quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

SANTO HILÁRIO, PAPA

Hilário tomou parte da delegação pontifícia no Concílio de Éfeso, onde defendeu a supremacia da Sé de Roma. Como Papa, preocupou-se, sobretudo, com as rivalidades das Igrejas Orientais. Deve-se a ele a decoração da Basílica de Latrão. Foi sepultado no cemitério romano de Verano. 
Hilário (em latim: Hilarus ou Hilarius) 
(Sardenha, 415 — 28 de fevereiro de 468) 
Papa eleito em 19 de novembro de 461. 
Lutou pelos direitos da Igreja no Primeiro Concílio de Éfeso. Estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Estabeleceu um vicariato na Espanha e fundou, em Roma, vários conventos para mulheres. Morreu após um pontificado de seis anos, três meses e dez dias. Foi sepultado na igreja de São Lourenço Fora dos Muros. É venerado como santo a 17 de novembro.

TORCATO DE GUIMARÃES Bispo, Santo entre os séculos VII e VIII

Bispo que parece ter sido enviado
 à Península Ibérica no I ou no II século. 
O seu corpo veio de Cádis 
quando da invasão muçulmana e 
foi depositado na igreja duma aldeia perto 
de Guimarães, que tomou o seu nome.
O corpo continua incorrupto.
Torcato nasceu no seio de uma família romana do nome de “Turquatus romanus”, que nesse longínquo tempo vivia em Guimarães, que alguns séculos mais tarde viria a ser a cidade berço do reino lusitano. Diz-se que desde a sua juventude deu mostras de grandes virtudes que o levaram a exercer funções de responsabilidade. Uma delas, que viria a ser determinante na sua vida, foi aquela de Arcipreste da Sé de Toledo, já então famosa. O seu comportamento neste cargo foi motivo de admiração e de respeito da parte dos grandes prín-cipes da Igreja de então que o nomearam Bispo de Iria Flávia, ou Padrão, diocese situada na actual Galiza. Para conseguir exercer o papel de bispo, rezou à Virgem Maria — da qual era muito devoto — e pediu-lhe que o ajudasse a ser um bom bispo e amigo dos pobres. A firmeza e a eloquência da sua doutrina e da sua sabedoria ressaltaram no XVI Concílio de Toledo, em 693, que o aclamou Arcebispo de Braga e pouco tempo depois do Porto e de Dume. A vida da região corria pelo melhor até que em 711 os árabes muçulmanos entrando pelo sul da península ibérica — comandados por Murça, general enviado por Tarik — começaram a conquistar aquelas terras, espalhando o culto a Alá e a Moamé em todas as regiões submetidas.

ROMÃO DE CONDAT Ermita, Abade, Santo século V

Primeiro eremita que existiu na França,
 num lugar entre a Suíça e a Borgonha, 
chamado Condat, onde foi também abade.
São Romão, que viveu no século V e foi o primeiro eremita que existiu na França. Natural de Borgonha, entrou bem cedo no célebre e mais antigo mosteiro da França, Ainay. Tendo aprendido os princípios da vida religiosa, retirou-se para a solidão, num lugar chamado Condat, entre a Suíça e Borgonha, onde mais tarde se lhe associou o irmão, Lupicino. Algum tempo viveram juntos, entregues às práticas reli-giosas, quando começaram a experimentar imper-tinentes perseguições do demónio, que procurou as-sustá-los de mil modos. Bastante incomodados com as artimanhas do inimigo, retiraram-se daquele lu-gar, em demanda de um outro. Surpreendidos pela noite, hospedaram-se na choupana de uma pobre mulher. Esta, sabendo do motivo da fuga, disse-lhes: “Fizestes mal em ter abandonado a vossa casa. Se tivésseis lutado com mais coragem e pedido sossego a Deus, teríeis vencido as insídias do demónio”. Enver-gonhados com esta advertência, voltaram ao lugar de onde tinham saído e de facto nunca mais o demónio os incomodou.

ANTÓNIA DE FLORENÇA Viúva, Religiosa, Beata 1401-1472

Nasceu em Florença, na Itália, em 1401. 
Quando tinha quinze anos, casou-se 
e logo em seguida teve um filho. 
Poucos anos depois seu marido faleceu. 
decidiu então ingressar a 
Ordem das Irmãs Terciárias Regulares. 
Pio IX aprovou seu culto no dia 17 de Setembro de 1847.
Nasceu em Florença, na Itália, em 1401. Quando tinha quinze anos, casou-se e logo em seguida teve um filho. Poucos anos depois seu marido faleceu. Para garantir um futuro ao filho, casou-se novamente, mas também este segundo marido veio a falecer alguns anos depois. Como seu filho já era grande e poderia sobreviver por sua própria conta, decidiu ingressar na Ordem das Irmãs Terciárias Regulares. Mais tarde ingressou no Convento de Santo Onofre, em Florença. Por ser bastante dedicada aos afazeres diários dentro do convento e o apoio espiritual que, generosamente, dedicava a suas irmãs de fé ganhou a admiração e respeito de todas e até mesmo as suas superioras. Algum tempo depois foi enviada para Foligno para pregar e transmitir sua dedicação a Deus. Depois seguiu para Áquila, mais precisamente para o Con-vento de Santa Isabel. Neste Convento teve como orientador espiritual São João de Capristano, quem, junto com São Bernardino de Sena, promovia a cha-mada “observância”. Antónia sentia a urgência de uma regra mais austera, de uma pobreza mais rígida, de uma abne-gação mais perfeita. Com a aprovação de Nicolau V, e a bênção de São João Capistrano, vigário Geral, em 1447 retirou-se com outras doze irmãs para o Mos-teiro Corpo do Senhor, lá onde elas pretendiam viver em pobreza absoluta e observar com muito rigor a regra de Santa Clara. Foi a superiora pelo resto de sua vida, sempre observando e respeitando as regras de Santa Clara. Faleceu aos 71 anos de idade, em 1472. A cidade de Áquila venera-a como santa desde a sua morte. 

DANIEL BROTTIER Sacerdote espiritano, Fundador, Beato 1876-1936

Sacerdote francês, da Congregação 
dos Missionários do Espírito Santo. 
Fundou uma casa para órfãos 
na região parisiense.
Daniel Brottier nasceu em 7 de Setembro de 1876 em La Ferré-Saint-Cyr, uma bonita aldeia não muito longe da cidade de Chambord no departamento de Loire-et-Cher. A casa onde ele nasceu ainda está de pé. Ficava perto do castelo onde seu pai era cocheiro para a Marquês de Durfort. Daniel sempre quis ser um padre, e comecei a aprender latim antes mesmo que ele frequentou a escola. Daniel fez sua primeira comunhão em 1886 na idade de dez anos, e entrou no seminário menor de Blois no ano seguinte. Seus companheiros de escola recordou-o como um alegre, extrovertido, menino, mesmo maldoso (espiègle), mas de bom coração. Em 1896, na idade de 20, ele fez um ano de serviço militar em Blois. Após longos anos de um padre do seminário, foi ordenado em 22 de Outubro de 1899 pelo Bispo de Blois Laborde.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quarta-feira – Santos: Justo, Romão, Serapião
Evangelho (Mt 20,17-28) “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim.”
Já no tempo de Jesus as autoridades oprimiam os povos. É praticamente não se faz nada para mudar isso. Não devemos dominar, seja na família, na sociedade e muito menos na igreja. Muitos procuram de fato fazer isso, e são grandes porque servem. Nem sempre, porém, nos lembramos que devemos pensar, falar e agir para que na família, na sociedade e na igreja não haja nenhum tipo de abuso e dominação.
Oração
Senhor Jesus, faz tanto tempo que dissestes que entre nós ninguém deve usar a autoridade e o poder para se impor, dominar e se fazer de grande. E ainda não aprendemos. Ainda agora Francisco, nosso papa, está a nos convidar para uma profunda conversão. Socorrei-me, Senhor, dai-me coragem de mudar meu modo de ser na família, sociedade e igreja. E coragem também para pedir mudanças, Amém.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Ser alimento”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Fé é vida
 
Crer é receber a Vida eterna que dura para sempre e não se esgota. Quanto mais vive, mais ela cresce. Vida eterna é participação na Comunhão do Pai, do Filho e do Espírito. Esta comunhão de mútua doação é sua Vida. Estar unido Um ao Outro constitui a Trindade. A Vida eterna não é para um futuro, mas está presente já e agora em atuação permanente. Ter fé não é só acolher uma verdade, mas é acolher a Vida, pois Deus habita naquele que Nele crê e O ama. Diz Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos nossa morada” (Jo 14,23). Jesus mora em nos como Vida: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Tendo a Vida de Jesus em nós não estamos ligados só a Ele, mas, estamos em união aos outros. Esta Vida para ser a verdadeira, tem que ser vida que se doa para que haja Vida. Participamos com Ele de sua missão: “Eu vim para que tenham Vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Ter a Vida que Jesus dá, é dar-se como Vida. As pessoas não precisam de coisas, querem vida. A transmissão da vida a outros não se reduz a ensinar mas comunicar capacidade de viver, pois formamos o Corpo de Cristo e há comunicação de vida como num corpo físico. Se um membro está bem, todos estão bem com Ele. A fé cristã recusa todo tipo de individualismo e puro subjetivismo. O Eu só é completo em D-eu-s. Ele é sempre comunhão, participação e doação. Não sentimos a vida da fé. Sentem-na os que percebem que a fé em nós é habitação de Deus e entrega de amor, como o fez Jesus. 
Vida é multiplicar-se 
Esta reflexão procura compreender o milagre da multiplicação dos pães que não foi um mero distribuir pão de graça num piquenique mal preparado. Ela é um ensinamento sobre Jesus, de modo particular em seu mistério da Eucaristia na Ceia e realizado no Calvário e coroado de glória na ressurreição. Os ouvintes não entenderam, por isso se retiraram. Pedro afirma a Jesus: “Senhor, a quem iremos? Tens palavras de Vida eterna e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus” (Jo 6,68-69). Na profissão de fé, em nome dos outros discípulos, Pedro assume o milagre como sua missão. De agora em diante nós multiplicaremos a vida para que cesse toda fome. Esta multiplicação são as imensas obras de solidariedade na caridade que tantos fazem, tanto espiritual como humana. Fazem da Eucaristia uma escola e uma fonte de Vida para dar Vida. É aqui que podemos compreender que, quando comungamos sem esses sentimentos não distinguimos o Corpo do Senhor, como nos escreve Paulo. Quem comunga, recebendo o Corpo do Senhor, e não se abre para multiplicar a vida e os meios de vida, não vai crescer na fé. Comungar para si não é o que Jesus quis. Comunhão é também com aqueles com os quais Deus se comunica. 
Alegres na doação. 
O povo ficou feliz com o milagre. Jesus também, pois o fez em abundância. A alegria da multiplicação invade nosso coração quando nos doamos assumindo a decisão de estar sempre repartindo o Pão que é Jesus e o pão que nos leva a Jesus. O povo no deserto se alegrou com aquela chuva, pão vindo do céu. Nós nos alegramos com torrente de graças que vem do Cristo, pão repartido. Mergulharemos nas águas da graça de Deus quando virmos os rostos felizes dos necessitados sentido-se amados por Deus através de nós. Isso acontece já em nosso dia a dia. Convém, contudo estar atento a não perder esta alegria.
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2012

EVANGELHO DO DIA 27 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 23,1-12. 
Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por mestres. Vós, porém, não vos deixeis tratar por mestres, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na Terra, não chameis a ninguém vosso pai, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por doutores, porque um só é o vosso doutor, o Messias. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena (1347-1380) 
Terceira dominicana, doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Diálogos, cap. 4 
«Quem se humilha será exaltado»
[Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe:] Pedes-Me para Me conhecer e Me amar, a Mim, que sou a Verdade suprema. Eis a via para quem quer chegar a conhecer-Me plenamente e apreciar-Me, a Mim, que sou a Verdade eterna: não saias nunca do conhecimento de ti e, abaixada no vale da humildade, em ti mesma Me conhecerás. E a este conhecimento irás buscar tudo o que te falta, tudo o que te é necessário. Nenhuma virtude tem vida em si própria, se a não tira da caridade; ora, a humildade é a senhora e a governanta da caridade. No conhecimento de ti mesma, tornar-te-ás humilde, pois verás que nada és por ti e que o teu ser vem de Mim, uma vez que Eu vos amei antes mesmo de terdes existido. Foi devido a este amor inefável que tenho por vós que, querendo recriar-vos pela graça, vos lavei e recriei no sangue derramado pelo meu Filho único com tão grande fogo de amor. Só este sangue dá a conhecer a verdade àquele que tiver dissipado a nuvem do amor-próprio através do conhecimento de si. Com este conhecimento de Mim, a alma abrasa-se com um amor inefável e, devido a este amor, experimenta uma dor contínua. Não é uma dor que a aflija ou a seque (longe disso, pelo contrário, fecunda-a); mas, uma vez que conheceu a minha verdade, as suas próprias faltas, e a ingratidão e cegueira do próximo, sente uma dor intolerável. Aflige-se apenas porque Me ama; se não Me amasse, não se afligiria.

São Besas Mártir 27 de fevereiro

Durantea perseguição a Décio, o cristão Juliano e seu servo Cronio/Euno foram martirizados em Alexandria. Um soldado chamado Besas, que repreendeu os plebeus que insultavam os mártires, foi denunciado, preso e decapitado. Seu martírio foi registrado em diferentes martirológios, mas com datas e denominações diferentes. 
Martirológio Romano: No mesmo lugar, Santa Besas, mártir, que, como soldado, tentando conter aqueles que insultavam os mártires anteriores, foi denunciado ao juiz e, permanecendo firme na fé, foi decapitado.

27 de fevereiro - Beato Mark Barkworth

Mark Barkworth nasceu em 1572 em Searby, Lincolnshire. Ele estudou por um período em Oxford, embora não haja notícias de sua permanência lá. Ele foi recebido na Igreja Católica em Douai em 1593 por um jesuíta flamengo, o padre George, e entrou no colégio local, onde os candidatos para o sacerdócio inglês estavam estudando para retornar como missionários para sua terra natal. Por causa de uma epidemia de peste, foi enviado para Roma em 1596 e de lá para o Real Colégio de Sant'Albano em Valladolid, na Espanha, onde entrou em 28 de dezembro de 1596. Dizem que, enquanto viajava, teve uma visão de São Bento de Nurcia, que profetizou que morreria mártir com o hábito beneditino. Ordenado sacerdote no Colégio antes de julho de 1599, ele voltou como missionário na Inglaterra, juntamente com o padre Thomas Garnet. Ao longo do caminho, ele ficou no mosteiro beneditino de Hyrache em Navarra, onde seu desejo de se juntar à Ordem foi realizado: ele se tornou um Oblato Beneditino, obtendo o privilégio de emitir sua profissão no momento da morte. Fugindo dos huguenotes, ele foi preso enquanto ele estava chegando a sua cidade natal e jogado na prisão de Newgate, onde permaneceu por seis meses; de lá, ele foi transferido para a prisão de Bridewell.

27 de fevereiro - Santa Ana Line

Desde a instauração do anglicanismo pelo rei Henrique VIII, em 1531, os países da Comunidade Britânica viviam dias difíceis. Os católicos eram perseguidos, os sacerdotes ou eram expatriados ou condenados à morte. Muitos retornavam clandestinamente a Inglaterra para dar assistência religiosa aos leigos e corriam o risco de serem presos e condenados. Vários mosteiros e igrejas foram queimados. Foram anos de intensa perseguição e muitos foram os mártires da Fé católica, leigos e eclesiásticos. Tal situação perdurou ainda pelo século XVII. Ana viveu nesta época. Ela nasceu no ano de 1567 em Dunmow, no Condado de Essex, segunda filha de William Heigham de Dunmow, e de Ana Alien. Ana havia se convertido ao catolicismo junto com seu irmão William. Depois de tentar sem sucesso fazê-la apostatar, o pai, um abastado e rigoroso calvinista, deserdou-a e ao irmão, e expulsou-os de casa. Pouco tempo depois, provavelmente em 1586, Ana desposou Roger Line, ele também um jovem católico convertido, deserdado pelo mesmo motivo. Mas Ana logo ficou sozinha e sem recursos, porque seu esposo e seu irmão foram presos quando assistiam à Missa, naquele tempo uma grave transgressão. Depois de pagarem uma multa, foram banidos do país. Roger foi para Flandres onde recebia uma pequena pensão do Rei da Espanha, parte da qual enviava para a esposa em Londres.

LEANDRO DE SEVILHA Bispo, Santo + 600

Nasceu em Cartagena, na Andaluzia. 
Sendo monge, foi nomeado bispo de Sevilha. 
Amigo de São Gregório Magno
Nasceu em Cartagena este grande Bispo da Espanha, defensor impertérito dos interesses da Igreja. Como ele, foram canonizados seus irmãos Fulgêncio e Isidoro e sua irmã Florentina. Já na mocidade gozava Leandro S. Leandro de Sevilha, Bispofama de grande sábio. Este renome ainda cresceu com a entrada para a Ordem de S. Bento, em Hispalis. Cumpridor consciencioso de todos os deveres, em pouco tempo Leandro se tornou modelo de religioso perfeito. Morto o Bispo de Sevilha, foi ele eleito sucessor do mesmo. Reinava naquele tempo Leo-vegildo, fautor e protector da seita ariana, e inimigo dos católicos. Foi sempre a maior diligência de S. Leandro confirmar na fé os católicos e chamar os hereges ao aprisco do Bom Pastor. Grande consolação trouxe-lhe a conversão do prín-cipe real mais velho, Hermenegildo, que mais tarde, em testemunho da fé, sofreu o martírio. Os resul-tados estupendos que teve, na propaganda entre os hereges, mereceram-lhe o ódio profundo dos arianos, os quais, por diversas vezes tentaram matá-lo; se não conseguiram seu intento, foi por uma protecção divina visível. Sempre alcançaram do rei, amigo e fautor da seita, que Leandro e o irmão Fulgêncio fossem desterrados do reino.

São João Abade de Gorze 27 de fevereiro

Abade em Gorze onde o seu predecessor 
o obrigou a moderar as suas penitências. 
Este Santo foi encarregado duma missão 
junto do rei muçulmano de Córdova.
Nascido na Lorena, completou os primeiros estudos em Metz e Saint-Mihiel. Quando seu pai morreu, ele teve que cuidar dos bens da família. Fundou um grupo de monges regulares e recebeu a Abadia de Gorze, que restaurou. Foi enviado em missão pelo califa de Córdoba e com a morte de Einoldo tornou-se abade de Gorze. Ele morreu em 976.
Etimologia: João = o Senhor é beneficente, dom do Senhor, do hebraico 
Emblema: Equipe pastoral 
João de Gorze, nascido na Lorena, filho de ricos agricultores por volta de 900, completou seus primeiros estudos em Metz e Saint-Mihiel. Com a morte do pai, foi obrigado a cuidar da administração dos bens da família. Quando seus irmãos puderam assumir essa função, ele foi nomeado pároco de uma igreja por um senhor vizinho. Mais tarde, João entrou em contato com o mosteiro feminino de São Pedro de Metz, onde ficou impressionado com a devoção de uma jovem freira que usava saco. A partir desse momento decidiu dedicar-se à penitência e ao estudo, e com alguns companheiros fundou um grupo de monges regulares. Em 933, João recebeu do bispo de Metz a abadia de Gorze, que se encontrava em estado de abandono.

GREGÓRIO DE NAREK Religioso, Santo ca. 951-1003

Monge, Doutor de Igreja arménia.
São Gregório de Narez nasceu provavelmente em 951, no seio de uma família toda ela entregue ao serviço da Igreja da Arménia. Seu pai, o Bispo Khosrow escreveu diversos livros sobre teologia. Seu tio materno dirigiu durante anos o Mosteiro de Narek, situado a sul do lago de Van. Ali também Gregório irá passar a maior parte da sua vida, onde também ensinou e onde morreu, por volta de 1003. Foi teólogo, poeta e filósofo. Pelo fim da sua vida, este grande místico escreveu em língua arménia clássica um poema intitulado Livro das Lamentações, obra-prima da poesia arménia medieval. Para o fazer, o mestre tinha ido buscar a língua litúrgica e deu-lhe uma nova forma, remodelada e simplificada. Redigiu também odes a Maria, cânticos e panegíricos. A sua influência marcou os mais importantes poetas da literatura arménia e a sua obra é considerada um dos cumes da literatura universal.
(*)Andzevatsik, Türkiye, por volta de 950
(+)Narek, Türkiye por volta de 1005 
O monge Gregório de Narek foi um ilustre teólogo, poeta e escritor religioso armênio. Suas obras incluem um comentário ao Cântico dos Cânticos, numerosos panegéricos (incluindo um em homenagem a Nossa Senhora) e uma coleção de 95 orações em forma poética chamada "Narek" em homenagem ao mosteiro onde viveu. A sua teologia apresenta aspectos importantes da Mariologia, incluindo o pré-anúncio do dogma da Imaculada Conceição, proclamado mais de oitocentos anos depois.Em 12 de abril de 2015, o Papa Francisco declarou-o "Doutor da Igreja universal" com a Carta Apostólica "quibus sanctus Gregorius Narecensis Doutor Ecclesiae universalis renuntiatur ”. Em 2021, o mesmo Pontífice inscreveu São Gregório de Narek no Calendário Romano Geral no dia 27 de fevereiro com o grau de memória facultativa. 
Martirológio Romano: No mosteiro de Narek, na Armênia, São Gregório, monge, doutor dos armênios, famoso por sua doutrina, escritos e ciência mística.

GABRIEL DE N. S. DAS DORES Seminarista passionista, Santo 1838-1862

Jovem passionista em Morrovalle (Itália). 
Morreu aos vinte anos e é o padroeiro dos 
jovens seminaristas, noviços e escolásticos.
Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava o São Luís Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de Março de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a graça do baptismo, na mesma pia, em que foi baptizado o grande patriarca S. Francisco, na Igreja de S. Rufino. O pai do Santo, já com vinte e dois anos era governa-dor da cidade de Urbânia, cargo que sucessivamente veio a ocupar em S. Ginésio, Corinaldo, Cingoli e Assis. Como um dos magistrados dos Estados Pontifícios, gozava de grande estima do Papa Pio IX e Leão XIII honrava-o com sua sincera amizade. A mãe era de nobre família de Civitanova d’Ancona. Estes dois cônjuges apresentavam modelos de esposos cristãos, vivendo no santo temor de Deus, unidos no vínculo de respeito e amor fidelíssimo, que só a morte era capaz de solver. Deus abençoou esta santa união com treze filhos, dos quais Gabriel era o undécimo. Este, no baptismo recebeu nome de Francisco, em homenagem a seu avô e ao Seráfico de Assis.

FRANCISCA ANA DA VIRGEM DAS DORES Religiosa, Fundadora, Beata (1781-1855)

Religiosa espanhola. 
Fundou, aos setenta anos uma nova 
Congregação dedicada à caridade
 e ao ensino do catecismo.
Francisca Ana, chamada habitualmente Francinaina, nasceu em Sencelles, Mallorca, Baleares, em 1º de Junho de 1781, sendo baptizada no mesmo dia; pertencia a uma família de camponeses. Desde pequena se sentia chamada a se consagrar a Deus na vida religiosa. Mas inúmeras e variadas dificuldades a impediram de fazê-lo, com muito pesar de sua parte. Cresceu como qualquer menina do povoado de então; como ajudava os pais e os três irmãos mais velhos nos trabalhos do campo e da casa, Francinaina não fez os estudos elementares. Analfabeta, aprendia o catecismo de memória; também aprendeu a costurar. Desde pequena se dedicava às devoções do Rosário, da Via Sacra, bem como à frequência na Comunhão. Pediu permissão para entrar em um convento, mas seu pai não aceitou, o que a fez se tornar terciária franciscana desde 1798, levando uma vida de religiosa em sua casa e em meio aos seus trabalhos seculares. Aos 26 anos, falecida sua mãe e também seus irmãos, Francinaina vivia junto a seu pai na casa familiar. Além de cuidar de seu pai, ela se encarregava de todas as tarefas do campo e domésticas. Em 1821, seu pai falece. Por ocasião de sua morte Francinaina tinha quarenta anos; ela reafirmou seu projecto de dedicar sua vida a Deus e aos demais.

MARIA DE JESUS DELUIL MARTINY Religiosa, Fundadora, Beata 1841-1884

Religiosa marselhesa, fundadora das 
Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, 
para a adoração e reparação. 
Assassinada por um jardineiro, em Marselha.
Filha de um brilhante advogado e excelente católico, sua mãe era uma digna sobrinha bisneta da Venerável Ana Madalena Remuzat, a visitandina que durante a peste de 1720 havia conseguido que Marselha se consagrasse ao Coração de Jesus. Assim, a devoção ao Sagrado Coração era considerada "património familiar". Maria nasceu em Marselha a 28 de maio de 1841. Foi educada pelos pais e pelas religiosas da Visitação. Um dia as Irmãs contam suas travessuras ao Mons. de Mazenod, fundador dos Oblatos de Maria Imaculada (canonizado em 1995), que lhes responde: "Não se inquietem, são coisas de menina; verão que um dia será a Santa Maria de Marselha". Em 1848, após vários distúrbios, o rei Luís Felipe abdica. As ruas tranquilas de Marselha, cidade cheia de recordações de São Lázaro, Santa Marta e Santa Maria Madalena, foram invadidas pelo ódio revolucionário. Maria tinha apenas 7 anos. Aproveitando-se da distracção momentânea dos adultos, sai de casa para ver de perto o que está acontecendo. Chega até as barricadas feitas pelos soldados. Sem medo, aproxima-se e observa tudo com interesse. Alguns soldados a ignoram, outros sorriem diante de sua inocente e viva curiosidade. Um a toma pela mão e a reconduz a casa.

MARIA CARIDADE BRADER Religiosa, Fundadora, Beata 1860-1943

Franciscana suiça que exerceu 
o seu 
ministério no Equador e na Colômbia. 
Fundou a Congregação das 
Franciscanas de Maria Imaculada. 
Beatificada em 2003.
Maria Caridade Brader é também conhecida como Maria Josafá Carolina Brader, Madre Caritas, Maria Caridade do Amor do Espírito Santo. 
Nasceu em 14 de agosto de 1860 em Kaltbrunn, Suíça como Maria Josafa Carolina Brader. Filha única de José Sebastião Brader e Maria Anna Carolina Zahner. Educada em uma família piedosa, ela era conhecida como uma menina muito inteligente e recebeu a melhor educação que os seus pais podiam dar. Seus pais tinham grandes planos para o seu futuro, mas em vez de continuar os estudos ela sentiu um forte chamado para a vida religiosa e entrou para o convento franciscano em Maria Jilf, Alstatten em 1º de Outubro de 1880, tomando o nome de Maria da Caridade do Amor de Espírito Santo, e fez seus votos definitivos em 22 de Agosto de 1882. Ela foi inicialmente designada como professora. Quando foi possível para as irmãs em clausura se tornarem missionárias, irmã Caritas, como era co-nhecida, foi voluntária com outras 5 irmãs para trabalhar em Clone, no Equador em 1888. Ela trabalhou durante 6 anos como professora e catequista das crianças. Em 1893 foi transferida para Túquerres, Colombia onde as condições eram muito difíceis, mas ela superou todos as dificuldades em breve estava ensinando a fé aos pobres e desamparados.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Terça-feira – Santos: Leandro de Sevilha, Valdomiro, Besas
Evangelho (Mt 23,1-12) “O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”.
Querer ser grande e importante é bom. Mas Jesus deixa claro que devemos procurar a verdadeira grandeza e a verdadeira importância, sem nos enganar com falsas grandezas. Devemos ser importantes para os outros, sendo útil para eles, colocando-nos a seu serviço. A verdadeira e única grandeza está na bondade, no amor, na disponibilidade, em sermos filhos de Deus e irmãos, servindo uns aos outros.
Oração
Senhor, afastai de mim o orgulho, a vaidade e a ambição. Ajudai-me a perceber que a verdadeira grandeza está em servir a vós e aos irmãos. Não permitais que eu use de minha posição – na família, na igreja, na firma – para tirar vantagem e me engrandecer às custas dos outros. Eu vos agradeço por todos aqueles que humildemente se dedicam a cuidar de mim, criando ambiente para que seja mais feliz. Amém.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Eu sou o Pão da Vida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Quem crê, possui a vida eterna.
 
Crer é aderir a Jesus. Ter fé é ter a Vida. Só aceita Jesus quem foi atraído pelo Pai: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai”(Jo 6,43). A fé é um dom de Deus. Não é uma ideologia. Quando Pedro diz em outra passagem: “Tu és o Filho de Deus”, Jesus diz: “Não foi nem a carne nem o sangue que te revelaram isso, mas meu Pai que está nos céus” (Mt 16,17). Não aceitar a chamada de Deus é murmurar, isto é, pecar, afastando-se de Deus. Cremos em Deus porque O vemos em Jesus. Deus é invisível. Jesus no-Lo revelou, pois disse “Quem me viu, viu o Pai. Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim?” (Jo 14,8). Ir a Cristo pela fé já é possuir a Vida Eterna. Vida eterna é a participação da Divindade, por isso não morre mais. É o alimento que dura para sempre. Jesus fez a comparação com o maná que os judeus comeram em sua caminhada do deserto durante 40 anos. O povo havia murmurado contra Deus porque não tinha o que comer. Murmurar é recusar. Diante das palavras de Jesus, também “os judeus começaram a murmurar a respeito do que Ele havia dito: ‘Eu sou o pão que desceu do céu’”. No deserto, eles comeram o maná e morreram como os mortais. Morreram, pois quem deu o alimento foi Moisés. Quem dá o verdadeiro pão do céu é o Pai e esse pão é Jesus que desceu do céu e deu vida ao mundo (Jo 6,32-33). Quem se alimenta de Jesus pela fé, tem a Vida. 
Quem dele come, nunca morrerá 
“E eu o ressuscitarei” (44). Quem comer deste pão viverá eternamente (51), pois Ele diz: “Eu SOU o Pão da Vida” (46). Não morrer significa ter vida nova em Cristo, pois para quem vive Nele, a passagem pela morte não é um rompimento, mas a continuação em outra dimensão. Moisés deu aos judeus, o Maná, pão que veio do céu. Mas, afirma Jesus que eles comeram e morreram. Agora “é meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. O pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (32). Crer é ter Vida, pois Jesus disse: “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Com esse discurso explica que Ele é alimento pela fé e pelo pão, por isso manda procurar o pão do céu. Crer é também receber o pão que Jesus nos deu na Ceia e mandou que fizéssemos o mesmo. Recebendo este pão e este vinho - Corpo e Sangue do Senhor -, recebemos também a vida eterna e temos a garantia da Ressurreição. Não basta só receber, é preciso receber na fé. A fé nos dá a Vida e a vida do fiel será coerente com a prática do bem. Paulo nos estimula a “sermos imitadores de Deus, como filhos que Ele ama” (Ef 5,2), como Jesus.
Símbolo que é uma verdade 
Na Eucaristia temos antes da comunhão um rito que passa despercebido. O padre toma a hóstia parte em duas partes e, de uma das partes, toma um pedacinho e põe no cálice com o vinho consagrado. Não significa fazer a união do Corpo e do Sangue de Cristo porque Ele está todo inteiro em cada um dos elementos. O importante é o gesto de partir. A própria Eucaristia já teve esse nome de Fração do Pão (Fractio Panis). Jesus partiu o pão e repartiu. É gesto fundamental no qual quis significar sua vida repartida para que todos tivessem vida. Assim, quem participa da Eucaristia assume esse projeto de repartir a vida. O símbolo realiza em Jesus e em nós esta verdade que é a salvação. Esse pão sustenta a caminhada, como Elias que comeu o pão e andou 40 dias e 40 noites até o monte de Deus (1Rs 19,8). O mesmo acontece a quem comunga: tem força na caminhada. 
Leituras: 1 Reis 19,4-8;Salmo 33; 
Efésios 4,30-5,2; João 6,41.51 
1. Crer em Jesus é ter sido atraído pelo Pai à fé. Murmurar como fizeram os judeus é recusar, isto é, pecar. Ir a Cristo é ter a Vida Eterna. Esta é a participação da Divindade, por isso não morre mais. Os judeus comeram o maná e morreram. Quem crê em Jesus come o pão verdadeiro que dá a vida eterna. 
2. Quem come deste pão viverá eternamente. Crer é ter Vida: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Crer também é receber o pão que Jesus nos deu na Ceia. Ao receber o Pão e o Vinho consagrados temos a vida eterna e a ressurreição. Dá a vida para ser coerente com a prática do bem.
3. O rito de partir o pão na Eucaristia significa o gesto fundamental de Jesus de repartir sua vida para que todos tivessem vida. Quem participa da Eucaristia assume esse projeto de repartir a vida. O gesto simboliza e realiza a salvação. Esse pão sustenta a caminhada, como a Elias. 
Eta pãozinho bom! 
A Bíblia conta um caso do profeta Elias que foi alimentado com um pão dado pelo anjo. Na força daquele pão, andou 40 dias até o monte Horeb para o encontro com Deus. Encontrar Deus é retomar o caminho da fé. Quem crê em Jesus come o Pão da Vida eterna. Comer o Pão da Vida é o mesmo que crer. Esse pão é sua carne dada para a vida do mundo. Sua carne é seu corpo. Para crer em Jesus é preciso ser atraído pelo Pai. Jesus nos revela quem é o Pai. Comer o Pão da vida, a carne de Jesus é aceitá-lo como vida e salvação, vida de Deus em nós. 
Homilia do 19º Domingo Comum (12.08.2012)