terça-feira, 14 de janeiro de 2025

EVANGELHO DO DIA 14 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 1,21b-28. 
Jesus chegou a Cafarnaúm e, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica 
§§ 2851-2854 
«Vieste para nos perder?» 
«Mas livrai-nos do mal». 
Nesta petição, o mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O «Diabo» («dia-bolos») é aquele que se atravessa no desígnio de Deus e na sua obra de salvação, realizada em Cristo. «Assassino desde o princípio, mentiroso e pai da mentira» (Jo 8,44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que toda a criação será «liberta do pecado e da morte» (Missal Romano). «Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca, porque o guarda Aquele que foi gerado por Deus e o Maligno não o pode atingir. Sabemos que somos de Deus, mas o mundo inteiro está sujeito ao Maligno» (1Jo 5,18-19). A vitória sobre o «príncipe deste mundo» (Jo 14,30) foi alcançada duma vez para sempre na «hora» em que Jesus livremente Se entregou à morte para nos dar a sua vida. Foi o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo foi «expulso» (Jo 12,31). «Lançou-se na perseguição da Mulher» (Ap 12,13), mas não logrou alcançá-la: a nova Eva, cheia da graça do Espírito Santo, foi preservada do pecado e da corrupção da morte. Então, «furioso contra a Mulher, o Dragão foi fazer guerra contra o resto da sua descendência» (Ap 12,17). Eis porque o Espírito e a Igreja rogam: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22,17.20), já que a sua vinda nos libertará do Maligno. Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Nesta última petição, a Igreja leva à presença do Pai toda a desolação do mundo. Com a libertação dos males que pesam sobre a humanidade, a Igreja implora o dom precioso da paz e a graça da espera perseverante do regresso de Cristo. Orando assim, antecipa na humildade da fé a recapitulação de todos e de tudo naquele que tem «as chaves da morte e da morada dos mortos» (Ap 1,18), «Aquele que é, que era e que há de vir, o Senhor do Universo» (Ap 1,8).

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