quarta-feira, 3 de agosto de 2022

03 de agosto - Santo Eusébio de Vercelli

"Eu vos conjuro a guardar a fé com grande vigilância, a conservar a concórdia, a rezar com frequência e a recordar-vos de nós, a fim de que o Senhor se digne a libertar a sua Igreja, que sofre sobre toda a terra, e nós, que estamos oprimidos, possamos ser libertados e ir com alegria para vós." 
Carta do exílio 
Eusébio nasceu na ilha da Sardenha no ano 283. De uma família rica, depois da morte do seu pai, sua mãe o levou para completar os estudos em Roma, em vista de uma carreira remunerativa na área do Direito. Em Roma encontrou a fé. Foi batizado pelo próprio papa santo Eusébio, do qual assumiu o nome. Deixando para trás a carreira forense, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos foi ganhando a admiração do povo cristão e do Papa Júlio I que o consagrou Bispo da diocese de Vercelli em 345. Pastor zeloso, rico de iniciativas, interessado na vida de toda a comunidade cristã, não só dentro dos limites de sua diocese. Participava das batalhas teológicas, sempre entre os defensores da doutrina confirmada solenemente em Niceia. Participou do concílio de Milão em 355, no qual os Bispos adeptos da doutrina ariana, que pregava somente a humanidade de Jesus, tentaram forçá-lo a votar pela condenação do Bispo de Alexandria, Santo Atanásio, defensor de Jesus como Homem e Deus.

03 De Agosto: Santo Estevão, Papa De Roma

Santo Estevão nasceu em Roma por volta do ano 253 e foi o sucessor do Papa São Lúcio I. O acontecimento mais marcante de seu episcopado foi a controvérsia sobre a validade do batismo administrado pelos hereges. São Cipriano e os bispos africanos sustentavam a invalidade de um batismo em tais condições, defendendo que, ao converter-se um herege à ortodoxia, deveria rebatizado. Muitos bispos da Ásia também compartilhavam desta mesma opinião. Santo Estevão defendeu a validade do batismo administrado sob a fórmula prescrita pela Igreja, mesmo que administrado por hereges. Firmiliano de Cesaréia da Capadócia combateu duramente a esta posição defendida por Santo Estevão. Tanto São Cipriano como Santo Estevão acabaram cedendo à impaciência nesta controvérsia. Santo Estêvão declarou: «Guardemo-nos de introduzir inovações na Tradição que recebemos», negando-se a receber os delegados africanos defensores das posições de São Cipriano. O santo bispo chegou até mesmo a ameaçar de excomunhão os defensores da opinião contrária. Entretanto, como escreve Santo Agostinho de Hipona, «cheio da compaixão, que é fruto da caridade, julgou ser mais prudente manter o vínculo da unidade, e a paz de Cristo triunfou nos corações». Lamentavelmente, a questão não chegou a uma solução. De acordo com alguns historiadores, o Santo foi martirizado durante as perseguições do imperador Valeriano, enquanto que para outros, foi decapitado pelos soldados de Décio, nos primeiros dias do mês de agosto de 257, durante uma cerimônia religiosa realizada na Catacumba de São Calisto em que explicava o significado de compartilhar o cálice e o pão, e a santidade e grandeza de se servir a Deus. 
Tradução e publicação neste site com permissão de 
Trad.: pe. André

Beato Eustáquio van Lieshout, Sacerdote, Missionário (+ 1943), 03 de Agosto

 Humberto van Lieshout, mais tarde conhecido como Padre Eustáquio, nasceu no dia 3 de novembro de 1890, em Aarle Rixtel, na Holanda. Em 1913, ingressou na Congregação dos Sagrados Corações e, no dia 10 de agosto de 1919, foi ordenado sacerdote. Foi Mestre de Noviços, vigário paroquial, cuidando de famílias belgas que, em l914, tiveram que deixar a Pátria por causa da invasão alemã. Foi enviado como missionário, em 1924, na Espanha e, no ano seguinte, no Rio de Janeiro, Brasil. Em 1925, assumiu, com outros missionários, a pastoral do Santuário da Abadia de Água Suja e outras paróquias de Diocese de Uberaba, e atendimento a outras comunidades. Em 26 de março de 1926, foi nomeado Reitor do Santuário Nossa Senhora da Abadia e Conselheiro da Congregação dos Sagrados Corações no Brasil. Em suas orientações e curas físicas, Padre Eustáquio falava da disposição de Deus de curar a pessoa integralmente. Indicava medicamentos. Servia-se de folhas e raízes e muitos procuravam sua ajuda. De Romaria, foi transferido para Poá - São Paulo. Por causa do aglomerado de pessoas que o procuravam e pelo transtorno, foi enviado à cidade de Araguari, onde se comunicava quase só com seu amigo Padre Gil. Em 12 de fevereiro passou a coordenar a paróquia de Ibiá. E, no dia 7 do mesmo ano, o encontramos na Capital mineira, na Paróquia de Cristo Rei.

SANTA LÍDIA

Os apóstolos Silas, Timóteo e Lucas acompanhavam Paulo em sua segunda missão na Europa, quando chegaram em Filipos, uma das principais cidades da Macedônia, que desfrutava de direitos de colônia romana. Lá encontraram uma mulher que lhes foi de grande valor. Eles já haviam passado alguns dias na cidade. Mas Paulo e seus companheiros pensavam em ficar até o sábado, pelo menos, pois era o dia em que os correligionários judeus se reuniriam para as orações. Como Filipos não tinha sinagoga, o local mais provável para o encontro seria às margens do pequeno rio Gangas, que passava além da da porta da cidade. Assim entendendo, ao procurarem o lugar ideal para suas preces, como nos narra são Lucas nos Atos dos Apóstolos, eles foram para lá e começaram a falar com as mulheres que já estavam reunidas. Entre elas estava Lídia, uma comerciante de púrpura, nascida em Tiatira, na Ásia. Ela escutava com muita atenção, pois não era pagã idólatra, acreditava em Deus, o que quer dizer que tinha se convertido à fé dos judeus. E o Senhor abrira o seu coração para que aderisse às palavras de Paulo.

NICODEMOS DE JERUSALÉM Membro do Sinédrio, Amigo de Jesus, Santo século I

Nicodemos era fariseu, membro do Sinédrio e doutor da Lei, o que fazia dele um membro influente e respeitado em toda Jerusalém. Depois de ter escutado, certamente várias vezes, as pregações de Jesus, tornou-se, segundo o Evangelho de São João, um admirador do “Filho do homem”. «Entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, um chefe dos judeus» (Jo. 3, 1), diz “o Apóstolo que Jesus amava”, antes de acrescentar outra importante informação: «Veio ter com Jesus de noite e disse-lhe: “Rabi, nós sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre, porque ninguém pode realizar os sinais portentosos que Tu fazes, se Deus não estiver com ele”.» (Jo. 3, 2) Nicodemos – que veio de noite, provavelmente para não ser visto pelos seus colegas do Sinédrio — parecia já convencido do poder divino de Jesus, mas queria saber mais, ter mais “certezas” sobre aquele Nazareno que não só operava grandes milagres, mas que tinha palavras convincentes e dignas de meditação. Jesus não o vai deixar na ignorância e responde à sua pergunta de maneira um pouco parabólica, certamente para melhor excitar a a curiosidade de Nicodemos: «Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus.» (Jo. 3, 3) E de facto, a resposta de Jesus engendra nova pergunta de Nicodemos: «Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura poderá entrar no ventre de sua mãe outra vez, e nascer?» (Jo. 3, 4) A pergunta deve ter divertido um pouco Jesus, porque o “doutor da Lei” parecia agora ignorante das verdades que ele ensinava. A resposta de Jesus será por isso mais completa e concreta: «Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. Aquilo que nasce da carne é carne, e aquilo que nasce do Espírito é espírito. Não te admires por Eu te ter dito: ‘Vós tendes de nascer do Alto.’ O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.» (Jo. 3, 5-8)

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 03 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Quarta-feira – Santos: Gamaliel, Nicodemos, Germano de Auxerre
Evangelho (Mt 15,21-28)“Uma mulher Cananéia pôs-se a gritar: ─ Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Mas, Jesus não lhe respondeu.”
Muitas vezes, principalmente nas horas difíceis, temos impressão que o Senhor não nos ouve ou não nos quer atender. No entanto, sabemos que, ao nos levar a recorrer a ele, já nos está dando resposta antes ainda de nosso pedido. Sem sua ajuda prévia, não somos capazes nem de orar. Precisamos continuar pedindo, humilde e confiantemente, como mendigos de mãos sempre estendidas.
Oração
Senhor, agradeço porque neste momento me convidais a estar convosco e a vos apresentar minhas necessidades. Reconheço que só de vós pode vir meu socorro. Ajudai-me, pois, afastai de mim os perigos, principalmente os que vêm de mim mesmo. A mim e a todos mostrai o caminho do bem, e dai-nos força para segui-lo. De modo especial lembrai-vos daqueles que mais precisam. Amém.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

112. DIANTE DA MORTE

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSSIONÁRIO REDENTORISTA
Santo Alberto Magno, grande teólogo e cientista, estava quase às portas da morte. 
Veio o médico e conseguiu atalhar a doença. 
O santo reviveu, e o medico lhe disse todo sorridente: 
- Desta vez o senhor escapou. Parabéns. Louvemos a Deus por esta boa notícia. 
- Boa notícia, não, caro doutor. Para mim foi uma triste notícia, pois eu já estava prelibando as alegrias do céu. 
Passou algum tempo e o santo voltou a piorar. 
Desta vez a medicina não conseguiu muita coisa. 
Já porque o ancião de 80 anos andava enfraquecido pelos muitos combates pelo Reino de Deus. 
O medico precisou prepará-lo para o pior: 
- O senhor precisa reagir. Caso contrário o povo vai ouvir uma triste notícia. 
- Por que triste noticia? Porque vou morrer? Doutor, esta é a notícia mais alegre da minha vida. Vou encontrar-me com Deus e viver eternamente no céu. 
Lição: Assim são os santos. O que é boa noticia para eles, para nós é uma triste noticia. A melhor coisa é viver santamente para morrer serenamente.

REFLETINDO A PALAVRA - “Pode ser que venha dar fruto”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Se não vos converterdes
 
A cada ano litúrgico, no tempo da Quaresma, temos uma temática para o 3º, 4º e 5º domingos. No ano A temos a temática batismal; no ano B temos a temática da Aliança e no ano C, a temática da conversão. No evangelho deste 3º domingo lemos sobre a figueira estéril, no 4º, o filho pródigo (ou pai misericordioso) e no 5º a adúltera. Em cada domingo somos chamados à conversão porque o Pai é bom e misericordioso. Em nossa fragilidade, somos uma figueira, na comparação de Jesus. O jardineiro é Ele próprio. O dono é o Pai que cobra os frutos e não encontra já há três anos. Se não dá fruto deve ser cortada. Mas vinhateiro propõe: “Deixa mais esse ano, vou cavar em volta e colocar adubo. Pode ser eu venha a dar fruto, Se não der, então tu a cortarás” (Lc 13,8-9). Jesus conta a parábola após ouvir notícias de um massacre de Pilatos e da torre que caiu sobre 18 galileus. Na idéia das pessoas sofreram porque eram pecadores e pagaram por isso. Pagará se não se converter e não der frutos. Todos são chamados a serem, não uma árvore estéril, mas árvore que produza frutos. O vinhateiro, Jesus, dá os auxílios necessários, chega uma terrinha e assim a planta pode produzir. Ele quer nossa conversão e para isso oferece os meios. Se não nos resolvemos a mudar, converter e produzir frutos, Deus não tem nada mais a fazer nós. Assim nos condenamos a uma desgraça. Essa não será um acidente, mas a perda do Reino. A Quaresma é o tempo para esse questionamento sobre nossa situação diante do Pai que nos deu a vida e pede que produzamos frutos. A graça de Deus que nos vem pelos sacramentos e pelos dons que nos deu. Ele dá tempo, mas exige mudanças. 
Eu sou o Senhor 
A conversão não é obra somente de um esforço pessoal, mas da presença de Deus que liberta de todos os males, sobretudo da esterilidade de nosso coração. O Deus que conhecemos da Escritura, que chamamos de Javé, não é um Deus nas alturas, mas o Deus que se compromete com seu povo. É um Deus que caminha conosco. Moisés clama: “Caminha conosco”! ( ). O compromisso que assume para conosco e nos estimula a sair de nossos egitos, é consequente como acontece na libertação do Egito, na libertação de todos os males na vinda de Jesus. Assim lemos na aparição de Deus a Moisés no Horeb: “Eu VI a aflição de meu povo que está no Egito e OUVI seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, eu CONHEÇO seus sofrimentos. DESCI para libertá-los das mãos dos egípcios, e FAZÊ-LOS sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel” (Ex 2,7-8). Deus tem para conosco uma ação consequente. Não nos ama por pedaços. A cobrança de conversão vem do fato de que Deus fez tudo por nós, e os frutos não aparecem. Deus não cobra, mas nós devemos nos cobrar a nós mesmos em vista da expectativa que Ele tem. A conversão é para que produzamos frutos que permaneçam. 
Cuidado para não cair 
Na história da salvação temos muita coisa bonita. O povo viveu momentos de grande participação das maravilhas que Deus fez por ele: passar o mar Vermelho, comer o maná vindo do céu, beber água da rocha, receber a lei sob grandes sinais. Mas, a maioria desagradou a Deus. Foram assim de exemplo para nós, para não repetirmos o mesmo. “Portanto, escreve Paulo, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (1Cor 10,12). É correspondendo à graça da redenção, produzindo frutos que nos manteremos em pé. A conversão permanente é o caminho do cristão.
Leituras: Êxodo 3,1-8; Salmo 102; 
1 Coríntios 10,-6.10.12; Lucas 13,1-9. 
1. Cada ano (A.B.C) temos uma temática para a Quaresma. Nesse ano C, no 3º, 4º e 5º temos a temática da conversão, com três figuras: a figueira estéril, o filho pródigo e a adultera. Há um chamado à conversão em cada domingo. A figueira é o símbolo do cristão que não produz frutos. O dono (o Pai) decide-se corta-lo. O jardineiro (O Filho) pede que espere um pouco, pois ele vai tentar. Senão corta. Jesus conta essa parábola para explicar que ninguém sofre por ter pecado, mas por não produzir fruto. Quaresma é tempo propício para chegar um adubo à árvore. 
2. A obra da conversão não é só um esforço pessoal, mas também uma presença forte de Deus que quer salvar e caminhar conosco. Por isso se chama Javé, como se manifestou a Moisés. Ele se compromete completamente, como diz: ouvi os clamores, vi o sofrimento, desci para libertar e levar para uma terra boa. Deus ama por inteiro. Conversão é corresponder ao que Deus fez por nós. 
3. Deus fez maravilhas por Seu povo. Os filhos de Israel passaram o Mar Vermelho, comeram o maná, beberam água da rocha, receberam a lei sob grandes sinais. Mas a maioria desagradou a Deus. Assim também podemos fazer, depois de tantas graças. Por isso Paulo insiste: quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair. Para manter-se de pé, é necessário produzir frutos de conversão. 
Negando fogo 
Na liturgia do 3º Domingo da Quaresma temos duas árvores: o arbusto que Moisés viu no Horeb e a figueira estéril. Uma trouxe a presença de Deus que veio salvar o povo. A outra correu o risco de ser cortada por não dar fruto. O hortelão pede um tempo e chega uma terrinha com esterco. Assim também a nós. Se não nos convertemos, sairemos mal. Mas Deus dá sempre um tempo e uma alerta para a conversão. Aproveitemos, senão... Não adianta dar uma de bonito. É preciso produzir frutos e comprometer-se. 
Homilia do 3º Domingo da Quaresma
EM MARÇO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 2 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,22-36. 
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-lo na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!», disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois, disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». Depois, fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré. Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos Lhe tocaram foram completamente curados. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Isabel da Santíssima Trindade
(1880-1906)carmelita 
Último retiro, 20-21 
«Então, os que estavam no barco 
prostraram-se diante de Jesus» 
«Eles prostravam-se, adoravam e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: “Digno és, Senhor nosso Deus, de receber a glória, a honra e a força”» (Ap 4,10ss). Como hei de fazer para imitar, no céu da minha alma, esta ocupação dos bem-aventurados no Céu da glória? Como hei de fazer para prosseguir este louvor, esta adoração ininterrupta? São Paulo dá-me luz quando deseja para os seus que «Ele vos conceda, de acordo com a riqueza da sua glória, que sejais cheios de força, pelo seu Espírito, enraizados e alicerçados no amor» (Ef 3,16-17). Estar enraizado e alicerçado no amor: tal é, parece-me, a condição para exercer dignamente o ofício de «louvor à glória» (Ef 1,6). A alma que penetra e habita nas profundezas de Deus e que, consequentemente, tudo faz nele, com Ele, por Ele e para Ele, enraíza-se mais profundamente naquele que ama com cada um dos seus movimentos, das suas aspirações e dos seus atos, por muito comuns que sejam. Tudo nela presta homenagem ao Deus três vezes santo: ela é, por assim dizer, um «sanctus» perpétuo, um incessante louvor à glória! «Eles prostravam-se, eles adoravam e lançavam as suas coroas». Primeiramente, a alma deve prostrar-se, mergulhar no abismo do seu nada, afundar-se tão profundamente que encontre a verdadeira paz, imutável e perfeita, que nada transtorna, pois precipitou-se tão fundo que ninguém irá buscá-la. Poderá então adorar.

02 de agosto -Beato João de Rieti (Agostiniano)

Havia um jovem na cidade de Rieti, chamado João. Simples, humilde e sempre alegre, seguia a vida comum na alimentação e em tudo que se refere à vida da comunidade. Era irrepreensivelmente social, mas em sua vida particular era muito diferente. Servia com muito amor e caridade a todos os irmãos. Ninguém jamais ouviu de seus lábios nem uma palavra, nem pôde observar uma ação que ferisse o amor fraterno. Foi atencioso para com todos, especialmente para com os doentes e os hóspedes, colocando o que tinha à sua disposição, e cheio de caridade atendia a todos com alegria. De bom grado e com suma diligência ajudava a missa de todos os sacerdotes que se apresentavam. Este irmão costumava retirar-se sozinho ao horto do convento e, via-se quando voltava, que tinha chorado. Perguntado, certa vez, sobre o motivo de suas lágrimas, respondeu: “Vejo que as plantas, as árvores, as aves e a terra com seus frutos, obedecem a Deus; e os homens, aos quais foi prometida a vida eterna por sua obediência, desprezam os mandamentos do Criador. Por isso choro e gemo”. Conta-se que esse irmão de feliz memória, todos os dias, algum tempo antes de sua morte, teve o prazer escutar o canto de um rouxinol que vinha gorjear na sua janela. Admirados os irmãos, perguntaram a significação daquele fato. Respondeu-lhes, em tom de brincadeira, que era o convite para as bodas do céu.

02 de agosto - Beato Justino Maria da Santíssima Trindade

Justino, nascido no dia 18 de janeiro de 1891, em Pianura de Nápoles, filho de Luis Russolillo e Josefina Simpatia, desde os primeiros anos da sua vida sente um forte e claro chamado de Deus ao sacerdócio. Jovem inteligente e perspicaz, Justino se distingue entre os seus companheiros pelo empenho no estudo e pela excepcional piedade. Acompanha suas tias na escola e recebe lições particulares delas e do pároco. Aos cinco anos de idade faz a Primeira Comunhão e se encanta com Jesus Eucarístico. Aos dez anos de idade entra no seminário de Pozzuoli, sua diocese de origem, e supera brilhantemente os exames exigidos para ser admitido na segunda série ginasial. Justino nunca duvidou da sua vocação, porém mais de uma vez teve medo de não poder segui-la por causa da pobreza da sua numerosa família e das doenças que o acompanharam por toda a sua vida. Quando o barão Zambeglione, ao qual a mãe Josefina havia recorrido para pedir um auxilio econômico para pagar a mensalidade do seminário, permanece insensível ao pedido, mãe e filho choram amargamente. Nesta ocasião mamãe Josefina disse ao filho, do qual aprecia as virtudes: “Não tenha medo, eu te farei padre, mesmo à custo de empenhar os meus olhos!” O que não faria o amor de uma mãe! Toda a família, incluídas as tias, se empenha em realizar sacrifícios para que Justino possa seguir a sua vocação. Quando tudo parecia ir bem para o jovem seminarista, chega uma prova que quase o derruba. Morre repentinamente sua tia Enriqueta, que dava uma grande ajuda para pagar a mensalidade do seminário, e logo depois seu pai Luis cai de um andaime e não pode mais trabalhar. Falta o dinheiro para o seminário. Mais uma vez mamãe Josefina e o filho Justino choram amargamente, diante da perspectiva de Justino deixar o seminário. Os superiores percebem o que está acontecendo, comovem-se e se interessam pelo caso. O Barão Zambaglione, desta vez a pedido do bispo, empenha-se em pagar a metade da mensalidade.

Beata Joana de Aza, mãe de S. Domingos de Gusmão – 2 de agosto

 Não se tem muita informação sobre Joana de Aza - que alguns chamam de santa e outros de beata.  O que se sabe principalmente é que foi mãe do grande São Domingos de Gusmão e que era uma mulher virtuosa, muito compassiva.  Seu pai era D. Garcia Garcés, senhor do condado de Aza, marechal-mor de Castela e tutor do rei Afonso VIII, e sua mãe Da. Sancha Bermúdez de Trastamara. Joana nasceu, portanto, no seio de uma família nobre, várias vezes entrelaçada com a casa real de Castela. Seu ano de nascimento deve ter sido 1140.   Aos vinte anos Joana de Aza se casou com D. Félix Ruiz de Gusmão, senhor de Caleruega. Dante saudou este nobre consórcio no seu Paraíso. Os seus nomes estavam cheios de simbolismos: Félix, "feliz", Joana, "o senhor é a sua graça".  O casal vivia em Calaruega e ali nasceram seus filhos. O mais velho, Antônio (venerável), foi sacerdote e consagrou a vida aos peregrinos e aos enfermos que iam ao sepulcro de São Domingos de Silos, próximo de Caleruega. O segundo, Manes, ou Mamerto (beato). seguiu o irmão mais novo e se fez dominicano.

02 De Agosto: Trasladação Das Relíquias De Santo Estevão, Protomártir E Arquidiácono

A Igreja instituiu esta segunda festa do Santo Protomártir Estevão para comemorar a descoberta de suas relíquias junto às de Gamaliel, Habib e Nicodemos, pelo sacerdote Luciano, em Gamala da Palestina, em dezembro do ano 415. Segundo relato atribuído a Luciano, fora revelado em sonho, a ele e ao monge Migecio, o lugar onde podiam encontrar as relíquias do Santo Protomártir. Tendo sido descobertas conforme a revelação, foram solenemente trasladadas para Jerusalém pelo arcebispo João, juntamente com os bispos Eleutério de Sebaste e Eleutério de Jericó. Posteriormente, por volta do ano 428, durante o reinado do imperador Teodósio, o Jovem (408-450), as relíquias foram depositadas numa igreja em honra ao santo Diácono Lourenço, até o dia 02 de agosto, quando foram solenemente transferidas para uma igreja construída em honra do Protomártir Santo Estêvão. Fragmentos destas relíquias foram distribuídos para vários lugares do mundo, o que contribuiu para a propagação da devoção a Santo Estevão. Incontáveis milagres foram operados por Deus através de sua intercessão. Santo Evódio, bispo de Uzalum, na África, e Santo Agostinho, nos deixaram relatados muitos desses milagres.«Está bem que, desejando obter, por sua intercessão, bens temporais, o imitemos de tal modo que possamos alcançar, finalmente, os bens eternos». Certamente Deus se fez homem para curar os males temporais, pois, durante a sua vida mortal, curou os enfermos, libertou os possessos e socorreu aos necessitados, dando-nos uma prova sensível do seu poder divino e indicando que veio para nos livrar das enfermidades.

ESTEVÃO Papa, Mártir, Santo-257

Santo Estevão foi o sucessor de São Lúcio, cuja história não muito difere da sua em relação às fortes perseguições sofridas, também em curto espaço de tempo (2 anos), infligidas também pelo imperador Valeriano. Sua dedicação e empenho em manter a mesma linha de seu predecessor, ou seja, inflexibilidade nas questões relativas à sua fé e ao seu fiel apostolado, fizeram que da mesma forma, recebesse a coroa do martírio pelas mãos do imperador tirano. Filho de Júlio, nasceu no final do segundo século e, apesar de haver poucos relatos acerca da sua infância, todas as evidências confirmam que pertencia nesta época já a uma família cristã. Sua dedicação aos estudos das letras humanas e divinas, particularmente à vida dos Santos, fez com que em curto espaço de tempo, atingisse grau de especial distinção entre os fiéis de Roma. Era jovem quando foi admitido ao clero. Os Papas São Cornélio e São Lúcio, que viriam a se tornar seus predecessores, julgaram que não se podia deixar escondida aquela brilhante tocha de sabedoria. Foi ordenado diácono para em seguida ser administrador dos bens eclesiásticos, ao mesmo tempo que recebeu jurisdição vicarial. Logo que assumiu a cadeira de São Pedro, empenhou-se valorosamente no sentido de extirpar a chama da heresia, defendendo em primeiro lugar os sagrados cânones e as orações para culto divino. Persistia o erro da heresia novaciana, cuja evolução Santo Estevão acompanhou de perto desde os tempos de São Cornélio que, após decisão conciliar, excomungou e declarou Novato antipapa. As raízes da heresia, apesar disso, alastraram-se danosamente.

EUSÉBIO DE VERCELLI Bispo, Santo 283-371

Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345. Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina. Porém isso não o livrou da perseguição dos hereges arianos, que infestavam a cidade. Ao contrário, sofreu muito nas mãos deles. Como não mudava de posição e enfrentava os desafetos com resignação e humildade, acabou preso, tendo sido cortada qualquer forma de comunicação sua com os demais católicos. Na prisão, sofreu ainda vários castigos físicos. Contam os escritos que passou, também, por um terrível suplício psicológico. Quando o povo cristão tomou conhecimento do fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos e tão veementes os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Contudo o exílio continuou e ele foi mandado para a Capadócia, na Turquia e, de lá, para o deserto de Tebaida, no Egito, onde foi obrigado a permanecer até a morte do então imperador Constantino, a quem sucedeu Juliano, o Apóstata, que deu a liberdade a todos os bispos presos e permitiu que retomassem as suas dioceses.

PEDRO JULIÃO EYMARD Sacerdote, Fundador, Santo 1811-1868

Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal. Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem. Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia. Aliás, padre Eymard já notava que havia um certo distanciamento do povo da Igreja. Algo precisava ser feito. Rezou muito, pediu conselhos aos superiores e para o próprio papa Pio IX. Entretanto, percebeu que por meio do Instituto dos Maristas não poderia executar o que era preciso. Deixou o Instituto e foi para Paris.

ZEFERINO GIMENEZ MALLA Leigo, Mártir, Beato 1861-1936

Zeferino Gimenez Malla nasceu na Catalunha, Espanha, em 26 de agosto de 1861. Descendia do povo cigano daquela localidade, que chamava o menino de “El Pelé”. A família vivia na pobreza, que se intensificou quando o pai a abandonou para ficar com outra mulher. Por isso Zeferino não pôde ir à escola, precisou ajudar no sustento da casa, confeccionando e vendendo cestas de vime. Quando completou vinte anos, transferiu-se para Barbastro e ali se casou com Teresa Gimenez Castro, ao modo cigano, sem rito religioso. O casal não pôde ter filhos, então resolveram adotar Pepita, uma sobrinha de Teresa. Zeferino não tinha uma profissão fixa, era habilidoso com cavalos e mulas, mas tornou-se um comerciante autônomo depois de um episódio que encantou toda Barbastro. Um homem tuberculoso, vertendo sangue contaminado pela boca, estava agonizando na estrada. Todos tinham receio de ajudá-lo, afinal a tuberculose era extremamente contagiosa. Porém isso não intimidou Zeferino, que o ajudou prontamente, abrigando-o em sua casa e tratando de sua doença. Quis o destino que a família daquele homem fosse uma das mais poderosas do local, e Zeferino foi muito bem gratificado pela sua boa ação. Com o dinheiro, ele iniciou um pequeno negócio, que rapidamente prosperou. Ele acabou enriquecendo, mas, mesmo assim, continuou praticando sua caridade. Com o sangue nômade nas veias, passou a pregar pelas estradas, munido do rosário. Socorria aos mais pobres, especialmente os ciganos, seus irmãos de sangue. Porém para ele todos eram o "próximo", tornando-se a razão de sua existência e de seu trabalho caridoso. Cristão, devoto da Virgem Maria e da eucaristia, frequentava a santa missa todos os dias, na qual fazia questão de receber a comunhão.

Nossa Senhora de Akita, 47 anos depois

Akita, guardiã de nova advertência
No dia 3 de junho de 1624, Masakage, filho do senhor feudal da região de Akita, mandou queimar vivos nesta cidade 32 cristãos. Talvez o fato de ter sido regada pelo sangue de mártires explique a predileção de Nossa Senhora por Akita, onde mais tarde a Mãe de Deus escolheria a Irmã Agnes para transmitir no Oriente um derradeiro apelo à conversão, porquanto no Ocidente a Mensagem de Fátima não tivera a aceitação devida.
Aliás, a ligação de Akita com Fátima é notória. Houve uma primeira aparição do anjo à Irmã Agnes, em 1969, paralela à havida em 1917 aos três pastorinhos. O celeste emissário também rezou com ela o Terço e ensinou-lhe a mesma oração que por ocasião da segunda parte do segredo Nossa Senhora ensinara aos videntes da Cova da Iria: “Quando rezais o Terço, dizei depois de cada mistério: ‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem’”.4
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Terça-feira –Santos: Eusébio de Vercelli, Pedro Julião Eymard, Teodata
Evangelho (Mt 14,22-36)A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.”
Podemos ver no texto de Mateus uma mensagem para sua comunidade e para nossa também. Jesus ficou orando no monte, chegou a noite, os discípulos estão sós, o vento sopra forte, as ondas sacodem o barco. Nossa comunidade sente-se só, parece que Jesus não está conosco, temos medo das ondas e do vento. A fé dá-nos tranquilidade: não o vemos, mas Jesus está conosco e salva-nos.
Oração
Senhor Jesus, como sempre vossa igreja enfrenta tempos difíceis, e precisamos de vossa ajuda. Aumentai nossa fé em vós e no Pai; enviai o Espírito que nos ilumine de dê coragem; estendei a mão para nós, que as ondas são violentas. Confiamos em vós, no poder de vosso amor, agarramo-nos à vossa promessa. Cremos que nos guiais, mesmo se pareceis distante e não vos vemos. Amém.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

111. MAS NÃO FUI EU

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
A catequista estava contando para as crianças a história comovente dos sofrimentos de Jesus na sua Paixão. 
Os olhinhos fixos nela nem piscavam. 
Os coraçõezinhos palpitavam céleres, refletindo nos semblantes a emoção e a compaixão. 
Em certa altura, para causar impacto, ela perguntou: 
- Quem fez toda essa maldade para Jesus? 
Ninguém abria a boca. 
Uma criança arriscou uma resposta: 
- Foram os judeus. 
Havia na sala uma menina de origem judia. 
Talvez ninguém soubesse que era judia. 
Ela escondeu o rosto entre as mãos e começou a chorar baixinho, enquanto repetia: 
- Mas eu não fui!...Não fui eu, não! 
Lição: Será que podemos dizer a mesma coisa: Mas eu não fui!...