sexta-feira, 29 de julho de 2022

MARTA DE BETÂNIA Irmã de Lázaro e Maria Madalena, Santa (século I)

As Escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilómetros de Jerusalém. Lá moravam Marta, Lázaro e Maria, três irmãos provavelmente filhos de Simão, o leproso. Há poucas mas importantíssimas citações de Marta nas Sagradas Escrituras. É narrado, por exemplo, o primeiro momento em que Jesus pisou em sua casa. Por isso existe a dúvida de que Simão fosse mesmo o pai deles, pois a casa é citada como se fosse de Marta, a mais velha dos irmãos. Mas ali chegando, Jesus conversava com eles e Maria estava aos pés do Senhor, ouvindo sua pregação. Marta, trabalhadora e responsável, reclamou da posição da irmã, que nada fazia, apenas ouvindo o Mestre. Jesus aproveita, então, para ensinar que os valores espirituais são mais importantes do que os materiais, apoiando Maria em sua ocupação de ouvir e aprender. Fala-se dela também quando da ressurreição de Lázaro. É ela quem mais fala com Jesus nesse acontecimento. Marta disse a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas mesmo agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus dará".

Lázaro de Betânia : Amigo de Jesus e irmão de Marta e de Maria Madalena, santo (+ século I)

Lázaro de Betânia, na Judéia, irmão de Marta e Maria, deve à amizade de Jesus não só a estrondosa ressurreição do túmulo, mas também o culto com que a Igreja o honrou no curso dos séculos. A casa de Lázaro residência que estava à três milhas de Jerusalém, numa próspera região agrícola em Betânia, era um lugar onde Jesus costumava passar alguns momentos de descanso. Lázaro era estimado e respeitado pela comunidade hebraica, pela origem nobre, honestidade e religiosidade da família. Convivia com suas duas irmãs, Marta e Maria, ao que parece, os três eram solteiros. Essa amizade com o Mestre, não se sabe quando começou. As narrações feitas pelos evangelistas mostram Jesus sendo confortado pelas atenções dessas irmãs devido à sincera e confiante amizade do dono da casa. Notadamente, Lázaro era um amigo predileto, talvez um de seus primeiros discípulos. Um dia, o amigo adoeceu gravemente e as irmãs mandaram avisar Jesus, que estava pregando na região da Galiléia: … Senhor, aquele que tu amas está enfermo. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus. (Jo, 11, 3-4). Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá? Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz.

JOSÉ CALASANZ E 31 COMPANHEIROS ESPANHA 1936-1939

Salesiano espanhol, martirizado perto de Valencia, beatificado em 2001, ao mesmo tempo que 31 outros mártires..
 
Entre 1936 e 1939 a Espanha foi sacudida por uma dramática e sangrenta guerra civil: um conflito carregado de acesos antagonismos ideológicos, transformando-se num embate entre democracia e fascismo, entre republicanos e rebeldes guiados pelo general Franco. Pagou as contas disso também a Igreja espanhola que sofreu uma violenta perseguição, sobretudo pelas forças anárquicas e milicianas. Foram massacrados milhares de sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, tão somente por serem cristãos. Entre eles, também numerosos membros da Família Salesiana: 39 Sacerdotes, 22 Clérigos, 24 Coadjutores, 2 Filhas de Maria Auxiliadora, 4 Salesianos Cooperadores, 3 Aspirantes Salesianos e 1 Colaborador leigo; 95 ao todo. Levaram-se adiante três causas em separado, depois transformadas em duas: o Grupo de Valência – 32 mártires – tendo como cabeça o Padre José Calasanz, e os dois grupos de Sevilha e Madrid – 63 mártires – tendo como cabeça o Padre Enrique Saiz Aparício. O primeiro grupo foi beatificado em 11 de março de 2001 com os outros mártires da diocese de Valência; o segundo grupo espera o exame da "Positio". Padre José Calasanz (1872-1936) nasceu em Azanuy. Em 1886, em Sarrià, viu Dom Bosco já cansado e sofredor.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Sexta-feira – Santos: Marta, Olavo, Beatriz de Roma
Evangelho (Jo 11,19-27) “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais.”
Marta acreditava na ressurreição final, mas estava pedindo que Jesus trouxesse Lázaro de volta para esta vida. Jesus atende seu pedido. Foi um grande favor, mas favor limitado, pois foi apenas a volta dele para a vida terrena. O grande favor que esperamos de Jesus é a vitória sobre a morte pela nossa passagem para a vida definitiva, sem nenhuma das limitações que agora tanto nos afligem.
Oração
Senhor, aceito a morte inseparável de minha condição humana. Não me apavoro, porque sei que me quereis dar uma vida nova, que dura para sempre, na felicidade mais completa e na total realização de todos os meus anseios. Creio que sois a ressurreição e a vida, por isso entrego-me confiante em vossas mãos. Ajudai-me a ter sempre diante dos olhos a esperança da ressurreição. Amém.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

107. PEQUENOS GESTOS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um rapaz voltava da escola, carregado sacolas e sacolas de livros. 
Coisa estranha! 
Dava a impressão de ter abandonado a escola. 
Súbito um bando de moleques aproximou-se dele e deu-lhe um trança-pé.
Os livros se esparramaram pelo chão e os óculos voaram longe. 
Todos fugiram. 
Casualmente ia passando por ali um rapaz que se ofereceu para ajudá-lo a recolher tudo.
Agradeceu com um sorriso e despediram-se. 
Ficaram amigos. 
O tempo foi passando e chegou o dia da formatura. 
Escolhido para fazer o discurso, discorreu belamente sobre o valor da amizade. 
Como exemplo citou o fato acima e acrescentou: 
- Aquele gesto livrou-me de uma tragédia irreparável. Eu ia voltando para casa com todos os meus livros porque não queria dar trabalho para minha mãe depois da minha morte. Ia voltando com o firme propósito de suicidar-me. O gesto de um desconhecido que depois se tornou meu amigo, livrou-me da tragédia. 
Palavra de vida: Com um simples gesto de solidariedade podemos mudar o rumo da vida de alguém.

REFLETINDO A PALAVRA - “Quarta Feira de Cinzas”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Um tempo propício
 
Hora de arrumar as gavetas! Acumulamos muitas coisas e é preciso dar uma organizada. Iniciando a Quaresma, com a cerimônia das cinzas, estamos nos abrindo a uma experiência nova. As cinzas em si não têm nada de especial. São símbolo de que estamos entrando em um tempo especial e propício para nos prepararmos para a Páscoa. As cinzas têm um grande poder simbólico. Na igreja antiga havia a penitência pública. No início da Quaresma impunham-se as cinzas para indicar que os pecadores entravam nesses 40 dias de penitência e conversão. Essa cerimônia passou para todos os cristãos. Na Quinta-Feira Santa recebiam o perdão na missa para a reconciliação dos pecadores. Rezam-se, ainda hoje, as palavras: “Lembra-te homem que és pó e em pó te hás de tornar”. As cinzas lembram a fragilidade da pessoa, seu fim e a necessidade de voltar-se para Deus. A finalidade da Quaresma não é só a penitência, mas aproveitar esse tempo propício e intenso de reflexão e oração para nos prepararmos para a Páscoa, ponto central de nossa vida cristã. O número 40 também é simbólico e aparece em diversos lugares. Jesus faz 40 dias de jejum após o batismo. Jesus, indo ao deserto para orar e jejuar, combate e vence o demônio com a Palavra de Deus, como veremos no primeiro domingo da Quaresma. Esta não é só penitencial, mas também batismal. A liturgia é um caminho que conduz à Páscoa de Jesus da qual participamos pelo Batismo. Não estamos deixando de lado o aspecto devocional que nos comove, mas não podemos perder de vista o fundamental: “Se ressuscitastes (pelo batismo) com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está à direita de Deus” (Cl 3,1). 
Deixai-vos reconciliar com Deus 
O Batismo indica o caminho espiritual que exige uma contínua conversão. Esta não é só uma saída do erro, mas um esforço de buscar um relacionamento com Deus que seja significativo. Paulo estimula-nos a essa conversão. E a Quaresma retoma essa exortação de Paulo: “Deixai-vos reconciliar com Deus, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, é agora o momento favorável, é agora o tempo de salvação” (2Cor 5,5.20.6,1-2). Essa conversão acontece através da participação mais intensa nos momentos espirituais da vida da comunidade, ouvindo a Palavra de Deus e praticando a caridade. A proposta de Jesus é entrar no quarto, no silêncio do coração, recolher os sentidos e olhar mais o próprio interior com tempos de silêncio e serenidade. Não se deve esquecer, contudo, que a maior conversão é a caridade. 
Obras de conversão 
A leitura do evangelho, escolhida para a Quarta-Feira de Cinzas, apresenta três obras fundamentais para se viver bem a Quaresma: oração, esmola e jejum. Curiosamente há uma relação muito densa entre essas três obras e as tentações de Jesus. Essas obras são o remédio contra a tentação. Vejamos: A oração leva-nos a perceber a importância de Deus e nossa dependência dEle. A humildade da oração combate o orgulho do poder. O jejum quer moderar o estímulo do prazer que, bom por princípio, pode se tornar um veneno quando não usado com o sentido da graça. A ganância do ter, simbolizada no pão, é vencida pela Palavra que ouvimos e colocamos em prática. Todo esse esforço deverá ser feito no recolhimento de nosso “quarto” (coração) onde só Deus vê. À medida que aliviamos nosso ser de seus pesos, ficaremos leves para celebrar a Páscoa. As cinzas colocadas em nossas cabeças sejam símbolo de nossa decisão de fazer uma quaresma rica de Deus. Assim poderemos celebrar dignamente a Páscoa de Jesus em nossa vida.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM FEVEREIRO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 28 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,47-53. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena (1347-1380) 
terceira dominicana, 
doutora da Igreja, copadroeira da Europa 
Diálogo, cap. 39 
«Quem crê no Filho tem a vida eterna; 
quem se nega a crer no Filho 
não verá a vida» (Jo 3,36) 
Santa Catarina de Sena ouviu Deus dizer: No dia do juízo final, quando o Verbo, meu Filho, revestido da minha majestade, vier julgar o mundo com o seu poder divino, não virá como o pobre miserável que era quando nasceu do seio da Virgem, num estábulo, no meio dos animais, ou como quando morreu entre dois ladrões. Nessa altura, o meu poder estava oculto nele; como homem, deixei-O sofrer penas e tormentos. Não é que a minha natureza divina estivesse separada da sua natureza humana, mas deixei-O sofrer como homem para expiar os vossos pecados. Não, não é assim que Ele virá no momento supremo: Ele virá com todo o seu poder e todo o esplendor da sua própria pessoa. Aos justos, inspirará um temor respeitoso e, ao mesmo tempo, um grande júbilo. Não é que a sua face mude: a sua face é imutável, em virtude da natureza divina, porque Ele é um comigo; e também é imutável em virtude da natureza humana, uma vez que assumiu a glória da ressurreição. Ele parecerá terrível aos olhos dos condenados porque os pecadores O verão com o olhar de temor e perturbação que têm dentro de si. Não é isso que se passa com a visão doente? No sol brilhante vê apenas trevas, enquanto o olho são vê nele a luz. Não é que a luz tenha algum defeito; não é o sol que muda. O defeito está no olho do cego. É assim que os condenados verão o meu Filho: entre trevas, ódio e confusão. Mas será por culpa da sua própria enfermidade e não por causa da minha majestade divina, com a qual o meu Filho aparecerá para julgar o mundo.

28 de julho - Beato Stanley Francis Rother

“O martírio do Beato Stanley Francis Rother nos enche de tristeza, mas também estamos felizes em ver a bondade, generosidade e coragem de um grande homem de fé. Ele foi uma luz autêntica para a Igreja e para o mundo, porque não odiou, mas amou, não destruiu, mas construiu. O Beato Stanley Rother é um testemunho para nós, testemunhas e missionários do Evangelho. A sociedade precisa dessa fonte de bem”.
Cardeal Angelo Amato – Homilia de Beatificação – 
23 de setembro de 2017 
Stanley Francis Rother nasceu em uma pequena cidade chamada Okarche, localizada no estado de Oklahoma, onde a religião, a educação e as granjas eram os pilares da sociedade. Em sua juventude teve uma vida simples e trabalhava na granja da sua família. Rodeado de sacerdotes, sentiu o chamado de Deus e entrou no seminário. Ali começaria a verdadeira aventura de sua vida. No seminário tinha dificuldades nos estudos, assim como São João Maria Vianney, o Cura D’Ars. Maria Scaperlanda, testemunha: “ambos eram homens simples que sentiram o chamado ao sacerdócio e alguém tinha que autorizá-los para que completassem os seus estudos e se tornassem sacerdotes. Eles trouxeram consigo bondade, simplicidade e um coração generoso em tudo o que faziam”.

Papa Urbano II, beato

Papa Urbano II, nascido Oto de Chantillon, (Châtillon-sur-Marne, 1042 — Roma, 29 de julho de 1099) foi o 159º Papa da Igreja Católica e o seu pontificado decorreu entre 1088 e 1099. Era monge beneditino da Abadia de Cluny. É conhecido por predicar a Primeira Cruzada no Oriente Próximo, embora tenha morrido antes da culminação desta com a tomada de Jerusalém. Também estabeleceu a Cúria Romana na sua forma atual. 
Primeiros anos 
Destacou-se como um dos mais firmes defensores da reforma gregoriana, tendo entrado em conflito com Henrique IV, Sacro Imperador Romano-Germânico, que o mandou encarcerar durante um breve período de tempo. Destacado para a Saxónia em 1085, encarregou-se de que a maioria das sedes fosse ocupada por clérigos partidários do Papa Gregório VII. Já nessa altura começou a ser considerado como um dos possíveis sucessores de Gregório VII, embora à morte deste, em 1086, o eleito para lhe suceder tenha sido Desidério, abade de Montecassino, que dirigiu a Igreja de Roma sob o nome de Vítor III durante dois anos e com quem Oto de Lagery se tinha confrontado a princípio. Finalmente, Oto foi eleito Papa por unanimidade em 1088, depois de um pequeno concílio celebrado em Terracina, uma região montanhosa situada a pouca distância de Roma. Diz-se que tanto Gregório VII como Vítor III, com quem se tinha reconciliado, o propuseram como sucessor antes de morrerem. Na sua proclamação tomou o nome de Urbano II. 

28 De Julho: SantosPrócoro, Nicanor, Timão E Parmenastos

Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo» (Mt 20,26). Esta era a principal qualidade dos Apóstolos, e entre os 70 discípulos do Senhor, em Prócoro, Nicanor, Timão e Parmena, esta condição estava presente. Foram dos primeiros diáconos da Igreja Cristã de Jerusalém e a Santa Igreja os comemora juntos em 28 de Julho, embora tenham morrido em tempo e lugares diferentes. O ofício principal destes apóstolos consistia em organizar e servir à mesa aos membros mais pobres da Igreja, particularmente, aos órfãos e viúvas. Também ajudavam na pregação da Palavra de Deus. «Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária. Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: ‘Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício. Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra’. Este parecer agradou a toda a reunião.

Beata Maria Teresa Kowalska, Religiosa, Mártir (+1941), 28 de Julho

Nasceu em Varsóvia em 1902. Desconhece-se o nome e a profissão dos seus pais. Recebeu a sua primeira Comunhão no dia 21 de Junho de 1915, e o sacramento da Confirmação no dia 21 de Maio de 1920. O seu pai, simpatizante socialista, foi para a União Soviética na década de 1920 com grande parte da família. Aos 21 anos, recebe a graça da vocação religiosa. Ingressou no Mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Przasnysz no dia 23 de Janeiro de 1923. Tomou o hábito no dia 12 de Agosto de 1923 e recebeu o nome de Maria Teresa do Menino Jesus. Emitiu a sua primeira profissão no dia 15 de Agosto de 1924 e a profissão perpétua no dia 26 de Julho de 1928. Era uma pessoa delicada e doente, mas disponível para todos e para tudo. No Mosteiro servia a Deus com devoção e piedade. Com o seu modo de ser conquistava o carinho de todos, diz uma das irmãs. Gozava de grande respeito e consideração por parte das superioras e das outras irmãs. Exerceu vários ofícios: porteira, sacristã, bibliotecária; Mestra de noviças e Conselheira. Maria Teresa vive a sua vida religiosa em silêncio, totalmente dedicada a Deus, com grande entusiasmo.

São Celestino

Fez de tudo para condenar o erro e o pecado sem deixar de amar o errado e o pecador.
Com satisfação nós lembramos da santidade do Papa Celestino I, que governou a Igreja dos anos 422 até 432. Ele nasceu na Itália e, ao ser escolhido para governar a Igreja de Cristo, usou muito bem o cajado da justiça e paz. No tempo dele havia a autossuficiência do Pelagianismo que, embora condenado no Concílio de Cartago, perdurava querendo “contaminar” os cristãos, pois afirmava uma “auto salvação”. Combatente também contra a heresia do Nestorianismo – que afirmava ter Jesus duas naturezas e duas pessoas – São Celestino fez de tudo para condenar o erro e o pecado sem deixar de amar o errado e o pecador; assim viveu na santidade, até entrar na eterna casa dos santos em 432. 
São Celestino, rogai por nós!

NAZÁRIO E CELSO Mártires, Santos (século I)

Nazário nasceu em Roma, ainda no primeiro século da era cristã. O pai era um pagão e chamava-se Africano. A mãe, de nome Perpétua, era uma católica fervorosa. Enquanto ele desejava tornar o filho um sacerdote a serviço de um dos muitos deuses pagãos, ela o queria temente a Deus, no seguimento de Cristo, por isso o educou dentro da religião católica. Assim, com apenas nove anos de idade, o menino pediu para ser batizado, definindo a questão e sendo atendido pelo pai, que algum tempo depois também se converteu. Nazário foi batizado pelas mãos do próprio papa são Lino, o primeiro sucessor de são Pedro, que fez dele um dos seus auxiliares diretos. Ingressou no exército romano e com ele percorreu toda a Itália, onde também pregava o Evangelho. Mas, ao ser descoberto, foi levado à presença do imperador, que o mandou prender. Conseguindo fugir, abandonou Roma e tornou-se um pregador itinerante, até que, durante um sonho, Deus lhe disse para sair da Itália. Assim, foi para a Gália, hoje França, sempre pregando a palavra de Cristo. Em Cimiez, próximo de Nice, depois de converter uma nobre e rica senhora e seu filho, um adolescente de nome Celso, ela confiou o jovem a Nazário, que o fez seu discípulo inseparável.

Vítor I : Papa, santo (+199.)

São Vítor, o primeiro Papa africano da história da Igreja Algumas das definições litúrgicas mais relevantes da história da Igreja foram impulsionadas por ele.
 
São Vítor foi o 14º Papa da história da Igreja e o primeiro Papa africano. Nascido na província romana que corresponde à atual Tunísia, no Norte da África, ele viveu, aproximadamente, entre os anos de 155 e 199, tornando-se bispo de Roma durante a sua última década de vida. Importante legado litúrgico e doutrinal O primeiro pontificado africano da Igreja foi marcado por definições importantes na liturgia, referentes, por exemplo, ao idioma da celebração, ao rito do batismo e à celebração da Páscoa cristã. 
LATIM | São Vítor determinou o uso do latim em vez do grego na Santa Missa, o que favoreceu grandemente o crescimento do cristianismo no meio romano. 

INOCÊNCIO I Papa e Santo + 417

Inocêncio I era italiano, nasceu em Albano, uma província romana do Lazio. Ele foi eleito no ano 401 e governou a Igreja por dezesseis anos, num período dos mais difíceis para o cristianismo. A sua primeira actividade pastoral foi uma intervenção directa no Oriente, exortando a população de Constantinopla a seguir as orientações do seu bispo, são João Crisóstomo, e assim viver em paz. Mas um dos maiores traumas de seu pontificado foi a invasão e o saque de Roma, cometidos pelos bárbaros godos, liderados por Alarico. Roma estava cercada por eles desde o ano 408 e só não tinha sido invadida graças às intervenções do papa junto a Alarico. Pressionado pelo invasor, e tentando salvar a vida dos cidadãos romanos, Inocêncio viajou até a diocese de Ravena, onde se escondia o medroso imperador Honório. O papa tentava, há muito tempo, convencê-lo a negociar e conceder alguns poderes especiais a Alarico, para evitar o pior, que ele saqueasse a cidade e matasse a população. Não conseguiu e o saque teve início. Foram três dias de roubo, devastação e destruição. Os bárbaros respeitaram apenas as igrejas, por causa dos anos de contacto e mediação com o papa Inocêncio I.

PEDRO POVEDA CASTROVERDE Sacerdote, Fundador, Mártir, Santo 1874-1936

Nasceu em Linares (Jaén) em 3 de Dezembro de 1874, onde recebeu o Baptismo uma semana depois e a Confirmação em 5 de Abril de 1875. Era ainda muito novo quando sentiu a atracção pelo sacerdócio e, aos dez anos, manifestou o seu desejo de entrar no Seminário, mas só o conseguiu depois de terminar o segundo curso de Bacharelato e com a condição de ter, ao mesmo tempo, estudos civis e eclesiásticos. Em 1893 obteve o Bacharelato, mas nele ia crescendo, também, a caridade para com os pobres dos arredores da cidade e pelos numerosos emigrantes que trabalhavam nas minas da região. Por dificuldades económicas da famíla, aliadas à enfermidade do pai, transferiu-se para o Seminário de Guadix (Granada), onde lhe foi concedida uma bolsa de estudos pelo Bispo da Diocese. Ali terminou os seus estudos e em 17 de Abril de 1897, Sábado Santo, foi ordenado sacerdote na capela da Paço Episcopal. Ocupou diversos cargos na Diocese, ao mesmo tempo que continuava os seus estudos, tendo obtido a Licenciatura em Teologia no ano de 1900. Dedicou-se à pregação e a uma acção social em favor da população local, promovendo humana e cristãmente várias actividades que a libertassem do desemprego, fome, analfabetismo e solidão. Foi ajudado pela entidades públicas e particulares para construir as "Escolas do Sagrado Coração de Jesus", para pagar aos Professores, dar de comer a alguns alunos, criar cursos nocturnos, oficinas para os adultos, numa grande tarefa humanitária, educativa e de formação profissional e cristã. Guadix reconheceu este trabalho, nomeando-o "Filho adoptivo predilecto" e dando o seu nome a uma rua da cidade.

AFONSA DA IMACULADA CONCEIÇÃO a primeira indiana canonizada 1910-1946

Ana Muttathupadathu nasceu em uma aldeia de Kudamalur, na Índia. Ingressou no noviciado das religiosas clarissas em 1927. A sua campa é visitado por numerosos cristãos, hindus e muçulmanos.
Annakutty (diminutivo de Ana) Muttathupadathu nasceu em uma aldeia de Kudamalur, na Índia, a 19 de agosto de 1910. Seu batismo foi feito no rito católico siro-malabar. Foi ela a última de cinco filhos, em uma família cristã de origem nobre. Tendo ficado órfã de mãe aos três meses de idade, foi criada por uma tia materna, recebendo a educação de um tio sacerdote. A avó materna a iniciou na fé, incutindo-lhe o amor pela oração já na primeira infância, pois com a idade de 5 anos já conduzia aos orações nocturnas em sua casa, costume do rito oriental ao qual a família pertencia. Aos sete anos recebeu a Primeira Eucaristia, e gostava de comentar com as amigas: “sabem por que estou tão feliz hoje? É porque tenho Jesus no coração”. A irmã de sua falecida mãe, que a criava, insistia com ela para que se casasse aos 13 anos com um notário (na Índia eram — e continuam sendo — muito comuns os casamentos programados por familiares sem que os nubentes participem da decisão).

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quinta-feira – Santos: Sansão, Eustádio, Décio
Evangelho (Mt 13,47-53)“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo.”
Deus oferece a todos a salvação e os auxílios necessários para a acolher e viver. Isso nos enche de esperança; Deus ama-nos e quer fazer-nos felizes com ele agora e sempre. Jesus, porém, lembra-nos que, apesar de todos os favores divinos, podemos pôr tudo a perder com nosso orgulho e má vontade. Tenho de estar atento aos perigos e enganos, e pedir continuamente que Deus me salve.
Oração
Senhor Jesus, alegro-me e agradeço por estar entre os que vossa rede apanhou. Quereis cuidar de mim, e levar-me por um caminho de crescimento e de paz. Quanto a vós, posso estar tranquilo. Quanto a mim, porém, conhecendo minha volubilidade, tenho de ficar preocupado. Preciso que me segureis e guardeis muito firme, para que não vos abandone e corra atrás de minhas ilusões. Amém.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

106. COM OS OLHOS DE DEUS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Havia um homem, considerado justo, que ao falecer foi ao encontro do Pai. 
Contudo, por se considerar justo, São Pedro colocou-o numa sala de espera para ser entrevistado pelo próprio Deus. 
Enquanto esperava, viu sobre a mesa um par de óculos muito bonito. Pensou: 
-“Estes óculos devem ser de Deus. Se eu olhar o mundo com eles, enxergarei da forma que Deus enxerga”.
Pensou e fez. 
Olhando para o mundo lá em baixo, viu que sua esposa (viúva há menos de uma semana) já havia arranjado outro marido; suas filhas estavam brigando por causa da herança; e a vida entre seus familiares transformara-se em um caos. 
O homem, considerando-se justo, revoltou-se e começou a murmurar e reclamar: 
-“Como podem acontecer estas coisas? Eu que eduquei tanto minha família! E minha mulher dizia que me amava, etc.” 
Nisto chegou Deus e se pôs a escutar as queixas do homem. 
Após acolher o desabafo respondeu: 
-“Meu precioso filho, você olhou o mundo com meus óculos, mas não com meus olhos e meu coração, por isso você só percebeu as maldades existentes na terra...”. 
Lição: Não devemos olhar as pessoas com os óculos do preconceito, da disputa, da arrogância e do autoritarismo, mas com o olhar da compreensão.

REFLETINDO A PALAVRA - “Ser como o Pai do Céu”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
As novidades de Jesus
 
Na última ceia Jesus disse: “Dou-vos um mandamento novo; que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,34-35). Ele é o modelo que os cristãos seguem para viver. Depois das bem-aventuranças, explica como se vive esse mandamento novo do amor. Jesus vai aos detalhes. O amor não é uma idéia, é uma prática. Se quisermos segui-lO, passamos por esse caminho e por esse programa de vida. Lucas escreve como Mateus (5-7). São os mesmos ensinamentos de modo resumido. Nesse texto Jesus dá a virada evangélica e rompe com indicações do Antigo Testamento. Não há outro jeito de ser cristão. Jesus é claro: o discípulo deve amar o inimigo em lugar de odiar e vingar-se o que pareceria natural; deve abençoar quem o amaldiçoa; rezar por quem o calunia. Assim o mal se desenvolveria? É possível uma sociedade com essas leis e princípios que Jesus oferece? Chega-se ao mais prático ainda: dar a face, deixar-se roubar, dar a quem pede, não pedir o que foi emprestado. Não fazer aos outros o que não queremos que nos façam. Jesus explica que o amar só quem nos ama, é obvio e não resolve nada. Se amarmos e não esperarmos recompensa seremos como o Pai que é bom também com os ingratos e maus (35). A novidade de Jesus é colocar o Pai como exemplo. Aí dá certo. Como em Jesus tudo passa pela encarnação, é passando pelo próximo que chegamos a Ele. O mal é não ser bom como o Pai. O jubileu do Espírito é a misericórdia não julga ninguém, não condena; perdoa. Aí a medida vai ser repleta, sacudida e nós a colocamos nas mãos de Deus. Como medimos seremos medidos. 
A utopia cristã 
Olhando bem esses textos pensamos que isso é uma utopia, palavras bonitas que nunca vão ser realizadas. Não é bem verdade, pois Jesus já o realizou. “Dei-vos o exemplo para que, como vos fiz, também vós o façais” (Jo 13,15). Jesus morre perdoando os seus algozes: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). É possível implantar esse programa, pois funciona. Paulo afirma: “Não te deixes vencer do mal, mas vencei o mal com o bem” (Rm 12,21). É a loucura da cruz: “Enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós anunciamos Cristo crucificado (...) Pois o que é loucura de Deus, é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1,22.25). A utopia pode parecer um lugar inexistente, mas ela é o único lugar de encontrar e compreender Jesus e sua missão. Lemos em 1 Samuel 26, o que fez Davi. Conhecemos as loucuras dos santos e deu certo. Trata-se de conhecer os verdadeiros valores. O mundo vive de outros princípios. Nós sabemos que entre nós não deve ser assim (Lc 22,26). Trata-se da inteligência dos verdadeiros valores 
À imagem do homem espiritual 
Paulo, resume todos esses pensamentos dizendo-nos que devemos “refletir a imagem do homem celeste” (1 Cor 15,49). O homem celeste feito à imagem de Cristo que está em oposição ao homem terrestre, Adão, que foi tirado da terra. O homem espiritual apesar de não ter sido feito da terra, permanece na terra. Jesus levou os discípulos da montanha para meio do povo. Tudo o que é verdadeiramente humano e natural, pertence ao homem espiritual. Cristo não veio a nós como um ser fora do mundo, mas viveu em tudo a condição humana, menos rompendo com o modo de ser do Pai. 
Leituras: 1Samuel 26,2-9,12-13.22-23; Salmo 102; 
1 Coríntios 15,45-49; Lucas 6,27-38 
1. Jesus deu-nos um mandamento novo. Nas bem-aventuranças Jesus explica como vive-lo. O amor não é uma idéia, mas uma prática. Por isso Lucas enumera diversos ensinamentos como em Mateus, que são outros nomes do amor: amar o inimigo, abençoar quem amaldiçoa, rezar por que calunia. Parece ser impossível em nosso mundo. Mas não o é, pois Jesus o viveu. 
2. Lendo esses textos pensamos ser uma utopia. Mas Jesus deu o exemplo para que façamos o mesmo. A fraqueza de Deus vai ser sempre um espinho em nosso desejo de milagres ou de sabedoria, como os judeus e gregos. 
3. Paulo insiste em que devemos refletir a imagem do homem celeste, em oposição ao homem terrestre. O que é humano e natural faz parte de Jesus e é bom para a pessoa humana. Cristo viveu a condição humana, mas não rompeu com o modo de ser do Pai. 
Investindo no amor. 
A resposta mais fácil de ser dada à agressão: Ao ódio responde-se com ódio. Jesus faz uma proposta contrária: Responder com o amor e amar mais do que se espera. É para amar quem não merece. Nós fazemos o grupinho aceitável e ali tudo vai bem, vivemos a religião do ‘não me incomoda’. Achamos que basta nos darmos bem com Deus. Basta viver bem com quem a gente se dá bem. Jesus vai mais longe: amar o inimigo e fazer-lhe bem. Rezar pelos que nos prejudicam, dar a outra face, não cobrar os empréstimos, ser misericordiosos, como o Pai. Não julgar, não condenar e perdoar. Será que isso funciona? Se fizermos bem a quem nos faz bem, morreu o assunto. Não sobra nada para Deus fazer por nós. Viram que Deus não nos cobra nada de tudo do que nos deu? Deus quer que invistamos no amor. 
Homilia do 7º domingo Comum
EM FEVEREIRO DE 2007