terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Feliz quem teme o Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A família de Deus
 
A celebração da Sagrada Família de Nazaré é um retrato de família. A Sagrada Família é descrita não pelos fatos e situações, mas por suas virtudes. A descrição que a Palavra de Deus faz para nós é o modelo a ser vivido. Não vamos ser iguais a ela, mas vamos viver como ela. Era uma família normal que vivia na simplicidade. Os evangelhos não tencionam só contar fatos, mas apresentar como os mistérios da revelação são acessíveis a todos. Jesus, Homem-Deus, viveu as condições humanas de seu tempo, onde viviam as outras pessoas e como elas viviam. Quando dizemos Sagrada Família de Nazaré, temos em mente as três pessoas e deixamos de lado o mundo em que viveram. O evangelho da festa diz: “Os pais de Jesus iam todos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou 12 anos, subiram para a festa como de costume” (Lc 2,41-42). A Santa Família não era um quadro de parede, mas gente, como sua gente. Quando evangelho diz: “Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” (Lc 2,49), está mostrando para a comunidade que Jesus tinha também sua missão dada pelo Pai. Jesus era tão natural, diríamos, que os cristãos poderiam pensar que não ia além daquilo. Maria, ao encontrá-Lo pergunta: “por que dessa vez você agiu diferente?”. Não entenderam a resposta. E Jesus continuou sua vida de obediência. “E crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2,52). A normalidade de Jesus como homem é uma evangelização para as nossas famílias que podem viver agradando a Deus em qualquer circunstância viverem. A família é um caminho normal para Deus. 
Viver como a Sagrada Família 
A primeira leitura o livro do Eclesiástico mostra como se vive com os idosos. Maria e José talvez não tenham sido idosos, mas não viviam sozinhos. Seus avós talvez estivessem por ali. Viviam numa pequena comunidade de Nazaré com tudo o que tem de belo e triste. Eram uma família normal como as outras. O cuidado com os idosos é a chave do Céu. O quarto mandamento abre a lista dos mandamentos do relacionamento com os outros. O cuidado com os idosos devia fazer parte da vida de Nazaré. Obedecer a esse mandamento é condição para ser perdoado por Deus e ser ouvido em suas orações. A família de Jesus não era diferente das outras. E viviam juntos com os outros familiares. Viviam as virtudes enumeradas na carta de Paulo aos Colossenses. Ele nos oferece uma série de virtudes que são para todos e com toda a certeza já tinham sido experimentadas e curtidas naquela casinha no relacionamento familiar: misericórdia, bondade, humildade, paciência, mansidão, perdão, paz, agradecimento, alegria, solicitude um para com o outro, obediência etc… A Palavra de Deus anima essas virtudes. Por que não fazemos a experiência de viver esse modo de vida e depois dizer qual é o melhor 
As dores de Nazaré 
A família passou por problemas. E não foram poucos. A perda de Jesus na viagem de volta para Nazaré e as angústias que viveram mostram sua condição humana que é sempre cercada de sofrimentos, às vezes incompreensíveis. São fruto da fragilidade humana ou do pecado que nos cerca e envolve. Não se pode dizer “por que Deus fez isso comigo?”. É importante perguntar: “Como vou viver com Deus nessa situação?”. Não podemos viver de milagres. O maior milagre é viver bem na situação em que vivemos. Assim viveu Jesus, Maria e José: na simplicidade souberam educar o Filho de Deus 
Leituras: Eclesiástico 3,3-7.14-17ª; 
Salmo 127;
Colossenses 3,12-21;Lucas 2,41-52. 
1. Não seremos iguais à família de Nazaré, mas podemos viver como ela viveu. Era uma família normal que vivia na simplicidade. Vivia junto com outras pessoas e não era um mundo isolado. Jesus era tão normal que as pessoas podiam pensar que não ia além. Por isso deixou-se ficar em Jerusalém. Nossas famílias também podem agradar a Deus como a Santa Família. 
2. A Sagrada Família vivia como as outras e por isso tinha idosos. Não viviam isolados. O cuidado com os idosos é a chave do Céu. Viver o quarto mandamento é condição para ser perdoado e ter suas orações ouvidas. Vivendo as virtudes enumeradas por Paulo aos Colossenses, podemos ser uma santa família. 
3. A Família da Nazaré passou por graves situações. A condição humana é cercada de sofrimentos que são frutos da fragilidade humana ou do pecado que nos cerca e envolve. Não podemos cobrar de Deus, mas pedir para viver como ele quer nas situações em que vivemos. Maria e José souberam educar o Filho de Deus. 
Foto de Família 
A celebração da Sagrada Família é mesmo um retrato de família. A Família de Nazaré é descrita não pelos fatos e situações, mas por suas virtudes. A descrição que a Palavra de Deus faz para nós é do modelo a ser vivido. Não vamos ser iguais à Santa Família, mas vamos viver como ela viveu em sua casa. Não pensemos numa casinha encerada. As casas eram, às vezes pequenas construções unidas a grutas no morro. Na primeira leitura o livro do Eclesiástico mostra como se vive com os idosos. Maria e José talvez não tenham sido idosos, mas não viviam sozinhos. Seus pais talvez estivessem por ali. Viviam numa pequena comunidade de Nazaré com tudo o que tem de belo e triste. Eram uma família normal como as outras. Devia ser bonito. O cuidado com os idosos é a chave do Céu. Paulo nos oferece uma série de virtudes que são para todos e, com toda a certeza já tinham sido experimentadas e curtidas naquela casinha. Ele enumera todas as virtudes do relacionamento familiar: misericórdia, bondade, humildade, paciência, mansidão, perdão, paz, agradecimento, alegria, solicitude um para com o outro, obediência etc… A Palavra de Deus anima essas virtudes. Por que não fazemos a experiência de viver esse modo de vida e depois dizer qual é o melhor? A família passou por problemas. E não foram poucos. A perda de Jesus na viagem de volta para Nazaré não foi um descuido, nem desobediência. É uma lição dada à comunidade e para os próprios familiares de Jesus para que soubessem que Ele tem outra família que é o Pai do Céu, que não tira a autoridade da família da terra. Precisamos de novas famílias de Nazaré. 
Homilia da Sagrada Família (27.12.2015)

EVANGELHO DO DIA 25 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 9,30-37. 
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse; porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-lo; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará». Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar. Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?». Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho(354-430) 
Bispo de Hipona (norte de África), 
doutor da Igreja 
 Sermão 340 A, para uma ordenação episcopal no ano 411 
O bispo, «servidor de todos», como qualquer cristão 
Todo aquele que está à cabeça do povo deve recordar antes de mais que é o servo de todos, e nunca desdenhar deste serviço, uma vez que o Senhor dos senhores (cf 1Tm 6,15) Se dignou pôr-Se ao nosso serviço. Foi a impureza da carne que insinuou aos discípulos de Cristo uma espécie de desejo de grandeza, fazendo-lhes subir à cabeça os vapores do orgulho. Lemos, com efeito: «Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior?» (Lc 22,24); mas o Médico, que estava com eles, refreou-lhes a presunção, dando-lhes como exemplo de humildade uma criança (cf Mt 18,1-5). Não esqueçamos que o orgulho foi o primeiro mal e a origem de todo o pecado. Por isso, entre outras virtudes dos responsáveis pela Igreja, o apóstolo Paulo recomenda-nos a da humildade (cf 1Tm 3,6). Quando o Senhor quis fortalecer os seus apóstolos na humildade, disse-lhes: «Quem entre vós quiser tornar-se grande, seja vosso servo» (Mt 20,26). É como bispo que vos falo e, por conseguinte, a mim próprio dirijo estas palavras, porque Cristo «não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos» (Mc 10,45). Foi assim que Ele serviu – dando a sua vida para nos resgatar – e é assim que quer que também nós sirvamos. Qual de nós tem poder para resgatar quem quer que seja? Fomos resgatados da morte pela sua morte e pelo seu sangue; nós, que estávamos caídos por terra, fomos reerguidos pela sua humildade. Agora, devemos fazer a nossa parte pelos seus membros, porque fomos constituídos como tal: Ele é a cabeça, nós o corpo (cf Ef 1,22-23). É por isso que o apóstolo João nos exorta a imitá-lo, dizendo: «Ele deu a sua vida por nós e nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16).

São Vítor

Vítor era africano. Foi batizado ainda criança e quando ficou adulto ingressou no exército do imperador Maximiano. O destacamento em de Vítor se estabeleceu em Milão, na Itália. Entretanto o imperador exigia que todos os soldados, antes de irem para a batalha, oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos do império. Os que se recusavam eram condenados à morte.
Pois Vítor se recusou, mantendo e reafirmando sua fé cristã. Ele foi levado ao tribunal e interrogado. Confessou a fé, apesar de manter fidelidade militar ao imperador. Mesmo assim foi encarcerado, permanecendo por seis dias sem comida ou água. Essa cadeia onde ficou, ao lado da Porta Romana, até hoje é tristemente conhecida como o cárcere de São Vítor. Findo esse prazo Vítor foi arrastado pelas ruas da cidade. Foi severamente flagelado, mas manteve-se firme. Levado de volta ao cárcere, teve as feridas cobertas por chumbo derretido, mas o soldado africano saiu ileso do pavoroso castigo. Rapidamente Vítor se recuperou e, na primeira oportunidade, fugiu da cadeia. Acabou descoberto, levado a uma floresta próxima e decapitado. Era dia 08 de maio de 303.
No lugar de sua sepultura foi erguida uma igreja. Aliás há em Milão, várias outras igrejas e monumentos erguidos em sua homenagem. Vítor é um dos Santos mais amados e venerados pelos habitantes de Milão.
É invocado como o padroeiro dos prisioneiros e exilados.

25 de fevereiro - Beato Roberto de La Bussardière

Roberto nasceu por volta de 1055 em La Bussardière, Bretanha, em uma família rica. Ele foi enviado à Universidade, onde se formou com honras, para retornar à sua aldeia e suceder seu pai como pastor. Sabe-se que ele era casado, embora o nome de sua esposa seja desconhecido, do qual ele logo se separou, para seguir a tradição celibatária da Igreja (que não seria a norma definitiva, universal e absoluta até 1223, no Conselho de Lyon). Em 1078, ele retornou a Paris, onde obteve um doutorado em Teologia e da qual também foi reitor, sendo um grande exemplo de justiça, retidão, caridade e virtudes. Roberto era um fervoroso defensor da reforma da Igreja promovida por São Gregório; assim, em 1089, o bispo de Rennes o nomeou vigário da diocese. Desta posição, destacou-se por denunciar a imoralidade dos nobres, clérigos e pessoas do povo. Ele clamou contra a injustiça, os excessos dos ricos e a simonia e intimidação de muitos clérigos. Essa atitude causou-lhe guerra e inimigos por toda parte. Por isso, em 1093, quando seu bispo morreu, os clérigos ressentidos com as denúncias conseguiram transferi-lo para Angers, em cuja catedral ele se dedicou ao ensino de teologia. Em 1095, ele deixa o ensino e, com alguns amigos, se retira para a floresta de Caon, em Anjou. Aí atrai multidões para aqueles que pregam pobreza, penitência e caridade evangélica.

25 de fevereiro - Beata Rani Maria Vattalil

“A Irmã Vattalil testemunhou Cristo no amor e na gentileza, e se une à longa fila de mártires do nosso tempo. O seu sacrifício seja uma semente de fé e de paz, especialmente na terra indiana. Era tão boa que a chamavam de ‘a irmã sorriso’.” 
Papa Francisco – 06 de novembro de 2017 
"Irmã Vattalil tinha fome e sede de justiça. Por isto foi morta, em 25 de fevereiro de 1995, enquanto viajava de ônibus para Bhopal. O assassino desferiu 54 golpes de faca em seu corpo. Foi um verdadeiro massacre. Enquanto era morta, a Irmã repetia o nome de Jesus". Cardeal Ângelo Amato Na manhã de 25 de fevereiro de 1995, Irmã Rani Maria, viajava no ônibus que a levava de Udayanagar para Indore (Índia), quando foi atacada e assassinada por Samander Singh, um matador, com 54 facadas. O assassinato de Rani Maria Vattalil ocorreu diante de dezenas de passageiros, depois que Samandar foi induzido pelo líder hindu Jeevan Singh.

25 de fevereiro - Beato Domingos Lentini

“Esteja sobre nós a bondade do Senhor, nosso Deus”. 
A consciência profunda da bondade do Senhor animava o Beato Domingos Lentini, o qual na sua pregação itinerante não se cansava de propor o apelo à conversão e ao retorno a Deus. Por este motivo, a sua atividade apostólica era acompanhada pelo assíduo ministério do confessionário. Bem sabeis, com efeito, que na celebração do sacramento da Penitência o sacerdote se torna dispensador da misericórdia divina e testemunha da nova vida que nasce, graças ao arrependimento do penitente e ao perdão do Senhor. Sacerdote, de coração indiviso, soube conjugar a fidelidade a Deus com a fidelidade ao homem. Com ardente caridade dirigiu-se em particular aos jovens, que educava para serem firmes na fé, e aos pobres, aos quais oferecia tudo aquilo de que dispunha, com uma absoluta confiança na divina Providência. A total dedicação ao ministério fez dele, segundo a expressão do meu venerado Predecessor, Papa Pio XI, «um sacerdote rico só do seu sacerdócio». Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 12 de outubro de 1997 Domingos Lentini nasceu em Lauria, Província de Potenza (Itália), Diocese de Tursi-Lagonegro, a 20 de Novembro de 1770, numa família humilde e piedosa. Aos quatorze anos seguiu a vocação ao sacerdócio e progrediu na vida espiritual e na formação cultural, em primeiro lugar na paróquia natal e, depois, no Seminário de Policastro.

Santa Valburga

Santa Valburga foi uma das mais populares da Idade Média. Ela nasceu na Inglaterra. Seu pai, Ricardo, possuía um castelo em Dorsetshire; sua mãe, Viana, era piedosa e mãe extremosa. Ambos são venerados como santos pela Igreja. O casal teve três filhos: Vilibaldo, Vinibaldo e Valburga. Vilibaldo foi educado na Abadia de Waltham, perto de Winchester. Vinibaldo, de temperamento menos ativo e mais contemplativo, foi educado em casa. Quando tinha seis anos de idade, nasceu-lhe uma irmã que foi batizada com o nome de Valburga, equivalente no grego a Eucheria, que significa “graciosa”. Muito cedo perderam a mãe e uma amizade muito profunda ligou os dois irmãos. Em 721, Vilibaldo, então com cerca de vinte anos, manifestou o desejo de visitar a Terra Santa. Deixou a abadia com a licença de seu superior e voltou para Dorsetshire para persuadir o irmão a acompanhá-lo na viagem. Ricardo estava enfermo e Vinibaldo não queria deixá-lo só. Sequer mencionou ao pai os planos do irmão mais velho. Mas, este revelou seu plano e tão eloqüente foi, que o pai resolveu acompanhar os filhos na peregrinação. Valburga tinha então 11 anos. Ela sabia, contudo, que as peregrinações exigiam muito dos viajantes que enfrentavam dificuldades e perigos; muitos meses antes que fosse possível receber noticias dos peregrinos; o seu pai era velho, talvez não resistisse aos rigores da penosa e longa peregrinação...

São Nestor, bispo de Magido e mártir

Durante as perseguições do imperador Décio, Nestor defendeu e ocultou as comunidades cristãs de Panfília, atual Turquia. Estando em oração em casa, foi preso e torturado por se recusar a oferecer sacrifícios aos ídolos. São Nestor foi crucificado diante de uma enorme multidão de fiéis em oração.
Nestor era bispo de Magydos na Panfília, uma região da Ásia Menor. Ele foi morto por desacato à fé em 251 em Perge por crucificação. Uma "Paixão" grega do mártir conta que, durante a perseguição ordenada pelo imperador Décio, o governador da Panfília Poplius mandou procurar os cristãos da região para sacrificá-los aos deuses. Nestor fez o possível para salvar a comunidade cristã de Magydois. Mas ele não se preocupou com seu destino. Depois de se recusar a abjurar e sacrificar aos deuses pagãos, ele foi feito prisioneiro. No início, ele foi julgado pelo Senado e pelo tribunal local. Em seguida, eles o levaram para Perge para ser submetido a um novo julgamento. Um terremoto ocorreu no caminho. Depois de ser condenado e torturado, ele foi executado. (Avvenire) 
Etimologia: Nestor = lembrar, do grego ou guiar, do latim
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Perge na Panfília, na atual Turquia, a paixão de São Nestor, bispo de Magido e mártir, que, preso durante a perseguição do imperador Décio, foi condenado pelo governador da província à cruz, para que aquele que tivesse confessado o Crucifixo sofresse a mesma tortura.

Tarásio de Constantinopla Patriarca, Santo + 806

Natural de Constantinopla, foi um dos 
Patriarcas mais célebres da Igreja oriental. 
Tarásio, serenamente entregou a alma a Deus em 806.
São Tarásio, natural de Constantinopla, foi um dos Patriarcas mais célebres da Igreja oriental. O pai, nobre patrício e bom cristão, teve todo empenho em proporcionar-lhe uma boa educação. O filho satisfez perfeitamente aos desejos e esperanças do progenitor, tanto que, uma vez conhecido na sociedade, era objecto da admiração de todos, por causa do seu saber e belo carácter. Abriam-se-lhe ao futuro as perspectivas mais risonhas e prometedoras. Convidado pelo imperador Constantino V e sua esposa Irene, ocupou o cargo de cônsul e mais tarde de secretário do Estado. Os atractivos do mundo, o brilho de posições elevadas não conseguiram entretanto, ofuscar-lhe a vista. A vida na corte, tão cheia de seduções e escolhos para a virtude, em nada lhe modificou os sentimentos de piedade e a sobriedade de seu carácter. A todos e em todas as emergências, dava o exemplo de cristão recto. Havia no Oriente uma seita, que combatia o culto das imagens, chamada a dos iconoclastas. Paulo III, Patriarca de Constantinopla embora merecedor dos maiores elogios, como Prelado virtuosíssimo e caridoso que era, teve a fraqueza de não se opor à perniciosa seita, com a energia que as circunstâncias exigiam, tanto que a opinião de muitos católicos o acoimava como fautor da mesma.

Cesário de Nazianzo Médico, Político e Santo ca. 331-338

Irmão de São Gregório de Nazianzo, 
foi intendente e médico em Bitínia. 
Permaneceu solteiro e fez 
dos pobres os seus herdeiros.
Cesário de Nazianzo foi um proeminente médico e político. Ele é conhecido por ter sido o irmão mais novo de Gregório de Nazianzo e é reconhecido como santo tanto pela Igreja Ortodoxa, quanto pela Igreja Católica. O filho mais novo de Gregório, o Velho, bispo de Nazianzo, e sua esposa, Nona, Cesário nasceu na vila da família, em Arianzo, nas redondezas de Nazianzo. Ele provavelmente estudou em Cesareia Mazaca, também na Capadócia, como preparação para os estudos superiores em Alexandria, na província romana do Egipto. Lá, suas disciplinas preferidas eram a geometria, a astronomia e, principalmente, a medicina. Nesta última, superou todos os colegas. Por volta de 355 d.C., ele se mudou para a capital imperial, Constantinopla, e já tinha adquirido uma grande reputação por suas habilidades médicas quando seu irmão, Gregório, voltando de Atenas, apareceu por lá em 358.

Sebastião de Aparício Pastor, Beato 1502-1600

Pastor espanhol imigrante no México. 
Casou duas vezes e, acabou franciscano. 
Morreu com noventa e oito anos de idade.
Nasceu em Gudinha Galícia (Espanha) em 20 de janeiro de 1502. Quando criança contagiou-se por ocasião de uma epidemia. Os enfermos eram obrigados a viver apartados e sua mãe o levou a uma solitária choupana. Ali uma loba o mordeu e com a hemorragia curou-se a enfermidade. Desde então teve um especial amor e influência com os animais. Lhe agradava a vida do campo por sua paz e contacto íntimo com Deus. Ainda que não tivesse ido à escola, nem aprendido a ler ou escrever, desenvolveu muitas habilidades úteis: construção de edifícios e fabricação de carros, cultivo, toda classe de trabalho rural, etc. Pastoreou as ovelhas de seu pai até a idade de 20 anos, quando se foi como mordomo em uma fazenda situada em Salamanca que pertencia a uma jovem viúva, formosa e rica. Ela enamorou-se dele. Para não cair na tentação, Sebastião deixou o lugar e foi á Zafra, para trabalhar em outra fazenda ao serviço de Pedro de Figueroa, parente do duque de Feria. Porém ali, uma das filhas do dono também começou a rondar-lhe. Voltou a mudar-se, desta vez a Saluncar de Barrameda, onde partiam os barcos para a América. Trabalhou ali sete anos com bom salário e pôde enviar às suas irmãs o dote que se costumava recolher para o matrimónio. Porém, nesse lugar, foi outra vez assediado por moças.

São Toríbio Romo González Sacerdote e mártir Festa: 25 de fevereiro

(*)Santa Ana de Guadalupe, México, 
16 de abril de 1900
(+)Tequila, México, 25 de fevereiro de 1928 
Nasceu em Santa Ana de Guadalupe, pertencente à paróquia de Jalostotitlán, Jalisco, (Diocese de San Juan de los Lagos) em 16 de abril de 1900. Vigário com as funções de pároco em Tequila, Jalisco (Arquidiocese de Guadalajara). Um sacerdote com um coração sensível e oração assídua. Profundamente tomado pelo mistério da Eucaristia, ele pediu muitas vezes: "Senhor, não me deixes nem por um dia sem celebrar a Missa, sem abraçar-te na Comunhão". Por ocasião de uma Primeira Comunhão, segurando a Hóstia Sagrada nas mãos, ele disse: "Senhor, aceitarias o meu sangue que te ofereço pela paz da Igreja?" Enquanto estava em "Agua caliente", um lugar perto de Tequila, que servia de refúgio e centro de seu apostolado, ele queria atualizar os registros paroquiais. Ele trabalhava o dia todo na sexta-feira e também à noite. Às cinco horas da manhã de sábado, 25 de fevereiro de 1928, ele queria celebrar a Eucaristia, mas, sentindo-se muito cansado e sonolento, preferiu dormir um pouco para comemorar melhor. Ele tinha acabado de adormecer quando um grupo de camponeses e soldados entrou na sala e um deles apontou para ele dizendo: "Esse é o padre, mate-o", o padre Toribio acordou assustado, levantou-se e eles bateram nele. Ferido e vacilante, ele caminhou um pouco, mas uma nova secreção, atrás dele, tirou sua vida e seu sangue generoso tingiu a terra desta área de Jalisco de vermelho. 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Na localidade de Tequila, no território de Guadalajara, no México, São Toríbio Romo, sacerdote e mártir, que foi morto na perseguição furiosa por ódio ao seu sacerdócio.

LUÍS VARIARA Sacerdote salesiano, Beato (1875-1923)

Com Calisto Caravário, sacerdotes 
salesianos martirizados na China, 
por terem protegido a pureza 
duma jovem chinesa.
Luís Variara nasceu no dia 15 de Janeiro de 1875 em Viarigi (Ásti). Em 1856 Dom Bosco estivera ali, pregando uma missão. E foi a Dom Bosco que o pai confiou o filho, levando-o a Valdocco no dia 1 de Outubro de 1887. O Santo morreu quatro meses depois. Mas o contacto que teve com ele foi suficiente para marcar Luís para toda a vida. Pediu que o admitissem como salesiano e entrou no noviciado no dia 17 de agosto de 1891. Variara estudou Filosofia em Valsalice, onde conheceu Padre André Beltrami. Em 1894 esteve ali o Padre Unia, o célebre missionário que há pouco havia começado a trabalhar na Colômbia, entre os leprosos de Agua de Dios. O mesmo Padre Variara contava: “Qual não foi o meu espanto e a minha alegria quando, no meio de 188 colegas meus que tinham a mesma aspiração, o Padre Unia fixou os olhos em mim e disse: Este é meu”. O jovem Variara chegou a Agua de Dios no dia 06 de agosto de 1894. O lazareto contava 2000 habitantes, dos quais 800 eram leprosos. Mergulhou totalmente na sua missão.

Calisto Caravario Sacerdote salesiano, Mártir, Santo 1903-1930

Calisto Caravario nasceu em Cuorgnè, na província de Turim, Itália, no dia 18 de Junho de 1903. Desde pequeno, pelo seu carácter manso e reflexivo, todos o consideravam um menino bom. Por natureza, era levado à oração. Amava ternamente sua mãe, como testemunham as numerosas cartas que se escreviam. Aos 5 anos, transferiu-se com a família para Turim, perto do oratório de Porta Nuova. Na escola salesiana era um dos primeiros da classe. Todos os dias fazia questão de ajudar na Missa. Aconselhado pelo director do oratório, Pe. Sante Garelli, entrou para o noviciado e se tornou salesiano. Em 1922, D. Luís Versiglia estava em Turim e falou aos clérigos sobre as missões. Calisto lhe disse: “Excelência, um dia eu estarei junto com o senhor na China”. O Pe. Garelli foi para a China. Calisto tanto insistiu que, depois de pouco tempo, conseguiu partir também. A mãe disse ao Pe. Garelli: “De boa vontade deixo meu filho nas mãos de Dom Bosco”. E Calisto escreveria: “Com todo o afecto de que sou capaz, eu te agradeço, Senhor, por me teres dado uma mãe tão boa”. “Mamãe, uma notícia que te dará alegria: esta manhã dei minha primeira aula de catecismo em chinês.” Calisto foi mandado para Macau.

MARIA LUÍSA DE ANGELIS Religiosa, Beata (1880-1962)

Religiosa italiana da Congregação das 
Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia. 
Exerceu o seu apostolado na Argentina. 
Beatificada em 2004.
A Irmã Maria Luísa De Angelis nasceu no dia 24 de Outubro de 1880 na Itália, em São Gregório, uma pequena cidade do Abruzzo, não muito longe da bonita cidade de L'Áquila. Com a sua chegada, a primeira dos oito irmãos, depois de haver cumulado seus pais de alegria, foi baptizada na mesma tarde do seu nascimento, com o nome de Antonina. Com o passar dos anos, o contacto com a natureza e a dura vida do campo, a menina crescia límpida e simples, trabalhadeira e rica de sensibilidade, transformando-se ao mesmo tempo numa jovem forte e delicada, activa e reservada como todas as pessoas daquela esplêndida terra. No dia 7 de Dezembro do mesmo ano do nascimento de Antonina, faleceu em Savona uma Irmã, que escolheu de dar a vida em plenitude no seguimento de Cristo, que disse: «Sede misericordiosos, como é misericordioso o vosso Pai... Tudo aquilo que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes...». Era a Santa Maria Josefa Rossello, que deu a vida em Savona, no ano de 1837, ao Instituto das Filhas de N.S. da Misericórdia: uma família religiosa que então caminhava pelas estradas do mundo e com o exemplo atraia muitas jovens ao mesmo ideal.

ORAÇÕES - 25 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 – Terça-feira – Santos: Cesário de Nazianzo, Hereno, Vítor
Evangelho (Mc 9,30-37) “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que acolhe. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas quem me enviou.”
Basta ver o noticiário cada dia e temos um quadro muito triste de nossa pátria e do mundo. Crianças, idosos, homens e mulheres de todas as idades abandonados ao relento, doentes, feridos, famintos. As soluções humanas propostas não ajudam, porque a causa está nos corações. Não haverá saída se não nos abrimos ao amor-caridade para o qual Jesus nos convida e que nos torna possível.
Oração
Senhor meu Deus, vós nos dais tantariqueza e tanto espaço no mundo. E não há lugar nem o necessário para todos. E não haverá, se não nos transformais. Mudai, então, nosso coração, pois só vós podeis romper nossa ganância efome de poder, e abrir-nos para o amor. Dai um pouco mais de amor para os que nos governam e para os poderosos da economia. Sim, para nós também. Amém.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Vamos a Belém”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
E o Verbo se fez carne
 
Por onde todo mundo passa, há sempre uma criança. Onde há uma criança, a vida sempre renasce. Uma criança é sempre uma para nossas vidas. Isso rezamos na oração da missa do Natal: “Ó Deus, que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz” (oração). A liturgia de Natal é muito rica e oferece ricos ensinamentos sobre o nascimento de Jesus. Apresenta os fatos e nos ensina a ver neles a benignidade de nosso Deus que, para mostrar seu amor, se encarna e nasce como uma criança. Ver o Deus Menino, deitado sobre o capim num cocho é ver a maior libertação da humanidade. Que liberdade maior que começar a salvação do mundo sem a mínima pretensão, nascendo na simplicidade? É uma escola magnífica. O Deus de nossa fé oferece amor e não impõe. Não temos coragem de acolher o Deus que nasce como uma criança. É fundamental, pois foi assim que tudo começou. Rios de tinta já correram para explicar os mistérios de Deus. Deus mesmo só deu um bilhete: “Encontrareis um recém-nascido, envolvido em faixas, deitado num cocho” (Lc 2,12). Sobre o capim, dentro de um cocho. Tudo indica que, se voltarmos a Belém, lá entre os animais, poderemos compreender as delicadezas do amor de Deus. Tudo que falamos e ensinamos está certo, mas deixamos de lado a ternura do amor. João, em seu evangelho, se encanta com esse mistério e diz que o “Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Habitar vai além de morar. Deus se fez vida de gente como a gente que O cercava. Em tudo foi humano, menos no pecado (Hb 4,15). Valoriza o ser humano como possível de ter o que é de Deus. Assim foi Jesus, Natureza Humana e Divina. A cena do presépio deve impregnar nossos corações. 
Aqueles que O acolheram... 
Os pastores são os primeiros visitantes. Atrás deles se forma a grande massa da humanidade que vive as mesmas condições e acolhe com a mesma alegria Aquele que vem responder a todas as suas esperanças. Ao canto dos Anjos se junta o encanto dos pastores. De longe, tudo tão belo. De perto, tudo tão simples. Depois que os Anjos os deixaram, os pastores disseram entre si: “Vamos a Belém, e vejamos o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer” (Lc 2,15). Vêem como lhes fora anunciado. E contaram o que lhes fora dito a respeito do Menino. “Maria conservava todos esses acontecimentos e os meditava em seu coração”(19). Os que acolhem Jesus fazem dentro de si um laboratório que transforma em vida o que receberam por gestos e palavras. Por isso voltam glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido. O acolhimento se faz no coração depois de contemplar os fatos. Esse é o caminho da fé: crer é acolher e levar ao coração. 
Receberam a graça 
Somente vamos participar da Salvação que Jesus nos trouxe se assumirmos seu jeito de ser: humildade e alegria. Vamos a Belém. Não precisamos entender. O mistério não se entende, se acolhe. Basta fazer como Ele fez. Temos dois caminhos, como Jesus fez: deixou a aparência de sua divindade para ir ao encontro do outro. Para isso, assumiu a humildade, a simplicidade e a ternura. O acolhimento é a fonte de todas as graças, como nos escreve João: “De sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça” (Jo 1,16). Graça é o grande abraço do Deus que Se abaixa para mostrar sua ternura que é expressa na pessoa e nos gestos de Jesus. Natal é graça. Sem Jesus, ele perde sua graça. Voltemos para casa encantados com a graça de Deus manifestada em Jesus.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2015

EVANGELHO DO DIA 24 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 9,14-29. 
Naquele tempo, Jesus desceu do monte, com Pedro, Tiago e João. Ao chegarem junto dos outros discípulos, viram uma grande multidão à sua volta e os escribas a discutir com eles. Logo que viu Jesus, a multidão ficou surpreendida e correu a saudá-lo. Jesus perguntou-lhes: «Que estais a discutir?». Alguém Lhe respondeu do meio da multidão: «Mestre, eu trouxe-Te o meu filho, que tem um espírito mudo. Quando o espírito se apodera dele, lança-o por terra, e ele começa a espumar, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram». Tomando a palavra, Jesus disse-lhes: «Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar? Trazei-mo aqui». Levaram-no para junto dele. Quando viu Jesus, o espírito sacudiu fortemente o menino, que caiu por terra e começou a rebolar-se espumando. Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?». O homem respondeu-lhe: «Desde pequeno. E muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água para o matar. Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e socorre-nos». Jesus disse: «Se posso?... Tudo é possível a quem acredita». Logo o pai do menino exclamou: «Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé». Ao ver que a multidão corria para junto dele, Jesus falou severamente ao espírito impuro: «Espírito mudo e surdo, Eu te ordeno: sai deste menino e nunca mais entres nele». O espírito, soltando um grito, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, de modo que muitas pessoas afirmavam que tinha morrido. Mas Jesus tomou-o pela mão e levantou-o, e ele pôs-se de pé. Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe em particular: «Porque não pudemos nós expulsá-lo?». Jesus respondeu-lhes: «Este género de espíritos não se pode fazer sair a não ser pela oração». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica §§ 160-165 
«Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé» 
Para ser humana, «a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária. Por conseguinte, ninguém deve ser constrangido a abraçar a fé contra vontade. Efetivamente, o ato de fé é voluntário por sua própria natureza. Isto foi evidente, no mais alto grau, em Jesus Cristo» (Concílio Vaticano II, Dignitatis Humanae). De facto, Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo nenhum constrangeu alguém. Para obter a salvação, é necessário acreditar em Jesus Cristo e naquele que O enviou para nos salvar (cf Mc 16,16; Jo 3,36; 6,40). A fé é um dom gratuito de Deus ao homem. Mas nós podemos perder este dom inestimável. Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos de a alimentar com a Palavra de Deus; temos de pedir ao Senhor que no-la aumente (cf Mc 9,24; Lc 17,5; 22,32); ela deve «atuar pela caridade» (Gl 5,6; cf Tg 2,14-26), ser sustentada pela esperança (cf Rm 15,13) e permanecer enraizada na fé da Igreja. A fé faz que saboreemos, como que de antemão, a alegria e a luz da visão beatífica, termo da nossa caminhada nesta Terra. Então, veremos Deus «face a face» (1Cor 13,12), «tal como Ele é» (1Jo 3,2). A fé, portanto, é já o princípio da vida eterna. Por enquanto, porém, «caminhamos à luz da fé e não da visão clara» (2Cor 5,7). Luminosa por parte daquele em quem crê, a fé é muitas vezes vivida na obscuridade, e pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos parece muitas vezes bem afastado daquilo que a fé nos diz: as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a boa nova. É então que nos devemos voltar para as testemunhas da fé: Abraão, que acreditou, esperando «contra toda a esperança» (Rm 4,18); a Virgem Maria, na «peregrinação da fé» (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium); e tantas outras testemunhas da fé: «Estando nós rodeados de tão grande número de testemunhas, libertemo-nos de todo o impedimento e do pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição» (Hb 12,1-2).

São Lázaro, o Iconógrafo

St Lazarus Iconographer
São Lázaro, o Iconógrafo (810-865)
Seleção Biográfica:
Lázaro nasceu no Monte Cáucaso e deixou seus pais muito cedo para ir para Constantinopla, onde abraçou a vida religiosa. Além dos exercícios comuns da vida monástica, ele aprendeu pintura, uma arte cultivada nos claustros, especialmente em Constantinopla.
Pois bem, na sua época, a guerra contra as pinturas e imagens sagradas tinha sido declarada pelos iconoclastas. Os Imperadores, não satisfeitos em quebrar as imagens e perseguir seus defensores, também intimidaram os pintores seculares com editos rigorosos. Assim, o medo da morte, da prisão ou do exílio impediu muitos artistas de fazerem qualquer pintura ou escultura de Jesus Cristo ou dos santos.
Esta situação induziu muitos superiores religiosos a desejar reparar tal perda de arte religiosa. Apesar das ameaças e indignação dos príncipes, eles introduziram a arte da escultura e da pintura em seus mosteiros para evitar que as imagens sagradas fossem totalmente abolidas pelos ímpios.
Lázaro havia se tornado muito hábil nessa profissão; a grande reputação que adquiriu foi a causa da intensa perseguição que teve de sofrer.

24 de fevereiro - Beato José Mayr-Nusser

O Beato José Mayr-Nusser, pai de família e membro da Ação Católica, martirizado por se ter recusado a aderir ao nazismo por fidelidade ao Evangelho, “pela sua grande estatura moral e espiritual, ele constitui um modelo para os fiéis leigos, especialmente para os papais que hoje recordamos com afeto”. 
Papa Francisco – Ângelus – 19 de março de 2017 
"Reze por mim, Hildelgard, para que, na hora da provação, eu possa agir sem medo e sem vacilar, assim como é meu dever diante de Deus e de minha consciência". Este foi o pedido feito por José Mayr-Nusser em sua última carta escrita para sua esposa em 27 de setembro de 1944, pouco antes de morrer. José Mayr-Nusser nasceu em 27 de dezembro de 1910, em Bolzano, cidade do Trentino-Alto Ádige, uma cidade italiana que durante a II Guerra Mundial, foi incorporada à Alemanha, após ter pertencido, por longos anos, ao Império Austro-húngaro. Desde muito jovem, o Beato José Mayr, sendo um bom católico praticante, tinha um pendor para a pratica das obras de caridade. Ele dispensava uma grande atenção para com os pobres e logo tornou-se membro das Conferências de São Vicente de Paulo.