segunda-feira, 1 de agosto de 2022

REFLETINDO A PALAVRA - “Caminho espiritual a Quaresma”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Não saiba a esquerda, o que faz a direita
 
No primeiro dia da Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas, a liturgia nos orienta como deve ser a vida dos cristãos durante esse tempo privilegiado. Abre um caminho e depois, nos dias sucessivos, explica comentando-o com outros passos da Escritura. A Palavra de Deus é abundante na Quaresma. Seria suficiente para dizer que a Quaresma foi boa, se procurarmos estar atentos e viver a palavra anunciada. A liturgia toca os pontos fundamentais da vida cristã: esmola, oração e jejum. Note-se são respostas às três tentações de Jesus. Mas a indicação básica que orienta essas três atitudes é a discrição de sua realização. Jesus faz a comparação: faça para Deus e não para ser visto pelos outros. Condena assim a falta de interioridade de certas pessoas. Fazem para serem vistos pelos outros. Tempo perdido! “Já receberam sua recompensa!” Jesus começa pela esmola. Dar esmola, sair de si, pensar nos outros, desapegar-se, ter Deus como a maior riqueza é o equilíbrio no uso dos bens maravilhosos que Deus nos dá. Superamos assim a ganância do ter. Com essa atitude poderíamos solucionar o maior problema do mundo que é o desequilíbrio da sociedade onde há poucos ricos que tem tudo, e a maioria que não tem o necessário para viver. Isso sempre existiu, mas nós temos melhores condições de resolvê-lo pela abertura de coração para com os necessitados. Mudar as estruturas do mundo é sua meta. Assim, silenciosamente, realizamos a Páscoa nova da humanidade. Esmola não é só dinheiro ou coisas, mas o amor e a entrega de nós mesmo como um dom. 
Entra em teu quarto e fala com o Pai 
Essa é bonita! “Quando vocês rezarem, não façam como os hipócritas, que gostam de aparecer. Quando for rezar, entre no seu quarto, feche a porta, e reze ao Pai que está oculto. E o Pai, que vê o que está escondido, dará a recompensa” (Mt 6,5-6). A oração abaixa o orgulho, que é a segunda tentação. Jesus chama a rezar. Rezar não é fazer discurso a Deus, mas colocar a cabeça em seu colo e, acariciado por Ele, conversar com intimidade sobre tudo o que a gente é. Podemos recitar fórmulas, ler, mas o importante é deixar a oração entrar no coração. O quarto não são só as quatro paredes, mas nosso coração, sacrário do encontro com Deus. Em nossas orações há muito palavreado, espetáculo de línguas, euforia, recitação de fórmulas vazias. Tudo bom, mas se não vai para o interior, perde o valor. Deus mora em mim. É dentro de mim que vou curtir Sua Palavra, que vou arquitetar o amor da esmola. Rezar é falar com familiaridade com Deus, como um amigo fala com o outro, como os namorados falam. Pegue seu celular e telefone para Deus. Mas deixe sempre na vibração, pois Ele retorna. O coração vibra. Ele fala. 
Lava o rosto e perfuma-te 
“Quando jejuarem, não mostrem para os outros” (Mt 6,16). Ao contrário, disfarcem pela alegria. O jejum perdeu muito sua característica de sede de Deus e passou a ser um jeito inútil de passar fome. Jejum sempre vale. Vale para Deus quando faço a Ele, na busca de corrigir os defeitos que colocamos na natureza. Não é emagrecimento das gordurinhas, mas das gorduras dos males acumulados em nosso ser. O jejum não é só de comida, mas de nossas vontades rebeldes, de nossos gostos exagerados, de nossa falta de controle da língua, do sexo, da imaginação, das curiosidades picantes. Jejuar é sair de si para amar, para se dedicar. Ajuda a superar o egoísmo. Vejam o profeta Isaias (58): “É esse o jejum que eu quero?” Jejum é ter em Deus o maior prazer. Ele é o alimento que nos sacia. Jesus jejuou 40 dias procurando vencer todas as tentações.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM MARÇO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 1 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,13-21. 
Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas, logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-no por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou, então, à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois, partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II(1920-2005)papa 
Encíclica «Ecclesia de Eucharistia»,§§3-5
(trad. © Libreria Editrice Vaticana) 
Tomou os cinco pães, ergueu os olhos 
ao Céu e recitou a bênção. 
Depois, partiu os pães e deu-os aos discípulos 
Do mistério pascal nasce a Igreja. Por isso mesmo, a Eucaristia, que é o sacramento por excelência do mistério pascal, está colocada no centro da vida eclesial. Isto é visível desde as primeiras imagens da Igreja que nos dão os Atos do Apóstolos: «Eram assíduos ao ensino dos apóstolos, à união fraterna, à fração do pão, e às orações» (2, 42). Na «fração do pão», é evocada a Eucaristia. Dois mil anos depois, continuamos a realizar aquela imagem primordial da Igreja. E, ao fazê-lo na celebração eucarística, os olhos da alma voltam-se para o Tríduo Pascal: para o que se realizou na noite de Quinta-feira Santa, durante a Última Ceia, e nas horas sucessivas. A agonia no Getsémani foi o prelúdio da agonia na cruz de Sexta-feira Santa: a hora santa, a hora da redenção do mundo a hora da glorificação. Até àquele lugar e àquela hora se deixa transportar em espírito cada presbítero ao celebrar a Santa Missa, juntamente com a comunidade cristã que nela participa. Mysterium fidei! - «Mistério da fé!». Quando o sacerdote pronuncia ou canta estas palavras, os presentes aclamam: «Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!». Com estas palavras ou outras semelhantes, a Igreja, ao mesmo tempo que apresenta Cristo no mistério da sua Paixão, revela também o seu próprio mistério: «Ecclesia de Eucharistia». Se é com o dom do Espírito Santo, no Pentecostes, que a Igreja nasce e se encaminha pelas estradas do mundo, um momento decisivo da sua formação foi certamente a instituição da Eucaristia no Cenáculo. O seu fundamento e a sua fonte é todo o Tríduo Pascal, mas este está de certo modo guardado, antecipado e «concentrado» para sempre no dom eucarístico. Neste, Jesus Cristo entregava à Igreja a atualização perene do mistério pascal.

01 de agosto - Beato Emerico de Quart

O Beato Emerico nasceu no castelo de Quart em meados do século XIII, era filho do nobre James II e quando jovem, ansioso por estudar teologia, foi enviado para a universidade, talvez de Turim, onde obteve o grau de doutor. No final de seus estudos, ele retornou ao castelo de Quart, mas não se sentindo adequado às vaidades do mundo, retirou-se para um lugar, agora chamado Valsainte, a uma hora do castelo, para levar uma vida solitária, dedicada à contemplação e à oração. Neste lugar foi construído um oratório que lembra as penitências de Emerico e é um destino de peregrinações. Uma lenda antiga diz que os joelhos do santo ajoelhado em oração ainda são reconhecíveis nas pedras próximas ao oratório. Não está claro se após o período eremita, ele entrou nos Cânones de Santo Orso, ou como um subdiácono no Capítulo da Catedral, no entanto, dedicou-se totalmente à salvação das almas, despertando uma admiração geral, a ponto de ao morrer o bispo Nicola I Bersatori (1301) os dois capítulos o escolheram como sucessor. Foi consagrado bispo no final de 1301, em Biella, pelo bispo de Vercelli Aimone di Challant. Seu trabalho foi muito vasto, ele nomeou bons mestres da escola, admitiu ao sacerdócio somente homens dignos e julgou clérigos, aplicou a lei de residência, deu sua renda na esmola, mantendo para si o estritamente necessário para viver, ajudando no entanto as igrejas da diocese.

01 de agosto - Beata Maria Stella Mardosewicz e 10 companheiras

Deus foi verdadeiro "apoio e proteção" para as mártires de Nowogródek, a Beata Maria Stella Mardosewicz e 10 coirmãs, religiosas professas da Congregação da Sagrada Família de Nazaré. Ele ajudou-as durante toda a vida e depois no momento da terrível provação, quando esperaram a morte a noite inteira; foi-o sobretudo ao longo do caminho rumo ao lugar de execução e, por fim, ao instante do fuzilamento. Onde é que elas encontraram a força para se entregarem a si mesmas em troca da salvação dos condenados à prisão de Nowogródek? Onde hauriram a audácia para aceitar com coragem a condenação a uma morte tão cruel e injusta? Deus tinha-as preparado lentamente para esse momento da maior prova. A semente da graça lançada no dia do santo Batismo e depois cultivado com grande cuidado e responsabilidade, afundou as raízes e deu o fruto mais belo, que é o dom da vida. Cristo disse: "Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos" (Jo 15, 13). Sim, não há amor maior do que este: estar pronto a dar a vida pelos irmãos. Agradeço-vos, ó Beatas mártires de Nowogródek, o testemunho do amor, o exemplo de heroísmo cristão e a confiança na força do Espírito Santo. "Foi Cristo que vos escolheu e destinou para dardes fruto na vossa vida e para que o vosso fruto permaneça" (cf. Jo15, 16). Sois a maior herança da Congregação da Sagrada Família de Nazaré. Sois a herança da inteira Igreja de Cristo para todos os tempos! 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 05 de março de 2000 

SÃO PEDRO FABRO, PRESBÍTERO JESUÍTA

Pedro Fabro era um homem muito devoto, - embora esta sua atitude não suscite, hoje, muito interesse, - mas era admirado, no seu tempo, por ser uma pessoa de caráter humano e espiritual não comum. Desde há 500 anos, Pedro Fabro é considerado “apóstolo” do Evangelho, do Papa e do carisma nascente dos Jesuítas, que propagou por todos os lugares e em suas muitas viagens. 
Inácio, o Papa e Lutero 
Inácio Fabro estudou em Paris e foi professor, por dois anos, na Universidade “La Sapienza” de Roma. No entanto, a sua doutrina era apropriada tanto para os cultos quanto para os analfabetos. Para ele não fez muita diferença deixar o prestígio acadêmico para dar catecismo, a pedido do Papa, no interior da região italiana de Parma. Não fez também nenhuma diferença, mais tarde, a obedecer ao Papa, que o enviou à Alemanha como ponte de diálogo entra a Igreja e o protestantismo de Lutero. Fabro foi um jesuíta apaixonado pelo novo estilo de vida inaugurado por Santo Inácio, tornando-se o primeiro sacerdote da Companhia, em maio de 1534. Em 15 de agosto do ano seguinte, com o fundador da Ordem dos Jesuítas e outros cinco companheiros, fez o famoso voto em Montmartre: viver em pobreza e ir a Jerusalém, estando sempre à disposição do Papa.

01 De Agosto: Os Sete Santos Irmãos Mártires Macabeus

Macabeu era o segundo nome de Judas, o terceiro filho de Matatias, que foi o primeiro chefe dos judeus na rebelião contra o imperador sírio Antíoco Epifânio. Posteriormente, o nome foi aplicado a todos os familiares e descendentes de Matatias e àqueles que os seguiram na revolta contra o rei da Síria. Entre eles estavam os santos que a Igreja comemora neste dia. Os Macabeus são os únicos mártires do Antigo Testamento que são comemorados pela Igreja. Os judeus se rebelaram porque Antíoco queria lhes impor a religião grega, mas o pretexto para que eclodisse a revolta foi a perseguição que empreendeu Antíoco contra os judeus, como um alento para o seu furor pela derrota que sofreu no Senado romano em sua segunda campanha contra o Egito (168 aC). Com efeito, Antíoco enviou à Jerusalém um general de nome Apolônio, comandando cerca de vinte e dois mil homens com ordem de helenizar a cidade; e se houvesse qualquer resistência de parte dos judeus, deviam matá-los, sem piedade, e substituí-los por estrangeiros. O mais famoso dos mártires judeus que preferiu morrer em vez de quebrar a lei de Deus, foi Eleazar. Era um ancião de venerável aspecto e um dos principais escribas ou doutores da Lei. Os perseguidores, pensando que o povo iria seguir o exemplo de Eleazar, tentaram de todas as formas seduzirem a que renegasse sua fé, não poupando adulações, ameaças e violência, mas o ancião não cedeu.

Afonso Maria de Ligório

Reprodução.
*27 de setembro de 1696 + 01 de agosto de 1787


Santo Afonso Maria de Ligório
 nasceu em Marianella, perto de Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. O jovem Afonso recebeu a formação completa para ser um cidadão da classe nobre. Era um jovem normal da sociedade napolitana.

Sua formação humana e espiritual foi esmerada. Sua mãe e seu pai lhe ensinaram um profundo amor a Jesus Cristo visto como o Menino de Belém, o Crucificado, o Jesus da Eucaristia, e Maria. Afonso aprendeu a buscar a perfeição humana e espiritual. Procurava viver na graça de Deus e não pecar. Desde pequeno participa da vida de comunidade, pertencendo a diversos grupos pastorais para convivência, crescimento espiritual e comprometimento com os necessitados. Eram as confrarias.

Pode preparar-se muito bem em sua formação humana. Ele seria o herdeiro. Em seu conhecimento musical comporá músicas que até hoje são cantadas na Itália. Entre elas o Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, “Tu Scendi dalle Stelle” (Eis que lá das Estrelas) e numerosos outros hinos. O pai foi exigente em estudos. Aos 12 anos entra para a faculdade de direito onde se forma com 16 anos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado.

São Serafim de Sarov, Monge, Sacerdote Russo (+ 1833), 1º de Agosto

São Serafim (no mundo como: Prohor Mochnin) nasceu em 1759 na cidade de Kursk, em uma família comerciante. Aos 10 anos de idade ele ficou seriamente enfermo. Durante sua doença ele viu em sonho a Mãe de Deus, a Qual prometeu curá-lo. Alguns dias depois acontecia uma procissão em Kursk com o ícone de veneração local e milagroso da Virgem, Mãe de Deus . Devido ao mau tempo a procissão seguiu um caminho mais curto que passava diante da casa dos Mochnin. Depois que a mãe trouxe Serafim para junto da imagem milagrosa ele recuperou-se rapidamente. Na adolescência ele precisava ajudar seus pais na loja da família, porém o comércio pouco o atraía. O jovem Serafim gostava de ler a vida dos santos, freqüentar a Igreja e se isolar para rezar.
Aos 18 anos de idade Serafim decidiu firmemente tornar-se monge. Sua mãe o abençoou com um grande crucifixo de cobre, o qual ele usou durante toda a vida, por cima de suas vestes. Em seguida ele entrou para o mosteiro de Sarov como noviço.
Desde o primeiro dia no mosteiro, a abstinência excepcional de alimentos e sono tornou-se particularidade característica de sua vida. Ele se alimentava apenas uma vez ao dia, e assim mesmo de muito pouco. Às quartas e sextas-feiras não comia nada. Após pedir a benção de seu "staretz" (superior espiritual), ele passou a se embrenhar na floresta com freqüência para oração e meditação religiosa. Daí a pouco tempo ele adoeceu gravemente, e durante três anos foi forçado a ficar acamado a maior parte do tempo.

Madre Vitória da Encarnação, Clarissa baiana do séc. XVII

1a. pintura da
Madre. mandada
executar por
D Sebastião
     Há 307 anos, no dia 19 de julho de 1715, aos 54 anos, esta filha de Santa Clara de Assis faleceu em uma das celas do Convento Santa Clara do Desterro, em Salvador, o Convento feminino mais antigo do Brasil (fundado em 1677).
     Madre Vitória da Encarnação nasceu na cidade do Salvador, então capital do Brasil colonial, em 6 de março de 1661, sendo batizada no mesmo ano na antiga Sé da Bahia. Era filha do capitão de Infantaria, Bartolomeu Nabo Correia e de Luísa Bixarxe. Teve um irmão e três irmãs. Conforme escreveu Dom Sebastião Monteiro da Vide (1720), a casa desta família era um exemplo de lar cristão.
     Em 1675, quando Vitória estava com 14 anos, seu pai desejou enviá-la, juntamente com sua irmã mais velha, Maria da Conceição, para um convento nos Açores, em Portugal, porém a menina se recusou, dizendo que preferia que lhe cortassem a cabeça a ser enviada para um convento.
     Em 1677, quando foi fundado o primeiro mosteiro feminino no Brasil, o Mosteiro de Santa Clara do Desterro da Bahia, Vitória, então com 16 anos de idade, ainda dava mostras de aversão à vida religiosa, preocupando seus pais com seu comportamento.
     Vivia em Salvador, naquela época, um jesuíta de muita piedade a quem o povo venerava como santo já em vida e tinha fama de ser um profeta, o Padre João de Paiva. Foi a ele que o pai de Vitória recorreu aflito para queixar-se do comportamento de sua filha em relação à religião, pedindo ao padre que rezasse por ela. O Padre João o acalmou dizendo que a menina seria, no futuro, uma grande religiosa.
     Passaram-se alguns anos e Vitória começou a ter frequentes sonhos com a Mãe de Deus e seu Divino Filho. Neles, a Virgem lhe apresentava o Menino e chamava-a para a vida consagrada. Em outros momentos, via o Divino Menino a colher flores no caminho para o convento e a chamava para lá. Tais sonhos se repetiram inúmeras vezes, porém, Vitória não quis seguir o que a Virgem e o Menino pediam.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 01 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Segunda-feira – Santos: Afonso Maria de Ligório, Esperança, Caridade
Evangelho (Mt14,13-21)“Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” Eles não precisam ir.”
Ao alimentar o povo no descampado, Jesus convidava todos a acreditar que ele é o enviado de Deus para terem a vida. Mas, hoje me chama a atenção quando diz: – Dai-lhes vós mesmos de comer!No mundo e no Brasil há muitos passando fome e até morrendo. A palavra de Jesus obriga-me a perguntar que posso fazer diante dessa situação urgente. Não posso fugir de minha responsabilidade.
Oração
Senhor meu Deus, vejo ao meu redor desempregados, doentes, crianças sem escola, gente sem ter o que comer e onde dormir. Será que o mundo nunca vai mudar? Fico sem saber que fazer e como fazer. Ajudai-nos a sair de nossa segurança, mostrai-me o caminho e os meios para ajudar meus irmãos em necessidade. E ajudai-me a fazer opções políticas boas para nossa gente. Amém.

domingo, 31 de julho de 2022

110.GENEROSIDADE

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um menino de seus dez anos entrou na sorveteria e perguntou: 
- Quanto custa um sorvete de chocolate com amêndoas? 
- 50 centavos. 
O menino contou as moedas que tinha, e perguntou de novo: 
- E um sorvete simples? 
- 35 centavos, respondeu meio bruscamente. 
O menino tornou a contar as moedas e pediu: 
- Então me dê um sorvete simples. 
Pagou o sorvete e saiu. 
Quando a moça foi limpar a mesinha onde o menino se assentara, ficou toda envergonhada: junto ao copo vazio havia 25 centavos. 
Era a sua gorjeta!... 
Lição para a vida: Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem (Rm 12,21).

REFLETINDO A PALAVRA - “Cidadãos do Céu à imagem do Filho”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Transfigurou-se diante deles
 
Todos os anos nós lemos, no segundo domingo da Quaresma, o evangelho da Transfiguração. Não se trata da festa da Transfiguração que se celebra no dia 6 de agosto. Esse texto, apresentando Jesus transfigurado, é a explicação de como será a meta última dos cristãos, dos que tem fé. A comunidade que vem do tempo dos apóstolos passou por dificuldades maiores do que estas que estamos vivendo. Os evangelistas, devido à crise apresentada pelos cristãos diante do fracasso de Jesus, sua paixão e morte, apresentam Cristo Ressuscitado como compreensão desses fatos dolorosos. O Cristo que se transfigura é iluminado pela luz incriada, a divindade. Nesse momento recebe a experiência da Ressurreição. Ele está na esfera de Deus, representada pela nuvem. Jesus não é um simples fato da história, como tantos outros, mas é confirmado pelo Pai como Filho dileto. O Pai, apresentando o Filho, proclama: “Este é o meu Filho, o Dileto”. Propõe que o escutemos para sermos transformados. Os discípulos experimentaram a presença de Deus, tanto que Pedro diz: “É bom estarmos aqui”. O Filho ressuscitado dos mortos, como prefigura a transfiguração, é a solução para todas as dúvidas da comunidade diante do fracasso de Jesus. Hoje continua iluminando com a Ressurreição os baixios de nossa vida. 
Um caminho de vida renovada 
No mundo atual a comunidade está passando por crises semelhantes à crise da comunidade primitiva. Jesus por mais conhecido que seja, não passa para muitos, de uma figura bonita. O mundo não vê Jesus como vida, luz, verdade e caminho para os cristãos. A situação se torna grave quando Jesus para eles não chega a ser fonte de vida. O Pai manda ouvir seu Filho. Escutar significa tomar uma atitude obediente de vida, isto é, aberta à vida de Jesus em nós. Vamos escutá-lO através da vida vivência do batismo. Seremos assim transfigurados com Ele. Nossa transfiguração com Ele passa pela Liturgia. Nela, celebrando e vivendo os sacramentos, seremos santificados, iluminados. Fazemos desse modo nosso caminho espiritual que, com Ele, passa pela cruz, para chegar à Ressurreição. Nossa fé exige uma prática de vida, mas possui também a presença de Deus que, pelo Espírito, nos encaminha cada vez mais a sermos “cidadãos dos céus” (Fl 3,20), vivendo ainda na terra, esperando a transformação de nosso corpo para sermos semelhantes a seu corpo glorioso. 
Muito de humanos e bastante divinos 
O tempo da Quaresma coloca diante de nós a realidade do pecado e da graça, da morte e da vida. Refletimos as tentações de Jesus. Em Cristo somos tentados e em Cristo venceremos, como nos diz Santo Agostinho. Não depende só de nós, como um esforço pessoal. A aliança de Deus com Abraão continua dando-nos a certeza de que, fazendo esse caminho, chegaremos à glória de sua Ressurreição. Como Abraão nós somos chamados a entrar em aliança com Deus. Tanto a obscuridade da nuvem em que entram os discípulos, como o torpor em que entra Abraão, são características do encontro com Deus, pois Ele é a luz. Jesus também entra na obscuridade do sofrimento e da morte. Por aí também passa o discípulo. Chegaremos à ressurreição luminosa que vemos em Jesus, passando pela morte com Cristo, em seu Mistério Pascal. Durante a vida somos interiormente transformados, divinizados, para entrar na glória da Ressurreição e luzir ao fim como astros no firmamento. 
Leituras: Gênesis 15,5-2.17-18; Sl 26; 
Filipenses 3,17-4,1; Lucas 9,28b-36) 
1. Nesse 1º domingo da Quaresma lemos o evangelho da transfiguração. A transfiguração de Jesus mostra-nos que Jesus, pela ressurreição supera completamente a obscuridade de sua paixão e morte que tanto assustara os cristãos. Jesus mostra sua vitória antecipadamente. O Pai confirma que Ele é seu Filho dileto e manda que O escutemos para sermos também, assim, transformados como Ele. 
2. O mundo atual passa por crises semelhantes à crise da comunidade primitiva. Abala-se a fé em Jesus. Para muitos, Jesus não passa de uma figura e não é fonte de vida. Escutar o Filho significa tomar uma atitude de vida. Fazemos o caminho da Ressurreição. 
3. O tempo da Quaresma coloca-nos diante da realidade da vida e da morte. Refletimos as tentações de Jesus. Nele fomos tentados e Nele vencemos. Como Abraão, somos chamados a entrar em aliança com Deus. Entrar na nuvem ou no torpor é uma experiência de Deus. Nós somos chamados a entrar na obscuridade dos sofrimentos de Jesus para, transformados, divinizados, entrar na glória da Ressurreição. 
Montanha mágica 
Jesus sobe a montanha e lá, tudo vira um sonho. Jesus se transfigura, mostrando em sua humanidade os sinais da divindade. Mais ainda, Elias e Moisés falam com Ele. Os três apóstolos ficam abismados com a beleza e com a bondade da presença de Deus. Entram na nuvem, que significa a presença de Deus. Diz o Pai: “Este é meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz”. De repente tudo desaparece. Esse momento não é só uma coisa bonita para Ele, mas interessa muito a nós. Como Ele vai passar pela Paixão para chegar à Ressurreição. Assim nós também, crendo na sua Palavra (Ouvi-0, diz o Pai), nós seremos transfigurados como Ele.
Homilia do 2º Domingo da Quaresma
EM MARÇO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 31 DE JULHO

Evangelho segundo São Lucas 12,13-21. 
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?». Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: "Que hei de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? Vou fazer assim: deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos; descansa, come, bebe, regala-te". Mas Deus respondeu-lhe: "Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?" Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Basílio(330-379) monge, 
bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja 
Homilia 6, sobre as riquezas 
Construir outros celeiros 
«Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. 
O que preparaste, para quem será?». 
A conduta deste homem é tanto mais ridícula quanto o castigo eterno será rigoroso. Com efeito, que projetos abriga no seu espírito este homem que em breve vai partir deste mundo? «Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores». Eu dir-lhe-ia de bom grado: fazes bem, demolindo os celeiros da injustiça e destruindo com as tuas próprias mãos o que construíste de maneira desonesta. Deita por terra as reservas desse trigo que nunca saciou ninguém e arrasa os silos que guardam a tua avareza. Arranca-lhes os tetos, derruba-lhes as paredes e expõe à luz do sol esse trigo cheio de mofo libertando da sua prisão as riquezas que permaneciam cativas. «Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores». E, uma vez que tenhas voltado a atafulhá-los, o que farás? Demoli-los-ás para construíres outros ainda maiores? Haverá maior insensatez do que atormentar-se sem fim, construindo obstinadamente para depois demolir? Se quiseres, os teus celeiros podem ser casas para os pobres: acumula tesouros no Céu, pois a traça e a ferrugem não corroem o que neles for armazenado e os ladrões não os arrombam nem furtam (cf Mt 6,20).

Santo Afonso Rodrigues RELIGIOSO LEIGO, +1617

Diante da "galeria" de santos da Companhia de Jesus, voltamos o nosso olhar, talvez, para o mais simples e humilde dos Irmãos, Santo Afonso Rodrigues. Natural de Segóvia na Espanha, veio à luz aos 25 de Julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve que interromper seus estudos na instrução primária, pois com a morte do pai assumiu os compromissos com o comércio. Casou-se com Maria Soares a quem amou tanto quanto aos dois filhos. Infelizmente todos, com o tempo, faleceram. Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamamento a ser Irmão religioso. Foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão e, depois do noviciado, foi enviado para um colégio de formação. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro e a todos prestava vários serviços. De entre as virtudes heróicas que conquistou na graça e no desejo de ser firme, foi a obediência a sua prova de verdadeira humildade. Santo Afonso sabia ser simples Irmão pois aceitava com amor toda a ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra: "Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda a parte a vontade divina". Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues, sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617.

31 de julho - Beata Afonsa Maria Eppinger

Madre Afonsa Maria Eppinger foi beatificada na França em 09 de setembro de 2018, a nova Beata é fundadora das Irmãs do Santíssimo Salvador, cujo carisma é responder às aspirações das pessoas de viver sua dignidade, na paz e na felicidade, o rito de beatificação foi presidido pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, na Catedral de Estrasburgo, que na sua homilia fala do amor de Deus pela Beata: A beatificação de Elisabeth Eppinger, que passou a se chamar Afonsa Maria em honra de Santo Afonso de Ligório, nos mostra de maneira exemplar o que significa ser abençoado, o que significa ser abençoada. Significa tomar Jesus Cristo como uma medida de tudo, sendo chamado de abençoado por ele mesmo e, portanto, vivendo uma proximidade particular com ele, como claramente emerge de suas bem-aventuranças. Nas bem-aventuranças, o íntimo mistério de Jesus Cristo resplandece. Eles são, de acordo com as belas palavras do Papa Bento XVI em seu livro sobre Jesus de Nazaré, como "uma oculta biografia interna de Jesus, um retrato de sua figura".

31 de julho - Beato Francisco Solano Casey

Em Detroit, nos Estados Unidos de América, foi proclamado Beato Francisco Solano, sacerdote dos Frades Menores Capuchinhos. Discípulo humilde e fiel de Cristo, distinguiu-se por um serviço incansável aos pobres. Possa o seu testemunho ajudar sacerdotes, religiosos e leigos a viver com alegria o vínculo entre anúncio do Evangelho e amor pelos pobres. 
Papa Francisco – 21 de novembro de 2017 
O Beato Francis Solano Casey alcançou a santidade aqui nos Estados Unidos, escalando diariamente os passos que levaram ao encontro com Deus através do amor pelos irmãos necessitados. Os outros, especialmente os pobres, não foram vistos como um fardo ou um obstáculo para o seu caminho de perfeição. Mas como um caminho para a luz do esplendor divino. 
Cardeal Angelo Amato – 19 de novembro de 2017

31 De Julho: Santo Eudokimos, O Justo († 840)

Santo Eudokimos, o Justo, era natural da Capadócia (Ásia Menor) e viveu no século IX, durante o reinado do imperador Theophilos (829-842). Era filho de um piedoso casal cristão, Basílio e Evdoquia, e formavam uma ilustre família conhecida do imperador. A vida de São Eudokimos, o Justo, foi totalmente orientada ao serviço de Deus e do próximo. Prosperava nos ensinamentos cristãos e, muito logo os frutos de sua vida foram surgindo. Desde cedo imitava seus pais na caridade, tudo compartilhando com os mais necessitados, especialmente com os órfãos, viúvas e com os pobres desamparados. Por sua vida virtuosa o imperador designou Santo Eudokimos como governador do distrito Kharsian, com especial missão de vigiar a fronteira da Capadócia. Santo Eudokimos cumpriu com seu dever como um servo temente a Deus, regendo o povo com justiça e bondade. Aos 33 anos de idade, sua morte prematura trouxe grande dor àquelas incontáveis almas às quais transmitiu o Evangelho. «Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça».(Mt 13,43). Após a morte do filho, Basílio e Evdoquia foram para Constantinopla e 18 meses depois, sua mãe veio de lá para venerar os restos mortais do filho, ordenando que fosse removida a pedra e que cavassem o chão. Ao abrir o túmulo todos puderam ver o rosto brilhante do santo, tal como se ainda estivesse vivo, completamente intocado pela decomposição e exalando uma agradável fragrância. Retiraram então o caixão com as relíquias do santo, revestindo-o com novas roupas. Sua mãe queria levar as relíquias para Constantinopla, mas o povo de Kharsian a impediu. Passado algum tempo, um monge de nome José, que viveu e trabalhou próximo do túmulo do santo, trasladou as relíquias de Santo Eudokimos para Constantinopla. Lá foram colocadas num relicário de prata na Igreja da Santa Mãe de Deus, construída pelos pais do santo. Fontes: Menologion | Ortodoxia.org 
Trad.: pe. André

São Justino de Jacobis, Sacerdote, Missionário (+1860), 31 de Julho

 Nasceu em 9 de outubro de 1800 em San Fele, Luciana, Itália.Foi educado em Nápoles e entrou para os Vicentinos com 18 anos. Foi ordenado em 1824. Destacou-se como notável pregador, especialmente junto à população rural. Ele ajudou no processo de fundação de uma casa Vicentina em Monopoli. Mais tarde foi Superior em Lecce. Trabalhou com os doentes na epidemia de cólera de 1836/37 em Nápoles e milagrosamente não contraiu a doença.

Indicado Vigário Apostólico em  Adua, Etiópia em 1839, ele  começou um trabalho missionário na África que consumiu toda a sua vida. O povo era primeiramente composto de pagãos, islâmicos, cristãos Cópticos e estrangeiros que não recebiam bem qualquer autoridade, seja civil  ou religiosa. Justino aprendeu a língua, viveu com o povo e trabalhou para melhorar as relações da Igreja em nível local. Tentou que um dos seus monges fosse indicado pelo Vaticano com Patriarca da Igreja da Etiópia, mas não conseguiu. Retornou a Roma para consultas com o Papa, e tentou conseguir que alguns líderes religiosos etíopes  voltassem para a Etiópia com ele, mas não conseguiu.

INÁCIO DE LOYOLA Sacerdote, Fundador dos Jesuítas, Santo 1491-1556

PALADINO DA CONTRA-REFORMA 
Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus, destacou-se pela coerência e radicalidade de seu espírito. 
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Inácio nasceu no castelo de Loyola em 1491, sendo o último dos 13 filhos de D. Beltrán de Loyola e Da. Maria Sonnez. Aos 16 anos foi enviado como pajem ao palácio de Juan Velásquez de Cuellar, contador mayor dos Reis Católicos Fernando e Isabel, o que lhe permitiu estar em contacto contínuo com a corte. Bem dotado física e intelectualmente, o jovem Inácio “deu-se muito a todos os exercícios das armas, procurando avantajar-se sobre todos seus iguais e alcançar renome de homem valoroso, honra e glória militar” [1]. Ou, como ele mesmo diz com humildade, “até os vinte e seis anos foi um homem dado às vaidades do mundo, e principalmente se deleitava no exercício das armas e no vão desejo de ganhar honra” [2]. 
A hora esperada pela Providência 
Ouvindo falar dos grandes feitos dos seus irmãos em Nápoles, envergonhou-se de sua ociosidade e participou em algumas campanhas com seu tio, vice-rei da Navarra. Depois foi enviado em socorro de Pamplona, assediada pelos franceses. Era a hora da Providência. A desproporção das forças era esmagadora em favor dos franceses, mas Inácio não quis saber de capitulação e convenceu os seus a resistirem até o fim. “Confessou-se com um companheiro de armas. Depois de algum tempo de duração da batalha, a bala de uma bombarda atingiu-lhe a perna, quebrando-a toda. E como ela passou entre as duas pernas, a outra também foi duramente ferida” [3]. Inácio caiu por terra. Seus companheiros renderam-se. Os franceses, admirados da coragem do espanhol, trataram-no muito bem, fazendo-o levar depois, em liteira, para o castelo de seus pais. Os ossos haviam começado a se soldar de maneira defeituosa, e foi preciso quebrar de novo a perna para ajustá-los. Isso tudo, é bem preciso dizer, sem anestesia. O que levou-o às portas da morte, de modo a receber os últimos sacramentos. Quando todos esperavam o desenlace, na véspera da festa de São Pedro o doente, que era muito devoto desse Apóstolo, começou a melhorar. 

GERMANO DE AUXERRE Bispo, Santo c. 378-c. 448

Germano de Auxerre foi bispo de Auxerre na Gália. É um santo para as igrejas Católica e Ortodoxa, e seu dia é celebrado em 31 de Julho. Germano nasceu numa família gaulesa eminente, recebeu uma boa educação na Gália e estudou direiro em Roma, onde se casou com Eustáquia. O Imperador Flávio Honório enviou-o de volta a sua terra como prefeito (praefectus, com funções administrativas e/ou militares). Na Gália tornou-se clérigo e foi professor de Patrício, futuro apóstolo da Irlanda. Em 418 foi nomeado bispo de Auxerre. Num sínodo celebrado na Gália em 429, Germano foi encarregado de viajar à Britânia junto com Lupo, bispo de Troyes, para combater a heresia do pelagianismo. Voltou à Britânia em 444, com o mesmo objetivo. Conta-se que, na segunda expedição, Germano ajudou os britânicos a vencer ataques de pictos e saxões com o grito de guerra "Aleluia". Os relatos sobre esta visita são fontes importantes de informação sobre a Britânia pós-romana. Para evitar uma incursão punitiva de Flávio Aécio na Armórica (Bretanha), cujos habitantes haviam se rebelado, Germano viajou em 447 a Ravena, então sede imperial, para entrevistar-se com Gala Placídia e seu filho Valentiniano. Germano conseguiu assim obter o perdão aos habitantes da Armórica. Morreu em Ravena em 448. A principal fonte sobre sua vida é a hagiografia escrita por um aluno seu, Constâncio de Lyon, em 480. É o santo padroeiro de Auxerre e é venerado em várias localidades na França e Grã-Bretanha. Em sua terra natal, a Abadia de Saint-Germain d'Auxerre guarda sua tumba. Em Paris, a Igreja de Saint-Germain l'Auxerrois, localizada em frente ao Louvre, também é dedicada a ele.