sexta-feira, 28 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Santo é gente

PE.LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O humano e santidade
 
Temos a mentalidade de que um santo é tão diferente que concluímos não ser para nós. Santidade é para poucos heróis. Faz-se tanta fantasia sobre a santidade que ela se torna impossível para os “pobres pecadores”. Os santos têm pecados, têm defeitos, têm manias, têm dificuldades e são “piores” que nós. Só depois que vemos sua santidade. Estamos tropeçando em pessoas santas. O santo tem luta como qualquer um. Em vida, só percebemos sua santidade, se tivermos capacidade de perceber sua batalha. O povo de Deus é santo e pecador. Certamente temos pessoas luminares, especiais etc... Mas quanto mais humano, mais pronto está para viver grande santidade. Por isso a santidade pertence ao povo. O modelo é sempre Jesus que era extremamente humano. Leonardo Boff disse há tempo: “Jesus era tão humano que os discípulos entenderam que só podia ser divino”. Ser humano, com todas as riquezas e fragilidades é condição necessária para a santidade. Deus nos fez assim. Quanto se condenou nossa humanidade como empecilho para viver a graça de Deus. O que consideramos frágil, também foi feito por Deus e é caminho de santidade. Temos muita reflexão espiritual, grupos de espiritualidade que anulam o ser humano. Não é santidade. É de se duvidar que exista santidade em certas maneiras de viver a vida cristã.
Condição humana 
A Escritura nos diz que Deus fez o homem de barro, como um oleiro que faz um objeto, remodela, trabalha com suas mãos. Somos o barro nas mãos de Deus. O barro não é desprezível, sua condição sem firmeza é necessária para se formar o objeto. De uma pedra, pouco se pode mudar. Deus é nosso oleiro e nos molda. Somente estaremos firmes quando cozidos pelo fogo do Espírito e apresentados ao Pai. Assim foi Jesus. Cresceu como homem. É até melhor pensá-lo pouco humano, pois facilita a buscarmos fora de nós o caminho para Deus. Onde não está. Ser humano compromete nossa vida com a vida dos irmãos, pois fomos feitos para a fraternidade. É justamente o fato de estarmos juntos que fortalece e nos ensina a sair de nosso eu para o nós, onde somos irmãos comprometidos. A humildade de nossa carne e de nossa condição de sempre crescer é o melhor caminho. Jesus não impõe nada aos discípulos. Ele propõe seu caminho através de parábolas, breves ensinamentos, simplicidade de vida e de relacionamentos. Santidade é um dom para o povo de Deus e não um caminho especial para alguns escolhidos. Todos são santos por dom de Deus e pelo esforço pessoal. Todos podem. Há pouco santo gente do povo. Só bispo, padre e freira. E os casais? O casamento é o caminho normal de santidade feito por Deus.
Seguir o modo de Jesus 
É muito simples viver a santidade: basta viver como Jesus viveu, fazendo a vontade do Pai. Esta vontade está clara: “O Pai não quer que Eu perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia” (Jo 6,36). A santidade de Jesus era sua permanente união ao Pai que estava oculta pelo véu da Encarnação. Essa se manifestava através de uma vida dedicada totalmente, até o extremo, àqueles que o Pai lhe confiou, que somos todos nós. Não há homem que esteja fora do amor de Jesus. A santidade está aqui. Preferimos outras que não nos comprometem. Jesus é claro na sua opção; “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Santidade que vemos nos grandes santos realmente se deu em sair de si para viver para os outros, em tudo. Cada um de seu jeito e em suas condições. É um caminho aberto a todos. Fora desse, não há outro. Vida doada, santidade completa.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 28 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 25,1-13. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. No meio da noite, ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro". Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: "Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se". Mas as prudentes responderam: "Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores". Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: "Senhor, senhor, abre-nos a porta". Mas ele respondeu: "Em verdade vos digo: não vos conheço". Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório Magno 
(540-604) 
Papa, doutor da Igreja 
Homilias sobre os Evangelhos, 12 
«As nossas lâmpadas estão a apagar-se» 
«As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias». 
O azeite designa aqui o esplendor da glória; as almotolias são os nossos corações, onde guardamos todos os nossos pensamentos. As virgens prudentes levam azeite nas almotolias, porque guardam na sua consciência todo o esplendor da sua glória, como diz São Paulo: «Este é o nosso motivo de glória: o testemunho da nossa consciência» (2Cor 1,12). As virgens insensatas, pelo contrário, não levam azeite consigo porque não guardam a sua glória no segredo do seu coração, isto é, fazem-na depender dos louvores dos outros. «No meio da noite ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro"». Todas as virgens se levantaram. Mas as candeias das virgens insensatas apagaram-se, porque as suas obras, que de fora pareciam resplandecentes aos olhos dos homens, por dentro não eram mais do que trevas; e não receberam de Deus nenhuma recompensa, pois já tinham recebido dos homens os louvores que as satisfaziam.

São Moisés, o Anacoreta Etíope (de Scetis) Festa: 28 de agosto

(†)Scetis, Egito, cerca de 407
 
As fontes o apresentam primeiro como escravo ou servo de um oficial, depois como um homem violento, viciado em roubo e líder de um bando de ladrões. Sua conversão não foi um incidente isolado, mas o início de uma longa e difícil jornada ascética no deserto de Scetis. Ali, Moisés tornou-se monge, discípulo de anciãos experientes na vida espiritual e, após anos de luta contra suas paixões, sacerdote e líder de uma comunidade de discípulos. Sua experiência é narrada principalmente por Paládio na Historia Lausiaca e, de diferentes formas, nos Apophthegmata Patrum e em Sozomen. Sua figura está ligada sobretudo à radicalidade de sua conversão, à luta contra a violência e à prática da humildade. A tradição lhe atribui inúmeros ditos nos quais ele repete o convite a não julgar os outros e a reconhecer primeiro os próprios pecados. Ele morreu em Scetis, segundo Paládio, aos setenta e cinco anos de idade. A tradição monástica relaciona sua morte à incursão de saqueadores do deserto, geralmente situada por volta de 407.

Santo Hermes Mártir em Roma -Festa: 28 de agosto Roma, século III.

De origem grega, Hermes chegou a Roma no século III e tornou-se cidadão romano. Nomeado Prefeito, converteu-se ao cristianismo com sua esposa, filhos, irmã e milhares de escravos. Por isso, foi preso, por ordem de Trajano, que enviou Aureliano a Roma, onde mandou o tribuno Quirino assassiná-lo. 
Seu nome aparece nas fontes mais fidedignas do século IV, desde a Depositio Martyrum até o Martirológio de São Jerônimo, e o Papa Dâmaso I dedicou-lhe um de seus famosos epigramas em escrita filocaliana. Contudo, quase nada sabemos com certeza sobre sua vida terrena. Hagiografias posteriores o retratam como prefeito de Roma sob o imperador Trajano, convertido pelo Papa Alexandre I juntamente com sua esposa, filhos, irmã e 1.250 escravos: uma narrativa evocativa, mas historicamente insustentável, contradita pela arqueologia que situa seu martírio no século III.

Santa Joaquina de Vedruna, Viúva e Fundadora - 28 de agosto

Joaquina de Vedruna nasceu em Barcelona, Espanha, em 16 de abril de 1783. Seu pai, Lorenzo de Vedruna, era rico e alto funcionário do governo. Sua família era muito católica. Alguns setores da Igreja procuraram ocultar a origem aristocrática da família Vedruna, mas um documento demonstra isto irrefutavelmente. Desde muito pequena Joaquina tinha muita devoção ao Menino Jesus e as almas benditas do Purgatório. Algo que a caracterizou desde os primeiros anos foi um grande amor à limpeza. Não tolerava manchas em suas roupas. E isto a levou a não tolerar também manchas de pecado em sua alma. Em 1799 Joaquina casou-se com um advogado e proprietário de terras de Vic, Teodoro de Mas, com quem teve nove filhos. Quando Napoleão invadiu a Espanha, o esposo de Joaquina alistou-se no exército para defender sua pátria e participou valorosamente em cinco batalhas contra os invasores.

Santa Florentina, Virgem

Florentina de Cartagena, 
amplamente conhecida como Santa Florentina, 
chamada também de Florência
(em latim: Florentia) 
é uma santa venerada pela Igreja Católica. 
Nascida em meados do século VI em Cartagena, 
na região da Hispânia, 
ela e a família era cristãs engajadas 
na disseminação do cristianismo. 
História 
Florentina era irmã de três bispos ibéricos na época do reino visigótico, Leandro & Isidoro de Sevilha e Fulgêncio de Ruspe, e consagrou sua virgindade a Deus. Todos os quatro acabaram canonizados. Ela era mais nova que Leandro, o futuro arcebispo de Sevilha, mas mais nova que Isidoro, que o sucederia. Antes de ser elevado ao episcopado, Leandro havia sido monge e foi por influência sua que Florentina abraçou a vida ascética. Ela se associou com diversas outras virgens que desejavam abandonar a vida mundana e juntas formaram uma comunidade religiosa.

Santa Adelina de Poulangy, Abadessa - 28 de agosto

Adelina cresceu em Juilly; abraçou a vida monástica no mosteiro materno, ou talvez em Jully ou em Tard. Enviada para Poulangy (diocese de Langres) para introduzir ali a reforma cisterciense, tornou-se abadessa daquele mosteiro de 1157 a 1200. Nas suas atividades para o bem da Ordem, Adelina obedecia a direção do tio, São Bernardo. Após sua morte foi venerada como beata ou santa, mas não há indícios de um culto oficial. Sua memória é celebrada no dia 28 de agosto ou em 2 de setembro. (*) Guy de Durnes foi o primeiro abade de Notre-Dame de Cherlieu. Ele deixou Claraval para fundar, com 12 religiosos, a abadia cisterciense de Cherlieu, em 17 de janeiro de 1131. A fama de santidade de Guy e de seus discípulos atraiu muitos e o mosteiro chegou a contar com 600 monges.

Agostinho de Cartago Doutor da Igreja, coluna inabalável da verdade, Santo 354-430

Bispo e Doutor da Igreja. 
Um dos maiores espíritos do seu tempo 
e um dos maiores escritores da cristandade.
Um dos maiores gênios que a humanidade 
já produziu, denominado pelos escritores eclesiásticos
 Mestre da Teologia, Escudo da Fé e Flagelo dos hereges,
entre outros títulos
 ***** 
Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, pequena cidade livre do proconsulado da Numídia, do Império Romano, ao norte da África. Seus pais, Patrício e Mônica, se bem que de honradas famílias, não eram ricos. O genitor, ainda pagão, pertenceu à cúria da cidade — assembléia dos que compunham a cúria, uma divisão político-religiosa do povo romano. Sua mãe, fervorosa cristã, criou Agostinho no temor de Deus desde os primeiros anos de sua infância. Inscreveu-o também no número dos catecúmenos.

São Junípero (Miguel José) Serra Ferrer Padre Franciscano Festa: 28 de agosto

Sacerdote espanhol que passou 
grande parte da sua vida e 
exerceu o seu apostolado 
na Califórnia (Estado Unidos). 
(*)Petra, Maiorca, Espanha, 24 de novembro de 1713
(+)Monterey, Califórnia, EUA, 28 de agosto de 1784 Miguel José Serra Ferrer, natural da ilha espanhola de Maiorca, ingressou na ordem franciscana aos dezoito anos, adotando o nome de Frei Junípero em homenagem a um dos primeiros companheiros de São Francisco de Assis. Ordenado sacerdote aos 23 anos, em 1737, dedicou-se ao ensino (filosofia e teologia) e à pregação. Aos 36 anos, partiu como missionário para o México, então sob domínio espanhol. Em 1750, com seu discípulo Francisco Palóu, chegou à Sierra Gorda, onde fundou cinco missões.

ORAÇÕES - 28 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Sexta-feira – Santos: Agostinho de Hipona, Viviano, João III
Evangelho (Mt 25,1-13) “Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram para a festa de casamento. E a porta se fechou.”
O Reino de Deus, a chegada da salvação, em ambas as suas etapas, é sempre imprevisível. Aproveitando-se do que acontecia nas festas de casamento daquele tempo, Jesus insiste que devemos estar sempre atentos, para não deixar passar nenhuma oportunidade de graça e de salvação. Somente assim poderemos dar ao Senhor resposta pronta quando nos visita e convida.
Oração
Senhor, imprevisível não é só a hora de vossa visita. Imprevisível é também vosso modo de vos comunicar conosco. Se não prestamos atenção, não perceberemos quando nos falais pelos acontecimentos ou através das pessoas ao nosso lado. Tornai meu coração vigilante, para que não deixe de perceber vossa chegada sempre muito discreta. Ajudai-me a vos ouvir e acolher. Amém.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Aprendei da figueira”!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Minhas palavras não passarão
 
Chegando ao fim do Ano Litúrgico e início do Advento, entramos na temática do fim dos tempos. A segunda vinda de Cristo era uma expectativa forte na comunidade primitiva e se desenvolveu através da história. Atualmente, perdeu-se muito a noção de sua segunda vinda, para um termo mais vago, como Ele está vindo... sempre. O livro do Apocalipse e o Evangelho desenvolvem essa reflexão usando uma linguagem “apocalíptica”. Apocalipse significa revelação, isto é, descobrir o que está encoberto. Temos de distinguir a linguagem da realidade e da Palavra de Deus. O valor das palavras está no simbolismo que elas encerram. Temos que entrar no conhecimento dos símbolos para captar a mensagem. É por isso que Jesus diz: “O céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão” (Mc 13,30). Aos que vivem temendo ou anunciando a hora, temos as palavras de Jesus que nos acalmam: “Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai” (Id 32). Jesus quer ensinar que não é preciso esperar a hora, mas viver o momento presente olhando os sinais dos tempos para entender a ação de Deus. Deus não vem para destruir, mas para dar o prêmio e nos levar consigo (1Ts 4,17). Os textos querem nos afirmar a importância de nossa fé em Jesus. Trata-se de uma fé que modela a vida de acordo com o Reino de Deus que não é um futuro, mas um presente coerente com a Palavra de Jesus. Não é possível uma fé sem Jesus e sua palavra. 
Em Deus me refugio (Sl 15) 
Nossa vida cristã nos traz segurança. A fé é tudo. Mas, na verdade, vivemos sem um apoio e ficamos procurando coisas que nos garantam. Por isso elevamos nossa oração fervorosa: “Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se O tenho a meu lado não vacilo” (Sl15). A fé nos leva a um exercício permanente de buscar Deus em nossa vida. Para isso fazemos tantas coisas como que para nos garantir. Há gente que faz até “benzimento” de fechar o corpo. Alguns usam o texto de Paulo sobre a armadura do cristão: “Revesti-vos da armadura de Deus”. Lêem como se tivesse garantindo o corpo: “Cingi vossos rins com a verdade e revesti-vos da couraça da justiça. Calçai vossos pés com a preparação do evangelho da paz, empunhando o escudo da fé, ... tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito que é a Palavra de Deus” (Fl 6,14-17). Não fecha o corpo, mas nos dá condições de lutar contra o mal com a verdade, a justiça, a salvação e a Palavra de Deus. Em toda batalha temos o refúgio em Deus: “Vós me ensinais o caminho da vida; junto a vós, felicidades sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado”. 
Tornou perfeitos 
A Carta aos Hebreus nos oferece uma garantia em nossa fé. Será que seremos salvos? Onde se fundam nossas certezas e incdrtezas? Paulo usa a comparação do Cristo Sumo Sacerdote e o sacerdócio do Antigo Testamento. Este oferecia sacrifícios muitas vezes, incapazes de salvar. Cristo ofereceu um sacrifício único para o perdão dos pecados. Já estamos todos perdoados, pois “com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que santifica. Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado” (Hb 10,14). Já temos garantido o perdão. Vivemos a perfeição de Cristo, pois fomos redimidos em sua morte e ressurreição. Temos que acolher a graça com alegria. Vivemos pedindo um perdão que já recebemos. Basta aproveitar e viver a graça da vida nova conquistada por Cristo. 
Leituras: Daniel 12,1-3; Salmo 15; 
Hebreus 10,11-14.18; Marcos 13,24-32 
1. Deus não vem para destruir, mas para dar o prêmio e nos levar consigo (1Ts 4,17). 2. A fé nos leva a um exercício permanente de buscar Deus em nossa vida 3. Vivemos a perfeição de Cristo, pois fomos redimidos em sua morte e ressurreição. 4. A verdade, a justiça, o desejo de salvação e a Palavra de Deus, é o que nos capacita para lutar contra o mal.
No tempo em que as plantas falavam 
Temos em nossa mente aquela frase: “no tempo em que os bichos falavam”. Jesus nos alerta: “Aprendei, pois, da figueira esta parábola!” (Mc 13,28). Notamos que tudo fala, pois nossos ouvidos estão aprendendo lições permanentes do mundo, nas plantas, nas flores, nas estrela, na terra, nos rios, nas cascatas... Tanta coisa! Sempre aprendendo. Temos olhos para ver, ouvidos para ouvir, tato para tocar e coração para amar. O que a natureza nos fala? Há uma comunicação muito grande da própria natureza. Para nós são sons, são movimentos, são transmissões misteriosas dos seres. Por que não ouvimos o que dizem de Deus? O Evangelho das plantas foi notado pelo próprio Jesus: Olhai os lírios do campo! Olhai a figueira! Contemplai os campos maduros para a ceifa. Sabemos que podemos nos comunicar entre nós com a força e encanto da natureza. Ela mesma sofre por conta do nosso pecado (Rm 8,20ss). Sua redenção está próxima. Ele virá. E conosco todo universo caminhará para o Pai (Ef 1,10).
Homilia do 33º Domingo Comum (14.11.2021)

EVANGELHO DO DIA 27 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 24,42-51. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem. Quem é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar o alimento em tempo oportuno? Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas se o servo for mau e disser consigo: "O meu senhor demora-se", e começar a espancar os companheiros e a comer e beber com os ébrios, quando o senhor daquele servo chegar, em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa, expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas. Aí haverá choro e ranger de dentes». 
Tradução litúrgica da Bíblia Santa 
Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das 
Irmãs Missionárias da Caridade 
«Jesus, a Palavra», cap. 10 
«Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, 
encontrar procedendo assim.» 
Se às vezes temos a impressão de que o Mestre Se ausentou, não será por nos termos afastado desta ou daquela irmã? Uma coisa nos garantirá sempre o Céu: os atos de caridade e a gentileza com que tivermos preenchido a nossa vida. Nunca saberemos o bem que um simples sorriso pode fazer. Dizemos aos outros que Deus é grande, compreensivo e indulgente: seremos nós a prova viva disso mesmo? Eles verão realmente essa grandeza, essa compreensão e essa indulgência em nós?

Beato Domingos da Mãe de Deus Barbieri, sacerdote passionista-Festa: 27 de agosto

(*)Viterbo, 22 de junho de 1792
(+)Reading, Inglaterra, 27 de agosto de 1849 
Nascido em Viterbo em 1792, Domenico Barbieri ingressou na Ordem dos Passionistas aos 22 anos, adotando o nome religioso de Domenico della Madre di Dio. Ordenado sacerdote, iniciou seu trabalho de pregação na Itália, mas principalmente na Inglaterra, onde reconduziu muitos fiéis e ministros à fé católica, incluindo John Henry Newman. Foi muito apreciado pelos Papas Leão XIII, que o conheceu pessoalmente quando era núncio em Bruxelas, e Pio X, que o mencionou em uma carta de 1911. Era um homem de vasta erudição, como demonstram suas muitas obras filosóficas, teológicas e ascéticas. Faleceu em Reading em 1849 e está sepultado em Sutton-Oak, no retiro de Santa Ana, perto de Liverpool. (Avvenire) 
Etimologia: Domingos = consagrado ao Senhor, do latim
Martirológio Romano: Em Reading, na Inglaterra, o Beato Domingos da Mãe de Deus Barberi, sacerdote da Congregação da Paixão, dedicado à restauração da unidade cristã, acolheu muitos fiéis de volta à Igreja Católica.

Santa Mônica, Mãe de Santo Agostinho -Festa: 27 de agosto

Mãe de Santo Agostinho, 
que muito implorou de Deus
 a conversão do filho. 
(*)Tagaste, atual Song-Ahras, Argélia, 331
(+)Ostia, Roma, 27 de agosto de 387 
Nascida em 331 em Tagaste (atual Argélia) em uma família cristã, ela se casou com Patrício, um pagão de personalidade difícil. Com paciência e dedicação, conseguiu convertê-lo antes de sua morte. Viúva aos 39 anos, criou seus filhos sozinha, incluindo Agostinho, um homem inteligente, porém rebelde. Ele a fez sofrer ao rejeitar a educação cristã e adotar uma religião oriental. Mônica nunca deixou de rezar por ele, mesmo quando ele partiu para a Itália, deixando-a para trás. Ela o perdoou e se juntou a ele. Em Milão, graças em parte ao seu encontro com Santo Ambrósio, Agostinho mudou de vida. Mônica, finalmente em paz, viu seu filho se converter e ser batizado.

Beata Francesca Pinzokere Mártir -Festa: 27 de agosto

(†)Nagasaki, 17 de agosto de 1627
 
Ela foi uma das cristãs japonesas do século XVII que defenderam a fé católica durante uma das mais duras perseguições da história missionária. Pouco se sabe sobre sua vida, mas ela retrata uma leiga viúva que ingressou na Ordem Terceira de São Domingos e continuou a viver sua fé em uma época em que a simples colaboração com missionários poderia resultar em pena de morte. Em Nagasaki, ela ofereceu hospitalidade a padres dominicanos que atuavam clandestinamente em auxílio às comunidades cristãs. Por isso, foi presa e condenada à fogueira. Morreu como mártir em 1627, juntamente com outros membros da Ordem Terceira Dominicana e da Ordem Terceira Franciscana. Sua história é documentada principalmente pelos testemunhos do grupo de 205 mártires do Japão, beatificados por Pio IX em 1867.

Beata Maria del Pilar Izquierdo Árvore, Fundadora -Festa: 27 de agosto

(*)Saragoça, Espanha, 27 de julho de 1906
(+)San Sebastian, Espanha, 27 de agosto de 1945 
Ela nasceu em Saragoça, em 1906, numa família pobre, mas profundamente cristã. Sua vida foi marcada, desde a adolescência, por graves problemas de saúde, culminando em paraplegia e cegueira em 1927, o que a obrigou a passar mais de uma década entre hospitais e sua modesta casa familiar. Foi durante sua doença que ela desenvolveu um plano para uma obra dedicada a reproduzir a vida ativa de Cristo na sociedade por meio de obras de misericórdia. Em 8 de dezembro de 1939, após mais de dez anos de imobilidade, Maria Pilar experimentou uma cura repentina que fontes eclesiásticas descreveram como extraordinária e que mais tarde seria examinada em seu processo de beatificação.

Beato Gabriel Maria (1462-1532), religioso e fundador da Ordem da Anunciada, em honra da Santíssima Virgem.

O CREDO DE MARIA, de acordo com a doutrina mariana de muitos santos (por São Gabriel da Virgem Dolorosa). Hoje, o site "Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus" trás aos nossos leitores este belíssimo "Credo de Maria", feito por São Gabriel da Virgem Dolorosa, passionista, com uma coletânea de citações, revelações, meditações e ditames mariológicos que servirão para aumentar ainda mais nossa devoção à Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, e ver o quão grande e incomensurável é sua dignidade. Peço que o divulguem em suas famílias, rodas de amigos, grupos de oração, pastorais paroquiais e/ou diocesanas, em fim, a todos os católicos que, por o serem, tem por dever o amor e a honra da Virgem Santíssima.
1.Creio, ó Maria, que, como Vós mesma revelastes a Santa Brígida, sois Rainha do céu, Mãe de misericórdia, alegria dos justos e guia dos pecadores arrependidos; e que não há homem tão perverso que, enquanto viva, não tenhais misericórdia dele; e que ninguém abandonou tanto a Deus, que, se vos invoca, não possa voltar a Deus e encontrar perdão, enquanto que sempre será um desgraçado aquele que, podendo, não recorra a Vós.

Beato Gabriel-Maria (Gilbert Nicolas), sacerdote franciscano -Festa: 27 de agosto

(*)Riom, França, por volta de 1460 
(+)Rodez, França, 27 de agosto de 1532 
Sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores e cofundador da Ordem da Santíssima Anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria, ele representa uma figura religiosa culta e multifacetada que, com paciência e perseverança, impulsionou significativamente o crescimento da espiritualidade da família franciscana. Trabalhou movido pelo desejo de restaurá-la à autenticidade de suas origens e foi um pregador cativante, testemunha ocular daquilo que professava. O Papa Leão XIV reconheceu suas virtudes heroicas e decretou sua beatificação em 21 de fevereiro de 2026. O Beato Gabriel-Maria (nascido Gilbert Nicolas) nasceu em Riom, Auvergne, França, cerca de 20 km ao norte de Clermont-Ferrand, por volta de 1460. Pouco se sabe sobre sua família: pode ter tido um irmão e uma irmã. Sua vocação não foi precoce.

ORAÇÕES - 27 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Quinta-feira – Santos: Mônica, Eulália, Antusa Menor
Evangelho (Mt 24,42-51) ”Ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor.”
Jesus diz que precisamos estar atentos e preparados para suas passagens por nossa vida, e para a hora final. Preciso estar atento também aos momentos do dia a dia, para não me deixar levar por ímpetos de cólera, momentos de desânimo, faltas de atenção com os irmãos, e falhas semelhantes. Sem esquecer que preciso aproveitar agradecido os bons momentos que o Senhor me concede.
Oração
Senhor meu Deus, nem sempre estou atento à vida, e facilmente me deixo levar pela rotina. Deixo-me apanhar por pequenas infidelidades a vós e aos irmãos. Ou não percebo as oportunidades que me ofereceis para crescer, ou não saboreio os bons momentos que me proporcionais. Ajudai-me a estar atento, ciente que me envolveis. E que lembre sempre para onde vou. Amém.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Pensando santidade

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Santidade, coisa de humanos
 
A temática da santidade é muito vasta e diversificada. O grande risco é não chegarmos a uma espiritualidade com veias humanas. Espiritualidade é a manifestação da santidade de Deus em nós, nas condições humanas. Os santos, depois de colocados no altar, são magníficos. Não eram assim no cotidiano. Eram humanos. E em condições humanas. Se não é humano, não é santo. Se formos ver os santos que estão em nossos altares, sabemos que foram pessoas extraordinárias. Mas nos esquecemos de seu ser humano. Eram pessoas normais. Tinham defeitos, até mais que nós. O provérbio sobre os santos é interessante: “Viver com um santo no Céu é uma glória. Viver com um santo na terra é outra história”. Todos nós somos humanos. O que têm de especial? Buscam viver a vida cristã, trabalhando para vencer o que é mau, dedicando-se a Deus numa condição concreta. Eles têm pecados, mas tem a conversão e a busca constante de Deus. Com o tempo, depois de suas mortes, esses defeitos vão desaparecendo e fica só a ação de Deus em suas vidas. Esses santos dos quais falamos maravilhas não foram seres fora da realidade. Cada um tem sua maneira de ser. Têm até defeitos e jeitos que atrapalham. Por isso temos que correr de certas espiritualidades que anulam o ser humano. Quanto mais humanos, mais aptos para viver a graça de Deus, que foi feita para humanos. Por isso temos que ter olhos espirituais para ver Deus agindo nessas pessoas. 
O espiritual à altura do coração 
Não é fácil ser santo. Por outro lado, é muito fácil ser santo. Quem é santo? Você! Ela! Ele! Nós! Isso porque vivemos a graça de Deus em nossa condição. Viver a graça é ter a capacidade de amar que provém de Deus. Amar é nosso querer bem. A primeira exigência é ser humano, pois os nossos santos vivem no meio de nós. Gente de nossa gente. Quem é o santo? Olhemos para o povo que vive essa situação dolorosa da vida com simplicidade, lutas e empenho. Imaginemos uma mãe de família na batalha pelo pão de cada dia. Normalmente o marido já sumiu. Ou pai que vê, com o coração apertado, a situação exigente. Sobre o pobre não dá para fazer poesia, é rosário de dores. Mas há no coração uma alegria. Pior é pensar que o santo é o que está protegido num convento, que vive em orações, palavras e vestes bonitas. Certo que também eles. Mas vamos buscar o homem e a mulher que são como Jesus. Jesus não foi aceito porque era humano demais. Temos belas imagens de Jesus. Mas o homem de Nazaré era humano. Por isso, a espiritualidade tem que estar à altura do coração, isto é, coisa de gente. Na história temos santo para todo gosto. O que Jesus apresenta é a espiritualidade que vivia: as bem-aventuranças. Aqueles que parecem extravagantes foram feitos assim pela fantasia popular. 
Espiritualidade das mãos. 
O santo nos compromete a viver o que ele viveu buscando Jesus e os irmãos. Não encontramos santos que tenham sido distantes do povo. Mesmo que fossem de classe alta, eles sabiam buscar os pobres. Sem pobre ninguém fica santo. Santidade buscada com as mãos estendidas aos irmãos. Devemos ter o cuidado com os pobres, mas também ter um coração pobre, aberto às necessidades de todos. Jesus sintetiza essa verdade nas palavras da última Ceia: “Estou entre vós, como aquele que serve” (Lc 22,27). Mais que dar coisas, dar-se como serviço aos que necessitam. Esse serviço envolve toda a vida da sociedade. Se fizer bem às pessoas, é vida espiritual. Não há carimbo nem etiqueta.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021