sábado, 1 de março de 2025

São Félix III, papa

São Félix III, Papa desde o ano 483, teve que enfrentar o cisma do Patriarca de Constantinopla e combater as heresias monofisitas e arianas. Apoiou os Bispos africanos, contra as invasões dos Vândalos, e readmitiu na Igreja todos os cristãos, que tinham sido obrigados ao batismo ariano. 
† 492 (Papa de 13/03/483 a 01/03/492) 
Romano, ele teve que enfrentar o cisma do Patriarca de Constantinopla e lutar contra as heresias monofisita e ariana. Ele apoiou os bispos africanos contra as invasões dos vândalos e readmitiu na Igreja todos os cristãos forçados a serem batizados como arianos. 
Martirológio Romano: Em Roma, perto de São Paulo, na Via Ostiense, São Félix III, papa, que foi um ancestral do Papa São Gregório Magno.

Eudóxia da Samaria Penitente, Religiosa, Santa (século II)

Depois de ter levado má vida,
 converteu-se e passou o resto da sua vida 
a fazer penitência, culminado esta com o martírio.
Eudóxia nasceu na Samaria, Palestina, mas vivia na cidade de Heliópolis na Fenícia, actual Líbano. Era uma jovem de extraor
dinária beleza, cujo ímpeto pagão a fez abandonar a família para levar uma vida de libertina. Teve muitos noivos e admiradores ricos, que vinham de outros países à sua procura. Dessa maneira, enriqueceu. Certa vez, pernoitou na casa de um seu vizinho cristão um velho monge, chamado Germano. De madrugada, o monge levantou para fazer suas orações em voz alta, como de hábito, e ler o Evangelho, entoando cânticos ao Senhor. A leitura foi sobre a nova vinda do Redentor e o juízo final. Eudóxia, acordou com aquela voz, que vinha pela parede, da casa ao lado, e ficou escutando. O que ouviu, impressionou-a e perturbou o seu espírito. Bem cedo, foi procurar o homem, que ouvira rezando durante a noite e escutou por muito tempo a orientação do velho monge Germano, sentindo sua alma se encher com a alegria e o amor de Cristo. Ficou isolada com o monge durante vários dias, só ouvindo suas palavras e rezando. Ela teve uma visão de são Miguel Arcanjo, presenciada pelo monge, confirmando assim seu arrependimento e conversão. O monge contou ao bispo de Heliópolis, Teodotos, que baptizou Eudóxia.

São David de Menévia (do País de Gales) Bispo Festa: 1º de março

Galês, fundador de mosteiros (Vallis Rosina…), 
Bispo de Menevia; muito activo 
contra o pelagianismo.
(*)Menevia, País de Gales, c. 542
(+)Mynyw, País de Gales, c. 601 
Ele viveu no século VI e morreu em 601; embora ele seja mencionado em documentos dos séculos VIII a X, uma biografia dele foi escrita apenas no século XI por um certo Ritigre. David era filho de Sant e Nonna e nasceu no vale de Rhos; ele foi educado e instruído por Santo Iltut e depois por Paulino; foi ordenado sacerdote e retirou-se para uma ilha solitária, onde permaneceu por dez anos, dedicado ao estudo da Sagrada Escritura. Mais tarde, ele abraçou a vida monástica e começou a evangelizar a Grã-Bretanha, ainda habitada por populações celtas; Fundou doze mosteiros, nos quais estabeleceu uma vida comunitária, austera, cheia de estudo, trabalho e oração. Retornando à sua terra natal, sucedeu a São Dubricius como bispo de Caerlon, de onde se mudou para a sé de Menévia. De acordo com uma tradição lendária, ele viveu por 147 anos. Seu túmulo logo se tornou um destino de peregrinação e muitas igrejas no País de Gales, Irlanda e Inglaterra foram nomeadas em sua homenagem. 
Mecenato(Patrono): País de Gales 
Emblema: Mitra, Báculo, Pomba, Modelo 
Martirológio Romano: Em Saint David, no País de Gales, Saint David, bispo, que, imitando o modelo e os costumes dos Padres do Oriente, fundou um mosteiro, do qual muitos monges partiram para evangelizar o País de Gales, a Irlanda, a Cornualha e a Bretanha.

Albino de Angers Abade, Bispo, Santo (469-550)

Foi abade durante trinta e cinco anos, 
antes de ser nomeado bispo 
da cidade francesa de Angers.
Albino nasceu no ano 469, no seio de uma família cristã, que se encontrava em ascensão social e finan-ceiramente, também pertencia à nobreza de Vannes, sua cidade natal, na Bretanha. Era uma criança reser-vada, inteligente, pia e generosa. Ao atingir a adolescência manifestou a vocação pela vida religiosa. Por volta dos vinte anos ordenou-se monge e cinco anos depois era escolhido, pela sua comunidade, o abade do mosteiro de Tintilante, também conhecido como de Nossa Senhora de Nantili, próximo de Saumur. Durante mais vinte e cinco anos exerceu seu ministério, mantendo-se fiel aos preceitos da Igreja, trabalhando para manter a integridade dos Sacramentos e das tradições cristãs. Nesse período, todas as suas qualidades humanas e espiri-tuais afloraram, deixando visível uma pessoa especial que caminhava na rectidão da santidade. Fez-se o pai e irmão dos pobres, dos humildes, dos perseguidos e dos prisioneiros. Tanto que foi eleito, para ocupar o posto de bispo de Angers, pelo clero e pela população, num gesto que demonstrou todo amor e estima do seu imenso rebanho.

Rosendo de Celanova Bispo de Braga (907-977)

Bispo de Mondoñedo, de Dume 
e de Compostela; abade de Celanova.
Esta grande figura da Igreja ibérica, Rosendo de Celanova, nasceu em Santo Tirso, perto do Porto a 26 de novembro de 907, no seio de uma família então prestigiosa. Veja-se: São Rosendo era tetraneto de Ramiro I de Oviedo (+ 850); bisneto do Conde Gaton de Bierzo, o repovoador de Astorga (854), neto do Conde Hermenegildo Gutierrez, conquistador de Coimbra (878) e primo irmão do Rei Ramiro II de Leão (+ 951). Com uma tal “linhagem”, não admira que tenha sido nomeado bispo de Medonhedo tendo apenas 18 anos. Todavia, esta juventude não o impediu de ser, na sequência dos tempos um grande e famoso servidor da Igreja. Lembremos que foi ele o fundador da grande abadia de Celanova e que terminou a sua vida como bispo na então já muito famosa catedral de Santiago de Compostela (968-977). Bom é saber igualmente que a esta prestigiosa família galega pertenceram nada mais do que 10 reis e 7 bispos, assim como uma boa parte das mais importantes figuras do reino ― entre os anos 850 e 1000. Este grande santo ibérico, é considerado português, pelos portugueses, por causa do seu nascimento ― mesmo se nesse tempo nem o Condado de Portugal existia ― e por ter sido um dos bispos de Dume, na região de Braga, a mais antiga diocese de Portugal.

Joana Maria Bonomo Religiosa, Beata (1606-1670)

Abadessa benedictina em Bassano, mística.
Joana nasceu em Asiago, no dia 15 de agosto de 1606, filha de João Bonomo, rico comerciante cuja família tinha bens não só em Asiago, mas também nas cidades vizinhas, e de Virginia, da nobre família dos Ceschi Borgo Valsugana. Conta-se que com apenas dez meses de repente recebeu do Céu o uso da palavra para desviar o pai de uma má acção. Aos cinco anos já havia penetrado, por inspiração divina, no mistério da presença eucarística. Quando criança, ela aprendeu o latim muito bem sem a ajuda de professores. A Beata tinha seis anos quando sua mãe morreu, em 1612, e em 1615 seu pai, incapaz de dar a ela uma boa educação, levou-a para o Mosteiro de Santa Clara de Trento, dirigido pelas Clarissas, que deram à menina uma educação, de acordo com os costumes da época, com base na religião, literatura, música, bordado e dança. Com nove anos de idade, isto é, uma idade excepcional para aquele tempo, foi admitida à Primeira Comunhão. Na ocasião, Joana fez um voto de virgindade ao qual foi fiel para o resto de sua vida. Aos doze anos Joana escreveu para o pai revelando sua intenção de se tornar monja Clarissa e de ficar em Trento. João Bonomo no primeiro momento se opôs de todas as formas à vocação da filha e a fez voltar para Asiago para encaminhá-la para a vida conjugal, mas finalmente consentiu no seu desejo, reservando-se o direito de escolher pessoalmente a ordem e o mosteiro.

ORAÇÕES - 1 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 ─ Sábado ─Santos: Albino, Adriano de Marselha
Evangelho(Mc 10,13-16)“Traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos opunham-se. Jesus aborreceu-se e disse: ─ Deixai vir a mim as crianças.”
Pelo que parece, os discípulos julgavam-se donos de Jesus. Ou talvez pensassem que o evangelho fosse reservado a alguns privilegiados, e não oferta também para os simples e sem importância como as crianças. Tenho de mudar meu modo de pensar. Se me julgo importante, se não me reconheço pobre, fraco e necessitado, não conseguirei jamais aceitar a proposta de Jesus.
Oração
Senhor Jesus, dai-me a simplicidade e a humildade realista de quem precisa mesmo de vós. Já que fostes bondoso o bastante para me acolher, não permitais que eu seja obstáculo entre vós e os que vos procuram. Que eu, com minhas exigências, não afaste de vós principalmente o pequenos e os simples. Nem faça do evangelho um peso demasiado para os que ainda são fracos. Amém.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “O Cuidado da Casa Comum”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA AGORA AO LADO DO PAI
Acolhendo uma palavra forte
 
Quando eleito, Papa Francisco deu uma nota clara para seu pontificado, isto é, sua missão de ser o chefe da Igreja Católica a serviço do mundo. A escolha do nome já foi um susto, pois não havia Papa com esse nome. Quando é eleito perguntam-lhe: “Que nome escolhe para si?” Normalmente tomam um nome já usado por outros papas com o número da série, por exemplo: João XXIII. Ele escolheu Francisco para indicar sua missão de busca da simplicidade e cuidado com os pobres. Esperamos que com ele terminem os papas reis. Suas principais preocupações são os pequenos e pobres, o que já é conhecido de todos. Ele é muito amado também fora da Igreja. Ele nos ofereceu uma orientação sobre a evangelização que refletimos longamente chamada Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho). Agora vamos refletir sobre as questões quentes do momento que é o aquecimento global, clima, ecologia. Parece não ser um assunto religioso, mas é profundamente coerente com a fé e a vida de Igreja, pois dele depende o futuro bom para todas as pessoas. Ele nos deu um documento com o nome Laudato Si, que quer dizer Louvado seja Deus. Esse nome ele o tirou do canto das criaturas de S. Francisco. Mais uma vez S. Francisco domina o panorama. Este ensinamento do Papa impressionou muito o mundo. Mesmo pessoas que não são da Igreja e instituições acolheram-no e elogiaram muito. Quem não gostou foram os donos do poder do mundo que o estão destruindo para ganhar mais dinheiro. Esses disseram que o Papa não tem conhecimento da realidade. Tem até mais que eles que só pensam no dinheiro e no poder. O Papa pensa nas pessoas, sobretudo os pobres. Em seu discurso na ONU foi muito aplaudido. Vimos recentemente a Conferência sobre o clima cujas decisões foram elogiadas pelo Papa.
Alguns traços para iniciar 
Para falar desse assunto é preciso ser mais instruído, pois o tema é profundo. Então, vamos aprender juntos. Vamos enfrentar o documento. Se ao menos chegamos à conclusão que temos que aprender mais, a reflexão já deu frutos. Desde o início de seu pontificado o Papa Francisco tem, com frequência, falado sobre o meio ambiente e sobre a responsabilidade do homem diante da criação. Em sua reflexão vai além do cuidado com a natureza e diz que a pessoa humana está em perigo. A ganância por maiores bens leva as pessoas a descartarem a natureza e as pessoas. Papa Francisco crê que a cultura do encontro e a solidariedade são caminhos de solução. E se desilude com a falta de atitudes para a solução dos problemas do mundo. 
Um novo modo de viver 
Francisco apresentou a vocação de cuidar da criação. “Queria pedir a quantos ocupam cargos de responsabilidade e a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”. Disse também: “Pequenos, mas fortes no amor de Deus, como São Francisco de Assis, todos os cristãos são chamados a tomar conta da fragilidade dos povos do mundo no qual vivemos”. Assim, “à primeira criação devemos responder com a responsabilidade que o Senhor nos dá: ‘A terra é vossa, ocupai-vos dela’; deixai que cresça!”. Por conseguinte, “também nós temos a responsabilidade de fazer crescer a terra e bde fazer crescer a criação. Nós somos senhores da criação, não donos. Toda boa mudança vem debaixo para cima. Façamos nossa parte.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2016

EVANGELHO DO DIA 28 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 10,1-12. 
Naquele tempo, Jesus pôs-Se a caminho e foi para o território da Judeia, além do Jordão. Voltou a reunir-se uma grande multidão junto de Jesus e Ele, segundo o seu costume, começou de novo a ensiná-la. Aproximaram-se então de Jesus uns fariseus, que, para O porem à prova, Lhe perguntaram: «Pode um homem repudiar a sua mulher?». Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?». Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher». Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, "Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne". Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Em casa, os discípulos interrogaram-no de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
Papa(1920-2005)  
Homilia de abertura do 
Sínodo sobre a Família, 26/09/1980, §5
«Os dois serão uma só carne» 
Quando Cristo, antes da sua morte, no limiar do mistério pascal, reza: «Pai Santo, guarda em teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um como Nós» (Jo 17,11), pede também, de certa forma, e talvez de maneira especial, pela unidade dos esposos e das famílias. Ele reza pela unidade dos seus discípulos, pela unidade da Igreja; ora, o mistério da Igreja é comparado ao matrimónio por São Paulo (cf Ef 5,32). Assim, não só a Igreja deposita na família uma grande parte dos seus cuidados, mas também considera o sacramento do matrimónio, de certa forma, como o seu modelo. No amor de Cristo, seu Esposo, que nos amou até à morte, a Igreja contempla os esposos e as esposas que prometeram amar-se durante toda a vida, até à morte. E considera que tem o dever particular de proteger este amor, esta fidelidade e esta honestidade, assim como todos os bens que dela decorrem para a pessoa humana e a sociedade. É a família que propriamente dá vida à sociedade; é na família que, pela educação, se forma a estrutura da própria humanidade, de todos os homens deste mundo. No Evangelho, o Filho fala assim ao Pai: «Dei-lhes as palavras que Tu me tinhas dado: eles receberam-nas, e acreditaram que foste Tu que me enviaste. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu» (8-10). Não é certo que o eco deste diálogo está patente no coração dos homens de todas as gerações? Que estas palavras constituem, em si próprias, o tecido da própria vida e da história de todas as famílias e, através da família, de todos os homens? «Eu rezo por eles, por aqueles que Me deste, pois são teus» (9).

Santo Augusto Chapdelaine

Ser missionário! Esse era o maior desejo do jovem Augusto. Partindo da França para a longínqua China no século XIX, enfrentou todos os perigos para evangelizar, anunciar Jesus. Espancado inúmeras vezes não vacilou na fé, entregou-se totalmente, dando a vida por amor ao Senhor da Vida. Santo Augusto Chapdelaine nasceu em 1814 em Coutances (França). Seus pais tiveram nove filhos e trabalhavam em uma pequena fazenda da família. Augusto desde cedo se distinguiu por sua piedade e generosidade. No trabalho de campo, ele trabalhava por quatro. A morte arrebatou dois de seus irmãos. Isso minimizou os braços no trabalho e a família foi forçada a dividir a propriedade. Então Augusto pode satisfazer seu desejo de abraçar o sacerdócio. Em 1844, foi nomeado pároco e seu zelo efetuou maravilhas no meio de seus paroquianos. Em 1851 ele se sentiu chamado a missões estrangeiras e após um curto período de preparação na Casa das Missões Estrangeiras de Paris, partiu para a China. Depois de mil aventuras perigosas, ele chegou ao local em que seus superiores lhe tinham enviado, tinha 38 anos de idade. Na China a religião cristã era proibida e era perseguida em maior ou menor intensidade dependendo do Mandarim de cada província. Em dezembro de 1854, ele foi denunciado, por ciúmes, ao Mandarim (rei) da região por um homem ter se convertido. Ele foi preso e passou alguns dias de ansiedade na prisão, mas o Mandarim se mostrou bondoso e não lhe causou dano algum.

28 de fevereiro - Beato Timóteo (Stanislaw Antoni)

Precisamente hoje estamos a celebrar a vitória daqueles que, no nosso tempo, deram a vida por Cristo, deram a vida temporal para a possuir pelos séculos na sua glória. Trata-se de uma vitória particular, porque é compartilhada pelos representantes do clero e dos leigos, jovens e idosos, pessoas de várias classes e posições. Há sacerdotes diocesanos e religiosos, que morreram porque não quiseram abandonar o seu ministério, e aqueles que morreram servindo os companheiros de prisão, doentes de tifo; há pessoas que foram torturadas até à morte pela defesa dos judeus. No grupo dos Beatos existem irmãos religiosos e irmãs, que perseveraram no serviço da caridade e na oferta dos seus tormentos pelo próximo. Entre estes Beatos mártires contam-se também leigos. (...) Hoje estes Beatos mártires são inscritos na história da santidade do Povo de Deus, peregrinante em terra polaca há mais de mil anos. Papa João Paulo II - Homilia de Beatificação – 13 de junho de 1999 Stanislaw Antoni nasceu 29 julho 1908, na aldeia de Sadlowo, na diocese de Plock, na Polônia.Sua família era muito pobre o que o levou a trabalhar desde muito jovem. Em 5 de Março de 1930 ele entrou no convento dos Frades Menores Conventuais de Niepokalanow.

28 de fevereiro - Santas Marana e Cira

A Igreja hoje recorda a memória das santas Marana e Cira, virgens, que em Beréia, na Síria, viveram em um lugar estreito e fechado sem teto, e recebiam a comida necessária através de uma janela, mantendo sempre um absoluto silêncio. Tudo o que sabemos sobre as santas vem da "História Religiosa" de Theodoreto de Ciro, que as conheceu pessoalmente. Neste trabalho, o bispo e historiador eclesiástico nos traz exemplos do que era um vasto movimento ascético monástico na Síria, do qual nossas duas santas faziam parte. Segundo o autor, embora fossem ricas e tivessem recebido educação de acordo com sua condição, ou seja, embora estivessem preparadas para viver no mundo, as duas decidiram deixar tudo para se juntar à vida penitencial que alguns homens e mulheres da região tinham. Elas então construíram uma cela estreita, com apenas uma janela para receber a comida, e sem telhado, de modo que elas foram expostas às inclemências do sol e da chuva. Theodoreto elogia a bravura dessas mulheres no combate espiritual, notando que sua força supera a dos homens, que normalmente são considerados mais fortes. Elas usavam apenas uma túnica e dedicavam seu dia à oração. Elas passaram muitos anos nesse tipo de vida (Theodoreto as conheceu quando estavam reclusas por 42 anos).

Santo Hilário, papa

Hilário tomou parte da delegação pontifícia no Concílio de Éfeso, onde defendeu a supremacia da Sé de Roma. Como Papa, preocupou-se, sobretudo, com as rivalidades das Igrejas Orientais. Deve-se a ele a decoração da Basílica de Latrão. Foi sepultado no cemitério romano de Verano. 
Hilário nasceu na Sardenha em 415 e foi eleito Papa de número 46 em 19 de novembro de 461. Após a morte do Papa Leão Magno, um arcediácono chamado Hilário, natural da Sardenha, de acordo com o “Liber Pontificalis”, foi escolhido para sucedê-lo, e com toda probabilidade recebeu consagração em 19 de novembro de 461. Seu pontificado foi marcado pela mesma política vigorosa de seu grande antecessor. Lutou pelos direitos da Igreja no Primeiro Concílio de Éfeso em 449. Estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Estabeleceu um vicariato na Espanha e fundou, em Roma, vários conventos para mulheres. Em Roma, Hilário trabalhou zelosamente pela integridade da fé. O imperador Antêmio tinha um favorito chamado Filoteu, que acreditava na heresia macedônica e participava de reuniões em Roma para a promulgação dessa doutrina.

São Torcato, Bispo de Braga, Porto e Dume

Bispo que parece ter sido enviado
à Península Ibérica no I ou no II século. 
O seu corpo veio de Cádis 
a quando da invasão muçulmana 
e foi depositado na igreja duma aldeia 
perto de Guimarães, que tomou o seu nome. 
O corpo continua incorrupto.
Torcato Félix é descendente de uma nobre e antiga família dos Torcatos Romanos, originário da cidade de Toledo. Aplicou-se aos estudos das Divinas e humanas letras, e em todas se patenteou insigne e singular no exercício das virtudes, tornando-se Arcipreste daquela Imperial Cidade. Bispo de Padrão de Galiza. Bispo do Porto, por morte do Bispo Froárico. Participou ativamente no 16º Concílio de Toledo, pelos anos 693, pelo primeiro dia de maio, sendo aclamado neste local Bispo de Braga. Dominado pelos ideais da reconquista cristã dos séculos VIII e IX, partiu com seus companheiros (em número de vinte sete) ao encontro do exército muçulmano de Muça, invasor da Península Ibérica, sendo martirizado em São Torcato, Guimarães, onde o seu santo corpo veio a ser encontrado. Movido de uma fé inabalável São Torcato enfrenta o inimigo (General Muça) proferindo as seguintes palavras “Irei ao encontro do inimigo ou para o vencer com a persuasão, ou para morrer com o rebanho de Jesus Cristo”. Muça, enfurecido, com tais palavras, descarrega sobre São Torcato o golpe de morte, enquanto bárbaros sectários fazem outro tanto sobre seus fiéis e inseparáveis companheiros. 
São Torcato é considerado o primeiro dos Varões Apostólicos, bispos enviados ainda no século I para evangelizar a Península Ibérica. A sua história está envolvida em lenda. Aparentemente, terá aportado a Cádis, no sul de Espanha, onde teria morrido e sido sepultado. O seu corpo terá sido trazido para o norte da Península no século VIII, quando os cristãos de Cádis fugiram da invasão dos mouros, e depositado no mosteiro de Celanova, perto de Ourense. Mais tarde, as suas relíquias foram distribuídas por vários mosteiros da Galiza e do norte de Portugal. No ano de 1059 (cerca de cem anos antes da independência de Portugal), já existia o mosteiro de S. Torcato, perto de Guimarães, o mais célebre centro português da devoção ao santo bispo, o qual veio a dar o nome a muitas aldeias no Minho.
Santos de Cada Dia - EDitorial A.O. - Braga

Romão de Condat Ermita, Abade, Santo século V

Primeiro eremita que existiu na França, 
num lugar entre a Suíça e Borgonha, 
chamado Condat, onde foi também abade.
São Romão, que viveu no século V e foi o primeiro eremita que existiu na França. Natural de Borgonha, entrou bem cedo no célebre e mais antigo mosteiro da França, Ainay. Tendo aprendido os princípios da vida religiosa, retirou-se para a solidão, num lugar chamado Condat, entre a Suíça e Borgonha, onde mais tarde se lhe associou o irmão, Lupicino. Algum tempo viveram juntos, entregues às práticas religiosas, quando começaram a experimentar impertinentes perseguições do demónio, que procurou assustá-los de mil modos. Bastante incomodados com as artimanhas do inimigo, retiraram-se daquele lugar, em demanda de um outro. Surpreendidos pela noite, hospedaram-se na choupana de uma pobre mulher. Esta, sabendo do motivo da fuga, disse-lhes: “Fizestes mal em ter abandonado a vossa casa. Se tivésseis lutado com mais coragem e pedido sossego a Deus, teríeis vencido as insídias do demónio”.

Beato Daniel Alexis Brottier, Sacerdote - Festa: 28 de fevereiro

Sacerdote francês, da Congregação 
dos Missionários do Espírito Santo. 
Fundou uma casa para órfãos 
na região parisiense.
(*)La Ferté-Saint-Cyr, Blois, França, 7 de setembro de 1876
(+)Paris, 28 de fevereiro de 1936 
Daniele Alessio Brottier é lembrado por seu compromisso com a missão, no apostolado entre os militares e por ajudar os órfãos. Nascido em 1876 em La Ferté-Saint Cyr, diocese de Blois, França, entrou no seminário em 1890 e tornou-se sacerdote aos 23 anos em 1899. Em 1902 entrou na congregação do Espírito Santo em Orly como noviço, no ano seguinte fez seus votos religiosos e partiu quase imediatamente para o Senegal, então colônia francesa, mas retornou depois de apenas três anos por motivos de saúde. Ele se recuperou e voltou ao país africano, mas problemas de saúde o obrigaram a retornar definitivamente à sua terra natal. Em seguida, na França, fundou a obra "Souvenir Africain", com o objetivo de construir a catedral de Dakar. Capelão militar na Primeira Guerra Mundial, fundou a União Nacional de Combatentes e a Sociedade de Aprendizes de Órfãos. Ele morreu em 1936. Ele foi beatificado por João Paulo II em 1984. 
Martirológio Romano: Perto de Paris, na França, o Beato Daniel Brottier, sacerdote da Congregação do Espírito Santo, que se dedicou à realização de uma obra para órfãos.

ORAÇÕES - 28 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Sexta-feira – Santos: Justo, Romão, Serapião
Evangelho (Mc 10,1-12) “Desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe e os dois serão uma só carne.”
Ao responder aos fariseus, Jesus relembra o projeto de Deus. Homem e mulher diferentes, criados um para o outro, para realização, felicidade e enriquecimento mútuos. Não só no casamento, mas em todo relacionamento entre si, nas várias situações da vida. Louvemos o Senhor que nos fez homens e mulheres, vivamos agradecidos e respeitosos e alegres essa aventura para a qual nos chama.
Oração
Senhor meu Deus, eu vos bendigo porque nos fizestes diferentes, homens e mulheres. Isso para nos realizar no encontro e na convivência, seja no casamento, seja na família ou no relacionamento social. Ensinai-nos a nos valorizar, respeitar e amar, para que nossa alegria seja amostra da vida na plena comunhão para a qual nos convidais, quando nossa união será completa. Amém

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Vimos a Estrela”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA AGORA JUNTO AO PAI
Chegaram Magos do Oriente
 
O Mistério Pascal de Cristo compreende toda sua vida e todos os acontecimentos. Deus se manifestou. Chamamos esse momento de Epifania, que significa Manifestação. Deus se manifestou na pessoa de seu Filho Eterno que tomou a carne humana no seio da Virgem Maria e Se fez Homem. O mistério de sua Manifestação é celebrado com diversos acontecimentos: Natal, Epifania, Batismo e Manifestação aos discípulos. Sua manifestação nos conduz à fé no Homem-Deus, Jesus. Estes textos foram escritos depois da Ressurreição de Jesus e são iluminados por ela. A fé dos povos é uma conseqüência da Ressurreição. A Epifania mostra que o nascimento de Jesus é para todos os povos. São Mateus quer mostrar que Jesus é o Filho de Deus prometido pelas Escrituras. A estrela é um dos elementos: “Vimos sua estrela no Oriente” (Mt 2,2). Para os antigos, o Oriente é a região de Damasco. É misteriosa essa estrela. Cristo é chamado de “Estrela da manhã” (Ap 2,28). Há estudiosos que dizem que no tempo do nascimento de Jesus aconteceram muitos fenômenos. Um astrônomo, J. Kepler, afirma que no ano sete antes de Cristo, data provável de seu nascimento, houve um fenômeno que se repete a cada 794 anos. Há também o texto do livro de Números 24,17, que diz de um astro que se levanta nos acampamentos de Jacó. O profeta Miquéias diz que o nascimento do Messias seria em Belém (Mq 5nOS). Diante dos sinais, os estudiosos resumem as esperanças dos povos e buscam o Senhor. A alegria do acolhimento da fé é a alegria da Ressurreição. É a alegria que nos sustenta na caminhada da fé. A Epifania chama todos a reconhecerem o Messias. 
Ouro, incenso e mirra 
A liturgia de hoje, na primeira leitura, apresenta a profecia da cena dos Magos vindos a Jerusalém. E, na segunda leitura, Paulo dá o sentido da visita dos Magos: a Redenção é aberta a todos os povos. “Os pagãos são admitidos à mesma herança, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 3,6). Os Magos abriram seus presentes. Não se trata aqui de presentes para o enriquecimento do Messias, como se faziam aos reis, mas reconhecimento de sua Pessoa. Os novos magos que procuram a verdade encontram em Jesus no qual reconhecem o Senhorio, a Divindade e a Paixão. O grande presente que oferecemos a Deus é acolher seu plano de salvação em Jesus. Os novos magos, os de corações abertos para Deus procuram Jesus por todos os meios e encontram com Maria, isto, no ministério da Igreja. O progresso do mundo, não só pode encontrar Jesus, mas tem meios mais aptos ainda para ser alegrar por ver a Estrela. 
Voltaram por outro caminho 
“Os Magos, avisados em sonho para voltarem a Herodes, retornaram para sua terra, seguindo por outro caminho” (Mt 2,12). Eram homens sábios, humildes, mas não ingênuos. Souberam não fazer o jogo dos poderosos que queriam dominar e se livrar de toda renovação de vida. Voltar por outro caminho testemunha o fruto da fé. Quem crê faz o caminho de Cristo, pois Ele é o Caminho (Jo 14,6). Nesse caminho se estabelece a Vida Nova a partir de uma Verdade nova. Seguindo o sentido da festa, somos convocados e levar aos outros as maravilhas que aprendemos de nosso encontro com Cristo. A próxima celebração é o Batismo de Jesus. É sua manifestação aos Judeus como Messias conduzido pelo Espírito. Cristo se manifestará aos primeiros discípulos como o vinho novo em Caná. 
Leituras: Isaias 60,1-6;Salmo 71;
Efésios 3,2-3ª.5-6; Mateus 2,1-12. 
1. O Mistério Pascal de Cristo envolve todos os acontecimentos de sua vida. Celebrando a Epifania, celebramos a Manifestação de Deus em Cristo que culmina com sua Ressurreição e glorificação. A estrela é Jesus. A alegria que tiveram ao ver a estrela sobre o lugar do nascimento lhes deu uma grande alegria, como na Ressurreição. 
2. A festa dos Reis Magos – Epifania - quer nos ensinar que a salvação veio para todos os povos, como escreve Paulo. Os presentes ouro, incenso e mirra são a lembrança que o reconhecemos como senhor, como Deus e como Servo sofredor. O presente que oferecemos agora é acolher o plano de salvação em Cristo. Apresentamos Cristo nos braços de Maria. 
3. Os Magos voltaram por outro caminho. Não fizeram o jogo do poderoso Herodes. Voltar por outro caminho testemunha o fruto da fé. O Caminho agora é Cristo. O mistério da Manifestação continua no Batismo e na revelação de Jesus aos discípulos como em Caná.
Velhinhos do barulho 
Imaginemos a cena: uma caravana de camelos com um povo diferente, com uns homens diferentes que poderiam ser até mais velhos, pedindo o endereço de um rei que tinha acabado de nascer. Não havia GPS. Só tinham SPG (Só Perguntado à Gente). Foi um fogo que se espalhou rápido que chegou até Herodes. Os bons homens foram ter com o rei que os recebeu e conversou longamente sobre o assunto pedindo que voltassem. Foram até Belém, que era o lugar indicado para nascer o Messias. Ali adoraram o Menino. Deram presentes e voltaram a seus países por outro caminho para não voltar a Herodes. Eles eram gente de bom coração, fossem velhos, fossem mais novos, mas espertos e não fizeram o jogo do rei. Essa festa não quer somente contar uma história bonita. Como Paulo nos explica, é a manifestação do mistério de Deus que se destina a todos os povos, não somente aos judeus. Assim Jesus nasceu para os pobres pastores humildes, mas nasceu também para todos os povos, onde se encontrar um coração humilde. Esses homens lembram a maravilha da salvação da qual ninguém está excluído. 
Homilia da Epifania do Senhor (03.01.2016)

EVANGELHO DO DIA 27 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 9,41-50. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus díscípulos: «Quem vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa». Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que creem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. E, se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. E, se um dos teus olhos é para ti ocasião de pecado, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga». Na verdade, todos serão salgados com fogo. O sal é coisa boa; mas se ele perder o sabor, com que haveis de temperá-lo? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Sermão sobre o demónio tentador 
Caminhos para entrar na vida eterna 
Quereis que vos indique os caminhos da conversão? São numerosos, variados e diferentes, mas todos conduzem ao Céu. O primeiro caminho da conversão é o reconhecimento das nossas faltas. «Recorda-me o que tens contra mim e discutiremos, conta-mo para ver se tens razão» (Is 43,26); é por isso que o salmista observa: «Disse: "Vou confessar ao Senhor a minha falta", e logo me perdoastes a culpa do pecado» (Sl 32,5). Condena pois, as faltas que cometeste, e tal bastará para o Senhor te atender; pois quem condena as suas faltas tem a vantagem de não querer voltar a cair nelas. Há um segundo caminho, não inferior ao referido, que é não guardar rancor aos inimigos e dominar a cólera para perdoar as ofensas aos companheiros, porque assim obteremos o perdão das que nós cometemos contra o Mestre; é a segunda maneira de obter a purificação das nossas faltas, porque, «se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará» (Mt 6,14). Queres conhecer o terceiro caminho da conversão? É a oração fervorosa e perseverante, feita do fundo do coração. O quarto caminho é a esmola, que tem uma força considerável e indizível. A modéstia e a humildade não são meios inferiores para destruir os pecados pela raiz; temos uma prova disso no publicano, que não podia gabar-se de ter praticado boas ações, mas as substituiu pela humildade, entregando assim o pesado fardo das suas faltas (cf Lc 18,9s). Acabamos de indicar cinco caminhos de conversão. Não fiques, pois, inativo, mas utiliza todos estes caminhos no teu dia a dia. São caminhos fáceis, e não podes apresentar a tua miséria como desculpa para os não percorreres.

São Besas Mártir - Festa: 27 de fevereiro

Século III. 
Durantea perseguição de Décio, o cristão Juliano e seu servo Cronio / Euno foram martirizados em Alexandria. Um soldado chamado Besas, que repreendeu a população que insultou os mártires, foi denunciado, preso e decapitado. Seu martírio foi lembrado em vários martirológios, mas com datas e nomes diferentes. 
Martirológio Romano: No mesmo lugar, São Besas, mártir, que, como soldado, tentando deter aqueles que insultaram os mártires anteriores, foi denunciado ao juiz e, permanecendo firme na fé, foi decapitado. 
Dionísio de Alexandria, em sua carta a Fábio de Antioquia, relatada por Eusébio, narrando o martírio de Juliano, um cristão de Alexandria, e seu servo Cronius ou Euno, no tempo de Décio, conta que um soldado chamado Besas (Bass) repreendeu a população que insultou os mártires enquanto eles eram carregados nas costas de camelos e açoitados pelas ruas da cidade.