviou o seu Filho unigénito (cf. Jo 3, 16). Este amor exprimiu-se de modo sublime quando Cristo derramou o seu Sangue como "preço infinito de resgate" por toda a humanidade. Pelo mistério da Cruz foi conquistada interiormente Maria De Mattias, que colocou o Instituto das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo "sob o estandarte do Sangue Divino". O amor a Jesus crucificado transformou-se nela em paixão pelas almas e em dedicação humilde aos irmãos, ao "querido próximo", como gostava de repetir. "Animemo-nos exortava a sofrer de bom grado por amor de Jesus que deu com tanto amor o seu sangue por nós. Comprometamo-nos em ganhar almas para o céu". Santa Maria De Mattias confia hoje esta mensagem aos seus filhos e às suas filhas espirituais, estimulando a todos a seguir até ao sacrifício da vida o Cordeiro imolado por nós. Papa João Paulo II – Homilia de Canonização – 18 de maio de 2003 Maria de Mattias nasceu em Vallecorsa, província de Frosinone em 4 de Fevereiro de 1805. Era a última aldeia do Estado Pontifício. Na sua família não faltavam riqueza e cultura, assim como uma profunda fé cristã. No diálogo com seu pai, aprendeu e interiorizou as verdades da fé e episódios da Sagrada Escritura que lhe lia desde a mais tenra idade. Assim desenvolveu um grande amor a Jesus, Cordeiro imolado pela salvação da humanidade.

04 de fevereiro - Santo Aventino de Troyes

Aventino nasceu na Gallia, na segunda metade do quinto século, em Bourges. Graças à educação cristã recebida, desde jovem era apontado como um modelo de vida. Quando adolescente ele conheceu o Bispo São Lupo que no ano 451 tinha salvado a cidade da invasão de Átila, oferecendo-se como refém, para que o bárbaro invasor não entrasse em Troyes. O bispo o mantém com ele como colaborador. Juntos, os dois santos redimem inúmeros prisioneiros de guerra estrangeiros, tomando conta desses homens escravizados. Uma grande lenda foi desenvolvida em torno de Santo Aventino, que pode ser lido em Acta Sanctorum, em que nos é dito que ele teria terminado seus dias como um presbítéro eremita; entanto, parece que o Martirologio Romano preferiu se ater às notícias originais, como é apropriadamente transmitido por São Gregório de Tours em seu tratado "In Glory Confessorum", onde ele não menciona que Aventino se tornou padre. Em qualquer caso, é importante ter em mente essa extensão posterior, porque nas imagens do santo ele aparece revestido de ornamentos sacerdotais. Gregório de Tours nos diz que em certa ocasião, quando Santo Aventino foi tratar da libertação de um escravo, os patrões do escravo queriam enganar o santo e, como na história de Ananias e Safira dos Atos dos Apóstolos, acabaram morrendo; ele de um tipo de gangrena que nasce no dedo com o que jurou em falso, e ela de uma dor de cabeça. Talvez por essa lenda o santo seja invocado contra a dor de cabeça, e apareça frequentemente representado tocando-se na cabeça. O São Lupo morreu em 479 e foi sucedido por Saint Cameliano, que nomeia Aventino Ecônomo.

VERÓNICA DE JERUSALÉM Leiga, Santa Século I

Aquela que limpou o rosto de Cristo
quando Ele caminhava pa-ra o Calvário.
Chamava-se Serápia.
No Evangelho de São Lucas (Lc. 23, 27), podemos ler esta pequena frase, quando o evangelista nos conta a Santa Verónica de Jerusalémsubida de Jesus para o Calvário: “Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam”. Não existe qualquer outra indicação que nos permita identificar esta Santa Verónica que a tradição nos apresenta como uma dessas “mulheres do grupo que seguiam Jesus” e que compadecida pela visão terrível do Rosto macerado do Filho de Deus, se dirige a Ele e, corajosamente lhe oferece um tecido para que limpe o rosto. Como recompensa do seu acto caridoso, a Santa Face de Jesus ficará marcada naquele tecido branco, que a tradução chamará “vera ícona” (verdadeira imagem) e daí mesmo o nome daquela mulher do povo, que, segundo outras fontes, veiculadas também pela tradição, se chamava na realidade Serápia. Nesta passagem da Paixão de Jesus se inspira a devoção à Santa Face de Jesus que nos meados do século XIX foi propagada em França pelo chamado “Santo Homem de Tours” (o Sr Papin Dupont), ele mesmo se inspirando numa mensagem privada recebida pela Carmelita de Tours, Irmã Maria de São Pedro. Este devoção tornou-se muito importante e conhecida, não só em França onde teve origem, mas também noutros países, particularmente francófonos, onde confrarias foram instituídas, algumas das quais beneficiando de indulgências e da protecção particular da Santa Sé. Toda a família de Santa Terezinha do Menino Jesus — e mesmo esta —, estava afiliada à Confraria de Tours.

JOANA DE VALOIS Princesse, Rainha, Religieuse, Sainte 1294-1352

Santa Joana de Valois. – A. Padrão
Mosteiro das Anunciadas de Balsamanso
 – Portugal século XVIII
Casada aos doze anos com Luís XII de França, 
que a repudiou. 
Tornou-se religiosa e fundou em Bourges 
a Ordem das Anunciadas.
PREDILETA DE MARIA SANTÍSSIMA 
Santa Joana de Valois, filha, irmã e esposa de Reis, era disforme, quase anã e corcunda. Foi desprezada pelo pai, rejeitada pelo esposo e teve seu casamento declarado nulo. Exemplo heróico de paciência e perseverança, tornou-se a fundadora de uma congregação religiosa Foi grande o choque e desgosto de Luís XI, da França, ao saber que sua esposa, Charlotte de Savoia, em vez do robusto e belo menino que ele esperava, deu-lhe uma filha. E ainda mais, feia, disforme, diminuta, raquítica. Por isso, praticamente desde o primeiro instante, desprezou o novo pequenino ser. A Rainha, pelo contrário, boa e piedosa, com terna solicitude formou sua pequena Joana na via da sabedoria cristã, tendo a satisfação de ver que a menina recebia com precoce avidez tudo o que ia na linha da virtude. Assim, “aos cinco anos, pedia à governante que a conduzisse à igreja; e já, pelas suas palavras e exemplos, edificava seu irmão Carlos, e Ana, sua irmã, que com ela foram educados no castelo de Amboise”.

JOSÉ DE LEONISSA Franciscano capuchinho, Santo 1556-1612

Frade capuchinho torturado 
em Constantinopla. 
Morreu em Amatrix.
São José de Leonissa, nasceu a 8 de Janeiro de 1556 em Leonissa. Quando tinha 16 anos entrou em Rieti na Ordem dos Capuchinhos. Fez o noviciado no pequenino convento de Carcerelle, junto a Assis, onde se exercitou na mais dura penitência. Usando uma típica expressão franciscana, chamava ao seu corpo o "irmão burro" e tratava-o com pouco alimento e as mais diversas privações. Escolheu para si o caminho da humildade e da pobreza. A 21 de Maio de 1581 foi ordenado sacerdote em Perugia e, em seguida, destinado ao ofício de pregador. No dia 1 de Maio de 1587, com mais dois irmãos chegava a Constantinopla para fundar ali uma Missão. Interessou-se pela libertação dos cristãos caídos na escravatura, deu-lhes alento na sua fé e reconduziu à Igreja até um Bispo que havia apostatado. Acabou por cair prisioneiro dos Turcos, por causa do seu atrevimento em tentar ir pregar ao mesmo Sultão Murad III. Ali foi açoitado e depois suspenso de uma trave sob a qual acenderam uma fogueira que ardia lentamente. Durante três dias permaneceu suspenso por um gancho numa das mãos e outro num dos pés. E não morreu. Só Deus sabe como conseguiu sobreviver a este suplício e como se curaram as suas terríveis feridas. Falou-se da intervenção milagrosa de um anjo que teria alentado o seu corpo e curado as suas chagas. Certamente não é fácil de explicar de outro modo aquela resistência que desafia todas as leis naturais.

JOÃO DE BRITO Jesuíta, Missionário, Mártir, Santo (1647 - 1693)

Jesuíta português martirizado na Índia.
Filho de Salvador de Brito Pereira, de Vila Viçosa, trincheiro-mor do senhor D. João IV, e de Dona Brites de Portalegre, nasceu João de Brito, em Lisboa, na calçada de S. André (Costa do Castelo), no primeiro de Março de 1647. De ascendência fidalga, deste menino cujo seu destino natural era ser pagem na Corte. O país vivia então uma prolongada guerra com Espanha, em resultado da restauração da Independência (1640). João de Brito já entrado na adolescência, é vítima de uma grave enfermidade. A sua cura marcou uma viragem na sua vida, dado que para dar cumprimento à promessa de sua mãe, teve que vestir o hábito de S. Francisco Xavier. No ano que sobe ao trono D. Afonso VI, 1662, a 17 de Dezembro, entra no noviciado da Companhia de Jesus em Lisboa. Faz estudos em Évora e Coimbra, será professor no Colégio de Santo Antão, em Lisboa, mas o sonho dele é a Índia. No ano de 1668, pede ao Superior Geral que o deixe ser missionário.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 4 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – 5º Domingo do Tempo Comum – Santos: José de Leonissa, Remberto
Evangelho (Mc 1,29-39) “A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. Ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se.”
Nas condições sanitárias do tempo de Jesus, facilmente uma febre podia significar doença grave e até perigo de morte. Na casa de Pedro e André havia, pois, inquietação; não havia médicos e hospitais a que recorrer. Pedro, seu genro, certamente a filha e talvez netos estavam aflitos, e Jesus atendeu ao pedido que estava no rosto de todos. Aproximou-se do catre a um canto da única peça da casa. Ao que parece não disse nada. Apenas segurou a mão da doente e ajudou-a a levantar-se. Do mesmo modo como tocou no leproso, no surdo, na padiola do filho da viúva. Estou vendo que para ajudar meus irmãos não basta que eu fale. Tenho de me aproximar deles, tocá-los. Tenho de estabelecer com eles laços de fraternidade e comprometimento. É tempo de eu falar muito menos e fazer muito mais.
Oração
Senhor Jesus, tomai-me pela mão fazei que me levante. Curai-me da indolência, do medo de agir, da prudência demasiada. Fazei que me levante, para ir à procura dos outros, para tomar a iniciativa e não ficar apenas a esperar que me peçam ajuda. Dai-me a sabedoria de saber o que fazer no momento certo para resolver o problema, e ajudai-me a ter a prudência necessária para prever o futuro. Ajudai-me a compreender que não devo preocupar-me apenas com a saúde espiritual de meus irmãos e irmãs, nem só com a saúde de meus parentes e conhecidos. Há muita dor, muita angústia esperando por socorro, nas casas, nos hospitais, e até nas ruas. Preciso dar minha contribuição e minha presença; preciso unir-me aos que se empenham para que o estado cuide da saúde de nosso povo. Ajudai-me. Amém.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Espiritualidade da Ascensão”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Olhando para a terra.
 
A solenidade da Ascensão do Senhor não é o último capítulo que acaba de repente. Vemos que os evangelhos que lhe dedicam poucos linhas. Poucas palavras dizem tudo. Ela é parte integrante do mistério Pascal, sem a qual, não tem sentido. No que se refere a Jesus, a Ascensão é a consumação de sua Ressurreição, para a Glorificação junto do Pai com todo poder e glória. No que se refere a nós, é nossa realização como humanidade que, com Ele, chega a sua máxima exaltação. Por outro lado, dá-nos o modo de viver na glória, construindo a história. Quando todos olhavam para o alto, os “anjos” disseram que não era para olhar para cima, pois Ele vai voltar como foi, isto é, glorioso. Que vamos fazer com nossos olhares até que Ele volte? Olhar para o mundo, para a terra. É a sagração das realidades terrestres que, pela matéria glorificada em Jesus, chegou a sua destinação maior. Nesta condição, podemos entender o que diz Teilhard Chardin, a cristificação do Universo. O Universo e a natureza humana são o caminho para a Vida de Deus em nós. Isto quer dizer que a espiritualidade, a vida cristã e a santidade não é olhar para o alto, como saindo do mundo, mas vivendo no mundo, viver para Deus em Cristo, guiados pelo Espírito. É mais fácil uma espiritualidade desligada de todos e intimista que não nos compromete com o mandamento de Jesus “amai-vos uns aos outros” (Jo 13,34), e nos alivia de estar mais unidos aos problemas das pessoas, de sentir suas dores, de “sujarmos nossas mãos pelos outros!” Espiritualismo é muito cômodo. A falta de vigor de nossa evangelização provém da falta de testemunho espiritual. Gostamos de belos textos, roupas, cerimônias, quando há um mundo pegando fogo. A Igreja não deve ter a mentalidade do mundo, como diz João: “Não os tire do mundo, mas os livre do maligno” (Jo 17,15) mas dar-lhe uma nova mentalidade. 
Uma espiritualidade integral 
Somos chamados a ter uma espiritualidade integral. Podemos nos perguntar se o que propomos como espiritualidade é possível de ser vivida pelo povo sofredor da rua, dos ônibus lotados, da falta de emprego, saúde etc....A espiritualidade evangélica vai orientar a viver todas as condições humanas como caminho espiritual. Ela contém sofrimento e alegrias humanas, vivendo o divertimento, o prazer que Deus pos em nosso corpo, a amizade, o amor humano que se santifica no amor a Jesus. Vendo nosso povo e nossos familiares que sabem viver o amor e se dedicam a Deus na dedicação à família, à comunidade paroquial e à cidade na política no comprometimento e na esperança de um mundo melhor para seus filhos e por toda a população. 
Dar alma ao mundo 
Após a Ascensão recebemos a missão de levar avante a redenção. Mas Deus quis precisar de nós para que o mundo possa convergir para Cristo. Não há necessidade que todos falem a mesma língua espiritual como apresentamos, mas que todos falem a linguagem do evangelho. Se lutarmos pela justiça, pelo amor, pela paz, pelo progresso dos povos, estamos abrindo caminhos para que Deus seja tudo em todos (1Cor 15,28). Quantas coisas boas existem feitas pelas pessoas que nem conhecem o evangelho, mas Jesus as conhece e santifica suas boas ações pelo sacramento de sua pessoa. Não basta colocar o carimbo de Cristo em suas ações, mas colocar Cristo como vida do que se faz. Quem faz o bem, o faz em nome de Deus. Nossa missão é mostrar que as maravilhas dos povos serão mais lindas se deixarem desabrochar no seu jardim as flores semeadas por Jesus em sua encarnação.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO 
EM ABRIL DE 2012

EVANGELHO DO DIA 3 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,30-34. 
Naquele tempo, os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cesário de Arles (470-543) 
Monge, bispo 
Sermão 25,1; CCL 103, 111-112 
«Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
 e compadeceu-Se de toda aquela gente» 
«Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5,7). A palavra misericórdia é suave, meus irmãos. Se a palavra é suave, quanto mais o facto! Dado que todos nós queremos misericórdia, tomemo-la como protetora neste mundo, para que nos liberte no mundo que há de vir. Com efeito, há uma misericórdia no Céu, à qual chegamos por atos de misericórdia na terra. A Escritura diz claramente: «Senhor, a tua misericórdia está no Céu» (Sl 35,6 Vulg). Portanto, há uma misericórdia na terra e outra no Céu, isto é, uma humana e outra divina. Qual é a misericórdia humana? É inclinares-te sobre a miséria dos pobres. E qual é a misericórdia divina? É, sem dúvida alguma, aquela que concede o perdão dos pecados. Tudo o que a misericórdia humana dá ao longo do caminho desta vida, a misericórdia divina o faz na pátria. Porque é Deus que, neste mundo, sofre frio e fome na pessoa dos pobres, como Ele mesmo disse: «Sempre que fizestes isto a um destes pequeninos foi a Mim que o fizestes» (Mt 25,40). Sim, Deus, que quer dar generosamente do alto do Céu, quer receber na terra.

São Celerino de Cartago Mártir 3 de fevereiro

† 3 de fevereiro de 280
 
Africano de Cartago, sobrinho dos Santos Lourenço, Inácio e Celerina. Preso em Roma durante a perseguição de Décio, destacou-se pela fé indomável e foi libertado, talvez pela pouca idade. Trabalhou pela readmissão das "caídas" Numéria e Cândida e, após ter obtido o perdão para elas do Bispo Luciano, foi para Cartago. Aqui foi nomeado leitor pela Igreja Cartaginesa, talvez com vista a um futuro sacerdócio. Ele morreu de morte natural em 3 de fevereiro de 280.
Martirológio Romano: Em Cartago, na atual Tunísia, São Celerino, leitor e mártir: na prisão, não derrotado por correntes, espadas e torturas diversas, confessou Cristo, seguindo os passos de sua avó Celerina já há algum tempo coroada pelo martírio, de seu tio paterno Lorenzo e o tio materno Ignazio, que, outrora soldados ativos na vida militar, mas depois se tornaram verdadeiros soldados de Deus, obtiveram com sua gloriosa paixão a palma e a coroa do Senhor. 
Africano, provavelmente de Cartago, pertencia à família dos santos mártires Lourenço, Inácio e Celerina, respectivamente seu tio paterno, seu tio materno e sua avó, cujo dies natalis a Igreja cartaginesa celebrava todos os anos. No início da perseguição de Décio (janeiro de 250), Celerino estava em Roma. Preso com muitos outros cristãos, depois de dezenove dias de dura prisão que o deixou com as marcas das cadeias e da fome, travou a batalha contra o promotor da feroz perseguição e «venceu o adversário com a sua energia indomável, para merecer a sua admiração e abrir o caminho da vitória para outros" (São Cipriano).

03 de fevereiro - Beato Estêvão Bellesini (Agostiniano)

O beato Estêvão viveu em tempos difíceis. Depois que, em sua região, o governo suprimiu as casas religiosas, ele dedicou-se intensamente à atividade docente. Apesar do ambiente adverso à religião, o beato Estêvão tornou-se o sustentáculo da vida comum, o pai dos pobres e o consolador dos aflitos. Modelo de pároco santo, Estêvão foi beatificado por São Pio X oito dias antes do Santo Cura D’Ars. Assim, ele foi o primeiro pároco na História da Igreja a ser elevado à honra dos altares. O beato Estêvão Bellesini nasceu em Trento, em 25 de novembro de 1774 de família de classe média. Seu pai se chamava José Bellesini e era notário em Trento e descendente de antiga família espanhola; sua mãe se chamava Maria Orsola Meichlpeck, de ilustre casa belga. Quando nasceu, o beato Estevão recebeu o nome de Luís. Alegre, saudável, aplicado e piedoso, Luis passou a infância e parte da adolescência junto aos pais, estudando em escolas locais. Dele só temos notícias quando, aos 17 anos, conseguiu convencer o pai a deixá-lo entrar no noviciado agostiniano do convento de São Marcos, no qual seu tio materno era superior. Mudou, então, seu nome para Estevão. De Trento foi para o noviciado em Bolonha. Um ano depois fez sua profissão solene. Professou na Ordem Agostiniana a 31 de maio de 1794. Depois de uma breve estada em Roma, retornou a Bolonha, onde estudou filosofia e teologia. Ali recebeu o subdiaconato. Porém, a tormenta revolucionária que sacudia a França penetrou nos Estados Pontifícios com as tropas de Napoleão.

BRÁS DE SEBASTE Bispo, Mártir, Santo + 316

Bispo e mártir. 
Um dos quatorze santos auxiliares. 
Invocada para os males de garganta.
Esse tão querido e conhecido santo, nasceu em uma família rica, recebeu uma excelente educação cristã vindo a tornar-se bispo de Sebaste, Capadócia, actual Arménia quando ainda era bem jovem. Juntamente com seu trabalho religioso, era médico e nas duas tarefas procurava estar ao lado tanto dos pobres e quanto dos ricos, a qualquer hora do dia ou da noite. Como profissional na medicina usava dos seus conhecimentos médicos para resgatar a saúde do corpo, mas também a da alma, pois se ocupava de evangelizar os pacientes. No tempo de Brás aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isto como Santo Bispo procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, o santo de hoje, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário a fim de continuar governando aquela Igreja, porém ao ser descoberto por soldados disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”. Os homens que o caçavam descobriram um caverna cercada de animais selvagens que estavam doentes.

OSCAR DE CORBIE (Anscário) Monge beneditino, Bispo, Santo 800-865

Apóstolo na Dinamarca e na Suécia. 
Bispo de Hamburgo e de Bremen.
Óscar, desde pequeno conviveu com os monges beneditinos da cidade de Corbie, onde nasceu em 800, na França. Na infância, estudou no colégio do mosteiro, onde regressou, mais tarde, para se tornar um monge e professor interno. Aos vinte e três anos, foi exercer esta função na Saxónia. Nesta região era conhecido como Anscário. Começou a se destacar quando o novo rei da Dinamarca, em 826, o convidou a instalar uma missão evangelizadora, para conversão dos seus súbditos, quase todos pagãos. Ele aproveitou bem esta oportunidade, obtendo sucesso no início. Mas, o rei, um ano depois, foi deposto e exilado. Óscar o seguiu e abandonou a Dinamarca.

MARGARIDA DA ESCÓCIA Rainha, Santa 1045-1093

Virgem escocesa, religiosa de Cister, peregrinante.
Nascida em 1045 na Hungria, filha do Príncipe Edward d’Outremer e de uma princesa alemã de nome Santa Margarida da Escócia, RainhaAgatha foi criada na corte do Rei Stephen da Hungria (997-1038). Com a idade de 12 anos ela foi para a corte do Rei Edward (1042-1066) mas fugiu para a Escócia em 1066 em seguida a batalha de Hasting. Na Escócia, o Rei Malcolm III (1057-1093) deu a ela um abrigo e uma família. Ela casou-se com Malcolm em 1070 no castelo de Dumfermline. Diz a tradição que ela construiu uma espécie de casa-hospital no sopé da montanha na qual o seu castelo ficava e cuidava ela mesmo dos doentes. Diz ainda a tradição que ela curava certos doentes apenas com suas preces e sua benção. Sua família se opunha a isto, mas ela insistia que deveria seguir os ensinamentos de Cristo.

CLAUDINA THEVENET Religiosa, Fundadora, Santa 1774-1837

Religiosa, fundadora em Lyon da 
Congregação de Jesus e Maria. 
Canonizada em 1993.
Claudina Thevenet(Maria de Santo Inácio), segunda de uma família de sete filhos, nasceu em Lyon em 30 de Março de 1774. "Glady", como a chamavam carinhosamente, exerceu, ainda muito jovem, uma influência feliz sobre seus irmãos e irmãs pela sua bondade, sua gentileza, seu esquecimento de si mesma para agradar aos outros. Ela tinha apenas quinze anos quando rebentou a Revolução Francesa. Em 1793, viveu as trágicas horas de Lyon sitiada pelas forças do governo, e observou, impotente e horrorizada, a execução de seus dois irmãos mortos em retaliação, após a queda da cidade, em Janeiro de 1794. Suas últimas palavras que ela conservou em seu coração e fizeram com que ela, “Glady, perdoe, como nós perdoamos”, marcaram-na profundamente e deram outro significado a sua vida. De agora em diante, ela se dedicará a aliviar as inúmeras misérias trazidas pela Revolução. Para ela a ignorância de Deus foi a principal causa do sofrimento do povo, e um grande desejo despertou nela um zelo ainda mais ardente para levar ao conhecimento de todos, crianças, e especialmente os jovens, o amor de Jesus e de Maria. O seu encontro de com um santo sacerdote, padre André Coindre, a ajudou-a a melhor discernir a vontade de Deus sobre ela e será decisivo para a orientação de sua vida. Tendo encontrado duas meninas abandonadas e tremendo de frio no pátio da igreja S. Nizier, o padre Coindre as levou a Claudina, que não hesitou em cuidar delas.

ANA MARIA RIVIER Religiosa, Fundadora, Beata (1768-1838)

Religiosa, fundadora das 
Irmãs da Apresentação de Maria.
Maria Rivier, Marinette para os seus familiares, nasceu a 19 de Dezembro de 1768 em Montpezat, França. Por volta dos dezasseis meses, no fim de Abril de 1770, Marinette dá uma queda e fica enferma. A senhora Rivier, mulher de uma grande fé, recorre à Virgem Maria. Todos os dias, leva a Marinette para junto da estátua de Nossa Senhora da Piedade, Capela que fica perto da sua casa. Pouco depois, a menina, que vê a mãe rezar, adquire uma certeza inabalável: A Santíssima Virgem há-de curar-me! Deixada sozinha aos pés de Maria com o Filho morto nos braços, Marinette contempla. Secretamente, este mistério de amor louco imprime-se no seu coração. Finalmente, a 8 de Setembro de 1774, Marinette começa repentinamente a andar! Estes quatro anos de escolaridade junto de Maria, marcarão para sempre a vida de Maria Rivier. Ela obtém tudo da Virgem Maria. Quando rebenta a Revolução Francesa, todo o acto religioso se torna suspeito. Maria Rivier convoca em segredo as assembleias de Domingo. Ela, embora muito prudente, permanece a apóstola com coração de fogo! Em 1794, a povoação de Thueyts chama-a. Parte como verdadeira missionária. Em breve, quatro jovens juntam-se a ela e deixam-se abrasar pelo fogo do Evangelho. Numa época em que todos os conventos se fecham, Maria Rivier vai abrir o seu. A 21 de Novembro, festa da Apresentação de Maria no Templo, Maria Rivier e as suas quatro companheiras consagram-se a Deus.